Em 1927,
Lampião e seu bando passavam pelo Ceará em fuga da derrota em Mossoró/RN, nas
cidades e povoados passaram em paz, foram acoitados e bem tratados, apesar de
seguirem em seu rastro algumas Volantes. Quando estavam na localidade do Riacho
da Fortuna, no Cariri Cearense, Lampião soube que uma volante da Paraíba estava
em seu encalço, assessorada por uma Volante Cearense, esta inexperiente e
apreensiva, mas que juntas formavam um grande contingente. Pelo cansaço que
estava, Lampião decidiu não correr e ficar para lutar e, como sempre, traçou
uma estratégia de combate. O Bando se entrincheirou e aguardou o cerco das
volantes se fechar. Quando os soldados já estavam próximos das trincheiras,
Lampião deu o sinal e o fogo começou e uma chuva de balas caiu sobre as
volantes, acompanhada por uma gritaria danada dos cangaceiros. Os soldados se
esconderam e revidaram, o tiroteio durou por mais de uma hora. De repente, ao
sinal do Capitão, tudo parou, tudo se acalmou, todos se calaram, nada se movia,
silencio total, nenhum tiro ou sinal de vida, nenhum movimento ou barulho. Os
soldados por sua vez, insistiram com alguns tiros e gritos, mas nada aconteceu.
Esta calmaria permaneceu inalterada por algum tempo, até que alguns soldados
começaram a espiar, a esticar os ouvidos e a sair de seus esconderijos, aos
poucos e com cautela, até que todos os soldados saíram de seus postos
acreditando que os cangaceiros tinham fugido, e se dirigiram ao centro do cerco
para conferir, até que, inesperadamente, ao sinal do Capitão, todos os
cangaceiros ressurgiram do nada, aos gritos e com uma nova saraivada de balas,
causando um susto tremendo nas volantes e uma instintiva, desesperada e
pavorosa debandada geral dos soldados, cada um por si, correndo em direções
diversas e desconexas, sem formação ou comando, num “pega pra capá” danado,
saltando pedras, furando arbustos, rastejando, tropeçando, num enorme
desembesto, até que sumiram todos os soldados, não ficou nenhum, nem mesmo o
tenente. Após alguns instantes tudo se acalmou de novo e Lampião com seu bando
fugiram pelo leito seco do rio, deixando para trás quatro soldados tombados e
alguns feridos, sem nenhuma baixa cangaceira. João Filho de Paula Pessoa,
Fortaleza/Ce. 05/02/2020.
Lamentável para um turista ou pesquisador chegar e encontrar um local histórico em ruínas e ainda por cima saber que em um curto intervalo de tempo, se nada for feito, nem as ruínas sobrarão, tirando a oportunidade das futuras gerações de conhecerem um dos pontos mais conhecidos da história local de Nazarezinho e do Cangaço em terras paraibanas.
Esperamos todos que as autoridades locais e estaduais "socorram" o Jacu e mantenham vivo esse patrimônio histórico que é tão importante para quem estuda e se interessa pela história da Paraíba e do Cangaço.
Agradecendo a amiga
Helena Maria Pereira Pereira, que é uma das guardiãs da história local e que muito tem feito em prol da preservação do local, assim como as amigas Fátima Pereira e Egilda Patrício, filhas de Abdias Pereira irmão do cangaceiro Chico Pereira e netas do coronel João Pereira, cujo assassinato motivou a entrada de Chico Pereira no cangaço.
Uma história formidável que não pode e nem deve ser esquecida.
Cientistas já sabem
que existe água congelada tanto na Lua, como em Marte — Foto: Nasa
Moléculas estavam
presas em grãos minerais. Indícios já eram investigados, mas estudo foi
apresentado como a primeira 'prova química' de água na Lua.
Dois estudos
publicados nesta segunda-feira (26) na revista científica "Nature
Astronomy" tratam da existência de água na superfície lunar. O mais
relevante deles, conduzido pela Nasa, a agência espacial dos
Estados Unidos, relata ter localizado moléculas de H2O presa em grãos minerais.
Na visão de
cientistas, o anúncio da agência espacial americana é a primeira confirmação de
indícios já levantados por pesquisadores desde a década passada.
