Seguidores

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sila e Zé Sereno


"Sila e Zé Sereno, já entrosados, estavam indo em direção à Frei Paulo. Ele era acompanhado de Pitombeira, Balão, Criança, Enedina, Dulce, Mergulhão II, Marinheiro II e Novo Tempo II (os últimos três, irmãos de Sila e entraram junto com ela no bando). Eles vinham do norte, iam até a povoação se encontrar com o coiteiro José de Binha. O céu estava carregado, trovões cruzavam o céu e o bando se agasalhava quando podiam. Era mais ou menos nove horas da manhã e então, após caminharem umas três léguas (quase quinze quilômetros) a chuva veio. O céu praticamente “desabou” sobre eles. Marinheiro e Criança foram procurar lenha para uma fogueira, mas nem conseguiram acendê-la. Foi um pandemônio.

Passaram três horas com fome e com frio tentando se apadrinhar nas pedras altas que encontraram, a chuva começara a dar ares que ia parar. Quando a última gota caiu, Zé Sereno ordenou que continuassem a marcha até Frei Paulo, pois deveriam chegar em breve. Foi aí que chegaram no Rio Jacoca. Sim, aquele rio hoje seco que corta a estrada entre os municípios de Nossa Senhora Aparecida e Ribeirópolis que hoje chamamos de Riachinho. Vejam a descrição de Sila no livro “Sila, Uma Cangaceira de Lampião”, escrito pela cangaceira e Israel (Zai) Araújo Orrico.

Três quilômetros adiante, porém, deparamo-nos com o Rio Jacoca que brotava água pela boca. Zé Explamou:

-Vixe Maria! parece o mar. Quem é doido de atravessar um rião desse?

Todos sabíamos ser temerário tentar a travessia naquele momento. Decidimos, então, esperar as águas baixarem, o que ocorreria no dia seguinte. Escolheu-se local junto a umas pedreiras. Também este não oferecia proteção, de modo que deixamos de armar barracas. Assim, seria mais fácil empreendermos a fuga, caso houvesse necessidade de fazê-lo.

Hoje este rio está completamente assoreado e nem nos períodos de chuva é capaz de reter tamanha quantidade de água ao ponto de impedir que uma pessoa passe a pé.

O sol começou a iluminar o chão, a fome apertava e as providências eram mínimas. Zé Sereno resolveu enviar Novo Tempo até uam venda no povoado próximo, já que conhecia a região. Este povoado, tomando como base a localização deles e a impossibilidade de passagem pelo rio, só poderia ser Cruz do Cavalcanti. Como Novo Tempo estava há pouco tempo no cangaço, era pouco conhecido, facilitando assim sua entrada no vilarejo em trajes civis. Então ele foi, chegando lá comprou algumas coisas e foi logo rodeado por volantes que começaram o interrogatório:

-De onde tu vem, ômi?

-Tô de passagem p´ra Frei Paulo, vou atrás de minha irmã, p’ ra avisar a ela que nossa mãe tá muito doente, morre num morre. 

Ficou por ali passando o tempo, pagando umas pingas bebendo outras e então resolveu ir embora. Se despediu de todos e saiu. Percebeu que estava sendo perseguido. Chegando perto de um mato ele aperou o passo e correu, percebendo que a volante estava atirando nele, apertou o passo até chegar onde o bando se encontrava. Lá, tomou bronca de Zé Sereno, trocaram tiro com a volante e ficou nisso. Depois de tudo se acalmar, eles tentaram descansar um pouco e seguir viagem no dia seguinte. Eles seguiram dois quilômetros oeste por dentro do rio, assim, dificultaria a volante em decifrar os passos dos cangaceiros. 

Chegando no seu destino, comeram bastante e descansaram... Sila estava grávida de seu primeiro filho..." O Cangaço em Itabaiana Grande (inédito).

