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segunda-feira, 21 de março de 2022

O ENCONTRO DE PADRE CÍCERO COM LAMPIÃO

Por Ceará em Fotos e Histórias

Padre Cícero e Floro Bartolomeu - a união entre religião e política no sertão do Ceará

 Um dos fatos mais pitorescos da passagem da Coluna Prestes pelo Ceará deu-se com o inusitado convite feito por Floro Bartolomeu ao cangaceiro Lampião – para combater os rebeldes e defender a legalidade. 

Ainda sediado em Campos Sales, com seus batalhões de jagunços, Floro teria enviado um mensageiro portando uma carta para o “rei do cangaço” – carta referendada e assinada também por Padre Cícero – pedindo a presença do cangaceiro em Juazeiro.  

Lampião que, por ser devoto de Padre Cícero, evitava atacar o Ceará, ao receber o convite do padre apressou-se a atendê-lo, chegando a Juazeiro com cerca de 50 homens, no inicio de março de 1926, quando a Coluna já havia deixado o Estado.
Naquela cidade, num único e marcante encontro, Lampião, após ser aconselhado por Padre Cícero a deixar aquela vida de bandidagem, comprometeu-se a combater a Coluna Prestes, recebendo armas, fardamentos e uma patente de capitão do Exército.

Capitão Virgulino Ferreira

A presença de Lampião em Juazeiro provocou alvoroço. Uma multidão se formou para ver o famoso cangaceiro e seu bando. Lampião concedeu entrevistas, bateu fotos, ofertou esmolas à igreja local, recebeu visitas e foi agraciado com presentes, sem ser incomodado pela polícia. 
O bando deixou Juazeiro satisfeito, sobretudo porque o documento que dava ao chefe a “patente” de capitão – o que correspondia ao perdão de seus crimes e a não ocorrência de mais perseguições por parte da polícia – havia sido assinado a pedido de Padre Cícero pela única autoridade federal em Juazeiro, um agrônomo do Ministério da Agricultura, Pedro Albuquerque Uchoa.

Conta-se que chamado mais tarde a Recife, para explicar tamanho absurdo, o agrônomo teria dito aos seus superiores que, naquelas circunstâncias, e com o medo que tinha de Lampião, ele teria assinado até a demissão do presidente Arthur Bernardes.

Lampião, contudo, não foi combater a Coluna Prestes. O cangaceiro, agora definitivamente nomeado Capitão Virgulino Ferreira, talvez tenha temido a fama de guerreiros dos tenentes, talvez tenha ficado irritado ao descobrir que a “patente” não tinha valor legal, portanto não valia nada. 
Virgulino ainda tentou falar com Padre Cícero, mas este se recusou a recebê-lo novamente. 
O patriarca de Juazeiro foi duramente criticado pela imprensa de Fortaleza, a qual usou o episódio como prova da proteção que o padre fazia a criminosos.
Apesar do acontecido, Lampião nunca perdeu o respeito nem a admiração que tinha por Padre Cícero. 

Padre Cícero Romão Batista

Em junho de 1927, Lampião voltou ao Ceará, após uma fracassada tentativa de saquear Mossoró, no Rio Grande do Norte. O bando ocupou Limoeiro do Norte, exigindo uma quantia em dinheiro como “resgate”. 
Dias após deixar Limoeiro, Lampião sofreu uma emboscada feita por 500 policiais, perdendo grande parte das provisões, munições e montarias. 

Com poucas armas, a pé na caatinga, os cangaceiros travaram em seguida outro tiroteio com a polícia, desta vez na Serra da Macambira, em Pernambuco. apesar da escassez de armamentos, os bandidos derrotaram centenas de policiais, fazendo aumentar nos sertões a lenda do “rei do cangaço”. 
Ajudados por coiteiros, os cangaceiros escaparam para os sertões de Pernambuco.    

A Outra Versão para o Encontro

Os fiéis juazeirenses até hoje reagem com indignação a esse relato do encontro entre Padre Cícero e Lampião. Segundo uma versão que veio a público em data recente, 
Lampião teria “ouvido falar” que Padre Cícero precisava de ajuda para combater os “revoltosos”, e compareceu espontaneamente a Juazeiro. 
O padre, pego de surpresa com a presença dos cangaceiros, e sem outras opções, viu-se obrigado a hospedar Lampião, por temê-lo e para evitar um confronto do bando com a população. 
Padre Cícero encontrou-se então, duas vezes com o rei do cangaço e não lhe teria dado nem as armas nem a “patente”, porque como prefeito, não tinha poderes para tanto. 

O secretário de padre Cícero Benjamim Abraão em fotos dos anos 1930 ao lado do bando de Lampião. O libanês registrou as únicas imagens fotográficas do cangaço.

Segundo ainda essa versão, foi o secretário de Padre Cícero, o libanês Benjamin Abraão, que teria sugerido, em tom de brincadeira, que a “patente” poderia ser dada pelo agrônomo. Vendo o interesse do cangaceiro, Abraão viu-se obrigado a convencer Pedro Uchoa a redigir o documento.  

Benjamim Abraão ao lado de Maria Bonita e Lampião 

Também teria sido sua a ideia de confeccionar e dar fardamentos dos ”batalhões patrióticos” aos cangaceiros. 

