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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

ALGUNS DEPOENTES FANTASIAM O XADREZ DO CANGAÇO QUE OS PESQUISADORES, ESCRITORES E CINEASTAS JÁ COMPLETARAM COM TODAS AS PEÇAS.

 Por José Mendes Pereira

https://www.youtube.com/watch?v=LlRUVNBD4-E&feature=share&fbclid=IwAR01_XkCENI7KG7cTlRTZQqinoWTIUQK2O_rboHMTq8Q6gt-k5koFQCRCPc

Eu não sei quantos fantasiosos ainda irão aparecer, dizendo que participaram da chacina dos cangaceiros na Grota do Angico, em Sergipe, que o Lampião não estava no momento do tiroteiro, porque havia fugido juntamente com Maria Bonita, e o casal iria usufruír da liberdade no Estado de Minas Gerais, vez que nunca mais tinha tido sossego. 

Num domingo de 8 de março de 2020 os pesquisadores Raul Meneleu e Osvaldo Abreu entrevistaram um senhor de nome Nivaldo Vieira, tendo este repassado para eles (entrevistadores), que o volante "José Panta Godoy" que participou de uma das volantes comandadas pelo tenente João Bezerra da Silva, e que juntas atacaram o bando de facínoras da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia.", na madrugada de 28 de julho de 1938, contara a ele (Nivaldo Vieira - só como melhor entendimento) que Lampião tinha fugido baleado do combate do Angico. 

No meu entender, acho difícil que o José Panta de Godoy tenha dito isso a este senhor de nome Nivaldo Vieira, ou a qualquer outra pessoa que se interessa pelo assunto cangaceiro. Não quero dizer que ele esteja mentindo, mas fantasiando, sim, isso eu acredito de corpo e alma. Parece-me que o Panta de Godoy era um homem sério, não iria jogar uma aberração desta, que poderia desfilar na imprensa escrita e falada no Brasil e possivelmente no mundo inteiro.

O mais interessante é que, os pesquisadores, escritores e cineastas do cangaço não tomaram conhecimento que Lampião tenha se tratado do ferimento provocado pelas balas do massacre aos cangaceiros em algum lugar do nordeste, e nem tão pouco lá por Minas Gerais ou Goiás, se é que ele escapou da chacina, coisa que é muito difícil isso ter acontecido. 

Clique no link acima que está abaixo do vídeo, para você tirar as suas dúvidas, e não achar que eu estou criando fatos inexistentes.

Em uma matéria do jornal Folha de São Paulo - Brasil, escrita pelo jornalista William França, do enviado especial de 13 de novembro de 1996, conta o seguinte:

(...)

Pelo menos um dos soldados que participaram do ataque a Angico, Sebastião Vieira Sandes, 81 anos, o Santo, duvida da morte de Lampião. 

Mas vejam abaixo, o cujo policial Santo aceita que quem ali estava morto, era mesmo o rei do cangaço capitão Lampião.

"Pela história, o José Panta Godoy sabia que eram eles. Mas foi o soldado Santo quem confirmou", afirmou Panta. 

"- Ele disse para eu não esbagaçar a cabeça daquele homem, porque ele era Lampião". 

Esta informação foi dada pelo próprio José Panta Godoy ao citado jornal. E como é que este senhor que aparece no vídeo, dizendo que o Panta Godoy teria lhe dito, que o capitão Lampião fugiu do combate, e foi embora para Minas Geras? 

Santo era o único que conhecia Lampião pessoalmente, porque, antes de ser da volante (policial), tinha servido ao bando do cangaceiro - foi obrigado a trocar de lado pela polícia, mas ainda respeitava o ex-patrão.

Santo, que mora em Maceió, recusa-se a dar entrevistas. Segundo sua família, sempre o chama de "cabra da peste mentiroso" que afirma que esteve envolvido na morte de Lampião.

Mas em relação a este assunto a família do Santo deve aceitar a sua participou mesmo do ataque aos cangaceiros, porque é confirmado pelo próprio policial da volante José Panta Godoy, 83 ano, o cabo Panta (a quem se atribui o tiro fatal em Maria Bonita), disse à Folha, em Maceió, que nenhum integrante da volante - exceto Santo - conhecia Lampião ou Maria Bonita.

Tudo bem, se Panta não conheceu os reis do cangaço pessoalmente, mas se degolou a Maria Bonita, e por sempre ver a sua foto nos jornais, lógico que sendo policial com um pouco de psicologia, mesmo a matando, estava com a imagem dela gravada na sua mente. E Lampião muito mais seria fácil de reconhecê-lo.

Link para comprovar: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/11/13/brasil/24.html

Em sua avaliação, uma resvalou no punhal antes de se alojar na região umbilical; outra, varou a cartucheira de ombro na altura do coração; e uma terceira penetrou no crânio, disparo reivindicado pelo soldado Panta de Godoy.

“A grande novidade da perícia são os buracos de balas encontrados nas alças dos bornais de Lampião. Um nas costas e outro no ombro“ revela o diretor do documentário, garantido que esta ocorrência, até agora desconhecida entre os pesquisadores, vai aquecer novos debates sobre o assunto".

Um jovem aqui aparece no site em um comentário com o nome Angicoturismo, escreveu:

" - Tive a honra de entrevistar o Sr José Panta de Godoy em sua residência em Delmiro Gouveia em 1998, (parte do vídeo disponível no canal do amigo Aderbal Nogueira), na ocasião Panta de Godoy afirmou que degolou Maria Bonita e "finalizou um cangaceiro com uma bala na cabeça" que depois soube que era Lampião. Infelizmente algumas pessoas insistem em algo que é definitivo: Lampião morreu em Angico, em 28 de julho de 1938. Mas como toda personagem histórica de importância ele morre a cada ano em lugares de diferentes".