O que apontam
os estudos:
Nasa diz que
moléculas de água foram achadas presas em grãos de minerais
As moléculas
foram encontradas na face iluminada da Lua
Estudo da Nasa
é apontado como primeira "prova química" da existência de
água
Em outra
pesquisa, a Universidade do Colorado analisou microcrateras nos polos da
superfície lunar e diz que elas têm potencial para abrigar pequenas
porções de água congelada
A área das
microcrateras tem 40 mil km², está em sombra permanente e a temperatura no
local é de -163ºC
Chegada da
água à Lua tem entre as hipóteses: cometas, asteróides, poeira
interplanetária e até gases de erupções vulcânicas
https://www.youtube.com/watch?v=7pdPdlLF6Nc
Prova química
na pesquisa da Nasa
A primeira
pesquisa foi conduzida pela Nasa, que relatou ter localizado moléculas de água
presas em grãos minerais. A descoberta foi feita na face da Lua que recebe a
iluminação do Sol e foi apontada como a "prova química" da
existência de água na superfície lunar.
Casey
Honniball, pesquisadora da Nasa e principal autora do estudo, destaca que
a detecção feita em sua pesquisa não é de água em forma de gelo.
"São
apenas as moléculas de água – porque estão tão espalhadas que não interagem
umas com as outras para formar gelo ou estar na forma líquida" - Casey
Honniball, pesquisadora da Nasa
Os
pesquisadores usaram dados do observatório Sofia, uma aeronave Boeing 747SP
modificada para carregar um telescópio capaz de mostrar uma visão mais ampla do
sistema solar e do universo.
Imagens da lua (HD) -
Sonda Espacial Kaguya do Japão - https://www.youtube.com/watch?v=kqpFAQYQEco&feature=emb_rel_end&ab_channel=AcervoDigital
O observatório
detectou moléculas de água na Cratera Clavius, uma das maiores visíveis da
Terra. Segundo o estudo, trata-se da primeira vez em que um grupo de
pesquisadores foi capaz de diferenciar a molécula H2O (a fórmula química da
água) de outro composto químico (hidroxila, OH).
Possibilidade
de água na pesquisa do Colorado
O segundo
estudo foi conduzido pelo departamento de astrofísica da Universidade do
Colorado, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, o trabalho revela a
existência de uma multidão de microcrateras na área da Lua que não recebe a luz
do Sol. Os pesquisadores afirmam que, no fundo dessas microcrateras, há a
possibilidade de haver água congelada.
"Imagine-se
na Lua, perto de um de seus polos: você veria uma miríade de pequenas sombras
que preenchem a superfície; a maioria delas são menores do que uma moeda. Cada
uma seria extremamente fria, o suficiente para conter gelo", descreve Paul
Hayne, pesquisador da Universidade do Colorado.
"Nossos
resultados sugerem que a água pode ser muito mais espalhada nas regiões polares
da Lua do que se pensava anteriormente, tornando-a mais fácil de acessar,
extrair e analisar", afirma o pesquisador da Universidade do Colorado.
A equipe da
Universidade do Colorado usou dados de dois instrumentos do orbitador de
reconhecimento lunar da Nasa, o LRO. Combinando os dados com modelos 3D, eles
conseguiram reproduzir o tamanho e a distribuição das sombras, em escalas
menores que um milímetro.
Suspeitas
confirmadas
Analisando o
estudo da Nasa, o astrônomo Cássio Barbosa explica que o anúncio "é uma
confirmação direta da existência de água na lua", sobre a qual já existiam
suspeitas.
"Os
métodos anteriores davam margem a dúvidas, ainda que pequenas. Esse resultado é
muito mais robusto" - Cássio Barbosa, astrônomo
De acordo com
Cássio, a descoberta é estratégica: ela pode ser útil para a colonização da
Lua. "A água pode ser usada para abastecer as estações espaciais, mas
também pode ser decomposta em hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio, quando
queima, libera muita energia e pode servir de combustível. Já o oxigênio
servirá para manter a atmosfera dessa base lunar", disse Cássio.
A água
encontrada na Lua foi vista como um recurso potencial pela Nasa, que atualmente
desenvolve, desde 2019, o programa
Artemis para enviar astronautas americanos de volta à Lua nos próximos
anos.
Transportar
água para o espaço custa milhares de dólares por galão. A expectativa com essas
e outras futuras descobertas é que elas apontem um caminho viável para que
novos exploradores possam usar a água lunar não apenas para matar a sede, mas
também para reabastecer seus foguetes.
