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quarta-feira, 8 de abril de 2015

TIRE SUAS CONCLUSÕES

Por Clerisvaldo B. Chagas, 8 de abril de 2015 - Crônica Nº 1.404

“A Índia lançou neste domingo o seu primeiro submarino nuclear, o INS Arihand, tornando-se o sexto país do mundo a integrar este seleto clube.

Foto: reportagem GALILEU.

Pesando cerca de 6 mil toneladas e com capacidade de lançar mísseis contra alvos a uma distância de 700 quilômetros, o submarino foi apresentado pelo primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, em uma cerimônia no porto de Visakhapatnam, no sudeste do país.

A embarcação foi construída inteiramente na Índia, mas com ajuda da Rússia, e passará por testes nos próximos anos antes de ser utilizada em operações militares. Um segundo exemplar deve ser terminado em breve.

O repórter da BBC em Nova Déli Sanjoy Majumder disse que o lançamento do Arihant é um sinal claro da tentativa indiana de equilibrar a poderio militar da China, hoje potencia naval na região.

Para o repórter, o submarino agregará uma ‘terceira dimensão’ à capacidade defensiva indiana. Até agora, o país só era capaz de lançar mísseis balísticos no ar e na terra.

Com o anúncio, a Índia entra para o seleto clube dos países com capacidade de construir submarinos nucleares, formado por Estados Unidos, Rússia, França, Grã-Bretanha e China”.

(Resumo de reportagem BBC/versão).

“O Brasil possui duas amazônias. A primeira todo mundo conhece: 3,2 milhões de km² de floresta e biodiversidade. A outra, apesar de ocupar toda a porção leste do país, ainda é quase secreta. É a Amazônia Azul, como a Marinha convencionou chamar o território submerso na costa brasileira. A área tem 4,4 milhões de km² de água salgada, e importância econômica incrível — dali é retirado 90% de nosso petróleo e por ali passa 95% de nosso comércio exterior. Escondidos sob as ondas, somente 5 submarinos patrulham essa imensidão — é como patrulhar as fronteiras da floresta amazônica e deixar o miolo desprotegido. Com a descoberta do pré-sal, cuidar dessa área se fez mais urgente ainda.

Para isso, a Marinha traçou um plano de longuíssimo prazo: até 2047, o país terá 26 submarinos patrulhando sua costa. O primeiro passo foi no final de 2008, quando o governo brasileiro firmou um convênio com a França para a transferência da tecnologia do submarino Scorpène. O segundo foi em julho de 2011, com o início da fabricação das novas embarcações no estaleiro de Itaguaí, no Rio de Janeiro. A próxima geração de submarinos brasileiros deve chegar aos mares em 2017. Mais importante que isso, no entanto, são as mudanças que os engenheiros brasileiros planejam fazer no projeto francês. A ideia é realizar um transplante: sai o motor a diesel, entra um reator nuclear. Começando agora, a Marinha espera concluir a construção do primeiro submarino movido a propulsão nuclear em 2023.

Com isso, o Brasil entraria para o seleto clube dos países que dominam a tecnologia — China, Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia. Para se ter uma noção da importância estratégica desse veículo, esses 5 são justamente os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU”.

(Resumo de reportagem GALILEU, por Guilherme Rosa).
Tire suas conclusões.



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Foto de Oleone Coelho Fontes, Manoel Severo e José Bezerra Lima Irmão, por ocasião do último encontro do Cariri Cangaço.


Este encontro do grupo Cariri Cangaço foi um evento sem dúvida formidável. Na palestra de abertura, o professor José Romero de Araújo Cardoso narrou com riqueza de detalhes a chanada Guerra de Princesa, quando o coronel Zé Pereira deu de testa com o presidente (governador) da Paraíba, instituindo o Território Livre de Princesa. Outro momento da mais significativa importância neste encontro do Cariri Cangaço foi a visita ao povoado Patos de Irerê, onde o grupo foi recebido com foguetes, fanfarra e tiros de bacamarte. Nesta ocasião, além da visita ao casarão do Major Floro, o ponto culminante foi a palestra de João Antas, filho ilustre da terra, descendente das três principais famílias da região: Diniz, Florentino e Antas. Em sua fala, na Capela de São Sebastião, João Antas contou fatos históricos do legendário arrial de Patos de Irerê, antiga Patos da Baixa Verde, palco de algumas estripulias de Lampião, que ali foi hóspede durante meses do caboclo Marculino Diniz, filho do Coronel Marçal das Abóboras. Caboclo Marcolino e sua mulher, Xanduzinha, filha do Major Floro, foram imortalizados no famoso baião de Luiz Gonzaga intitulado "Xanduzinha", composição de Humberto Teixeira. João Antas falou também da participação do povoado Patos na Guerra de Prinxcesa. Espero ansioso o próximo encontro do Cariri Cangaço.

