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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

SOPHIA LOREN

Sophia Loren OMRI (nascida Sofia Villani Scicolone [soˈfiːa vilˈlaːni ʃikoˈloːne]; Roma, 20 de setembro de 1934) é uma atriz e cantora italiana.

Começou sua carreira no cinema em 1950; desde os 15 anos apareceu em vários papéis menores, até ser contratada para cinco filmes pela Paramount Pictures, em 1956. Isso lhe permitiu lançar- se, com sucesso em uma carreira internacional. Atuou em filmes notáveis como The Pride and the PassionHouseboat e It Started in Naples.

Loren ganhou reconhecimento em 1962, quando recebeu o Oscar de melhor atriz por sua atuação no filme Duas Mulheres, que também lhe rendeu o BAFTA, o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes e o prêmio da Associação de Críticos de Nova Iorque. Ela detém o recorde por ter recebido sete prêmios David di Donatello de melhor atriz, o maior número já recebido. Sua carreira atingiu o auge em 1964, quando recebeu um milhão de dólares para estrelar o filme A Queda do Império Romano.[1]

Além do Oscar de Melhor Atriz, ela ganhou um prêmio Grammy, um prêmio de Atriz no Festival de Cannes, cinco Globos de Ouro especiais e um Oscar Honorário em 1991. Em 1994 ela ganhou um Urso de Ouro Honorário no Festival de Berlim. Foi três vezes premiada no Festival de Veneza, como Melhor Atriz em 1958, Leão de Ouro pela carreira em 1998, em um especial o Pietro Bianchi Award 2002. Em 1995, recebeu o Prêmio Cecil B. DeMille pelas realizações ao longo da vida. Em 1999, foi nomeada como uma das 25 maiores lendas femininas do cinema pelo American Film Institute.[2]

Depois de constituir família no início dos anos 70, Loren passou a dedicar menos tempo à sua carreira de atriz e optou por fazer apenas aparições ocasionais em filmes. Nos últimos anos, ela ainda apareceu em filmes americanos como Prêt-à-Porter, Grumpier Old Men e Nine.

Biografia

Sophia Loren nasceu Sofia Villani Scicolone, em 20 de setembro de 1934, na Clínica Regina Margherita em RomaItália, filha de Romilda Villani (1910-1991), uma professora de piano, e Riccardo Scicolone, um engenheiro civil.[3][4] Os pais de Loren tiveram outra filha, sua irmã Maria, nascida no ano de 1938. Sophia e Maria tinham dois meios-irmãos paternos, Giuliano e Giuseppe, frutos do primeiro casamento de seu pai.

Em 1942, o pai de Sofia, que era agressivo com a esposa, abandonou a família para viver com a amante, e nunca mais deu notícias, fazendo com que Sofia e a irmã sofressem com o abandono paterno, e sua mãe passou a enfrentar muitas dificuldades, tornando-se a única responsável pelo sustento do lar.

Sem condições de pagar o aluguel da casa, e passando necessidades, a mãe de Sophia Loren se mudou de Roma com as filhas. As meninas passaram a morar com a mãe na casa da avó materna, Luísa, no interior da Itália, na cidade de Pozzuoli, próxima de Nápoles, em condições econômicas muito difíceis. [5]

Durante a Segunda Guerra Mundial, Pozzuoli foi alvo de bombardeios frequentes. Durante um ataque, Loren, enquanto corria para um abrigo com sua família, foi atingida por estilhaços e feriu seu queixo, mas sem gravidade. Após algumas semanas, mudou-se com a mãe, a irmã e a avó para Nápoles, onde foram acolhidas por alguns parentes distantes.[6] Após a guerra terminar, Sophia e sua família retornaram à Pozzuoli. A avó de Loren, Luísa, teve uma ideia para conseguir sustento, e abriu um pequeno restaurante em sua sala de estar, onde vendia lanches, sucos e um licor de cereja caseiro. A mãe de Sophia Loren, Romilda Villani, tocava piano para entreter os clientes, enquanto Maria, sua irmã, cantava, e Sophia recolhia as louças, e ajudava sua avó a lavá-las. O lugar tornou-se popular entre os soldados americanos das proximidades.[7]

Carreira

1950-1957 (Começo e estrelato em Hollywood)

Aos 14 anos, Sophia Loren participou do concurso de beleza Miss Italia de 1950 e, apesar de não ganhar, foi selecionada como uma das finalistas.[8] Mais tarde, ela se matriculou em aulas de teatro, depois de fazer pequenas pontas sem créditos nos filmes Totò Tarzan, O Coração no Mar, Le sei mogli di Barbablù e Il voto, ambos de 1950, ela foi escalada como extra, creditada no filme de Quo Vadis, em 1951. No mesmo ano, ela também apareceu em Era Lui!... Si! Si! , onde interpretou uma odalisca, sendo creditada profissionalmente como Sofia Lazzaro.[9] Ela apareceu em vários pequenos papéis no início da década de 1950. Sophia começou a usar seu nome artístico atual em 1952 no filme La Favorita. Seu primeiro papel como protagonista foi em Aida (1953), pelo qual recebeu elogios da crítica. No entanto, seu primeiro trabalho de destaque foi em O Ouro de Nápoles, em 1954, dirigido por Vittorio de Sica. Esse filme acabou tornando o nome de Sophia Loren, como grande estrela, devido ao sucesso de público e crítica, ela é chamada para interpretar Bela e Canalha (1954),ao lado de Vittorio De Sica agora como ator, e Marcello Mastroianni, o filme é uma "espirituosa comédia de personagens" com "admirável fluência narrativa e um ritmo muito ágil" que lançou o casal de estrelas Loren-Mastroianni. A dupla fez uma ponta ainda quando eram desconhecidos em Cuori sul mare (1950), e participaram de um filme de episódios de sucesso Tempi nostri (1954), mas em episódios separados, essa que seria uma das mais famosas duplas da história do cinema. Depois de A Mulher do Rio, que marcou a estreia como roteirista do futuro grande diretor Pier Paolo Pasolini, ela ainda fez O Signo de Vênus e Pão, Amor e..., ambos de Dino Risi.

