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terça-feira, 8 de março de 2016

CANTOS SERTANEJOS DE LUTA E DE FÉ

Por Rangel Alves da Costa*

O sertanejo é um povo cantador por excelência. Em tudo há uma motivação para cantar. Tempo de alegria ou de tristeza, instante de devoção ou de labuta, na ocasião das saudades e reencontros, sempre surgindo um mote para ecoar sua vez pelas paisagens ensolaradas ou de lua maior.

Não só nos momentos de satisfação deve-se soltar a voz, já dizia a solitária senhora. E outra chegava ajuntando que é no sofrimento, naqueles instantes de maior angústia, que as dores tantas devem ser transformadas em canto. E assim porque a coisa ruim sempre espera que a pessoa vá definhando em prantos e entristecimentos, mas se sente que nem o sofrimento silencia a “cantiga de espantação”, então o mal se sente “mangado” e vai embora.

Daí que mesmo o sofrimento e as aflições pelas secas que se alastram, pela coivara viva na terra tostada de sol, pelos bichos berrando famintos e as ossadas se juntando os tufos de matos sem vida, não são suficientes para afastar a vocação musical do povo das terras matutas. E em tudo e por todo lugar o aboio, a toada, a ladainha, a reza de encomendação das almas, o canto das lavadeiras, a cantiga de estender roupa em varal, a velha canção relembrada enquanto varre a casa e faz a comida.

Mas muito mais, pois o sertão e o sertanejo possuem um cancioneiro tão rico como sua história, sua cultura e suas tradições. Canção de ninar pequenino, cantiga de tanger bicho de vaqueirama, louvor pelas graças da vida, preces pelo afastamento dos males, cantigas de lua e de sol, vozes tão saborosas quanto o cheiro do café torrado em pilão e cuscuz de milho ralado em quintal. Vozes que ecoam das igrejas, dos quintais, das malhadas, dos currais, das beiradas de tanque, das casas com portas e janelas fechadas.

Ao pé do balcão, entremeando-se os causos com relepadas de pinga, aquele que lida com mato e bicho, não demora muito para soltar a voz num aboio dolente e amargurado: “Ê, ê, ê, gado ô, eiá...Vaqueiro que fui pelo mundo/ Atrás da bicharada perdida/ Galopei a vida num segundo/ Sem pensar em despedida/ Mas hoje já velho e cansado/ Sem quem me ouça aboiar/ Sou cavalo atrofiado/ Sem poder mais galopar/ É com o coração despedaçado/ Que me despeço do cantar/ Só pedindo ao meu Senhor/ Para o sertão nunca calar/ O verso matuto aboiador/ ê, ê, ê, gado ô, eiá...”.


Nas beiradas de riacho de antigamente, mas também hoje em dia de vez em quando, as mulheres se reunindo ao amanhecer para os afazeres de fateira, de lavadeira, de limpadora de couro cru, e no vai e vem do ofício, enquanto molham e sacodem, enxaguam e batem, soltam as vozes em cantigas passadas de geração a geração, ecoando assim: “Acordo sem jardim para aguar/ Levanto cedo para lavar/ Pela estrada vou caminhar/ É meu destino ensaboar/ É minha sina roupa limpar/ Mas essa roupa é minha não/ É da riqueza, é do patrão/ A minha roupa não lavo não, pois tá no corpo e não sai não...”.

Mesmo a morte de parentes ou amigos não silencia os sertanejos, pois os velórios se transformam em ocasiões para, através das incelenças, fazer a devida encomendação das almas. Durante as despedidas, as lágrimas e os lamentos, são misturados às vozes sofridas que ecoam: “Uma incelença que nossa Senhora deu a nosso Sinhô/ Essa incelença é de grande valô/ Já é uma hora, os anjos vinhero te vê/ E ele vai, e ele vai, e ele vai também com você./ Duas incelença que nossa Senhora deu a nosso Sinhô...”.

Os cantos religiosos estão enraizados na vida povo sertanejo. De fervorosa religiosidade, adeptos de missas, batizados, procissões e tudo que expresse e fortaleça a fé, os seus cantos de igrejas e caminhos soam com plangência verdadeiramente santa. São cantos tão antigos e costumeiros na boca das beatas, “das passarinhas” e dos coros, que parecem não saindo de vozes, mas nascidos dos recantos mais vivos da alma. E quanta singeleza ao ouvir: “Ó, Minha Senhora e também minha mãe/ Eu me ofereço, inteiramente todo a vós/ E em prova da minha devoção/ Eu hoje vos dou meu coração/ Consagro a vós meus olhos, meus ouvidos, minha boca/ Tudo o que sou, desejo que a vós pertença/ Incomparável mãe, guardai-me e defendei-me/ Como filho e propriedade vossa, Amém/ Como filho e propriedade vossa, Amém...”. Na Consagração a Nossa Senhora, igualmente a consagração de um povo que faz de sua fé e religiosidade a graça maior do viver.