Fonte: facebook
Página: Robério Santos

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NO TEMPO DE LAMPIÃO EM MOSSORÓ

Informação do escritor Xico Sá

O coronel Rodolfo Fernandes e seus homens, todos da cidade de Mossoró disseram não ao cangaceiro Lampião e seu afamado bando, para surpresa do mais temido cangaceiro de todos os tempos. A cidade tinha o dinheiro, informou o prefeito. Mas Lampião teria que entrar para apanhá-lo. 

Às 16 horas daquele dia 13 de Junho de 1927, caía uma chuvinha fina e havia uma neblina de nada sobre Mossoró. Foi quando os primeiros estampidos de bala ecoaram. 

Lampião tinha 53 cangaceiros no seu bando. Não imaginava, porém, que iria enfrentar pelo menos 150 homens armados na defesa da cidade.

http://guiadoestudante.abril.com.br

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Seminário do parahiba


Teremos o II Seminário do Parahyba Cangaço nos dias 22, 23 e 24 de Agosto de 2014, sendo o dia 23 em Nazarezinho.

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Punhal que pertenceu ao cangaceiro Zé Sereno.

Por Geraldo Júnior

Essa arma esteve presente em vários episódios da história do cangaço. Um objeto que tinha como única finalidade, a perfuração e era tido como um símbolo de status entre cangaceiros.

Geralmente os punhais eram introduzidos na fossa clavicular, o que causava a perfuração de vários órgãos internos (pulmão, coração, vísceras, entre outros), fazendo assim o sangue jorrar em quantidade, podendo chegar até a metros de distância, causando um espetáculo macabro e sangrento.


O sangramento era uma ofensa para a vítima e família, pois tal ato era executado em porco, cabrito, boi e não em homens. Era a lei do sertão. Viver, matar ou morrer, não fazia a mínima diferença.

Uma imagem até então inédita. E segundo a família, pela primeira vez, após o cangaço, exposta a visualização de todos (as). Uma peça de imenso valor histórico.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (administrador)

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Fonte: Revista " O CRUZEIRO "..edição..26-9-1953


Expedita Ferreira filha de Lampião e Maria Bonita. Mulher de fibra que criou e educou todos os filhos, ao lado do esforçado e digno esposo, senhor Manoel Messias (in memorian). 

Fonte: Revista " O CRUZEIRO ", edição..26-9-1953

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Comparsas de Lampião abatidos


Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O último cangaceiro


José Alves de Matos, o lendário cangaceiro "Vinte e Cinco".
Foto publicada na revista "isto é" desta semana, sobre a morte deste valente guerreiro das caatingas.

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

As Cartas de João Dantas e a Morte de João Pessoa

Por Manoel Severo

O que não se esperava é que um fato vindo da pequena Paraíba pudesse desaguar na grande revolução de 30... Dia 26 de julho, era assassinado o presidente do estado da Paraíba, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, renomado político e candidato à vice-presidência da chapa derrotada do gaúcho Getúlio Vargas.

João Pessoa

As esquinas das ruas Palma e Nova, no centro rico de Recife, foi o palco dos 3 tiros que viriam a tirar a vida de João Pessoa. Ali, na Confeitaria Glória, ponto de encontro da elite nordestina, em 26 de junho de 1930 morria uma das maiores lideranças políticas do nordeste e aliado do derrotado Getúlio Vargas.  O crime, apesar de ter sido o estopim para o movimento “revolucionário” não teve ligação com a campanha presidencial. 

Um conflito entre o advogado paraibano João Dantas, João Pessoa e o coronel José Pereira, chefe da cidade de Princesa teria sido o real motivo do assassinato. Senão vejamos: era presidente do estado da Paraíba, João Suassuna, que a revelia da oligarquia de Epitácio Pessoa, articulava a sua própria sucessão lançando a chamada chapa dos 3 Jotas: seu chefe de polícia Júlio Lyra e os coronéis José Pereira e José Queiroga para a presidência, e primeira e segunda vice presidências do estado, consolidando sua força no estado. 