Essa versão exime totalmente tanto o Padre Cícero quanto Floro Bartolomeu de qualquer responsabilidade na contratação dos serviços do bando de Lampião. 

http://cearaemfotos.blogspot.com/2011/01/o-encontro-de-padre-cicero-com-lampiao.html

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QUEM MATOU DELMIRO GOUVEIA ?

 Por Cariri Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=-gwJB1dxq9o&ab_channel=CaririCanga%C3%A7o

Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, cearense da cidade de Ipu, um dos maiores brasileiros de todos os tempos. Com um espetacular tino e talento empreendedor; desde muito cedo mostrou um invulgar talento para os negócios; acabou se tornando um dos maiores visionários e realizadores do sertão, pioneiro no desenvolvimento do Nordeste. Foi mártir da luta contra o imperialismo e de origem absolutamente humilde ; órfão de pai e mãe, ex-vendedor de passagens em trem e acabou fazendo fortuna e construindo um império a partir de seu talento, trabalho e coragem. 

O outrora órfão humilde, nascido no interior do Ceará e vivendo na periferia do Recife, rapidamente deu lugar ao promissor e ousado empresário; jovem, elegante e charmoso que despontava no mundo dos negócios. Em 1899, aos 36 anos, ele inaugura o Mercado do Derby; um complexo de negócios surpreendente para época, com centro comercial, hotel, velódromo e parque de diversões onde poderíamos encontrar desde alimento a artigos de luxo e sofisticados, itens para casa, aparelhos de louça, vestuário, tecidos, calçados, jornais, revistas e livros. O visionário Delmiro Gouveia criava ainda no final do século XIX o que iríamos conviver nos dias de hoje, com muita naturalidade: o shopping center. 

Depois de desentendimentos com as elites politicas de Pernambuco, Delmiro testemunhou o incêndio criminoso da pérola da coroa de seus empreendimentos: em 1890 o Mercado do Derby seria a primeira vítima da coragem e destemor de seu criador; sendo incendiado por forças policiais. Três anos depois, o incômodo empresário e líder, Delmiro Gouveia, sai de Pernambuco e se estabelece nas Alagoas, povoado de Pedra. 

Em Pedra, o inquieto e destemido empresário Delmiro inicia mais um empreendimento arrebatador; constrói uma fábrica de linhas de costura; as primeira do Brasil; e diante da necessidade de energia, enveredou simultaneamente no ramo hidroelétrico, em 1913 implanta uma usina hidrelétrica próxima à Cachoeira de Paulo Afonso (BA) — e daí sai a energia para a fábrica em Pedra, consolidava-se a surpreendente Usina de Angiquinho. 

Delmiro Gouveia inovava em tudo o que se dedicava ; a Fábrica da Pedra chegou a ter cerca de 2.000 funcionários, submetidos a rígida disciplina tanto na fábrica como na vila onde tinham morada. A jornada de 8 horas de trabalho era compensada com educação e creche para os filhos e ampla área de lazer com sessões de cinema, festas e bailes, pista de patinação, campo de futebol e parque de diversões, algo absolutamente impensado para a época. 

Em um tenebroso final de tarde do ano de 1917, no dia 10 de outubro, era friamente assassinado na varanda de seu Chalé, dando fim a uma das mais extraordinárias sagas que se tem noticia no sertão nordestino. Morria ali, de maneira covarde e infame, um dos maiores brasileiros de todos os tempos, vítima de suas próprias ambições. 

Para conhecermos essa história a fundo, os pormenores da saga vitoriosa, sua vida, suas conquistas, seus amores e dessabores, e principalmente sua trágica morte; as possíveis causas, os suspeitos e a grande rede de insatisfações que cercava Delmiro, o complô, os executores e os possíveis mandantes, Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, recebe os pesquisadores e escritores; Gilmar Teixeira, autor do festejado livro "Quem Matou Delmiro Gouveia"; Edvaldo Nascimento, autor de "Delmiro Gouveia e a Educação na Pedra" e o jornalista, historiador, escritor e apresentador de televisão, João Marcos Carvalho; para mais um eletrizante Grandes Encontros Cariri Cangaço com o tema: "Quem Matou Delmiro Gouveia - A Saga do Maior Visionário do Sertão", GRAVADO AO VIVO , na quarta-feira, dia 04 de agosto de 2021 as 19h30 para o Canal do YouTube do Cariri Cangaço.

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O SEGREDO DA FACADA, ODAIR JOSÉ E DIANA. (O CASAL MAIS EXPLOSIVO DO BREGA).

 Por Histórias Aos Montes

https://www.youtube.com/watch?v=MI1k0l3-fjg&ab_channel=HIST%C3%93RIASAOSMONTES

A misteriosa facada, Odair José e Diana um dos casais mais explosivos da história da música brasileira foi formado ainda nos anos 1960. Ana Maria Siqueira Iório e Odair José de Araújo estavam começando as carreiras artísticas como Diana e Odair José e se apaixonaram. Casaram-se oficialmente em 1973, quando paralelamente o sucesso para ambos chegou (Odair gravou seu clássico Vou Tirar Você Desse Lugar em 1972; Porque Brigamos e Ainda Queima a Esperança de Diana é do disco de estreia dela, também de 1972). 