O sucesso vem de novo com um trio De Sica/Loren/Mastroianni, em La bella mugnaia (1955), Sophia prova que seus recursos vão muito além de corpo belíssimo.

Se último filme dos anos 50, na Itália é La fortuna di essere donna (1956), novamente com Mastroianni.

Antes do seu contrato com a Paramount, o produtor Carlo Ponti, programa minuciosamente um longo e complicado caminho para chegar em Hollywood: Loren passa pela Grécia, onde faz sua estreia no cinema americano com Boy on a Dolphin (1957), de Jean Negulesco, com Alan LaddClifton Webb, apesar das críticas mistas, a beleza de Loren e a trilha sonora, são muitos elogiadas, Sophia cantando "What is this thing they call love" ("Tι΄ναι αυτό που το λένε αγάπη"), foi muito elogiada, tanto que a trilha recebeu uma indicação ao Oscar.

Loren, também passa pela Espanha, onde faz The Pride and the Passion (1957) de Stanley Kramer, onde ela tem seu amor disputado por dois dos maiores galãs de Hollywood, Cary Grant e Frank Sinatra.

E finalmente pela África, no filme Legend of the Lost (1957), de Henry Hathaway, com John Wayne, o filme foi praticamente todo rodado no deserto do Saara.

Depois dos encantos da Espanha e da Grécia, da areia e do suor no Saara, Sophia conquista finalmente o que queria seu passaporte para Hollywood.

Reconhecimento Internacional

Sophia Loren em Five Miles to Midnight, 1962.
A atriz no filme Ontem, Hoje e Amanhã, 1963

Loren tornou-se uma conhecida no âmbito internacional após seu contrato de cinco filmes com a Paramount Pictures em 1957. Entre os trabalhos que realizou neste período está Desire Under the Elms, com Anthony Perkins; A Orquídea Negra, de Martin Ritt[10], que lhe valeu o Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Veneza, e seu primeiro David di Donatello. Depois do enorme sucesso de Houseboat, com Cary Grant, o filme recebeu duas indicações ao Oscar de Melhor Roteiro e Trilha Sonara, aliás Cary Grant, se apaixonou loucamente por Loren, mas ela acabou se casando mesmo com Carlo Ponti; ela trabalhou com o diretor Sidney Lumet, no filme That Kind of Woman, ao lado de Tab HunterJack WardenBeatrice ArthurGeorge Sanders, o filme concorreu como Melhor Filme no Festival de Berlim (Berlinale).

Nesse meio tempo foi estrela do filme britânico A Chave, de Carol Reed, com William Holden e Trevor Howard, este último ganhou o prêmio de melhor ator da Academia Britânica de Cinema por sua interpretação, o BAFTA.

Em 1960, outro sucesso em Hollywood, It Started in Naples, com Clark Gable, que lhe valeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz.

Em 1961, protagonizou o filme Two Women, de Vittorio De Sica, que conta a história de uma mãe que está tentando proteger a filha de 12 anos numa Itália devastada pela guerra.[11] O Desempenho de Loren lhe rendeu vários prêmios, incluindo o de Melhor Atriz no Festival de Cannes e tornou-se a primeira atriz a conquistar um Oscar em um filme não falado em inglês. Ao todo, ela ganhou 22 prêmios internacionais.[12],

Durante os anos 1960, Loren foi uma das atrizes mais populares do mundo, estrelando filmes tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.[13]

Depois do Oscar, sua primeira produção internacional é um sucesso de público e crítica El Cid (1961), de Anthony Mann e produzido por Samuel Bronston, com Charlton Heston, o filme recebe três indicações ao Oscar e indicações de Melhor Filme e Direção no Globo de Ouro. O filme é um dos favoritos de Martin Scorsese, que o chamou "de um dos maiores épicos já feitos." Scorsese foi uma das principais forças por trás de uma restauração e re-lançamento de El Cid em 1993.

Em 1963, outro grande sucesso, Ontem, Hoje e Amanhã feito na Itália, por Vittorio De Sica, com Marcello Mastroianni, o filme ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, Sophia ganhou um prêmio na Alemanha e outro David di Donatello de Melhor Atriz, o filme tem uma cena antológica um strip-tease de Loren, que o diretor americano Robert Altman, repetiu trinta anos depois com a mesma Loren, em Prêt-à-Porter, que deu o que falar.,

Em 1964, sua carreira atingiu o auge quando ela recebeu 1 milhão de dólares para aparecer em A Queda do Império Romano, de Anthony Mann, com Stephen BoydAlec GuinnessChristopher PlummerJames MasonOmar SharifMel Ferrer, e grande elenco. Em 1965, ela recebeu uma segunda indicação ao Oscar por sua atuação em Matrimonio all'italiana, dirigido por [14] Vittorio De Sica, novamente com Marcello Mastroianni, o filme foi um sucesso de crítica e público e além da indicação de Melhor Atriz no Oscar, também foi indicado como Melhor Filme Estrangeiro. Sophia também foi indicada como Melhor Atriz no Globo de Ouro.

