Noite de Abertura do Cariri Cangaço Fortaleza 2018
O auditório Murilo Aguiar, da Assembléia Legislativa do estado do Ceará, recebeu na noite desta quinta-feira, dia 26 de abril de 2018, a solenidade de abertura do Cariri Cangaço Fortaleza; primeira iniciativa do empreendimento em uma capital. o Cariri Cangaço já realizou 19 grandes seminários em mais de 22 cidades nordestinas ,mas nunca havia chegado a uma capital. "Nada mais natural começarmos por nossa casa, Fortaleza , capital do Ceará, berço do Cariri Cangaço" completa Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço.
Deputado Heitor Ferrer preside a Mesa de Abertura da Solenidade
Eduardo Renno, João de Lemos, João Arruda, Manoel Severo, Heitor Ferrer, Raimundo Matos, Ubiratan Aguiar, Benedito Vasconcelos e Cristina Couto
A Mesa Solene da noite de abertura foi presidida pelo deputado estadual Heitor Ferrer, representando o presidente da Assembléia Legislativa e contou ainda com as presenças do deputado federal Raimundo Gomes de Matos; representando o Congresso Nacional e a Comissão de Cultural da Câmara dos Deputados, do ministro Ubiratan Diniz Aguiar; presidente da Academia Brasileira de Letras, do professor João Arruda; representando o prefeito de Fortaleza, do professor Benedito Vasconcelos; presidente da SBEC, do dr. João de Lemos; presidente do Instituto dos Advogados do Ceará, de Cristina Couto; presidente da Academia Lavrense de Letras e de Eduardo Renno; vice-presidente da Academia Cearense de Cinema.
A solenidade foi aberta pelo deputado Heitor Ferrer que ressaltou a "extraordinária iniciativa do empreendimento Cariri Cangaço em seu trabalho de aprofundar o estudo da historia e das tradições nordestinas, fazendo da cultura uma das molas mestras para a transformação da sociedade, é uma honra para a Assembléia Legislativa do Ceará acolher o Cariri Cangaço". Logo em seguida à execução do hino nacional brasileiro, o promotor de justiça do estado do Rio Grande do Norte, colecionador e pesquisador, conselheiro Cariri Cangaço, Ivanildo Silveira fez a apresentação do Cariri Cangaço a todos os presentes.
"A capital do Ceará, Fortaleza, recebe a partir de hoje até o domingo, dia 29 próximo, destacados estudiosos, pesquisadores e escritores de temas ligados a história do nordeste no Brasil. O Cariri Cangaço Fortaleza 2018 apresenta um qualificado fórum de debates que terá como tema principal O “Coronelismo”.O evento já se configura como a maior iniciativa do gênero já realizada em uma capital do país. O Cariri Cangaço está sendo construído a partir de grande articulação envolvendo vários segmentos culturais, estudantis e acadêmicos do estado e também da região; tendo a frente o Instituto Cariri do Brasil e o Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, com o apoio da Sociedade Brasileira Estudos do Cangaço, da Academia Cearense de Letras e da Academia Lavrense de Letras; além de diversos parceiros institucionais,ora representados nesta noite de abertura nesta Assembléia Legislativa", concluiu Ivanildo Silveira
na apresentação do evento.
Deputado Federal Raimundo Gomes de Matos
Em seguida fez uso da palavra, representando a Câmara dos Deputados o deputado federal Raimundo Gomes de Matos que renovou o compromisso da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados; da qual é um dos componentes, "em permanecer atento às demandas da área da cultura e na defesa intransigente do fortalecimento dos recursos destinados ao segmento nos orçamentos de estado" ressaltou ainda o "trabalho digno de reconhecimento do Cariri Cangaço, tendo a frente meu conterrâneo Manoel Severo, que faz esse trabalho reunindo pesquisadores de todo o Brasil, hoje presentes em Fortaleza"
Ministro Ubiratan Diniz Aguiar
Já o ministro Ubiratan Diniz Aguiar, presidente da Academia Cearense de Letras, em suas palavras ressaltou "a esperança contida em iniciativas como o Cariri Cangaço, reunindo verdadeiros abnegados defensores da cultura num trabalho sério e responsável", Ubiratan Aguiar lembrou ainda sua luta a partir de Projeto de sua autoria na Câmara dos Deputados que tem em seu bojo a mudança constitucional dos recursos destinados à cultura " como também festejou Fortaleza por receber o evento, e ainda fez um convite para no próximo mês de agosto, todas as entidades ali reunidas e representadas pelo Cariri Cangaço, estarem participando no Teatro José de Alencar de um manifesto encabeçado pela Academia Cearense de Letras em defesa da cultura.
