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terça-feira, 4 de abril de 2017

IMAGENS DA CASA DE FARINHA - MUSEU DO SERTÃO DA FAZENDA RANCHO VERDE - DIA 25 DE MARÇO DE 2017

Crédito das imagens: Rita de Cássia Rocha












Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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INOCÊNCIA FERREIRA DE JESUS PRIMA DO CANGACEIRO GATO, VIVE EM PAULO AFONSO, AOS 111 ANOS DE IDADE

Por João de Sousa Lima

Inocência Ferreira de Jesus prestes a completar 111 anos de idade (nascida em 15 de julho de 1906) e ainda lúcida tem muitas histórias para contar.


Ela é prima legítima do cangaceiro Gato o mais perverso cangaceiro do bando de Lampião.


Os pais de Inocência eram Cícero Pereira Leite e Teodora Vieira de Jesus. Ela hoje com 111 anos de idade, revela que sente saudades da antiga Barroca (povoação as margens da cachoeira de Paulo Afonso, sendo uma das primeiras localidades para acolher escravos fugidos dos aprisionamentos dos perversos bandeirantes paulistanos).


Mesmo tendo nascido próximo a Serra do Retiro, confessa que na antiga Barroca ficou sua felicidade. Em seu relato, falando que já conheceu o Brasil quase todo, nunca esqueceu seu pedaço de chão. Inocência quebrava pedras e as transformavam em britas para vender. Trabalhava ela e a filha Maria Milda Lima, arranchadas embaixo de latadas ou ranchos cobertos com palhas. À noite continuavam o trabalho diante da luz disforme dos candeeiros.


Inocência é prima legítima do cangaceiro Gato.

Seu tio Antônio de Rita e seu filho Ulisses Grande, moradores do povoado Salgadinho, eram coiteiros de cangaceiros. Em uma das viagens de Inocência, ela e a prima Nenê, selaram um burro e amarraram dois caçuás, montaram o animal e foram buscar algumas melancias na casa do tio Antônio de Rita. Quando chegaram à casa do tio encontraram os cangaceiros Gato, Corisco, Bananeira, Volta Seca e muitos outros. Uma grande farra estava acontecendo na casa do tio. Tempos depois, quando a polícia expulsou os moradores daqueles sítios, os forçando a vir morar em Santo Antônio da Glória e na Barra, o perverso tenente Douradinho, passando na Barra, prendeu o Antônio de Rita e o crucificou, pregando suas mãos em uma madeira. Quando o policial se preparava para matar o sertanejo, Inocência correu, se ajoelhou aos pés do tenente e pediu para que ele não fizesse aquilo com seu tio, pois ele era inocente. Diante do pedido da jovem, o tenente, acreditem, libertou o moribundo rapaz.

http://joaodesousalima.blogspot.com.br/2017/04/inocencia-ferreira-de-jesus-prima-do.html

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DOM QUINTINO E LUIZ GONZAGA...


Zona rural de Dom Quintino; distrito a 25 km do centro de Crato, rua da Antena, numero 69. O inusitado habita esse endereço. O sonho de um menino do sertão se manifesta dentro de uma pequena casinha de taipa e se mostra para o mundo. Falo de um pequeno sertanejo chamado Pedro Lucas Feitosa de 11 anos, fundador do Museu do Luiz Gonzaga.

Pedrinho, neto de seu Antonio Feitosa e dona Salete, se descobriu apaixonado pelo Rei do Baião desde os cinco anos de idade quando surpreendia a todos cantarolando Gonzaga. O menino que passou a ser criado pelos avós, logo acabou contagiando a família e ganhou o compromisso do avô de visitar o berço de Luiz Gonzaga: Exu. No ano de 2013, Pedro Lucas , chegava a Exu pela primeira vez e totalmente encantado resolveu criar um Museu de "seu Luiz" em sua querida Dom Quintino, o local escolhido: A casinha de taipa da bisavó, exatamente vizinha à casa de seu Antonio.