Epitácio Pessoa interveio e lança seu sobrinho João Pessoa que ganha a disputa e no discurso de posse em outubro de 1928 declara: “que desejava assegurar garantias a todos e que levaria a polícia a vasculhar propriedades à procura de armas que abasteciam o cangaço.” Frontalmente contra a política sertanista de Suassuna e Zé Pereira de complacência com o banditismo cangaceiro.  No conflito envolvendo as partes, que culminou com a chamada “Revolta de Princesa”, o advogado João Dantas, filho do coronel Franklin Dantas do município de Teixeira, havia tomado partido de Zé Pereira.

 
Anayde: Cartas de amor publicadas...

A oposição mantida a João Pessoa por João Dantas se efetivava violenta, um apartamento seu, localizado em um sobrado da então Rua Direita, 519, bem no centro da capital e próximo do palácio onde trabalhava João Pessoa, foi invadido pela polícia no dia 10 de julho, livros, documentos e móveis de João Dantas foram queimados na calçada fronteira. Ali também teriam sido recolhidas correspondência íntimas entre João Dantas e sua noiva Anayde Beiriz, ato contínuo O jornal A União, que já era então o órgão oficial do governo da Paraíba, publicou uma série de acusações gravíssimas a familiares de João Dantas, inclusive ao patriarca, Cel. Franklin Dantas, unido a isso fizeram publicar em  jornal local, as cartas que João Dantas tinha escrito para sua amada, Anayde . 

Aqui abrimos um parêntese para citar declaração do historiador  José Joffily sobre o escárnio sofrido por Dantas com relação à privacidade de sua relação com a amada: “Bem me lembro, quando,a caminho do Colégio Pio X onde estava concluindo o ginásio, entrei numa fila, com outros estudantes, para ler sonetos extravagantes e páginas confidenciais do diário do fogoso advogado, eram confidências amorosas entre o advogado João Dantas e Anayde Beiriz”.

As desavenças e ódio passaram a deixar cada vez as ácidas e perigosas as ligações entre Dantas e João Pessoa, culminando, diante da pressão de amigos, com a mudança de João Dantas da Paraíba para Olinda em Pernambuco.  

Jornal do Brasil e a manchete da morte de João Pessoa

João Dantas, que morava em Olinda, aproveitou uma visita do presidente do vizinho estado paraibano à cidade do Recife; a despeito de visitar um amigo enfermo, o Juiz Francisco Tavares da Cunha Melo, internado no Hospital Centenário; mas que segundo afirmação de Ronildo Maia Leite, “provavelmente João Pessoa viera ao Recife encontrar-se com uma cantora com quem mantinha um romance secreto.”Essa cantora seria a soprano Cristina Maristany. E quando o mesmo se encontrava na Confeitaria Glória, entra João Dantas, armado de um revólver, acompanhado do cunhado Moreira Caldas. Se aproximando de João Pessoa teria dito: 

”-  João Pessoa? Eu sou João Dantas”. 

Aqui saem os cangaceiros das caatingas e entram os cangaceiros da capital... Vários tiros foram disparados por João Dantas e por Moreira Caldas, não se sabendo ao certo, qual tenha sido a bala fatal que mataria o político. Ainda segundo Ronildo Maia “ele morreu com as jóias que, minutos antes, havia comprado na joalharia Krauze para sua amante”. Em seguida ao assassinato do líder paraibano, o governo é assumido por seu vice-presidente Álvaro Pereira de Carvalho, que  muda o nome da capital da Paraíba para João Pessoa e o acrescenta o lema NEGO à bandeira do Estado, numa referência à resposta que João Pessoa teria dado via telegrama, ao presidente Washington Luís sobre a negação de seu apoio à candidatura vitoriosa de Júlio Prestes; o vermelho da flâmula representava o sangue da morte de seu líder e o preto, o luto.