Como Sophia Loren já está andando sozinha em Hollywood com seus filmes, seu marido Carlo Ponti, está produzindo um filme de guerra britânico Operação Crossbow (1965), com George PeppardTrevor HowardJohn Mills,Tom Courtenay, entre outros, dirigido por Michael Anderson. Para ajudar nas bilheterias, Sophia Loren aparece, como cortesia de seu marido e produtor do filme Carlo Ponti, em uma participação especial. Apesar de conseguir o faturamento principal, ela tem apenas um papel modesto na sequência do hotel. Com bastante precisão histórica foi um sucesso de crítica e público.

Em 1966, ela protagoniza um filme de suspense dirigido pelo diretor do clássico Cantando na Chuva (1952), o mestre Stanley Donen, com Gregory Peck, o filme foi um sucesso.

Mas seu maior sucesso nessa época é mesmo a fábula Felizes para Sempre (1967), feito na Itália pelo diretor Francesco Rosi, com Omar Sharif.

Entre os filmes mais conhecidos da atriz desse período estão El Cid (1961), com Charlton HestonCom Milhões e Sem Carinho (1960), com Peter SellersIt Started in Naples (1960), com Clark GableOntem, Hoje e Amanhã (1963), com Marcello MastroianniLady L (1965), com Paul NewmanArabesque (1966), com Gregory Peck e A Condessa de Hong Kong (1967), de Charlie Chaplin, ao lado de Marlon Brando, dentre outros.[15]

1970-1988

Loren acabou trabalhado menos depois de se tornar mãe. Durante a década de 1970, a maior parte de seus trabalhos estavam em papéis que enfatizavam suas características de mulher italiana.[16] Em 1970, ao lado de seu maior parceiro nas telas Marcello Mastroianni, ela realizou mais um sucesso de bilheteria pelo mundo, o drama I girasoli, de Vittorio De Sica e produzido por Carlo Ponti. Foi o primeiro filme ocidental gravado no antigo bloco comunista, – rodado, em boa parte, na antiga União Soviética. A trilha sonora de Henry Mancini, foi considerada uma das mais belas e tristes da história do cinema, e acabou sendo indicada ao Oscar. Em 1974, atuou com Richard Burton no filme Il viaggio, que acabou sendo o último filme dirigido pelo seu amigo Vittorio De Sica, que lhe valeu os prêmios de Melhor Atriz Festival Internacional de Cinema de San Sebastián e outro Prêmio David di Donatello. E um remake de um filme inglês chamado Breve Encontro, que teve sua estréia na televisão dos EUA em 12 de novembro 1974.[17] Ela se saiu muito bem internacionalmente e foi um sucesso de bilheteria respeitável no mercado norte-americano.

Em 1976, ela estrelou em The Cassandra Crossing, um  filme de ação e suspense, dirigido por George P. Cosmatos, com elenco estelar Richard HarrisBurt LancasterMartin SheenLee StrasbergAva GardnerIngrid ThulinO. J. SimpsonAlida Valli, entre outros, que apesar da críticas mistas, foi um sucesso.

Em 1977, co-estrelou com Marcello Mastroianni Una giornata particolare.[18] Este filme foi indicado a 11 prêmios internacionais, tais como dois Oscars (melhor ator principal e melhor filme estrangeiro).[19] Ele ganhou um Globo de Ouro e um prêmio César de melhor filme estrangeiro. O desempenho de Loren foi premiado com um David di Donatello, o sétimo de sua carreira.[20] O filme foi extremamente bem recebido pelos críticos americanos e tornou-se um sucesso de bilheteria.[21][22]

Loren em 1986

Sophia estrelou um thriller americano intitulado O Alvo de Quatro Estrelas, em 1978. Este filme recebeu críticas mistas, embora tenha sido um sucesso moderado nos Estados Unidos e internacionalmente.[23] Em 1978, ela conquistou o seu quarto Globo de Ouro, como atriz favorita do ano por Una giornata particolare. Nesse mesmo ano ela e dirigida pela primeira vez pela amiga Lina Wertmüller, em Fatto Di Sangue Fra Due Uomini/Shimmy, Lugano, Belle Tarantelle e Tarallucci e Vino, com Giancarlo Giannini e Marcello Mastroianni, a perspectiva de ver a primeira atriz italiana a ganhar um Oscar por um filme italiano e a primeira mulher a ser indicada ao Oscar de direção e enorme, mas o filme só fica mesmo conhecido por ostentar o recorde no Livro dos recordes do Guinness como o título mais longo de um filme da história do cinema. Nos Estados Unidos, o filme foi simplesmente intitulado Revenge, e no Brasil, com Amor é Ciúme.

Em 1979, ela é protagonista de um filme de suspense britânico Firepower, dirigido por Michael Winner, com James CoburnO. J. Simpson e Eli Wallach. Foi o último filme da carreira do veterano ator Victor Mature. Outros filmes desta década foram indicados ao Oscar e dividiram a crítica, como Man of La Mancha (1972), de Arthur Hiller, que foi um fracasso comercial e de crítica apesar de ter sido nomeado para vários prêmios, incluindo dois Globos de Ouro.[24]

Em 1980, após o sucesso de sua autobiografia, foi lançado uma outra biografia, desta vez cinematográfica, de sua vida e carreira, intitulado Sophia Loren: Her Own Story (1980), um telefilme dirigido por Mel Stuart, onde ela interpretou ela mesmo e sua mãe na vida real Romilda Villani, seu marido na vida real o produtor cinematográfico Carlo Ponti foi interpretado por Rip Torn.[25] Em 1982, enquanto na Itália, ela ganhou as manchetes depois de receber uma sentença de 18 dias de prisão por evasão fiscal, um fato que não conseguiu prejudicar sua imagem pública.[26]

Loren atuou com pouca freqüência durante os anos de 1980 e recusou o papel de Alexis Carrington em 1981 para a série televisiva Dynasty.[27] Embora ela tenha sido escalada para estrelar a serie Falcon Crest em 1984, como meia-irmã de Angela Channing, as negociações fracassaram no último momento e o papel foi para Gina Lollobrigida. Em vez de aceitar novos trabalhos no cinema, Sophia preferiu dedicar mais tempo para os seus filhos.[28] Em 1982, foi relatado que Lina Wertmüller desejava filmar a adaptação da obra Tieta, de Jorge Amado, antes da produção de Cacá Diegues, e a protagonista seria Loren.[29]

Nos anos 80, Sophia Loren acabou aparecendo mesmo na TV, como foi o caso do telefilme  Aurora (Qualcosa di biondo), feito na Itália em 1984, que foi a estreia do futuro diretor e seu filho na vida real Edoardo Ponti, como ator.