Fonte: facebook

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PRONTO! TRABALHO FINALIZADO! MARIA DE LAMPIÃO...!


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COMUTADA A PENA DE "VOLTA SECA"


O escritor e pesquisador do cangaço Dr. Archimedes Marques disse:



Boa postagem, caro amigo Raul Meneleu Mascarenhas. Volta Seca apesar de ter mentido muito nas suas entrevistas merece ser melhor estudado, quem sabe com um bom livro, bem pesquisado, pesando os prós e os contras e também que o autor dê a sua opinião sobre a verdade mais aproximada, ou seja, a verossímel.

O ex-cangaceiro Volta Seca

É uma pena que até agora nenhum pesquisador tenha tido acesso ao famigerado processo "arranjado" de Volta Seca, pois na verdade ele sendo menor de idade quando cometeu os crimes e quando foi preso, mesmo com as leis penais da época diferentes das atuais ele teria que ser internado em instituição de menores delinquentes, não ser condenado e ficado preso em penitenciaria como se tivesse praticado crime em maioridade. Aqui em Sergipe, por exemplo, segundo os mais antigos, tinha a chamada INVERNADA que era uma espécie de cadeia rural somente para menores delinquentes.

Fonte: facebook
Página: Raul Meneleu Mascarenhas

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UM POÇO REDONDO E CHEIO DE HISTÓRIA

Por Rangel Alves da Costa*

Nem sempre os mais velhos recordam, e por isso mesmo os mais jovens não têm obrigação alguma de conhecer. Mas seria bom que a juventude do tempo presente conhecesse um pouco mais do passado do seu lugar, sua história, suas raízes culturais, o seu povo.

Talvez nem os Souza nem os Cardoso de hoje, que foram as primeiras famílias na povoação de Nossa Senhora da Conceição de Poço Redondo, ainda no arruado do Poço de Cima, conheçam a importância histórica de sua linhagem na formação do município.

Do mesmo modo os Saturnino, os Francelino, os Feitosa, os Marques, os Félix, os Santana, os Costa, os Rodrigues, os Sá, os Nascimento, e tantas outras designações familiares, nem sempre são conhecidas nas suas raízes pelos mais jovens. Possuem a linhagem no sobrenome, porém não conhecem as raízes familiares tanto do pai como da mãe.

Um Cardoso de hoje talvez não saiba quem foi Manoel Cardoso de Souza, aquele que ao se instalar com uma pequena fábrica de descaroçar algodão no Poço de Cima permitiu o surgimento de moradias ao redor e um acanhado povoamento.

Acanhado porque o Poço de Cima nunca passou de apenas algumas moradias no entorno das matas e pastagens de criação. Como em época de estiagem os moradores desciam com seus rebanhos para dar água no Riacho Jacaré, um pouco mais abaixo, algumas moradias foram surgindo às suas margens.

Assim, primeiro surgiu o Poço de Cima, e mais abaixo o Poço de Baixo. Porém não havia poço algum, nem na parte de cima nem na de baixo, que justificasse tal nome. O que existia era um poço grande, redondo, aberto nas areias do Jacaré, servindo para matar a sede do pequeno rebanho.

O tal poço grande e redondo continuamente servindo àqueles que desciam com rebanhos do Poço de Cima para o Poço de Baixo, ou mesmo nas propriedades já existentes ao redor, acabou dando outro nome ao lugar: Poço Redondo.

Quando os criadores passavam com seus rebanhos e eram perguntados aonde iam dar de beber aos animais, logo respondiam que iam ao poço redondo. Desse modo, do poço arredondado cavado no leito do Jacaré é que surgiu o nome da futura povoação.


E um Poço Redondo de muito mais história do que imagina o seu filho de hoje. Cravado nas terras mais áridas do sertão sergipano, se estende tão longamente que vai dar nos limites da Bahia, em Serra Negra, bem como na divisa alagoana de Pão de Açúcar e outros municípios.


