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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Tá chegando a hora!


II Festival de Músicas do Cangaço
O II FESTIVAL DE MÚSICAS DO CANGAÇO, que acontecerá em Serra Talhada/PE, no dia 28 de abril de 2012,  é um momento de reafirmação e reforço na identidade cultural do homem nordestino, tendo como ponto de partida a música e a história. Poucos momentos são tão especiais como este, portanto, venha brindar conosco, curtindo excelentes músicas, com compositores e intérpretes de alto nível, com a participação d’OS PARICEIROS e ANCHIETA DALI, em shows emocionantes,  com uma platéia calorosa e aconchegante.

É assim a Terra de Lampião e Capital do Xaxado. No espaço do evento, na ESTAÇÃO DO FORRÓ, antiga Estação Ferroviária, não faltará  o artesanato, comidas regionais, uma boa poesia cordelesca, barracas com bebidas, regado a uma paixão infinda pela cultura do sertão.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

www.pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com.br
Para mergulhar na cultura, se divertirem, se hospedar e comer bem, é só chegar aqui na Terra de Lampião. Segue algumas dicas:
Descanso?
Pousada Lampião – (87) 3831 1402
Pousada Maria Bonita – (87) 3831 1223
Frontal da Serra – (87) 3831 8060
Hotel das Palmeiras – (87) 3831 1625
Hotel São Cristovão – (87) 3831 1093
Cactos Hotel – (87)  3831 1560
Pousada Império da Serra – (87) 3831 5216

Comer?
Pizzaria Luar do Sertão
Churrascaria Plínio
Vianey Churrascaria
Serra China
Trivial
Pizzaria Bis
Oficina do Sabor
Restaurante Gabriela
Pizzaria Arri Égua
Sabor da Gente Restaurante

O visitante poderá ainda comer bode assado e cozido, arroz vermelho, rubacão e muito mais, na ÁREA DE ALIMENTAÇÃO DA FEIRA LIVRE.

O portal de entrada pra história de Serra Talhada é o MUSEU DO CANGAÇO, na Estação do Forró, antiga Estação Ferroviária.

O II FESTIVAL tem patrocínio do FUNCULTURA / FUNDARPE / SECRETARIA DE CULTURA / GOVERNO DE PERNAMBUCO, com o apoio da PREFEITURA DE SERRA TALHADA / SESC/PE e a KM Produções.
MUSEU DO CANGAÇO
Ponto de Cultura Cabras de Lampião
Vila Ferroviária, S/Nº - Centro
CEP: 56.903-170
Serra Talhada - Pernambuco
Tel: (87) 3831 3860 / 9938 6035
E-mail: cabrasdelampiao@gmail.com
www.pontodeculturacabrasdelampiao.blogspot.com

Mossoró resiste a Lampião

Por Edinel Pereira de Oliveira

A agência de Mossoró (RN) comemora, em 14 de dezembro de 2008, 90 anos de existência. Entre os diversos acontecimentos desse período, citamos o relato do que foram os dias de terror que esta agência vivenciou em virtude dos ataques dos bandoleiros de Lampião a Mossoró em 13 de junho de 1927.

Nessa época, a cidade vivia um período de expansionismo comercial e industrial. A riqueza que calculava na cidade despertou a cobiça do mais famoso cangaceiro da época. Virgulino Ferreira, o Lampião.

Como os ataques do bando já estavam acontecendo nas regiões próxima de Mossoró, entre eles a cidade de Apodi, a população se organizou para enfrentar o bando. Em relatório do gerente do

Banco do Brasil da época, Jayme Fernandes Guedes, foi”alvitrada a idéia de uma subscrição no comércio local para aquisição de armas e munições, destinadas exclusivamente à defesa do município.

A comissão presidida por Jayme Guedes apurou cerca de 23.00 réis, competindo ao Banco do Brasil 2.000 réis. Com o produto apurado, a comissão conseguiu adquirir na capital do Estado do Ceará, cerca de 50 armas, entre fuzis e rifles, e aproximadamente 9 mil tiros, que constituíram, sem dúvida, o fator máximo do êxito da brilhante resistência oferecida por esta cidade no ataque que aconteceu em 13 de junho de 1927.