Informação ao leitor: 

Eu tentei localizar o vídeo do Aderbal Nogueira que tem o José Panta Godoy, mas por existirem outros com ele, não o encontrei. 

O que eu escrevi não prejudica os escritores, pesquisadores e nem tão pouco os cineastas do cangaço. Não tem nenhum valor para a literatura lampiônica. São apenas as minhas inquietações, assim dizia Alcino Alves Costa.

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"ECOS DA REVOLUÇÃO PRAIEIRA NO SERTÃO"

Por Por Valdir José Nogueira

18/11/1848

“O coronel Manoel Pereira da Silva, da Guarda Nacional, líder do Partido Conservador, repele em Pajeú de Flores, nos dias 18, 19 e 20 de novembro os insurgentes do sertão de Pernambuco, comandados pelo coronel Francisco Barbosa Nogueira Paz, líder do Partido Liberal”.

Ecos da Revolução Praieira no sertão.

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?multi_permalinks=1781359212028187&notif_id=1605648457612800&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

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HÁ 92 ANOS, O CORONEL GONZAGA ERA MORTO POR LAMPIÃO EM BELMONTE

Por Rostand Medeiros

Como já foi bastante comentado, devido as sérias perseguições contra a família de Virgulino Ferreira da Silva, seguido do assassinato do seu pai pela ação desastrosa de um grupo de policiais alagoanos no lugar Matinha de Água Branca, em 9 de junho de 1920, fez com que ele e seus irmãos Antônio e Livino, se transformem definitivamente em cangaceiros.

O cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, que invadiu e saqueou a cidade de São José do Belmonte (PE), em 1922.

Os irmãos Ferreiras se juntam ao bando conhecido como Porcinos e depois, em agosto de 1920, passaram a servir sob as ordens do chefe cangaceiro Sebastião Pereira, o conhecido Sinhô Pereira. Em meio às ações junto com Sinhô, Virgulino recebe a alcunha de Lampião. A ligação de amizade entre Sinhô e Lampião vai ocasionar, em outubro de 1922, a morte de um importante comerciante chamado Luiz Gonzaga Lopes Gomes Ferraz, da cidade de Belmonte (atual São José do Belmonte), no sertão pernambucano. Este caso, um dos mais emblemáticos do período em que parte do Nordeste foi flagelado pela figura do temido cangaceiro Lampião, teve uma grande repercussão. Muito já foi comentado sobre este episódio, mas no Arquivo Público do Estado de Pernambuco, nas amareladas páginas dos antigos jornais, foi possível encontrar novas informações. 

Uma Interessante Carta

No domingo, 11 de março de 1923, foi publicada no jornal recifense “A Província”, uma grande carta vinda da cidade de Belmonte, cujo autor se intitulou “Um Assignante”. Neste volumoso documento ele narra pormenorizadamente o conflito ocorrido na sua cidade em outubro do ano anterior, que culminou na morte do comerciante Gonzaga.

Fotografia do coronel Luiz Gonzaga Lopes Ferraz, assassinado há 92 anos pelo bando de Lampião, a pedido do fazendeiro Crispim Pereira de Araújo, desafeto político e pessoal do coronel Gonzaga.

Em maio de 1922, segundo o autor da missiva publicada no periódico, se encontrava em Belmonte a volante policial Pernambucana, comandada pelo tenente Cardim. Esta volante estava a caça do grupo de cangaceiros de Sinhô Pereira e tinham informações que estes se encontravam no lugar “Olho D’água”, uma serra próximo a fronteira do Ceará e da Paraíba. Para alcançar seu objetivo o tenente Cardim solicitou apoio de uma volante da polícia cearense, que teria em torno de sessenta membros, cujo autor da carta não declina o nome do comandante, mas afirma que este era “um antigo cangaceiro”. Consta que Cardim desejava realizar um cerco contando com o apoio dos cearenses. Mas o comandante desta volante não participou da ação policial e, pior, saiu a praticar toda sorte de atrocidades contra a população, principalmente terríveis surras. Este fato assustou toda a comunidade e alertou o bando de Sinhô Pereira que desapareceu na caatinga. A carta afirmava que Cardim se encontrou com seu colega cearense, dispensou seu apoio, mas antes passou uma ríspida descompostura no seu comandante pela ação dos seus soldados. Evidentemente insatisfeito com a reprimenda, com a frustrada ação policial no estado vizinho ao Ceará, onde a sua marca principal era a tortura em larga escala na busca de informações, o tenente cearense buscava alguma compensação. Consta que o militar recebeu uma informação sobre um possível coiteiro e parente de Sinhô Pereira e, para não “perder a viagem”,  no caminho de volta para casa fez uma “visitinha” a esta pessoa e sua família. A propriedade era A Fazenda Cristóvão, que pertencia a Crispim Pereira de Araújo, conhecido como Ioiô Maroto, um homem pacato e que vivia longe de complicações, apesar de ser membro da família de Sinhô Pereira.