Em 1986, ela fez o papel principal no telefilme americano, bastante elogiado Courage, uma História Verídica, com Hector Elizondo, Billy Dee Williams e Mary McDonnell.

Depois disso ela ainda fez para TV, na Itália a minissérie The Fortunate Pilgrim (1988), com Hal HolbrookEdward James Olmos e John Turturro; uma refilmagem do seu clássico Duas Mulheres, intitulado Mãe Coragem (1989), um telefilme dirigido por Dino Risi, com Robert Loggia. Depois de uma década longe do cinema, ela voltou em 1990, em Sábado, Domingo e Segunda, dirigida pela primeira mulher indicada ao Oscar de direção Lina Wertmüller.

Carreira Posterior

Loren em Cannes em 2014

Em 1991, Loren recebeu um Oscar Honorário por suas contribuições para o cinema e foi declarada "um dos tesouros do cinema mundial".[6][30] Em 1995, ela recebeu outro Globo de Ouro, pelo conjunto da carreira o Prêmio Cecil B. DeMille.[31]

Em 2009 Sophia declarou no programa de Larry King que Federico Fellini tinha planejado em dirigir um filme estrelado por ela pouco antes de sua morte em 1993. Ao longo dos anos de 1990 e 2000, Loren foi seletiva sobre a escolha de seus filmes e se aventurou em várias áreas de negócios, incluindo livros de receitas, óculos, jóias e perfumes. Ela recebeu uma indicação ao Globo de Ouro por sua atuação em Prêt-à-Porter (1994), de Robert Altman, co-estrelado por Tim RobbinsLauren BacallJulia RobertsKim Basinger e seu grande parceiro no cinema Marcello Mastroianni, que acabou sendo o décimo terceiro e último filme que eles fizeram juntos.[32]

Em 1995, ela fez Grumpier Old Men, um filme americano dirigido por Howard Deutch, Loren interpretou uma femme fatale ao lado de Walter MatthauJack LemmonBurgess Meredith (em sua última aparição no cinema), Daryl Hannah e Ann-Margret. O filme foi um sucesso de bilheteria e se tornou o maior sucesso de Loren nos últimos anos.

No 20º Festival Internacional de Cinema de Moscou, em 1997, ela foi premiada com um Prêmio Honroso por sua contribuição à sétima arte.[33]Nesse mesmo ano, ela foi filmar no Marrocos, com o ator, roteirista e diretor Roger Hanin, para o cinema Soleil, uma produção franco-alemão-italiano.

Em 1999, foi nomeada pelo American Film Institute umas das 25 maiores lendas femininas do cinema.

Em 2001, ela recebeu um Grand Prix Especial do Prêmio Américas no Festival de Cinema de Montreal por seu trabalho de carreira, ela filmou o elogiado telefilme A Pequena Órfã, dirigida pela amiga Lina Wertmüller, embora o filme tenha sido exibido no Festival de Cinema de Montreal, antes de ir para TV.[34]

Nessa época, filmou dois projetos no Canadá: o filme independente Between Strangers (2002), dirigido por seu filho Edoardo Ponti, com Mira SorvinoGérard DepardieuMalcolm McDowellPete Postlethwaite e a minissérie para televisão Lives of the Saints (2004), com Kris Kristofferson. Na Itália foi a protagonista de um filme para o cinema dirigida pela quarta vez pela amiga Lina Wertmüller, intitulado Peperoni ripieni e pesci in faccia (2004), com F. Murray Abraham.

Em 2009, estrelou um filme teatral de destaque nos Estados Unidos, o musical Nine, que conta a história de um diretor que luta para concluir seu filme mais recente,[35]onde ela foi a mãe de Daniel Day-Lewis, filme que obteve quatro indicações ao Oscar e para cinco Golden Globes, USA; incluindo para Melhor Filme do Ano.

Em 2010, foi protagonista da minissérie televisiva italiana La mia casa è piena di specchi, onde interpretou Romilda Villani, sua mãe na vida real, dirigida por Vittorio Sindoni e livremente inspirada no romance autobiográfico homônimo de Maria Scicolone (irmã mais nova de Sophia Loren).

Em 2014, foi dirigida pelo filho Edoardo Ponti, no filme (Voce umana), que lhe valeu mais um David di Donatello Awards.

Em 2020, encerrando um hiato de quase uma década sem atuar - desde Voce umana (2014) -, Sophia Loren, que estava com 86 anos, retornou ao cinema no drama La vita davanti a sé, da Netflix.

Vida pessoal

Ao contrário de outras personalidades do cinema, Sophia Loren casou-se apenas uma vez durante sua vida, com o diretor de cinema italiano Carlo Ponti, com quem viveu até ficar viúva, em 2007.