Mas até mesmo no dia a dia, nas horas distantes dos tantos ofícios e sacrifícios, a gente sertaneja vai sempre procurando uma canção que surge quase sempre inesperada. E por isso mesmo de vez em quando se ouve de alguma janela: “Se eu soubesse que chorando empato a sua viagem/ Meus olhos era dois rios que não lhe davam passagem...”. E na memória, quase chorando de saudade, como se ainda ouvisse as meninas brincando de roda: “Se essa rua se essa rua fosse minha/ Eu mandava eu mandava ladrilhar/ Com pedrinhas com pedrinhas de brilhante/ Para o meu para o meu amor passar...”.

Poeta e cronista
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ASPECTO DA CIDADE DE UAUÁ NA BAHIA NO ANO DE 1931.


Próspera cidade baiana que abrigou grandes quantidades de fugitivos, pessoas que abandonaram suas casas em pequenas vilas e fazendas próximas em busca de segurança por temer a aproximação de Lampião e seus comandados.


Na região corria o boato que Lampião havia jurado invadir a cidade nem que para isso fosse preciso deixar sua cabeça. O que só aumentava o pânico e o medo da população temerosa.

Nas quebradas do Sertão...

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior
Grupo: O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?fref=ts

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MORADORA DE FLORESTA-PE COM 104 ANOS REVELA SEGREDO DA LONGEVIDADE NO SERTÃO

Por Danilo David Carvalho

É numa casa de taipa no interior de Pernambuco, no Sertão nordestino brasileiro, que vive Maria Francisca da Conceição, de 104 anos. Desde que nasceu, em 1910, no município de Floresta, a 433 km da capital pernambucana, ela sobrevive à seca e ao calor característicos da região. As mãos calejadas e a pele enrugada revelam o sofrimento que esta mulher passou para plantar e colher os frutos de uma pequena fazenda.

Sobrinha de segundo grau de Lampião, Maria foi acostumada a comer cheléu assado com rapadura durante longas secas. "O segredo da vida é comer macambira e cheléu [xiquexique]. Hoje em dia as pessoas comem veneno [agrotóxicos]. Antigamente as roças não eram feitas como agora", lamenta. A macambira e o xiquexique são plantas típicas do Sertão. Maria batalhou bastante para conseguir criar os filhos e conta que seu maior medo é mordida de cobra e cachorro. "Eu passei muita fome no passado. Mesmo assim, tive 10 filhos, e criei nove, porque um deles já nasceu morto". Com simplicidade, ela não se envergonha de dizer que faz as necessidades fisiológicas no "mato".

Católica devota de Nossa Senhora, os momentos de diversão desta mulher centenária sempre foram a dança chamada por ela de "samba", mas que na verdade era o conhecido forró de Luiz Gonzaga. Mesmo com a idade avançada, até hoje ela conta não ter nenhum problema grave de saúde. O mais curioso é que ela já fuma cachimbo há cerca de 50 anos. Segundo ela, não tem grandes sonhos na vida, mas quer a felicidade e sucesso dos filhos.

A nora de Dona Maria, Celina Antônia de Barros, 51 anos, e o neto dela, Edmilson Severiano, 22, são quem cuidam da casa e colaboram com o sustento. Celina lamenta não poder fazer plantações devido à seca que atinge a região nos últimos anos. Segundo ela, a caixa d'água de plástico instalada ao lado da residência foi essencial para este momento de estiagem. "O carro pipa abastece a caixa e dá pra gente beber durante um bom tempo", explica Celina.


SECA - Os reservatórios do Sertão e Agreste pernambucano podem ficar sob ameaça de crise caso não chova nos primeiros meses de 2015. A possibilidade de colapso nas cidades sertanejas e do Agreste vem colocando a população em grande racionamento há pelo menos três anos. De acordo com monitoramento feito pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), no Agreste, há 21% de acumulação em relação à capacidade máxima. Já no Sertão, o nível cai para apenas 6%. Na Região Metropolitana do Recife (RMR) e Zona da Mata a situação é mais tranquila, pois o índice é de 59%.

EMERGÊNCIA - Por causa da estiagem, 54 cidades pernambucanas decretaram situação de emergência e foram reconhecidas em âmbito federal no último mês de outubro. Serra Talhada, Floresta, Tacaratu e Ibimirim, no Sertão do Estado, são algumas das mais afetadas.(NE 10).