Dizem que Diana pegou birra com jornalista e por isso é tão avessa a eles: o povo dava mais valor às histórias de brigas do casal do que ao trabalho artístico, principalmente o dela. 

Odair tem coisas incríveis em sua discografia (O Filho de José e Maria, por exemplo, do qual vamos falar daqui a pouco), mas Diana também, e a sensação é de que ele é muito mais incensado hoje que ela. 

Justiça seja feita: a cantora Bárbara Eugenia resgatou Diana nessa década, cantando várias músicas do repertório dela e com ela! Foi Fernando Catatau quem apresentou Diana para Bárbara na discotecagem do aniversário da cantora em 2008. 

E adivinha quem estimulou essa união? Sim, ele mesmo: Odair José. Bárbara cantou uma das músicas do repertório de Diana, Porque Brigamos, no programa Som Brasil da Globo dedicado ao brega (não concordo com o rótulo mas que seja). 

Odair estava no backstage e elogiou, disse que ela tinha que gravar a música, que combinava muito. 

SE INSCREVA, TODA SEMANA 

TEM CONTEÚDO NOVO. 

https://youtu.be/EA33S0xNbyA 

https://youtu.be/-i8FH-MAm0g​​​

https://youtu.be/SBdETb15a2c​​​ https://youtu.be/OCaiAN3_KmM​​​​ https://youtu.be/XFWj_iJF3v8​​​​ https://youtu.be/ilfFvKeGMTE​​​​ https://youtu.be/CjHVH0Kshxg​​​​ https://youtu.be/rdmNlth4cb4​​​​ https://youtu.be/6zla3BzfPHI​​​​ https://youtu.be/rBQ9i5Hukng​​​​ https://youtu.be/pKQtrNtnWC4​​​​ https://youtu.be/fkj_Jgcu7F8​​​​ https://youtu.be/EUkrPDQ_NyU​​​​ https://youtu.be/NMcGWO03gRc​​​

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A HISTÓRIA DE DELMIRO GOUVEIA - O TITÃ DO NORDESTE - O EMPREENDEDOR QUE REINOU EM ALAGOAS

 Por Passo a Passo - Empreendedor

https://www.youtube.com/watch?v=uvBdMpfpcTw&ab_channel=PassoaPassoEmpreendedor

Conheça nosso Curso ''Mentalidade Empreendedora Passo a Passo'': http://passoapassoempreendedorcursos.... Nesse vídeo, contaremos a história do empresário que foi praticamente o Grande Titã do Nordeste: Delmiro Gouveia. Um grande empreendedor que levou desenvolvimento e progresso para o interior do estado de Alagoas, mas que teve seus planos ainda mais ousados interrompidos por uma série de inimigos.

Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, nasceu na fazenda Boa Vista, no município de Ipu, no Ceará, em 1863.

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A ENTRADA DE EZEQUIEL FERREIRA E VIRGÍNIO FORTUNATO NO CANGAÇO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=0lI6ROpHq1c

Depoimento de Vilson da Piçarra, neto do fazendeiro "Antônio da Piçarra" dono da "Fazenda Piçarra", onde ele fala a respeito da entrada de Ezequiel Ferreira e de Virgínio Fortunato no cangaço. No dia 13 de março de 1928, nas terras da Fazenda Piçarra, foi onde o afamado e temível cangaceiro Sabino Gomes "Sabino das Abóboras" foi gravemente baleado. Socorrido e retirado do local pelos companheiros de cangaço, Sabino das Abóboras não resistiu as fortes dores que sentia e teve que ser sacrificado devido a gravidade do ferimento. Um curto depoimento de grande valor documental para a história que tanto perseguimos ao longo dos anos. Simplesmente... imperdível. Ainda hoje no canal (YouTube)... CANGAÇOLOGIA. Filmagem e entrevista: José Francisco Gomes de Lima. Lembrando a todos que faltam menos de cinco mil inscrições para alcançarmos a marca de 100.000 inscritos (Seguidores) e nos consolidarmos como referência no segmento. Compartilhem nossos vídeos e convidem seus amigos e familiares para se inscreverem no canal. Grato pelo apoio. Geraldo Antônio de Souza Júnior

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CANGACEIRO "PEITICA" - DEPOIMENTO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=HXKqbD-PrdA&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Depoimento do cangaceiro "Peitica" (José Calixto da Silva) cedido ao extinto Jornal carioca "A Noite", cuja matéria foi publicada em sua edição de 14 de novembro de 1938. Deixem seus comentários, críticas e sugestões, afinal são elas que servirão para analisarmos e melhorarmos cada vez mais nossos trabalhos. Valeu, Cabroeira! Geraldo Antônio de Souza Júnior

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O QUE FOI A GUERRA DE CANUDOS?

 Por Roberto Navarro

Conflito no sertão baiano ocorreu em 1896 e 1897 e terminou com a destruição do povoado.

Clique no link abaixo e leia todo conteúdo

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-foi-a-guerra-de-canudos/#:~:text=Foi%20um%20conflito%20no%20sert%C3%A3o,Conselheiro%20(1828%20%E2%80%93%201897).