Eles se conheceram durante a gravação de um filme, em 1950, quando ela tinha 16 anos e ele, 37. Embora Ponti estivesse separado de sua esposa, Giuliana, ele não era legalmente divorciado na época. Ela não queria dar o divórcio. Os dois iniciaram um namoro, e após sete anos de relacionamento, decidiram se casar na Cidade do México, em 17 de setembro de 1957, visto que não poderiam casar em território italiano, por Carlo ainda ser casado. Após o casamento, voltaram para a Itália, e passaram a morar em Roma.

Carlo e Sophia tiveram seu casamento anulado em 1962, pois o mesmo não era válido na Itália, visto que Carlo estava sendo acusado de bigamia: Sem a ex-esposa querer dar o divórcio, pela lei italiana, o juiz não poderia assinar por ela.

Para não perder o processo e evitar ser preso por ser bígamo, Carlo e Sophia assinaram a anulação. Carlo voltou ao estado civil de casado com sua ex-esposa, e Sophia, ao estado civil de solteira, no entanto, ambos continuaram a morar juntos. Nesta época entraram com pedido de cidadania francesa. Ambos decidiram se mudar para a Suíça.

Em 1965 o casal conseguiu a dupla cidadania, e se tornaram cidadãos franceses, depois do pedido ser aprovado pelo presidente Georges Pompidou. Está foi a única forma de Carlo conseguir se divorciar, pois as leis do país permitiam que o juíz assinasse pelo cônjuge que não queria dar a separação. [36] Carlo Ponti, então, obteve o divórcio de Giuliana na França, permitindo que ele voltasse a se casar com Sophia Loren, em 9 de abril de 1966, em Paris.

Sophia e Carlo tiveram dois filhos: Carlo Villani Scicolone Ponti, nascido em 29 de dezembro de 1968, e Edoardo Villani Scicolone Ponti, nascido em 6 de janeiro de 1973. Seus dois filhos nasceram de parto normal em Genebra, una cidade no oeste da Suíça. Após quinze anos na Suíça, se mudou para Paris, onde viveu a maior parte de sua vida com sua família.[carece de fontes]

As noras da artista são as atrizes Sasha Alexander e Andrea Meszaros. Sophia é avó de quatro netos.[carece de fontes]

Em 1962, a irmã de Sophia Loren, Maria, casou-se com o filho mais novo de Benito MussoliniRomano Mussolini, com quem teve duas filhas, Alessandra, uma política conservadora italiana, e a empresária Elisabetta.[carece de fontes]

Desde o final de 2006 Sophia Loren voltou a morar em Genebra, na Suíça, onde vive sozinha em uma mansão[37] Ela também é dona de imóveis e empresas nas cidades italianas de Nápoles e Roma.[carece de fontes]

Sophia é fã do clube Società Sportiva Calcio Napoli. Em maio de 2007, quando a equipe ficou em terceiro lugar na Série B, ela disse ao Gazzetta dello Sport que faria um strip-tease se a equipe vencesse.[38]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sophia_Loren

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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

ENTREVISTA COM O FILHO DE LAMPIÃO | CNL | 827

 Por Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=9jzPnCqs7_U&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

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SAIBA POR QUE O CANGACEIRO ZÉ BAIANO FOI ELIMINADO POR ANTÔNIO DE CHIQUINHO

 Por Histórias da Vida Real

https://www.youtube.com/watch?v=qiFMDvTmWGc&ab_channel=Hist%C3%B3riasdaVidareal

Veja a historia, Saiba Porque o Cangaceiro Zé Baiano Foi Eliminado por Antônio de Chiquinho, de Lampião, o rei do cangaço, maria bonita, e seus cangaceiros, zé baiano, Volta seca, Corisco, Labareda, Zé sereno, Quinta-Feira, Candieiro, Mergulhão,Luís Pedro, Elétrico, Enedina, Moeda, Alecrim, Colchete, Juriti, Macela, Volante, zé rufino, O perigo de morte nos rodeia desde o dia que nascemos, então se previna para os PERIGOS de mortes evitáveis que são em média 80%. Com esse livro, você vai diminuir muito o risco de morte em várias situações... proteja a sua vida e a sua família, leia o livro e escape da morte... 

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THIAGO MENEZES DO ODISSEIA DO CANGAÇO É GENTE QUE FAZ NO CARIRI CANGAÇO PERSONALIDADE AO VIVO NO INSTAGRAM

Temos ao longo deste pouco tempo de estreia de nosso Cariri Cangaço Personalidade; há exatos três meses, na plataforma do Instagram; tido a oportunidade de trazer grandes personalidade do universo da arte e da cultura popular de nosso nordeste, por lá passaram pesquisadores, escritores, poetas, sanfoneiros, músicos, interpretes, produtores culturais, fotógrafos, artesãos e até chef de cozinha , numa autêntica festa da integração cultural que é a marca do Cariri Cangaço.

Para o programa desta segunda-feira, o Cariri Cangaço Personalidade recebe o documentarista e Youtuber sergipano, Thiago Menezes, criador do canal Odisseia do Cangaço, onde periodicamente nos traz recortes da memoria e historia do cangaço em solo nordestino, com destaque para alguns dos principais cenários e personagens desta saga do sertão. 

Manoel Severo e Thiago Menezes

"Para nós do Cariri Cangaço é uma alegria receber no Personalidade; em nosso Instagram; o querido amigo Thiago Menezes do Odisseia do Cangaço, que desenvolve um trabalho espetacular na divulgação dessa saga tão forte e capilar que foi o cangaço, além de tratar-se de um ser humano espetacular, com um talento imenso e um coração gigante, é uma grande honra para nós, sem dúvidas teremos um bate papo super banaca" revela Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço.

https://cariricangaco.blogspot.com/2021/08/thiago-menezes-do-odisseia-do-cangaco-e.html

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SERRA GRANDE EM NOVO MOMENTO DO GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO

Os números são impressionantes até para aqueles que são afeitos ao estudo do fenômeno: 10 mortos, 14 feridos, quase 300 militares numa sanha desesperada em busca de dar fim a Virgulino com seus mais de 115 cangaceiros; foram cerca de 3 mil tiros em quase 10 horas de combate naquele longínquo 
26 de novembro de 1926.