Conselheiros Juliana Pereira e Ângelo Osmiro
Ministro Ubiratan Aguiar e Juliana Pereira
Professor João Arruda recebe o Diploma em nome do ex-reitor da UFC,
Roberto Cláudio Frota Bezerra
Eduardo Renno, recebe o Diploma em nome de Regis Frota
Raphael Pessoa recebe o Diploma em nome de Valdetário Monteiro
Paulo Quezado, Juliana Pereira e Ângelo Osmiro
A noite de abertura foi também marcada pela tradicional homenagem do Conselho Curador Alcino Alves Costa à personalidades que se destacam na defesa da cultura e das artes, distinção conferida a cada edição do Cariri Cangaço. Os Conselheiros Juliana Pereira e Ângelo Osmiro entregaram os diplomas de "Amigo do Cariri Cangaço" ao presidente da Academia Cearense de Letras, ministro Ubiratan Diniz Aguiar; ao ex-reitor da Universidade Federal do Ceará, professor Roberto Claudio Frota Bezerra; ao conselheiro federal da OAB, Valdetário Monteiro; ao presidente da Academia Cearense de Cinema, Regis Frota e ao renomado advogado cearense do Vale do Salgado, Paulo Quezado.
Na oportunidade o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa, foi homenageado pelo pesquisador, escritor e artista plástico; Archimedes Marques e sua esposa, também escritora, Elane Marques, com uma estatueta confeccionada em papel machê, de sua autoria que retrata o fundador do Cariri Cangaço. "Tenho que ter muita gratidão ao Archimedes porque além de me presentear com esse espetacular trabalho, ainda me proporcionou uma lipo me deixando bem esbelto, rsrs" agradece Manoel Severo.
Elane e Archimedes Marques e a homenagem a Manoel Severo
Dando prosseguimento à noite de abertura o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, apresentou as boas vindas a todos os convidados do evento, vindos de todos as regiões do país para reverenciar mais uma vez a cultura, a historia e as tradições nordestinas. "Hoje nesta assembléia legislativa temos a grande honra de inaugurar mais uma etapa desafiadora de nosso Cariri Cangaço, o empreendimento chega pela primeira vez a uma capital, com um formato diferente, com um publico diferente, com sentimentos diferentes, mas com a mesma força e o mesmo entusiasmo de sempre." E continua Manoel Severo, "vamos a partir de uma programação dinâmica e construída com todo o cuidado, contemplar todos os públicos" e conclui "além das conferências e debates teremos lançamento de livros, cordéis, exibição de filme, exposição de artesanato, apresentações artísticas, enfim, sem falar que visitaremos e temos como anfitriões, verdadeiros templos da cultura do Ceará, como a Casa de José de Alencar, o Palácio da Luz e o Cine Teatro São Luiz, sejam todos muitos bem vindo ao Cariri Cangaço Fortaleza".
Manoel Severo na noite de abertura do Cariri Cangaço Fortaleza
Por fim Manoel Severo convidou ao palco da assembléia legislativa os pequenos notáveis do Cariri Cangaço; as talentosas sanfoneirinhas, Cecília do Acordeon, de Redenção-CE e Deisielly do Acordeon, de Ocara-CE, além da poetiza Francine Maria de Ibiapina-CE; Pedro Lucas, o menino do museu, de Crato-CE e Pedro Popoff o menino do cordel e do baião de Bauru-SP, que transformaram a noite de abertura do Cariri Cangaço Fortaleza na mais autentica festa do forró e do baião da verdadeira alma nordestina.
