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quinta-feira, 29 de abril de 2021

SANTANA – ÁGUAS BELAS

 Clerisvaldo B. Chagas, 28 de abril de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.522


 

Quando o interventor Pedro Gaia, vindo de Palmeira dos Índios, assumiu a prefeitura de Santana do Ipanema, aconteceu no mesmo dia a morte de Lampião e Maria Bonita. A gestão de Pedro Gaia foi curta, mas profícua. Entre outras coisas reformou a prédio da prefeitura e que só foi reformada novamente no governo Isnaldo Bulhões, década de 80. Porém, importante mesmo foi a abertura de uma estrada que ligou Santana à cidade pernambucana e fronteiriça de Águas Belas. Um verdadeiro marco econômico, turístico e fraterno entre esses dois núcleos que sempre se respeitaram e se confraternizaram desde os primórdios. Normalmente para se chegar a Águas Belas, o santanense vai pela BR-316, até o entroncamento Carié, município de Canapi e dali continuará seguindo direto a Pernambuco. Arrodeio enorme.

Santana – Água Belas pelo atalho de Pedro Gaia – ainda estrada de terra – é apenas um pulo. A pavimentação asfáltica teria duas opções em Alagoas, uma diretamente pelo povoado São Félix e sítios com Baixio, Imburana do Bicho, Camonga, Gravatá, Poço d’’Anta e vários outros antes e depois de São Félix. A segunda opção teria no roteiro, os sítios Barroso, Água Fria, Salgado, Camoxinga dos Teodósio, Pinhãozeiro e Malembá, puxando um ramal para o povoado São Félix. Esta opção pega boa parte da região serrana de Santana do Ipanema.

O integração em asfalto, já foi cogitada antes, ficou, porém, no campo das ideias. Naturalmente precisaria interesse dos dois prefeitos em questão, além do apoio dos governadores dos estados envolvidos. Um novo leque de progresso se estenderia na região beneficiando os dois municípios em todas as áreas: Economia, turismos, saúde, educação, Comércio e prestação de serviços em geral. O movimento de Águas Belas é para a distante Garanhuns e que poderia reparti-lo com a praça de Santana do Ipanema. O futebol entre os dois núcleos, deixou as portas escancaradas para mais esse futuro intercâmbio que se não acontecer hoje será amanhã.  A propósito, ambas às cidades são banhadas pelo rio Ipanema e sempre se ouviu dizer no passado: “Águas Belas e Santana são irmãs”.

Talvez esteja faltando apenas um cacique do lado de cá e um pajé do lado de lá com a boa-vontade no meio.

PREFEITURA DE SANTANA, REFORMADA EM 1986 (FOTO: B. CHAGAS/LIVRO 230).

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/04/santana-aguas-belas-clerisvaldo-b.html

ENTREVISTA DO CANGACEIRO “ COBRA VERDE “..

ENTROU NO CANGAÇO PARA GANHAR UNS “ COBRES “, E, NA MADRUGADA DO TIROTEIO EM ANGICO, FOI BUSCAR O LEITE....!

Fonte: A Noite ( edição ..14/11/ 1938 )

COBRA VERDE tem apenas 21 anos de idade , segundo nos declarou...Há dois anos e 10 meses que é cangaceiro. Natural de Piranhas-AL, fazia parte do grupo de Moreno. O primeiro combate que teve foi no povoado Navio, com a força do sargento Negrinho.

Perguntamos a ele por que abandonou a vida pacata da cidade para viver como bicho na caatinga, ao que ele respondeu, em sua própria linguagem : “ Eu era operário da Fábrica da Pedra e ganhava de dez a quatorze mil réis por semana . Era um aperreio para mim, rapaz novo e que queria viver limpo como os outros . Era muito injustiçado na vida. Por isso resolvi ser bandido para ver se arranja uns cobres. Achei boa a vida. Cheguei a possuir dois contos de réis, fora o “ ouro “ . Conta que nunca maltratou alguém, e que vivia no cangaço só para arranjar “ uns cobres “. Disse que fez diversos saques, alguns com Luiz Pedro. No último apresentou aos bandidos, apenas nove contos de réis, escondendo o resto. O chefe era muito bom , mas era muito sabido.

Declarou-nos, ainda, que esteve no Combate de Angico ( quando morreu Lampião ). Não dentro do cerco, mas fora porque fora buscar LEITE muito cedo para a tropa, a mandado do Capitão. Quando foi chegando no coito viu a bagaceira ( tiroteio ) de longe, saiu correndo para a Fazenda Cuiabá onde encontrou Balão e outros que, igualmente, haviam fugido do tiroteio. – O Grupo – continua- era composto de 42 homens e 07 mulheres . Com a morte de Lampião esfacelou-se o cangaceirismo no nordeste , porque era o “ chefe “ que fornecia e dava ordens a todos os grupos de cangaceiros.

