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quinta-feira, 16 de abril de 2020

CABACEIRAS NA ÉPOCA DO CANGAÇO - ENTRE PAIXÃO E ÓDIO



Borborema e Águida baseado nas histórias contadas por Apolônia Barros. Acontecida nos anos 1912.

Certo dia do ano 1912, o fazendeiro Severino de Barros Leira se preparava para uma festa no Paço Municipal de Cabaceiras. Logo mandou que dois dos seus vaqueiros arriassem alguns cavalos. Visto que algumas pessoas da família queriam ir à festa.

Uma jovem chamada Maria Águida, também estava na fazenda. Sendo ela sobrinha do dito fazendeiro e filha do Coronel Zé de Barros. A moça tinha ido passar uns dias na fazenda. Lá também se encontrava um primo da jovem. E os dois namoravam escondidos de seus pais. O jovem se chamava Borborema Barros. Que também visitava a fazenda do tio quando sabia que a sua namorada estava lá.

Nesse dia da festa, antes do pôr do sol, o fazendeiro Severino de Barros Leira saiu em seu cavalo acompanhado de algumas pessoas da sua família. Caminharam quilômetros pelos caminhos pedregosos da fazenda Corredor com destino a vila Cabaceiras. Onde lá no Paço Municipal aconteceria um baile dançante.

Na fazenda só havia ficado algumas pessoas que trabalhavam na lida do gado. Borborema Barros não se encontrava mais na Fazenda Corredor. Havia retornado para sua casa na fazenda Salambaia. Mas assim que soube que sua namorada Maria Águida tinha ido também para a festa na vila, não teve demora. Prontamente tratou de arriar seu cavalo e saiu a galope. Chegando à vila quase ao anoitecer. Vestido na mais alta elegância e acompanhado de mais dois rapazes.


O sol já havia se posto quando começou o baile no paço municipal da vila. E lá dentro a filha do Coronel Zé de Barros dançava aos cuidados de sua mãe. Que também estava acompanhada de outras damas. Enquanto Águida dançava no salão.

Mas em dado momento a jovem avistou Borborema Barros que entrava no Paço Municipal. No mesmo instante Águida interrompeu sua dança. E na ocasião aproximou-se do seu primo e chamou-o para dançar. Os dois saíram dançando no salão. Ela orgulhava-se ao dançar com o cavalheiro. E por alguns minutos encostava sua cabeça no ombro dele. Mas depois de alguns movimentos dançantes, os dois rapidamente saíram sem serem percebidos.

Do lado de fora do Paço Municipal de Cabaceiras, no clarear das luzes dos lampiões, o Coronel Zé de Barros conversava com pessoas amigas e influentes na política local. Nem sabia o que estava se passando naquela hora com a sua filha. Enquanto isso, sua esposa procurava a filha Águida pensativamente. Sem chamar atenção das outras pessoas.

Alguns minutos depois ficaram sabendo que Águida tinha fugido com o primo. Já era noite desse dia. Os dois se esconderam na casa de Jovino Modesto Cavalcante de Albuquerque, que morava por trás da igreja matriz. (Segundo dados em arquivo municipal, Jovino era cabaceirense, 2º Tenente do 13º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional da Comarca de Campina Grande, Estado da Paraíba). (* 1861 +1936).

Conta-se que nessa época, Águida tinha apenas dezesseis anos de idade. Havia poucas tentativas de namoro com o seu primo legitimo Borborema Barros, de vinte anos de idade. Ela Já falava em casamento. Pois era uma moça bonita, feliz e graciosa. E logo depois que os dois se ausentaram do Paço Municipal, uma mulher chamada Maria de Jesus tinha ido chamar o coronel Zé de Barros. Assustada falava: __ Coronel! Coronel Zé de Barros! Estão lhe chamando na casa do Tenente Jovino Albuquerque.

O Coronel Zé de Barros era homem de feição dura e ignorante ao extremo. Só falava com tom de brutalidade. E vendo o desespero da mulher que estava preocupada lhe chamando, queria que ela lhe contasse de imediato o que diabo estava acontecendo. A pobre mulher sem querer dizer o nome da moça, pausadamente, com a voz calma e tremula falava ao coronel que o seu sobrinho Borborema Barros tinha carregado uma moça.

Somente na frente da casa de Jovino Albuquerque, Tenente do Batalhão da Guarda Nacional, foi que o fazendeiro Severino de Barros Leira contou ao Coronel Zé de Barros que a tal moça que seu sobrinho havia escondido era sua filha Águida. E o coronel não teve demora. No mesmo instante sombreou o olhar descendo as sobrancelhas e sentiu que o problema era mais grave do que ele pensava. Sacou logo de uma arma na cintura, alongou seu olhar no sentido da porta da casa de Jovino Albuquerque e disparou três tiros. O coronel partiu bravo e furioso querendo matar o casal de namorados. As pessoas tentavam acalmá-lo para que ele não entrasse na casa.