Segundo o relatório de Jayme Guedes, horas antes do ataque a esta cidade, foram colocados todos os papéis, livros e documentos dentro de dois cofres existentes na agência. Os recursos financeiros foram transportados para a cidade vizinha de Areia Branca.

Apesar de todos os acontecimentos, como a invasão da cidade e o seqüestro do sogro do gerente da agência, os interesses do Banco foram resguardados, graças ao brilhantismo do nosso colega-líder Jayme Fernandes Guedes.

Extraído do livro: 200 anos - 200 histórias
especial bb.com.você

HQ em DOBRO -Por: Marcos Costa

HQ - MESTRE ZEN
ZECA RAIDE

PALHAÇO PIPOQUINHA

Porque o elefante usa óculos?
    Resposta: Para ver de perto.

  O cinema estava cheio de cimento, qual o nome do filme?
    Resposta: Nenhum, o cinema estava em construção.

    O que é, o que é? Que é meu, mas meus amigos usam mais do que eu?
    Resposta: O meu nome
Enviado por Marcos Costa, do blog "da Costa"

O Gonzagão Centenário


Procurar adquirir este folheto do poeta:
Paulo de Tasso

Enviado pelo poeta e pesquisador do cangaço:

Kydelmir Dantas
MOSSORÓ - RN

Nossos Mossoroenses

Por: José Mendes Pereira
Foto feita em 1963

Esta foto foi feita no Rio de Janeiro, no ano de 1963, no momento do casamento do mossoroense Ozéas Lopes, atualmente é o cantor Carlos André,  o fundador e vocalista do "Trio Mossoró", juntamente com seus irmãos: Hermelinda Lopes e João Lopes, o cantor João Mossoró. Foram os padrinhos de casamento, o rei do baião, Luiz Lua Gonzaga e sua esposa Helena.

Foto feita em 1974

Nesta foto da esquerda para direita estão: 

José Renato de Araújo Costa Filho, filho do empresário José Renato de Araújo Costa. José Renato ainda jovem desistiu de viver, suicidando-se. No centro da foto aparece o radialista Nilo Santos, que faleceu de parada cardíaca. Ao lado direito está Paulo Gutemberg de Noronha Costa, irmão de José Renato Costa, era sócio da mesma empresa. Paulo Gutemberg também faleceu de parada cardíaca.

No final dos anos 60 e até o final da década de 70, Paulo Gutemberg, Renato pai e Renato filho foram meus patrões, na Editora Comercial S/A, já extinta.

Os empresário eram proprietários de três cinemas, uma emissora e uma tipografia, que na época era a maior e mais organizada empresa de Mossoró no ramo gráfico. 

Foto feita em 1973

Da esquerda para direita temos: 

Altevir Fernandes, Carlos Augusto Rosado, esposo da atual governadora do Rio Grande do Norte. José Genildo de Miranda, o empresário Fernandes Rosado e Dix-huit Rosado, que foi prefeito de Mossoró por 3 gestões. Dix-huit é o 18º. filho da família numerada.