Fonte: facebook
Página: Danilo David Carvalho
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ALTO DO LEITÃO

Por Cangaceiros Cariri

ALTO DO LEITÃO: "Monumento dos Fuzilados do Leitão em Barbalha; o famoso Alto do Leitão. Ali, há poucos quilômetros do centro de uma das mais acolhedoras cidades do cariri, "à beira da Estrada Real" que ligava Barbalha a Crato, aconteceu a covarde chacina do grupo do cangaceiro Lua Branca, último dos irmãos Marcelinos, pelo Sargento José Antônio da polícia do Ceará.



O Massacre do Alto do Leitão foi sem dúvidas um dos mais marcantes episódios do cangaço na região do Cariri. No dia 05 de janeiro de 1928 o último dos irmãos Marcelinos; nesta época seus dois irmãos: Bom de Veras e João 22 já haviam sido eliminados; conhecido por Lua Branca, seria barbaramente assassinado pelo grupo do sargento José Antônio, quando supostamente eram transferidos pela "Estrada da Feira", de Barbalha para cadeia do Crato e dali para Fortaleza. "
veja completo em:



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EQUÍVOCO CORRIGIDO DA DATA DE NASCIMENTO DE MARIA BONITA



Infelizmente, MARIA BONITA NÃO NASCEU NO DIA 08 DE MARÇO como querem algumas pessoas. A data correta do nascimento é 17 DE JANEIRO DE 1910.

Cortesia pesquisador, Voldi Nogueira

Acima, posto a CERTIDÃO DE BATISMO dela, numa pesquisa do estudioso Voldi Nogueira que vai se transformar em livro.

O primeiro, à esquerda, Antonio Amaury Correia. No meio, Frederico Pernambucano de Melo. À Direita é o escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima.

O Dr. Amaury (escreveu uns 15 livros sobre o cangaço, concorda com tal observação); além de João De Sousa Lima de Sousa Lima e outros.

Fonte: facebook
Página:  Voltaseca Volta

Link: https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?fref=ts

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LIVRO: OS FATOS E PERSONAGENS DE FLORESTA. LANÇAMENTO NO CARIRI CANGAÇO FLORESTA DIA 26 /05/2016.

Por Marcos De Carmelita Carmelita e Cristiano Ferraz

Quando tivemos a ideia de escrever um livro sobre um tema tão complexo e polêmico como é o cangaço, sabíamos o que iríamos enfrentar pela frente. Não foi fácil chegar aonde chegamos e conseguir descobrir tantos segredos guardados a sete chaves. Fotografias sonhadas por muitos pesquisadores. 

Frederico Pernambucano de Melo

É parceiro, o nosso trabalho começa a ser reconhecido. Uma pesquisa séria e comprometida com a verdade dos fatos e que foi aprovada por mestres como Frederico Pernambucano, Leonardo Gominho, João de Sousa Lima e Manoel Severo. 

Visita do Cariri Cangaço a Floresta: Denis Carvalho, Leonardo Gominho, Marcos de Carmelita, João de Sousa Lima, Cristiano Ferraz e Manoel Severo

É gratificante poder trazer ao conhecimento do público, tanta informação que estava guardada, intocável. Jamais escreveríamos um livro repetitivo ou copiado, como se vê muito no mundo do cangaço. É por isso que às vezes, sou um pouco rude com alguns, quando postam comentários dizendo que são possuidores e escritores de livros completos. Completo só nosso senhor Jesus Cristo. 

A nossa intenção não é atingir nenhum outro autor. Mas é preciso às vezes ser autêntico, sertanejo, florestano. E dizer em alto tom: "respeita Januário seu coisa". Como disse o nosso padrinho Frederico Pernambucano e o apresentador João de Sousa Lima, tinha que ser gente da terra para descobrir esses segredos. 

Um abraço a todos. 
Fiquem com Deus. 
As cruzes do Cangaço - Os fatos e personagens de Floresta. Lançamento no Cariri Cangaço Floresta dia 26 /05/2016.

COMPLEMENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES... ALGUNS ASSUNTOS ABORDADOS NO LIVRO:


Túmulos no cemitério São Miguel em Floresta, onde foram enterrados o Capitão e o Tenente, mortos no tiroteio dentro do Batalhão da cidade ocorrido em 1930. 


Uma notícia boa. O livro As Cruzes do Cangaço - Os fatos e personagens de Floresta está concluído. 