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LITERATOS NOS JORNAIS E REVISTAS (Crônicas, Poesias, Crítica Literária, Opiniões)

 Por Antônio Corrêa Sobrinho

APRESENTAÇÃO

Jornais e revistas brasileiros, a respeito do CANGAÇO, o banditismo que imperou nos sertões nordestino, do final do século 19 até meados do século 20, capitaneado, nas décadas de 1920 e 1930, pelo mais célebre de todos os cangaceiros que já existiram, o pernambucano do vale do Pajeú, Virgulino Ferreira da Silva, o LAMPIÃO, e, lustrado romanticamente, digamos assim, pela cangaceira baiana, MARIA BONITA, companheira deste famanaz bandoleiro – trouxeram, em profusão, ao público leitor, não raro em grandes e sensacionais reportagens, notícias, informes e relatos das ocorrências relacionadas à este período de sofrimento e dor porque passaram as populações sertanejas.

Jornais e revistas que, concomitantemente, também divulgaram vasta literatura sobre este fenômeno social, mais das vezes pela pena de grandes escritores, na forma de crônicas, poesias, opiniões, crítica literária, entrevistas, etc.

Cangaço, onde história, literatura e outras expressões, andam juntas, de mãos dadas, simbioticamente ajustadas, formando um todo, de saberes, ideias, percepções, de interpretações, conceitos; cangaço que foi, de um certo ponto de vista, o último dos grandes “gritos” que se ouviu no Sertão.

Resolvi, neste 2019, transcurso de 100 anos que Lampião iniciou a sua ilíada de fugas, correrias, lutas e práticas criminosas, pelas terras áridas do Nordeste, resgatar, para os dias atuais, das páginas da nossa imprensa, alguns artigos, não meramente noticiosos, mas aqueles que trazem no âmago certa literatura, alguns dos quais de cunho eminentemente literário, versando justamente sobre cangaço, Lampião e Maria Bonita.

E sobre literatura, permitam-me esta divagação: Que as notícias dos fatos e acontecimentos produzidos por este banditismo, permaneçam nas páginas da imprensa, eis que não há nenhum prejuízo para elas, uma vez que foram e continuam sendo reproduzidas nas inúmeras obras a respeito deste fascinante tema.

Porém, quanto aos artigos literários, não posso concordar que fiquem sepultos, inertes, como a décadas estão, jazendo num esquecimento que dá pena; muitos dos quais, relíquias, ricos de substância e beleza, verdadeiros quadros produzidos com pinceis de sabedoria, de eloquência, e cores nascidas das palavras, quando harmônica e esteticamente arrumadas. Literatura. São construções quase que existências vivas, ávidas por interlocução, empatia, desejosas por motivar, ensinar - ainda que escritas ligeiramente, em artigos curtos, para leitura rápida, como as produzidas principalmente nos jornais. Não, deixarmos tais esquecidas como estão, desprestigia e desrespeita seus autores e priva as gerações futuras de valiosos conteúdos, elementos essenciais, constitutivos do conhecimento sobre o cangaço.

Uma outra coisa: A respeito destes textos, que ora apresento, esclareço que, no que diz respeito à fidelidade factual, a verdade dos fatos, eles não devem ser vistos de forma absoluta como algo essencialmente histórico, pois isto é próprio da história, enquanto narrativa das ocorrências passadas, a “ciência humana que estuda o desenvolvimento do homem no tempo”, muito embora a literatura seja uma transmissora de conhecimento, de informação, e instrumento, mesmo, no processo de edificação e de formatação da própria história.

Não confundir, portanto, literatura e história.

Literatura é a grande reveladora de sentimentos e de emoções. É estilo, estética, ritmo, beleza textual, manuseio escorreito e fogoso da língua. Literatura, de fato, mais do que a história e qualquer outra ciência, é quem verdadeiramente nos conduz ao interior de nós mesmos, às complexas e profundas dimensões da nossa mente, da nossa alma; é ela que nos faz perguntar, responder, duvidar; nos faz assistir mais de perto ao outro; enxergar o outro em nós, como se diante do espelho.

Sobre a literatura, esta magistral ferramenta da expressão humana, diz o escritor e jornalista José Castelo: “Vivemos imersos em um grande mar que chamamos de realidade, mas que a literatura desmascara isso – que não passa de ilusão. A realidade é apenas um pacto que fazemos entre nós para suportar o real. A realidade é norma, é contrato, é repetição, ela é o conhecido e o previsível. O real, ao contrário, é instabilidade, surpresa, desassossego. O real é o estranho. A literatura tem o poder de interrogar, interferir e desestabilizar a existência. É nas frestas do real, como uma erva daninha, que a literatura nasce. A literatura não é um divertimentoo; tampouco é um saber especializado. Ela é um instrumento, precário e sutil, de interrogar a vida. Desloca nossas certezas, transformando-as em incertezas. Em vez de nos oferecer respostas, nos faz novas perguntas – desagradáveis e perturbadoras.”

