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domingo, 20 de fevereiro de 2022

AOS 95 ANOS, ALAGOANA REVELA HISTÓRIAS DO CANGAÇO

 Texto de Março de 2009

A aparência frágil de quem já viveu 95 anos esconde uma mulher de garra e coragem, que possui uma memória invejável, capaz de ajudar na reconstrução de parte da história do cangaço. Natural de Canapi, a alagoana Aristéia Soares de Lima é uma das sete pessoas ainda vivas que fizeram parte do fenômeno ocorrido no Nordeste brasileiro no final do século XIX e início do século XX. Vivendo atualmente no povoado Jardim Cordeiro, localizado no município de Delmiro Gouveia, ela é um arquivo vivo do cangaço, presença feminina que expõe com lucidez o papel da mulher dentro do movimento.

Antes de ser entrevistada na casa onde reside, Aristéia entrou no quarto para se perfumar, hábito provavelmente herdado da época em que foi cangaceira já que, como ela mesma enfatizou após alguns minutos de conversa, os cangaceiros usavam um perfume muito bom, como ela nunca viu igual. “Perfume bom era o daquela época. A pessoa estava acolá e daqui a gente sentia o cheiro. Hoje não existe mais perfume desse jeito”, disse.

Como conta o historiador João de Souza Lima, vaidade era marca registrada entre os cangaceiros, que tinham a mulher como um objeto de ornamento. Elas andavam cobertas de joias, com colares e anéis em ouro, além das roupas feitas de mescla azul — tecido que era resistente às andanças pelo meio da caatinga. “A mulher era um enfeite, um símbolo sexual”, diz.

Apesar dessas características marcantes, nem todos as cangaceiras possuíam os mesmos privilégios. É o que conta Aristéia Soares. “Eu nunca vi nem o ‘azul’ do ouro. A única coisa que ganhei foi um par de brincos de Cruzeiro”, diz, explicando em seguida que Cruzeiro era um cangaceiro apaixonado por ela.

Para passar a fazer parte do movimento as mulheres tinham que ser casadas com algum cangaceiro. Todas elas acompanhavam seus maridos onde quer que eles fossem, mas não participavam diretamente dos saques e nem dos combates contra os volantes — que eram os policiais da época e, ao contrário do que muitos pensam, eram os verdadeiros vilões da história.

Aristéia conta que entrou para o cangaço porque os volantes perseguiam sua família, batiam no pai, no irmão e nos tios, tendo um deles morrido após ser espancado pela polícia. “Meu pai apanhou, meu irmão e um tio meu morreu de pisa porque a polícia achava que a gente era ‘coiteiro’, e ninguém era. Ou corria ou a polícia matava; foi por isso que eu entrei para o cangaço”, explica.

Ela não chegou a conhecer Lampião e nem Maria Bonita, pois fazia parte do bando comandado por Moreno, marido de Durvalina Gomes de Sá (Durvinha), mulher de quem fala com muito carinho e com a qual se reencontrou há dois anos, antes de ela morrer, no ano passado.

No reencontro, Durvalina e Moreno, por conta da idade já avançada, não reconheceram Aristéia em um primeiro momento. Somente depois que ela, fazendo uso da memória invejável que possui aos 95 anos, contou detalhes das aventuras vividas por eles na caatinga e conseguiu fazer com que o casal - que viveu junto até a morte de Durvinha — finalmente lembrasse dela.

Aristéia era casada com Cícero Garrincha, cangaceiro conhecido como Catingueira, única pessoa que diz ter visto morrer após ser baleado pelos volantes. Em seu último livro, intitulado Moreno e Durvinha — sangue, amor e fuga no cangaço -, João de Souza Lima conta que o tiro atingiu Catingueira no tórax, deixando seu coração exposto, a pulsar. Depois de baleado, Catingueira ainda levantou e foi levado carregado pelos amigos de cangaço por um bom tempo, até que não resistiu. “Moreno enterrou ele”, lembra Aristéia com tristeza.

A morte do marido representou o fim do cangaço para ela, que decidiu se entregar à polícia, apesar de ter recebido a proposta de Cruzeiro para que ela passasse a ser sua esposa e, assim, pudesse continuar suas andanças pela caatinga com o bando. “Ele queria, mas eu não. Preferi me entregar. Moreno e Durvalina me aconselharam a sair”, contou.

Na época, Aristéia estava grávida do primeiro filho e deu à luz no município de Santana do Ipanema, onde ficou presa após se entregar. A criança foi entregue às tias dela e, depois que cresceu, ganhou o mesmo apelido do pai: Catingueira. Mesmo se o marido não tivesse sido morto e Aristéia não tivesse se entregado à polícia, o filho dela seria, obrigatoriamente, deixado com outra pessoa, pois era assim que acontecia cada vez que uma cangaceira dava à luz.