Enquanto isso, na escuridão da noite. O negro chamado Damião Santos ajudou os namorados a fugirem pelos fundos da casa. Na madrugada do dia seguinte os namorados fujões chegaram à fazenda Corredor.

Assim que o sol da manhã raiou na fazenda Corredor os vaqueiros levaram o gado para pastar na serra. E nesse dia quando se aproximaram da furna de Anacleto foram surpreendidos pelos cangaceiros de Antonio Silvino. Os cangaceiros já eram acostumados andar nas caatingas da dita fazenda. Logo os vaqueiros ficaram proseando com os cangaceiros.

Nesse dia do ano 1912, na fazenda Corredor um dos vaqueiros que se chamava Negro Velho cantou alguns versos de aboios para os cangaceiros. Negro Velho era um poeta repentista que cantava seus versos descrevendo o cenário da vegetação. Onde se via os pés de angicos todo desfolhados e sem vidas. A terra estava coberta pelas folhagens secas. Os lajeados ajudavam na decoração do cenário, onde repousavam. Os cangaceiros ouvindo o vaqueiro cantador, também observava a paisagem verde amarelado com alguns pés de juazeiros, mandacarus, xiquexiques e macambiras.

Nesse dia o cangaceiro Antonio Silvino se revestiu de lembranças ao escutar os versos do vaqueiro. O poeta também falava da vida desgraçada que os vaqueiros levavam na lida do campo. Sua pele negra e queimada pelo sol admirava Antonio Silvino que lhe apelidou de: “Sabiá Cantador”.

Nesse dia, depois de uma caminhada rápida de ida e volta até os cangaceiros, Negro Velho quem noticiou ao seu patrão a chegada dos cangaceiros. Onde lá havia contado tudo que estava se passando. Ou seja, um pouco das histórias que lhe contara sobre Borborema Barros e Águida. Os dois namorados fujões, sobrinhos do fazendeiro Severino de Barros Leira.

Conta-se que depois o cangaceiro Antonio Silvino juntou o bando e rumou para a casa grande da fazenda Corredor. O bando fez caminhadas por entre os serrotes e as caatingas. Chegaram silenciosamente ao local desejado. Perto dali surpreenderam seis capangas do Coronel Zé de Barros a procura dos namorados fujões, que já se encontravam escondidos na fazenda. Os capangas foram desarmados e colocados deitados em cima de um carro de bois. Onde ficaram debaixo de uma quixabeira ao lado de um curral. Com os pés e as mãos amarradas. Dizem que um deles havia sofrido várias chicotadas por desagradar Antonio Silvino.

Segundo as histórias contadas, numa manhã quente de verão do ano 1912, que o cangaceiro Antonio Silvino havia chegado à fazenda Corredor. Lá o bando tinha sempre a permissão do fazendeiro para pousar na fazenda. E visto nesse dia o cangaceiro achou de encontrar um grande problema entre a família “Barros Leira”. Conta-se que essa família vez por outra entrava em questões. Até mesmo com os parentes. E o cangaceiro Antonio Silvino havia encontrado um grande problema. O mesmo se sentiu autorizado a resolver essa questão de Borborema Barros e Águida. Dessa vez não foi preciso derramamento de sangue entre as famílias envolvidas.

Sabe-se que o cangaceiro Antonio Silvino não era família da moça e muito menos do rapaz. Mas essa situação ficou agravante demais e sendo amigo do fazendeiro lhe obrigou interferir. Era caso de vida ou morte entre as famílias. E o cangaceiro entrou na questão como amigo da família para apaziguar a situação. Como de fato conseguiu sugerindo a família fazer o casamento dos namorados fujões, ou seja, do rapaz com a moça. Mas foi logo dizendo: _ Se não fossem filhos dos seus amigos, a moça ia levar uma surra. E o rapaz ser feito a capação, ou então a morte do cabra.

O Coronel Zé de Barros era homem muito conhecido no município de Cabaceiras. E por conta dos namorados fujões estava incontrolável. Ignorava qualquer opinião. A sua brutalidade lhe deixava cego de raiva. Nesse dia na fazenda Corredor ele fumava um charuto atrás do outro para se acalmar. Tragava e cuspia todo instante por uma janela da sala que ficava ao lado de um curral. Seu desejo era matar a sua filha e o seu sobrinho pela desonra que eles tinham feitos. Mas o fazendeiro Severino de Barros e o cangaceiro Antonio Silvino lhe acalmou. Depois de muitas pelejas, o coronel foi convencido que era bobagem reagir à situação. O rapaz era seu sobrinho legítimo e a moça sua filha.

