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quinta-feira, 10 de junho de 2021

VIRGULINO FERREIRA E O SEU PUNHAL DE 78 CENTÍMETROS

Por João Costa

Ranulfo Prata, romancista sergipano, foi o primeiro a condensar em livro, em 1933, uma vaga biografia, ou livro-reportagem sobre o chefe do cangaço, no romance “Lampião” publicado oito antes dos acontecimentos de Angico, transformado hoje numa raridade preciosa dos escritos sobre o cangaço.,

Prata era filho de coronel fazendeiro, diretamente prejudicado pela ação do banditismo rural, e segundo pesquisadores que o sucederam, esse primeiro relato sobre Virgulino Ferreira contém imprecisões, mas que desperta, ainda hoje, bastante interesse porque baseado em narrativas orais e cartas de amigos.

Reza a lenda que, em Angico, a volante de João Bezerra encontrou um exemplar do livro de Ranulfo no bornal que Virgulino carregava – e com anotações do próprio bandoleiro.

O relato a seguir, tem como referência as campanhas da polícia baiana contra Lampião iniciadas em outubro de 1931, sob o comando do tenente João Costa, comissionado tenente-coronel, e comandante-em-chefe com sede em Jeremoabo.

Nesta campanha, devido à falta de militares, é que surgem no teatro de guerra ao cangaço os soldados “contratados” ou “provisórios”; uso de tecnologias como estações de rádio que se espalham por cidades alcançadas por ferrovias e, até, vilas de toda a caatinga: Jeremoabo, Paripiranga, Santa Brígida, Brejo do Burgo, Serra Negra, Santo Antônio da Glória, Chorrochó e outras localidades.

Lampião, que já conhece os efeitos da nova tecnologia empregada contra ele, por onde passa adverte:

- “No dia qui em pegá um “trem” deste, o macaco qui tiver cum ele tem qui engoli todo”, era o recado deixado claro Virgulino, que em 1931, aumentara a pressão sobre vilas e fazendeiros com bilhetes extorquindo ricos e remediados.

Na cabecilha de uma tropa, o tenente do Exército Liberato de Carvalho, está no encalço do bando, dia e noite, sem descanso no comando de uma volante que viria a ficar famosa; e ziguezagueando pelo sertão, Liberato e sua volante chegam a Maranduba, “região erma e triste entre Serra Negra e Cipó de Leite”, onde choca-se com o bando de Lampião.

Os cangaceiros “invisíveis dentro de trincheiras magnífica oferecidas pela sua velha aliada, a caatinga, a dominam com vantagens alarmantes”.

Liberato de Carvalho é salvo por uma “intervenção da providência Divina”, diriam depois”:

“No mais aceso da peleja, quando o pânico já se esboçava entre os soldados, que veem caídos mais de uma dezena de companheiros, intercede um socorro esperado e oportuno”.

É o Tenente Manoel Neto que surge com sua tropa de combatentes nazarenos pela retaguarda dos cangaceiros.

“O bando de Lampião, atacado pela retaguarda, se espanta, fraqueja, esmorece nas réplicas e segue a velha tática atordoante de fuga”, narra Ranulfo Prata.

“No chão tombaram 17 homens, entre mortos e feridos”; baixas humilhantes para as forças legais.

“Do bando de Lampião três ficam no campo de luta, indicando pingos de sangue que outros feridos, puderam fugir”, mas dias depois foram encontrados mais três cadáveres

Em São Paulo explode uma Revolução que viria a interromper a campanha de Liberato que deixa o combate a Lampião para seguir o Exército até o Sul.

Quem assume o comando, em Jeremoabo, é o capitão João Miguel, comissionado em tenente na Paraíba e em capitão na Bahia. Esse João Miguel é narrado como militar incompetente, chefe de rádio, que atrai a desconfiança geral.

Simplesmente, após a prisão do Cangaceiro Quixabeira, João Miguel o transforma e promove o facínora em seu ordenança, responsável por açoitar, torturar coiteiros e quem ele suspeitava.

Esse Quixabeira, antes de assessorar o comandante João Miguel, fora o cangaceiro apontado como responsável por sangrar e matar seis caçadores no Raso da Catarina, anos antes.

Ranulfo Prata, ao narrar a chegada de Lampião na Vila Queimadas, lugar de alguma prosperidade com estação ferroviária, descreve pela primeira vez para os leitores a dimensão do terror do cangaço, num momento que Virgulino, de forma contraditória, combina cordialidade com uns e crueldade com inimigos capturados.

Ao amanhecer, o bando tomou de assalto o quartel fazendo prisioneiro todo o destacamento, formado por sete soldados e um sargento, deixando-os sob a guarda de alguns cangaceiros, enquanto ele se deslocava até a pensão do lugar onde pediu que fosse servido um almoço.