Busca por água
na Lua
Sem uma
atmosfera capaz de proteger o solo dos raios do Sol, os cientistas supunham que
a superfície da Lua estava seca até os anos 1990. Na década passada, contudo,
uma espaçonave em órbita encontrou indícios de gelo em crateras grandes e
inacessíveis perto dos polos lunares.
O primeiro
passo na confirmação da existência de água na Lua ocorreu em 2008, quando
pesquisadores descobriram moléculas de água dentro do magma trazido por
astronautas das missões Apolo.
Depois isso,
em 2009, imagens da espaçonave Chandrayaan-1, da Índia, registraram assinaturas
consistentes de reflexos de água na luz na superfície da Lua.
Mesmo assim,
as limitações técnicas tornaram impossível saber se realmente era água ou
moléculas de hidroxila (que são formadas por um átomo de oxigênio e um átomo de
hidrogênio) em minerais.
Em 2017,
cientistas da Universidade de Brown (Estados Unidos) publicaram um estudo na
revista Nature na qual afirmavam que, usando espectômetros, conseguiram ver indícios
do líquido preso no interior de rochas através da análise do comportamento da
luz refletida pela Lua.
A morte de
Virgulino Ferreira da Silva, em Angico, ao amanhecer do dia 28 de julho de
1938, talvez seja o episódio mais pesquisado dos acontecimentos históricos do
século XX. Copidescando relatos de personagens aqui e ali, o que se consegue
ter é um mosaico de personagens vira-casacas e versões – corroboradas por
muitos, contestadas por outros tantos. Vejamos algumas.
Como pode o
massacre de Angico ter ocorrido, mesmo depois que o estado-maior de Lampião
(chefes de subgrupos) integrado por Zé Sereno, Corisco e Candeeiro ter alertado
para os riscos que lugar representava?
- Excesso
de confiança que o capitão tinha em Pedro de Cândido, disse certa vez Zé
Sereno.
Naquela manhã,
a tropa comandada pelo tenente João Bezerra era composta pela formação de 3
volantes, 45 membros entre soldados e coiteiros delatores - os irmãos Cândido.
Sobre essa
tropa, destaquemos o soldado Sebastião Vieira Sandes (chamado na tropa de
soldado Santo), era sobrinho da baronesa de Água Branca, aprendeu a atirar de
fuzil com o próprio Virgulino, foi seu ex-coiteiro e espécie de afilhado
tratado na intimidade como “galeguinho”, também perito em artefato de couro e
mensageiro preferido do Rei do Cangaço.
Ao historiador
Frederico Pernambucano de Melo, mais de 50 anos após os acontecimentos de
Angico, Sebastião Vieira Sandes, revelou coisas curiosas puxando para si a
autoria da morte de Lampião.
Disse que
disparou de cima do barranco para baixo e matou Lampião a “menos de oito metros
de distância” com um tiro de ponto, e depois outro. E que Virgulino ao ser
morto estava “em pé, inteiramente equipado e bebendo café da manhã”.
Esta versão de
Sandes, contestada por muitos, parece merecedora de crédito porque, por parte
da Polícia, apenas três de todos os militares conheciam pessoalmente Lampião: Sebastião
Sandes e o tenente João Bezerra. Além de Pedro de Cândido, que fora obrigado a
delatar, denunciado por outro coiteiro, Joca Bernardo.
Santo foi
integrante do grupo avançado do aspirante Francisco Ferreira de Melo e, segundo
revelação do escritor Frederico Pernambucano de Mello, conduzia em seu bornal,
munição nova de qualidade, que o próprio Lampião lhe dera de presente um ano e
meio antes quando “Galeguinho” era coiteiro e que ele fez uso dela para matar o
ex-padrinho.
Mas o que
temos é o fato de cada integrante da tropa liderada pelo Tenente João Bezerra
ter apresentado uma versão para os fatos ocorridos em Angico.
Difícil para o
leitor é distinguir as bravatas ditas depois pelos soldados da volante e os
fatos, relatos verossímeis dos fantasiosos.
Há a tese de
envenenamento que é tentadora, mas pouco confiável.
