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sábado, 16 de março de 2024

PROGRAMAÇÃO OFICIAL CARIRI CANGAÇO AFOGADOS DA INGAZEIRA

Por Manoel Severo Barbosa

  

CARIRI CANGAÇO AFOGADOS DA INGAZEIRA
Carnaíba - Ingazeira - Iguaracy
Pernambuco -Nordeste do Brasil

18 de abril de 2024- Quinta-Feira

NOITE

NOITE SOLENE DE ABERTURA

CINE TEATRO SÃO JOSÉ
Rua Newton César de Macedo Lima, s/n - Afogados da Ingazeira

18h  Abertura Festiva da Feira de Livros
19h Início da Noite Solene 
Mestre de Cerimônia
Marcelo Litwak

Apresentação Artística
Grupo de Xaxado Bandoleiros da Solidão

Formação da Mesa Solene de Abertura
MANOEL SEVERO BARBOSA - Curador Cariri Cangaço
ALESSANDRO PALMEIRAPrefeito Municipal de Afogados da Ingazeira
ANCHIETA PATRIOTA- Prefeito Municipal de Carnaíba
LUCIANO TORRES - Prefeito Municipal de Ingazeira
ZEINHA TORRES - Prefeito Municipal de Iguaracy
AUGUSTO MARTINS - Presidente da Comissão Organizadora
JOSÉ PATRIOTA - Deputado Estadual 
PADRE LUIZ MARQUES FERREIRA - Diocese de Afogados 
HESDRAS SOUTO - Presidente do CPDOC 
ALBERTO RODRIGUES - Presidente do IHGP 
LEMUEL RODRIGUES- SBEC Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
ARCHIMEDES MARQUES - Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço
ADRIANO CARVALHO - Academia Brasileira de Estudos do Sertão
NARCISO DIAS - GPEC Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço
ANGELO OSMIRO - GECC Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará
WASTERLAND FERREIRAGECAPE Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco
JULIERME WANDERLEY - Conselho Cristino Pimentel - Borborema Cangaço
 
19h Hino Nacional 
  Banda de Musica Municipal Bernardo Delvanir Ferreira

19h15 - Entrada do Estandarte do Cariri Cangaço
Conselheiros Cariri Cangaço: Célia Maria Parahybana - João Pessoa PB
Capitão Quirino Silva - João Pessoa PB

19h40 - Apresentação do Cariri Cangaço
Conselheiro LUIZ FERRAZ FILHO - Serra Talhada PE
TAILENE BARROS - Serra Talhada PE

19h50 – Cumprimentos aos Convidados
MANOEL SEVERO BARBOSA - Curador Cariri Cangaço
ALESSANDRO PALMEIRAPrefeito Municipal de Afogados da Ingazeira
AUGUSTO MARTINS - Presidente da Comissão Organizadora
JOSÉ PATRIOTA - Deputado Estadual 

20h30 – Entrega de Comendas "Mérito Cultural Cariri Cangaço"

1. Prefeito Alessandro Palmeira - Sandrinho
Entregue por Conselheiro Zezito Maia - Catolé do Rocha PB
2. Gastão Cerquinha da Fonseca(in memorian)
Entregue por Conselheira Elane Marques - Aracaju SE
3.Joel Ferreira Lima - Museu da Saudade
Entregue por Conselheiro Luiz Ferraz Filho - Serra Talhada PE
4. José Rufino da Costa Neto - Dedé Monteiro
Entregue por Conselheiro Moustafa Veras - Afogados da Ingazeira PE
5. Nivaldo Alves Galindo Filho - Nill Junior
Entregue por Conselheira Ana Gleide Leal - Floresta PE

21h - Posse de Novos Conselheiros Cariri Cangaço

HESDRAS SÉRVULO SOUTO DE SIQUEIRA CAMPOS FARIAS
Estola e Diploma entregues por Conselheiros
ANDRÉ VASCONCELOS - Triunfo PE
LUMA HOLANDA - João Pessoa PB
ORLANDO NASCIMENTO CARVALHO
Estola e Diploma entregues por Conselheiros
MANOEL BELARMINO - Poço Redondo SE
JOÃO DE SOUSA LIMA - Paulo Afonso BA

21h 10 - Conselheiros Mirins
HENRIQUE DINIZ FERRAZ NOVAES
Estola e Diploma entregues por Conselheiro
CLÊNIO NOVAES e HELGA DINIZ - São José de Belmonte PE
FELIPE ANTÔNIO CAMPOS TELES PEREIRA DE MENEZES
Estola e Diploma entregues por Conselheiro
LOURO TELES e JOSEANE TELES - Calumbi PE

21h 30 - Homenagem "Mulher Arretada Cariri Cangaço"
Manoel Severo e Tailene Nogueira Barros

Ângela Maria Recife PE
Catarina Venâncio João Pessoa PB
Eliana Pandini Entre Rios BA
Glaucia Ferraz Serra Talhada PE
Helga Diniz Floresta PE
Isalete Alencar Paulo Afonso BA
Joseane Teles Calumbi PE
Maria Oliveira Poço Redondo SE
Ranaíse Almeida Capoeiras PE
Risonete Rodrigues João Pessoa PB
Rosane Ferraz Recife PE
Rose Sousa Poço Redondo SE
Sulamita Burity Campina Grande PB