Pedro Popoff e Manoel Severo
Paulo Vanderlei, Pedro Lucas, Rodrigo Honorato, Pedro Popoff, Deisielly do Acordeon, Francine Maria e Cecília do Acordeon
Veja na íntegra toda a Solenidade de Abertura do
Cariri Cangaço Fortaleza 2018
Solenidade de Abertura do Cariri Cangaço Fortaleza 2018
Assembléia Legislativa do Estado do Ceará
Imagens Laser Video - Aderbal Nogueira - YouTube
A Assembléia Legislativa do estado do Ceará, recebeu sem dúvidas uma das mais autênticas manifestações da integração da cultura brasileira. 13 estados brasileiros estavam representados na abertura do Cariri Cangaço Fortaleza. Personalidades das mais variadas manifestações culturais e artísticas num encontro antológico, sem fronteiras, sem distinção de raça, cor, idade, sexo, pensamento... Apenas paixão; paixão pelo nosso chão, nossas raízes, nossa nação, a isso chamamos Cariri Cangaço: Onde o Brasil de Alma Nordestina se Encontra.
Cariri Cangaço Fortaleza Noite de Abertura, Auditório Murilo Aguiar
Chegou o volume 2de'Lampião e o Cangaço na historiografia Sergipana'
Recebi, ontem, o novo livro do escritor sergipano Archimedes Marques, 'Lampião e o cangaço na historiografia Sergipana'. Essa magnífica obra e, fiquei surpreso com o grande conteúdo e, novidades que o mesmo traz. São quase 400 páginas, com fatos novos, inclusive uma certidão do casamento da cangaceira Dulce, com o também, cangaceiro, Criança. Uma iconografia muito rica, que vale a pena ter em sua biblioteca.
Foto: TV Aperipê
Neste segundo volume passeamos sobre a estada, a passagem, a vida das cangaceiras naqueles inóspitos tempos, suas dores e seus amores nas guerras do cangaço e também após esse tempo para aquelas sobreviventes.
A história do município de Carira, seus arruaceiros, seus bandoleiros, seus pistoleiros, os cangaceiros e policiais que por ali atuaram, também é minuciada e melhor estudada com a participação inequívoca de historiadores locais de renome que remontam esse tempo.
A histórica e linda Laranjeiras dos amores e horrores, não poderia ficar de fora, pois além de tudo, há a grande possibilidade de Lampião ali ter pisado, até mais de uma vez, para tratamento do seu olho junto ao médico Dr. Antônio Militão de Bragança. Nesse sentido a história, a ficção e as suposições se misturam para melhor compreensão do leitor.
O autor a esquerda, na ocasião do coquetel de lançamento em Aracaju.
Fonte Site do Bareta.
Boas novidades também são apresentadas neste volume, uma com referência ao “desaparecido” Luiz Marinho, cunhado de Lampião, então casado com a sua irmã Virtuosa, outra referente ao casamento de um casal de cangaceiros ainda na constância desse fenômeno ocorrido em Porto da Folha, com a prova documental e, em especial o extraordinário fato novo relacionado a Maria Bonita em Propriá na sua segunda visita àquela cidade para tratamento médico.
Fotos inéditas também estão apostas neste volume, que acredito será bem aceito pelos pesquisadores do cangaço. A excelente obra pode ser adquirida diretamente com o autor, através do email: archimedes-marques@bol.com.br
Resenha e Transcrição de Volta Seca, administrador do grupo Lampião, Cangaço e Nordeste - Facebook.
Excelente a festa de ontem acontecida na Escola Estadual Professora Helena Braga das Chagas. Dia transferido de homenagem às mães, elas compareceram em massa e assistiram emocionadas a seguinte programação: Abertura do evento com palavras do novo diretor, Ivanildo Ramalho dos Santos. Presente do livro 230 ao padre Jaciel Soares Maciel, pelo autor e o diretor da Escola. Entrega de documento ao pároco, pelos escritores Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto. Documento este que narra fatos sobre Ana Tereza, a primeira devota de Senhora Santa Ana no município, inclusive reivindicando um lugar para o seu nome na Paróquia e outras providências. Palestra do vigário sobre o Dia das Mães, realizada com brilhantismo pelo padre Jaciel Soares Maciel.
Escola Helena Braga. Foto: (B. Chagas - Livro 230).
Em seguida, a professora Vilma de Lima, iniciou a segunda parte, com a crônica humanista, de cunho ecológico,”Beija, Beija, Beijando”, do mesmo autor do livro 230. As mães não arredavam o pé e, uma banda musical acompanhava as homenagens abrilhantando os festejos merecidos. Em seguida, os alunos de várias turmas foram ao palco do evento, realizando apresentações ensaiadas com seus eficientes professores. Era grande o entusiasmo estudantil aguardando a vez de cada uma das apresentações. Jesus participou mandando uma chuvarada boa que fazia coro na terra com as páginas musicais. De fora só se ouviam as salvas de palmas da plateia demonstrando a imensa satisfação matinal.