O desejo de COBRA VERDE é trabalhar honestamente. Não quer voltar para o sertão.

OBS:

1-Abaixo, foto de COBRA VERDE, por ocasião das entregas dos cangaceiros à polícia.

2- Foto, autor desconhecido..

3- Local da foto: Quartel da polícia em Santana do Ipanema-AL

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PEÇA LOGO ESTES TRÊS LIVROS PARA VOCÊ NÃO FICAR SEM ELES. LIVROS SOBRE CANGAÇO SÃO ARREBATADOS PELOS COLECIONADORES.

 Por José Mendes Pereira


A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais  e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva. 


O Segundo livro da trilogia do escritor e pesquisador do cangaço é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. E para aqueles que gosta de ler e ver fotos em uma leitura irá se sentir realizado com todas as fotos.


O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assuntos que dão gostos a gente lê-los.  

Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

ou com o autor através deste g-mail: 

josebezerralima369@gmail.com

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A CRUZ NA COVA RASA DE UM INOCENTE

Nosso amigo Jonas Nemézio nos traz as imagens do “Tanque do Touro”, para alguns ‘pia’ e, para outros ‘calderão’, no sertão da Bahia, local onde Lampião e seu bando passaram por várias vezes para matar a sede e reabastecer as cabaças.

Junto, ele nos presenteia com a triste imagem da ‘Cruz de Zé Pretinho’, o qual foi abatido pela volante do terrível tenente Douradinho. O crível era que Zé Pretinho, até que se prove o contrário, era inocente sobre as acusações de ser ‘coiteiro de cangaceiro’. Ocorrido o assassinato nas terras de dona Generosa, grande coiteira de Lampião. Na casa de ‘dona Generosa’ Lampião e sua caterva curtiam festas e festas promovidas pela proprietária.

Por Jonas Nemézio

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NOTA DE PESAR!

 Por Relembrando Mossoró

O Relembrando Mossoró toma conhecimento do falecimento da Professora Charceni Araújo Fernandes, conhecida como "Ninita", seu corpo está sendo velado em sua residência, na Rua Melo Franco, próximo ao Cemitério São Sebastião. Nossos sentimentos aos familiares e amigos.

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MULHER DE 109 ANOS DIZ TER VISTO PADRE CÍCERO E BANDO DE LAMPIÃO, NO CE

Por Diana VasconcelosDo G1 CE

Aos 109 anos, Dona Amélia tem problemas de vista. - Mas se mantém lúcida. (Foto: Família/Arquivo Pessoal)

ESTA INFORMAÇÃO FOI POSTADA EM 20-09-2012 NO http://g1.globo.com/ceara/noticia

Aposentada completa 109 anos nesta quinta-feira. Viúva duas vezes, mulher teve oito filhos. Dois deles morreram.

A aposentada Amélia Nunes dos Santos, moradora da cidade de Mauriti, a 493 de Fortaleza, completa 109 anos nesta quinta-feira (20). Segundo ela, neste mais de um século de vida presenciou eventos históricos, como as missas celebradas pelo padre Cícero Romão Batista, os confrontos na cidade de Juazeiro, em 1914, e até passagens do cangaceiro Lampião e seu bando pelo sertão cearense.

Nascida em 20 de setembro de 1903, no Sítio Oitis na zona rural da cidade de Milagres, a “Dona Amélia”, como gosta de ser chamada, conta que se mudou para o distrito de Arapuá com pouco mais 10 anos, localidade próxima a Juazeiro do Norte. A partir de então passou a frequentar as missas de padre Cícero e os grupos de orações no turno da tarde.

“Eu o conheci indo para a missa dele, me ajoelhei aos pés dele e ele benzeu minha cabeça. Eu ia toda tarde para a reza dele. Ele era [um homem] miudinho, não era um 'homão', não. Era branquinho”, conta Dona Amélia. No mesmo período, o pai da aposentada foi chamado para combater na Sedição de Juazeiro, confronto de 1914 entre as oligarquias cearenses e o governo federal, no sertão do Cariri.