Tem a versão
“fantasiosa” de Antônio Honorato da Silva (Noratinho), que jurou ter sido ele
quem atirou na cabeça de Lampião; o aspirante Francisco Ferreira disse que
Lampião tombou após ele ter disparado uma rajada de metralhadora e tem a versão
do cabo Antônio Bertoldo, que jurava também ter sido ele o homem que matou
Lampião.
Há uma versão
para todos os gostos.
Tenente João Bezerra da Silva
E mais: tem a
narrativa de que tudo não passou de uma farsa montada por Lampião, tenente João
Bezerra e Pedro de Cândido, um ardil que possibilitou a Lampião e Maria Bonita
fugirem para Goiás ou Minas Gerais. Qual das versões merece crédito?
Para os
cangaceiros não importa quem atirou, interessa mais quem escapou e como. Foi o
caso do jovem adolescente José Ferreira dos Santos, sobrinho legítimo de
Lampião, filho de sua irmã Virtuosa, que chegara ao acampamento de Angico dois
dias antes do combate para se alistar no bando. Confiram o que ele relatou ao
jornal A Tarde, de Salvador, edição de 2/03/1939.
“No dia
seguinte, de manhãzinha, eu tinha acabado de lavar o rosto e fui apanhar um
cigarro que eu deixara em cima de uma pedra, quando ouvi um tiro. Depois,
outro. O pessoal todo pegando em armas. Todo mundo correndo. Eu, morto de medo,
larguei o rifle que meu tio tinha e dado e caí no mato”.
Já o
cangaceiro Vila Nova, afilhado de Lampião e vizinho de barraca, narrou o
seguinte ao Jornal de Alagoas, em 25 de outubro de 1938.
“Às cinco
horas da manhã quando começou o combate, Lampião já havia ido ao mato. Ao
romper dos primeiros tiros, o chefe estava quase equipado, faltando apenas
abotoar as correias dos bornais, quando foi atingido pelos dois primeiros
projéteis. Imediatamente depois dos tiros, houve um pequeno intervalo, e os
cangaceiros que estavam perto de lampião foram acossados por fortes rajadas que
partiam da mesma direção. Logo caíram, mortalmente feridos, Quinta-Feira,
Mergulhão, Colchete, Maria Bonita e Marcela”.
É pouco
provável que Angico tenha sido uma conspiração armada entre Lampião, coiteiros,
coronéis e a polícia. O fato é que pôs fim ao cangaço, e que ainda desperta a
atenção e estudo por parte de muitos. Escolha a sua versão; eu fico com a
história de Sebastião Vieira Sandes.
Fotos. 1.
Sebastião Vieira Sandes. 2. Tenente João Bezerra. 3. Massacre de Angico, poucos
dias depois. Alguns volantes presentes.
João Costa.
Blogdojoaocosta.com.br
Fonte.
“Apagando Lampião – Vida e Morte do Rei do Cangaço”, de Frederico Pernambucano
de Melo”.
“Lampião – a
Raposa das Caatingas”, de José Bezerra Lima Irmão.
Essa imagem de
1911 mostra duas situações que chamavam a atenção dos natalenses - As aventuras
do cangaceiro Antônio Silvino pelo sertão do RN e o prazer que os habitantes da
capital potiguar tinham pelos queijos vindos da região do Seridó. A última
situação permanece inalterada!
Outro avião
que esteve em Natal, na Base de Parnamirim, foi o Boeing 307 Stratoliner. Em
janeiro de 1943 uma dessas aeronaves trouxe Getúlio Vargas do Rio para se
encontrar com Roosevelt em Natal, Foram construídos apenas 10 exemplares para o
mercado civil e depois que a guerra começou esses aviões passaram para os
militares americanos com a designação C-75, como aeronave de transporte de
carga e passageiros de longo alcance. Hoje só dois exemplares são conservados.
NA FALTA DE
VERBAS OU AÇÕES EFETIVAS POR PARTE DAS AUTORIDADES POLÍTICAS NO QUE SE REFERE
AO RESGATE E PRESERVAÇÃO HISTÓRICA, A INICIATIVA POPULAR TEM FEITO A DIFERENÇA
E ATRAVÉS DA BOA VONTADE DE MUITAS PESSOAS TEMOS CONSEGUIDO MANTER PRESERVADOS
ALGUNS LOCAIS QUE POSSUEM RELAÇÃO COM A HISTÓRIA DO CANGAÇO NORDESTINO.
