Por Doizinho Quental
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segunda-feira, 2 de outubro de 2023
LAMPIÃO E OUTRAS HISTÓRIAS - CANGACEIROS, COITEIROS E VOLANTES
LAMPIÃO E OUTRAS HISTÓRIAS - FUGAS DE BANDOLEIROS
Por Doizinho Quental
Depois da sangrenta batalha de Serrote Preto PE, diversos bandoleiros arribaram do bando de Lampião, não suportando os truculentos embates.
Dentre os que fugiram estão: Beija-Flor , Gavião e Zabelê, presos em Boa Vista do Cabrobó, as margens do rio São Francisco, Quixabeira e Capuxu, capturados em Rio Branco (Arcoverde).
Facilitando as perseguições
Somente em 1932, no governo de Getúlio Vargas, os governadores resolveram construir estradas para facilitar a perseguição dos bandoleiros.
As volantes, até então, perseguiam os cangaceiros, como o valente vaqueiro do sertão, nas quebradas. Como é sabido, os cangaceiros conheciam estas regiões como a palma da mão. Com exceção de alguns mestres das caatingas, como: Manuel Neto, Arlindo Rocha, Odilon Flor e alguns outros nascidos e criados no sertão, os demais participantes das volantes achavam a empreitada bastante difícil. Portanto, foi de uma utilidade imensa a construção da Rodovia Central de Pernambuco, BR – 232 antigamente, BR-25, construída no ano de 1932, de Caruaru a Salgueiro, mas, por esse tempo, Lampião já havia ido dançar mulher rendeira na Bahia.
www.kantabrasil.com.br/Lampiao.../Lampião%20e%20outras%20Históri...
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LENDA SOBRE O REI LAMPIÃO.
Recontada por: Joaquim Nóbrega
A lenda do cigarro, como toda lenda, é contada em várias versões. De acordo com o escritor Leonardo Mota em seu livro "No tempo de Lampião", que foi publicado originalmente em 1930, a estória se dá quando o mesmo esteve na casa de correção da capital Pernambucana, e conversou com vários cangaceiros que ali se encontravam encarcerados.
O autor os perguntou se eles lembravam de algum episódio engraçado envolvendo o grande Lampião. O cangaceiro Canção que lá se encontrava, junto a mais um punhado de outros facínoras, lembrou-se de um episódio e o contou da seguinte forma:
"A coisa
mais engraçada que eu tive de assistir passou-se numa fazenda do município de
Princesa, na Paraíba. O velho dono da casa tremia que era ver uma vara verde,
Lampião botou ele debaixo de confissão, riscando o punhal nas costelas e ele
acabou descobrindo o rumo da volante do tenente Mané Binisso.
Virgulino
queria dar uma surra de relho, mas era tanto choro de muié e menino, que o
jeito foi se perdoar. Mais com pouca, Lampião tirou do bolso um maço de cigarro
e ofereceu:
- Pita?
O velho ficou
calado, fez que não tinha ouvido e Lampião tornou a perguntar, desta vez
gritando no pé do ouvido dele:
-Pitaaaaaaaaaa?
Ai todo
tremendo, o velho disse:
-Pito, mas
vamincê querendo eu largo o viço."
É isso aí. Um grande abraço a todos.
Joaquim Nóbrega - Fortaleza/CE
Fonte:
http://lampiaoaceso.blogspot.com
http://www.jarlescavalcanti.com
EM UM DADO MOMENTO NA HISTÓRIA DO BRASIL
Por: Alfredo Bonessi




CANGACEIRO CARACOL.
Acervo do Guilherme Machado historiador
Cangaceiro
Caracol, preso em Salvador no ano de 1944 durante a entrevista com o sergipano
Joel Silveira. Vocês sabem porque alguns cangaceiros não foram presos (Sila e
Zé Sereno, por exemplo) e outros sim? Uns foram anistiados em 1938, outros
executados depois disso. Dadá foi absolvida em 1942 e outros, como Ângelo Roque
ficou preso entre 1940 e 1950. Pesquisar sobre o cangaço é muito importante.
Fonte: Cangaço
na Literatura.
https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2059197044424596%2C2059024537775180%2C2058937434450557¬if_id=1696192675215826¬if_t=group_highlights&ref=notif
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COMBATE DO TENÓRIO E O CORPO DE LEVINO FERREIRA
Por Luiz Ferraz Filho
Uma das mais confusas e esquecidas passagens sobre o período do cangaço é a morte de Levino Ferreira. Estive no local do combate juntamente com os amigos pesquisadores Geraldo Antônio Junior (pesquisador e youtuber), Fabiano Ferreira (historiador de Flores-PE) e João da Capoeira (membro do IHGPAJEU), onde colhemos alguns relatos de moradores descendentes de quem viu de perto o Combate da Baixa do Tenório, entre 4 e 5 de julho de 1925.