Semana passada os Grandes Encontros Cariri Cangaço reuniu os amigos de todo o Brasil para debater um dos combates  mais emblemáticos de todo o ciclo do cangaço. Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço recebeu para o AO VIVO no canal do YouTube do Cariri Cangaço, os pesquisadores Luiz Ferraz Filho de Serra Talhada e Louro Teles de Calumbi; ambos profundos conhecedores do episodio que viria marcar a historia dos combates entre os cangaceiros e as forças volantes: o combate de Serra Grande.

O programa iniciou com Luiz Ferraz Filho nos trazendo um panorama geográfico e histórico de toda região da Serra Grande, que na época do combate; 1926; se estendia de Vila Bela (atual Serra Talhada) ate Flores, passando por Calumbi ; na época distrito de Flores e local exato onde aconteceu o famoso fogo. Em seguida o pesquisador e Conselheiro do Cariri Cangaço, Louro Teles trouxe os principais detalhes da ligação de Virgulino Ferreira Lampião com Calumbi, isso desde os tempos em que a família Ferreira dedicava-se ao oficio de almocreve e os "meninos" filhos de seu Zé Ferreira acompanhavam o pai no oficio mor da familia, passando pelos muitos episódios de conflitos e a própria invasão do bando a Calumbi, Louro Teles ainda apresentou a amizade do rei do cangaço com moradores do lugar, coiteiros, os amigos, os inimigos, e um surpreendente romance e até um suposto filho do rei cego com uma menina chamada Tatu, das roças velhas. 

Manoel Severo e Louro Teles em plena caatinga

O combate de Serra Grande vem situar-se entre duas das mais polêmicas passagens da saga do filho de seu Zé Ferreira, vulgo Lampião, a saber; em Março do mesmo ano o rei dos cangaceiros visita Juazeiro do Norte para se integrar às forças dos Batalhões Patrióticos e receber fardamento e armas na Meca de padre Cícero Romão Batista e logo em seguida ao combate que ocorreu em novembro, escreveria a ousada carta ao governador de Pernambuco, Júlio de Melo, sugerindo a divisão do território pernambucano entre os dois.

Outra polêmica acaba nos conduzindo ao grande combate; o que teria realmente acontecido em relação à morte do irmão do cangaceiro mais famoso da história? Antônio Ferreira; irmão de Virgulino e seu braço direito; teria tido sua vida ceifada a partir de um “sucesso” envolvendo Luiz Pedro na fazenda Poço do Ferro, de Ângelo da Gia, em meados de 1926 ou inicio de 1927, mas existem pesquisadores que defendem a hipótese que a morte estaria diretamente ligada a ferimentos recebidos pelo cangaceiro no sangrento combate de Serra Grande, onde está a verdade?




Imagens do primeiro episódio dos Grandes Encontros Cariri Cangaço: Lampião na Serra Grande.

https://cariricangaco.blogspot.com/2021/08/serra-grande-em-novo-momento-do-grandes.html

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VEJA O FIM DOS MAIORES INIMIGOS DE LAMPIÃO

 Por Histórias da Vida real

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VOCÊ SABIA QUE:

 Por Jose Francisco Gomes de Lima

Um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar? Pois é meu amigos, na cidade de Belmonte-Pe, nasceram dois grandes Titãs combatentes do Cangaço.


JOSÉ ALENCAR DE CARVALHO PIRES (SINHOZINHO ALENCAR) EM 13/03/1892.

JOSÉ ALENCAR DE CARVALHO PIRES (SINHOZINHO ALENCAR) EM 13/03/1892.

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POÇO REDONDO O MAIOR COMBATE DE LAMPIÃO EM TERRAS SERGIPANAS.

 

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Uma visita a Fazenda Maranduba localizada no município de Poço Redondo no estado de Sergipe, onde no dia 09 de janeiro de 1932 foi travado um dos mais acirrados e sangrentos combates ocorridos em toda a história entre o bando de Lampião e Forças Militares. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. 

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Forte abraço... Cabroeira! 

Atenciosamente: Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia e Arquivo Nordeste. 

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LAMPIÃO, REI DO CANGAÇO, FOI ASSOMBRO DO SERTÃO.

 Por José João de Souza

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Em 28 de julho de 1938, morreu o cangaceiro Virgolino Ferreira "Lampião". Após 78 anos do ocorrido, o mito continua vivo na memória do povo sertanejo. 

E viva as tradições nordestina!!!

Lampião o rei do cangaço - Ivanildo Vila-Nova e Geraldo Amâncio.

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Lampião, o Rei do Cangaço (Mote de Dez)

Artist

Ivanildo Vila Nova, Geraldo Amâncio.

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FATO ÚNICO - UMA CRIANÇA AO RELENTO EM PLENO SERTÃO

Uma das maiores dificuldades da mulher cangaceira ao parir, era sem dúvida decidir, como e com quem ficaria o 'rebento'.

Não era permitido que o recém-nascido ficasse com o grupo de cangaceiros e, ao ser exposta às intempéries da natureza (sol, chuva, falta de abrigo, alimentação, água etc..), falecia. Para evitar isso, logo que o bebê nascia, com poucos dias era doado, a um vaqueiro, padre, coronel ou alguma pessoa de confiança.