As fotos foram extraídas da Revista: Azougue.com

TÃO JOVENS, TÃO LINDAS, TÃO PRISIONEIRAS DA IGNORÂNCIA (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

TÃO JOVENS, TÃO LINDAS, TÃO PRISIONEIRAS DA IGNORÂNCIA

Ainda que neste século, ainda que perante o encurtamento das distâncias, do progresso presente em todos os setores sociais, da inexistência do isolamento das comunidades, verdade é que infelizmente continua persistindo uma situação parecida com os tempos conservadores mais antigos: mocinhas nas distâncias e nos escondidos interioranos que ainda são mantidas como verdadeiras prisioneiras pelos seus pais.
Pelas pequenas povoações distantes, nas fazendas perdidas nas vastidões sertanejas, nos casebres escondidos pelas brenhas, ainda existem famílias que guardam suas crias fêmeas como se fossem bichos de criação. Assim, mulheres nascem e vão crescendo sem experimentarem praticamente nada do mundo lá fora. Muitas delas alcançam a puberdade sem colocar os pés além da cancela, sem saber o que é cidade, sem conhecer outras pessoas.
As meninas lindas, de encantadora inocência, não possuem amigas, não conseguem ninguém para conversar, não pode viver sua fase de vida, não indo nunca além das dependências e arredores de sua casa, do seu quarto de dormir, de sua janela. Talvez uma boneca de pano, um velho e amarelado espelho na parede, um pente, uma roupa de chita, um chinelo qualquer. E só isso.
Sonhos não podem sonhar porque não conhecem outras realidades a serem desejadas; crescem sem ir à escola, sem aprender a ler e escrever, sem saber o que é vida além do cárcere. Ao se olharem no espelho e por intuição se acharem belas, nem por isso surgirá um sorriso pensando no belo príncipe que um dia poderão encontrar. O que é o amor, o que é namorar, o que é gostar, o que é ter desejo, o que é o sexo, o que é casar?
Crescem não sabendo nada disso. As famílias não permitem que falem sobre tais assuntos pra não despertar curiosidades nem desejos proibidos nas suas meninas prisioneiras. Rapaz jovem não pode visitar sua casa e muito menos olhar nos olhos de suas filhas. A ninguém será permitido confidenciar alguma coisa aos seus ouvidos. Por isso a distância do rádio, nem pensar que existe televisão, o desconhecimento de tudo.
Há de se imaginar do terror que essas jovens sentem ao se verem manchadas de sangue na menstruação inesperadamente surgida. Sem saber o que fazer, muitas vezes se cuidam como podem, catando molambos e restos de panos para a higiene íntima. As mães, cientes demais que isso um dia acontecerá, ainda assim mantém silêncio profundo sobre as transformações inevitáveis no corpo e no organismo da mulher.
Fazendo isso, talvez imaginem que estão incutindo medo nas suas filhas e que as mudanças surgidas sirvam para colocar aqueles corpos inocentes como objeto extremamente misterioso e por isso mesmo não poderão ser apreciados nem tomados como posse de nenhuma outra pessoa. Assim, nessa concepção as filhas, diferentemente dos filhos, não devem namorar e muito menos casar. Quando muito, e bem mais tarde, freqüentar igrejas para se tornarem tementes aos pecados e ir assumindo feições beatistas para o resto da vida.
Quer dizer, essas jovens não são vistas nem pensadas como mulheres, como pessoas que se desenvolvem para participar ativamente do mundo e enfrentar a vida com suas alegrias e percalços. Não desejam tê-las participando socialmente, mas apenas segurando num cabo de vassoura, lavando pratos, limpando os móveis da casa, entregues aos serviços domésticos. Escravizadas, presas na luz do dia, correm até o risco de passarem a não se reconhecerem mais como mulheres, como pessoas, senão como alguém que existe sem saber nem porque nem para que.
Ora, mas haverão de dizer que nesse rumo que a vida vai não há mais espaço para existência de pessoas vivendo na situação descrita. Ledo engano, pois sigam adiante, entrem sertão adentro, façam de conta que não querem nada e vão visitando famílias que vivem nos lugares mais afastados. Certamente não encontrarão as ditas meninas, as jovens nos seus cárceres, até porque elas estarão mantidas nos esconderijos de seus quartos. Mas se perguntar como vão suas filhas logo receberão o silêncio como resposta. E aí estará a comprovação.
Infelizmente é assim. Belas e meigas flores da idade sendo alijadas do mundo, da vida, do sonho, da fantasia, do seu encontro com o maravilhoso mundo de ser mulher.


Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Por amor (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

Por amor


O meu amor
me faz de menino
canta ninar pra sonhar
me faz cafuné na rede
faz biquinho pra beijar

o meu amor
me faz de homem
fica tão bela a esperar
que eu chegue tão carente
implorando para amar

o meu amor
me faz tão feliz
que me perco a imaginar
se sou menino sonhando
se sou homem a delirar

se não fosse
o meu amor
mulher mais bela que há
desconhecia o encanto
do eterno namorar.



Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

domingo, 22 de abril de 2012

Curiosidade mórbida

Por Sarchel Necesio
 
Quanto tempo a gente permanece consciente após ter a cabeça decepada?
... Quando degolaram minha cabeça / passei mais de dois minutos / vendo meu corpo tremendo...Sangue de bairro - Chico Science
Em um momento na história, a decapitação era um dos métodos preferidos de execução, em parte graças à guilhotina. Embora muitos países que executam criminosos tenham acabado com este método, ele ainda é usado por certos governos, terroristas e outros. Não há nada mais final do que arrancar a cabeça de alguém. A guilhotina surgiu devido ao desejo de uma morte rápida e relativamente humana. Mas quão rápida ela é? Se sua cabeça fosse cortada fora, você ainda seria capaz de ver ou movê-la, mesmo que por alguns segundos?