João Dantas

Voltando à Confeitaria Glória; João Dantas ainda seria ferido pelo motorista de João Pessoa quando fugia, e depois acabaria sendo preso ao lado do cunhado Moreira Caldas e de novo a ironia do destino colaria cabeças decapitadas; como em Angico; no caminho do povo nordestino. 

Recolhidos à Casa de Detenção, do Recife, os dois foram degolados e tiveram suas cabeças enviadas para a Paraíba, era o dia 03 de outubro de 1930, o crime teria sido arquitetado pelo tenente da força policial Ascendino Feitosa, e seu auxiliar o soldado João da “Mancha”; ele tinha uma mancha escura no rosto, razão pela qual lhe foi dado esse apelido; como executor.  

Agora nos valemos de um trecho de entrevista prestada pelo Coronel Manuel Arruda de Assis, oficial da Policia Militar da Paraíba a José Romero Araujo em janeiro de 1989, “o indivíduo João da Mancha era considerado inclusive por seus antigos colegas de farda, como um psicótico, extravagante sangrador das forças volantes paraibanas. Naquele dia rompeu, com um bisturi pertencente ao medico Luiz de Góes, a carótida do advogado João Dantas, como também de seu cunhado, o engenheiro Moreira Caldas, ambos assassinados com a mesma “técnica”. O “serviço” fora feito por um profissional macabro que conhecia muito bem o seu “ofício”. O militar sabia milimetricamente onde iria romper a artéria, visto que a luta corporal travada entre o intrépido advogado João Dantas e os seus algozes impediu o seccionamento no ponto exato, como pretendia Dr. Luiz de Góes.” E continua o coronel Manuel Arruda, “só alguém que estava profundamente em contato com a “arte” de sangrar poderia ter feito um “trabalho” com tamanha perfeição”.


E continuando com as reflexões de Manuel Arruda, “quando as tropas comandadas por Juarez Távora, ativo integrante da coluna Prestes, chegaram ao Recife, o primeiro local visado pelos militares paraibanos foi a detenção onde se encontravam presos João Dantas e Moreira Caldas que se tornou alvo dos comandados por Ascendino Feitosa, estando entre estes João da “Mancha” e o médico Luiz de Góes.” Conforme o entrevistado, esse médico era capaz de tudo, regido por verdadeiro espírito sanguinário. E segue: “dominados os prisioneiros, Luiz de Góes apontou a Ascendino a carótida. João Dantas entrou em luta corporal com seus algozes, sendo atingido na sobrancelha. Com precisão invulgar, João da “mancha” recolheu o bisturi e aplicou certeiro golpe no local indicado, pondo fim à vida de João Dantas.” O entrevistado revelou que o corpo do advogado foi profanado de diversas maneiras, mesmo quando estertorava. Em seguida, o cunhado Moreira Caldas teve o mesmo fim, morrendo implorando para que o deixassem cuidar da família.

Segundo Manuel Arruda de Assis, era comum solicitar a presença de João da “Mancha” quando cangaceiros eram aprisionados. No combate de 1923, quando o sucessor de Sinhô Pereira fora ferido no tornozelo, no qual pereceram Lavandeira e Cícero Costa, ambos foram sangrados pelo frio soldado volante que se aperfeiçoou em matar usando o extremo da covardia e da perversidade.

Entretanto outra versão defende que João Dantas e Moreira Caldas se suicidaram com golpes de um mesmo bisturi, primeiro Dantas, depois Caldas, tese essa reforçada por supostos bilhetes deixados pelos mesmos em baixo de seus travesseiros. Segundo afirmações de José Joffily "como poderiam estes documentos de despedida, escritos em instante derradeiro, apresentar a correta redação, o talho das letras e a autenticidade das assinaturas, comprovadas em perícia, se tudo fosse escrito no tumulto de uma feroz degola e trucidamento?” e continua citando a confidência de João Dantas ao seu irmão Manoel, como prova do seu intuito de suicidar-se:

“-No caso de um movimento armado e vitorioso, 
eu não me entrego. Mato-me!” 
“-E tens ao menos com que te matar?” 
“-Ele abriu a gola do pijama e retirou dele um afiado bisturi.”.