Aristéia foi presa em abril de 1938 e, em julho do mesmo ano, Lampião e Maria Bonita foram assassinados, motivo que fez com que o movimento do cangaço enfraquecesse, chegando ao fim, definitivamente, pouco tempo depois. Ela chegou a ver as cabeças do casal de cangaceiros mais conhecidos da história do Nordeste expostas em Santana do Ipanema, enquanto permanecia presa.

Além da sofrida morte do marido, Aristéia também teve que superar a morte da irmã Eleonora, que era casada com o cangaceiro Serra Branca — líder de um outro grupo. Ela foi assassinada junto com o marido pelos volantes e teve a cabeça decepada.

A idade avançada não fez com que Aristéia esquecesse das amizades que fez no período em que foi cangaceira. Ela lembra com saudade das amigas já mortas Durvalina, Quitéria, Cristina e Nacinha, destacando que todas elas eram muito bonitas e lembrando que nunca conheceu Maria Bonita. “Durvalina era muito bonita e boa. As outras eram também graciosas, mas Maria Bonita eu nunca conheci não”, diz. Quando questionada se sente saudade da época do cangaço, Aristéia é rápida ao responder: “Deus me livre”. Para ela, assim como para outras pessoas, o cangaço era uma opção, um estilo de vida.

“As pessoas entravam para o cangaço pelas mais variadas razões. Uns queriam se vingar de alguém, outros queriam ter uma vida melhor com os saques, alguns queriam matar a fome e outros queriam fugir da perseguição da polícia, que, na verdade, era quem matava e estuprava. Algumas mulheres entraram para o cangaço porque achavam o estilo de vida dos cangaceiros bonito, outras foram raptadas e trocadas por ouro, como é o caso da cangaceira Dadá, que só se apaixonou pelo marido Corisco tempos depois, e morreu, em 1994, ainda apaixonada por ele, mesmo estando casada com outro”, conta João de Souza, que há 12 anos se dedica a estudar o cangaço.

Ele foi o responsável por dar vida novamente às histórias que estavam guardadas a sete chaves na memória das pessoas hoje quase centenárias, sendo o responsável pela descoberta da alagoana Aristéia — que até então ocultava essa parte de sua história. “Daqui a dez anos essas memórias estarão perdidas, temos que resgatá-las enquanto ainda é tempo”, afirma.

João fala da dificuldade para fazer com que os ex-cangaceiros — sejam eles homens ou mulheres — falem sobre a época vivida na caatinga do Nordeste. É como se o medo da polícia ainda prevalecesse. Aristéia não confessa o medo, mas afirma que até hoje não gosta de falar no assunto. “Não gosto de falar, mas é o jeito. Antes eu não contava porque ninguém me perguntava”, disfarça, sem ter muita noção da importância do seu depoimento para compor a história do Nordeste brasileiro.

Hoje, mais de 70 anos depois do fim do cangaço, Aristéia leva uma vida normal, cercada pelo carinho do filho Pedro Soares, da nora Damares Rodrigues, dos seis netos e dos cinco bisnetos que moram com ela.

Aristéia fala com entusiasmo sobre duas viagens de avião que fez em 2007 e 2008, como se as suas aventuras mais recentes fossem, de fato, as melhores de sua vida. “Um dia eu tava na roça com minha amiga e vi uns urubus voando, aí falei pra ela que um dia eu ia voar também. Minha amiga ficou ‘mangando deu’. Queria que ela estivesse viva pra eu mostrar a ela que consegui voar. É bom demais. Você não sabe se o avião tá parado ou tá voando. Gostei demais”, conta sorrindo.

Muitos anos depois de fazer parte de fatos que marcaram a história do Nordeste brasileiro, hoje, Aristéia passa seus dias em casa, junto à família. O que ela mais gosta de fazer? Ir à missa ou assisti-la na televisão. “Eu assisto à missa todos os dias, de manhã e à noite. Eu adoro”, diz.

Evento lembra centenário de Maria Bonita

Na semana passada, um evento ocorrido na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Paulo Afonso, lembrou o centenário de Maria Bonita, primeira mulher a entrar para o cangaço. Coincidência ou não, a mulher conhecida como a “Rainha do Cangaço” faria 100 anos no dia 8 de março — data conhecida como o Dia Internacional da Mulher.

O historiador João de Souza expôs na universidade todo o material que conseguiu colher ao longo de 12 anos de pesquisa. Em meio às fotos, vestimentas e mosquetões, um objeto merecia atenção especial: um punhal que pertenceu à Maria Bonita. “Uma vez ela foi baleada perto de Garanhuns (PE) e Lampião pagou a um homem para carregá-la ferida. No meio do caminho, ela deixou cair o punhal, que foi encontrado pelo mesmo homem que a carregou e a deixou no local indicado por Lampião ao voltar pelo mesmo caminho”, contou.