- Faço questão da presença de todos os hóspedes, recomendou.

Sentado à cabeceira da mesa, Virgulino com sua voz pausada, baixa e gestos cordiais, deixava a todos, ao menos aparentemente, confortáveis, enquanto degustavam um verdadeiro banquete sertanejo.

Ao fim da refeição Virgulino fez questão de pagar a conta, deixou o local e se dirigiu de volta ao quartel para um tête-a-tête com os prisioneiros. O primeiro é levado à sua presença no oitão da cadeia, onde Lampião percebe a presença de curiosos, mas não se deixa afetar.

- Ajoelhe-se, Cabra! Ordenou Virgulino, que saca seu largo punhal de 78 centímetros de lâmina e crava na fossa supra-clavicular do prisioneiro.

“A arma, agudíssima, vara facilmente o mole dos tecidos, como um palito a manteiga,”, narra o escritor.

Em seguida ordena que outro prisioneiro seja conduzido à sua presença, e a cena se repete; arrastam para fora o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto e o sétimo, que enfrentam o mesmo suplício no encontro com a morte.

Chegara a vez do sargento, comandante do destacamento.

Ali, no pátio da cadeia, uma voz de uma das pessoas que assistiam às execuções, clamou por misericórdia.

- Pelo amor do Divino, tenha misericórdia! Este homem tem família numerosa, é uma pessoa querida aqui do lugar; poupe ao menos esta vida, seja misericordioso!

- Que assim seja! E quando eu deixar este lugar, enterrem os mortos, porque este macaco aí, fica vivo para contar o que faço com macacos que encontro pela frente”, disse Lampião, que antes de deixar a vila ainda tomou umas lapadas de conhaque numa bodega ali próxima da cadeia transformada em cadafalso.

Acesse: blogdojoaocosta.com.br

Fonte. Lampião, de Ranulfo Prata, segunda edição

Foto1. Liberato de Carvalho. Foto2.

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MARIA PISTOLEIRA

 Por José Nicodemos

Era assim chamada a prostituta Maria Graça Lopes, no registro civil. O apelido se jistificava pelo fato de ser filha de um pistoleiro paraibano, dos mais temidos daqueles sertões. Gabava-se, e com razão, que não tinha medo de homem, não lhe importava o tamanho.

Mulata alta, corpo parecido com o de homem, peito quase chato, um tanto angulosa, olhar vivo e felino, mas sem deixar de ser bonita, fazia salão com uma bolsa no ombro, dentro desta um revólver calibre 38. Mas não era de provocar briga com ninguém, respeitadora. Também não era de correr; topava a parada, fosse quem fosse.

Era Maria Pistoleira, por assim dizer, o escudo de suas companheiras, quando agredidas por algum tipo covarde: tomava-lhes logo as dores.
Ora se. Muitos apanhavam dela, dizia-se. Inclusive um certo bacana da sociedade local que, achando-se gostosão, nunca pagava à mulher de que se servia. Era conhecido por esse predicado.

Dava-se que as novatas eram logo informadas pelas outras a respeito dele, o dito, de modo que se recusavam a ir com ele pra cama.

Pois uma vez chegou ali na zona uma das bandas do Ceará, nova e bonita, correu o boato na cidade, e logo cedo da noite lá foi o cara, a melhor roupa e perfumado, na sua pinta de grã-fino, a procurar Alzira (era o seu nome). Desprevenida, ela topou a cantada do tal sujeito, e este, como era do costume, não lhe pagou o momento de amor. Foi aquela confusão, dentro e fora do quarto. 

Nisto, Maria Pistoleira interveio em favor da companheira - Você só sai daqui quando pagar, ou dou-lhe uma surra com seu próprio cinturão. Você já conhece a força do meu braço, cabra safado.

E foi o que sucedeu. Depois de lhe dar uma boa surra, de cinturão, entre chutes machos, Maria Pistoleira tirou-lhe toda a roupa, sem poupar a de baixo, até os sapatos, e revólver em punho, fê-lo que corresse nu, pelas ruas, então abertas, até chegar em casa, moralmente esbaforido.
 
Fonte: defato.com
Mossoró (RN), Domingo - 06 de junho de 2021.

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AÇUDE DE VARZINHA - SERRA TALHADA PE

 Do acervo do Jose João Souza

Construído pela antiga Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas, em 1938.

Pintura em tela da Artista Plástica Bernadeth Cavalcanti Ferraz

Adendo: Postado em nosso blog para propagar o bom trabalho do artista plástico Bernadeth Cavalcanti Ferraz.

