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sábado, 11 de março de 2023

MORTE DO CANGACEIRO BRIÓ

 Por José Mendes Pereira - Redigido com as minhas palavras, mas sem sair do assunto ou aumentar os fatos. Texto do saudoso escritor Alcino Alves Costa.

Como muitos sertanejos que saem das suas terras para outras, na intenção de adquirirem uma vida melhor, Zé Neco Camburanga e sua Bubu não foram diferentes desses outros, pois foram empurrados pela seca, deixando a sua velha morada na caatinga, e foram morar no Alto, bem pertinho da cidade de Poço Redondo, no Estado de Sergipe. Em suas companhias, foram sete amados filhos: Santo, Brió, Zé Neco, Maria, Lilinha, Conceição e Tereza.                

Zé Neco, influenciado talvez pelas roupas que os cangaceiros usavam ornamentadas, tempos depois foi para o bando, e lá no cangaço, foi apelidado de Demudado, aquele que morreu juntamente com Zé Baiano no massacre do coiteiro Antonio de Chiquinha, que juntamente com outros comparsas, tramaram a chacina. Mas antes de Demudado entrar para o cangaço, sua família presenciou a grande tragédia, o assassinato de seu filho, irmão Brió, pelos seus futuros companheiros, os cangaceiros.                       

Diz Alcino que o verdadeiro nome de Brió era Benjamim, um rapaz que levava a vida alegre e galhofeira. Era um bom e cativo frequentador de festas. Não perdia uma festa, um leilão, ou mesmo um grande forró de pé-de-serra. 

Certa vez, achou-se compromissado com uma moça chamada Maria, esta sendo uma bela jovem, filha de um senhor chamado Cândido Saturnino. Durante o ano, trabalhou com muita garra, no intuído de ir ao altar com Maria no final do ano que corria. Mas Brio não imaginava o que o destino lhe reservava.

https://www.adorocinema.com/filmes/filme-250626/

Nos finais de semana, Zé de Julião gostava de fazer bailes em sua casa, e em um desses, realizou um bailão, e toda a rapaziada de Poço Redondo estava presente para apreciar o toque e o tinir do triângulo e do pandeiro, agarrando-se a uma cabocla cheirosa e carinhosa.

O baile estava bastante animado sobre os efeitos da cachaça, dominava os dançadores no meio do salão.  Lá fora, a noite estava vaidosa, mas já dava sinais de que logo, logo iria embora, pois o dia não mais tardava chegar. De repente, um início de confusões desinquietou os dançarinos do forró. E quem eram os brigões? O noivo Benjamim, o Brió, havia dado uma grande tapa no rosto de um rapaz chamado Lameu. Em tempos longínquos, uma tapa na cara era uma das maiores desonras do sertanejo. Ou ela seria perdoada definitivamente, ou alguém morreria por isso. Mané Lameu, o seu filho tomou suas dores para si, trocando tapas, que com isso, obrigou muitos dançarinos abandonarem o salão. Todos tentavam apartar os brigões.                   

Zé de Julião, apesar de ter aconselhado os bagunceiros, como era muito amigo de Mané Lameu, ficou a favor deste, retirando a razão de Brió. E posteriormente, sentindo-se decepcionado com a atitude de Zé Baiano, Brió dizia por onde passava que podia esperar, que a cobrança seria cara. Não media o tamanho das palavras, forçando o povo a acreditar que iria entrar na volante de Zé Rufino, somente para se vingar. 

Tropa de Zé Rufino. Responsável pela morte Corisco em Barra do Mendes.Foto colorizada e retificada por Rubens Antonio.https://br.pinterest.com/pin/72128031512085854/

Estas ameaças de Brió eram dirigidas a Mané Lameu, e não para Zé Baiano. Brió andava conversando pelos cantos da boca. Melhor seria diminuir o tamanho das palavras ou pesá-la, para ter a certeza do tamanho e do peso. Brió estava dizendo aquilo, porque sabia que todos temiam a carrasca volante que era de Zé Rufino, e queria preocupar toda aquela gente. Mas antes desta confusão, ele já havia sido contratado por Zé Sereno.

https://www.pinterest.co.uk/pin/54535845472907912/

Nesse dia, os cangaceiros estavam nas Capoeiras, e naquela semana, já aguardavam a chegada de Brió para acompanhá-los. Mas por infelicidade do novo cangaceiro, o famoso Zé de Julião foi ao coito.  Não satisfeito com o que Brió tinha feito em seu baile, formando certas confusões em sua casa, fazendo com que os dançarinos fossem embora, e ainda por cima, boatando que iria entrar na força volante do tenente Zé Rufino, o famoso Zé de Julião contou aos cangaceiros todos os fatos do baile e as palavras ditas por Brió.      