Que os textos enfeixados neste e-book, compilação que fiz com gosto, elaborada com a pretensão única de trazer ao público dos nossos dias, um conjunto de expressões, pareceres e sentimentos, leve-nos pela empatia para mais perto de Maria Bonita e de Virgulino Lampião; faça-nos entender e compreender o cangaço, os seus símbolos, as suas representações, os seus significados – pelo olhar de grandes literatos, extraordinários pensadores, escritores de escol, romancistas consagrados, grandes cronistas, escritores que, em relação a esses seus trabalhos, foram lidos apenas por alguns leitores, quando da edição dos diários e periódicos; para, depois, serem degustados apenas por um ou outro frequentador de acervos.

Pelo olhar de um Rubem Braga, de um Graciliano Ramos, Coelho Neto, José Ferreira Lima, José Lins do Rego, Alceu Amoroso Lima, Austregésilo de Athayde, Tristão de Athayde, Aurélio Buarque de Holanda, José Ferreira Lima, Rachel de Queiroz, Antônio Callado, Roberto Lyra, João do Norte (Gustavo Barroso), Manuel Bastos Tigre, Cypriano Lage Hermeto Lima, Mucio Leão, Luís Luna, Affonso Romano de Sant’Anna Costa Rego, Rangel Alves da Costa, Alberto Frederico Lins, Archimedes Marques, Leonardo Motta, Joel Silveira, Prado Ribeiro, João Ribeiro, Zozimo Lima, Humberto de Campos, Medeiros e Albuquerque, Robério dos Santos, Freire Ribeiro, Nelson Maia Machado, Afonso Arinos, João Ribeiro, e tantos outros, em pseudônimos, anônimos.

São mais de trezentas composições, 551 páginas, extraídas dos mais importantes jornais e revistas do país, todas por mim digitalizadas, com tão somente a necessária atualização ortográfica, distribuídas em ordem cronológica de publicação, desde 1925, conforme Sumário a seguir, com seus respectivos títulos, nomes dos autores, dos jornais e revistas, e datas em que vieram à luz.

Encerro, informando que a parte maior do material desta coleção colhi na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional, e o restante, nos acervos virtuais dos jornais Folha de S. Paulo, O Globo e o Estado de S. Paulo, além dos jornais sergipanos disponibilizados no site da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Um obrigado especial ao meu filho Thiago Correa, pelo tanto que me ajudou nesta construção.

Antônio Corrêa Sobrinho

 https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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BENJAMIN ABRAHÃO: ENTRE ANJOS E CANGACEIROS

 Autor Frederico Pernambucano de Mello

Adquira este livro do escritor e pesquisador do cangaço Frederico Pernambucano de Mello com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

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domingo, 20 de março de 2022

OS LANÇAMENTOS RESERVADOS PARA PAULO AFONSO NOS GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO -PARTE 2

 Por Manoel Severo

Este programa dos Grandes Encontros Cariri Cangaço é mais um da série prévia para a realização do Cariri Cangaço Paulo Afonso, que acontecerá entre os dias 24 e 27 de março de 2022.

Manoel Severo traz para o segundo programa da série, quatro pesquisadores e escritores que estarão também lançando suas obras dentro da Programação do Evento em Paulo Afonso.

Estão presentes neste Grandes Encontros Cariri Cangaço, os escritores: João de Sousa Lima, anfitrião em Paulo Afonso que estará lançando seu festejado "MARIA BONITA A RAINHA DO CANGAÇO" ; o escritor Junior Almeida de Capoeiras-PE que lança : "LAMPIÃO EM SERRINHA DO CATIMBAU"; o escritor Moacir Assunção, que lança a nova edição do clássico "OS HOMENS QUE MATARAM O FACINORA" além do escritor baiano de Feira de Santana, Gilmar Teixeira que também estará lançando a nova e aguardada edição de: "QUEM MATOU DELMIRO GOUVEIA"

O programa Grandes Encontros Cariri Cangaço, será gravado ao vivo na noite desta terça-feira, dia 22 de março de 2022, no canal do YouTube do Cariri Cangaço.

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/03/os-lancamentos-reservados-para-paulo_19.html

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SÃO JOSÉ

 Clerisvaldo B, Chagas, 21 de março de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.675

        Sábado passado, dia 19, estava desatento à data, quando Jeane Chagas e Paulo Moraes, me enviaram mensagens de bela estampa do pai de Cristo. Fiz como o antigo doido Agissé de Santana do Ipanema, batei a mão à cabeça ao lembrar do padroeiro do meu bairro. A imagem é tão bela que reproduzi aqui abaixo, muito embora não viesse o seu autor. Além da sua própria história tão conhecida no mundo inteiro, ainda tem a construção da sua igreja na veterana localidade COHAB VELHA no incentivo de elevação a bairro. Para quem observou o antes e o depois, muito foi acrescentado àquela região após a inauguração da igrejinha de São José. Como várias outras igrejas, teve muita política no meio, discussões e tempo longo para conclusão, à exemplo da igrejinha de São Pedro e a do Bairro Clima Bom.