Virgulino Ferreira, o Capitão Lampião, tinha predileção pelo lugar e o visitava constantemente. Amigo de Teotônio Alves China, o China do Poço, passava dos limites diante da buchada de bode preparada por Dona Marieta. Um dia encontrou o Padre Arthur Passos na casa do bom amigo e quase a cruz desafia a espada. Acabaram dividindo a mesa e depois a cangaceirada foi assistir missa na igrejinha de Nossa Senhora da Conceição.

Não só Lampião gostava de Poço Redondo como a juventude de então parecia encantada com aqueles verdadeiros artistas das caatingas. E mais de duas dezenas de rapazes e mocinhas resolveram seguir os passos do Capitão. Adília, Sila, Cajazeira (Zé de Julião), sua esposa Enedina, Zabelê, dentre muitos outros. E foi ainda nas suas terras, na Gruta do Angico, que o bando foi chacinado a 28 de julho de 38.

O ex-cangaceiro Zé de Julião

Na sua caminhada missionária, um dia Antônio Conselheiro, acompanhado de um séquito de fanáticos, despontou nas veredas poço-redondenses e entre uma profecia e outra foi fincando os alicerces da igrejinha do Curralinho, bem no alto da povoação ribeirinha. E a igrejinha ainda está lá para contar sua história, ainda que ninguém queira ouvir. Uma pena que assim aconteça.

O sangue e o suor da escravidão ainda de triste memória nas terras do Bonsucesso, povoação ribeirinha do município. Ainda hoje se ouve, nos negrumes dolorosos das noites, a chibata lanhando o couro negro na juntada de pedra sobre pedra na construção da muralha ainda viva em resquícios ao fundo do casarão defronte ao rio.

Pela estrada do Curralinho João de Virgílio fazia seu percurso diário. Sempre descalço, com cigarro de palha no bico, todo santo dia, e sempre mais de uma vez, levava e trazia nas costas encomendas dos outros. Sacos, embrulhos e até caixão de defunto. Um dia foi encontrado sem vida no meio da estrada.

A cidade inteira se preparava para a festa de agosto, homenagem à padroeira. Seu João Fotógrafo armava seu tripé pelas calçadas para guardar sorrisos em preto e branco. Manezinho Tem-Tem aparecia com sua caixa de engraxate e deixava brilhando todo pé sertanejo. O parque era uma festa particular e após o entardecer, quando o alto falante ecoava O Milionário e a garotada corria a gastar sua moeda do dia.

Minha boca adoça ao recordar a cocada de Dona Quininha, Clotilde e Cecília de Duié. As duas especializadas no doce de coco, enquanto a última uma mão de fada na cocada de cabeça de frade. Já Dona Luizinha preparava pirulitos de mel e Baíta espalhava seu arroz doce pela cidade inteira. Reclamavam que era ralo, mas ninguém ficava em apenas um copo.
Assim Poço Redondo. Assim retalhos de sua história. E quem dera poder estender essa imensa colcha aos olhos da juventude. E dizer ainda que suas histórias também estão sendo costuradas. E não remendadas.

Poeta e cronista
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TENENTE JOÃO BEZERRA DA SILVA


Enviado pelo policial Adryanno Karllos Paiva Pereira

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Nazaré e a Gratidão ao Cariri Cangaço.

Por Cristina Amaral
Cristina Amaral e Manoel Severo em Patos de Irere

Caro Manoel Severo, Boa tarde ... Como está você? Penso que agora um pouco mais descansado, os dias foram de muitas emoções e isso apesar de bom, traz um pouco de expectativas. Mas agora imagino que seja tempo de ficar um pouco com a família, carregando as baterias para o próximo Cariri. Que desejo que seja tão produtivo e belo quanto este de Princesa. 

Irei parar de conversa e vou ao que me faz lhe escrever...Optei pelo e-mail por ser a melhor forma de expressar a minha gratidão a você e todos os organizadores do Cariri Cangaço. Você, idealizadores deste Evento foram muito felizes em imaginar algo como o Cariri Cangaço, um Evento de utilidade pública, e que tenho certeza que em breve se tomará ainda mais grandioso. 