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SÍTIO DOS NUNES CHEGANDO AO LOCAL ONDE NIL NUNES FOI MORTO E ENTERRADO PELO CANGACEIRO JARARACA E BANDO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=CCEQSayFeME&ab_channel=Canga%C3%A7ologiaCanga%C3%A7ologia

Nessa segunda parte do documentário mostraremos a região em que Nil Nunes foi preso, morto e enterrado pelo cangaceiro Jararaca e seu bando.

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CANGAÇO - MEMÓRIAS DE UM SOLDADO DE VOLANTE

Aderbal Nogueira - Cangaço 

https://www.youtube.com/watch?v=dBU-rgMEHbk&fbclid=IwAR2-peTESENXOHSlV9CiU4BZiM1Acbgk6G6F1Lh4iU-qBzOeJqbADsGCcO4&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Ex-volante João Gomes de Lira fala das dificuldades para escrever seu livro. Link desse video: https://youtu.be/dBU-rgMEHbk

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ESTA É A PEDRA DO SAPO LOCALIZADA NUMA CIDADE DO RIO GRANDE DO NORTE!!!

 Por Fátima Maria Araújo

Foto: Kelly

Qual é o nome dessa cidade????

Alguém desse grupo já a visitou????

"É em Fernando Pedroza uma pacata cidade do Rio Grande do Norte, localizada na microrregião de Angicos, que tem uma população de cerca de apenas 3 mil habitantes. Nesta pequena localidade existe uma pedra, que fica às margens da BR 304, no formato de um sapo.

Apesar de sua forma assustadoramente semelhante ao animal, a pedra não foi criada pela mão do homem, mas sim esculpida pela própria natureza. A natureza e seus mistérios"!

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UMA VISITA ILUSTRE

Por Kydelmir Dantas

Seguindo o roteiro... Com direito a máscaras na entrada, distância legal e alcóol gel após o aperto de mãos. Porém, como não poderia ser diferente num FILME, teve ação, aventura e emoções fortes. Recebo em meu espaço de leituras, pesquisas e "viagens" a visita ilustre de Seu Hamilton Marinho, o pioneiro do Cinema em Nova Floresta, através da implantação do CINE ÍRIS, para visitar o espaço dedicado à memória do cinema em nossa querida cidade. Neste seriado não teve o The End... Só o até logo para, desta vez, o artista trazer a mocinha dona ELCY, com direito a um bate-papo mais longo e um café com torradas. 

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE, numa amizade que já passa de meio Século.

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ZÉ RUFINO

 Por Manoel Severo

Tenente Zé Rufino, um dos maiores perseguidores e matadores de cangaceiros de todos os tempos... Zé Rufino é personagem principal de nossos GRANDES ENCONTROS, ao vivo, nesta quarta no canal do Cariri Cangaço no YOUTUBE

QUARTA, 09 de Junho de 2021 as 19H30...Imperdivel

Basta clicar no link: https://www.youtube.com/watch?v=aZPUqx3-tRQ

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"MEU IRMÃO"

 Por Hélio Xaxá

"Fiz esta poesia num momento de alegria. ano que vem, certamente, publicá-la-ei novamente com saudade..."


"MEU IRMÃO"


Abriu-se a rosa do coração

Na árvore casta da família...

E percebe Deus que um irmão

É o fruto mais doce da bacia.


Seus ramos abraçam outros ramos

Protege-nos com a própria vida

Transmite força e juntos vamos

Torna-se tronco, copa, fruto: guarida.


Assim és tu, irmão querido

Exemplo para todo ser nascido

Enxada, lápis, caráter e abrigo.


Deu-nos as ferramentas do saber

Força e sabedoria para crescer

Mais que irmão, tu és um amigo!

Autor: Hélio Xaxá


Adendo: José Mendes Pereira


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quarta-feira, 9 de junho de 2021

SERRA TALHADA MUSEU DO CANGAÇO DE SERRA TALHADA - PERNAMBUCO.

Por Cangaçologia 

https://www.youtube.com/watch?v=8ZJiywE3UKs&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Serra Talhada/PE, em FOTOS..
Fonte: Cangaçologia/Youtube
OBS:

O MELHOR museu do tema no Brasil.

https://www.youtube.com/watch?v=8ZJiywE3UKs&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

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DEUS E O DIABO SE ENCONTRARAM NA TERRA DO SOL

Por Sálvio Siqueira

Naqueles idos de 1925 ocorreu um fato interessante donde relaciona a historiografia cangaceira, fenômeno exclusivo no Nordeste brasileiro, com a historiografia nacional quando, comandados por oficiais do Exército Brasileiro rebelados, Luís Carlos Prestes, Isidoro dias Lopes, Siqueira Campos, um contingente enorme, coluna militar, parte do Rio Grande Sul para levar suas ideias pelos sertões de Brasil afora, com intuito de derrubar o Presidente da República, a época, Arthur Bernardes, e, segundo alguns, mudar, modificar, alterar a ordem que vigorava no país naquele momento, ficando conhecido como os “Revoltosos”, então o referido chefe da Nação cria, ou recria, os Batalhões Patrióticos – BT.