Prestigiado no Sertão inteiro, O santo é quem marca o período chuvoso, segundo os sertanejos. Mas, este mês de março já choveu várias vezes pouco ou muito. E se não choveu no sábado passado, exatamente no seu dia, não será por causa disto que teremos um inverno fraco. Nosso tempo sertanejo está variando sempre entre dias quentes e dias nublados com aspectos de inverno. E ainda pelo conhecimento do povo, temos no sertão o marceneiro, o carpinteiro e o “carapina”, sabe a diferença entre eles? São José foi carpinteiro, diz a tradição. Não sabemos informar se houve missa ou outros atos na igreja do nosso bairro, mas à tardinha muitos foguetes espoucaram para aquelas bandas.

São José é padroeiro da Igreja Universal da Boa Morte, das famílias, dos artesãos, dos engenheiros e trabalhadores. É também padroeiro das Américas, Canadá, China, Croácia, México, Coreia, Áustria, Bélgica, Peru, Filipinas e Vietnã, segundo nos informa certo site.

São José teria morrido aos vinte anos de Jesus. Também informações apócrifas dizem que ele era discreto, trabalhador e viúvo, ao casar com Maria. Muito pouco se fala dele nos Evangelhos. Entretanto quem é devoto de São José continua com fé inabalável independente de novas descobertas do esposo da Mãe de Deus.

SÃO JOSÉ (DIVULGAÇÃO)  


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TA´CHEGANDO!

Por Manoel Severo 

Absolutamente Imperdível !!!

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/03/ta-chegando.html

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OS LANÇAMENTOS RESERVADOS PARA PAULO AFONSO NOS GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO -PARTE 1

 Por Manoel Severo

Este programa dos Grandes Encontros Cariri Cangaço é mais um da série prévia para a realização do Cariri Cangaço Paulo Afonso, que acontecerá entre os dias 24 e 27 de março de 2022.

Manoel Severo traz para o programa quatro pesquisadores e escritores que estarão lançando suas obras dentro da Programação do Evento.

Estão presentes neste Grandes Encontros Cariri Cangaço, os escritores: Valdir Nogueira da cidade de São José de Belmonte em Pernambuco que estará lançando seu festejado "ENTRE REZAS E BACAMARTES" ; a escritora Célia Maria de João Pessoa na Paraíba que lança duas obras: "DICIONÁRIO IMAGINÁRIO DE UMA CANGACEIRA" e "O CANGAÇO NO CORDEL"; o escritor Archimedes Marques de Aracaju, Sergipe, que lança o terceiro volume de sua obra "LAMPIÃO E A HISTORIOGRAFIA DE SERGIPE" além do escritor paraibano Bismarck Oliveira que também estará lançando duas obras: "CANGACEIROS DE LAMPIÃO DE A A Z" e "A INVASÃO DE SOUSA".

O programa Grandes Encontros Cariri Cangaço, será gravado ao vivo na noite desta quarta-feira, dia 16 de março de 2022, no canal do YouTube do Cariri Cangaço.

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/03/os-lancamentos-reservados-para-paulo.html

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CANGACEIROS ENTERRADOS EM MOSSORÓ

 Por José Mendes Pereira


Este é o Cemitério Público São Sebastião de Mossoró, conhecido como sendo o Cemitério Velho, porque já foi feito outro cemitério público, além de outros particulares. 

Aqui estão enterrados três ex-cangaceiros do bando de Lampião, sendo eles:


1 - José Leite de Santana, conhecido no mundo do crime por Jararaca, e fazia parte da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia". Era chefe de um subgrupo de facínoras do capitão Lampião. Ele nasceu em Buíque, no Estado de Pernambuco, no dia 5 de maio de 1901, e foi covardemente assassinado dentro do Cemitério de Mossoró, no dia 18 de junho de 1927). 

Dizem que quando perguntaram se ele sabia para que seria àquela cova aberta no cemitério, e ele respondeu aos policiais o seguinte:

- Saber eu não sei não, mas já estou calculando. É para mim, né? Mas só fazem isso comigo, porque eu me sinto com as mãos inquiridas (algemadas) e sem armas..., mas não dou o gosto de se gabarem que eu pedi para não me matarem, e vão ver como morre um cangaceiro..., mas saibam que vão matar um homem mais valente..., 

Aí não deu mais tempo. Deram-lhe uma coronhada e uma punhalada mortal..., relatou dias depois os momentos finais do capanga de Lampião, o capitão de nome Abdon Nunes, que comandava a polícia em Mossoró: “Foi-lhe dada uma coronhada e uma punhalada mortal. O bandido deu um grande urro e caiu na cova, empurrado. Os soldados cobriram-lhe o corpo com areia”.

Túmulo do Jararaca em Mossoró

Alguns religiosos evangélicos (vejam que estou dizendo alguns evangélicos), reclamam que não entendem o porquê de tantas visitas e adorações  ao túmulo de um homem que durante a sua vida, só fez coisas ruins, matando, roubando, depredando fazendas, vilarejos etc. 

Mas nós, católicos, temos outro pensamento. Não entendemos, o porquê de tantas reclamações destes religiosos, quando eles mesmos pregam e ensinam que "não devemos julgar ninguém". E por que eles julgam aqueles fiéis que procuram visitar o túmulo de quem não teve sorte na vida, e foi desprezado pela sociedade, principalmente, pelo o governo que não lhe deu assistência, para seguir uma vida com dignidade?