Eu e Cristiano temos o prazer de revelar de antemão a quantidade de páginas de algumas histórias escritas. Tiroteio das Caraíbas (20 pág. ), Chacina da Tapera (50 pág.), Lampião é baleado no Tigre (14), O fogo da Favela (08), A morte de Garapu e dos cangaceiros Zé Marinheiro e Sabiá (13), Tiroteio e mortes no Batalhão (03), O sequestro de Macário e as mortes de Aureliano Sabino e Pedro Juremeira (17), Moreno na Varjota (43). Além de mais de 120 fotos inéditas: Tapera dos Gilos (54) e por aí vai. (Marcos de Carmelita.)

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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DIA INTERNACIONAL DA MULHER - LEILA DINIZ, NO PAPEL DA CANGACEIRA DADÁ…

Por Luiz Serra

…Leila Diniz ao interpretar a figura da cangaceira Dadá (Sérgia Ribeiro) … mulher de Corisco (Cristino Gomes) . Este ao ser ferido nos braços, pensou em se entregar às volantes de jagunços “oficiais”…


No entanto, Dadá assumiu o fuzil Mauser, e a liderança do bando, e manteve o fogo contra duas volantes em lugares distantes cerca de 40 léguas…

Ao decidirem fugir do sertão imenso, vestidos de romeiros, foram traídos por um dos cangaceiros que fugira… e a volante do sargento Zé Rufino os alcançou já na travessia do São Francisco…. A morte de Corisco decretou o fim do fenômeno real do Cangaço sertanejo.... No entanto novos cangaceiros com muito menos pejo cultural infernizariam o Brasil... muitos de gravata e sem fuzil...

O bornal com o tesouro de Corisco foi subtraído pela volante… O tenente virou “próspero” fazendeiro em Jeremoabo, Bahia…

Velório da ex-cangaceira Dadá

... A guerreira Dadá morreu na Bahia aos 80 anos... Leila Diniz faleceu na queda de um avião comercial na Índia, em 1972...

...Filme: Corisco, o Diabo Loiro, 1969...

Fonte: facebook
Página: Luiz Serra - https://www.facebook.com/luiz.serra.14?fref=nf

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QUE VENHA FLORESTA !!!


QUE VENHA FLORESTA !!!

Presenças marcantes de Marcos De Carmelita; Lili Neli; Feitosa Lailson e José Tavares De Araújo Neto !!!
Cariri Cangaço Floresta 2016

26 a 28 maio... Floresta e Nazaré do Pico

Fonte: facebook
Página: Marcos de Carmelita
Grupo: Cangaceiros Cariri

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segunda-feira, 7 de março de 2016

COITADA DA MÃE JOANA

Por Rangel Alves da Costa*

Casa que não se impõe, sem ordem, sem regra, aonde qualquer um chega e faz o que quer e depois retorna para fazer muito mais, não possui denominação senão como casa da Mãe Joana. Por que Joana? Relatam de uma nobre que perdeu o poder e as regalias e foi viver da exploração dos prazeres sexuais num bordel adquirido. A mulher era tão generosa no atendimento e sortimento a clientes que passou a ser tida como verdadeira mãe, a Mãe Joana do castelo das delícias. Mas bondade sem regra foi tornando o lugar uma verdadeira baderna. E talvez um dia a própria cafetina tenha sido expulsa de lá aos pontapés.

A síntese histórica do termo não é muito diferente do acima relatado. A verdade é que daí em diante a expressão casa da Mãe Joana passou a simbolizar muito mais. Não só bordel de entrada e saída, não só lugar permissivo e sem qualquer regramento ético ou moral, mas também toda ambientação aonde qualquer pessoa chegue e sinta que ali pode tirar o máximo proveito, fazendo e desfazendo, metendo a mão e surrupiando, exercendo a indigna arte da ilimitada esperteza.

Alastrando-se o termo, tomando outros contornos perante os novos costumes sociais, o lar da bondosa mãe passou a também qualificar o imprestável em todas as esferas da vida política, administrativa, social e até privada. Não raro se ouve dizer que um órgão público se tornou em verdadeira casa da Mãe Joana, que um governante age como se o poder conferido o permitisse agir como se estivesse na casa da mãe mais que generosa. Muita gente usa o termo apenas para mostrar como se avultam as safadezas, espertezas e ilegalidades, nos gabinetes e chefias dos poderes constituídos. E não se distanciam da verdade.

Se secularmente representou a esbórnia, a safadeza, a imoralidade, a tolerância, tudo que fosse desprovido de seriedade e decência, foi acrescida de denominações como corrupção, fraude, improbidade. Continua comparada a um bordel chinfrim, a uma casa de ninguém e de todo mundo, que é usada e depois cuspida, mas foi ganhando tamanha abrangência que atualmente a casa da Mãe Joana pode ser avistada em lugares jamais imaginados, antes insuspeitos e até divinizados pela representatividade.