“Meu pai voltou bem, mas porque foi ajudar padre Cícero”, diz a devota sobre o retorno do pai. Após a revolta, padre Cícero sofreu retaliações políticas. Ele foi excomungado pela Igreja Católica no fim da década de 1920, mas mateve a influência na região. Aos 23 anos, Dona Amélia afirma ter vista aina a passagem do cangaceiro Lampião e seu bando por Irapuã. “O povo ficou com medo, eles [bando] saíram levando os cavalos e os animais do povo”, afirma.

Devota de padre Cícero, Dona Amélia deve renovar votos em cerimônia religiosa neste aniversário (Foto: Família/Arquivo Pessoal)

Lúcida aos 109 anos, a aposentada lembra com tristeza da perda de três irmãos. “Hoje só tenho uma irmã viva. Senti demais a morte dos meus irmãos. Viver de mais tem coisas ruins”, destaca. Dona Amélia perdeu também os dois maridos, primeiro o agricultor Antônio Nunes e depois o irmão dele, Jacó Nunes. “Casei com o mais velho, ele adoeceu e morreu. Depois casei com o mais novo”, conta com risadas.

Dona Amélia teve oito filhos, dois já morreram. “Vivos tenho três mulheres e três homens”, explica e completa dando risadas, “agora, os netos, eu não conto mais não minha filha. Parei de contar”. Apesar das perdas, Dona Amélia diz estar muito feliz com o aniversário e a festa que a família está preparando para ela. “Estou feliz porque eu estou bem, graças a Deus. E estou mais feliz porque minha família está toda aqui, é bom”, afirmou.

Segundo a filha, Nininha Teixeira,  a aposentada tem 33 netos, 68 bisnetos e 10 tataranetos, todos participarão da festa de aniversário no fim da tarde. Além deles, parte dos moradores do Distrito da Palestina, em Mauriti, também devem participar. De acordo com a filha, o aniversário causa uma certa comoção na cidade pela aposentada ser muito conhecida.

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CONTOS DO CANGAÇO


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POESIA...

 Por Veridiano Dias Clemente


Já fui menino Passarinheiro

E andei muito pelo campo

Levei queda e sulavanco

Mas sempre lavei minh' alma

Mas quando a fome vinha

A unica maneira que tinha

Era comer fruta de Palma

Poeta VERÍ

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EDIÇÃO...

 Por Helton Araújo

Fiz essa edição desses famosos cangaceiros, espero que tenham gostado !

Mas e aí, se você encontrasse com eles, CORRERIA ou ENTRAVA PARA O BANDO ?

Fotos usadas para edição : Benjamim Abrahão e Eronides de Carvalho.

Edição :

Helton Araújo

Cangaço Eterno

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A CANGACEIRA E A ESCRITORA -

Por Rangel Alves da Costa

O retrato não é dos melhores, a data incerta, mas a paisagem é inconfundível: os sertões de Poço Redondo, e talvez nos arredores do Alto de João Paulo. Quem são essas duas? Esta morena alta, de corpo esguio e cabelos cobertos com panos, outra não é senão a ex-cangaceira Adília. Sim, a companheira de Canário no Cangaço. 

A outra, com algo parecido com um jaleco branco e livros num dos braços, trata-se da pesquisadora e escritora Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros. As duas caminham, seguem pelos sertões, e certamente semeando e colhendo histórias cangaceiras que ainda hoje nos enchem de espantos e encantamentos.

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quarta-feira, 28 de abril de 2021

A CASA DOS SILÊNCIOS

 *Rangel Alves da Costa

Uma casa. Portas fechadas, janelas encostadas, silêncios. Pelas frestas, uma visão de penumbra, de tristeza e de desalento.

Uma casa. Na paisagem parecendo um mundo esquecido. Cores desfeitas pelo tempo. Endereço sem visitantes. Uma visão de inexistência de tudo.

Uma casa. Sua existência se resume à presença no meio do tempo. Um caminho que chega até seus arredores. Uma estrada que vai seguindo adiante.

Uma casa assim. Ou duas casas assim. Um monte de casas assim aqui tão perto ou nas lonjuras do mundo. Casas assim e que parecem nunca serem avistadas.

Muita casa assim nos beirais das estradas, nos vultos por dentro das matas, no além-porteiras e além quase tudo. Os olhares avistam, porém nunca encontram presenças.

Ao primeiro olhar, parecendo até mesmo uma casa sem ninguém lá dentro ou mesmo abandonada. Logo se imagina que a família partiu, fechou porta para nunca mais voltar.

Em seu interior, contudo, vidas silenciosas gritam seus instantes de distanciamento de quase tudo. Nas suas entranhas, as vidas reclusas nas solidões e ao querer dos velhos calendários na parede.