21h 50 - Homenagens pela ABLAC
Archimedes Marques e Elane Marques

22h - Passagem do Estandarte do Cariri Cangaço
Atual Sede : Afogados da Ingazeira PE
AUGUSTO MARTINS - HESDRAS SOUTO - LUIZ FERRAZ FILHO - LOURO TELES 
MOUSTAFA VERAS - TAILENE BARROS - LUMA HOLANDA
Próxima Sede: Jardim CE
ADRIANO CARVALHO - LUIZ LEMOS - JOÃO PAULO SOUZA

22h10 Encerramento


19 de abril de 2024- Sexta-feira

MANHÃ

8h -SAÍDA PARA VISITA TÉCNICA
Serra da Colônia - Local do Nascimento de Antônio Silvino
CARNAÍBA - PE

9h - SOLENIDADE 
9h10 Entrega da Comenda Mérito Cultural 
Prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota
Entregue por Conselheiro Leonardo Gominho 

9h20 CONFERÊNCIA DE CAMPO NA SERRA DA COLÔNIA
As Origens de Antônio Silvino 
Hesdras Souto Tuparetama PE

Antônio Silvino sob o Olhar da Família
Rafael Borges  Caruaru PE
Bisneto de Antônio Silvino 

10h - CAPELA DE SANTO ANTÔNIO DA COLÔNIA
Entrega e Consagração Comenda de "Lugar de Memória Cariri Cangaço"
Padre Luizinho Marques
Entrega por Conselheiros Joaquim Pereira e Wescley Dutra

11h30 - VISITA DE CAMPO
Museu do Rádio
 Rua Sete de Setembro, Afogados da Ingazeira

11h45 Entrega da Comenda Mérito Cultural 
Museu do Radio
Nill Junior
Entrega por Conselheiros Archimedes e Elane Marques

13h - ALMOÇO EM AFOGADOS DA INGAZEIRA 

TARDE LIVRE

NOITE

18h30 - PAINEL E DEBATES
Auditório da Câmara Municipal
Rua Dr. Roberto Nogueira Lima, 236, Afogados da Ingazeira - PE

19h - LANÇAMENTOS E APRESENTAÇÃO DE LIVROS

1. As andanças de Antônio Silvino pelos sertões do Seridó e Curimataú
Fabiana Agra Picuí PB
2. Manoel Netto - No rastro de Lampião
Leonardo Gominho Floresta PE
3. Manoel Batista de Morais - Cangaceiro Antônio Silvino 
Célia Maria Silva João Pessoa PB
 4. Carnaíba: Memórias, Transformações Espaciais e Socioculturais
José Anchieta de Siqueira São Paulo SP

19h30 - CONFERÊNCIAS

1. ANTONIO SILVINO - O Rifle de Ouro
Julierme Wanderley  Campina Grande PB
2. AS VÁRIAS FACES DA PRISÃO DE ANTONIO SILVINO
Debate com Painelistas
Geraldo Ferraz Recife PE
 Ivanildo Silveira Natal RN
Fabiana Agra Picuí PB
Rafael Borges Caruaru PE
Luiz Ferraz Filho Serra Talhada PE
Hesdras Souto Tuparetama PE

22h Encerramento

20 de abril de 2024- Sábado

MANHÃ

8h -SAÍDA PARA VISITA TÉCNICA EM INGAZEIRA
Ingazeira - Passagens de Antônio Silvino
INGAZEIRA - PE

9h - SOLENIDADE -IGREJA MATRIZ DE SÃO JOSÉ
INGAZEIRA - PE

9h10 Entrega da Comenda Mérito Cultural 
Prefeito de Ingazeira, Luciano Torres
Entregue por Conselheiros Clênio Novaes e Junior Almeida

9h20 CONFERÊNCIA DE CAMPO E 
O GRANDE ENCONTRO DA FAMÍLIA MORAES
(Descendentes de Antônio Silvino)
As Passagens de Antônio Silvino 
Hesdras Souto e Osmano Moraes

9h50 Comenda para Antônio Silvino
"Personagem Eterno do Sertão"
Família Moraes
Entregue por Conselheiros, Carlos Alberto Silva e Josué Macedo Santana

10h - VISITA ÀS CASAS DAS IRMÃS DE ANTONIO SILVINO

10h30 -SAÍDA PARA VISITA TÉCNICA EM JABITACÁ
Jabitacá - Passagens do Cangaceiro Meia-Noite
IGUARACY - PE

11h - SOLENIDADE -IGREJA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
JABITACÁ, IGUARACY - PE
11h10 Entrega da Comenda Mérito Cultural 
Prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres
Entregue por Conselheiro Ângelo Osmiro

11h15 Entrega e Consagração Comenda de 
"Lugar de Memória Cariri Cangaço"
Igreja Nossa Senhora da Conceição
Entrega por Conselheiros Geraldo Ferraz e Narciso Dias

11h20 CONFERÊNCIA DE CAMPO
Passagens do Cangaceiro Adolfo Meia-Noite
Moustafá Veras Afogados da Ingazeira PE