Segundo as histórias contadas por Apolônia Barros, na manhã do dia seguinte quando a situação havia se acalmado na fazenda Corredor, logo mandaram buscar o Padre José Cabral para fazer o casamento de Borborema e Águida. Que até então se encontravam escondidos numa furna próxima da casa, vigiada por Justino e Felipe, dois dos vaqueiros da fazenda Corredor, temendo que o Coronel Zé de Barros pudesse matá-los.

No dia seguinte, depois de toda agonia passada na fazenda Corredor, quando as pessoas já haviam se acalmados, uma mulher que se chamava Inácia Barros, tia de Borborema e Águida, foi até ao esconderijo buscar o casal de namorados para casa do tio. Lá eles chegaram feridos pela vegetação. Momentos depois cuidaram em tomar banhos e trocarem as suas vestes. Mas antes de tudo foram submetidos a responderem algumas perguntas. E entre as pessoas a interrogá-las estava o cangaceiro Antonio Silvino, que depois de todas as falações aos namorados, conta-se que havia dito a Borborema Barros que se não fosse pela amizade que ele tinha ao seu tio Severino de Barros Leira, ele estaria morto.

O Padre José Cabral que já se encontrava na fazenda Corredor. E sem muita filosofia religiosa mandava a família apressar o casamento de Borborema Barros com Águida Barros. A pressa do padre era pegar a estrada de volta para a vila de Cabaceiras, antes do anoitecesse. Nesse dia o cangaceiro Antonio Silvino pediu para o padre não se preocupar porque ele mesmo mandava alguns cabras lhe acompanhar até a vila.

Mas o Padre José Cabral que não carecia de companhias. Além das que lhe acompanhava. Sem se contar que já tinha a de Deus. Nessa época do cangaço de 1912, o padre José Cabral ao improvisar o casamento de Borborema Barros e Águida aconselhava os cangaceiros a viverem numa vida cristã. Pois havia sido Deus quem tinha chamado ele ali. E que se ele não tivesse cruzado seus caminhos, os fujões poderiam ter sido mortos pelo pai da moça. Ou então castrado por Antonio Silvino como se fosse um capão no chiqueiro. Dizem que nesse dia depois do casório o padre recebeu algumas moedas do fazendeiro Severino de Barros Leira e do Coronel Zé de Barros e colocou num bolso que tinha em sua batina.

Conta-se que o Padre Zé Cabral dessa vez agradeceu os favores prestados pelo cangaceiro Antonio Silvino, mas também o aconselhou a deixar o cangaço. Nesse dia depois de acalmada a situação difícil entre a família “Barros Leira” o bando deixou a fazenda Corredor no final da tarde.

De acordo com as informações dos familiares de Borborema Barros e Águida é que, ano depois do casamento foram morar no Estado do Paraná, na Região Sul do Brasil. Onde nunca mais retornaram ao município de Cabaceiras.


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EMBOSCADA DE LAMPIÃO A VOLANTE DO TENENTE LUIZ MARIANO


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A ESPINGARDA VAI CANTAR PELA CANTIGA VELHA!


Acervo do José João Sousa

Em março de 1926, Lampião recebeu do Batalhão Patriótico de Juazeiro do Norte a patente de capitão. Também trocou os rifles 44 dos cangaceiros por fuzis-máuser tipo 1908, e ainda recebeu 400 balas para cada cangaceiro. Na passagem por Jardim - CE, Lampião mandou o ferreiro Mestre Zuza encurtar o cano dos fuzis da tropa, transformando assim em mosquetões. Quando Lampião soube que os Oficiais de Pernambuco não respeitaria sua patente, e que as volantes continuariam lhe perseguindo, exclamou: - É.... Então a espingarda vai cantar pela cantiga velha! E cantou mesmo..., segue abaixo, uma relação das ocorrências mais audaciosas praticadas pelo bando de Lampião no Estado de Pernambuco, no ano de 1926.

Em 23 de feveiro de 1926, antes de receber as armas de Juazeiro, matou o velho inimigo José Nogueira, na fazenda Serra Vermelha, município de Vila Bela, atual Serra Talhada.

Em 16 de abril, invade Algodões, dando-se espancamentos e estupros.

Em 7 de maio, invade Triunfo, estando o grupo sob o comando imediato de Sabino.

Em 01 de agosto, ataca novamente e incendeia a fazenda Serra Vermelha, matando duas pessoas, exterminando gado e apiário.