Segundo comenta a tradição oral da região , e que conseguimos apurar em nossa visita a Belmonte em 2008, o mínimo que posso dizer em relação à visita da volante cearense ao pobre do Ioiô Maroto foi que “o cacete comeu”. Sobrou até para sua já vetusta mulher e suas filhas. Consta que um policial negro, conhecido como “Uberaba”, teria praticado contra as mulheres “toda sorte de misérias e imoralidades, entre a risadaria de todos, inclusive do tenente que achava em tudo muito espírito”. Depois do ocorrido, segundo a versão publicada no jornal de 1923, consta que Ioiô Maroto soube que o oficial da polícia cearense esteve na cidade de Belmonte, onde se arranchou na casa de seu compadre e amigo, o comerciante Luiz Gonzaga Lopes Ferraz. Foi informado ao fazendeiro ultrajado que Gonzaga declinou ao perverso tenente que Ioiô Maroto era parente de Sinhô Pereira. O autor da carta publicada no jornal, por razões óbvias, não declinou o nome do militar, mas se sabe que ele era o tenente Peregrino de Albuquerque Montenegro.

Versões

Em seu livro “O Canto do Acauã” (2011, pág. 157), a pesquisadora Marilourdes Ferraz dá outra versão para o caso. Ela afirma que o tenente Montenegro recebeu uma carta, onde havia uma denúncia contra Ioiô Maroto, informando ser ele um coiteiro de cangaceiros. Segundo afirma a autora de “O Canto do Acauã”,  a dita carta foi falsamente atribuída ao comerciante de Belmonte. Por saber de qual família vinha Maroto, Gonzaga correu a afirmar ao fazendeiro que não tinha culpa neste caso.

A ilustre visita do Bispo Dom Augusto Álvaro da Silva, a paróquia de Belmonte (PE) em 1912. Da esquerda para a direita sentados: Frei Lucas, D. Augusto Álvaro da Silva e Padre Sizenando de Sá Barreto. De pé: Coronel José de Carvalho e Sá Moraes, Capitão Tertuliano Donato de Moura, Manoel de Medeiros Filho, Dr. Isídio Moreira, Coronel Luiz Gonzaga Gomes Ferraz, Dr. Felisberto dos Santos Pereira, Capitão Miguel Lopes Gomes Ferraz, Capitão João Lopes Gomes Ferraz, Major Manoel da Mota e Silva, Tenente Augusto Nunes da Silva e o Major Joaquim Leonel Pires de Alencar. Crianças: Antônio Brandão de Alencar, Luiz Alencar de Carvalho (Luzinho), Otacílio Gomes Ferraz e Napoleão Gomes Ferraz. Fonte – Arquivo de Valdir Nogueira, Belmonte-PE, através do pesquisador Artur Carvalho.

Já autora de “As Táticas de Guerra dos Cangaceiros”, Maria Christina Russi da Matta Machado (1969, pág. 73), não afirma que Ioiô Maroto e Gonzaga eram amigos e nem compadres, mas que os dois tinham uma desavença antiga. A autora aponta, sem detalhar nada, que o problema entre os dois “foi coisa sem importância” e que Ioiô Maroto não imaginava que Gonzaga aguardasse a oportunidade de “liquidar as contas”, lhe denunciando a volante cearense que lhe desonrou em sua própria casa.

Já João Gomes de Lira, autor de “Memórias de um Soldado de Volante” (1990, págs. 77 e 78) tem outra versão. Segundo este antigo membro de volantes que perseguiu cangaceiros, Ioiô Maroto residia em um lugar chamado “Queimada Grande” e durante a surra aplicada pelos militares cearenses, soube da boca do próprio tenente Montenegro que  foi o comerciante Gonzaga a pessoa que lhe havia denunciado. Mas é a própria Marilourdes Ferraz que aponta duas ocorrências, que mostram uma possível solução deste pequeno mistério. A primeira razão teria ocorrido em maio de 1922, quando foi saqueada por Sinhô Pereira e seu bando, composto inclusive de Lampião e seus irmãos, uma carga de tecidos de Gonzaga que era transportada para Rio Branco, atual Arcoverde. Parte da carga foi distribuída entre os bandidos e o resto eles atearam fogo. 

Fotografia do fazendeiro Crispim Pereira de Araújo, o Ioiô Maroto, que teve seu nome envolvido na morte do coronel Luiz Gonzaga Ferraz. Segundo seu neto, Valdenor Feitosa, quem está a direita de seu avô é Raimundo Neves Pereira, nascido em 12 de setembro de 1935, em Parambu(CE), conhecido como “Edmundo” e filho de Ioiô. Sentado no seu colo está o seu neto Dário, e à a sua esquerda se encontra a sua filha caçula, Francisca Neves Pereira. Esta foto foi tirada, na década de 40, do século XX, na fazenda Malhada, Município de Parambu, nos sertões dos Inhamuns, Estado do Ceará, próximo a fronteira com o Piauí onde Ioiô Maroto havia ido morar depois da questão.

A outra razão seria o fato que, depois desta ocorrência, Gonzaga começou a atender as exigências dos cangaceiros que viviam pela região. O comerciante, para se ver livre desta corja de malfeitores, entregava mercadorias e dinheiro. Entretanto, em uma ocasião em que estava ausente, consta que sua esposa, a Senhora Martina, tratou muito rispidamente o portador da mensagem dos bandoleiros. Diante dos episódios ocorridos, a autora afirma que Gonzaga contratou homens para a sua proteção, de sua família, de seus negócios e de suas propriedades.A notícia da desatenção da esposa de Gonzaga e do fato dele contratar homens para sua proteção chegou aos chefes dos cangaceiros causando insatisfação. Estes guardavam muito rancor de quem não lhes atendia seus pedidos e de quem tomava estas atitudes de defesa. Sabendo destes fatos narrados em “O Canto do Acauã” e lendo o teor do material publicado no jornal recifense “A Província”, em 11 de março de 1923, ao cruzarmos as informações, podemos facilmente deduzir que Gonzaga estando com homens armados para lhe proteger e com o comandante da volante cearense arranchado em sua casa, se sentiu seguro para relatar ao tenente Montenegro os problemas que acontecia consigo e a ligação de parentesco entre Ioiô Maroto e Sinhô Pereira. Depois do fracasso da atuação de sua volante em Pernambuco, da reprimenda do tenente Cardim, não é difícil imaginar que o tenente Montenegro deduziu que fazer uma visita ao parente de Sinhô Pereira poderia lhe trazer alguma vantagem. Evidente que isso é apenas uma dedução e nada impede que a triste sina de muitas pessoas de “botarem lenha na fogueira”, possa ter desencadeado tudo que ocorreu depois.