12h30 Retorno Afogados da Ingazeira

TARDE LIVRE

NOITE

18h30 - PAINEL E DEBATES
Auditório da Câmara Municipal
R. Dr. Roberto Nogueira Lima, 236, Afogados da Ingazeira - PE
 
19h - LANÇAMENTOS E APRESENTAÇÃO DE LIVROS

1. Antônio Matilde - O Mestre de Armas de Lampião
Bismarck Martins Pocinho PB
2. Lampião em Serrinha do Catimbau
Junior Almeida Capoeiras PE
3. Francisco Ricardo Nobre, o Inglês da Volta e sua descendência
 de Yoni Sampaio & Geraldo Tenório Aoun Recife PE
por Joaquim Pereira Recife PE
4. Diário do Cangaço - Das origens da cidade de Vila Bella 
a ascensão de Lampião 
Paulo Cesar Gomes  Serra Talhada PE
 
19h30 - Entrega de Comendas "Mérito Cultural Cariri Cangaço"

1. Tenente João Bezerra da Silva (in memorian)
Entregue por Conselheiro Bismarck Martins - Pocinho PB

2. Tenente João Gomes de Lira (in memorian)
Entregue por Conselheiro Louro Teles - Calumbi PE

19h40 - CONFERÊNCIAS

1. Tenente João Bezerra da Silva: O Comandante de Angico  
Paulo Britto  Recife PE
2. Tenente João Gomes de Lira: Memórias de um Soldado de Volante
Rubelvan Lira Nazaré do Pico PE
Clóvis Lira Afogados da Ingazeira PE
3. Manoel Arão: O Maior Literato de Afogados de Todos os Tempos
Saulo Duarte Flores PE

22h - APRESENTAÇÕES ARTISTICAS NA PRAÇA

21 de abril de 2024- Domingo

MANHÃ

8h -SAÍDA PARA VISITA TÉCNICA EM CARNAÍBA

8h45 VISITA AO MONUMENTO AO POETA ZÉ MARCOLINO
Santo Antônio - Carnaíba PE

9h VISITA AO MUSEU DE ZÉ DANTAS
Praça de Eventos Milton Pierre s/n Centro - Carnaíba PE

Apresentação da Banda de Pífanos do Riacho do Meio
Cíço do Pife e Joel do Museu da Saudade

9h10 Entrega da Comenda Mérito Cultural ao Museu de Zé Dantas
Entregue por Conselheiro Emmanuel Arruda

10h VISITA À CASA E BUSTO DE ZÉ DANTAS

ENCERRAMENTO


 CARIRI CANGAÇO AFOGADOS DA INGAZEIRA
Carnaíba - Ingazeira - Iguaracy
Pernambuco -Nordeste do Brasil

Realização
Instituto Cariri do Brasil
Conselho Alcino Alves Costa - Cariri Cangaço

Apoio na Realização
Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira
Prefeitura Municipal de Carnaíba
Prefeitura Municipal de Ingazeira
Prefeitura Municipal de Iguaracy

Apoio Institucional
SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
 ABLAC - Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço
ABRAES - Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino
GECAPE - Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco
GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço
GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará
Borborema Cangaço
CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação do Pajeú
IHGP - Instituto Histórico e Geográfico do Pajeú

https://cariricangaco.blogspot.com/2024/03/programacao-oficial-cariri-cangaco.html

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A EXUBERANTE FESTA DO BOI.

 Clerisvaldo B. Chagas, 15 de março de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3024

 Êxito retumbante do lançamento do livro “O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema”, em Maceió.  A Estaiada Choperia e Drinkeria, do meu sobrinho Felipe, ficou lotada de tantos santanenses e de pessoas dos mais diversos lugares. Pareceu mesmo uma festa de confraria, sem rigidez de formalidades. O riso frouxo no salão; a presença de quatro escritores, dois de Maceió, um de Santana e outro da região de Olho d’Água das Flores/Santana; vários ex-alunos do Ginásio e do Colégio Estadual Mileno Ferreira; amigos de longas datas; familiares e pessoas do grupo dos 100 e outros de fora atraídos pela noite de Cultura, abrilhantaram a festa numa verdadeira apoteose.  

 Foi muita alegria, muito carinho e rasgados elogios, inclusive do próprio mestre-de-cerimônia, ex-aluno, intelectualizado, inspirador e aniversariante do dia. A oração oficial foi assegurada com o mestre Antônio Sobrinho (Tonho Cupim), ex-funcionário do Banco do Brasil, orador maçônico arrebatador e que muito ajudou no evento colocando a cereja no bolo. A noitada do intelecto, permitiu um êxito de venda extraordinário, com rendimento de histórias individuais narradas  que se formaram em  grupos, após, permitindo novo material para outros livros no porvir. E no meio da conversa que vem, da conversa que vai, acabei descobrindo o nome de guerra do ex-cangaceiro Filemon, coisa muito pesquisada e já considerada perdida.