Em 14 de agosto, interrompe as comunicações telegráficas, cortando fios e incendiando postes em Vila Bela.

Em 19 de agosto, invade a cidade de Tacaratu com 90 homens, pondo cerco à casa Manuel Vítor da Silva, que resiste heroicamente a doze horas de combate, findando por fugir com um irmão gravemente ferido.

Em 26 de agosto, ataca a fazenda Tapera, Floresta, matando 13 pessoas de uma mesma família, os Gilos, à frente de 120 cabras.

Em 02 de setembro, invade Cabrobó à frente de 105 bandoleiros, sob toque de corneta e em perfeita formação militar, hospedando-se na casa do chefe municipal, em cuja companhia, após o almoço, passa em revista os alunos da escola local, formados em sua honra.

Em 06 de setembro, invade Leopoldina (atual Parnamirim), fuzilando quatro residentes, saqueando o comércio, a mesa de renda (coletoria), e destruindo o telégrafo.

Em 01 de outubro, à frente de 126 homens, põe em fuga a força pernambucana que se defronta com o grupo, próximo a Floresta.

Em 11 de novembro, combate com a força pernambucana na fazenda Favela, Floresta, resultando dez soldados mortos e sete feridos.

Em 24 de novembro, sequestra os viajantes das empresas Souza Cruz e Standard Oil Company (ESSO), exigindo dezesseis contos de réis de resgate, sob pena de morte.

Em 25 de novembro, mata José de Esperidião e bota fogo em sua residência na fazenda Varzinha, município de Vila Bela.

Em 26 de novembro, ocorre a famosa batalha na Serra Grande, a maior da história do cangaço. Lampião enfrenta uma tropa de aproximadamente 300 policiais, com apenas noventa cabras. A tropa, ao final perde um total de 20 soldados, a intensa troca de tiros estendeu-se das 8h30 às 17h45, quando a polícia abondonou o campo de batalha.

Em 12 de dezembro, na localidade Juá, destrói a tiros cento e vinte e sete bois do fazendeiro Joaquim Jardim, estabelecido em Floresta.

Fontes:

Lampião, seu tempo e seu reinado, de Frederico Bezerra Maciel
Guerreiros do Sol, de Frederico Pernambucano de Mello.


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CANGACEIRO "LUIZ PEDRO" - BIOGRAFIA.



Um dos cangaceiros mais leais e o que maior tempo permaneceu ao lado de Lampião. Participou de momentos importantes do cangaço da era lampiônica. Encontrou-se com a morte no dia 28 de julho de 1938 na Grota do Angico no momento do ataque da Força Policial alagoana, comandada pelo então Tenente João Bezerra, ao lado de Lampião, Maria Bonita e outros nove companheiros de cangaço. Luiz Pedro.

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ZÉ SERENO - DEPOIMENTOS E RELATOS DE UM EX CANGACEIRO DO BANDO DE LAMPIÃO (PARTE II)


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ELKE MARAVILHA EM MOSSORÓ



Neste registro de 1978, em evento festivo, o empresário Vilmar Pereira, então representante da extinta empresa aérea VASP em Mossoró, ao lado da irreverente estrela da televisão e cinema, saudosa Elke Maravilha. (Foto, de autoria não identificada, postada originalmente no antigo sítio azougue.com) Em tempo: a VASP, administrada pelo Grupo Canhedo, deixou de operar em 2005.


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NOTA DE PESAR...!



O Relembrando Mossoró toma conhecimento do falecimento do amigo Neto da panelada, do Mercado Central (Elias Fernandes Jales Neto), faleceu hoje pela manhã na UTI do Hospital Wilson Rosado, vítima de Covid19. Era diabético. Nossos sentimentos aos familiares e amigos.


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quarta-feira, 15 de abril de 2020

CANDEEIRO, PLACA, LÂMPADA: LUZ

Clerisvaldo B. Chagas, 15 de abril de 2020
Escritor símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.292