Em julho de 1793, uma mulher chamada Charlotte Corday foi executada pela guilhotina pelo assassinato de Jean-Paul Marat, jornalista radical, político e revolucionário. Marat era adorado por suas ideias, e a massa que esperava a guilhotina estava ansiosa para ver Corday pagar. Depois que a lâmina desceu e a cabeça de Corday caiu, um dos executores a pegou e deu um tapa em sua bochecha. De acordo com testemunhas, os olhos de Corday viraram e olharam para o homem, e seu rosto mudou para uma expressão de indignação. Depois desse incidente, pessoas executadas pela guilhotina durante a Revolução eram incitadas a piscar na sequência, e testemunhas afirmaram que a piscada ocorria por até 30 segundos.

O médico francês Gabriel Beaurieux testemunhou a degola de um homem chamado Languille. Ele escreveu que imediatamente após a decapitação, "as pálpebras e os lábios... moveram-se em contrações rítmicas irregulares por cerca de cinco ou seis segundos". Beaurieux chamou o nome de Languille e disse que as pálpebras dele "abriram-se devagar, sem qualquer contração espasmódica" e que "suas pupilas se focaram". Isso aconteceu uma segunda vez, mas na terceira vez que Beaurieux chamou por Languille, não obteve resposta.
Essas histórias parecem dar credibilidade à ideia de que é possível para alguém permanecer consciente, mesmo que por alguns segundos, depois de ser decapitado. Contudo, os médicos mais modernos acreditam que as reações descritas acima são, na verdade, movimentos reflexos dos músculos, em vez de movimento consciente e deliberado. Separado do coração (e, por consequência, do oxigênio), o cérebro imediatamente entra em coma e começa a morrer. De acordo com Harold Hillman, a consciência é "provavelmente perdida entre 2 e 3 segundos, devidos à rápida queda do bombeamento do sangue intracraniano.

Açude
Lagartense.com.br.
Extraído do blog: Lampuo Aceso

Alcino Alves Costa

Por: Juliana Ischiara

Caro Mendes,

Mestre Alcino está se recuperando bem, graças a Deus. Continua internado, aos pouquinhos está retomando o controle de suas ações, já está falando e se alimentando sem ser por sonda. Não está andando ainda, mas com a ajuda da fisioterapeuta, fica em pé. 

A luta pela vida foi e está sendo grande, intensa, mas como diz Rangel, nosso guerreiro do sol está vencendo uma batalha por dia... imagine que semana passada tive o privilégio de ouvi-lo tentando lembrar o trecho de  uma música de Tonico e Tinoco, no caso, Tristeza do Jeca, chegando inclusive a cantar um pedacinho... 


Nestes versos tão singelos
Minha bela, meu amor
Prá você quero contar
O meu sofrer e a minha dor


Nem preciso dizer que foi impossível conter as lágrimas, foi incrível!!!! Mesmo estando com a memória um pouco confusa, ele lembrou um pedacinho da música que ele tanto gosta.

Semana passada, passei uns dias com ele em Aracajú, ocasião em que também esteve o amigo Kiko Monteiro e Marcelo Rocha.


Kiko Monteiro, Antonio Amaury, Ivanildo Silveira e Paulo Britto

Minha relação com Alcino é de pai e filha, esse sentimento se estende também a família dele, que me recebem como a caçula da família.

No mais, agradeço em nome da família Alves Costa, pela atenção que o blog tem dado ao nosso mestre Alcino. 

Abraço Fraterno
Juliana Ischiara

Canto à Mãe Terra

Foto: Rosário Pinto

Cordel de Saia orgulha-se em compartilhar com todos que nos acompanham a postagem do poeta Marcos Maírton, num canto em homenagem à Mãe Terra. Mais uma iniciativa do poeta que luta pela preservação do meio ambiente e da qualidade vida do homem e todos os seres vivos com quem dividimos esse espaço planetário e, que precisa ser revitalizado por cada um de nós, dia a dia. Façamos a nossa parte. Cada pequeno gesto, como não jogar um simples papel à calçada ou a goma de chicletes, que mata pássaros, que atraídos pelo açúcar vão bicá-los...
Toda vida é preciosa!