Chateados, julgando uma traição, os cangaceiros tomaram uma solução de imediato. Matar Brió assim que chegasse ao coito.  Não iriam dar armas para um suspeito.  As intrigas que tantos males levavam para as famílias sertanejas, acabavam de desgraçar mais uma inocente vida, que com certeza, iriam levar péssimos resultados.  

Certo dia, pela manhã, Brió foi até à beira do riacho para pegar o seu animal que lá estava peado, em seguida dar início aos seus trabalhos rotineiros. Mas ele, em vez de ir buscar o animal, foi direto para o coito, já que era um esperado pela cangaceirada.

O tempo foi se gastando, o sol ficou a pino, e com o passar dos minutos, o pai da natureza foi-se embora, dando lugar a noite que alegremente ocupou o seu horário. E nada de Brió chegar. Brió não retornou para casa. Todos do lugar estranharam a sua ausência. Por onde anda Brió? Quem dá notícias de Brió? O que aconteceu com Brió? 

Zé Baiano e Zé Sereno eram primos do cangaceiro Mané Moreno, que na foto aparece do lado esquerdo. 

Os dias se passaram e em certa noite, o cangaceiro Mané Moreno e um dos seus bandoleiros, juntos, foram até a casa da mãe de Brió, a Bubu.  Com ansiedade, a velha recebeu notícias do filho. Mané Moreno disse que não se preocupasse, o moço viajara a serviço deles, e dentro de uma semana, retornaria. Felizmente o pesadelo que antes incomodava muito dona Bubu, acabou a partir dali.  Cheia de alegria, a velha preparou um gostoso e bem quentinho café e, satisfeita, ofereceu aos bandidos. Saciados aquela vontade de esquentarem o sofrido estômago, rumaram para a fazenda Propiá, onde iriam passar a noite dançando. Os Camburanga não imaginavam que o bandido estava mentindo, e que a verdade ainda não havia ocupado o lugar da mentira. 

Vamos até o coito? Não se preocupe, vamos com cuidado!  

O cangaceiro Juriti. É aquele que foi queimado pelas mãos do sargento Deluz dentro de uma fogueira.

No coito, só tinham sanguinários: Mané Moreno, Juriti e Zé Sereno. Brió, sem saber que estava caminhando para a morte, assim que chegou, foi imediatamente preso e condenado. Ao receber a voz de condenado, ficou sem saber o motivo da prisão. Ainda não tinha participado de combates, não havia traído nenhum deles, e ele tinha direito de saber o tamanho do castigo que estava recebendo. Mas o pobre Brió, não se lembrava das palavras pesadas que havia dito com o amigo de Zé de Julião, o Mané Lameu. Agoniado, perguntou:                              

- O que foi que eu fiz, gente? Eu vim para trabalhar com vocês e sou recebido dessa maneira?!                                                           

- Que trabalhar que nada, seu traidor! Você está querendo perseguir a gente? Quer ir para força para ser macaco, é seu vagabundo?                                    

Brió percebeu que ali iria morrer. Aquela perseguição de corpo presente não era de brincadeira. Os homens estavam realmente com muita raiva dele. Ele sabia bem, que tinha conversado muito sobre a briga que ele teve com Mané Lameu. E quem teria dito lá no coito, que ele estava pensando em entrar na volante do governo? Os traidores só podiam ter sido Zé de Julião e a Gracinha, que eram muito amigos dos bandidos. Com certeza delataram as suas palavras desnecessárias.     

Mãe, pai e filhod do Zé de Julião - http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2021/01/ze-de-juliao-retratos-na-parede.html - Do acervo do escritor Rangel Alves da Costa.