O Exército Brasileiro, assim como o restante dos Exércitos dos países mundiais, tinham sua maneira, modos operante de combate que, tendo, por exemplo, a I Guerra Mundial, seria a ação de defesa e ataque a partir das trincheiras. Em outras palavras, a tropa atuava sem movimentos e em um campo, locais, determinados. Contrário a essa maneira de agir, que sabida, conhecida, pelo QG dos “Revoltosos”, os mesmo passam a executar a ação de Guerra de Movimentos, pois, sabiam que empregando suas ações com movimento de guerrilhas, as chances de saírem vencedores das batalhas eram enormes.

Pois bem, não havendo mais tempo para se estruturar tropas, formar contingentes, com essas definições de combate, Guerra de Movimentos, o governo federal adota o lema de que ‘combater fogo com fogo’ seria o ideal. Então, envia pessoal, no caso um Deputado Federal pelo Ceará, Floro Bartolomeu, médico baiano, que havia atuado como ‘comandante’, chefe, da jagunçada, organizado um movimento sedicioso, na Sedição do Ceará em 1914, ao lado do Padre Cícero, quando ocorre a derrubada do então governador daquele Estado, Franco Rabelo, a incumbência de estabelecer, criar, um Batalhão Patriótico na cidade de Juazeiro do Norte – CE, e dar combate aos “Revoltosos”.

Não foi exclusividade de Floro, tão pouco de Juazeiro do Norte, terem sob comando uma sede de um BT. Inclusive foi a tropa de um deles, o Batalhão Patriótico de Diamantina, comandado, chefiado, por Horácio de Matos, que colocou a coluna dos “Revoltosos”, Coluna Prestes, em fuga a perseguindo além-fronteiras boliviana. Porém, esse é outro assunto que em breve falaremos sobre ele.

As tropas dos Batalhões Patrióticos foram formadas por jagunços, pistoleiros e cangaceiros da região de cada estrutura, sede, onde o mesmo fora montado. Logicamente que ao enviar as pessoas determinadas para a formação de tais batalhões o governo federal ‘patrocina’ os mesmos com dinheiro, armas, munição e vestimentas. Ricos em conhecimento das regiões em que moravam, conhecedores dos adornos geográficos e com experiência em guerrilhas, Guerra de Movimentos, aptos no manejo das armas, o que usavam para desviarem-se, confundirem e combaterem as Forças Públicas que os perseguia, os bandos de cangaceiros foram ‘convocados’ por Floro Bartolomeu, nisso, o chefe cangaceiro Lampião e seu bando, também, são chamados para ‘combaterem’ os “Revoltosos” pelo comandante do Batalhão Patriótico de Juazeiro do Norte – CE.

Floro Bartolomeu redige uma missiva e a encaminha ao chefe cangaceiro Virgolino Ferreira, Lampião, o convocando a fazer parte das fileiras das tropas do Batalhão Patriótico. Alguns autores referem que, sabedor da desconfiança de Lampião, além da sua assinatura, na carta constava a assinatura do sacerdote de Juazeiro do Norte, CE, a qual Lampião tem a certeza ao mostra-la a determinado ‘coronel’ coiteiro entre as cidades de Belmonte e Exu, ambas em Pernambuco. Temos que lembrar que não havia o serviço dos Correios e Telégrafos como hoje. A carta foi levada em mãos e o portador seguiu a pé e/ou a passos de um animal. O tempo levado para que a ‘convocação’ chegasse às mãos de Lampião, esse averiguasse sua autenticidade e o tempo que levou para deslocar-se do Vale do Pajeú das Flores, PE, com seu bando, e chegassem às imediações da “Meca do Sertão”, foi longo. Para azar de Virgolino, ou para sorte da história, ao chegar à localidade Lampião não tem como encontrar-se com seu convocador. Floro Bartolomeu, dias antes da sua chegada, adoece e segue para a Capital do país, Rio de Janeiro, a fim de tratar-se. Não cura-se, a doença lhe mata e ele é sepultado naquela metrópole com honrarias de general.