22 de abril, Dia da Terra. Da nossa “Mãe Terra”

Chamar nosso Planeta de “Mãe Terra” pode ser uma adesão à Hipótese de Gaia, segundo a qual a Terra é um ser vivo.

Mas pode ser também uma metáfora. Uma forma de reconhecer o quanto ela é generosa e paciente com os filhos que gera, principalmente nós, os mais levados, cujas estrepolias põem em risco a nós mesmos e tantos outros seres vivos, nossos irmãos.

Isso mesmo: IRMÃOS. Porque reconhecer-se filho da “Mãe Terra” é permitir a si mesmo o sentimento da fraternidade não apenas por cada ser humano, mas também por cada animal, cada planta, cada fonte de água...

Em 1855, um índio disse ao presidente dos Estados Unidos: “Os gamos, os cavalos, a majestosa águia, todos são nossos irmãos...”. Mais de meio século antes, na cidade de Assis, um jovem chamado Francisco fazia louvores a Deus pela “nossa mãe, a Terra, que nos sustenta e nos governa, e dá tantos frutos e coloridas flores, e também as ervas”.

No “Dia da Terra”, é um prazer cantar para o Planeta maravilhoso, que, com verdadeiro amor de mãe, nos alimenta, abriga e acolhe carinhosamente...


Voar,
Cruzar teu céu e sobrevoar teu mar
De leve de tocar
E então mergulhar!
Correr,
Pelos teus campos à luz do alvorecer.
Quero te conhecer
E sentir o prazer...
De viver,

Ó, Mãe Terra,
A vida inteira assim.
Pois bem se que sou parte de ti
E tu és parte de mim!

Honório de Medeiros

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Honório de Medeiros é pesquisador do cangaço. Mestre em Direito; Professor de Filosofia do Direito da Universidade Potiguar (Unp); Assessor Jurídico do Estado do Rio Grande do Norte; Advogado (Direito Público); Ensaísta.
Interesse:
Filosofia, Sociologia, Ciência Política, História, Direito e Economia.
Filmes favoritos:
Todos de Charlie Chaplin.
Músicas favoritas:
Livros favoritos
Toda a obra de Sir Karl Raymund Popper.

Luto: juazeirenses lamentam falecimento do Dr. Odílio Camilo

Por: Beto Fernandes

Faleceu na manhã deste domingo em Juazeiro do Norte o conhecido e conceituado médico Odílio Camilo da Silva. Ele sofreu um infarto quando estava em sua residência na Rua da Conceição sendo socorrido para a Clínica São José onde os médicos tentaram reanimá-lo, infelizmente sem sucesso.

Com 74 anos, Dr. Odílio, estava em pleno exercício de suas atividades onde atuava numa equipe de saúde da família na Rua São Bento, Bairro Franciscanos e no Ambulatório Noturno do Bairro Pio XII. Profissional dos mais experientes Dr. Odílio Camilo foi também Secretário Municipal de Saúde na administração do ex-prefeito Mauro Sampaio.
               
O Prefeito Dr. Santana informou estar muito triste com o falecimento do colega de profissão com quem inclusive, trabalhou na última sexta-feira, por ocasião do Programa “CEREST da Comunidade” no Bairro Timbaúbas. “Dr. Odílio deixa um exemplo de vida para seus filhos e netos e para os profissionais de medicina por sua dedicação. Sempre estava disposto a fazer além de suas atribuições como atuante servidor público, ex-secretário de saúde e médico da Atenção Básica de Juazeiro. Externo as mais sinceras condolências a toda família e a toda gente juazeirense neste momento tão difícil”, comentou.

A Secretária de Saúde, Dra. Luciana Matos, também lamenta o falecimento de Odílio Camilo e informa que “que toda a classe médica juazeirense e do Cariri está de luto, principalmente os seus colegas da saúde pública local”.

Dr. Odílio era casado com Rosália Tenório Camilo e pai de Claudio, Cássio, Vanusa e Valéria Tenório Camilo. Tinha ainda dois netos e quatro netas. Seu corpo está sendo velado no Cemitério Anjo da Guarda e o sepultamento acontece nesta segunda-feira.