O 1º Seminário Internacional “O Centenário de Maria Bonita — a Rainha do Cangaço -, além da mostra cultural sobre o cangaço, contou com palestras, peça teatral, exibição de filmes, lançamento de livro e diversas palestras. Entre as presenças ilustres, o evento — encerrado na última sexta-feira — contou com participação da ex-cangaceira alagoana Aristéia Soares de Lima, 95 anos.

Todo o material exposto na Uneb será doado pelo historiador a um museu que contará parte da história do cangaço no Nordeste e que ficará localizado no município baiano de Paulo Afonso.

 https://www.douradosnews.com.br/noticias/aos-95-anos-alagoana-revela-historias-do-cangaco-60eb0edd9368e0ea2cfd5/353824/#:~:text=Arist%C3%A9ia%20era%20casada%20com%20C%C3%ADcero,ap%C3%B3s%20ser%20baleado%20pelos%20volantes.&text=Depois%20de%20baleado%2C%20Catingueira%20ainda,tempo%2C%20at%C3%A9%20que%20n%C3%A3o%20resistiu.

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CANGACEIRO "MEIA-NOITE I" - BIOGRAFIA.

Por Cangaçologia
https://www.youtube.com/watch?v=vxpwpay1wXA&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Um resumo biográfico do cangaceiro Meia-Noite I, apontado na história do cangaço como um dos homens mais valentes a fazer parte das hostes cangaceiras de todos os tempos. Confiram! Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Inscrevam-se no canal e não esqueçam de ativar o sino para receber todas as nossas atualizações. Forte abraço... Cabroeira! 

Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal. 

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ANÉSIA CAUASSU, ENTREVISTA PUBLICADA NO JORNAL "A TARDE", 25/10/1916

 Material do acervo do pesquisador Rubens Antonio

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CANGACEIRO ESPERANÇA SUA PRISÃO E SUA HERANÇA

 Por João de Sousa Lima

Cangaceiro "Esperança" ao centro.

A fazenda Quirino, no povoado São Francisco, Macururé, Bahia, era um  dos coitos do bando de Lampião e principalmente reduto dos cangaceiros nascidos entre Macururé, Brejo do Burgo, Santo Antonio da Glória  e Chorrochó. Entre eles Gavião, Azulão, Esperança, Cocada, Zé Sereno, Zé Baiano e Gato. No povoado São Francisco a mãe de Esperança, dona Andressa, tinha terras por lá, porém ela residia na Várzea da Ema.

O comandante de volante que destacava na Várzea da Ema era Antonio Justiniano e dois dos soldados que ele comandava eram irmãos de Esperança: Vicente, apelidado de Medalha e Ananias. A fazenda pertencia a Ludugero, tio do cangaceiro Esperança.

Ludugero, tio de Esperança, dono da fazenda Quirino.

João e Jovelina Barbosa, irmã do cangaceiro Azulão, 
povoado São Francisco.

Esperança, Cocada, Pancada e Gavião, encontravam-se acoitados próximo ao sítio Quirino. Dentro de um cercado os cangaceiros catavam imbu quando chegou o dono do terreno e Cocada o prendeu e depois o soltou. O sertanejo correu e foi avisar policia do encontro que teve com os cangaceiros.
   
Dona Andressa sempre que precisava ir ver suas criações no São Francisco tinha que pedir autorização ao comandante do destacamento e foi em uma dessas viagens que ela travou diálogo com o contratado Reginaldo que lhe sugeriu pedir para que Esperança se entregasse que nada lhe aconteceria, de preferência que ele trouxesse a cabeça de um companheiro que sua vida tava garantida. Andressa levou o recado ao filho que mesmo relutante acabou cedendo aos apelos da querida mãe. Reginaldo mandou roupas novas de mescla azul para Esperança. O cangaceiro ainda relutante disse a mãe que não tinha coragem de se entregar e a mãe saiu triste.
   
Era março de 1933, no coito encontrava-se Esperança, Cocada, Gavião e Pancada.  Esperança chamou Cocada para irem pegar água em um caldeirão ali próximo. Os dois seguiram na direção do caldeirão. Diante quando chegaram ao caldeirão sentaram-se e ficaram conversando. Cocada limpou sua arma e depois pediu a arma do amigo para ele limpar e Cocada entregou seu mosquetão. Esperança limpou, colocou uma bala na agulha e detonou. O cangaceiro com o impacto do tiro caiu uns dois metros de distância e sem saber de onde tinha partido o disparo pediu socorro:
- Me acode Esperança, não deixe os “MACACOS” me matar!
Esperança pegou o facão da marca jacaré, partiu na direção do moribundo e o degolou ainda com vida. Pegou os bornais, armas, a cabeça do cangaceiro e foi se entregar a policia.