Agora vamos para a segunda etapa de lançamento que será realizado no miolo de Santana do Ipanema, no Restaurante do outro Sobrinho, Cleber, no “Santo Sushi”, Bairro Domingos Acácio. “O Boi, a Bota e a Batina”, que tem início no Brasil Colônia, segue rigorosamente  por ordem  cronológica de todas as fases políticas e históricas brasileiras até desaguar no ano de 2006, quando foram encerrados esses trabalhos, com 436 páginas e mais de 360 ilustrações.

Amigo, amiga, você se comprometeu com o grupo. Pode esquecer de comparecer, mas não esqueça do compromisso do PIX. A gráfica é um contrato coletivo.

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SEDIÇÃO DO JUAZEIRO CHEGA AO FIM.

 Por Robério Santos

Em 15 de março de 1914 a Sedição do Juazeiro chegava ao fim com a queda do presidente do Ceará Franco Rabelo. Na imagem, Floro Bartolomeu no lado esquerdo. Floro e Padre Cícero saíram vitoriosos na guerra de 1913/14. Trincheira de Santo Antônio. Acervo: Museu do Ceará - Fortaleza, CE, Brasil.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2159524487725184&notif_id=1710602944911964&notif_t=group_highlights&ref=notif

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RARIDADE...

 Por Guilherme Machado Historiador/pesquisador

Rara fotografia dos Cangaceiros com várias crianças olhando!!!

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O FIM TRÁGICO DOS MARCELINOS

Por Beto Rueda

O banditismo no sertão nordestino a partir dos anos 20 cresceu de forma assustadora. A grande seca de 1919 que devastou a região, reduziu as populações a uma indescritível penúria. Os assaltos a mão armada se sucediam num crescendo, tanto nas estradas quanto nas fazendas e vilarejos.

O bando dos Marcelinos ilustra a história do cangaço nos sertões do Cariri, através de sua vivência e atuação nesta região.

Família humilde procedentes de Pernambuco, do sítio dos Moreiras, atual Moreilândia. Os irmãos João, Manoel e Raimundo dedicaram boa parte da vida trabalhando em fazendas como agricultores e vaqueiros.

A desgraça começou em meados de 1923 quando o irmão mais velho João é repreendido por Ioiô Peixoto, chefe de polícia, na feira de Serrita(PE). No momento que é desarmado de sua faca em público e diante de tamanha humilhação, jura vingança. Comunica os seus irmãos do fato e decidem surrar o policial. Ioiô enfurecido, contrata um pistoleiro bastante afamado na região para dar cabo dos Marcelinos. Cientes do perigo, eles abandonam o trabalho nas fazendas, vendem os seus bens e compram armamentos. Para consumar a vingança, fuzilam Ioiô Peixoto. A partir desse momento, ingressam na vida do crime.

Os Marcelinos ganham fama de perigosos, saqueiam, matam. Tudo isso acontecia em grande parte com o apoio de muitos coronéis da região do Cariri que os escondiam e encomendavam serviços. Os cangaceiros atuavam principalmente na ligação dos municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.

A fama vai se espalhando, transpõe divisas e se alastra nos estados vizinhos. Respeitados, viram também aliados de Lampião em diversas ações, inclusive no ataque a cidade paraibana de Cajazeiras e na tentativa de ataque a Mossoró, no Rio Grande do Norte. Por sua agilidade e destreza com as armas, Manoel recebe a alcunha de Bom Deveras.

Tempos depois o grupo decide não seguir mais Lampião e continua a praticar crimes na região do Cariri.

O fim do bando dos Marcelinos se dá com a morte de Manoel(Bom de Veras) pela volante, no Sítio Minador, na casa de Raimundo Alexandre. Tempos depois foi morto João(Vinte e Dois), o mais velho, na Chapada do Araripe. João entra morto na cidade de Barbalha, pendurado num pau, com o seu cabelo arrastando pelo chão, como troféu, pelos policiais.

Raimundo(Lua Branca) ferido e os demais cabras que ainda estavam com Vinte e Dois, foram capturados e levados a cadeia pública de Barbalha: João Gomes, Joaquim Gomes, Pedro Miranda e Manoel Toalha.

Na manhã de 05 de janeiro de 1928, com o pretexto de transportar os presos até a capital Fortaleza, o sargento José Antônio e seus soldados, conduziram os detentos para o sítio Alto do Leitão, localizado junto a velha estrada entre Barbalha e Crato. No local, obrigaram os presos cavarem suas próprias sepulturas. O desespero e a coragem do grupo acabou tornando a chacina ainda mais dramática: Não satisfeitos, fuzilaram um a um, sem piedade. Até o último cair na cova mortuária.

Covardia, vingança, lei..

O Massacre do Alto do Leitão foi sem dúvidas um dos mais marcantes e trágicos episódios do cangaço em terras cearenses.

REFERÊNCIAS:

SANTOS, Vilma Maciel Lira dos. Os fuzilados do Leitão: uma revisão histórica. Juazeiro do Norte: HB, 2001.

MELLO, Frederico Pernambucano de. Guerreiros do sol: violência e banditismo no Nordeste do Brasil. 2.ed. São Paulo: A Girafa, 2004.