Jorge Amado e a valorização da cultura popular


(Parte do texto "Diálogos", escrito por Norma Seltzer Goldstein para o "Caderno de Leituras - A literatura de Jorge Amado", destinado a professores)

Outra forma de intertextualidade cara a Jorge Amado é a referência à literatura de cordel. Mark J. Curran considera Tereza Batista cansada de guerra um romance de “cordel em prosa”. Em Tenda dos Milagres, um dos cenários principais é a tipografa do Pelourinho, onde se imprimem folhetos de cordel e se reúnem seus criadores e apreciadores. O diálogo com o cordel transparece em longas epígrafes e subtítulos, como o que anuncia o segundo episódio de Os velhos marinheiros:

Fiel e completa reprodução da narrativa de Chico Pacheco, apresentando substancioso quadro dos costumes e da vida da cidade de Salvador nos começos do século, com ilustres fguras do governo e ricos comerciantes, enjoadas donzelas e excelentes raparigas

Também em Gabriela, cravo e canela, o cordel ecoa no ritmo de passagens em prosa poética:
A vida era boa, bastava viver. Quentar-­se ao sol, tomar banho frio. Mastigar as goiabas, comer manga espada, pimenta morder. Nas ruas andar, cantigas cantar, com um moço dormir. Com outro moço sonhar.

Note-­se o ritmo dos versos de cinco sílabas:

A   vi  da e  ra   bo a
Bas  ta   va  vi  ver
Quen tar   se  ao  sol 
To  mar  ba  nho  fri o

E também as rimas:
nas ruas andar
cantigas cantar
com um moço dormir
com outro moço sonhar

Por vezes, Jorge Amado insere versos nas narrativas, como a “Cantiga para ninar Malvina”, em Gabriela, cravo e canela:

Dorme, menina dormida
teu lindo sonho a sonhar.
No teu leito adormecida
partirás a navegar.

[…]

Meu marido, meu senhor
na minha vida a mandar.
A mandar na minha roupa
no meu perfume a mandar.
A mandar no meu desejo
no meu dormir a mandar.
A mandar nesse meu corpo
nessa minh’alma a mandar.
Direito meu a chorar.
Direito dele a matar.

Os versos de sete sílabas, ou redondilhas maiores, são freqüentes em nossa poesia popular. Aqui, apóiam­-se na repetição e no paralelismo, criando o efeito melódico de acalanto, anunciado no título.

Há diálogos e mais diálogos a serem descobertos pelo leitor de Jorge Amado. Basta ler sua obra e buscar pistas.

Xilogravura de Calasans Neto
Sugestão de leitura:
CURRAN, Mark J. Jorge Amado e a literatura de cordel. Salvador, Fundação Cultural do Estado da 
Bahia/Fundação Casa de Rui Barbosa, 1981.

Postado por Ailton Fernandes

Revendo - Conhecedores de nossa história

Por: Aderbal Nogueira


Caros amigos.
Estou enviando para vocês o primeiro vídeo CONHECEDORES DA NOSSA HISTÓRIA.
Trata-se de um projeto que quero levar para a rede todo mês com os mais diversos assuntos de nossa história. Nem sempre vou trazer algo ligado ao tema cangaço, mas vou procurar sempre trazer algo interessante.
Para começar, um tema bastante polêmico para nós que pesquisamos o cangaço: 'O relacionamento Padre Cicero - Lampião'.
Teremos os depoimentos de 4 renomados pesquisadores do tema. Cada qual de uma escola diferente e com opiniões bem definidas.
Nosso primeiro depoente é Ângelo Osmiro Barreto, Prof. de história, ex-presidente da SBEC e atual Pres. do GECC.
Os próximos entrevistados serão: Bosco André, Profª Luidgarde Barros e Prof. Renato Casimiro.
Espero que, com esses conhecedores da nossa história, possamos aprender algo mais e tirar nossas conclusões, ou então nos confundir mais ainda em um tema tão delicado.
Abraços. 
Aderbal Nogueira
Laser Vídeo
Sócio da SBEC, Diretor do GECC
Conselheiro Cariri Cangaço

Ângelo Osmiro e a Relação de Padre Cícero com o Cangaço


Pesquisador e Escritor Ângelo Osmiro, Presidente do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, Conselheiro Cariri Cangaço , Ex-presidente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço

CONHECEDORES DE NOSSA HISTÓRIA

Uma produção da Laser Vídeo

Enviado pelo cineasta e pesquisador do cangaço:

Aderbal Nogueira

blogdomenesemedes.blogspot.com

A DANÇA DO CIO (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

A DANÇA DO CIO 

Quando estão com desejo sexual intenso, saindo de suas tocas em busca de acasalamento, ainda assim os escorpiões agem com extremo cuidado diante da parceria encontrada. Avistam-se, se querem, se buscam, mas num repente a fêmea pode injetar seu ferrão venenoso no macho e o que seria uma relação se transforma em tragédia.