Um exemplo
recente dessa iniciativa foi a colocação de uma cruz no local (Sepultura) onde
estão enterrados os restos mortais do cangaceiro CHUMBINHO I, que foi no
passado integrante do bando de Lampião, realizada pelo amigo Edson Torres da
cidade de Poção/PE, cidade em que no cemitério público municipal também
conhecido como CEMITÉRIO DO CANGAÇO, está sepultado o antigo Cabra de Lampião.
A sepultura
que anteriormente não possuía identificação e apenas era conhecida por
moradores locais, passa a ter a devida identificação e a partir de agora todos
(as) aqueles (as) que passarem pelo local saberão que ali está enterrado um
personagem da história cangaceira e nordestina.
O CEMITÉRIO
VELHO ou CEMITÉRIO DO CANGAÇO (Poção/PE) como assim é conhecido, encontra-se em
total abandono não possui muros nas laterais, servindo de passagem para
transeuntes e animais.
Enfim, quero
parabenizar o amigo Edson Torres pela excelente iniciativa e espero
sinceramente que sua atitude sirva como exemplo para aqueles (as) que
verdadeiramente deveriam cuidar e preservar esses locais.
Abaixo
fotografias do cemitério e da sepultura do cangaceiro Chumbinho I. Confiram
Ninguém está
Esquecido da Bondade Divina. No Hospital Esperança, na Espiritualidade,
aguardando para ser recebido pela Maria Modesto, que foi importante
trabalhadora num sanatório em Uberaba na ajuda a muitos doentes mentais, quando
vi circulando “irmão Ferreira”, um ativo servidor especializado em resgatar
espíritos na escuridão das regiões mais abismais e trevosas da espiritualidade.
Irmão
Ferreira, foi em sua ultima encarnação Virgulino Ferreira da Silva, conhecido
como “rei do Cangaço”. A historia de vida conhecida de todos, mas o que não
sabem é o após sua morte violenta nas catingas do NE brasileiro, e após dezenas
de anos de sofrimento em psicosfera pestilenta, muita suplica e trazendo o
arrependimento como sinal de sua mudança, foi socorrido pelo Dr. Bezerra de
Menezes e acolhidos por Eurípedes Barsanufo.
Foi um
exaustivo trabalho de ajuda espiritual e medicina espiritual para voltar a
condição de pessoa. Estava embotado e a mercê de forcas que o subjugaram, dês
de seu passamento violente em Serra Talhada há anos. Hoje, completamente
regenerado e graças a sua índole corajosa e a vasta experiência adquirida sobre
a maneira de atuação nas Trevas, passou a compor o esquadrão de servidores de
defesa do Hospital Esperança em plena Espiritualidade. Não conseguiu
reencontrar Maria Bonita, mas nunca perdeu as esperanças.
É a historia
de um amor construído no companheirismo e cumplicidade nas catingas de NE que
ainda não se fizeram merecedores. Baseado em parte do Capitulo 1, do livro “O
Lado Oculto da Transição Planetária”de Maria Modesto/ Wanderley Oliveira
O pequeno trabalho que ora é colocado ao julgamento público trata da transcrição do processo criminal instaurado contra Virgulino Ferreira da Silva, o ‘Lampião’, na comarca de Martins, Rio Grande do Norte. Durante a marcha para Mossoró, em 1927, o bando cruzou as terras deste município, invadiu inúmeras propriedades, praticou saques, feriu à bala várias pessoas e chacinou três rapazes nas proximidades da atual cidade de Lucrécia.
De se advertir, porém, que ao iniciar a leitura do traslado deste antigo processo judicial, o interessado não estará diante de uma simples compilação de atos judiciais. Na verdade, terá em suas mãos uma história com começo, meio e fim. Outras transcrições de processos que foram publicadas recentemente não me parecem ter despertado o interesse dos estudiosos. Quem os escreveu não fez a devida intervenção para que os seus vários termos fossem integralmente compreendidos. A descrição do que estaria acontecendo no processo – principalmente para os não iniciados em ciência jurídica – tornaria bem mais compreensível a leitura das suas peças.
Assim, agora é apresentada uma outra proposta, a qual se espera ser útil aos interessados.
Espera-se que a pequena contribuição agora oferecida seja de alguma valia e possa servir aos estudiosos sérios do tema. Em tempos de pesada difusão de conhecimento superficial, de fácil consumo e nem sempre confiável sobre o cangaço, de se crer que estas notas serão de algum valor aqueles que, apesar da modernidade, ainda preferem a profundidade dos livros - e a pesquisa com critério.