Os acontecimentos ocorridos em seguida referem—se às famosas patentes de “capitão”, “1º e 2º tenentes”, “provisórios”, do Batalhão Patriótico de Juazeiro do Norte recebida por Virgolino Ferreira, Sabino das Abóboras e Antônio Ferreira, respectivamente. Porém, a que mais chamou, e chama, atenção é a patente, mesmo provisória, de capitão que Lampião recebeu. Essa é motivo de discórdia ainda hoje entre pesquisadores, estudiosos e leitores do fenômeno.

Vamos aos fatos:

O pernambucano Pedro de Albuquerque Uchôa, funcionário público federal que fazia parte do quadro dos prestadores de serviço do então Ministério da Agricultura, Indústria e Comercio, no Estado do Ceará, entra na historiografia cangaceira a partir desse momento. Ele mesmo narra, já morando na capital do país e exercendo funções em outro departamento, em vasta entrevista como tudo aconteceu. “Através da reprodução das páginas de um vespertino carioca, apresentadas na primeira página do jornal sergipano “Diário da Tarde”, de sexta-feira, 29 de setembro de 1933, vamos encontrar o funcionário público Uchôa, aparentemente vivendo na antiga Capital Federal. Pela descrição no jornal, tudo indica que ele não era mais um membro dos quadros do então Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio. Era apresentado pelo jornal como funcionário da “Secretaria do Tribunal”, sem especificar se era um tribunal ligado a justiça Estadual ou Federal.” (Tok de http://xn--histria-o0a.com/ - Rostand Medeiros)

“Sobre os acontecimentos de 4 de março de 1926, Uchôa não narra o que aconteceu antes da chegada de Lampião, mas informa que nesta noite foi acordado por dois “jagunços”, em um sobradinho onde morava com seu contraparente, o cantador João Mendes de Oliveira.

Os homens intimaram o funcionário público, afirmando autoritariamente que “-Meu padrinho está chamando o Senhor com urgência”. Uchôa não perdeu tempo e foi logo a casa do Padre Cícero.

Segundo sua narrativa, estes dois homens portavam fuzis a tiracolo, estavam encourados e cheios de “medalhas”. As medalhas no caso, certamente seriam imagens de santos penduradas no peito. Ao escritor Leonardo Mota, Uchôa afirmou que estes homens eram Sabino Gomes e o irmão de Lampião, Antônio Ferreira.

Ao chegar à residência do líder de Juazeiro, o Padre Cícero lhe apresentou Lampião e disse, conforme está reproduzido no velho jornal sergipano de 1933.

“- Aqui está o capitão Virgulino Ferreira. Ele não é mais bandido. Veio com cinquenta e dois homens para combater os revoltosos e vai ser promovido a capitão. Olhe, o senhor vai fazer a patente de capitão do Sr. Virgulino Ferreira e a de tenente do seu irmão”.

Evidentemente que Uchôa ficou pasmo, “perplexo” em suas palavras.

Fiquei imaginando a cara do pobre coitado do funcionário do Ministério da Agricultura, acordado no meio da noite com esta bomba na mão. Ele ainda tentou argumentar que não podia, mas um dos irmãos de Lampião ponderou na hora.

“- Não, se meu padrinho está mandando o senhor pode”.

O Padre Cícero lhe colocou na condição de “mais alta autoridade federal de Juazeiro” e aí não teve jeito. Com o carismático prefeito ditando os documentos, foram “lavradas” as designações de patente.

Segundo Uchôa comentou ao repórter, parte dos termos do documento referente a patente de Lampião foram; “Pelo Governo Federal era concedido a Virgulino Ferreira a patente de capitão do Exército, por serviços prestados a República”.

Depois o Padre Cícero foi categórico e ordenou a Uchôa um curto “assine”. Ele colocou a sua firma no controverso documento.

Interessante é que em nenhum momento na reportagem, Uchôa pronuncia que concedeu uma patente a um dos mais cruéis e sanguinolentos bandidos de Lampião, o famigerado Sabino.

Após os “trâmites burocráticos”, Uchôa afirma que presenciou o temível Lampião, todo equipado, se ajoelhar reverentemente e beijar emocionado a batina do Padre Cícero. Lampião informou ao Padre que se comprometia a “proceder bem”…..

Uchoa informou ainda que após o encontro destas duas figuras, Lampião e seus homens receberam suas armas, munições e partiram no meio da noite.

Se assim foi, este foi o último ato da visita de Lampião e seu bando a Juazeiro.” (Tok de http://xn--histria-o0a.com/)

Findando esse acontecimento, vamos começar a analisar a força, poder de fogo, com que os bandos de cangaceiros, após receberem as armas moderníssimas e farta munição, o que tinha de melhor para a época, ficaram.

Baseando-se apenas no bando de Lampião, que até março de 1926 usavam rifles Winchester, modelo 1873, calibre 40 cano octagonal. Conhecido como “Rifle Papo Amarelo”.