Brió tentou meios de se salvar, mas não teve jeito.  E ao saber que não seria perdoado, faz um pedido, dizendo:                   

- Já que vocês vão me matar peço-lhes que não me matem enforcado e nem afogado. Matem-me com um único tiro. 

Brió já amarrado levaram-no para o outro lado do riacho do Brás. Juriti, perverso, resolveu enforcá-lo num galho de angico, só pelo prazer de vê-lo morrer de uma maneira que o infeliz pedira tanto que não o matassem dessa maneira. Brió, no momento em que os asseclas suspenderam-no para o colocarem em um dos ganchos que existia no angico, Brió ainda lutou para salvar a sua vida. Mas os asseclas o dominaram. Mesmo pedindo que não o executassem, enforcaram-no. 

Era o mês de fevereiro, do ano de 1935, que mais uma vida deixou de existir neste mundo de meu Deus. Brió estava morto.

Das virgens, esposa de Mané Lameu foi ela quem encontrou o corpo de Brió dependurado numa árvore em fevereiro do ano de 1935. 

Diz Alcino que dias depois, a mulher de Mané Lameu, Dona das Virgens, quando caçava umas cabras de leite que não tinha ido para o chiqueiro do Poço Dantas, viu uns urubus voando sobre um angico, chegou mais perto e então viu aquela figura humana dependurada. Correu e foi avisar ao pessoal do povoado. Muitos chegaram ao local, e, pesarosos, afirmaram que o corpo dependurado era de Brió. O infeliz estava com as calças arreadas até o tornozelo, com um paletó, o chapéu, a língua todo de fora e já muito deformado. Enterraram-no lá mesmo.                  

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DE UMA VEZ POR TODAS É BOM QUE SE ESCLAREÇA QUE MARIA BONITA NÃO NASCEU NO DIA 08 DE MARÇO (DIA INTERNACIONAL DA MULHER) COMO QUISERAM "EMPLACAR", OU SEJA, ASSOCIAR O DIA DO DO NASCIMENTO DA CANGACEIRA COM A DATA COMEMORATIVA.

Por Geraldo Júnior 

Maria Bonita em imagem captada por Benjamin Abrahão Calil Botto (ABA Film).

Há alguns anos atrás o pesquisador baiano (Paulo Afonso/BA), Voldi Moura Ribeiro (In memoriam), conseguiu localizar o batistério (Foto anexada) de Maria Bonita (Maria Gomes de Oliveira) que aponta a data de 17 de janeiro de 1910 como a data exata do nascimento da companheira de Lampião e com esse feito conseguiu colocar a história no caminho certo e esclareceu de uma vez por todas essa questão que há tempos vinha causando discussões entre pesquisadores e historiadores.

Portanto a data de 08 de março (1911) que era apontada como a data de nascimento de Maria Gomes de Oliveira (Maria Bonita) está completamente descartada.

Anexadas a essa matéria deixo uma cópia do batistério (Acervo do Pesquisador Voldi Moura Ribeiro), assim como uma imagem da companheira do Capitão Virgolino Ferreira da Silva o famígerado Lampião.

http://cariricangaco.blogspot.com/2012/03/respeito-historia-restauracao-da.html

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com/2022/02/livro-do-escritor-guilherme-machado.html

Emaranhado de palavras: Geraldo Antônio De Souza Júnior

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DOCUMENTÁRIO SOBRE A PASSAGEM DE FREI CANECA POR AURORA.

 Por José Cícero

Em Fortaleza em evento do Cariri Cangaço com o cineasta/documentarista Aderbal Nogueira.

Estes dias recebi a ligação do dr. Paulo Quezado acenando para à possibilidade da produção do documentário: LIBERDADE E PRISÃO de FREI CANECA, acerca da passagem e rendição do mártir da liberdade ocorrido no sítio Juiz deste município, após o último combate dos seus comandados contra as tropas do Império. Fato ocorrido na tarde do dia 29 de novembro de 1824. 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Caneca

Caneca ia na direção do Crato onde era esperado por outros revolucionários do Cariri para o hasteamento oficial da bandeira declaratória da independência desta parte do Nordeste.