Dona Salete, seu Antonio, Caio, Manoel Severo,Pedrinho e Kydelmir Dantas 
Ingrid Rebouças e Pedro Lucas
Logo que chegamos a Dom Quintino, todas as pessoas a quem nos dirigimos orientavam de como chegar ao Museu de Pedrinho. Entra aqui, sai ali, sobe a ladeira e depois de algumas "placas" de cartolina e madeirite chegamos ao lugar. Pedro Lucas não estava em casa mas seu Antônio, o "guardião" do Museu logo se apresentou e mandou chamar o menino que chegou animado a cumprimentar cada um de nossa caravana: Eu, Kydelmir, Ingrid e Nerizangela.

Quando entramos no Museu, seu Antonio foi logo cuidando do "fundo musical", um vinil de Luiz Gonzaga inundava todos os cômodos da casa com "Nem se despediu de mim" em um sistema de som criado pelo próprio Pedrinho; sensacional ! Aqui encontramos cerca de 250 peças devidamente dispostas em todos os locais com destaque para os discos, fotos, artefatos de toda natureza que possuem ligação com o sertão e com o Rei do Baião. Seu Antonio explica:"Quando as pessoas souberam do museu ai começaram a fazer doação e depois muitos pesquisadores de Luiz Gonzaga começaram a trazer presentes para o Museu do Pedro".

 Cariri Cangaço no Museu de Luiz Gonzaga em Dom Quintino, no Crato
Manoel Severo e Antônio Feitosa

Pedro Lucas afirma que a iniciativa não vai parar na infância. Ele que ser um museólogo quando crescer. Conciliará a profissão com a sanfona, diz, instrumento que tem o sonho de aprender a tocar, como o ídolo Luiz Gonzaga.

Pedro Lucas Feitosa
 Mais de 250 peças compôem o Museu de Luiz Gonzaga, do Pedrinho 
 O pequeno Caio ao lado de Ingrid Rebouças, Kydelmir Dantas e Nerizangela 

A dedicação de Pedrinho encontra coro na família, seu Antonio , o pai-avô também já ensaia muito conhecimento sobre o Rei do Baião, dona Salete a mãe-avó, fica "só de longe" mas não dispersa um segundo si quer  nas coisas de Pedrinho e dos convidados, muitos deles ilustres que se deslocam do Brasil inteiro para conhecer a iniciativa. Além deles ainda vamos encontrar o mais fiel colaborador: Caio, um outro abnegado mantenedor do Museu, esse com apenas 7 anos, auxilia em tudo, filme, grava, arruma as coisas e o Pedro e ainda toca Zambumba !!!! Bem essa é a historia espetacular de Pedro Lucas Feitosa e seu Museu de Luiz Gonzaga em Dom Quintino, Crato, Ceará; Pedrinho e sua família estarão em julho realizando outro grande sonho: Participar de um Cariri Cangaço, e desta vez na terra berço de seu ídolo, Exu de Luiz Gonzaga. Avante,

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço
Crato, Ceara

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2017/04/dom-quintino-e-luiz-gonzaga.html

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"FIOS DE PENSAMENTOS"


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MOSSORÓ ME ABRAÇOU E EU A ABRACEI COMO MINHA SEGUNDA CIDADE

Por Kydelmir Dantas

Esta semana estou completando 30 Anos em Mossoró. Cidade que cheguei para trabalhar na Petrobras e fui abraçado e abracei como minha segunda terra. Cidadão de fato e de direito, quase metade da vida na capital do oeste potiguar, aqui ganhei amizades, respeito, consideração, carinho, reconhecimento e amores. Abraço a tod@s meus conterr@neos mossoroenses sentindo-me abraçado. 


Dedico meu mais novo cordel aqueles que me consideram amigo. Rogo a Deus que Mossoró tenha paz.

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PAIXÃO DOS GUARARAPES 2017


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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segunda-feira, 3 de abril de 2017

CONVITE - PELOS MEANDROS DA MEMÓRIA - Bairro Paredões - Rua Alexandre Baraúna - Mossoró - RN


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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UM TRABALHO QUE TODOS QUE ESTUDAM O CANGAÇO DEVEM POSSUÍ-LO EM SUA ESTANTE

Por Ana Cecília Correia Lima

Gostaria de fazer uma indicação pois está havendo uma discussão muito boa sobre Corisco e Dadá. A indicação é que o melhor livro sobre Corisco foi Dr. Sérgio Dantas que escreveu e muito pesquisou em campo (e não em outros livros). Muito sério como pesquisador. Uma unanimidade nesse sentido.