Cristina Amaral recebe das mãos de Ângelo Osmiro o Diploma do Cariri Cangaço em solenidade em Nazaré do Pico

Foi a primeira vez que participei... Você não imagina o quanto a minha emoção estava a flor da pele, pois todas as palestras, as pessoas de forma direta e indiretamente me remetia a meu Querido Pai. Quero agradecer (muito) pela linda homenagem. No dia tomada pela emoção cometi o desatino de nem agradecer. Me perdoe! Agora me sinto um pouco responsável pelo Cariri Cangaço (rsrsrs), assim, como se fosse madrinha. Vou tentar ficar a altura da homenagem. (rsrsrsrs)

A visita de vocês à Nazaré foi algo maravilhoso, pois aconteceu no momento certo... Lá já existe forte expectativa por parte da população para a Cavalgada "CAMINHOS DA FORÇA VOLANTE: NO RASTRO DE LAMPIÃO,"  que acontecerá no DIA 02 DE MAIO. Então o que aconteceu juntou todo o anseio da Cavalgada com a visita de vocês... Você não imagina o quanto foi bom para a autoestima daquela gente. Parece que o povo começa a perceber de fato que Nazaré pode desenvolver-se a partir do turismo. 

No domingo já reunimos algumas pessoas e conversamos sobre ações que podem resolver a questão do lixo de Nazaré. Tiramos uma pessoa para agendar uma visita da Prefeita a Nazaré para que ela veja como anda a situação do lixo na vila. Isso é algo maravilhoso, e é fruto da iniciativa de vocês e também da nossa. Diante disto chego a conclusão que o Cariri Cangaço tem uma função muito importante que é de chegar em pequenas comunidades e mostrar para sua população seus potenciais históricos, culturais e turísticos. Vocês fizeram isso com Nazaré. E lhes agrademos por isso também. 

Geraldo Ferraz, Roberto Soares, Manoel Severo e Cristina Amaral no Cariri Cangaço em Nazaré do Pico.

Seria Maravilhoso se vocês conseguissem juntar um grupo para está conosco na Cavalgada, do dia 02 de maio, é um feriadão (dia do trabalhador), noite de lua cheia, o sertão esta chovendo, a natureza esta linda... Pense com carinho neste convite. Além de todas estas razões, existe uma razão maior para estarem lá; que é a de contribuir para o fortalecimento histórico, cultural e turístico de Nazaré do Pico. A gente precisa muito do apoio de vocês. No momento fico aqui na torcida para que vocês nos abrilhante com suas presenças. 

Saudações Nazarenas,
Cristina Amaral 
Filha do saudoso Nazareno, Tenente João Gomes de Lira 

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terça-feira, 7 de abril de 2015

Cariri Cangaço - Uma Saga de Corajosos

Por José Cícero
 

Próximo de completar uma década a invenção do Cariri Cangaço tem se configurado como um importante instrumento de promoção da  história e da cultura genuinamente  nordestina, ao passo que também apresenta para o resto do Brasil e para o mundo coisas interessantes que só existem por aqui, nos nossos sertões. 

Por isso mesmo, presta um imenso serviço à cultura e a história de uma região que, infelizmente, ainda hoje é vista de soslaio pelos chamados poderes do litoral,  acostumados demais às mesmices e invencionices dos enlatados alienígenas. 

Jose Cicero no Cariri Cangaço Princesa - Fazenda Jenipapo

De modo que, mostrar, resgatar, discutir e valorizar as autênticas riquezas dos nossos sertões tem sido a grande marca desta iniciativa pioneira, ousada e corajosa chamada CC que, malgrado a quase total ausência de suporte financeiro, tanto da iniciativa pública quanto privada, vem fazendo e promovendo a nossa história. Ao passo que já se consolida como um dos mais celebrados eventos  de cunho cultural e histórico de todo o Nordeste brasileiro. O que, diga-se de passagem, diante de todo este  cipoal de dificuldades  não é coisa pouca. Portanto, digno de rasgados elogios e de aplausos.

Diria que, algo bastante incomum para uma "instituição" sem fins lucrativos, formada por abnegados e desprendidos amantes e estudiosos da temática do cangaço, como de tudo o mais que  diga respeito à história lampiônica e sertaneja tais como Messianismo, religião, coronelismo dentre outras.

 
José Cicero, Manoel Severo e Sousa Neto

Como se percebe, uma  verdadeira saga cultural empreendida pelo otimismo de todos quantos se deixam ferroar literalmente pelo marimbondo dos sertões, assim como pela usança   do chapéu de couro quebrado e o surrado imborná de antigos jagunços e cangaceiros rasgando as caatingas do mundo. Eis aí os legítimos vaqueiros da história guiados(que são) por este grande timoneiro do bem, chamado Manoel Severo Barbosa. Um homem de pura exceção, cujo apego e a determinação  aos estudos relacionados aos sertões tem sido quase uma profissão de fé. 