Inauguração do obelisco à Frei Caneca no sítio Juiz de Aurora. Secult. PMA

Ao que tudo indica a execução do referido projeto ficará a cargo do renomado documentarista cearense Aderbal Nogueira, o mesmo produtor de "O último apito" sobre a história das ferrovias cearenses.

Com o verdadeiro mecenas da nossa história e da cultura de Aurora e do Cariri dr. Paulo Quezado...que homenageara frei Caneca com este documentário.

Também já mantive contato com o amigo Aderbal, ele que aliás, também é pesquisador do cangaço. É provável que após o encontro do mesmo com o dr. Paulo Quezado em Fortaleza creio que daqui a pouco teremos novidades e as definições necessárias para o início da produção de tão inédita película. 

Anos atrás quando ainda dirigia a secretaria de Cultura local construímos um monumento (foto) no sítio Juiz onde tudo aconteceu, bem como em singela homenagem a frei Caneca, assinalando na época os 190 anos da sua passagem por terras aurorenses.

O Dr. Paulo Quezado e o estudioso em Frei Caneca Gabriel José da Costa já viabilizando a produção.








Obelisco edificado em 2014 no sítio Juiz de Aurora nas proximidades de Ingazeiras à passagem dos 190 anos do acontecimento histórico.

De modo que tal iniciativa quezadiana tem tudo para ser sucesso, além de um importante resgate deste grande líder quase esquecido do nosso país, sobretudo agora nos 199 anos que nos separa de tão singular acontecimento histórico de Aurora e do próprio nosso Cariri cearense.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Caneca

Jc já

 https://www.facebook.com/josecicero.silva.33/posts/pfbid024vi12SdYfY8vUvM6mL4tN59Hgod8aZL2D1xtXZecQqoXisggWrnMnqUuqrrMZVdXl?comment_id=784565903001011&notif_id=1678474368294392&notif_t=mentions_comment&ref=notif

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sexta-feira, 10 de março de 2023

AH, SE EU ME ENCONTRASSE COM A MINHA FAMÍLIA EM MALHADA DA CAIÇARA!

  Por Jose Mendes Pereira - 

Maria Bonita

Apenas pensamentos meus. Não existe isto na literatura lampiônica, e nem use em seus escritos. Fiz mais para mostrar quem são os irmãos da Maria Bonita.

Em minha humilde opinião Maria Bonita não só estava cansada da vida que levava, como já havia adquirido o medo de viver embrenhada às matas, sabendo que a qualquer hora, poderia ser morta pelas volantes policiais.

Oséas irmão de Maria Bonita

Maria Bonita quando se embrenhou às matas, estava dominada pelo cupido, e depois de tantos sofrimentos, descobriu que havia se enganado, pois a sua loucura pelo o movimento do capitão Lampião era uma simples ilusão. Por esta razão, exigia do seu companheiro a desistência com urgência, daquela amaldiçoada vida.

D. Maria Joaquina Conceição Oliveira - Dona Déa Mãe de Maria Bonita e José Gomes de Oliveira

Joana irmã de Maria Bonita  

Foram oito anos vividos e perdidos entre os serrados. A vida do cangaço era um verdadeiro inferno, sofrendo naquelas matas como se fosse um animal, e como saldo, apenas ganhara o sol forte, poeiras, chuvas, dormindo no chão, desprovida de um acomodado teto, distante das festas decentes que aconteciam na sua querida terra Malhada do Caiçara, a solidão presente a todo instante, muita fome, fome e muita fome. 

Arlindo irmão de Maria Bonita 

Saudade daquelas pessoas que lhe viram nascer e crescer no meio delas, frequentando uma escolinha para, pelo menos, alfabetizá-la. Saudade das missas aos domingos, quando ela e outras amigas da mesma idade, caminhavam para receberam a bênção do padre da pequena paróquia. Saudade dos pais, irmãos, familiares, amigos, parentes e aderentes.