http://blogdeserratalhada.com.br/?tag=lampiao

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A ORIGEM DO APELIDO-CANGACEIRO... "SABONETE".

 Por Geraldo Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=uzoe3md8ayQ&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

No bando de Lampião existiram dois cangaceiros chamados "Sabonete"... mas vocês sabem por que eles tinham esse apelido? Assistam o vídeo e descubram. 

Geraldo Antônio de Souza Júnior

https://www.youtube.com/watch?v=uzoe3md8ayQ&ab_channel=NASPEGADASDAHIST%C3%93RIA

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A MORTE DE SABONETE 2 - O CANGAÇO NA LITERATURA #184

 Por Robério Santos


O Cangaço na Literatura

Dia 31 de março de 1937, na fazenda Capitão, em Geremoabo, uma volante sediada em Queimadas, comandada pelo cabo João Virgilio de Souza, juntara-se a civis e policiais, que partiram de Paripiranga, comandados pelo soldado Pedro Alves da Silva, no rastro de cangaceiros que a rondavam. Afinal, travaram contato com um grupo comandado por José Sereno e Balão, formado, provavelmente, por Bom-de-veras, Cajazeira, Canário, Colchete, Creança, Cuidado, Marinheiro, Mergulhão, Moreno, Pancada, Ponto Fino, Sabonete, Santa Cruz, acompanhados de Sila e Enedina.1 2 Após um fogo de horas, caído era um cangaceiro chamado Sabonete, cuja cabeça foi exposta, em Paripiranga. A ação despertou entusiasmo e o cabo foi promovido a 3° sargento. Foto de Maranduba https://www.youtube.com/watch?v=aTml0...

Adendo: - blogdomendesemendes - lembrar para não confundir que este é o cangaceiro Sabonete 2. O cangaceiro Sabonete 1 morreu no combate de Maranduba em 1932. Não esquecer isso.

 https://www.youtube.com/watch?v=tjwJRH_goVY&list=RDCMUCCW4a4XvhekadUvjGbgYYbw&start_radio=1&t=2&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

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A EUFÓRICA E FRUSTRADA SANGRIA DE MARANDUBA.

Por João Filho de Paula Pessoa

No combate de Maranduba em 1932, considerado a segunda maior batalha cangaceira de todos os tempos, o bando de Lampião empreendia uma grande vitória sobre os Volantes, aos quais ocasionou uma série de baixas, principalmente entre os Nazarenos. 

No fervor da luta e na euforia da vitória, o cangaceiro Sabonete ao ver no campo de batalha o valente Ten. Manoel Neto, inimigo antigo, encheu-se de vaidade e arrogância pela vantagem que detinha no combate e decidiu não matá-lo à distância com tiros e sim sangrá-lo pessoalmente com seu punhal, para impor-lhe uma humilhante e dolorosa morte, e assim, seguiu sorrateiramente a seu encalço, se posicionou por trás de uma pedra localizada perto da posição de Manoel Neto, podia até já ter atirado, mas preferiu sangrá-lo e se preparou para o bote. Em determinado momento o tenente, por acaso, caiu enquanto batalhava. 

Sabonete aproveitou o ensejo e pulou do lajedo quase em cima do Nazareno com seu punhal já desembainhado para aplicar-lhe a desejada sangria naquele inimigo volante, sendo que, mesmo caído o tenente reagiu àquela brutal investida, conseguiu sacar seu revólver e acertar um tiro na cara de Sabonete que teve morte imediata e caiu sangrando com seu punhal em punho. 

João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 05/12/2019.

Obs: Assista este conta narrado em vídeo - https://youtu.be/jylp5VhP83U

https://www.facebook.com/photo?fbid=3466151446807766&set=gm.736772100260082

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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

RUA PEDRO BRANDÃO

Clerisvaldo B. Chagas, 18 de novembro de 2020 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica: 2.420

A publicação de que Santana do Ipanema foi a segunda cidade de estado que mais gerou emprego no ano passado, é até motivo de alegria por parte dos santanenses. Embora lamentando a mínima convocação para ocupação de vagas no Brasil inteiro, não podíamos ressaltar o feito empregatício na Capital do Sertão. Quando olhamos para uma cidade sem indústria (motivos políticos) e vocacionada para o Comércio, a alegria é ainda maior, embora este não pague igual à indústria. Sempre estivemos analisando a expansão física de Santana, o seu progresso, a sua liderança, mas também os setores que precisam de medidas emergenciais e certos serviços capengas por falta de olhares administrativos.