Com essas críticas de alguns religiosos, nós, católicos, entendemos que, as suas pregações não significam nada em favor de Jesus Cristo, e sim, apenas meios de sobrevivência.  

O próprio Jesus Cristo disse que nós não devemos julgar ninguém. E por que eles que criticam das pessoas que visitam o túmulo do ex-cangaceiro Jararaca, ou, julgam quem foi massacrado durante a sua vida aqui na terra? 

Ensinar a alguém que não se deve julgar os outros, é muito fácil para qualquer um de nós. Mas, quando se trata de praticarmos, é coisa que jamais o ser humano quer fazer. Então, deixem quietos os que acreditam que o Jararaca obra milagres.

2 - Antonio Luiz Tavares, conhecido no mundo crime como sendo o cangaceiro Asa Branca. 

Mais ou menos em 2016/17, na parte da noite, 8 horas, possivelmente, eu estive no Hotel Thermas de Mossoró, com o escritor/hstoriógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros, e ele me falou sobre a primeira prisão do cangaceiro Asa Branca, que foi em Natal-RN, e depois, recambiado para Mossoró. Vamos ver o que ele disse:

Por Rostand Medeiros

Amigo Mendes:

Como prometido, segue o material do dia 26 de julho de 1928, do jornal "A República", de Natal. Veja que Asa Branca começou a cumprir sua pena em Natal, sendo recambiado para Mossoró, junto com seus dois companheiros de prisão.

Dona Francisca da Silva Tavares é a segunda esposa do cangaceiro Asa Branca, e reside aqui em Mossoró-Rn.

O fato da segunda esposa do cangaceiro Asa Branca (Francisca da Silva Tavares) não saber disso, deve ser bem simples; ele não contou a ela, porque achou que não valia a pena.

Imagino que alguém que passou vários anos na cadeia, não tinha maior interesse em falar nisso. É o que eu acho.

Aconselho a você imprimir este material e mostrar aos familiares dele, para que conheçam um pouco mais de sua história.

Veja o recorte do jornal A República datado de 26 de Julho de 1928.


TEXTO DIGITADO POR JOSÉ  MENDES PEREIRA - Não criticar a grafia

NOTAS POLICIAIS:

Com officio datado de 1º. do corrente, do Dr. Secretário da Segurança Publica do Estado do Ceará, foram apresentados ao dr. Director Geral do Departamento da Segurança Publica deste Estado, os criminosos da Comarca do Apody, Antonio Luiz Tavares, vulgo, "Asa Branca", "Julio Santanna de Mello, por alcunha "Julio Porto", e Antonio Joaquim da Costa, por autonomazia "Rocxinol" capturados ultimamente naquelle Estado, os quaes depois de identificados, foram recolhidos a Casa de Detenção. 

Esses criminosos fizeram parte do grupo de cangaceiros chefiado por Massilon Leite, que invadiram em 1926 a cidade de Apody.

Um abraço. Do amigo

Rostand Medeiros 

Rostand Medeiros é natural do Rio Grande do Norte (capital Natal), historiógrafo, pesquisador do cangaço e administrador do blog: http://tokdehistoria.com.br

Foto do túmulo do cangaceiro Asa Branca em MossoróRN-Brasil


Conheçam as netas do ex-cangaceiro Asa Branca que residem no Rio de Janeiro. 

Mais ou menos em 2016, pesquisando, encontrei estas netas de Asa Branca no Rio de Janeiro, que até então, não tinham roteiros do avô e tios. Hoje, a família já mantém contato, muito embora, ambas, ainda não se encontraram. Mas planejam um dia uma viagem no Rio ou para Mossoró.


Esta é Maria do Socorro Oliveira Tavares filha de José Luis Tavares que era filho de Antonio Luiz Tavares o ex-cangaceiro Asa Branca. Ela nasceu na capital de Fortaleza no Estado do Ceará.  Segundo ela, foi morar no Rio de Janeiro em companhia dos pais quando tinha 2  anos de idade. 


Andreia Cristina Oliveira Tavares também é filha de José Luiz Tavares, neta do ex-cangaceiro Asa Branca, e sua avô se chamava Sebastiana Venâncio, que foi a primeira esposa do cangaceiro Asa Branca. 

Segundo me informou dona Francisca da Silva Tavares, que  quando o Asa Branca se casou com dona Sebastiana Venâncio, ele ainda estava na cadeia, pagando pelos crimes do tempo em que fazia parte da Empresa de Cangaceiros Lampiônico & Cia, de Virgolino Ferreira da Silva, o afamado rei do cangaço Lampião.

Antonio Luiz Tavares o "Asa Branca" nasceu no dia 10 de janeiro de 1902, e faleceu de problemas cardíacos em Mossoró, no dia 02 de novembro de 1981, sendo que os seus restos mortais repousam no Cemitério São Sebastião em Mossoró, aos fundos do túmulo de José Leite de Santana, o ex-cangaceiro Jararaca. 

Eu fui vizinho do Asa Branca no bairro Bom Jardim, mas nunca tive uma conversa com ele. Logo, naquele tempo, todo mundo temia manter contato com criminosos, muito embora, o Asa Branca, nunca mudou o seu comportamento no bairro em que morava. Desconheço qualquer atitude grosseira dele com a sua vizinhança. Nem ele, e nem a sua generosa família. 