Decerto, está aí a principal razão para o estrondoso sucesso  desta confraria de amigos e de irmãos  denominada de Cariri Cangaço. Parabéns a todos os seus integrantes, admiradores e conselheiros. 

Viva o Cariri Cangaço 2015, viva!

José Cícero Silva, poeta e escritor
Secretário de Cultura de Aurora
Conselheiro do Cariri Cangaço

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O TRAIDOR - CULPADO OU INOCENTE?


Cobra-d'água caiu em desgraça com Lampião no dia em que êle desconfiou que a policia o esperava de emboscada sempre que invadia uma Vila qualquer.

Descobriu que era Cobra D'água que estava lhe alcaguetando para os "macacos" e chamou-o às falas. 

Volta Seca

Volta Seca quis sangrar logo Cobra-D'água, mas Lampião arrogou-se o direito de fazer êle mesmo o serviço.

Mandou amarrá-lo no tronco de uma árvore e passou dois dias e duas noites cuspindo-lhe o rosto, cortando-lhe o corpo pedacinho por pedacinho, com o punhal de cabo de prata cravejado de pedras coloridas.

A cada golpe, a cada cusparada, dizia:

- Cobra D´água, Cabra traidor é pior que macaco das Volantes.

Obs: O texto acompanha a grafia utilizada a época.

Transcrito por: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte principal: Jornal do Brasil
Segunda fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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Nazarenos e a Festa de Encerramento do Cariri Cangaço Princesa 2015


A espetacular Vila de Nazaré do Pico, distrito de Floresta, no estado de Pernambuco foi a responsável pelo acolhimento do encerramento do Cariri Cangaço Princesa 2015. Depois das visitas à Fazenda Jenipapo e ao Poço do Negro, a Caravana  Cariri Cangaço aportava na mais famosa vila do sertão nordestino, quando se fala em cangaço; a terra dos Nazarenos. 

A capela de Nazaré do Pico ficou pequena para a acolhida de encerramento do Cariri Cangaço Princesa 2015. A chuva fina e o céu de um azul belíssimo das 17 horas pareciam reverenciar aquele momento histórico. "Nazaré vive um momento histórico, enfim estamos testemunhando um ato que começa a resgatar o histórico valor desse povo" fala Ângelo Osmiro; pesquisador e escritor, presidente do GECC. 

 Manoel Severo no encerramento do Cariri Cangaço em Nazaré do Pico
 
 Netinho Flor, anfitrião do Cariri Cangaço em Nazaré
Amanda Feitosa, secretária de educação e cultura de Floresta

A abertura do evento ficou a cargo do curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo que ressaltou a grande "emoção de estar pisando o solo sagrado de Nazaré" concluindo: "É nosso desejo que a partir de hoje possamos, juntos, de forma efetiva concretizar o sonho de termos aqui em Nazaré o Museu das Volantes, resgatando uma dívida histórica de todo o Brasil com esses homens que se notabilizaram pela coragem, valentia e defesa da honra do povo do sertão; aqui nos sentimos em casa, aqui sempre somos acolhidos com carinho e respeito e saibam que sempre poderão contar com o Cariri Cangaço".

Hildebrando Neto; Netinho Flor; um de nossos anfitriões revelou a satisfação da realização do Cariri Cangaço em Nazaré: "Grande Severo, nós ficamos extremamente felizes com a presença de vocês na nossa querida terrinha. Nazaré estará sempre de portas abertas para receber a família Cariri Cangaço, e tem mais: João Lucas não se cansa de olhar  o Título que recebeu, muito obrigado ao Cariri Cangaço de coração, contem conosco sempre"!

 Ulisses Ferraz e Aderbal Nogueira
 Angelo Osmiro e Cristina Amaral Lira
 Amanda Feitosa Goiana e João Lucas de Souza Ferraz Nogueira

Cristina Amaral Lira, filha de um dos mais destacados combatentes Nazarenos; tenente João Gomes de Lira, também disse da emoção do momento: "Não tenho palavras para dizer de minha imensa emoção, muito obrigado ao Cariri Cangaço por esse momento. Meu pai sem dúvidas, de onde estiver, esta muito feliz".