E uma das coisas que chamávamos atenção, era a grande expansão comercial e prestação de serviços no todo. A Rua Pedro Brandão, principal artéria do Bairro Camoxinga e corredor que se tornou estreito para tanto movimento está sendo sufocado. Tanto é que famílias ali residentes, foram vendendo suas casas humildes ou não, e essas casas transformadas em comércio. O barulho do trânsito, de carros de som e muitos outras mazelas dos tempos modernos, estão botando para correr os residentes que procuram loteamentos, conjuntos e condomínios nos quatro pontos cardeais das periferias que se expandem como nunca. Sendo a Rua Pedro Brandão com um lado na parte alta e outro lado na parte alta (calçada alta), a parte baixa está “expulsando” as últimas moradias. A calçada alta, ruim para comércio, seguirá o mesmo destino, mais adiante.

Também já foi falado aqui a necessidade de abertura de novo beco seguindo o antigo beco da Igreja São Cristóvão, para desafogar o trânsito em direção à rua de baixo – fundos da Pedro Brandão – que possui acesso à BR-316, via expressa de Santana do Ipanema. A voracidade em busca de pontos comerciais em Santana, é enorme com vários grupos chegando de outras cidades e regiões, sendo a Rua Pedro Brandão via Maracanã o segundo comércio da cidade. Todos querem um ponto para um bar, uma lanchonete, uma casa de móveis, uma clínica, uma academia, casa de peças e um sem fim de coisas mais.

Quando o escritor Oscar Silva veio visitar sua terra, em 1950, já dizia que a Rua Pedro Brandão se estirava como cobra de borracha em direção ao cemitério Santa Sofia, na parte alta do Bairro Camoxinga.  Imaginem agora! Uma correria para sair residentes) uma correria para chegar (novos comerciantes).

Quem foi Pedro Brandão?

Saberia tu?

RUA PEDRO BRANDÃO RECEBENDO ASFALTO EM 2006 (FOTO: B. CHAGAS/Livro: O BOI, A BOTA E ABATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA).

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2020/11/rua-pedro-brandao-clerisvaldo-b.html

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LAMPIAO NO CEARÁ:

 Por Paulo Dias Pereira

Sitio Baião, casa de Manoel Pereira da Silva (Né Pereira) sub-delegado de Jati-CE. Nessa casa Né Pereira recebeu pela primeira vez a visita de Lampião e seu grupo de 49 cangaceiros, em 1926.

https://www.facebook.com/groups/334870950556962

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O CHEFE LAMPIAO:

 Por Paulo Dias Pereira

Há claro, relatos de algumas pessoas que conviveram com o cangaço, os quais demonstraram a existência de uma face menos nobre do chefe bandoleiro. Segundo alguns antigos cangaceiros, Lampião se apropiava da maior parte dos saques, relegando aos outros componentes as migalhas.

Labareda em um depoimento interessante ao professor Estácio de Lima, disse que, apesar de pregar, em algumas oportunidades, respeito à honra das mulheres, Lampião também teve seus momentos de selvageria, quando simplesmente divertiu-se com os atos bestiais dos seus comandados.

Para alguns autores Lampião era um chefe inteligente, respeitado, tido até mesmo como um Deus ou semideus, para alguns, mas, como todo ser humano, teve seus momentos de fraqueza e de vacilação.

Chefe de cangaceiros por longos vinte anos, Lampião respeitava os corajosos e, diante deles, chegava a modificar atitudes. Levando em consideração a veracidade de alguns depoimentos, Lampião não conheceu apenas a obediência cega dos seus comandados. Em certos momentos, teve que tolerar a rebeldia de alguns que discordavam de seus planos.

Maria Bonita, por exemplo, brigava com seu companheiro, chegando a desafiá-lo mesmo na frente dos outros. Joaquim Góis descreve com pormenores o desafio feito por Ângelo Roque, o labareda, ao capitão:

(A Misteriosa Vida de Lampião, pag. 218)

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FOTO DE LAMPIÃO

 
https://www.adustinaadsa.com.br/2016/01/fotos-rarissimas-e-tudo-sobre-vida-e.html

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SAUDOSO JOÃO GOMES DE LIRA

Por Paulo Dias Pereira

Saudades desse grande homem João Gomes de Lira, tenente reformado da Polícia Militar de Pernambuco. Fazia parte da temível volante de Nazaré do Pico. Perseguiu Lampião e seu bando por longos anos. 

Descanse na paz de Deus, senhor João Gomes de Lira! (falecido em 2011).

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MINHA MAEZINHA E O SENHOR JOAO GOMES DE LIRA. PRIMOS EM QUINTO GRAU, AS TETRAVÓS ERAM IRMÃS, MARIA MANOELA DO NASCIMENTO E JACINTHA OCELIA DE SANTO ANTONIO, MINHA PENTAVÓ:

 Por Paulo Dias Pereira

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MARACANÃ SANTANENSE

 Clerisvaldo B. Chagas, 17 de novembro de 2020 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano. Crônica: 2.419

O lugar Maracanã, no Bairro Camoxinga, em Santana do Ipanema, é um largo que converge e diverge seis ruas, além de ser cortado pela BR-316. Deveria ter um bom anel viário, mas não tem, possui apenas um semáforo que hora funciona, hora não. É um dos pontos mais famosos da cidade e citados centenas de vezes diariamente na boca do povo. Alguns até perderam a noção de ponto de referência e o chama de Bairro Maracanã, mas isso não existe. Sua história acha-se contada minunciosamente em nosso livro: “O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema” que continua inédito. Em síntese histórica a denominação do largo, tem origem em uma churrascaria que recebeu o título de Churrascaria Maracanã.

Pois bem, ainda com o mesmo proprietário de origem, o prédio da churrascaria e dormitório Maracanã conseguiu chegar.