Em seguida aquela data, o próximo registro fotográfico nos mostra o chefe cangaceiro Virgolino, o “Lampião”, e seu irmão mais velho, Antônio Ferreira, o “Esperança”, portando, aparentemente, Mosquetões Clavinas 1895 ou Mosquetão Mauser 1895.

Em outro registro fotográfico da época, voltamos a ver Lampião e Esperança com seus mosquetões e parte do bando usando Fuzil Mauser modelo.

Apesar da aparência mostrada nas armas serem mosquetões ou Clavinas mauser 1895, Federico Pernambucano de Mello, em seu livro Guerreiros do Sol, 5ª edição, pg 407, frisa que “Lampião e Esperança usam mosquetões Mauser 1895”.

Já o especialista em armas de fogo, Fabio Carvalho , assim explanou sobre as armas que portão os cangaceiros "Lampião" e "Esperança":

"Evidente que não se pode avaliar a quantidade de fuzis cedidos a Lampião e bando. Mas certamente não eram Comblain. Estes só portavam UM cartucho, já sendo plenamente obsoletos em 1920, perdendo para as Winchester em termos de velocidade de disparo ( mas não em potência, pois era superior).

As fotos de lampião e irmão mostram pelo menos uma clavina mauser 1895."

Fonte/foto: blogs, sites e livros citados, pinterest.com

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O RÁDIO FAROL DA PRAIA DA LIMPA

Por Rostand Medeiros – IHGRN

Antes da Segunda Guerra a Marinha do Brasil Construiu em Natal uma Moderna Estação de Rádio Comunicação e Navegação. Um Investimento Que Apontava a Importância Estratégica da Capital Potiguar. E o Que Restou Desse Local?

Antenas e estruturas do Rádio Farol da Limpa, atualmente na área do 17° GAC – Arquivo Nacional.

Nos primeiros tempos da aviação, um grande problema para os pilotos que buscavam cruzar os oceanos era a questão do direcionamento sobre imensas massas d’água. Qualquer erro de localização e navegação aérea resultaria na queda da aeronave sem combustível no meio do mar.

Para sanar esse problema, a incipiente indústria aeronáutica criou sistemas que utilizavam a recepção de ondas de rádio, com a finalidade de determinar a direção através da localização de uma estação de transmissão instalada em uma posição geográfica fixa e conhecida. As aeronaves passaram a utilizar antenas de rádio direcional que determinavam a localização dessas estações e essas, por sua vez, transmitiam sinais em Código Morse com o prefixo designador do local. Esse sistema era chamado radiogoniometria.

Entre o final da década de 1920 e 1930, sabemos que a Marinha do Brasil possuía uma estação de radiotelegrafia na região de Refóles. Essa estação atuou, por exemplo, no contato com o navio cargueiro inglês Phidias em 1927, para que a sua tripulação informasse se haviam visualizado o hidroavião português Argos, que se dirigia para Natal. Já no carioca Jornal da Manhã, edição de 02 de novembro de 1928, na página 11, encontramos a inauguração na região do bairro de Petrópolis de uma estação de rádio de ondas curtas, de propriedade do Telegrapho Nacional. Havia outra estação ligada à empresa exportadora de algodão S.A. Wharton Pedroza, mas desconhecemos a natureza de suas operações.

Essas estações radiotelegráficas tiveram papel importante na radiocomunicação potiguar, mas, como Natal se tornou um importante centro de movimentação aérea, era natural a criação de uma estação radiogoniométrica de localização e direcionamento aeronáutico. O local escolhido foi próximo ao estuário do Rio Potengi, e da Fortaleza do Reis Magos, em uma área de dunas elevadas, não muito distante das margens do rio, em um setor conhecido como Praia da Limpa. Ali próximo ficavam as bases de hidroaviões do Sindicato Condor e PANAIR[1].

O Rádio Farol da Limpa visto do Rio Potengi.

O projeto foi levado adiante pela Diretoria-Geral de Navegação da Marinha do Brasil, cujos técnicos chegaram a Natal em 06 de julho de 1936. Com recursos oriundos do Ministério da Fazenda, a estação foi erguida sob as ordens do Capitão de fragata Guilherme Bastos Pereira das Neves, que trouxe do Rio de Janeiro vários profissionais especializados para construir aquilo que ficou conhecido em Natal como Rádio Farol da Limpa.

Esses homens trabalharam principalmente para erguer duas torres de 62 metros de altura cada uma, afastadas uma da outra por 100 metros, sendo pintadas de vermelho e branco e possuindo no topo iluminação para evitar colisão com aeronaves. Já a aparelhagem instalada para emitir os sinais era toda alemã, da empresa Telefunken Gesellschaft für drahtlose Telegraphie mbH, que transmita sinais de rádio em código Morse, na frequência de 1.050 metros.