Nos outros animais há muitas estranhezas também quando os desejos sexuais afloram e o apetite faz com que percam totalmente suas medidas de precaução. Até na selva, perante os bichos selvagens, essa busca pelo outro se reveste de atratividades perigosas e de traições amorosamente premeditadas ou ao acaso do jogo do prazer.

Nem tudo são as mil maravilhas por lá. Verdade é que há bicho que tem o acasalamento como último ato de sua vida. Morre ao namorar, namora para morrer, é traído pela armadilha do outro, se encanta tanto com o prazer da entrega que nem se dá conta do ferrão injetado, da venenosa mordida, do instinto assassino da parceria.

Certas espécies de aranhas morrem depois do sexo. Na fúria sexual, após o prazer, o órgão reprodutor da aranha macho pode se desprender quando tirado rapidamente de dentro da fêmea, o que lhe causa extrema fraqueza e morte pela perda excessiva de líquido correspondente ao sangue.

As estranhezas não param por aí. Como se observa no texto “10 rituais estranhos de acasalamento animal”, disponível no site Insoonia.com (http://www.insoonia.com/10-rituais-estranhos-de-acasalamento animal/), a coisa pega fogo mesmo, e até com vítimas fatais. E diz o seguinte:

“Os chimpanzés pigmeus são uma espécie que se caracteriza por serem obcecados com o sexo. Para eles, acasalar-se é uma forma saudável de resolver problemas e celebrar quando encontram comida. Também participam de práticas homossexuais e orgias. O louva-a-deus fêmea costuma morder e comer a cabeça de seu parceiro durante a relação sexual, já que isto ajuda à entrega de esperma e incrementa suas possibilidades de conceber. Os ratos-marsupiais-australianos também são um pouco perversos. Uma vez que chega a temporada de acasalamento, estas pequenas criaturas se esmeram em encontrar parceiros e podem passar até 12 horas fazendo sexo. Ao final da temporada morrem. Para as girafas, sobretudo os machos, é um desafio acasalar-se devido a seu grande tamanho. Para saber se a fêmea está no cio, ele golpeará suas ancas a espera de que ela urine. Se isto ocorrer e a urina tiver um cheiro característico, então começará a cortejá-la. As lesmas da banana distinguem-se por ter um pênis que mede entre 15 e 20 centímetros, um tamanho impressionante se levarmos em conta que seu corpo mede praticamente o mesmo. Estes animais são hermafroditas. Para poder fecundar, devem escolher um parceiro do mesmo tamanho, caso contrário seu pênis ficará atolado durante o ato sexual e seu parceiro terá que arrancá-lo. Conhecida como Thamnophis sirtalis infernalis ou serpente garter, a fêmea desta espécie exala um feromônio que atrai centenas de machos para que se acasalem com ela. Até 100 serpentes macho participam nestas orgias. Os caracois são hermafroditas e seus genitais estão localizados próximos aos pescoços, bem atrás de seus olhos. Antes de que dois caracoles se acasalem, lançam “dardos de amor”, feitos de cálcio, o que permite armazenar mais espermas em seus úteros. Os casais do Amazona Albifrons ou papagaio da cara branca são muito românticos e se beijam muito durante o acasalamento. O curioso é que para dar um tempero a mais na relação e acender o fogo da paixão, vomitam dentro da boca do outro”.

Pelos exemplos citados, logo se depreende que a dança do cio, do acasalamento, da afloração sexual, pode não ser apenas um estado de receptividade amorosa com consequencias positivas, relaxantes, confortantes. A aranha, por exemplo, ao fim do ato sexual não poderá acender um cigarro nem se virar sorridente de lado para descansar. Vai morrer.