Vale a pena adquirir com o Prof. Pereira através deste email: franpelima@bol.com.br

Abraços Cabroeira

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JOÃO FERREIRA DA SILVA

Por Geraldo Júnior

O único irmão de Virgulino Ferreira da Silva "Lampião" que não teve envolvimento com o cangaço.

Ao contrário de seus irmãos, João Ferreira levou uma vida digna e pacata. O fato de ser irmão dos cangaceiros Virgulino "Lampião", Levino, Antônio e Ezequiel Ferreira, fez com que sofresse retaliações por parte das policias e autoridades da época, chegando inclusive a ser preso e acusado injustamente de envolvimento com o banditismo.

A história e o tempo se encarregaram de corrigir os erros cometidos por parte das "autoridades" constituídas da época e sua biografia comprova que João Ferreira da Silva foi um homem de bem e avesso à vida das armas.

Um homem que apesar de toda sorte de constrangimentos e humilhações que sofreu, resolveu optar por uma vida livre e pacata.

Geraldo Antônio de Souza Júnior

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HOMENS INTELIGENTES E SUAS PESQUISAS MARAVILHOSAS

Por Clerisvaldo B. Chagas, 3 de abril de 2017 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica 1.567

À margem da política, da cachorrada, da safadeza, salva o lado tenebroso, a inteligência de hábeis e determinados pesquisadores. E diante da desertificação séria e tantas vezes denunciada ao mundo, seguem-se períodos de fome e miséria em regiões do globo onde não mais se produz nada da terra.

ILUSTRAÇÃO (Wagner Cerqueira e Francisco).

Desvendar os mistérios que envolvem o Saara ─ maior deserto quente do mundo ─ a nós parece um feito extraordinário de homens que se dedicam às ciências. Sempre tivemos a impressão de que a região saariana tivesse sido uma coisa diferente no passado, mas não dentro das revelações dos últimos estudos a respeito. São surpreendentes as deduções de pesquisadores da Universidade de Estocolmo (Suécia) e da Universidade de Columbia e do Arizona, fora outra vertente debruçada no mesmo tema.

Parece mesmo ficção científica apontar o deserto como atualmente se conhece com uma precipitação entre 35 e 100 milímetros e dizer que ali já teve 20 vezes mais chuvas no passado. Os estudos mostram que aquelas areias de tanto calor pelo dia e tanto frio durante a noite, eram antes savanas e pradarias que podem ser chamadas de Saara Verde ou Saara Úmido, sustentadas pelas chuvas de moções.  Um cenário deslumbrante entre cinco e dez mil anos atrás. Região onde havia peixes, crocodilos, elefantes e hipopótamos, paisagem mesmo de savana e pradaria.

"O Saara se tornou verde quando saímos do período glacial. O Sol do verão se tornou mais forte há uns 9 mil anos e isso trouxe uma série de consequências", explica um dos pesquisadores.

Esta pesquisa data o deserto em 2,7 mil anos, mas estima que os seres humanos tenham abandonado as áreas que estavam se tornando desérticas muito antes, à medida que o clima mudava.

Outra versão diz: O período do Saara Verde não ocorreu apenas entre 5 mil e 10 mil anos, mas também há 125 mil anos, como fenômeno cíclico e natural. E se o fenômeno é cíclico, daqui a milhares de anos o ciclo se repetirá. o Saara poderá voltar a ser o que era antes, savana e pradaria, dependendo também das forças antropogênicas.

Sua extensão é maior que a de alguns países, como o Brasil, Índia e a Austrália.



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FALANDO MAL DA VIDA DOS OUTROS

*Rangel Alves da Costa

Uma cultura às avessas, mas uma cultura. Falar mal da vida dos outros é costume que se alastra desde que mundo é mundo. Até a cobra falou mal do paraíso. Os profetas falaram mal dos reis e os reis falaram mal dos profetas. Não há como mudar isso. Onde houver ciúme, ódio, raiva, desavença ou mera discórdia, sempre haverá uma exposição negativa da vida do outro.