Benedita - irmã mais velha de Maria Gomes

Maria Bonita viveu o inferno que ela mesma o desejou. Queria voltar ao seu amado chão, abraçar os velhos e sofridos pais, irmãos, e lhes dizer que: a partir daquele dia, passaria a ser a nova Maria de Deia, a Maria de antes, a Maria que participava dos divertimentos que a população da comunidade frequentava, e por favor, não mais falassem em Maria Bonita, Maria desordeira, a Maria do cangaço, a Maria marginal, a Maria que roubava e odiava os que traiam o seu grupo. A Maria do Capitão. A partir daquele dia, queria ser uma outra Maria. Maria desejada pela aquela rapaziada lá de Malhada do Caiçara ou lá de Santa Brígida. 

Amália irmã de Maria Bonita

Dizia Maria que o erro fazia parte da vida. O que não podia, era ela continuar no erro, simplesmente, porque, apaixonara pelo um homem sanguinário e que amava o mundo do crime. Mas ela estava ciente que os seus familiares e amigos, de toda comunidade, iriam recebê-la com muito carinho, e perdoá-la de tudo que havia praticado.

José Gomes irmão de Maria Bonita

Mas Maria Bonita, apenas imaginava a desistência do cangaço, e não tinha coragem de fugir da presença do seu companheiro. Não queria tomar esta atitude, pois a Rosinha do cangaceiro Mariano Laurindo Granja, fora assassinada a mando de Lampião, e ela mesma, sabia que sendo a verdadeira companheira do chefe do cangaço, e se fugisse em busca dos seus familiares, com certeza, seria seguida e morta pelos cangaceiros, assassinada  a mando dele.

Ananias irmão de Maria Bonita

Francisca irmã de Maria Bonita

As caatingas são bem melhores do que a prisão.

Mas Lampião lá na sua central administrativa, como chefe de bando, para ele, liberdade, somente entre os serrados, apenas livrando-se de estilhaços de balas. 

Isaías irmão de Maria Bonita

Jamais sairia da caatinga, pois se assinasse a desistência do cangaço, com certeza, iria passar pelas mãos vingativas de policiais. Não desistiria e nem autorizaria a saída de sua companheira do cangaço. Lampião bateu o martelo com toda força do seu braço:

Antônia irmã de Maria Bonita

" - Não aceito a desistência de Maria do cangaço! Maria Permanecerá comigo até que um dia alguém nos matem! Não quero passar por covarde, assinando a desistência do cangaço. Esta é a vida que eu escolhi". Se me fizeram marginal, marginal serei até morrer".

Olindina irmã de Maria Bonita

 Corrigindo o meu equívoco:

Em outra postagem eu coloquei que estas fotos pertenciam ao acervo do escritor Gilmar Teixeira. Mas, todas as fotos da família de Maria Bonita, aqui no texto, pertencem ao acervo do escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima.

Alerta ao leitor: Não use o que eu escrevi como material pertencente à literatura lampiônica. É apenas um pouco do meu pensamento, e na finalidade de publicar as fotos dos pais e irmãos de Maria Bonita. E de forma alguma prejudicará o que os escritores, pesquisadores e cineastas escreveram e gravaram. 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2016/03/a-homenagem-do-grupo-oficio-das.html 

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NAUTÍLIA A IRMÃ DE JARDA PEREIRA (esta última era esposa do cangaceiro Chico Pereira) FALECEU!

 Por José Mendes Pereira

Nautília de blusa cor clara e Raimunda Batista irmã da mãe de Maria das Graças Nóbrega

Clique neste link para ler sobre Nautília, artigo publicado em 07 de agosto de 2014
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2014/08/nautlia-e-irma-de-jarda-pereira.html



Através de Maria Das Graças Nóbrega com quem mantenho contato em sua página no facebook, recebi informações sobre Nautília irmã de Jardelina Nóbrega Pereira, viúva do 

Foto colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

ex-cangaceiro Chico Pereira, assassinado em Currais Novos, nas terras do Rio Grande do Norte, que Nautília faleceu em junho deste, segundo informações que repassaram para ela.

Maria das Graças de Nóbrega e seu esposo

Maria das Graças Nóbrega não tem parentesco com a família Pereira, mas tem com a família de Nautília, e muitas amizades através de contatos com Jardelina, e principalmente com Nautília, quando moravam na mesma cidade, e Nautília tinha grande amizade com sua família.

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