Ainda dentro da programação de encerramento o Conselho Curador do Cariri Cangaço outorgou Títulos de Amigo do Cariri Cangaço às personalidades locais, representando as famílias nazarenas: Ulisses Ferraz e Cristina Amaral Lira, e num momento mais que especial ao pequeno João Lucas de Souza Ferraz Nogueira, de apenas 4 anos;filho de Netinho Flor e Nanci, representando as novas gerações de Nazarenos. 

Julio Cesar Nogueira, Wescley Rodrigues, Sousa Neto, Rostand Medeiros e Manoel Severo
Caravana Cariri Cangaço e a Festa em Nazaré
 
 Pedro Barbosa, Manoel Severo e Rubelvan Lira
 Gilson Nazaré e Manoel Severo
Geraldo Ferraz, Roberto Soares, Manoel Severo e Cristina Amaral Lira
Amanda Feitosa Goiana e Manoel Severo

Ao final a Caravana Cariri Cangaço foi recepcionada com um autêntico "manjar sertanejo da gôta serena..." na residência de Netinho Flor e Nanci, com direito a "Umbuzada" e um Festival de Tapiocas que acabou fazendo do encerramento do Cariri Cangaço uma grande festa de alma verdadeiramente nordestina.

Cariri Cangaço Princesa 
21 de Março de 2015
Nazaré do Pico - Floresta, Pernambuco

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UM IRMÃO DE CORISCO... DIZ O JORNAL !


Fonte: facebook
Página: Corisco Dadá

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NO JUÀZEIRO DO PADRE CÍCERO – PARTE I


“...porque Lampião viera ao Juazeiro na boa fé dos tratados.”
GUSTAVO BARROSO
(“Almas de Lama e de Aço”)

LAMPIÃO e seus cabras chegaram ao Juàzeiro do Padre Cícero no dia 4 de Março de 1926, numa quinta-feira.

O portador da carta que lhe mandara o deputado federal Floro Bartolomeu da Costa, convidando-o a apresentar-se no quartel-general dos beatos e cangaceiros, então convertido em sede dos “patriotas” defensores da legalidade do governo Arthur Bernardes, foi um rábula, de nome José Ferreira de Menezes Longe.

Há uma outra versão: de que o padre Cícero, do próprio punho fizera idêntico convite ao bandoleiro, o que pusera Lampião desconfiado por não conhecer a caligrafia do padrinho. A intervenção do fazendeiro Né da Carnaúba, garantindo a autenticidade da carta, apagou a dúvida no espírito de Virgulino.

Outros afirmam que o padre não aprovou a iniciativa do doutor Floro Bartolomeu, mas opôs obstáculos, dominado que sempre foi pelo médico baiano.


Sonhava o padre recuperar Lampião, como fizera, antes, com Sinhô Pereira e Luiz Padre. Dizem que chegaram mesmo, de uma feita, a escrever cartas aos coronéis Ângelo da Gia, de Floresta, e João Novais, do Navio, pedindo-lhes que cedessem em suas fazendas um trato de terra para Lampião cultivar.

Sinhô Pereira e Luiz Padre

Há quem afirme, também, que ao deixar o Juàzeiro, nessa viagem de 1926, Virgulino levava no bolso uma carta do reverendo a um amigo do Maranhão ou Goiais, fazendeiro poderoso, na qual pedia que o acolhesse e o encaminhasse ao trabalho do campo.

Mas ainda: Que Lampião só atacara Mossoró, após sua permanência no Juàzeiro, porque soubera que o governo do Ceará não mais estava disposto a permitir sua entrada no vale do Cariri, sob qualquer pretexto, atitude essa que teria sido aprovada pelo próprio taumaturgo. Tal proibição calara fundo na alma de Virgulino, a quem se atribui esta reação:

- Então não querem nem que eu vejo mais o meu padrinho? Pois bem: eu nunca fui bandido, mas de agora em diante é que eu vou ser! – e arrasou o Rio Grande do Norte, para começo de conversa.

Quando chegou ao Juàzeiro, em 26, já havia desaparecido a maioria dos grandes nomes do cangaço e do fanatismo dos primeiros tempos da cidade: os beatos da Cruz, Romualdo, Vicente, Ricardo, Elias e os valentes Mané Côco, Zé Pedro, Mané Chiquinho, Antônio Calangro, Pedro Pilé, Antônio Vaqueiro, Zé Pinheiro, Quintino e Canuto Reis.

CONTINUA...

Fonte: Lampião
Autor: Nertan Macêdo
Ano de publicação: 1970

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