Manoel Severo

Curador do Cariri Cangaço

http://cariricangaco.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Fonte: Revista " O CRUZEIRO "..edição..06-06-1959


EXPEDITA FERREIRA filha de Lampião, MULHER DE FIBRA, QUE CRIOU E EDUCOU TODOS OS FILHOS AO LADO DO ESFORÇADO E DIGNO ESPOSO, SENHOR. MANOEL MESSIAS (in memorian).
NOSSAS HOMENAGENS..!!

Fonte: Revista " O CRUZEIRO "..edição..06-06-1959

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Nomes dos homens que fizeram Lampião correr de Mossoró-RN

Placa de homenagem aos heróis que expulsaram Lampião de Mossoró em 13/06/1927

Placa de homenagem aos heróis que expulsaram Lampião de Mossoró em 13/06/1927

http://valdecyalves.blogspot.com.br/2011/12/mossoro-expulsou-o-bando-de-lampiao.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

terça-feira, 24 de junho de 2014

Três feras da pesquisa sobre o Cangaço:


Três feras da pesquisa sobre o Cangaço: Kydelmir Dantas de Mossoró; Francisco Pereira Lima de Cajazeiras e Honório de Medeiros, Natal. Conselheiros do Cariri Cangaço.



http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Memorável tarde de São João em Serrinha, com o meu estimado amigo Gilmar Teixeira

Por Guilherme Machado

Memorável tarde de São João em Serrinha, com o meu estimado amigo Gilmar Teixeira, historiador, escritor e cineasta do cangaço. 

Gilmar Teixeira é natural de Paulo Afonso, mas atualmente é radicado na cidade de Feira de Santana Bahia.

ADENDO 
http://blogdomendesemendes.blogspot.com


Gilmar Teixeira é autor do livro: 
"Quem Matou Delmiro Gouveia?"

Para você adquirir este livro entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Encontro de ex cangaceiros


Candeeiro (Manoel Dantas Loiola) e José Alves de Matos (Vinte e Cinco).

Candeeiro faleceu no dia 24 de julho de 2013 e Vinte e Cinco veio a falecer recentemente, no dia 15 de junho de 2014.

Ao centro da imagem vemos Aderbal Nogueira o idealizador do encontro, e é cineasta do cangaço e de outros eventos.

Simplesmente uma imagem histórica.

Fonte: facebook
Página Geraldo Júnior

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Luiz Gonzaga o rei do baião


Outra rara foto de Luiz Gonzaga com a primeira mulher e seu filho Gonzaguinha, quando pequeno

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUS


No dia 18 deste mês de Junho de 2014 (quarta-feira passada), recebi em minha residência o pernambucano de Garanhuns, autor deste livro Antonio Vilela de Souza, acompanhado do paraibano de Nova Floresta, também escritor Antonio Kydelmir Dantas de Oliveira, autor do livro "LUIZ GONZAGA E O RIO GRANDE DO NORTE". (Edição esgotada. Aguardando a 2ª edição).


Você que ainda não adquiriu o livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" entre em contato com o autor ANTONIO VILELA DE SOUZA, através deste e-mail: incrivelmundo@hotmail.com

Vilela e José Mendes

Poeta Antonio Francisco e Vilela

João Carlos e Antonio Vilela

Claudomira Andrade e Vilela


Léo Silva e Vilela

Klébia Sampaio e professor Vilela


Conheça a trajetória antes e durante a fama do cantor Dominguinhos. Eu já li. É uma excelente obra. Antonio Vilela é conterrâneo do artista Dominguinhos e o conheceu  muito bem.

O livro custa: 
35,00 Reais com frete incluso.
E-mail para contato:
incrivelmundo@hotmail.com 
Compra logo o seu.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

segunda-feira, 23 de junho de 2014

EM 1930, NUMA DAS COLUNAS DO EXTINTO “SERGIPE JORNAL”, DE 05/12/1930, UM TAL HAROLD DISSE ASSIM DO CANGACEIRO "LAMPIÃO”:


Está, quase, um personagem mitológico, o tal senhor Lampião.