A Lei N893 de 31 de maio de 1921, elevou a vila de Sant’Ana do Ipanema, à categoria de cidade com o nome de Santana do Ipanema. Essa lei foi sancionada pelo governador em exercício, padre Manoel Capitulino de Carvalho. Isso aconteceu na gestão municipal de Manoel dos Santos Leite. Capitulino, filho de Piaçabuçu, fora pároco e dirigente de Santana vila. Vivíamos a época dos candeeiros de flandre que eram produzidos por artesãos e artesãs de destaques na cidade. Encomendado direto ao fabricante ou comprados nas feiras semanais que vendiam aos montes, o candeeiro funcionava com pavio de algodão retorcido e gás óleo ou   querosene. Produzia muita fumaça da luz amarelada, cujo tamanho do pavio ditava a intensidade do clarão. A placa com os mesmos combustíveis era comprada nas casas comerciais. Colocada em prego na parede, sua parte de vidro precisava ser limpa da fuligem no dia seguinte.
PARCIAL DE SANTANA (FOTO: B. CHAGAS).
Pouco tempo depois da elevação à cidade, Santana é contemplada com luz elétrica motriz, inaugurada em 30 de novembro de 1922, na mesma gestão do prefeito Manoel dos Santos Leite. O motor alemão que abastecia a urbe funcionou primeiro à Rua Barão do Rio Branco. Tempos depois, foi definitivamente para a Rua Nossa Senhora de Fátima com estrutura completa. Atualmente esse prédio reformado funciona como a Câmara de Vereadores. Ali havia o salão enorme onde abrigava o motor, um anexo para recebimento de contas e um corredor com grandes tanques de refrigeração. A luz dos postes da cidade e das residências funcionava até a meia-noite, anunciada com três piscadelas. A conta era paga mensalmente no próprio local particular de produção, Empresa de Luz e Força.
Dessa maneira a cidade de Santana do Ipanema, em pleno  sertão alagoano, funcionou com esse tipo de energia até a exaustão do motor, em 1959, na gestão do prefeito Hélio da Rocha Cabral de Vasconcelos. Os candeeiros, placas e “Petromax”, voltaram a funcionar a todo vapor. Virou moda as belas lanternas pessoais e manuais das marcas Evereadi e Rayovac. Após quatro anos no escuro e muita luta do povo santanense, finalmente a vitória com a luz elétrica de Paulo Afonso, em 1963, gestão estadual do Major Luiz.
Luz espiritual é o que precisa a humanidade.


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FERRÃO, CURRIÃO E OUVIDOS MOUCOS

Clerisvaldo B. Chagas, 14 de abril de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.091

 É verdade que o Encontro dos Carreiros na cidade de Inhapi, no alto sertão de Alagoas, é a maior festa de carros de boi do mundo. Encontro, espetáculos, festas e mais festas ecoando por todo o Brasil de meu Deus. Méritos para o idealizador do evento saído do Sindicato Rural. Méritos para o prefeito da época que encampou o acontecimento e fez a fama da festa nos quadrantes do mundo. E o carro de boi, primeiro veículo terrestre do Brasil a transportar peso extra animal, fica definitivamente reconhecido em nosso país. Com eventos como esse, a resistência é acesa, o desbravamento dos sertões não será esquecido e as fazendas brasileiras perpetuam séculos de história do semiárido. Mas, e os carreiros? Os carreiros, condutores dos carros de pau do Brasil colônia?
IMAGEM: (YOU TUBE).
A vestimenta do condutor é qualquer uma, assim como o seu tipo de chapéu. Todavia, das três “ferramentas” obrigatórias, duas delas deveriam ser proibidas pelas autoridades. As mesmas autoridades que queriam acabar com a corrida de mourão e a vaquejada (pega de boi no mato). Facão, currião e ferrão continuam sem faltar a qualquer condutor, iniciante ou veterano. O facão é indispensável para mil coisas que se precisa ao carrear, porém o currião e o ferrão, são instrumentos de torturas que jamais poderiam existir. O mau carreiro bate muito nos bois descarregando suas frustrações de casa e da vida. Do mesmo modo ferroa os animais até sem necessidades, quando o sangue esguicha pelo couro grosso. E os pobres animais que não têm condições de defesa, ficam a mercê dos torturadores que a Lei não percebe.
E como as autoridades de cima não proíbem essa prática, deveria partir do atual prefeito do Inhapi, que apoia a maior festa do gênero no mundo. “Só participa da festa carreiro sem ferrão na vara de carrear e sem currião”. “Fica decretado no município de Inhapi, a extinção do currião e do ferrão no trato com bois de carro”. E assim a nova prática de proteção animal se espalharia pelo sertão de Alagoas e além fronteiras. Sendo complementada a Lei por governadores nordestinos, essa prática infame de tortura e covardia, seria extinta no Nordeste brasileiro. E como político gosta de fama, logo o prefeito ficaria famoso pela prática do bem e como o pioneiro na abolição desses castigos ao bicho bruto. Pressionemos em favor dos indefesos. Cadê os vereadores de Inhapi?
*Currião (correão). Chibata de couro cru usada para bater e torturar o boi.

DOCUMENTÁRIO: O FOGO DOS PILÕES.