PEIXOTO JUNIOR, José. Bom Deveras e seus irmãos. 2.ed. Goiânia: Kelps, 2009.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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BRAVURA E RESISTÊNCIA DO POVO DE MOSSORÓ

Acervo Davi Lima

Uma festa de arromba promovida pelo Humaytá Futebol Clube fazia ferver a sociedade de Mossoró naquela noite do 12 de junho de 1927, véspera do dia de Santo Antônio. Foi quando começou a correr a notícia de que Virgulino Ferreira, o temido cangaceiro Lampião, se aproximava da cidade.

Horas antes, ele e seu bando tinham atacado a vizinha vila de São Sebastião (atual município de Governador Dix-Sept Rosado). Em poucos momentos, todo o rigor daquele baile - que exigia branco para os cavalheiros e azul e branco para as damas - amarfanhou-se e perdeu graça, abalando o momento de glamour ostentado pela elite do sertão.

Mossoró era uma das mais prósperas cidades do Rio Grande do Norte. O coronel Rodolfo Fernandes, o prefeito, já havia alertado, nos últimos dias, sobre o perigo do ataque do rei do cangaço ao município. A maioria dos habitantes, no entanto, parecia não acreditar. Tudo estava tão tranquilo que, no mesmo 12 de junho, Mossoró parecia mais preocupada com o clássico entre os times de futebol do Ipiranga e Humaytá do que com a possível chegada de Lampião às suas cercanias.

A partida de futebol transcorreu dentro da mais absoluta rotina. Já o baile, por mais que alguns participantes e os diretores do clube tentassem abafar as notícias vindas da vila de São Sebastião, foi tomado pelo alvoroço e pelo medo. "O apito da locomotiva da rede ferroviária suplantava o pânico dos mossoroenses", narra o jornalista Lauro da Escóssia, testemunha do acontecimento, no livro Memórias de um Jornalista de Província.

prefeito, já havia alertado, nos últimos dias, sobre o perigo do ataque do rei do cangaço ao município. A maioria dos habitantes, no entanto, parecia não acreditar. Tudo estava tão tranquilo que, no mesmo 12 de junho, Mossoró parecia mais preocupada com o clássico entre os times de futebol do Ipiranga e Humaytá do que com a possível chegada de Lampião às suas cercanias.

A partida de futebol transcorreu dentro da mais absoluta rotina. Já o baile, por mais que alguns participantes e os diretores do clube tentassem abafar as notícias vindas da vila de São Sebastião, foi tomado pelo alvoroço e pelo medo. "O apito da locomotiva da rede ferroviária suplantava o pânico dos mossoroenses", narra o jornalista Lauro da Escóssia, testemunha do acontecimento, no livro Memórias de um Jornalista de Província.

"Os trens começavam a se movimentar, conduzindo famílias e quantos quisessem fugir de Mossoró." Segundo ele, durante toda a noite e na manhã seguinte, a ferrovia permaneceu ininterruptamente agitada.

Na vila de São Sebastião, conforme as notícias que desmancharam o baile do clube Humaytá, Lampião havia incendiado um vagão de trem cheio de algodão e depredado a estação ferroviária. Havia também arrasado a sede do telégrafo, uma modernidade sempre combatida pelo chamado rei do cangaço, na tentativa de impedir que o seu paradeiro fosse sendo informado e ajudasse a polícia a persegui-lo.

Até as primeiras horas da manhã do dia 13, muita gente havia deixado suas casas em Mossoró, que à época tinha cerca de 20 mil habitantes. O temor ao famoso cangaceiro não era brincadeira. Duas mulheres em pleno serviço de parto, conta Escóssia, foram retiradas em macas para a cidade de Areia Branca, a quilômetros dali. Mas o esvaziamento não era só fruto do pânico. A estratégia da prefeitura - que havia conseguido ajuda oficial em armas e munição, mas não em combatentes era manter na cidade apenas os habitantes que estivessem armados. Quanto mais vazio o lugar, na avaliação do coronel Rodolfo Fernandes, maior a chance de repelir o bando de cangaceiros.

A ESTRATÉGIA:

Fazia tempo que Lampião planejava encarar o desafio de invadir Mossoró. Seria a maior tentativa de rapinagem do bando, como conta o historiador Frederico Pernambucano de Mello no seu livro Guerreiros do Sol, no qual defende a tese de que o cangaço era um meio de vida. Pouco antes de chegar à cidade, Lampião enviou um bilhete chantageando a prefeitura. Nele, pedia a quantia de 400 contos de réis para não atacar o município, um valor pelo menos dez vezes superior ao que costumava exigir em ocasiões semelhantes. Na tarde de 13 de junho, feriado de Santo Antônio, ele e o bando já se encontravam nos arredores do município potiguar. Sem resposta ao primeiro comunicado, Lampião, já impaciente, bufando de raiva, manda um segundo aviso. Os termos do bilhete, que consta nos arquivos do jornal O Mossoroense (um dos mais antigos do país), eram muito diretos e recheados de erros de português: "Cel. Rodopho, estando eu aqui pretendo é drº (dinheiro). Já foi um a viso, ai pa (para) o Sinhoris, si por acauso rezolver mi a mandar, será a importança que aqui nos pedi. Eu envito (evito) de Entrada ahi porem não vindo esta Emportança eu entrarei, ate ahi penço qui adeus querer eu entro e vai aver muito estrago, por isto si vir o drº (dinheiro) eu não entro ahi, mas nos resposte logo". Ele assinava "Cap. Lampião". O coronel Rodolfo Fernandes e seus homens disseram não a Virgulino, para surpresa do mais temido cangaceiro de todos os tempos. A cidade tinha o dinheiro, informou o prefeito. Mas Lampião teria que entrar para apanhá-lo. Às 16 horas daquele dia 13, caía uma chuvinha fina e havia uma neblina de nada sobre Mossoró. Foi quando os primeiros estampidos de bala ecoaram.