Até os nossos dias sem sofrer nenhuma modificação significativa. Mas com tudo tem o seu dia, uma novidade surgiu naquele trevo. Com o contínuo progresso de Santana do Ipanema foi implantada em nosso prédio histórico, uma clínica médica que modificou sua fachada tão conhecida durante dezenas de décadas de estilo varanda de fazenda. Certo que o edifício viveu muitos momentos de baixos e altos, cuja pintura externa mostrava os tempos do termômetro monetário. Para quem não se preocupa com o histórico da cidade, seus pontos tradicionais e imorredouros, pode até achar esse artigo supérfluo na cidadania santanense, mas, assim como o Centro Bíblico, O Estádio Arnon de Méllo, a Praça Frei Damião... A história dos principais pontos de referências da cidade, ajuda a compreender o miolo da história. Cidade sem história é cidade sem valor, sem tradição, sem orgulho dos seus munícipes; apenas uma intrusa social e nada mais.

Dizia um delegado de polícia: “De dez ocorrências em Santana do Ipanema, nove têm origem no Maracanã.

Maracanã: Nome do maior estádio do mundo. Nome de pequena ave semelhante ao papagaio.

Etimologia: Tupi Guarani (paracau-aná-papagaios juntos).

Maracanã santanense: relíquia histórica da cidade.

TREVO DO MARACANÃ. (FOTO: B. CHAGAS/livro 230).

OBS. A crônica com o número 3.418, é 2418.

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DONA CÉU

 Por Rangel Alves da Costa

Que as paredes da memória de Poço Redondo jamais releguem ao esquecimento aqueles que semearam sua história, que alicerçaram seu destino, que muito fizeram para que as raízes fossem brotadas e as gerações familiares ainda estejam tão grandiosamente presentes. E Dona Céu foi uma dessas pessoas. Maria do Céu de Jesus, nascida no dia 26 de setembro de 1906, estaria acima dos 114 anos se entre os seus ainda estivesse. 

Nascida naquele arruado de Poço Redondo de antigamente, Dona Maria do Céu possuía imensa linhagem familiar, com muitos irmãos e irmãs e parentes sem fim, pois filha de Dona Constância Maria dos Santos, que trouxe ao mundo umas três proles de pais diferentes. Daí não constar na Certidão de Nascimento nem na Carteira de Identidade de Dona Céu o nome do pai, somente da mãe. Filha de pai desconhecido? 

Não, filha de furtivo amor que não vingou por muito tempo. De muito parentesco porque, como dito, Dona Constância teve outros filhos de pais diferentes, a exemplo de José Francisco do Nascimento (Zé de Julião) e Maria José do Nascimento (Mazé de Anízio), frutos de seu relacionamento mais duradouro, que foi com o latifundiário Julião do Nascimento. 

Dona Céu, segundo relatos, era moça bonita, de um moreno ensolarado com tez sertaneja. Sua beleza despertou a atenção de outro sertanejo de tronco e folhagem: um rapaz conhecido por Gracinha. Com este casou, porém enviuvou muito cedo, pois seu esposo foi morto por volta do ano de 38, durante um episódio de entrega de cangaceiros em Poço Redondo, enquanto cochilava debaixo de um pau pereiro, nas proximidades do centro da cidade de agora, bem defronte onde mora a lendária rendeira de bilros e rezadeira Dona Conceição de Laura. Dona Maria do Céu e Gracinha deixaram filhos, e hoje netos e bisnetos. Zezito do Bode, por exemplo, é neto de Dona Céu. 

Também João, Rosilda e tantos outros. Os que ainda se recordam de Dona Céu, certamente o fazem reverenciando seu mais famoso ofício: o de parteira. Era, sim, famosa e aclamada parteira, trazendo ao mundo pela maestria das mãos dezenas ou centenas de sertanejos. Eu ainda a recordo na mesma feição da fotografia abaixo. Um amor de pessoa. Saudade grande, Dona Céu!

https://www.facebook.com/photo?fbid=3769653163054468&set=a.476409229045561

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AGRADECIMENTO!

 Por José Cícero Silva

Do amigo documentarista e pesquisador Aderbal Nogueira direto da capital alencarina acusando o recebimento do livro sobre o centenário da estação de Aurora.

Nosso confrade Aderbal que além de profundo estudioso e conhecedor da história das ferrovias e do cangaço também participa da citada antologia com uma bela narrativa sobre as ferrovias intitulada: Meu avô, a estação de Aurora e o trem do fim do mundo.

Nós que fazemos a SECULT' - Aurora ficamos lisonjeados e agradecidos pela acolhida e apreciação do trabalho.

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MUITO ORGULHO POR MAIS ESSA CONQUISTA....

 Por João de Sousa Lima


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JOSE ALVES DE BARROS NETO. NETO DE ZE SATURNINO, PRIMEIRO INIMIGO DE LAMPIAO:

 Por Paulo Dias Pereira

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

O CANGACEIRO BALÃO NÃO USOU FIRMEZA NAS SUAS RESPOSTAS AOS PESQUISADORES, ESCRITORES E CINEASTAS.

Por José Mendes Pereira

O saudoso escritor Alcino Alves Costa tinha razão quando insistia em dizer que o que aconteceu na madrugada de 28 de julho de 1938,  na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, a maior parte do que contaram os depoentes, tanto os policiais como os remanescentes de Lampião, criaram fatos que por lá não aconteceram. 

Professor Pereira, Manoel Severo e Alcino Alves Costa

Lendo o texto do Alcino Alves Costa sobre o que disse o policial Panta de Godoy descobri que agora ninguém sabe quem mais fantasiou o que aconteceu com Maria Bonita no momento em que ela estava morrendo.

Colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antônio.

Panta de Godoy um dos volantes que fazia parte das volantes policiais de Alagoas ,comandadas pelo então tenente João Bezerra da Silva, disse aos repórteres, pesquisadores e escritores que foi ele quem matou a cangaceira Maria Bonita, com um tiro. 

O amigo Guilherme Alves que no cangaço recebeu a alcunha de Balão, afirmou em 1973, à "Revista Realidade" que a rainha Maria Bonita correu e se escondeu em baixo de uma pedra, mas logo foi encontrada, e os perseguidores a degolaram ainda viva.

Pelo meu pouco conhecimento sobre o cangaço do nordeste e principalmente sobre o ataque aos cangaceiros, na madrugada de 28 de julho de 1938eu entendo que no seu dizer, Balão presenciou quase tudo que se passou na Grota do Angico. Aí é aonde surge uma pergunta: Por que ele permaneceu lá como se fosse um repórter, fazendo cobertura numa guerra, que fica registrando tudo que se passa? Traidor de Lampião ele não foi, e não era maluco de ficar no meio de um fogo cruzado.

Se os policiais aumentaram as suas declarações mesmo assim, dá para se acreditar, não tudo, é claro, já que quem estava atacando os facínoras eram eles, e continuaram vendo os rios de sangue escorrendo em busca do rio São Francisco. Mas não dá para acreditar nos cangaceiros, vez que num tiroteio inimigo, e principalmente sem trégua (porque eles não reevindicaram de forma alguma), não fica ninguém. Mas ainda existem outras informações do cangaceiro Balão que foram fantasiadas além do normal, as quais você leitor, irá lê-las. 

O cangaceiro Balão

Como já é do conhecimento do leitor em 1973, que o cangaceiro Balão cedeu entrevista à "Revista Realidade", e para mim, não sei se estou certo, Balão foi o cangaceiro que mais fantasiou as suas respostas. É claro que cada um deles queria levar a sardinha para o seu prato, mas não era necessária tanta fantasia. Veja:

Diz Balão:

Estávamos acampados perto do Rio São Francisco. Lampião acordou às 5 horas da manhã e mandou um dos homens reunir o grupo para fazer o ofício de Nossa Senhora. Enquanto lia a missa em voz alta, todos nós ficamos ajoelhados ao lado das barracas, respondendo amém e batendo no peito na hora do Senhor Deus". Terminado o ofício Lampião mandou Amoroso buscar água para o café. Mas quando ele se abaixou no córrego veio o primeiro tiro. Havia uma metralhadora atrás de duas pedras, uma distância de 20 metros da barraca de Lampião. Pedro de Cândido um dos nossos, havia nos traído, e acho que tinha dado ao sargento Zé Procópio até a posição das camas. Numa rajada de metralhadora serrou a ponta da minha barraca...

Esta foto é Lampião, mas aqui é somente como ilustração. Ela não foi feita no dia da Chacina aos cangaceiros.

E continua o cangaceiro Balão: 

Meu companheiro Mergulhão, levantou-se de um salto, mas caiu partido ao meio por nova rajada. Eu permaneci deitado, e com jeito coloquei o bornal de balas no ombro direito, o sobressalente no esquerdo, calcei uma alpargata. A do pé esquerdo não quis entrar, e eu a prendi também no ombro. Quando levantei, vi um soldado batendo com o fuzil na cabeça de Mergulhão. De repente ele estava com o cano de sua arma encostada na minha perna e eu apontava meu mosquetão contra sua barriga. Atiramos. Caímos os dois e fomos formar uma cruz junto ao corpo de Mergulhão. Levantei-me devagar. O soldado estava morto e minha perna não fora quebrada. Moeda, Tempo Duro (este não aparece na lista oficial dos abatidos, e nem tão pouco na lista de Alcino Alves Costa); Quinta-feira, todos estavam mortos. Contei os corpos dos amigos. Nove homens e duas mulheres. Maria Bonita, ferida, escondeu-se debaixo de algumas pedras. Mas foi encontrada e degolada viva. Então vi Lampião caído de costas, com uma bala na testa. 

sesc-rs.com.br/noticias/passeios-de-maria-fumaca-entre-ijui-e-catuipe-serao-realizados-em-setembro/ 
A foto é só para ilustração do texto.

O meu amigo Balão ouviu o apito sanfonado do trem "Maria Fumava", mas não tinha certeza para onde ele estava caminhando, se era para o Sul, para o Norte, para o Leste ou para o Oeste. 

Com certeza, dias depois da cahcina o amigo Balão soube quantos cangaceiros haviam morrido lá, e não escutou bem, citou gente que não aparece na lista dos abatidos lá na Grota do Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938, no Estado de Sergipe.

Segue a narração do cangaceiro Balão:

Não havia tempo para chorar. As balas batiam nas pedras soltando faíscas e lascas. Ouviam-se os gritos por toda parte. Um inferno. Luiz Pedro ainda gritou: Vamos pegar o dinheiro e o ouro na barraca de Lampião. Não conseguiu. Caiu atingido por uma rajada. Corri até ele, peguei seu mosquetão e com Zé Sereno conseguimos furar o cerco. Tive a impressão de que a metralhadora enguiçou no momento exato. Para mim foi Deus.

Em minha opinião esta afirmação do cangaceiro Balão contraria o que disse Mané Veio, pois nas declarações que deu aos repórteres, o policial  levou um bom tempo para assassinar Luiz Pedro. E quem mentiu sobre a morte do cangaceiro Luiz Pedro, até hoje ninguém sabe. 