Nasceu significando prostíbulo, bordel, casa de coisas fáceis, para aos poucos ir se tornando em lugar de proveito de qualquer um que tenha a chave de sua porta. Contudo, pensando bem, o termo em apreço é tão instigante que logo se estende em variadas considerações. Observando as características de uma casa assim, onde se tem desregramento, imoralidade, corrupção, devassidão, facilidades de toda ordem e aproveitamentos a todo custo, logo vem à memória prédios e edifícios, palácios e palacetes, rampas e gabinetes. E tudo numa casa imensa chamada Brasília.

A capital federal não tem culpa alguma na transformação que lhe foi imposta ao longo dos anos. Surgiu para acomodar os poderes da nação, para centralizar a administração do país, para a gestação das leis e a observância destas. Tudo na conformidade daquilo que uma nação grandiosa requeria. E ali estabelecidas as três esferas centrais de poder: executivo, judiciário e legislativo. Mas também uma casa imensa, nem sempre visível aos que no planalto chegam, mas que a imprensa vem mostrando todos os dias o seu retrato: a Casa da Imoralidade.

Casa da imoralidade que também poderia ser casa da safadeza, da corrupção, da desfaçatez, da improbidade, da ladroíce, da esperteza, do descaramento, da depravação e de tudo o que for de mais imprestável na vida pública, administrativa, governamental, envolvendo grande parte daqueles que são responsáveis pelos destinos da nação e que agem - ou agiam - sob aparências revestidas de moralidade. Perto dessa casa, a casa da Mãe Joana se afeiçoa mais a um convento, a um refúgio de pudor e castidade.

Perto da casa Brasília, coitada da casa da Mãe Joana. Naquela a depravação é tão grande que a imundície se esconde nos tapetes, passeia pelo ar, zanza nos escondidos. Em Brasília, não há mais um só local onde o visitante não se veja diante do espantoso, de desavergonhamentos traduzidos em expressões como Mensalão, Petrolão, Zelotes, Lava Jato e muito mais. Tudo num encadeamento tamanho que parece não haver nenhum agente público que não esteja envolvido em algum tipo de imoralidade ou falcatrua. Nem a presidente atual nem o ex-presidente Lula ficaram de fora das acusações de serem cabeças de maquinações escabrosas.

Depois de ser preso e resolver contar tudo, o senador e ex-líder de governo Delcídio do Amaral escancarou parte da podridão da casa Brasília: influências para proteger e evitar punição de empreiteiros encarcerados, interferências no judiciário para salvar a pele de criminosos, pagamento pelo silêncio de delatores, conivência com atos de corrupção, oferecimento de subornos, manipulação para o encobrimento de graves acusações. Tudo envolvendo milhões, pessoas influentes e instituições basilares da República.

O mais espantoso é que através de ações comandadas pelo ex e a atual mandatária da nação, segundo Delcídio, ex-defensor e homem de confiança do governo, pois seu líder no senado. E se disse, é porque muito sabe. Se comprovado, é porque o fim do mundo já começou a acontecer em algum lugar. Na casa chamada Brasília. Diante desta, mísera é a casa da Mãe Joana.

Poeta e cronista
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ALGUMAS CARTAS ORIGINAIS DE LAMPIÃO E A SUA CARTUCHEIRA DE OMBRO.


ALGUMAS CARTAS ORIGINAIS DE LAMPIÃO E A SUA CARTUCHEIRA DE OMBRO. 

Jaime de Altavila (Diretor do IHGAL - Instituto Histórico de Alagoas).

Fonte da matéria (?)

Facebook

Página: Voltaseca Volta

 https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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O PERCURSO DAS CABEÇAS DOS CANGACEIROS..!

Foto: Clerisvaldo B. Chagas.

O PERCURSO DAS CABEÇAS DOS CANGACEIROS...!

Após a morte de Lampião e mais 10 cangaceiros na Grota do Angico-SE, em 28-07-1938, as cabeças dos mesmos foram expostas, inicialmente, na escadaria da prefeitura da cidade de Piranhas-AL, em seguida, o cortejo fúnebre/cabeças saiu com destino à cidade de Maceió, onde uma multidão o esperava… E, foi assim, em todos os locais por onde as mesmas passaram.

Acima, temos UMA FOTO de um centro de uma cidade, em que as CABEÇAS passaram por lá...

Indaga-se. QUE CIDADE FOI ESSA?