O CONFRONTO:

Lampião tinha 53 cangaceiros no seu bando. Não imaginava, porém, que iria enfrentar pelo menos 150 homens armados na defesa da cidade. O repórter Lauro da Escóssia estava lá, vendo tudo de perto. "Durante toda a noite, a detonação de armas em profusão. Parecia uma noite de São João bem festejada", escreveu em O Mossoroense. Mas as mulheres rezavam para outro santo junino, o Antônio festejado naquele dia. No ataque, Lampião perdeu importantes cabras de seu bando. Colchete teve parte do crânio esfacelado por balas. E Jararaca, depois de capturado, foi praticamente enterrado vivo. Em menos de uma hora após o início da luta, o capitão do sertão - outra das alcunhas dadas ao célebre cangaceiro - sentiu que dominar a cidade seria praticamente impossível. Ordenou então a retirada da tropa, para evitar a perda de mais homens e não manchar ainda mais sua reputação. "A partir desse momento a estrela do bando lentamente passaria a brilhar cada vez menos", escreveu o historiador Pernambucano de Mello. O mito do Lampião invencível caíra por terra, o que reanimou a força policial, que passou a enfrentar o rei do cangaço com menos temor. Era o começo do declínio da carreira de Virgulino. Por causa do desastre no Rio Grande do Norte, as deserções no grupo foram consideráveis. Mossoró, cidade conhecida por marcas pioneiras (como quando foi o primeiro município brasileiro a admitir o voto feminino, em 1934), passaria também à história por esse acontecimento que assombrou todo o Nordeste. Até hoje, os filhos daquela terra se orgulham do feito de braveza ao contar que seus antepassados "botaram Lampião para correr". Os inimigos do cangaceiro, entretanto, ainda teriam que esperar mais 11 anos pela morte do capitão, assassinado somente em 1938, na chacina da gruta de Angico, em Sergipe.

@nordeste_antigo

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AÍ VEM ZÉ RUFINO PERSEGUINDO OS CANGACEIROS.

 Por Helton Araújo

Aí vem José Rufino perseguindo o cangaceiro, que é um homem destemido no nordeste brasileiro, sujeito das pernas moles e tem o dedo ligeiro

Qual sua opinião sobre a atuação de José Osório de Farias, o afamado Zé Rufino no cangaço ? Deixe sua opinião no espaço destinado para comentários.

Aproveite e assista nosso vídeo sugestivo. " A TRAGÉDIA DAS GUARIBAS. A MORTE DO VALENTE CHICO CHICOTE " . SEGUE O LINK ABAIXO

https://youtu.be/bfbVHcdCmZ0?si=sMPhqn94Ec_qVBsi

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O CAPITÃO LAMPIÃO, ANTONIO FERREIRA E SEUS COMANDADOS, POR PURA VINGANÇA, BAGUNÇAM O ESTADO DE ALAGOAS.

   Por José Mendes Pereira

No ano de 1927, após sete anos das mortes de dona Maria Sulena da Purificação (morte natural), e seu pai José Ferreira da Silva ou Santos, este assassinado por arma de fogo, quase cinco meses faltando para uma possível invasão à Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, Lampião e seu mano Antônio Ferreira da Silva, resolveram intranquilizar o Estado de Alagoas, com permanentes invasões, usando o ódio e o  poder de vingança sem piedade, e eliminando vidas sertanejas inocentes, mas sem medo, responsabilizando o militar da Polícia de Alagoas, o tenente coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão, maior desafeto de Lampião, por ter matado o seu querido e amado pai, enquanto o amado velho debulhava grãos em sua nova residência, no Estado de Alagoas. A maldade que haviam feito com o seu pai, assassinando-o sem motivo nenhum, porque o velho não tinha nada a ver com as suas desordens, o capitão Lampião e o irmão não pretendiam deixar impune. 

Tenente José Lucena responsável pela morte do pai de Lampiao.

Se o militar José Lucena o procuravam para eliminá-los do solo sertanejo, que tivesse se embrenhados até as caatingas do nordeste brasileiro, pois era por lá, que eles e toda cangaceirada da sua "Empresa de Cangaceiros Lampiônica  Cia" estavam com redes armadas e cachimbos acesos nos coitos que faziam por lá, e não tivesse eliminada a vida de um senhor admirado no meio de toda vizinhança do sertão Pajeuense, principalmente em Vila Bela, nos dias de hoje Serra Talhada.