As vezes, acontecia de uma cangaceira parir e, sem tempo, ainda, de doar a criança a uma pessoa com as referências supracitadas, Acontecia um tiroteio e, o recém nascido ficava no meio da caatinga, entregue a sua própria sorte e a Deus.

Abaixo, temos uma foto rara, mostrando uma situação dessa do filho do cangaceiro Ângelo Roque, em que a criança foi recolhida da caatinga através do Tenente Noblat e, posteriormente, foi criada pela família do sargento. Edgar.

Fonte da Foto: Lampeão, Ranulfo Prata.

Créditos: Ivanildo Silveira (Grupo Lampião Grande Rei do Cangaço - Facebook)

Fonte da Foto: Lampeão, Ranulfo Prata.
Créditos: Ivanildo Silveira (Grupo Lampião Grande Rei do Cangaço - Facebook)

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JARARACA ATACA A VILA DE FLORES

 Por Caiçara do Rio dos Ventos

Cangaceiro Jararaca preso em Mossoró, junho de 1927

Em 3 de abril de 1927 Jararaca ataca a Vila de Carnaíba. Já se passaram 93 anos desde que a outrora bela e formosa Vila de Carnaíba de Flores, foi atacada pelo famigerado cangaceiro Jararaca. Nesta linda e aprazível cidade interiorana de Pernambuco, nasceu um dos poetas "mais grandes" da cultura nordestina. Compositor de temas vibrantes, poeta e folclorista, conhecido pelo nome de Zé Dantas.

José de Sousa Dantas Filho tinha apenas 6 anos de idade quando isso aconteceu. Vou aqui homenagear, aproveitando o espaço, o Grande Poeta: Zé Dantas, grande compositor sertanejo, conhecido por suas belas canções, como “O xote das meninas”, “Derramar o Gás”, “A Volta da Asa Branca”, “O Forró de Mané Vito”, “Vozes da Seca”, “Vem Morena”, “Algodão”, “Cintura Fina”, “Imbalança”, “Mané e Zabé”, “Minha Fulô”, “Noites Brasileiras”, “São João na Roça”, “Paulo Afonso”, “Riacho do Navio”, “Sabiá”, “Samarica parteira”, “Siri Jogando Bola” entre outras obras.  

Pois bem, voltemos ao ataque do cangaceiro Jararaca. Carnaíba das Flores, que está situada à margem direita do lendário Rio Pajeú. Foi assaltada pelo temível cangaceiro Jararaca e seu grupo de 13 cabras. Aqui esse artigo, iremos dissertar o histórico que o Padre Frederico Bezerra Maciel escreveu no seu livro CARNAÍBA, A PÉROLA DO PAJEÚ:  "Procedente das bandas de Sítio dos Nunes, ao chegar ele, alta madrugada, em Carnaíba velha,  espécie de subúrbio com casas separadas e esparçadas do outro lado do rio. Aprisionou o fogueteiro Faustino para que servisse de guia indicando as casas do telegrafista e dos comerciantes da vila. De 4 horas e 30 minutos para as 5 horas da manhã atravessou o denso e fofo areal do rio sêco com seu grupo e o prisioneiro guia entrando na rua principal pela passagem ao oitão esquerdo do vapor do descaroçador de algodão de manuel josé da silva. 

Frederico Bezerra Maciel

Em todo o percurso da longa, alinhada e bela rua, arborizada de cajaranas e findando na igreja do orago  Santo Antônio, foi o guia mostrando as casas comerciais e residenciais dos principais homens de dinheiro Manuel José, Zé Martins, Major Saturnino Bezerra, Zé Dantas (pai), enfim já perto da igreja do lado esquerdo de quem ia, a casa do telegrafista Emídio de Araújo conhecido por Emídio Grande. Na realidade não devia este ser chamado de telegrafista e sim de telefonista pois o que havia era um telefone na repartição pública federal para passar telegramas. Aproveitando-se ali de um descuido do grupo, conseguiu o fogueteiro fugir pela e cercas de pau a pique e avelós dos roçados das vazantes.

No largo patamar da igreja, os cabras, entre talagadas de cachaça, xaxavam,   batendo como coice das armas na calçada e cantando mulher rendeira, com isso despertando os habitantes do lugar, que logo compreenderam tratar-se de cangaceiros. Em seguida, o próprio Jararaca deu três tiros na porta da entrada da casa do telegrafista, o qual respondeu, de dentro, com um tiro. Isto fez o grupo temer entrar na casa. Então, após uns quatro tiros na porta da casa vizinha, residência de Zé Veríssimo, que logo fugiu com a esposa pelo portao do muro, rebentaram

a porta da frente e nela entraram. Abriram a mala, quebrando-lhe a fechadura estragaram as roupas encontradas, rasgando um vestido e queimando outro, nada roubando porque seus donos quase nada possuiam. Vivia o pobre Zé Verissimo do modesto emprego de caixeiro de balcao na loja do major Saturnino, Na outra casa, pegada à de Verissimo, morava o cabo Severino, comandante do destacamento, que saiu correndo por detrás, sem detonar um tiro. Os cinco soldados do destacamento, que moravam juntos, em acanhado casebre de António Conserva, guarda da linha, situado no mesmo correr da rua, porem mais em cima, bem no oitão direito da igreja e distante do patamar da igreja de apenas 4 metros, também correram pelos fundos. O soldado Zé Inácio que morava bem na frente do telegrafista e que estava doente de febre tifoide, temendo por sua sorte, enrolou-se num cobertor e saiu pela cerca do quintal para a residència de Joaquim Leandro da Silva, conhecido por Joaquim Borrego, atrás da lgreja, o qual estava ausente.