O problema é que se fala mal sem motivo algum, por não ter o que fazer ou por maldade mesmo. Contudo, é geralmente a inveja que faz a pessoa atacar sem motivação alguma, a não ser a própria inveja. É um olho gordo que não acaba mais. Daí que a feia quer enfear todo mundo, a gorda quer balofar todo mundo, a chata que colocar chatice em todo mundo. A verdade é que acaba sendo visto e espalhado como pior aquele que é melhor que o outro em qualquer situação.

Ser trabalhador causa uma inveja danada. E por isso mesmo logo alguém vai esmiuçar uma aleivosia para lançar sobre o esforçado. Ser belo também causa uma insatisfação danada em muita gente. Daí que logo cuidam em jogar qualidades ruins naquela beleza. Ser inteligente, ter um bom emprego, andar bem vestido e de forma elegante, não se importar com a vida dos outros, viver bem com o esposo ou namorado, tudo isso causa uma desmedida inveja. E então sempre surge uma má língua para falar baboseiras.

Com o diz o ditado, quem bota defeito quer comprar. Ou ainda outro dizendo que o olho que só vê defeito não vê o defeito que o olho tem. E assim por diante, mas a verdade é que a cultura do falar mal está em todo canto e por todo lugar. A falsidade é tanta que muitas vezes um elogio oculta uma maldade, uma palavra presumidamente bondosa carrega um inverso deplorável e afrontoso. É como se alguns vivessem unicamente para desqualificar os demais e afrontar todo mundo. E tudo sai de pessoas sonsas, mesquinhas, desprezíveis.


A Velha Tibúrcia já dizia que quem se incomoda mais com a vida dos outros do que com a sua, é porque sempre tem a vida dos outros como mais importante que a sua. Deixa a sua que não vale nada num cesto de pano sujo e outra coisa não faz senão viver mentindo pelos quatro cantos que a outra fez isso ou aquilo ou que deixou de fazer o que não lhe interessa nenhum tiquinho. E o pior é que ainda chega perto da pessoa falada com a cara mais sonsa do mundo, com sorrisos falsos e gestos de cobra ruim.

Já a saudosa Leontina dava a receita a quem se comprazia em viver pelos cantos, portas ou janelas, falando da vida dos outros. Dizia ela: Deixa a calçola suja de dias pra tá inventando aleive sobre quem não tá nem aí pra sua vida. Deixa a panela queimar pra tá na vizinhança falando do brinco de uma, da roupa de outra, do namoro de uma e da finura ou gordice da outra. Deixa a casa suja e sem varrer pra dar mais valor à porta da rua e à vida de quem vai passando. Deixa de se respeitar que é pra tá desrespeitando a vida de todo mundo. Boca desgraçada da peste. E num sabe a desgrama que toda a sujeira tá nela mesma.

Por sua vez, Querência da Lagoa Grande dizia que não é só mulher que vive assim, trocando a sua pela vida dos outros, mas homem também parece não ter o que fazer e fofoca mais que zinha gaiteira. E ajuntava: Uns cabra safado bom de trabaiá e fica pelas calçada falano mal de quem passa e muito mais das fia dos outro. Cremência dava escrita e leitura: Povo mais safado. Vá pregar botão, vá varrer a casa, vá remendar, vá rezar pra Deus, bando de fi de uma égua!

Menos raivosas não eram as assertivas saídas do Velho Totonho Quixabeira: A pessoa num pode viver como pode nem do jeito que quer que vem um fi da peste pra tá falando mal. Uma gota serena que num tem o quer fazer. Outro dia, a fia do compadre Clementino saiu buchuda sem saber. Uma fia da gota sem ter o que fazer, entonce se pôs a espalhar que a mocinha tinha pegado bucho. Oia que desacerto da gota. Foi preciso dizer umas duas nas fuças da mentirosa pra ela tomar tino na vida. Fala mal dos outros e esconde as safadezas que faz. E ainda tem gente que deixa a casa sebosa e cheia de lixo e vive pelas calçadas falando mal de um e outro. Num tem jeito pra esse povo. Só cortando a língua e amarrando no pescoço.

Assim as mirabolâncias da língua e da covardia que se espalham por aí. E nem ninguém está a salvo dessa cultura peçonhenta. Sempre haverá alguém falando mal de outra pessoa. Como tem gente ávida por ouvir, então tudo se transforma em corrente injuriosa do alheio.

Escritor
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