 Cabeça do Cangaceiro Cocada,
morto pelo "colega" Esperança

Na Várzea da Ema ele se entregou  as autoridades, contou detalhes da morte que fez, denunciou os coitos dos cangaceiros na região. Com dez dias  depois  foi encaminhado para a cidade de Uauá, onde o capitão Manoel Campos de Menezes que o livrou da prisão e o incorporou na volante policial do tenente Santinho como contratado . Ficou sendo o corneteiro do grupo. Trabalhou em Jeremoabo e faleceu tempos depois na cidade de Juazeiro, Bahia.

Ainda na prisão em Várzea da Ema.

O cangaceiro Esperança quando preso, já atendendo agora por Mamede, seu nome real, encontrou o com o jovem sobrinho José  Gonçalves Varjão, apelidado de Pororô e lhe confidenciou que na frondosa árvore lateral a casa de sua família, enterrado próximo ao seu tronco, tinha um material guardado e que ele tirasse e entregasse a seu pai. Pororô procurou ao redor da árvore mais diante da pouca idade não encontrou forças para continuar a empreitada de escavação no duro chão de cascalhos.

O tempo passou, Pororô cresceu e retornando certo dia de uma caçada, quando se aproximava de sua velha residência, viu quando seu cachorro passou acuando um preá, o cachorro parou próximo a antiga e frondosa árvore, Pororô se aproximou e viu o cão rosnando e olhando para um pé de macambira, Pororô tirou a cactácea e avistou uma lajota cobrindo um buraco, tirou a pedra, o preá correu com o cachorro latindo atrás, Pororô puxou um tecido em farrapos que cobriam algumas peças, entre elas: Uma colher de prata, 160 cartuchos de fuzil, um punhal, uma espora e algumas moedas.

 Colher de prata de Esperança 
presenteada ao escritor João de Sousa Lima pelo sobrinho do cangaceiro.

Era esse o tesouro de Esperança que ele havia pedido para o sobrinho guardar. Pororô vendeu os cartuchos a um dos prefeitos de Macururé. A colher de prata, algumas moedas, o punhal e uma das esporas ele me presenteou. Na colher encontramos as letras: MA. Talvez o cangaceiro tenha tentado escrever seu verdadeiro nome: MAMEDE. No punhal tem um “NA” ou “NH”.

Detalhe do cabo do punhal de Esperança

Pororô ainda reside e seu irmão Izidoro ainda residem no São Francisco e os Quirino é herança que ficou com a família. Aquele longínquo pedaço de chão ainda guarda as histórias do cangaço vivido em suas terras, memórias ainda latentes de um tempo que teima em não ser esquecido e nem deve....

João de Sousa Lima ladeado por Izidoro e José Pororô
Sobrinhos de Esperança.

Segue em anexo a esse texto uma das cartas de interrogatórios realizados pela polícia e que mostra a importância desses lugares citados com a história do cangaço e a referência com pessoas da localidade. A carta vai transcrita na integra com os erros e incorreções:
“Aos três do mês de maio de 1932, no arraial de Várzea da Ema em casa de residência do segundo tenente Antonio Justiniano de Souza, sub delegado de policia, foi interrogado o bandido acima referido que disse:
   
“Em 1929, estando ele bandido, em seu rancho no lugar denominado São Francisco, foi surpreendido pelo grupo de Lampião que ali chegava a mando do Cel. Petronílio de Alcântara Reis, para que fosse as imediações do Icó e ali receber dinheiro enviado para Lampião, cuja importância era 20:000$000, mas só foram entregues 18:000$000 e que dois restantes Lampião disse que dava por recebido, quando lhe mandasse um cunheito de munição; o que não sabe-se se isso efetuou-se,  mais depois ouviu do bandido ferrugem a declaração de que teve referido Cel. Petronilio havia comprado munição. E que devido a esse encontrão foi ele depoente obrigado a refugiar-se nas Caatingas, pois as forças andavam a sua procura tendo por isso de quando em vez constantes encontros com os cangaceiros, merecendo do mesmo consideração a ponto de lhe ser entregue por “Lampião” um rifle com cem cartuchos, os quais conservou até a data de sua prisão, não tendo, porém feito uso da dita arma para a prática de crime.
 
 Sargento Otávio Farias, radiotelegrafista da policia baiana.
Serviu na Várzea da Ema, sempre enviava as mensagens contando os combates 
dos cangaceiros contra as volantes.
Que sempre foi seduzido por “Lampião”  para fazer parte do seu grupo, mas nunca aceitou, apesar de ter parente no grupo, como sejam: Azulão, Carrasco e Moita Brava. Que esses encontros se efetuavam no lugar denominado Quirino para Lagoa Grande, sendo os sinais convencionados para os referidos encontros, três  pancadas em um pau seco, ou então berrando como boi; que nunca recebeu dinheiro de “Lampião” a não ser algumas roupas dadas pelos cãibras.
   