Daqui para ali. Daqui para acolá. Ora desaparecido, ora depredando uma localidade quando era esperado n’outra – eis o que vem de há muito acontecendo com o mais refinado salteador e facínora dos últimos anos em terras do nordeste brasileiro.


Apesar de quantas precauções têm sido tomadas. Malgrado os cercos, perseguições, diversos reforços para capturá-lo e aos seus daninhos companheiros, baldadas tentativas, infrutíferas despesas, até o momento pelas diminutas vantagens alcançadas.

A continuar nesse pé, fácil será, daqui a muitos anos, após a morte, por velhice, dele e dos seus asseclas, surgida nova e gárrula geração, as velhinhas contarem à petizada, como se fora conto da carochinha: “Foi um dia um bandido chamado Lampião.

Fonte: facebook


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Há 92 anos, Lampião assaltava a Baronesa de Água Branca

Uma das primeiras fotografias do bando de Lampião (primeira a esquerda). Nessa fotografia de 1921 ou 1922 está ainda o seu irmão, Antônio Ferreira (último à direita), o outro irmão, Levino Ferreira (terceiro) e o irmão de criação e amigo, Antônio Rosa Ventura (segundo).

Nesta segunda-feira (23), há exatos 92 anos, em 23/06/1922, o cangaceiro Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, entrava na vila de Água Branca (AL), assaltando e levando grande quantia de dinheiro do casarão da Baronesa de Água Branca, Sra. Joana Vieira Sandes. A mesma era viúva do barão Joaquim Antônio de Siqueira Torres, que teve de seu primeiro casamento o Cônego Torres, o padre que havia batizado o menino Virgulino quando estava na titularidade de vigário de Serra Talhada (PE). O titulo de baronato, ao qual o coronel Joaquim tinha ganhado do Imperador D. Pedro II, foi em razão do mesmo ter construído com recursos próprios a matriz da vila de Água Branca (AL), que lhe emprestou o nome.

Cerca de um ano depois da morte dos pais, Lampião esqueceu a jura de vingança que tinha feito e voltou a região de Alagoas para fazer um saque a maior vila da região. Pertencente ao bando de Sinhô Pereira e Luiz Padre, o cangaceiro se juntou aos irmãos e companheiros da vida de crime e andou pela região em busca de dinheiro para manter armando seu bando. Para isso, mandou bilhetes aos principais fazendeiros da região pedindo ajuda em dinheiro para comprar munição, porém, em um desses bilhetes que chegou ao consentimento da baronesa, a mesma mandou uma resposta para o portador que tinha dinheiro, mais era pra comprar de bala para seus jagunços “arrancar a cabeça dos bandidos”.


Fotografia da Baronesa de Água Branca, Joana Vieira Sandes, que foi assaltada há 92 anos pelo bando de Lampião. A mesma era tia e madrasta do Cônego Torres, ex-vigário de Serra Talhada (1884/1892), que havia sido o padre que batizou o menino Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião.

Sem se intimidar com o poderio que por ventura a jagunçada da baronesa poderia ter, Lampião mandou comprar algumas redes e as preparou, de acordo com os costumes locais de carregar mortos, onde um madeiro é colocado de um punho a outro, sendo carregado nos ombros por dois homens robustos. Preparou tudo com esmerado cuidado, seus homens vestindo-se como pessoas comuns do lugar, com roupas simples e chapéu de palha, descalços, ou arrastando sandálias. 