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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LAMPIÃO - EXPOSIÇÃO SOBRE O CANGAÇO EM SÃO PAULO

https://www.youtube.com/watch?v=-tm_qAqIkJE

LAMPIÃO - EXPOSIÇÃO SOBRE O CANGAÇO EM SÃO PAULO

Enviado em 25 de maio de 2008 (Youtube)

Exposição sobre o Cangaço feita em São Paulo por Expedita Ferreira e Vera Ferreira (filha e neta de Lampião e Maria Bonita, respectivamente), relembrando os 70 anos da morte de Lampião. 

A exposição contém raras fotos e um vídeo (feitos por Benjamin Abraão; jornalista e secretário de Padre Cícero) de 16 minutos mostrando o cotidiano do bando.


Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta
Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste

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AGRADECIMENTO A UMA AMIGA

Elane Marques e Archimedes Marques

Quero expressar a minha tristeza ao receber essa péssima notícia do falecimento da amiga Gila.

Tínhamos um plano para recebê-la aqui em Aracaju em abril ou maio num evento que por certo alegraria a sua caminhada terrena.

Do projeto que sem a sua parcela de contribuição não teria o mesmo brilho, só tenho a agradecer querida amiga Gila. Agradeci em vida e agora agradeço no início dessa sua nova caminhada, na sua nova vida pós vida. 

https://www.youtube.com/watch?v=lDe6IraE3bE

Sei da sua imensa satisfação com esse nosso projeto, por isso tenho certeza que no dia certo você também estará conosco, em meio aos seus amigos que aqui também estarão.

A vida é assim. Temos planos que são desfeitos, interrompidos em presença física, mas que, entretanto, não podem ser desfeitos nem interrompidos em presença espiritual.

Fique em paz amiga Gila e que a paz conforte os seus familiares, pois decerto você estará em um bom lugar.

Elane Marques. 07/03/2016

Fonte: facebook
Grupo: O Cangaço
Link: https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?fref=ts

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LOCAL ONDE FOI ENTERRADO ANTONIO FERREIRA DA SILVA IRMÃO DE LAMPIÃO

Por Marcos De Carmelita Carmelita

Fazenda Poço do Ferro do Coronel Anjo da Jia entre Floresta e Ibimirim. Nesse local foi enterrado Antônio Ferreira, irmão de Lampião, vítima de um disparo acidental do companheiro Luiz Pedro. No dia 28/05, estaremos visitando a propriedade e conhecendo a sua história. 

Já entrei em contato com uma bisneta de Anjo da Jia e está confirmado. 

Cariri Cangaço - Floresta, 26/27/28 de maio e lançamento do livro As Cruzes do Cangaço - Os fatos e personagens de Floresta no dia 26. 

Na fotografia, uma visita ao local na companhia do escritor João de Sousa Lima, Leide, neta da cangaceira Aristéia e minha esposa Silvânia, além do amigo Josué que fez a foto.

Fonte: facebook
Página: Marcos De Carmelita Carmelita
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1664322960495703&set=a.1416729091921759.1073741825.100007540442582&type=3&theater

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VISITA DOS ESCRITORES GRACILIANO RAMOS E JOSÉ LINS DO REGO AO CANGACEIRO ANTONIO SILVINO.

Por Volta Seca

O “Jornal de Alagoas”, de Maceió, em 18 de setembro de 1938, publicou a seguinte crônica do notável escritor Graciliano Ramos, escrita depois de uma visita a Antonio Silvino na Casa de Detenção/ Recife-PE, em companhia do também escritor, José Lins do Rego:


“O automóvel deixou a cidade, atravessou arrabaldes de pequena importância, rodou aos solavancos numa estrada que marginam casas decrépitas, miúdas e descascadas. Moleques de cabelos de fogo, tranqüilidade, silêncio, tudo morno e brasileiro.


A agitação e o cosmopolitismo ficaram atrás sumiram-se na poeirada; agora parece que as coisas em redor se imobilizaram. O carro que nos transporta avança rápido, inutilmente. Há meia hora, tínhamos pressa contagiosa, mas isto desapareceu. Seria melhor subirmos a cavalo essa ladeira empinada e cheia de buracos, onde as rodas se enterram. Com dificuldade, lá nos vamos sacolejando, dobramos um cotovelo, entramos numa rua esquisita, a máquina cansada geme e pára.

Desço, bocejando. Para bem dizer, não sinto curiosidade. Cheguei até ali porque tive preguiça de resistir e porque me era agradável a companhia de dois amigos. Conversando com eles teria ido a um museu ou a qualquer outro lugar. O homem que desejam ver gastou anos correndo os sertões do Nordeste, numa horrível existência fecunda em histórias que povoaram a infância, com certeza enfeitadas pela imaginação dos cantadores. Depois uma emboscada e o cárcere provavelmente o desmantelaram. Talvez as marchas, as lutas, a fome, a sede, a fuga constante e as fadigas das travessias não o tenham abalado; mas a bóia da cadeia, as grades, a esteira suja na pedra, os mesmos gestos repetidos, as mesmas palavras largadas em horas certas, infinitas misérias e porcarias, inutilizaram o velho herói de encruzilhadas.