O prefixo que partia de Natal era P.X.N., sendo transmitido a cada cinco minutos, que podia se “escutado desde a África”. Além do aparelho de radiogoniômetro, havia, no Rádio Farol da Limpa, um aparelho de rádio com grande alcance, que podia fazer “transmissão e recepção por telegrafia e telephonia”. Existia igualmente no local uma estação de rádio de ondas curtas “com capacidade de 100 volts” e um gerador elétrico à gasolina.

Mesmo existindo rede elétrica no local, a colocação desse gerador servia para que a estação não deixasse de transmitir em nenhum momento. No local foram erguidas quatro construções: duas casas para os radiotelegrafistas, uma casa para os equipamentos de rádio e a última que servia para abrigar o gerador e como depósito.

No dia 27 de janeiro de 1937, uma quarta-feira, aconteceu a inauguração como Rádio Farol da Limpa.

Segundo reportagem publicada no jornal A República, um dia após a solenidade, na sua página 10, aquela estrutura era a terceira do gênero construída no país, sendo a primeira edificada na praia do farol de São Tomé, em Campo dos Goytacazes, Rio de Janeiro, e a segunda na Barra do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Na inauguração esteve presente o então Governador Rafael Fernandes e vários políticos potiguares. Fernandes foi convidado pelo Capitão Pereira Neves a ligar os aparelhos e realizar a primeira transmissão.

O Governador Rafael Fernandes e o Capitão de fragata Guilherme Bastos Pereira das Neves, na inauguração do Rádio Farol da Limpa.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Rádio Farol da Limpa aparentemente continuou a funcionar, pois, no dia 04 de julho de 1944, recebeu a visita de Dom Marcolino Dantas, então Bispo de Natal, e do Vigário Capitular de Mossoró Júlio Bezerra. No local, as autoridades eclesiásticas foram recebidas por Antônio José Caldas, Primeiro sargento da Marinha, potiguar da cidade de Portalegre.[2]

Em 2019, por solicitação do Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte, estive visitando esse local, que atualmente, se encontra na área interna do 17º Grupamento de Artilharia de Campanha.

Casas do antigo Rádio Farol da Limpa, na área do atual 17° GAC.

Nesse aquartelamento do Exército Brasileiro contamos com todo apoio do seu comandante, o Tenente-coronel Haryan Gonçalves Dias, bem como do Capitão Renato Esteves Costa, que nos acompanhou na visita ao local.

Mesmo não mais existindo as antigas torres de comunicação, ali encontramos todas as casas construídas em 1936 ainda muito bem preservadas, com poucas alterações nas estruturas e sendo utilizadas como moradia por militares e seus familiares.

NOTAS

[1] Atualmente, esse local é ocupado pelas dependências do 17º Grupamento de Artilharia de Campanha, do Iate Clube de Natal, do Comando do Terceiro Distrito Naval e pelo prédio histórico da Rampa. Já a toponímia Praia da Limpa, hoje, é conhecida apenas pelos moradores mais idosos dos bairros das Rocas e Santos Reis e pelos historiadores.

[2] Ver A Ordem, Natal, 04 de julho de 1944, pág. 6.

https://tokdehistoria.com.br/2021/06/08/o-radio-farol-da-praia-da-limpa/

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CANGAÇO: JURITI - ANISTIADO E QUEIMADO VIVO

 Por Fatos na História Oficial

https://www.youtube.com/watch?v=1hEqxIedg4Y&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3riaOficial

Foi o sargento Deluz o matador de Manoel Pereira de Azevedo, o perverso e famoso Juriti. Manoel era um baiano lá das bandas do Salgado do Melão. Um dia ele viajou para as terras do Sertão do São Francisco, indo ser cangaceiro de Lampião e recebendo o nome de guerra de Juriti. Ref.: Cariri Cangaço (2012).

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HOJE GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO

 Por manoel Severo

A emblemática Serra Negra e sua intrigante ligação com o cangaço será o tema principal dos Grandes Encontros Cariri Cangaço desta quarta-feira, dia 09 de junho de 2021, as 19h30 ao vivo no canal do YouTube do Cariri Cangaço. Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço recebe para o programa, o pesquisador e escritor, Conselheiro Cariri Cangaço, Rangel Alves da Costa e o pesquisador, Orlando Carvalho, embaixador do Cariri Cangaço em Pedro Alexandre. O programa promete. VEM COM A GENTE, BASTA CLICAR NO LINK A SEGUIR:

https://www.youtube.com/watch?v=aZPUqx3-tRQ

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=1663466873862250&notif_id=1623247695687018&notif_t=group_activity&ref=notif

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NAZARÉ DO PICO CEMITÉRIO DE NAZARÉ DO PICO (FLORESTA - PERNAMBUCO).