Vendas a partir do dia 20 de outubro de 2020 com o professor Pereira.
Não me recordo bem o período, mas creio que aconteceu pelos idos dos anos 80 em Poço Redondo, no sertão sergipano. De repente, apareceu pelos rincões sertanejos sergipanos um estranho, misterioso e instigante forasteiro, mais conhecido como João da Bicha.
Há algumas versões, contudo, dando conta que desde os anos 60 o misterioso homem já andejava pelos sertões sergipanos. Situei os anos 80 como marco pelo fato de que foi a partir desse período que o mesmo se fixou na cidade de Poço Redondo e na casinha a seguir mencionada.
Como dito, conhecido como João da Bicha. E talvez esse nome por uma ferida que tinha numa das pernas e que nunca sarava, ainda que o mesmo se prontificasse, pelo uso de ervas medicinais e outros meios, a curar feridas nos outros.
Moreno de pele escurecida, de altura mediana, magro, caminhando compassadamente pelo problema na perna, de vez em quando levando um chapéu panamá e vestindo de preferência o branco.
Alagoano ou pernambucano, não lembro bem, mas a verdade é que foi se arranchando na cidade de Poço Redondo. Trazia consigo somente uma velha mala e outros pertences de seus afazeres no dia a dia.
Encontrou uma velha casa desocupada e sem portas na antiga Praça Arnaldo Rollemberg Garcez (Praça Eudócia) e a tornou como moradia. Seu viver na casinha se resumia a uma saleta onde deixava seus apetrechos num canto e dormia geralmente numa esteira de chão.
Não demorou muito e o forasteiro começou a mostrar seus dotes, de mandingueiro e de bebedor de cachaça. Logo se espalhou pela cidade que João da Bicha era rezador de mão cheia, passando o ramo pra qualquer coisa e aporrinhação espiritual, como feiticeiro dos bons.
E foi assim que os interessados na resolução de problemas do corpo, da alma e do coração, começaram a formar grande clientela para o benzedor e mandingueiro. Gente que desejava acorrentar o coração alheio, mulher querendo desfazer o casamento de homem, gente querendo apenas fazer maldade com o próximo, todo tipo de safadeza.
Essas pessoas geralmente entravam pelos fundos da casa para não despertar atenção do que ali iam fazer. O homem fez fama e enlaçou e desenlaçou muito nó, ao menos para aqueles que acreditavam em feitiçarias e coisas tais.
Mas outras pessoas iam ali apenas para serem rezadas e afastar pesos ruins do corpo. Certa feita, de tanto benzer, rezar e fazer secar ramos e mais ramos de uma mulher, João da Bicha chegou à conclusão que o problema dela não era de reza nem benzimento, mas de deixar de safadeza.
A mulher começou a chorar e acabou confessando que não era flor que se cheirasse, e saiu de lá prometendo nunca mais falar mal dos outros, viver espalhando fofoca e nem dar em cima de homem casado. Mas logo a fama de João da Bicha começou a ser atrapalhada pelo seu vício na cachaça.
De repente, outra coisa não fazia senão beber, passando dias e noites bebendo cachaça no seu canto imundo de chão. Quando a fase passava, então se banhava, vestia roupa branca, colocava chapéu, e saía pela cidade, mas sua direção acabava sempre sendo um bar, onde tudo novamente começava.
E assim viveu em Poço Redondo, entre mandigas e bebedeiras, até a passagem dos anos torná-lo quase esquecido. Mas muita gente ainda o lembra, principalmente aqueles que entraram escondidos pelo quintal e levando na mão um retrato, uma calçola ou cueca e um fio de cabelo, na esperança que a mandinga desse certo.
Apesar de não sermos jornalistas, gostamos de noticias boas que envolvam o nosso sertão alagoano. Quem conhece as riquezas agropecuárias de Petrolina, pode imaginar um início daquelas sementes no projeto Gavião, em nosso estado. É que o governo estadual irá desenvolver um projeto piloto no município de São José da Tapera, margeado pelo Canal do Sertão. O projeto é para fruticultura irrigada e prioriza a agricultura familiar com recursos de 12,8 milhões do Fundo de Erradicação da Pobreza (FECOEP). No caso, 17 lotes serão pleiteados e que receberão certa quantidade de água para desenvolvimento dos lotes.