Fuzis, punhais e cartucheiras eram carregados no lugar onde deviam estar os mortos, enrolados em panos untados com groselha para aparentar sangue, dentro das ditas redes. Dirigiram-se esses à porta da delegacia de polícia local e, aos berros, um dos cabras de Lampião, disfarçado, gritou para o soldado de plantão: “Acuda, praça! Mande gente lá para as bandas do povoado da Várzea, que a cabroeira de Lampião está acabando com tudo ali; mataram estes daqui e ainda há mais gente morta aos montes. Ande depressa, homem de Deus!”. O despreparado do soldado chamou imediatamente o corneteiro, que tocou reunir. Foi o momento propício para a execução do plano de Lampião: as armas foram retiradas das redes e empunhadas contra o pelotão policial, que já estava perfilado, pronto para sair à procura dos bandidos.


Famoso casarão da baronesa na cidade de Água Branca (AL), assaltado pelo bando de Lampião em 1922. Após esse assalto, o cangaceiro de Serra Talhada (PE) se tornaria conhecido na mídia como comandante de um bando próprio de cangaceiros.

Aí, enquanto a polícia era rendida, outra parte do grupo já havia entrado na cidade e agia no saque ao casarão da Baronesa de Água Branca. Irreverente, Lampião foi até ela e, fitando-a com severidade, soltou o vozeirão: 

"– Então, Senhora Baronesa, vai arrancar-me a cabeça agora?. Venha, vamos dá uma volta pela cidade para que vosmecê e todos daqui saibam qui cum Virgolino não se brinca nem se manda recado desaforado”. 

E fez a respeitável senhora, dona de notório prestígio público, segurar seu braço e andar assim com ele desfilando pela cidade. Somente nesse assalto ao casarão sabe-se que o cangaceiro de Serra Talhada (PE) roubou a quantia de 20 contos de réis (180 mil reais), que a baronesa tinha escondido em um surrão de couro. Foi após esse assalto, que o cangaceiro se tornou conhecido pela mídia, liderando ele próprio esse subgrupo de bandoleiros. Cerca de dois meses depois, assumiria Lampião o comando do grande bando de Sinhô Pereira, que foi embora para Minas Gerais, ficando o mesmo com a chefia de alguns homens daquele famoso bando.

http://www.blogdeserratalhada.com.br/ha-92-anos-lampiao-assaltava-a-baronesa-de-agua-branca/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Como morreu o cangaceiro Jararaca


Diz o jornalista Geraldo Maia que no depoimento baseado que Pedro Sílvio de Morais, um dos integrantes da escolta que matou o cangaceiro, fez ao historiador Raimundo Soares de Brito, dizia o depoente:

Escritor Raimundo Soares de Brito e o jornalista Geraldo Maia do nascimento 

“- Pelas onze e meia horas da noite, de um  luar claro e  frio, do mês de junho, uma escolta composta de oficiais, sargentos e praças, conduziu em automóvel o bandido, dizendo que ele ia para Natal. No momento da saída e ao dar entrada no carro, Jararaca disse que tinha deixado as alpargatas na prisão, e pediu ao comandante para mandar buscá-las, pois não queria chegar na capital com os pés descalços.

O tenente-comandante então disse que em Natal lhe daria um par de sapatos de verniz. Quando os automóveis pararam no portão do cemitério, Jararaca interrogou-os:

- Mas isto aqui é o caminho de Natal?

Como resistisse descer do automóvel, um soldado, empurrando-o, deu-lhe uma pancada com a coronha do fuzil. 

No cemitério, mostraram-lhe uma cova aberta lá num canto, e um deles perguntou-lhe: 

- Sabe para que é isso?

- Saber de certeza não sei não, mas, porém estou calculando. Não é para mim? Agora, isso só se faz porque me vejo nestas circunstâncias, com as mãos inquiridas e desarmadas! Um gosto eu não deixo para vocês: é se gabarem de que eu pedi que não me matassem. Matem! Matem que matam, mas é um homem! Fiquem sabendo que vocês vão matar o homem mais valente que já pisou neste...

Mas o Jararaca não teve tempo de dizer o que queria.

Um soldado por trás dele, deu-lhe um tiro de revólver na cabeça. Ele caiu e foi empurrado com os pés para dentro da cova.