Que nos últimos encontros que “Lampião” teve com as tropas. Ele respondendo notou que alguns companheiros estavam desgostosos por verem os sacrifícios da causa, que nessa data viajaram nos “cascalhos” das aroeiras com direção a Várzea pernoitando a três quilômetros de distância.
   
Que nessa mesma noite desligou-se do bando a meia noite com Manoel Sinhô de Aquileu, sem que fossem pressentidos pelos outros e vieram pairar nas “Canouas” onde foram informados por Pedro de Aquileu que havia garantia para todos aqueles que tinham ligações com cangaceiros, uma vez que procurassem as autoridades para se entregarem.
   
E baseado nisso em companhia de Pedro veio à procura do Tenente Justiniano em Várzea de Ema onde se acha. Disse mais que “Lampião” depois do combate do touro com o Tenente Arsênio cuja força foi emboscada e morreu quase toda, escapando o referido oficial, pois é um herói que enfrentou o grupo que era numeroso, com um fuzil metralhadora dando somente três rajadas conseguiu matar o irmão de Lampião, Ponto Fino e sendo forçado a abandonar a arma deixando-a inutilizada pelos bandidos.
    
 Tenente Arsênio Alves de Souza
Acervo Lampião Aceso
Que nessa ocasião encontrou Lampião cartas ao Cel. Petronilo acusando Lampião, por isso Lampião resolveu queimar algumas fazendas referido Cel. Petronilo.
   
Disse mais que ouviu de Lampião dizer que tinha mil tiros de fuzil enterrados em um ponto lá para baixo, não declarado ao certo o lugar e que ia também a Curaçá a procura de outros mil tiros que tinha para lá.
Quanto ao armazenamento sabe que Lampião tem alguns  rifles ensebados em ocos de pau (ensebados, para não darem o bicho próprio de madeira).
   
Perguntado quais são as pessoas que fornecem armas a Lampião respondeu que não conhece mais sabe que nas fazendas Juá, Várzea, e São José há “coitos” onde lhes prestam bastante serviços em abastecimentos.
   
E por nada mais dizer nem lhe ser perguntado deu-se por findo estas declarações ao presente auto que vae por todos assignados pelo tenente e testemunhas.

Várzea da Ema, 7 de maio de 1932”
João de Sousa Lima,
Historiador e escritor, Membro da ALPA- Academia de Letras de Paulo Afonso.
Membro do IGH- Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso
Membro do Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará- Fortaleza- CE.

Tá tudo lá, no www.joaodesousalima.com

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A RENDIÇÃO DO CANGACEIRO ESPERANÇA II E A MORTE DE COCADA.

 

Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=yQ9wOCPFCq0

A entrega (Rendição) do cangaceiro Esperança II e a morte e degola do cangaceiro Cocada, são alguns dos assuntos abordados pelo ex-comandante de Forças Volantes baianas, José Mutti de Almeida "Mutti". Um relato surpreendente que dispensa maiores apresentações. Forte abraço a todos e continuem acompanhando os nossos trabalhos, afinal tem muito material e assunto para ser abordado. INSCREVAM-SE. Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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A RENDIÇÃO DO CANGACEIRO ESPERANÇA II E A MORTE DE COCADA.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=yQ9wOCPFCq0

A entrega (Rendição) do cangaceiro Esperança II e a morte e degola do cangaceiro Cocada, são alguns dos assuntos abordados pelo ex-comandante de Forças Volantes baianas, José Mutti de Almeida "Mutti". Um relato surpreendente que dispensa maiores apresentações. Forte abraço a todos e continuem acompanhando os nossos trabalhos, afinal tem muito material e assunto para ser abordado. INSCREVAM-SE. Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.

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OS GRANDES INIMIGOS DE LAMPIÃO - PARTE I.

Por Cangaçologia.
https://www.youtube.com/watch?v=U4sTnges9mY&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Nesse documentário traremos fatos e depoimentos a respeito dos irmãos Batoque e Zé Guedes que no passado fizeram parte da mais temida e implacável Força Policial Volante que se tem notícia na história cangaceira. Os Nazarenos, como assim eram chamados os membros dessa Força, eram em sua grande maioria filhos do então povoado de Nazaré distrito de Floresta no estado de Pernambuco. O que motivou a origem do apelido dos maiores inimigos de Lampião.

Esse trabalho que foi idealizado e produzido pela minha querida e saudosa amiga Mabel Nogueira (Mabel Cristine Nogueira Sousa) trás os depoimentos das senhoras: Maria José dos Santos Araújo "Dadá" e Luzia Ana dos Santos "Luzia Guedes", filhas do Nazareno Zé Guedes e sobrinhas do afamado rastejador Batoque.

O documentário conta ainda com o depoimento do senhor Domingos Nogueira, que fala a respeito dos acontecimentos que levaram Zé Guedes e Batoque a ingressarem na Força Nazarena. Formidável é a palavra mais adequada para definir esse trabalho.