O professor e pesquisador do cangaço Francisco Borges ao lado do túmulo de Antonio Luiz Tavares - o cangaceiro Asa Branca. Foto feita no dia 24 de Dezembro de 2012 -  no Cemitério São Sebastião, em Mossoró-Rn por Anthony D' Karllos Mendes meu neto.

O que está centralizado na foto é Francisco da Silva Tavares, filho do cangaceiro, e foi assassinado aos 24 anos, morte feita por seu primo. Mas o assassino  posteriormente foi assassinado. O motivo, coisas banais. Segundo dona Francisca da Silva Tavares, a senhora que aparece ao lado direito é uma parenta do cangaceiro. 

O professor e pesquisador do cangaço Francisco Borges ao lado do túmulo de José Leite de Santana, o cangaceiro Jararaca. - Foto feita no dia 24 de Dezembro de 2012 - no Cemitério São Sebastião - em Mossoró-Rn por Anthony D' Karllos Mendes meu neto.

3 - O cangaceiro Colchete, que não sabemos o local da sua cova, e nem temos fotos dele.

Este trabalho eu dedico às netas do cangaceiro Asa Branca, pois elas residem na cidade maravilhosa Rio de Janeiro, Maria do Socorro Oliveira Tavares e Andreia Cristina Oliveira Tavares.

Informação: Os evangélicos não se sintam feridos, porque não são todos, e sim, uma parte que não conhece nada sobre a bíblia, e fica contrariando. Se não é para julgar, e por que alguns julgam.

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com
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CANGACEIRO ENTERRADO EM BARBALHA-CE.

Por Lampião, Governador do Sertão 

https://www.youtube.com/watch?v=4wjXJk8CSUU

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O MASSILON DE HONÓRIO DE MEDEIROS

 Por Kydelmir Dantas

Quando da realização do XI Fórum do Cangaço, promovido pela SBEC (Mossoró – 2008) o Professor Doutor Honório de Medeiros já nos abrilhantava com uma palestra sobre este personagem, importante na história do ataque de Lampião e seus cabras a Mossoró, sob o título: Quem foi Massilon?

Honório de Medeiros

Neste ínterim já se referia a uma ‘nova onda do cangaço’, surgida a partir do momento em que os focos dos pesquisadores deixaram de ser apenas o cangaceiro Lampião, mas viraram-se para os demais componentes e/ou participantes deste fenômeno sócio cultural do Nordeste brasileiro, o Cangaço.

Algumas pessoas desavisadas, quando se fala no tema, acham que cangaço é apenas a imagem do que foi Lampião – herói, pra seus amigos, e bandido, para seus inimigos e vítimas – e o que é – o mito criado e pesquisado na atualidade. Esquecem que o cangaço foi uma moeda de duas faces: De um lado, os cangaceiros, coronéis e coiteiros; d’outro, as forças legais, representadas pelas Polícias estaduais, as volantes e, também, os coronéis.

Em verdade, Honório de Medeiros não foi o primeiro a desviar sua pesquisa para um personagem secundário (?) da história do cangaço - outros nomes já foram estudados e apresentados - mas foi, com certeza, o que mais aprofundou-se na vida de Massilon Leite, considerado um dos mentores do assalto a Mossoró, juntamente com o Coronel Isaías Arruda, de Aurora – CE.

Em seu livro, “Massilon (Nas veredas do Cangaço e outros temas afins), Honório apresenta o resultado de uma pesquisa séria e de longo percurso, com mais de seis anos, nas pegadas deste homem. Antes, porém, imprime suas pegadas memoriais no início do século XX, vislumbrando o Rio Grande do Norte, Mossoró e o Sertão daqueles tempos. A partir deste viés, passa a acompanhar os passos do vaqueiro, comprador e vendedor de reses, desde o seu nascimento, ‘provavelmente em Timbaúba dos Mocós – PE’, segundo o autor, até sua morte, em Caxias – MA, no ano de 1928.

Além disto, que é o tema principal do mesmo, o livro traz dados, datas, fatos e informações sobre personagens e temas correlatos à ‘Resistência de Mossoró’ ao ataque dos cangaceiros comandados pelo ‘capitão Virgolino Lampião’, como este se assinou no bilhete escrito de próprio punho e enviado ao Prefeito Rodolpho Fernandes, naquele dia fatídico para Lampião e seus bandidos, 13 de junho, e vitorioso para Mossoró e seus dignos cidadãos e heróis da resistência, naquela tarde de uma segunda-feira de 1927.

Com mais este trabalho, a bibliografia cangaceira ganha um livro de peso, de um pesquisador que dignifica e faz parte da ‘Nova Onda do Cangaço’, que é mostrar e deixar para as novas e futuras gerações o registro sério de nossa História. Que outro(a)s apareçam e façam o mesmo. Com as nossas saudações Sbequianas!

Kydelmir Dantas; Poeta, pesquisador e escritor de temas ligados ao Nordeste brasileiro; de Nova Floresta – PB, radicado em Mossoró – RN. Sócio-fundador da SBEC.

http://cariricangaco.blogspot.com/2010/07/o-massilon-de-honorio-medeiros.html

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