Neném do Ouro, Luiz Pedro seu companheiro e Maria Bonita

Já o cangaceiro Vila Nova contou o que segue aos estudiosos do cangaço em relação ao mosquetão e o que sofreu o seu padrinho Luiz Pedro: 

Vila Nova:

" - No dia 14 de novembro de 1938 Iziano Ferreira Lima, o afamado cangaceiro VILA NOVA, afirmou ao “Jornal A Noite”, que estava na Grota do Angico no momento do ataque das volantes ao grupo de Lampião, na madrugada de 28 de julho de 1938. Vejam o que ele fala: 

Cangaceiro Vila Nova

- Escapei pela misericórdia de Deus, afirma. Vi quando o CHEFE (o chefe que ele se refere é Lampião) caiu se estrebuchando pelas forças do tenente Ferreira (ele fala no tenente Ferreira, mas acho eu, ele quis se referir ao tenente João Bezerra da Silva). 

Meu padrinho Luiz Pedro caiu ferido nos meus pés. Pediu que o matasse, logo. O que fiz, foi apanhar o seu mosquetão e fugir para as bandas do riacho onde o fogo era menor".

Está registrado na literatura do cangaço que quem assassinou o cangaceiro Luiz Pedro foi o volante Mané Veio, mas pelas suas informações não tem como acreditar, porque ele afirma que saiu perseguindo o cangaceiro Luiz Pedro, que ia meio avexado, caminhando rápido, e o volante ao seu encalce, até que chegou em um determinado lugar, e disparou sua arma, fechando o cangaceiro.

Mas vejam bem: Durou muito para que o volante assassinasse o cangaceiro, e por que o cangaceiro Balão e o Vila Nova informaram aos pesquisadores e escritores que o Luiz Pedro foi assassinado ali, no meio dos outros?

Na minha humilde opinião e não válida, já que eu sou apenas um metido sobre este tema, o Mané Veio já encontrou o cangaceiro Luiz Pedro, morto. Ele fantasiou a sua resposta, dizendo que quem o matou foi ele. 

Continua o Balão: 

"- Uma vez me perdi do bando e fiquei um ano nas caatingas de Bebedouro, Jeremoabo, Cipó de Leite, sem ver uma alma viva. No começo eu estava com ANJO ROQUE e sua mulher".

MINHAS INQUIETAÇÕES:

1 - Será mesmo que depois da missa o amigo Balão voltou a se deitar? 

2 - Como foi que ele viu que a bala que atingiu o rei do cangaço Lampião foi mesmo no meio da testa, quando ele diz que o capitão  estava de costas?

3 - Como foi que no meio de um cerrado tiroteio ele teve coragem de ir pegar o mosquetão de Luiz Pedro que já estava morto?

4 - Finalmente, quem está falando a verdade sobre o mosquetão de Luiz Pedro? Balão disse que levou o mosquetão do cangaceiro, já o Vila Nova diz também que foi ele quem o levou. 

5 - Será que o cangaceiro Luís Pedro carregava dois mosquetões no momento em que tentava fugir do cerco policial? 

6 - Como foi que ainda deu tempo para ele contar os mortos, pois no meio de um tiroteio, qualquer ser humano não espera por nada, muito menos para contar quem lá morreu?

7 - Como foi que ainda deu tempo para ele calçar as alpargatas se ele diz que não tinha tempo para chorar?

6 - Por que Balão caiu quando ele e o policial ambos atiraram, se ele não sofreu nenhum impacto para ser derrubado?

8 - Balão disse que após o massacre ao grupo de cangaceiros passou um ano nas caatingas sem ver um pé de pessoa, comendo carne de bode. Onde ele arranjava fósforos para fazer fogo e panelas para cozinhar a carne?

Sou fã do meu amigo Balão, mas ele fantasiou algumas respostas. Muitas verdades, é claro, mas outras, fantasiadas. Gostaria muito que as suas respostas fossem verdades. Mas pelo que ele disse, não há como eu acreditar em todas.

Pedro de Cândido

O que fizeram com Lampião foi bem estudado, e não foi só Pedro de Cândido como Balão o acusa de traidor. Eu acredito que tinha outros no meio dessa covardia.

Se o traidor tiver sido só um, no caso Pedro de Cândido, eu acho que não foi traição, e sim, livrar-se dos maus tratos.  

Eu pergunto: Qual é o ser humano que debaixo de peia e muita peia, vendo as suas unhas sendo arrancadas, pancadas por todo corpo, pontapés e humilhações, que se nega a dizer o que os seus agressores o perguntam? Dessa maneira qualquer ser humano entregará até o Jesus Cristo ao carrasco. 

Confira no site do Lampião Aceso do amigo Kiko Monteiro para você não ficar com dúvida, achando que é criação minha. Mas leia todo conteúdo: 

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2009/08/cangaceiro-balao-sensacional-entrevista.html

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ATENDENDO A PEDIDOS...

 Por Geraldo Júnior

Ferreirinha cuteleiro

... estou deixando abaixo o telefone WhatsApp do cuteleiro Ferreirinha da cidade de Princesa Isabel/PB. Considerado um dos grandes fabricantes de facas e punhais de todo o sertão nordestino.






Clique no link para ver mais:

https://www.facebook.com/groups/GrupoCangacologia/?multi_permalinks=3601944213195859%2C3600286250028322%2C3596926617030952%2C3596967360360211&notif_id=1605465692664727&notif_t=group_activity&ref=notif

Para encomendas, ligue:

(83) 99851-3098 - Ferreirinha.

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