Por Geraldo Antônio De Souza Júnior

O "Fogo dos Pilões" aconteceu no princípio do ano de 1924 no sítio Pilões localizado no município de Salgueiro no estado de Pernambuco, quando um grupo de cangaceiros encontrava-se arranchados naquelas terras.

Arlindo Rocha, na época delegado da cidade de Salgueiro/PE, juntamente com um grupo de combatentes, lança sobre os cangaceiros um ataque surpresa e mortal que culminou na morte dos cangaceiros Gavião (João Ricart) e Antônio Padre, esse último inimigo pessoal de Arlindo Rocha.

Pouco tempo após o "Fogo dos Pilões", Arlindo Rocha consegue apoio do governo de Pernambuco e forma a sua própria Força Volante, formada principalmente por familiares e pessoas próximas, tornando-se em um curto espaço de tempo uma das Forças Volantes mais atuantes na caçada a Lampião e a seus apoiadores e seguidores, durante a chamada primeira fase do cangaço lampiônico, que durou até agosto de 1928.

O nosso amigo e colaborador José Francisco Gomes de Lima esteve recentemente no local onde tudo aconteceu e coletou informações e registrou o passo a passo da tropa policial, além de todo o cenário dos acontecimentos, que vocês poderão conferir ao assistir a todos os episódios que serão exibidos a partir de hoje no canal YouTube... Cangaçologia.

Se preparem.


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EXUMAÇÃO DOS CORPOS DO GRUPO DE CANGACEIROS DE ZÉ BAIANO

Por Rubens Antonio

Retifiquei e colorizei a exumação dos cangaceiros José Baiano, Acelino, Chico Peste e Demudado, em 1936.


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O CAGAÇO DO SANTO PADRE E O CHORO DO SARGENTO.


Por João Filho de Paula Pessoa

Em Março de 1926, Lampião chegou à Juazeiro do Norte à convite do Pe. Cícero para receber a patente de Capitão e ingressar no Batalhões Patrióticos para combater a Coluna Prestes. Antes de adentrar à cidade, Lampião enviou um emissário para informar de sua chegada ao Pe. Cícero e solicitar-lhe permissão para entrar com seu bando, o que gerou uma grande euforia na cidade, com os mais diversos sentimentos, medo, desconfiança, curiosidade, admiração, dentre outros. 

As autoridades e o povo se prepararam para recepciona-los. No entanto, o sargento da cidade, Sarg. José Antônio do Nascimento, inconformado com aquela situação de status de Lampião, arregimentou sua tropa, instruindo-a a impedir a entrada do bando em Juazeiro, motivo pelo qual foi chamado pelo Pe. Cícero que lhe deu uma tremenda bronca, inibindo-o completamente a qualquer ação do tipo, restando o sargento muito contrariado e todo desconcertado, ao ponto de, conforme conta-se, o mesmo chorar em virtude do peso do cagaço do Santo Padre. 

João Filho de Paula Pessoa. Fortaleza/Ce. 14/04/2020.

A PRIMEIRA NOVIDADE DO ANO VEM DA PARAÍBA!

Por Kiko Monteiro

“Virgulino Cartografado - Relações de poder e territorializações do cangaceiro Lampião (1920-1928)” , de autoria do professor Guerhansberger Tayllow.

Este livro foi resultado de uma dissertação de mestrado e investiga as relações de poder e os processos de territorializações que o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião (1898-1938), construiu por meio do estabelecimento de uma malha de protetores e coiteiros e em contraponto a uma rede de opositores, entre os anos de 1920 e 1928.

Aqui o espaço do cangaço 'lampiônico' não é entendido como dado e preestabelecido, mas como resultado dos jogos de poder e das múltiplas relações que esse cangaceiro agenciou com sujeitos de destaque da política sertaneja dentro do contexto da chamada Primeira República.

O território é aqui percebido em sua dimensão processual, possibilitando interpretar as ações de Lampião como produtoras de múltiplos territórios, que ganharam configurações espaciais diversas, como: territórios em rede, territórios em zona ou territórios em movimento.

Três tipos de fontes foram explorados nesta pesquisa: os jornais, que divulgaram notícias sobre Lampião, entre os anos de 1920-1928; os relatos policiais; e a bibliografia memorialística. Partindo da problematização dessas produções e do diálogo com a historiografia do tema, busco entender como se deram as múltiplas territorializações do cangaceiro Lampião.

O AUTOR: Mestre em História pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Graduado em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal de Campina Grande, Centro de Formação de Professores. Pesquisa sobre as relações entre História e Memória e História e Espaço, com ênfase nas narrativas culturais sobre o Nordeste, sobretudo do Cangaço.