É quase certo irmos encontrar um indivíduo sombrio e cabisbaixo, embrutecido pela desgraça, indiferente às façanhas antigas, hoje atenuadas, esparsas. Está ali perto um fantasma triste e desmemoriado, mostrando vagos sinais de vida em movimentos de autômato. Penso assim, olhando o pátio duma habitação coletiva. Alguém foi anunciar a nossa visita. E, enquanto espero, vejo com desgosto à entrada uma enorme criatura que se achata, se derrama, gorda, paralítica, medonha. Essa figura monstruosa perturba-me, fixa-me a idéia de que ali vive outro ser doente, com deformações invisíveis, piores que as que agora me surgem. Desejo não ser recebido, receio tornar a ver um daqueles rostos pavorosos que há tempo me cercavam.

Recebem-nos. Dois minutos de espera. E estamos na presença de ANTONIO SILVINO, um velho que me desnorteia, afugenta a imagem que eu havia criado, tipo convencional, símbolo idiota, caboclo ou mulato que, medido por um dos médicos encarregados de provar que os infelizes são degenerados, servisse bem: testa diminuta, dentes acavalados, cabelo pixaim, olhos parados e sem brilho, enfim um desses pobres-diabos que morrem no eito e não fazem grande falta, agüentam facão de soldado nas feiras das vilas e não se queixam.

Enganei-me, estupidamente. ANTONIO SILVINO é um homem branco. Seria mais razoável que fosse um representante das raças inferiores, que, no Nordeste e em outros lugares, constituem a maioria da classe inferior. Mas é um branco, e se for examinado convenientemente, não dá para bandido. Não dá e não quer ser bandido. Por isso malquistou-se com alguns repórteres desastrados que o ofenderam.

Conosco é amável em demasia. A hospitalidade sertaneja revela-se em apertos de mãos, em abraços, num largo sorriso que lhe mostra dentes claros e sãos. Esse pé de mandacaru, transplantado para um subúrbio remoto do Rio, deita raízes na pedra do morro e esconde cuidadosamente seus espinhos. Antes de refletir, aperto a garra poderosa.
Antigamente, essa aproximação teria sido impossível: fui como outros, um sujeito muito besta e convencido de não sei que superioridade. Felizmente esqueci isso. Dou razão a Antonio Silvino, que não quer ser bandido, não porque os bandidos sejam muito piores que os outros homens, mas porque a palavra “odioso” se tornou um estigma.

Um dos meus companheiros é o escritor José Lins do Rego, que em menino conheceu o sertanejo temível no engenho do coronel José Paulino, hoje famoso por ter figurado em vários romances notáveis. José Lins em poucas palavras reata o conhecimento antigo, e Antonio Silvino logo se torna íntimo dele, conta histórias de cangaço, brigas, visitas que faz a outros personagens de romances.


Ultimamente, ao sair da prisão, parece que andou nas terras do velho Trombone e, com sisudez e prudência, espalhou conselhos úteis que resolveram certas dificuldades de família.

Conversando, narrando as suas aventuras numa linguagem pitoresca, ri alto, mexe-se, os olhos miúdos atiçam-se, uma bela cor de saúde tinge-lhe o rosto enérgico, vincado pelo sofrimento. Apesar das rugas, tem uma vivacidade de rapaz: um tiro no pulmão e vinte anos de cadeia não demoliram essa organização vigorosa. Os cabelos estão inteiramente brancos, mas a espinha não se curva, a voz não hesita. É o mais robusto dos que se acham na sala acanhada, em torno duma pequena mesa. Lembro-me dos seus antigos subordinados, viventes mesquinhos que ele submetia a uma disciplina rude.

Nas visitas ao velho José Paulino, ficavam no alpendre, encolhidos, silenciosos como colegiais tímidos, enquanto lá dentro o chefe conferenciava com o proprietário. Certamente esses pobres seres, anônimos, sem menção nas cantigas dos violeiros, desfizeram-se na poesia social, mas o seu comandante está rijo, palestrando com um neto do coronel, não muito diferente do que há trinta anos. Penso na distância enorme que os separava do patrão.