E o entusiasmado evento que teve início às oito da manhã, parou para um lanche às donas da festa, aproximadamente às dez horas. Era a escola do Bairro São José reforçando o liame entre educadores e as famílias pela batalha da vida. O esforço de cada um que faz a Escola Helena Braga, valeu à pena em contemplar o semblante de felicidade de mães, filhos e filhas, nessa manhã inesquecível. Bastante aplaudido o antigo diretor, Marcello Fausto, pelos relevantes serviços prestados por duas gestões sucessivas. Já o novo diretor, Ivanildo Ramalho, procura estruturar a Unidade e partir para novas conquistas que elevarão o nome do Ensino em Santana.
Ah, as lembranças da casa. E como doem as lembranças da casa. Como são doces e alegres, dolorosas e torturantes as lembranças da casa. Era rica ou pobre, era de barro ou tijolo? Não precisa saber. Era lar. E tudo.
A casa. Lar que era vivo e transbordante nos tempos idos, com portas e janelas abertas, pessoas chegando e saindo, fumaça subindo da lareira e cheiro de café torrado ao entardecer.
A casa. O ninho familiar, com pessoas vivendo os seus destinos, compartilhando instantes de alento e desalento, sem imaginar quanto o tempo vai transformando a existência, tornando solidão aquilo que era tão presença.
“Menino cuidado com pingo de chuva, pra cair gripado e febril é num instante. Menina venha cá arrumar essas bonecas dentro da casinha. Pensa que boneca de pano não tem sentimento, é? Maria coloque o café no pilão e depois estenda a roupa no varal...”.
“Zezinho, já avisei que não quero ver você subindo sozinho naquele cavalo alazão. O bicho ainda tá brabo, arreliento, e é arriscado por demais que desembeste com você em cima. Também não quero que saia por aí de arapuca na mão pra pegar passarinho. Tem cobra e bicho perigoso por todo lugar. Se quiser brincar que vá correr na malhada com seu cavalo de pau ou cuidar da sua fazenda de ponta de vaca...”.
“Mãe, Zezinho roubou o cabo de minha vassoura. Mãe, eu vi Aninha pegar seu talco de pó pra botar nas bonecas dela. E também saiu do quarto com uma alfazema escondida. E também ouvi quando conversava com uma boneca e dizendo que um príncipe encantado qualquer dia vai aparecer na janela do quarto dela. E que vai mandar o bicho-papão ficar debaixo de minha cama...”.
“Cale a boca vocês dois. Mas quem já se viu duas criaturinhas iguais a vocês duas. Um vem e diz que a outra fez isso, a outra vem e diz que o outro fez aquilo. Mas que coisa mais feia. Agora venha cá Zezinho, e depois venha você Aninha, pois quero saber direitinho dessas histórias. E vão preparando o lombo...”.
Os anos foram passando e a movimentação na casa continuava intensa, mas as vozes tomavam outros tons, os gritos já não eram da criançada nem dos pais ordenando a convivência. Outras palavras, e até alvoroços, começaram a se espalhar pelas paredes e arredores.
“Corra, corra Zezinho, vá chamar o doutor. Aninha se apresse aqui, me ajude a abanar sua mãe que parece sufocada, sem um pingo de ar. Abra a janela, tire essa cortina da porta. Faça uma garapa, traga aquele chá. Abane aqui que ela parece que nem pode mais respirar...”.
“Corra aqui pai, chega, venha logo pelo amor de Deus. Não estou sentindo mais nenhuma respiração. Será que ela morreu, será que ela morreu? Responda, será que ela morreu? Ela não pode morrer, ela não vai morrer. Será que ela morreu? Responda, responda pelo amor de Deus...”.
No mês seguinte o pai não suportou a dor do luto e também faleceu. Estava de lenço à mão sentado numa cadeira na varanda quando pendeu a cabeça para o silêncio da vida. Parecia sorridente na feição envelhecida mil anos em poucos dias. Quando a filha encontrou-o assim, talvez já caminhando em busca de sua amada, pela última vez um grito ecoou na casa.
Foi o último grito, mas cujo som continua ecoando nas sombras escondidas do passado. Apenas os dois irmãos continuando ali, apenas as palavras inevitáveis eram pronunciadas.