A familia deste, como todas as outras da vila, deitadas no chão, temendo as balas. Depois da casa de Veríssimo, entraram os cangaceiros, forçando porta e janela, na residéncia do major Saturnino, situada a 18 casas abaixo. O major estava fora. E sua esposa, D. Naninha Grande, ficou sozinha com a fuga de seu filho, Zé Bezerra, pelo quintal. Os cabras respeitaram a mulher, mas roubaran rifle e dinheiro. Daí seguiram para a residència de Manuel José,  no outro cordão de rua, bateram na porta.  A esposa Maria Brasileiro foi atender. Dois cangaceiros entraram e foram logo exigindo dinheiro. Manuel José apareceu e disse que o dinheiro estava guardado na loja. Enquanto um cangaceiro acompanhava Maria Brasileiro até a loja, o outro ficou mantendo o esposo como refém.  Na loja Maria teve a presença de espirito de não mostrar o cofre mas tão somente a gaveta do balcão com o apurado do dia e que na ânsia foi logo raspado pelo cangaceiro. Muito dinheiro miúdo em moedas e cédulas, importancia total pequena. O outro companheiro tão preocupado em manter o refém nem atinou mandar abrir o baú onde estavam guardadas as jóias, no qual se sentara de propósito Manuel José. Logo que o primeiro voltou e os dois iam começar contar o dinheiro, ouviram-se tiros do lado de fora. Os dois fugiram levando o dinheiro. 

Os carnaibanos começaram a se movimentar para a reação. Ora, cada comerciante mantinha cabras para defesa em casos como este. Por exemplo, Major Saturnino tinha os cabras João Mororó e João Teotônio; Zé Martins tinha Mané Quitola; Luís e Eliseu Cassiano tinham João Lessa; Zé Dantas tinha Zé Marques, Manuel José tinha seu cunhado Zé Vital... E muitos possuíam armas próprias. Uns 20 decididos carnaibanos pulavam de um muro para outro a fim de estabelecer os planos de resistência e tomavam posição nas entreabertas das janelas e em outros resguardos. Os soldados voltaram para o embate. Dois deles que estavam no quartel estabelecido numa casa quase em frente da de Manuel José não podendo fugir começaram a atirar para o ar a fim de intimidar, mais com isso gastando multa munição atoa. Nesse então, das janelas da rua começaram a partir tiros esparsos de ponto. Depois fechou-se o tempo.

Por trás do antigo cemitėrio morava um cidadão da Barra de São Serafim, chamado Manuel Florentino. Conseguiu ele entrar no beco formado pelo vapor de Zé Jordão e o chalé de Zé Martins e fazendo frente ao beco de Manuel José. Deitado, amparou-se nuns paus, ali colocados deitados, a modo de dique para as águas das enxurradas da rua nos tempos de chuva. Dali atirava de ponto na direção do beco de Manuel José, para onde havia corrido alguns cangaceiros por causa dos tiros disparados de vários pontos da rua. Nessa corrida um dos cangaceiros deixou cair seu fuzil no meio da rua. Parte dos cangaceiros, da porta e das janelas da morada de Manuel José, atirava para dentro da rua respondendo aos detensores. 

Outra parte, da esquina do fim do muro da mesma casa respostava ao beco. Pedro Orenuno ordenou a seu companheiro recém-chegado, Pedro Martins, a ir ver o Fuzil caido para com ele fazer boca de fogo, isto é, lhe dar cobertura sustentando o fogo. Arrastando-se, o xará apanhou o fuzil e permaneceu ali, no mesmo ponto, deitado, atirando. Quando o tiroteio já com quase 2 horas cessou um pouco, disse Pedro Florentino ao outro: só se tomar o portão do oitão. 

Quando atravessou a rua entrou no beco, recebeu Pedro Florentino as cargas de um rifle peiado e de um fuzil, utilizados por dois cangaceiros. Por sorte apenas um balaço de fuzil o atingiu na parte superior da coxa atravessando-a sem atingiu o osso. Colando-se na parede, revidou Pedro Florentino e de ponto no cangaceiro do rifle, acertando-lhe na mão, o qual deixou a arma no canto da parede e nesta imprimindo de sangue sua mão ferida. Pelo portão detrás do muro, ainda na mesma casa fugiram os restantes cangaceiros. Abrindo a porteira do curral, pularam a cerca que dá para a vazante e desta ganhararm o rio. Prenderam Manuel Torquato para mostrar o caminho do Sítio dos Nunes.

Pegaram dois cavalos para os baleados. Torquato safou-se, dizendo; - Lá vem a policia! Rumaram eles para o Serrote do Capim ou para a serrinha dos Eustórgios. Atrás deles, saíram alguns mascates de Carnaiba, como Zé Agostinho conhecido por Zé Boa Vista, Elpidio do Velho Brejeiro, os empregados de Zé Martins, além de João Mororó... não os encontrando, nem deles tendo noticia. Também não tinham rastejadores para tomarem a pista. Afora o rifle, peiado com um lenço grande, deixado no beco, foi encontrado, dentro da roça, um bornal com farinha, carne e rapadura, cuja correia partira, de certo, no momento de seu possuidor pular a cerca.

Os cangaceiros, como os militares da policia, não possuíam tática de guerra. Tipico o ataque de Jararaca a Carnaíba. Por isso, o que Ihes faltava em estratagema, sobrava em desmandos e perversidade. Somente Lampião, naquela época no Sertão, sabia usar de tática e que táticas geniais! Mais tarde surgiria seu irmão Ezequiel com pendores táticos, mas prematuramente morto."

Do livro CARNAÍBA, A PÉROLA DO PAJEÚ do escritor Padre Frederico Bezerra Maciel. Fonte:http://meneleu.blogspot.com/

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