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sábado, 19 de fevereiro de 2022

" TENENTE ALFREDO E O CANGACEIRO MORENO ".

 Por Luís Bento

Tenente Alfredo Dias da Cruz

Alfredo Dias da Cruz, Tenente Alfredo. Tenaz perseguidor ao grupo de Antônio Inácio da Silva o cangaceiro " Moreno ".

Por ordem do chefe maior do cangaço lampião, o cangaceiro moreno encontrava-se no sul do cariri cearense, por volta do ano de 1937 a início de 1938. O cangaceiro Moreno e seu grupo, tinham com finalidade um acerto de conta com o fazendeiro Antônio Teixeira Leite seu Tonho da Piçarra. Uma dívida do passado, a morte do Cangaceiro Sabino Gomes, lugar tenente em 27 de março de 1928. Essa missão foi determinada por lampião a Moreno, por ele conhecer muito bem a região, antes mesmo de ingressar no cangaço, morou no município de Brejo Santo, bem próximo da Fazenda Piçarra. Essa missão imposta por lampião ao cangaceiro Moreno, era matar Antônio da Piçarra e levar a orelha como prova cabal do assassinato. Depois de várias tentativas,o cangaceiro Moreno terminou desistindo, e seu Tonho continuou vivo com sua invejável lucidez, memória e simpatia irradiante.

Em perseguição ao grupo de cangaceiros que assolavam a região, o tenente Alfredo Dias, montou pontos estratégicos para prender ou até mesmo eliminar o grupo. A primeira estratégia sugerida pelo tenente, segundo informações dos moradores do antigo Macapá atual Jati, foi: vigiar todos as fontes d'águas da região, proibiu a venda de feira grandes, que na época era suspeitas, feira pra cangaceiros. Segundo moradores da região, era oferecida posição de destaque perante a força do governo, a quem fornecerá informação privilegiada.

Na passagem do Cangaceiro Moreno pela região, houve um desentendimento entre os moradores: Manoel Gomes da Rocha, Nóia Gomes e Pedro Carolino de Sousa no sítio São Francisco em Macapá, Jati. Aconselhados pelo tenente Alfredo Dias, Nóia Gomes e Pedro Carolino, procuraram o Q.G. Quartel General da Cidade de Juazeiro do Norte, incorporaram a volante do tenente Alfredo Dias da Cruz e deram continuidade a campanha de combate aos cangaceiros em solo nordestino.

Por LUÍS BENTO.

Diretor de Cultura.

JATI/19/02/22/.

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LEMBRANCINHAS DA ÉPOCA DO CANGAÇO.

Por Lampião, Cangaço e Nordeste

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CASA DE PEDRO CÂNDIDO - COITEIRO DE LAMPIÃO - O HOMEM QUE SUPOSTAMENTE TRAIU LAMPIÃO E SEU BANDO

 Por VIDA NO CAMPO O REALITY

https://www.youtube.com/watch?v=2ldmqjGJrBA

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AJUDE A PRESERVAR A HISTÓRIA

Por Adelson Batista

https://youtu.be/ZfgXeuGeE64

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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ZÉ DO PAPEL E LAMPIÃO

 Por Archimedes Marques

Em meados de outubro de 1930 quando o bando de Lampião entrou na cidade de Aquidabã, em Sergipe, o ínfimo contingente policial fugiu às pressas deixando as pessoas totalmente desprotegidas e nas garras dos cangaceiros. Aquele era o retrato da força policial sergipana do governador Eronildes de Carvalho, filho de Antônio Caixeiro, sem dúvidas, dos maiores coiteiros que o famigerado Lampião teve na sua vida bandida por cerca de 20 anos no nordeste brasileiro.

Jose Custódio de Oliveira, o Zé do Papel, em virtude de ser uma pessoa aparentemente de classe privilegiada, de classe média para rica, um pecuarista e proprietário da Fazenda Pai Joaquim, fora abordado por Lampião e dentro da sua residência na cidade de Aquidabã, além de certa quantidade de dinheiro, fora encontrado dez balas de fuzil em uma cômoda, sendo daí interpelado para contar onde estava a arma, pois pela lógica, havendo munição haveria a consequente arma, oportunidade em que o trêmulo cidadão afirmou ter emprestado o mosquetão para o juiz de direito daquela comarca, Dr. Juarez Figueiredo.

Tal fato, provavelmente incutiu na mente de Lampião que a arma fora passada ao juiz, justamente para que ele se defendesse do seu bando, daí, enraivecido com o fato, o chefe do cangaço, irracional e impiedosamente arrastou Zé do Papel ruas acima e em frente a um armazém próximo da praça principal da cidade decepou a golpe de faca a sua orelha, depois do bando ter praticado saques no comércio local e tantos outros crimes de torturas contra pessoas amedrontadas, dentre os quais o assassinato de um débil mental de nome Souza de Manoel do Norte, mais conhecido por Abestalhado, que se fez de corajoso na sua insanidade sacando um pequeno canivete com o qual cortava fumo de corda para fazer seu cigarro de palha e com tal arma teria desafiado os cangaceiros.