O cio, pois, não é somente o apetite sexual dos animais em determinadas épocas ou o desejo sexual intenso das fêmeas no período da fertilidade, cuja excitabilidade e alterações comportamentais despertam a excitação dos machos. É também a época de tornar o prazer em arma poderosamente fatal. E não se poderia duvidar que a aranha já estivesse pensando em injetar veneno no macho bem antes do apetite todo chegar.
Mesmo que o cio não seja conceito plenamente aplicado aos seres humanos - ainda que muitos não passem de verdadeiros mamíferos -, verdade que é no reino mundano onde ele melhor se caracteriza. E diferentemente do que ocorre com o período de fertilidade nos bichos, nas pessoas isso é o que menos importa. A fome é extrema, a disposição tremenda, a volúpia parecendo insaciável.

Se os homens tivessem as cabeças arrancadas ou veneno injetado pelas fêmeas, e se com isso morressem ou ficassem com visíveis seqüelas, certamente seria um problema grave e difícil de resolver. Mas não menos grave do que os desejos sexuais incontroláveis, a luxúria e a pecaminosidade que aumentam cada vez mais, e não há contínuo festim de acasalamento que seja suficiente e se baste.


Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Avessos, sim (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

Avessos, sim


Somos diferentes sim
agora esse avesso em mim
você pelo contrário enfim
o que foi anjo caído
hoje sublime querubim

o que os outros dizem
o que os outros pensam
o que desejam para nós
é que andemos como outros
quando queremos estar sós

jamais vão aceitar
que somos diferentes sim
amor enlouquecido em mim
querendo a sua flor jasmim
dá vida um caminho único
estrada sem querer chegar ao fim.



Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

sábado, 21 de abril de 2012

Conversando com sua História

 
A Fundação Pedro Calmon, através do Centro de Memória da Bahia, convida a todos para participar da 10ª edição do conversando com sua História, que ocorrerá entre abril e outubro de 2012. Nesta segunda, 23 de abril, teremos a palestra intitulada A alforria nos termos e limites da lei: os encaminhamentos administrativos do Fundo de Emancipação na Bahia (1871-1888), que será ministrada pelo mestrando José Pereira Santana Neto (UFBA).
Contamos com sua Participação!

Resumo: 
A lei de 1871, em seu artigo 3°, criava um Fundo de Emancipação para libertar tantos escravos quanto correspondessem à quota que seria anualmente destinado pelo governo imperial para a emancipação nas Províncias e nos municípios brasileiros. Afirmava também que os recursos para as libertações seriam arrecadados pelo governo de diferentes fontes: da taxa de matrícula dos trabalhadores forçados (obrigatório após a Lei de 1871); impostos gerais sobre transmissão de propriedade dos escravos; pelo produto de seis loterias anuais isenta de impostos e da décima parte de loterias concedidas para correrem na capital do Império; quotas marcadas nos orçamentos geral, municipal e provincial; subscrições, doações e legados com este destino. Os recursos arrecadados seriam distribuídos de forma proporcional entre as Províncias do Império, ou seja, as que possuíssem os maiores números de escravos receberiam os maiores montantes de verbas. O mesmo critério de proporcionalidade orientava o repasse dos Presidentes de Província em relação às cidades e vilas: quem possuísse mais escravos, receberia mais recursos. Na ordem dos que teriam prioridade na libertação, estavam os escravos que fossem casados, em detrimento dos solteiros. No município e na vila uma junta de classificação era formada, composta pelo promotor público, o coletor das rendas e o presidente da câmara de vereadores. Estava sobre a responsabilidade dos membros da junta a tarefa de classificar os escravos que tinham direito à alforria, e de realizar a negociação dos valores com os senhores dos libertados. Caso faltassem em seus trabalhos, deveriam comunicar ao governo, pois poderiam ser multados. Nessa palestra, objetivo mostrar a aplicação do Fundo de Emancipação na Bahia, dando ênfase ao alcance da lei, e de seus limites, como política pública que visava à libertação de escravos, como também as negociações e embates dos libertados, dos senhores e dos abolicionistas com os integrantes das juntas de classificação, os Juízes de órfãos e os Presidentes da Província da Bahia, que eram as autoridades públicas responsáveis pela aplicação e fiscalização dos recursos do Fundo de Emancipação.

Local: sala Kátia Mattoso, 3º andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Data: 23 de abril de 2012
Horário: 17h