ANTONIO SILVINO dirigiu-se com altivez, não ombreou com eles. Teve amigos poderosos, combateu longamente inimigos poderosos também. Os oficiais das tropas volantes eram seus adversários, o que teve sorte de feri-lo e vencê-lo foi, segundo ele afirma, um adversário leal. Na caatinga imensa, perseguido, queimado pela seca, Antonio Silvino teve sempre os modos dum grande senhor, muitas vezes mostrou-se generoso e caprichou em aparecer como uma espécie de cavaleiro andante, protetor dos pobres e das moças desencaminhadas.

Na prisão desviou-se com soberba dos criminosos vulgares e, não obstante ter vivido em Fernando de Noronha, nunca se misturou com eles. A convicção que manteve do próprio valor manifesta-se em todos os seus atos.

Não parece que o regime penitenciário seja bom para endireitar os condenados. Os guardas da correção sabem perfeitamente como é difícil um indivíduo conservar-se ali sem se degenerar. De alguma forma a degradação justifica a pena: o que volta do cárcere é um farrapo.

Antonio Silvino isolou-se, achou meio de não se contaminar. Foi um preso muito bem-comportado, tanto que lhe permitiram esta coisa estranha: alojar os filhos no cubículo onde vivia. Criou-os, dividiu com eles a ração magra, conseguiu, fabricando botões de punhos, obter os recursos necessários para educá-los. E educou-os de maneira espantosa. Na situação em que se achava seria natural que lhes incutisse ideias de vingança. Nada disso. Ensinou-lhes o respeito à lei, à lei que os afastava do mundo, cultivou neles sentimentos religiosos e patriotismo. Orgulha-se de os ter formado assim, de os ver hoje servidores fiéis do exército e da marinha.

O trabalho desse sertanejo deve ter sido enorme, mas a verdade é que ele não se transformou para realizá-lo. Homem de ordem indispôs-se com outros homens de ordem, fez tropelias no sertão, caiu numa cilada e penou vinte anos para lá das grades.


Continuou, porém, a ser o que era, apesar da cadeia: homem de ordem, membro da classe média, com todas as virtudes da classe média”.



Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta 
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?fref=ts
Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste

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NOTA DE FALECIMENTO...

À esquerda Gila, no centro Geraldo Júnior e a direita está o Sr. Arthur, esposo da Gila Sousa Rodrigues. Essa é a imagem que vou guardar para sempre em minha mente.

É com imensa tristeza que comunico a todos (as) o falecimento da amiga GILAENE SOUZA RODRIGUES “GILA” filha do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno.

..., Sila e Zé Sereno

Quero aqui expressar minhas condolências a toda família e pedir para que Deus através de sua infinita bondade conforte o coração de todos (as) familiares e amigos.

Vai com Deus minha amiga, e muito obrigado por sua amizade e carinho que você e sua família sempre me dispensaram.

Um dia nos encontraremos novamente, e quero poder rever esse sorriso simpático em seu rosto, e poder te abraçar e agradecer por toda confiança que sempre depositou em mim.

A fotografia acima foi registrada durante nosso último encontro, no lançamento do Filme Revoada, de José Umberto Dias no dia 28 de novembro de 2015. 

Adendo - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O pesquisador Geraldo Antônio de Souza Júnior não informou na Nota de falecimento a causa da morte da filha dos cangaceiros.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior
Grupo: O Cangaço

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O COMBATE DE ABÓBORA E A MORTE DE MERGULHÃO


O COMBATE DE ABÓBORA E A MORTE DE MERGULHÃO

Mergulhão - Antônio Juvenal da Silva - foi o primeiro cangaceiro do bando de Lampião a ser morto na Bahia. Era natural do Pajeú, sertão de Pernambuco. Foi um dos cinco cabras que vieram com Lampião, quando este fugiu para a Bahia em agosto de 1928.

Fonte: livro Lampião - a Raposa das Caatingas, pág. 293.

Fonte: facebook
Página: Agente Carvalho
Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste

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LAMPIÃO DESABAFA AO JORNALISTA JOSÉ ALVES FEITOSA DO JORNAL "A NOITE"


Um desejo de protagonismo bom para a criação da lenda e mau para a vida de um foragido. 

A 4 de Junho de 1928, numa entrevista ao jornalista José Alves Feitosa, do jornal "A Noite", Lampião desabafava: 

"Foram esses retratos, de que o Senhor fala, que me inutilizaram. Se não tivesse deixado fotografar-me, seria desconhecido e já poderia ter desaparecido, sumindo-me no mundo, indo-me para longe, ganhar a vida tranquilamente, sem atribulação dessa angústia constante de ser perseguido".

http://www.dn.pt/arquivo/2008/interior/vida-e-morte-do-rei-dos-cangaceiros-1127377.html

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