Diante do fato, o sanguinário Zé Baiano partiu em verdadeira fúria contra o pobre do doido ceifando a sua vida a golpes do seu longo e afilhadismo punhal de 70 centímetros, em luta totalmente desigual de um ínfimo canivete em mãos de um doente mental contra um longo punhal em mãos de um feroz e impiedoso cangaceiro. Não satisfeito com o bárbaro assassinato, Zé Baiano abriu a barriga da pobre vítima para retirar gordura e untar as suas armas de fogo. Tal prática era useira e vezeira quando os cangaceiros eliminavam as suas vítimas e queriam impressionar a população para serem mais respeitados ainda do que já eram.

Zé do Papel José Custódio de Oliveira

Consta que Zé do Papel na agonia de sentir o sangue escorrendo pescoço abaixo ainda foi obrigado a beber um litro de cachaça que ao mesmo tempo era usada para estancar o seu ferimento e aliviar a sua dor. Em meio a esse místico de humilhação, crueldade, sangue e cachaça o endiabrado cangaceiro Zé Baiano pegou o roceiro Eduardo Melo e após espancá-lo com o coice do seu fuzil, também cortou a sua orelha seguindo o exemplo do seu chefe. Zé do Papel ainda viveu por muito tempo e viu o cangaço se acabar e seu carrasco morrer, entretanto, o Eduardo Melo não teve a mesma sorte e faleceu cerca de um mês depois da perversidade sofrida.

Assim, Aquidabã viveu o maior dia de terror da sua história. Assim Aquidabã fora vítima das atrocidades dos cangaceiros e para sempre pelos seus sucessores moradores aquele dia será lembrado. Assim, Aquidabã fora vítima também do próprio Estado que deveria ser o protetor do povo, mas que estava ausente. Ausente pela covardia dos seus policiais que fugiram mato adentro sem esboçarem reação alguma. Ausente pela pouca ou nenhuma vontade política de verdadeiramente se combater o cangaço nas nossas terras.

De tudo isso, por incrível que pareça, a Justiça de Aquidabã, sequer abriu Processo Criminal contra Lampião e seu bando. Teria o juiz Juarez Figueiredo, o mesmo que estava com o fuzil emprestado de Zé do Papel, responsável indireto pela decepação da sua orelha se acovardado para não providenciar qualquer procedimento judicial contra Lampião?...

Por outro lado, em igual modo de impunidade falando, dizem – e a história de certo modo comprova – que a polícia de Sergipe era uma polícia de “faz de conta”: Fazia de conta que caçava Lampião, e, Lampião por sua vez, fazia de conta que era caçado.

Título e Texto: Archimedes Marques, Delegado de Policia Civil no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe

 https://www.caoquefuma.com/2012/04/ze-do-papel-e-lampiao.html

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QUEM DE FATO FOI SABINO

 Por Edna Santos Araújo

*Quem de fato foi Sabino*

A seu respeito, várias versões há.

Sabino Gomes Góes, Sabino Gomes Melo,

Sabino Gore, ou somente Sabino das Abóboras.

De personalidade fria, todos que o conhecia temia.

Quando uma víbora em seus pés resolve enroscar... tome cuidado, se for venenosa, é melhor acautelar-se.

Assim era Sabino o alusivo Sabino das Abóboras.

Matava seus desafetos sem muita coisa falar.

Se fazia de manso, mas de manso nada tinha...

Quando era insultado não respondia, se encolhia...

parecia até se humilhar.

O que ninguém sabia é que feito cobra peçonhenta, quanto mais ele se enrudilhava o bote não falhava.

Filho de uma cozinheira da fazenda Abóboras com o rico fazendeiro de nome Marçal Florentino Diniz.

Era ele que cuidava do gado da fazenda do grande latifundiário.

Já adulto sua vida mudaria o roteiro.

Mesmo tendo o sangue Diniz... da fazenda ele não se fez herdeiro somente aprendiz.

Ali trabalhara como tangedor de gado e mais tarde vaqueiro... mal sabia que do sangue do dono da grande fazenda Abóboras era herdeiro.

O tempo passou, pouca coisa mudou... de dia vaqueiro a noite se fazia cangaceiro.

E assim viveu por anos.

O que se sabe ao certo que ao ser descoberto;

Sabino mudou então os seus planos, e não tendo outro jeito, assumindo a vida de cangaceiro.

E foi no cangaço onde Sabino com Lampião estreita os laços.

Passou ser o cabra de confiança, muito fez e desfez em suas andanças.

Nessa época era ele quem do bando cuidava das finanças, de Lampião era era escudeiro e braço direito.

Porém a vida sem avisar, veio o destino daquele cangaceiro mudar.