Vlla Bela/Serra Talhada

Um dos motivos das desordens dos irmãos naquele Estado alagoano era para mostrarem ao tenente coronel José Lucena, que a sua imagem como militar, não passava de um simples homem covarde e oportunista, por ter exterminado a vida de um senhor pacato, amigo respeitado por  toda gente daquela região que antes morava. 

José Saturnino inimigo nº 1 de Lampião.

O outro motivo, foi para cobrar do Zé Saturnino por ter usado a sua covardia contra o seu pai, quando antes, ambos, eram compadres, amigos e vizinhos de propriedades, fazendo o velho sair dali, às pressas, privando o direito dele, da sua esposa e de toda família serem felizes na sua amada terra, onde nasceram e se criaram, obrigando-os fugirem do querido chão pernambucano, e os empurrando para as terras que só as conheciam como passeio. Clique neste link e leia sobre a morte de José Ferreira da Silva..., e conheça Senhor Maurício Vieira de Barros,  o homem que enterrou o velho Ferreira https://tokdehistoria.com.br/tag/pai-de-lampiao/

Família de Lampião a começar pela avó dona Jacosa, inclusive ele.

Lá em Pernambuco, seu pai e os seus familiares, com saudades, deixaram para trás, tudo que haviam adquirido com muito trabalho e esforço: propriedade, agricultura, criações e principalmente, um baú de sonhos, sonhos e muitos sonhos que pretendiam tornar realidade. Não querendo que seus filhos continuassem na desgraça, seu José Ferreira da Silva achou que a solução seria abandonar tudo ali, e sem muita demora, vendeu tudo que possuía por um valor insignificante, ganhando como prêmio, um grande prejuíso. Que tamanha infelicidade provocada por um homem que um dia se dizia ser um grande amigo do seu pai! 

Lá, em Alagoas, os Ferreiras, filhos e filhas tiveram o desprazer de caminharem para assistirem o sepultamento da sua mãe dona Maria Lopes, que faleceu quase que de repente, infartando. Sentindo bastante desrespeito do Zé Saturnino com o seu esposo, veio a óbito. E com poucos dias que a mãe partira para a eternidade,  foi a vez  de levarem o pai para enterrá-lo, porque fora assassinado pelas armas do tenente José Lucena. 

No silêncio do seu “EU”,acho que o rei dizia que não tinha dúvida, que o principal culpado das suas desventuras, era o Zé Saturnino, por não ter assumido a sua desonestidade, quando o assecla viu peles dos seus animais na casa de um dos moradores da Fazenda Pedreiras. Se o fazendeiro tivesse assumido o feito, não teria sido necessário ele e seus irmãos viverem de correrias dentro das matas, tentando ocultarem das volantes que os perseguiam.

O rei do cangaço, talvez, ainda se lastimava que todos os seus antes amigos, viviam passeando pelas redondezas do lugar, livres de perseguições, e diariamente aconchegados às mocinhas do povoado, frequentando festas e bailes. E enquanto os outros gozavam da liberdade, eles eram privados de participarem dos divertimentos que o povoado oferecia. Infelizmente, teriam que passar a vida inteira se amparando às árvores, castigados pelas chuvas, sol, poeiras, dormindo no chão, misturados com  insetos de todos as espécies, no meio de violentos tiroteios, tentando se livrarem dos estilhaços de balas. E na maioria das vezes, fome, fome, e muita fome, vivendo um horroroso sofrimento. 

Lampião e seu irmão Antonio sabiam que na região do Pajeú, todas as cidades dali, como Itapetim, Tuparetama, São José do Egito, Ingazeira, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Flores, Calumbi, Serra Talhada, Floresta e Itacuruba, muitas os condenavam como homens perigosos, mas que todos que os julgavam como bandidos cruéis, entendessem o porquê das suas práticas criminosas. Fizeram simplesmente para defenderem o que lhes pertencia, e em prol das suas honras. Se eles não defendessem o que eram seus, com o passar dos tempos, todos iriam querer pisá-los como se nada valessem na vida.

Enquanto descansava sobre o chão dos seus coitos, Lampião ainda imaginava   que, se o Zé Saturnino não tivesse manipulado o tenente Zé Lucena para assassinar o seu generoso pai, quem sabe, talvez ele não tivesse se tornado um bandoleiro; e sim, um fazendeiro, um engenheiro, um rábula qualquer, ou outra coisa parecida. Ou ainda se casado com serra-talhadense e construído uma linda e maravilhosa família. 

E agora, depois de tantas decepções que os dois manos passaram, principalmente a dolorosa e sofrida morte do José Ferreira da Silva, como os irmãos Ferreiras se vingariam das maldades que fizeram contra eles?

Lampião e o seu mano Antonio Ferreira decepcionados e de cabisbaixas diante da vizinhança, e privados de tudo e de todos, já que não havia como assassinarem os causadores das suas declinações e morte do seu pai por armas de fogo, decidiram que o mais propício para amenizarem mais ou menos as suas dores e sofrimentos, seria fazerem invasões constantes no Estado de Alagoas, não importando com o tipo de atrocidade, vingando-se a maneira deles. Já que tinham perdido o respeito diante da vizinhança lá em Pernambuco, uma ou umas desordem a mais, não influenciavam nada.  