Por Cangaçologia
https://www.youtube.com/watch?v=-WtjTJxStsY&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Os grandes inimigos de Lampião, onde estão enterrados..?

Cemitério de Nazaré do Pico.!

Túmulos de Mané Neto; Euclides Flôr; Manoel Souza Ferraz e outros..

Fonte: Cangaçologia / Youtube

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CANGAÇO - COMBATE FAZENDA FAVELA

 Por Aderbal Nogueira - Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=TI_yAdbSI7M&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Cangaço - Combate Fazenda Favela João Saturnino, filho de José Saturnino, fala um pouco sobre a vida de seu pai, sobre o resultado do julgamento de Lampião em Serra Talhada e sobre o famoso combate da Fazenda Favela. Link desse vídeo: https://youtu.be/TI_yAdbSI7M

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MERECIDAMENTE A ADÍLIA!

 Por Aderbal Nogueira

Meu amigo Rangel Alves da Costa acho eu que esse seu levantamento merece um debate aprofundado, acho até que com pesquisadores e especialistas em comportamento humano. Nenhuma dessas pessoas quiseram virar estrelas, elas foram levadas a isso e graças a esse pseudo estrelato sabemos muito da história. Nosso amigo Humberto Mesquita que diga: Quando ele em 1969 foi procurar os remanescentes, eles se escondiam feito "bicho do mato" Se Adila e Candeeiro tivessem ido para uma capital e Sila e Dadá tivessem permanecido nos confins do sertão, a coisa seria o inverso. Digo isso porque juntei Sila e Adília, e a essência era a mesma. Esse é apenas meu pensamento e poderíamos levar isso para um grande debate.

https://www.facebook.com/photo?fbid=4341684639184648&set=a.476409229045561

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ADÍLIA, A SIMPLICIDADE DE UMA EX-CANGACEIRA.

 Por Rangel Alves da Costa

Eu a conheci. Adília era assim, bem assim, tão simples como uma casa de barro, tão humilde como uma roupa de chita, tão doce como uma cocada de frade, tão amiga como uma sertaneja. No Alto de João Paulo, ao lado da cidade de Poço Redondo, defronte sua singela moradia, um retrato para a saudosa posteridade. Morena trigueira, silenciosa como brisa do entardecer, palavras ditas como se as folhagens estivessem dialogando. 

A ex-cangaceira Adília

Eu conheci Adília, fui seu amigo, e ela era assim mesmo. E quanta diferença daquela meninota que um dia havia se apaixonado por um cangaceiro e com ele bandeado por tão perigosos caminhos. Mas ela foi, pois apaixonada por Canário, um dos mais feiosos e afamados do mundo do cangaço, geralmente servindo ao subgrupo de Zé Sereno. Ela foi por amor, mas logo depois desamou. Passou a não suportar as violências, as brutalidades e arrogâncias. Passou a não suportar o jardim das paixões transformado em dolorosos espinhos. Ainda assim teve dois filhos neste terrível mundo. Somente depois de 38, com o fim do cangaço e a morte de Canário, ela pôde retornar ao seio da família Mulatinho, seu seio familiar no Alto de João Paulo. Em Adília uma imensa diferença de algumas ex-cangaceiras. Jamais procurou fama nem luxo, jamais contou inverdades ou acrescentou fatos que heroicizasse seu percurso no cangaço. Adília jamais colocou anéis dourados de fama nem cuspiu pétalas douradas no que dizia. Verdadeira, íntegra, apenas sendo o que era. Nada além disso. E nada mudou com o tempo. Já chegando à velhice, e a mesma Adília vivendo como uma sertaneja qualquer, como apenas mais uma moradora do Alto de João Paulo, logo após o riachinho Jacaré. Ali a ex-cangaceira, a ex-companheira de Canário, mas principalmente a mulher que além-cangaço travou luta renhida pela sobrevivência. A foto abaixo demonstra isso. Nela não se avista o dourado nem a riqueza, arma nem paramentos. Nela se avista Adília, a mulher sertaneja. Apenas.

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NOVO LIVRO NA PRAÇA SOBRE CANGAÇO

 Por José Mendes Pereira


Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

Não deixa de adquiri-lo. Faça o seu pedido com urgência, porque, você sabe muito bem, livros escritos sobre cangaços, são arrebatados pelos leitores e pelos colecionadores. Então cuida logo de adquirir o seu! 

Pesquisador Guilherme Machado

Adquira-o através deste e-mail: 

guilhermemachado60@hotmail.com

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