“Não suporto mais viver aqui nesse sofrimento. Vou embora daqui. Vou morar na casa de Tia Tonha, lá na cidade. Só tenha pena de lhe deixar sozinho aqui. Nessa idade e ainda não pensou em casar. Parece que nossa sina é viver na solidão pela vida...”.
“Também vou sentir muito sua falta. Mas também sei que não pode continuar nessa situação de desalento. Ninguém vive feliz numa casa que só traz tristeza e dor no coração. Olho pro lado e parece que vejo nossa mãe, olho pra outro e sinto a presença do nosso pai. E eles olhando tudo pelos retratos na parede. Mas vá. Também não vou demorar aqui não. Vou vender tudo, entregar a sua parte e depois penso que estrada tomar...”.
Vendeu a casa. Quem a adquiriu nunca usou como habitação. Os anos foram passando e tudo envelhecendo, se deteriorando, numa dolorosa paisagem. As janelas abertas, a porta caída. Folhagens mortas sendo levadas pelo vento e ali fazendo moradia. Tudo abandono e solidão, apenas a ventania zunindo triste ao redor.
Quando chegava o entardecer um cheiro forte de café torrado era sentido por quem passava ao redor. E vozes, e vozes na noite. E depois um grito desesperado. E novamente o silêncio dos tempos.
E tudo nos idos da memória que alegra e chora. Tudo na relembrança daquela casa, tudo na folha do tempo, tudo no sopro do vento.
Contempla a
história de Cabrobó e a história da transformação de Cabrobó. Na primeira etapa
estão presentes temas como origem de Cabrobó, nome e localização da fazenda de
origem, fundação, fundador, construção da primeira igreja, extensão do
território primitivo, evolução político-administrativa, exploração de cebola, e
tentativa de mudança do nome de Cabrobó. Estão citados fatos e nomes de
diversas pessoas, como eleições antigas e ocupantes de cargos legislativos e
executivos, além de novidades acerca de Brígida de Alencar e Lampião entre
outros.
Em épocas
pretéritas, era comum camurupins subirem o rio Apodi-Mossoró quando das grandes
marés altas. Ficavam impossibilitados de voltarem para a água salgada, sendo
caçados principalmente pelos moradores das áreas rurais do município de
Mossoró. Topônimo de espaço rural em Mossoró - Camurupim - localizado à esquerda da ponte Lourenço Menandro Cruz, sentido de quem segue para o vizinho município de Governador Dix-sept Rosado, ou à direita, para quem vem, tem sua gênese no aprisionamento dos camurupins quando esses peixes adentavam o curso do rio Apodi-Mossoró e não conseguiam mais voltar para o mar.
Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso
Conheci um integrante do bando de Lampião que visitou cordialmente Mossoró em
13 de junho de 1927, digo cordialmente porque se fosse uma invasão ele nunca
teria avisado as autoridades dessa terra sobre a sua vinda.
Quanto aos dois livros opositores que vem dando o que falar no meio da cultura
nordestina, acredito no trabalho do livro LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE e nas
pesquisas do seu autor Archimedes Marques sobre o cangaço, mas é bom ficar em
alerta porque no meio desses pesquisadores de araque existem muitos da marca
desse cidadão que escreveu "Lampião o Mata Sete", um livro sem base
de sustentação alguma.
Referente a esse punhal da fotografia exposta eu recebi das mãos de Asa Branca,
figura que comentam dezenas de histórias sobre o mesmo, mas, no entanto quando
o conheci em Mossoró, na época ainda existiam pouquíssimos pesquisadores sobre
o cangaço e nunca nenhum deles contestou sobre a vida de Asa Branca,
entretanto, alguns atuais já disseram que esse PUNHAL é história "pra boi
dormir" como se eu ou o Asa Branca estivéssemos mentido. Ninguém sabe o
porquê dessas pessoas não contestarem a veracidade dos fatos pessoalmente ao
próprio Asa Branca como todo e bom pesquisador deve fazer.
História se faz com pesquisas não com suposições e é dentro desse contexto que
afirmo que o Asa Branca realmente foi um cangaceiro, como também parabenizo o
livro LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE, não só pela quantidade de fatos narrados
baseados na verdadeira história do cangaço, mas também pela excelente pesquisa
realizada pelo seu autor, Archimedes Marques, que em tudo bem contradiz o seu
opositor, também sergipano, Pedro de Morais.