E a partir de 11 de janeiro de 1927, Lampião e Antonio Ferreira organizaram-se e com os seus comandados partiram para bagunçarem o Estado de Alagoas, a terra do tenente Zé Lucena, onde destruíam tudo que viam pela frente, não dando tranquilidade aos moradores sertanejos, e geralmente, rios de sangue ficavam escorrendo por onde os vingadores passavam. 

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franpelima@bol.com.br

Informação ao amigo leitor:

Nesse período, Lampião tinha no cangaço apenas o seu irmão Antônio Ferreira da Silva, porque o Livino Ferreira, seu irmão, tinha sido assassinado no ano de 1925. Mas com poucos dias destas bagunças, o Antônio foi morto acidentalmente por balas. Veja vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=nXXlE_76gZU&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

O Ezequiel Ferreira da Silva, irmão do capitão Lampião, só entrou para o cangaço, quando o Antônio foi morto, e foi neste mesmo ano de 1927. Quem causou a morte do Antônio acidentalmente, foi o cangaceiro Luiz Pedro, um dos cangaceiros da velha guarda de Lampião.

https://www.youtube.com/watch?v=nXXlE_76gZU&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Não contrario e nem tão pouco tenho  conhecimento para guerrear contra estes catedráticos, no que diz respeito à literatura lampiônica. Eu sou como um cão que fica esperando pelo resto de comida do prato de quem come.

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ELEGANTE, BONITA, BEM PRODUZIDA, PASTA EM UMA DAS MÃOS, MAS TÃO DESVALORIZADA!

 Por José Mendes Pereira

Do alto de um sótão observei o seu jeito que vinha caminhando pela rua despreocupada, de salto alto sempre procurando um jeito para colocá-lo sobre as pedras, talvez, temendo enganchá-lo entre uma pedra e outra. Elegante, bonita, bem produzida, pasta em uma das mãos, morena, os seus cabelos longos e lisos voavam através do vento que nascia no Norte e se dirigia para o Sul. Uma elegância perfeita, lustrosa, bem produzida, sem defeito. Que pena que é tão desvalorizada!

Não senti o cheiro do seu perfume devido à distância, mas sei que com aquela elegância toda, ela estava muito bem perfumada, muito cheirosa, e só podia ser uma secretária executiva de uma autoridade qualquer, quem sabe, de um prefeito municipal, de um esculápio que não era empregado do "SUS", de um advogado de fama, de um delegado, de um promotor de justiça ou de um homem que bate o martelo na mesa e sentencia um réu qualquer para pagar por detrás das grades o seu erro. Toda sua sabedoria estava enfiada em uma bolsa luxuosa segurada por uma das suas belas mãos.

Mesmo um pouco distante do sótão vi que o seu olhar era brilhoso, cheio de esperança, confiante no hoje que começa e no amanhã que há de vir. Sorriso nos lábios diante de todo o seu rosto. A alma fazia crer que aquele dia seria mais um belo espetáculo que iria apresentar para os seus assistentes apreciarem e julgarem o seu trabalho. Não é em um trapézio que ela apresenta o seu espetáculo, porque ela não é trapezista, nem tão pouco bailarina ou moça de circo, aquela que faz os espectadores admirarem o seu vai e vem nos instrumentos de espetáculos; nem pensar em ser uma assistente de autoridade qualquer, mas apresenta o seu espetáculo que instrue, informa e forma a todos aqueles que sentados a esperá-la entre quatro paredes.

Aos poucos ela foi sumindo, sumindo e não a vi mais. Nem de perto e nem ao longe. Ela caminhou para ocupar o seu ofício em qualquer lugar.

Fiquei pensando um bom tempo sobre aquela mulher que elegantemente passeava entre as ruas do meu bairro. Desci do sótão e perguntei a uma senhora que varria a sua calçada se a conhecia. E sem demora a resposta chegou:

- Eu a conheço muito! Ela é minha prima.

- Ela trabalha aqui por perto?

- Ela é professora de uma escola que funciona do outro lado deste quarteirão...

- Sabe me informar quanto ela ganha?

- Um pouco mais de ... Reais.

Não suportei. A minha mente desmoronou os meus neurônios como se o meu célebre tivesse sido banhado por uma porção de sangue vencido.

Tão elegante, tão bonita, bem produzida, pasta em uma das mãos, e dentro da pasta carregava o seu material de trabalho, mas tão desvalorizada!

O que faz o Congresso Nacional que deixa um professor ganhar um pouco mais de ... Reais?

Tanta elegância, tanto carinho pela educação, tanto esforço, tanto amor pelos seus discípulos, tanta esperança que um dia isso poderá mudar..., entra ano e sai ano, e a educação continua de mal a pior, triste, doente, na UTI das irresponsabilidades de quem governa um país tão rico e tão lindo...

Somente os professores continuam sonhando todos os dias que Deus dá, e insiste dizendo que vale a pena sonhar, mesmo sendo desvalorizados. A esperança na verdade é a última que morre, e não adianta abandoná-la.

Sou professor aposentado e vejo que todos aqueles que continuam no ofício, sonham que um dia virá o melhor, mas é muito impossível que isto venha acontecer.

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