Lampião estava na Fazenda Melancia, município de Flores - PE, onde torturou o fazendeiro José Calú e liberou alguns viajantes que ele havia sequestrado na estrada. Depois partiu com seus cangaceiros até chegar na casa de Sebastião Cordeiro (Sebasto), morador da localidade Baixa do Juá, no Tenório. Lá foi bem recepcionado pelo fazendeiro onde jantou e encontrou dormida para todos. A casa ficava no pé da Serra Vermelha, marco divisório entre os municípios de Flores e Betânia, e onde existe um local conhecido por Furna de Lampião.
Na região encontramos o agricultor Raimundo Cordeiro, 79 anos, neto de Sebasto. 'Meu pai contava que Lampião estava muito desconfiado. Alguns cangaceiros jantaram e armaram rede para dormir nas árvores do terreiro da casa. Meu avô ofereceu uma rede, mas Lampião não quis e disse que iria ficar em pé. Quando foi meia noite ele disse que a casa estava cheirando a sangue e mandou os cangaceiros se levantarem. Saíram da casa e com pouco tempo o tiroteio começou', falou Raimundo Cordeiro. O combate foi contra a volante paraibana do tenente José Guedes que vinha em perseguição ao bando e acabou perdendo o seu sub-comandante, sargento Cícero de Oliveira, que tombou com um tiro na testa.
Várias versões já foram ditas e escritas sobre o Combate do Tenório (Baixa do Juá). Alguns escritores relatam que Levino morreu dentro da cozinha de uma casa na escuridão da noite. Uma segunda versão cita que o rastejador Belarmino Morais viu o vulto de um cangaceiro em cima do serrote de pedra gritando e atirou. Já outra versão sobre a morte de Levino diz que ele foi ferido no terreiro de uma casa, foi socorrido e morreu oito dias depois.
Na mesma região outro relato interessante encontramos do morador Luis Pereira da Silva (Luis de Puliça), nascido e criado no lugar e que foi nosso guia até o local do combate. Eles nos confidenciou uma versão local totalmente diferente das outras versões sobre a morte de Levino Ferreira. Segundo ele, os moradores mais velhos diziam que o combate aconteceu a tarde e no início da noite o irmão de Lampião foi ferido pela volante paraibana do tenente José Guedes. Ao ver o irmão ferido, o Rei do Cangaço - que já conhecia bastante o lugar - providenciou fazer o transporte do ferido nas costas rumo a furna da Serra Vermelha, enquanto outra parte do bando seguia atirando pela estrada para distrair e confundir a polícia. Transportado nas costas de um dos cangaceiros, Levino Ferreira faleceu no meio do caminho antes de chegar na furna da serra.
Quando amanheceu o dia, Lampião deu a ordem pra cortar a cabeça de Levino e mandou sepultar o corpo. Durante os anos seguintes nunca se soube o local exato ou qual a identidade dos três cangaceiros que faleceram no combate da Baixa do Juá, no Tenório. Sabe-se pela tradição oral dos moradores que um corpo foi sepultado embaixo de um juazeiro e outros dois corpos tiveram a ossada encontrada nos anos 60 e 70 no local do combate quando fizeram o alicerce para construir uma casa e no arado da terra para plantar. Vale ressaltar que anos depois há relatos de fragmentos de ossos humanos também encontrados na furna da serra que segundo moradores o cangaceiro Lampião se escondeu.
O corpo do cangaceiro sepultado no Juazeiro foi o único desenterrado posteriormente pelas volantes que chegaram na localidade dias após o combate. Uma moradora da época indicou o local para o capitão José Caetano e o tenente Higino Belarmino fazerem a identificação. Como estava sem a cabeça, não houve certeza na identificação.
Eis a dúvida. Porque sepultar o corpo de apenas um cangaceiro embaixo de um juazeiro e deixar os outros dois corpos de cangaceiros ao relento no campo de batalha sem nenhuma sepultura. Alguém pode até cogitar que esse corpo sepultado no juazeiro venha a ser o sargento Cícero de Oliveira, porém, a Força Volante encontrou o corpo sem a cabeça. Se fosse um policial volante não necessitaria de uma pessoa da região pra localiza-lo, pois, a própria volante já saberia o local e não utilizaria dessa prática de cortar a cabeça de um companheiro de farda. Pelo visto, esse corpo sepultado no juazeiro era um importante cangaceiro do reinado lampiônico. Seria este o corpo do famoso Levino Ferreira da Silva ???.