Túmulo do cangaceiro Jararaca

gemaia@bol.com.br
http://www.blogdogemaia.com/
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Velhos casarões de Mossoró

Por Geraldo Maia do nascimento

Os velhos casarões, que ao longo dos anos vêm desafiando a ação do tempo e do homem, guardam em suas estruturas histórias de um passado grandioso, onde homens bem-sucedidos no comércio ou na indústria, promoviam bailes e banquetes luxuosos para a sociedade mossoroense. O palacete do industrial Antônio Florêncio de Almeida é um exemplo disso.

Quem olha para o prédio onde hoje funciona a Secretaria de Finanças do município, não imagina que em outros tempos seus salões serviram para abrigar por várias vezes a sociedade mossoroense em suntuosos bailes e luxuosos banquetes, como nos informa o historiador Raimundo Soares de Brito em sua plaquete "Casarões e Monumentos contam a história - Coleção Mossoroense - série B - 1991.

Construída em 1930 para servir de residência ao seu proprietário, o industrial Antônio Florêncio de Almeida, teve como construtor o exímio mestre de obras Joãozinho de Zuza que, a exemplo de Francisco Paulino, João Dias e outros da mesma estirpe, tanto contribuíram para o embelezamento da cidade, à época em que viveram.

O prédio tem uma particularidade: foi o primeiro a ser construído em Mossoró utilizando-se em suas estruturas, vigas de cimento armado. É, a bem dizer, um marco no setor de construção civil da cidade de Mossoró.

Além da Secretaria de Finanças, o prédio já foi sede da prefeitura municipal,  durante as gestões dos prefeitos Antônio Rodrigues e Raimundo Soares de Souza, além de ter sido também sede da Câmara Municipal.


Outro prédio de grande importância para a história de Mossoró é onde funciona hoje a prefeitura municipal, o conhecido Palácio da Resistência. Era a casa do prefeito Rodolfo Fernandes e foi, durante o ataque de Lampião a Mossoró em 13 junho de 1927, a principal trincheira da resistência, daí o título. A trincheira ali improvisada, sob o comando do prefeito Rodolfo Fernandes, "foi a fortaleza inexpugnável que maior resistência ofereceu ao grupo de invasores", segundo Raimundo Soares de Brito. Lá foi instalado o QG da grande batalha.


A mansão do Coronel Rodolfo Fernandes foi construída no início da década de 20 para servir de residência ao seu proprietário. Ali também morou Duarte Filho, médico, político e figura de destaque que morreu como Senador da República. Nesse período, o velho casarão hospedou figuras ilustres e foi palco de reuniões políticas em campanhas memoráveis.

Buscamos informação sobre este casarão na obra de Raul Fernandes, filho de Rodolfo Fernandes, que dele fala em seu livro "A Marcha de Lampião - Assalto a Mossoró". Descreve Raul: - "Mansão sem estilo definido, de oitões livres e altas colunas nas varandas, aparecia imponente, senhorial. Tinha cinco amplos quartos, sala de estar, de visita e de jantar, afora as demais dependências.  Encravada no quarteirão, limitava-se à direita, com a moradia da esquina, na praça da Igreja de São Vicente de Paulo e, a esquerda, com um bloco de habitações conjugadas. O enorme quintal era dividido ao meio. Na frente, situava-se o prédio e atrás o curral do gado leiteiro e a garagem. Defronte da garagem, passava a linha férrea".

Por ter servido de cenário para o episódio do ataque de Lampião a Mossoró, sendo ali montada a principal trincheira contra os invasores, é que Dix-huit Rosado Maia, quando prefeito, para ali transferiu a sede do Executivo Municipal com o nome de Palácio da Resistência.

(Para conhecer mais sobre a história de Mossoró visite o site: w
ww.mossoro.cjb.net)
http://www2.uol.com.br/omossoroense/061202/nhistoria.htm

http://blogdomendesemendes.blogspot.com