Em um golpe de azar

na fazenda Piçarra ele fora baleado.

No clarão de um relâmpago Sabino cai ferido agonizando.

Não morrendo no momento.

O seu calvário duraria uma semana...

Gemendo de dor implorava, pedia para que os cabras tivesse piedade e um fim em sua vida de vez colocasse.

Lampião se negou e assim fez os outros do bando.

Até que Mergulhão resolve colocar naquele calvário um fim derradeiro.

Sabino primeiro rezou, fechou os olhos e murmurou " Estou pronto!"

Com um tiro certeiro no ouvido o seu fim fora posto.

Terminando a saga do cangaceiro afamado de Lampião.

Dizem que ele filho de grande latifundiário fora enterrado numa vala comum ao fundo da Fazenda Piçarra

A estrada às vezes pode ser comprida mas nela tem curvas de sobra e tudo que vai um dia volta.

Edna Araújo

#cangaçoéliteratura

#Cangaçoéhistória

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CANGAÇO - CASTRAÇÃO DE PEDRO BATATINHA

 Por No rastro do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=AKysFsztViM&ab_channel=NoRastroDoCanga%C3%A7o

O Cangaceiro do bando de Lampião, de apelido Cordão de Ouro, ordenou que Pedro Batatinha descesse as calças , e, segurando-lhe os dois testículos, cortou-os de um só golpe, atirando-os fora, debaixo das gargalhadas e chacotas dos companheiros. #castração Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. Vejam também:

https://youtu.be/8-66YxVfvF4 https://youtu.be/MXFT70F2nT8 https://youtu.be/2JlMCbsJYIM https://youtu.be/2uW1d2PTgf4 https://www.youtube.com/watch?v=L3J8B... https://www.youtube.com/watch?v=olKWe... https://www.youtube.com/watch?v=4pQCn... https://www.youtube.com/watch?v=obcdz... https://www.youtube.com/watch?v=oKhIG... Um forte abraço!

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CANGACEIRA MARIA DA ANUNCIAÇÃO COMPANHEIRA DO CANGACEIRO BALIZA.

 Por Guilherme Velame Wenzinger

Conhecem essa cangaceira? Ela é Maria da Anunciação ou como dizem outras fontes, Antônia Maria de Jesus. Era companheira do cangaceiro Baliza III(último da alcunha), morto na Várzea da Ema(BA) em Março de 1933. A morte de Baliza foi um verdadeiro show de horrores, inicialmente ele foi preso junto a sua esposa pelo cabo Justiniano, depois de alguns dias iriam ser transferidos para Santo Antônio da Glória, atual Glória(BA), quando no meio do caminho toparam de frente com a força do Tenente Santinho, conhecidamente um dos mais ferozes e perversos militares deste fenômeno que foi o Cangaço. Santinho pediu que lhe entregasse o prisioneiro e o cabo assim o fez, começando a seção de tortura contra o cangaceiro.

"Em determinado momento, os soldados do tenente Santinho, acatando suas ordens, o amarram em uma árvore. O laço da corda de fibras de agave, sisal, e colocado na altura dos tornozelos do cangaceiro. Arrastam-no como se arrasta um tronco de madeira e amarram-no de cabeça para baixo num galho de uma árvore próxima.

Após está dependurado, é colocado pedaços de madeira bem perto da sua cabeça. Uma fogueira estava arrumada, a qual, logo, logo, estaria acesa, pelo próprio tenente Santinho.

O prisioneiro debate-se, gira para um lado, depois para o outro... Contorcendo-se feito uma cobra na areia quente, na tentativa vã de esquivar-se das chamas que consumiam seu corpo, Venceslau Xavier, tenta amenizar as dores causadas pelo calor das labaredas que assam, no sentido próprio da palavra, seu corpo.

No princípio, ouvem-se gritos horripilantes saídos das cordas vocais do cangaceiro Baliza, acompanhado do odor de cabelos chamuscados, para em seguida, a fumaça levar um cheiro de carne assada pelos campos sertanejos. Por fim, o suplício tem seu término, Baliza está morto."

Fontes: “Corisco - A Sombra de Lampião”- DANTAS, Sérgio Augusto de Souza. Página 145. 1ª edição, editora Polyprint Ltda, Natal-RN, 2015. (CANGAÇOLOGIA.BLOGSPOT)

"Lampião e os Interventores" - Luiz Ruben F. de A. Bonfim.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=5328005573954699&set=gm.1842540235954912

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DVD HISTÓRIAS É ROMARIA DO PADRE CICERO ROMÃO BATISTA VÍDEO DA TV SECULO 21 DE 2008

 Por J. D PLAY UM CANAL NOSSO

https://www.youtube.com/watch?v=XTo7fHoA4sI

Atenção: tivemos que durante o vídeo corta umas parte por causa de direitos autorais imposta por youtube agradecemos a compreensão de todos.

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