Luiz Ferraz Filho, Pesquisador ;Presidente da Comissão do Cariri Cangaço Serra Talhada
FONTE CONSULTADA:
(CARVALHO, Rodrigues de; Serrote Preto, Lampião e seus Sequazes)
(AMAURY, Antônio & FERREIRA, Vera; O Espinho de Quipá)
(FERRAZ, Marilourdes; O Canto do Acauã)
(MACIEL, Frederico Bezerra; Lampião, seu Tempo e seu Reinado)
(LIRA, João Gomes de; Memórias de um Soldado de Volante)
http://cariricangaco.blogspot.com/2021/05/combate-do-tenorio-e-o-corpo-de-levino.html
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OS ÓCULOS DE LAMPIÃO
Por Betina Moura
O cangaceiro
os usava para esconder a cegueira em um dos olhos.
Nos primeiros
dias de julho de 1925, o bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião (1898-1938),
fazia uma de suas muitas incursões pelo sertão pernambucano. Os cangaceiros
foram surpreendidos por agentes do governo e começou um tiroteio. Um dos
membros, Livino – o irmão mais novo de Lampião,
foi atingido. O líder reagiu. No confronto, um soldado atirou em um cacto e a
bala da escopeta fez com que um espinho fosse parar no olho direito de Lampião.
Livino acabou morrendo. Lampião, levado à cidade de Triunfo, perto do campo de batalha, foi atendido por um médico que retirou o espinho, mas não conseguiu salvar o olho do cangaceiro. Resultado: ele ficou cego de um olho. “O bom humor o impedia de esconder o problema, e ele brincava dizendo que não adiantava nada ter dois olhos, pois é preciso fechar um deles para atirar”, diz o pesquisador Antonio Amaury Correa de Araújo, autor de dez livros sobre a história do cangaço. O incidente transformou o cangaceiro em canhoto – ao menos na hora de atirar, mas não atrapalhou sua fama de justiceiro. E o levou a usar óculos até o fim da vida. “Os óculos, que aparecem em quase todas as fotos, escondiam a deficiência de quem não a conhecia e protegiam os olhos do sol escaldante do sertão”, diz Antonio. Há notícia de pelo menos três óculos diferentes – sobre um deles há a história, nunca confirmada, de que os aros eram de ouro.
Dois dos
óculos de Lampião, simples, redondos, de aro comum, foram deixados por
ele nas casas de pessoas que o abrigaram durante o chamado “ciclo de
Pernambuco”, antes de os cangaceiros cruzarem o rio São Francisco em direção à
Bahia, em agosto de 1928. Há cerca de oito anos foram doados por essas pessoas
à Casa de Cultura de Serra Talhada, em Pernambuco, onde se encontram até hoje.
Sobre os óculos que usava quando morreu, tudo indica que foram entregues para a polícia de Alagoas, que expôs as cabeças dos cangaceiros mortos após dizimar o grupo de Lampião numa emboscada na gruta do Angico, em Poço Redondo, Sergipe. No ataque-supresa, 11 cangaceiros foram mortos – entre eles, Lampião e sua mulher, Maria Bonita.
A própria
polícia promoveu a rapinagem do tesouro do bando. Ficaram com eles jóias,
dinheiro, perfumes e tudo o mais que tivesse valor – inclusive os óculos.
Extraído do
blog: "História Licenciatura"
http://hid0141.blogspot.com/2010/07/os-oculos-de-lampiao.html
Independente
do texto acima
Clique nos links abaixo para você ler os artigos que ainda não leu.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2011/12/inutil-guerra-de-portugal-na-africa.html#links
http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2011/12/patativa-do-assare-genio-nordestino.html
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domingo, 1 de outubro de 2023
A CASA GRANDE DA FAZENDA DOIS RIACHOS...
Por José Tavares de Araújo Neto
A casa grande
da Fazenda Dois Riachos, no município de Catolé do Rocha/PB, foi o principal
cenário dos acontecimentos narrados no livro "Ulysses Liberato, um
cangaceiro a serviço foi major Jose Inácio do Barro", ocorridos em
fevereiro de 1922.
Na manhã do dia
26, o terreiro desta casa foi tomado por um bando de cangaceiros, que sob o
comando de Sinhô Pereira e Ulysses Liberato, com a presença de Lampião e seus
irmãos Antonio e Livino, viria alterar de forma indelével a história do
cangaço.
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