(FOTO: PIXABAY)
Está prevista a produção de manga, maracujá, uva, melão, goiaba, mamão, banana e acerola. Todos esses produtos chagam de Petrolina, estado vizinho, abastecendo Maceió e nosso interior o que é bom por um lado e vergonhoso por outro. Em nossa própria cidade, todo o sistema de frutas e hortaliças chega do estado de Pernambuco, tanto de Petrolina quanto de Rainha Isabel e para alcançar os preços é preciso usar escadas de bombeiros. Sabemos que nada pode ser do dia para à noite, porém, poderemos um dia chagar à riqueza de Petrolina onde só se fala em três coisas: Dólares, toneladas e carro importado. Inúmeras indústrias do agronegócio atuam naquela ilha de prosperidade com até mesmo exportação direta do seu próprio aeroporto. Não é à toa que essa cidade do interior possui duas faculdades de Medicina.
O Canal do Sertão que vai desde o município de Delmiro Gouveia, no Alto Sertão e se encontra agora em São José da Tapera, poderá transformar o Sertão e Alto Sertão do nosso estado em um paraíso, igual à Petrolina, baseado no agronegócio, onde também está inserida a indústria de transformação. O Canal está programado para penetrar no agreste, seu ponto final. Embora se fale bem pouco do que está sendo feito e planejado ao longo dos trechos consolidados, confiamos que, sendo bem dirigido pelos órgãos estatais, erradicaremos a miséria da região e quem sabe... Nossa linguagem mudará também para: tonelada, dólar e carro importado.
Os livros sobre o cangaço sempre são uma incógnita para muita gente.
No dia 12 de agosto deste ano de 2020, às 20 horas, aconteceu uma live no nosso canal no youtube "Aderbal Nogueira Cangaço" com Archimedes Marques, Junior Almeida e Ângelo Osmiro Barreto sobre a bibliografia do cangaço.
Foi uma grande oportunidade para esses 3 especialistas na vasta bibliografia que tiraram as dúvidas e deram sugestões de leitura para todos aqueles que têm interesses no mundo estranho dos cangaceiros.
Adendo: http://blogdomendesemednes.blogspot.com
Se você está querendo adquirir alguns livros destes dê um pulinho até Cajazeiras no Estado da Paraíba através deste e-mail: franpelima@bol.com.br. Com pouquinhos dias que foi feita a solicitação o livro estará em suas mãos.
Lembre-se que se você demorar pedi-los poderá ficar sem eles! Livros sobre cangaço são arrebatados, principalmente pelos colecionadores.
Por que histórias sobre "cangaço" são tão lidas? É porque o tema é gostoso de se ler, não pelo fato das crueldades que os cangaceiros fizeram, mas pela capacidade daqueles que organizaram a literatura sobre o cangaço, e principalmente sobre o velho e destemido capitão Lampião.
Colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio -http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2019/06/lampiao-e-maria-bonita-coloridos.html
Peça logo os seus. Não vá nas conversas contadas por aí sem fundamentos. Conheça com credibilidade histórias sobre o casal de cangaceiros (Lampião e Maria Bonita) desde a sua juventude até os últimos dias de vida, escritas por grandes escritores. O disse me disse não tem segurança no que diz. O bom mesmo são histórias adquiridas em livros.
Olá pessoal...
Mais um Vídeo!!! Obrigado por nos acompanhar e curtir nossos conteúdos. Não
esqueça de inscrever-se. Música Enquanto Houver Saudade / Orlando Silva https://youtu.be/UbrsdYtqIZY" O seu José é um estudioso e
admirador do cangaço. Nesse canal você irá aprender muitas coisas sobre o
nordeste em especial sobre os cangaceiros. Irá ouvir as opiniões e análises que
meu avô faz com tanto brilho e descrição sobre todos os assuntos por ele
escolhidos e por vocês pedidos. " Douglas A. Nascimento.
Olá pessoal...! Mais um Vídeo!!! Obrigado por nos acompanhar e curtir nossos
conteúdos. Não esqueça de se inscrever. Você é amante da literatura? Já
imaginou levar milhares de livros em um único dispositivo, e com bom
desconto??? Conheça o Kindle Amazon 10a. geração.
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