A presente obra tem 280 páginas. Peça o seu agora, através do nosso sebista oficial, o professor Francisco Pereira Lima

Via e-mail:

 franpelima@bol.com.br ou WhatsApp (83) 99911-8286.

Valor? R$ 60.00 (Sessenta reais) com frete incluso para qualquer canto do país.


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UMA TARDE NO POVOADO SALGADINHO COM OS FAMILIARES DA CANGACEIRA LÍDIA.

Por João de Sousa Lima
Publicado em 2014

O Povoado Salgadinho guarda muitas histórias do cangaço, principalmente  por ser o local de nascimento das Cangaceiras Lídia, de Zé Baiano e de Nenê , de Luiz Pedro.


Lá também residiu o maior coiteiro de Lampião em terras baianas: João Garrafinha.

Ainda reside um dos últimos remanescentes  da tradicional família "PEREIRA": O senhor Manuel Pereira.

sábado passado, eu e Nely Conceição (filha de Moreno e Durvinha), passamos o dia com o velho patriarca e vários familiares vieram visitar  seu Manuel.  A sobrinha Liliane que há  7 anos não via os parentes, veio de São Paulo. O reencontro foi um momento marcante.

ouvimos muitas histórias de Manuel e Terto.

Restou  saudades e a esperança de um novo reencontro, o mais breve possível, de preferência degustando doces melancias.

Tânia com o cachorro "MENINO" e seu Manuel

Nely degustando uma doce melancia

Sobrinhas e sobrinhos do Clâ Pereira.

Terto e  sobrinhos






Os cachos de Liliane

Manuel e Nely




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A MULHER DO CANGACEIRO ZÉ BAIANO



A MULHER DO CANGACEIRO ZÉ BAIANO Precisei reeditar o vídeo pois deu um problema com uma imagem que o YouTube não aceitou. VEJA OUTROS TEMAS https://www.youtube.com/channel/UCPtq...
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CANGACEIRO JOÃO RICART (VULGO GAVIÃO)


Por José Francisco Gomes de Lima

Por volta de 1916 a 1920 O Cangaço ganharia três novos cangaceiros oriundos da Chapada do Araripe no Cariri cearense. O Cangaceiro João Ricardo vulgo-gavião, tinham outros dois irmãos que consequentemente enveredaram o Cangaço. Eram eles; RAIMUNDO PENTEADO é RUBIÃO.

Esta família era de raízes de trabalhadores do campo. Eles Eram negociantes e também possuíam alguns animais para almocrevaria. Um dia eles toparam de frente com a volante comandada pelo tenente PEREGRINO MONTENEGRO. A volante de Montenegro não era muito bem falada naquele tempo. Por onde esta volante passava não deixava boas lembranças.

(Observação) esse peregrino É o mesmo do episódio de Ioiô Maroto.

Pois bem. Um dia a volante encontrou os irmãos em uma estrada perto da cidade de Porteiras no Ceará. Houve um bate-boca e um dos irmãos que estava bêbado leva uma surra. No meio do alvoroço os irmãos se dana no mato e fogem. Começou aí a perseguição aos irmãos porque no meio da briga um soldado quebrou a coronha de um fuzil que caiu no chão. Isso deixou o tenente Peregrino furioso.

A partir da a sociedade perde três trabalhadores e o cangaço ganha três novos cangaceiros.


No ano de 1923 Gavião é incorporado ao bando de Virgulino Ferreira da Silva vulgo Lampião. Dessa vez Gavião vai protagonizar um episódio parecido com o que houve com ele e seus irmãos. No começo do ano de 1924 Lampião empresta Gavião e mais 3 cabras a Antônio Padre. Antônio padre era natural de Salgueiro no Pernambuco e almejava raptar GENEROSA uma filha de Arlindo Rocha. Arlindo Rocha neste tempo era apenas um comerciante e fazendeiro da região das Barrocas.
E daí que o jogo muda. Arlindo Rocha sofre muitas ameaças vindo de Antônio Padre que no passado foi um trabalhador de Arlindo Rocha. Neste tempo Lampião não se envolveu porque ele se encontrava baleado. Este foi o motivo para que Lampião emprestasse Gavião e mais três cabras a Antônio Padre. Segundo relatos Gavião liderava o bando quando eles estacionaram em um pé de imbu no sítio pilão.

Arlindo Rocha recebe uma informação preciosa de um amigo. Esta informação seria que o bando de Antônio Padre estava nas regiões e montando um plano para uma possível invasão às Barrocas. Numa impressionante manobra de logística Arlindo Rocha reúne cabras de sua família e amigos e de imediato vão em direção ao sítio Pilões.

A partir desse momento Arlindo Rocha já não é mais um simples comerciante. Depois do que iria acontecer ele seria obrigado a incorporar-se nas volantes Pernambucanas para perseguir cangaceiros.

Dá para perceber que o sertanejo antes de tudo é um forte. Gavião é Arlindo Rocha usaram o que eles tinham a sua disposição para enfrentar os obstáculos da vida.

Arlindo Rocha usa de uma Agilidade igual a de uma raposa e de modo surpreendente abre fogo contra Antônio padre que se encontrava no meio do bando. Antônio Padre é varado de bala. Gavião que estava conversando com ele, é baleado. Os cangaceiros não reagiram pois Arlindo Rocha pegou todos com as calça na mão.


Antônio Padre já morto ,'mas sem saber' agarra no ombro de gavião que mesmo ferido consegue transportá-lo por uns 150 metros na caatinga. Chegando em um barranco gavião ver que o seu amigo Antônio Padre já começa a amolecer devido à imensa quantidade de sangue deixado no caminho. Gavião deixa o seu companheiro dentro de uma pequena grota e em seguida partiu em direção ao sítio alazão onde ele tinha um tio que morava lá.

O FIM DE GAVIÃO

Ao chegar nas imediações na casa de seu tio Gavião fica embaixo de um Juazeiro. Logo ele recebe água e alimentação. Passado alguns dias debaixo desse Juazeiro Gavião foi visto por um Vaqueiro. Gavião pede ajuda o vaqueiro e sem saber do Fogo dias antes vai até Arlindo Rocha para avisar que tinha um homem no mato quase morto. Gavião estava com sua perna em situação de emergência. Já tinha até apodrecido o ferimento.

O vaqueiro então vai avisar Arlindo Rocha do ocorrido. Arlindo Rocha ao saber dá notícia manda seus dois homens de confiança até o local indicado pelo Vaqueiro. A partir daí entra em cena MARCULINO MATIAS LEITE é JOÃO MATIAS ROCHA e mais uns dois cabras, homens de inteira confiança de Arlindo Rocha.

Ao chegar no local Marcolino, João Lica e os outros encontra o cangaceiro que estava deitado na sombra do Juazeiro. Gavião não esboçou nenhuma reação. já sabia que aqueles homens eram parentes de Arlindo Rocha. Marcolino chega próximo de gavião e pergunta:

- Ei cangaceiro, si fosse eu qui tivesse no teu lugar o qui tu fazia cun eu?

Gavião respondeu:

- Eu fazia o mesmo qui voceis vão fazer com eu. Agora eu só quero uma coisa: Eu não quero ver voceis atiranu neu. Queru que voceis atiri neu pelas costas".
João Lica disse:

- Tá serto. Apois vá pra ali.

Nesta hora de bastante aflição o cangaceiro se arrasta e fica ajoelhado de costas para os seus algozes. Os cabras de Arlindo Rocha descarregam seus rifles nas costas de Gavião de maneira muito feroz. Gavião baleado recebe aquelas descargas de chumbo nas costas encerrando sua jornada no cangaço. 


Ali ele cai tendo seu sofrimento encerrado. Marcolino e João Lica então cava uma cova e faz o enterro do cangaceiro em cova Rasa. Acabou-se ali a história de um homem muito valente e respeitado até mesmo por Lampião.

Esta postagem é apenas um resumo do que estar por vim de um grande documentário sobre Arlindo Rocha e o fogo dos Pilões que será exibido em breve no canal cangaçologia. As gravações foram feitas em dezembro de 2019 junto com netos de Arlindo Rocha e netos de João Lica e parentes da família.

Fonte: arquivo pessoal - Lampião governador do Sertão.
Agradecimestos: Luis rocha, Renato rocha é ze de peinha.
Apoio: rota do cangaco
"Deus estar no comando"


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TV UNIGRANDE - LUITGARDE OLIVEIRA CAVALCANTE BARROS



Autora de "A DERRADEIRA GESTA - Lampião e Nazarenos Guerreando no Sertão", Antropóloga Luitgarde Oliveira Cavalcante Barros. Aqui, sendo entrevistada pelo saudoso Jonas Luís do Icapuí, cineasta, roteirista, produtor, jornalista, escritor e apresentador de TV brasileiro.


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VÍDEO...CANGACEIRAS, ANTES E DEPOIS..!

Por Geraldo Antônio De Souza Júnior
https://www.youtube.com/watch?v=HyY5Sw9OLcM&feature=share&fbclid=IwAR1ssPKHSQau5oUhn0kDSgnqfH-JF0GajbGeEtwcD539E4tirtkT-IoOWbU


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