Geralmente pessoas envelhecidas, mas também vidas ainda jovens em seus melancólicos e aflitivos percursos cotidianos. Não significa a inexistência de parentes, de amigos e conhecidos.

Muitas vezes são muitos, mas só da porta pra fora. Em muitas situações, nem mesmo as famílias se fazem presentes perante aqueles que vivem como em contínuo abandono.

De vez em quando a porta da frente é semiaberta para então surgir uma feição sem sorriso, sem brilho no olhar, sem alegria.

De vez em quando, a janela é aberta para o sol entrar e alimentar as folhas secas da solidão. Como vivem e o que fazem tais pessoas em seu mundo tão recluso e entristecido?

São pessoas comuns, são históricos de vida cabíveis em qualquer livro. Mas também são pessoas que vivem em diferenciado mundo, e muitas vezes imposto pelos demais.

Os demais que fazem de conta que aqueles pessoas não existem, que não precisam ser visitadas, que não precisam de uma fraterna e afetuosa consideração.

No Natal, um prato de solidão sobre a mesa. Na passagem do ano, talvez já em seus repousos noturnos, apenas serem acordadas pelos fogos e algazarras pelas ruas.

Lá fora, a vida é festa, é sempre festa. Lá dentro, entre silêncios e esquecimentos, o suportar apenas que as horas passem e passem. E sejam menos doloridas a cada segundo.

Ou lá fora a vida sempre passa, sempre segue seu rumo, deixando para trás aquela porta fechada, aquelas vidas em cujas mãos há céus de salvação eterna.

As contas do rosário vão passando pelos dedos. A boca sussurra uma oração. Os olhos brilhos ante a luz do candeeiro. A vela chameja mostrando a face de Deus.

Mas nem sempre se pode imaginar que seja assim. Apenas a casa e seu silêncio. Apenas o silêncio de solidão e vidas à margem da vida.

Não se pretende, contudo, outra felicidade. Ali está Deus nas contas do rosário. Ali está a proteção e a felicidade em cada santo, em cada reza, em cada céu debaixo e acima da cumeeira.

 
Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

A EX-CANGACEIRA " SILA " E, A FALTA DÁGUA..!.. O USO DO MIOLO DO XIQUE-XIQUE...

 Por Volta Seca

A falta de água nas caatingas sertanejas, era uma constante na vida dos cangaceiros e policiais... Para sobrevivência, utilizavam plantas nativas, a exemplo do XIQUE-XIQUE, e, outras...O miolo da planta, também era comestível, pois em sua composição apresenta, água, sais minerais...etc..

Na foto abaixo, a cangaceira SILA, mostra, como tirava com um facão, os espinhos da planta, e, comiam, o miolo..Foto : Aderbal Nogueira

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O QUE FICOU DE ANTONIO CONSELHEIRO

 Por Manoel Severo

O Que ficou de Antônio Conselheiro no imaginário popular de ontem e de hoje, o que será de seu legado no futuro ? Para aprofundar essa reflexão e trazer luz ao presente debate, Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, recebe os pesquisadores; Bruno Paulino, poeta e escritor; presidente da AQUILETRAS e a professora Goreth Pimentel, especialista em historia e autora do trabalho "O que ficou de Antônio Conselheiro e Canudos no imaginário popular de Quixeramobim", desenvolvido ainda na metade da década de 1990, para mais um espetacular programas Grandes Encontros Cariri Cangaço em nosso canal no You Tube. 

VEM COM A GENTE, BASTA CLICAR NO LINK A SEGUIR:

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PRISÃO, FOME, SEDE E COMPAIXÃO CONTO NOVO - 28/04/2021

 Por João Filho de Paula Pessoa

https://www.youtube.com/watch?v=Agd1shB9o1Q&ab_channel=ContosdoCanga%C3%A7o

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ENTREVISTA COM O SOBRINHO DE LAMPEÃO, "A TARDE", 2/3/1939, SALVADOR, BAHIA

 





Extraído do blog Cangaço na Bahia do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

http://cangaconabahia.blogspot.com/2021/04/entrevista-com-o-sobrinho-de-lampeao.html

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MULUNGU

 Clerisvaldo B. Chagas, 28 de abril de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.521


 

Cheguei bem perto do jogo, mas nada entendia de lances do tabuleiro. Apenas ficava de boca aberta contemplando aquelas sementes grandes, vermelhas vivas, envernizadas pela Natureza. Os jogos da tarde aconteciam na calçada, defronte a entrada do Hotel Central, bem no centro do Comércio. Dizia o ditado sertanejo que “jogo de velho ´é gamão”. E estavam sempre ali o dono de farmácia Cariolando Amaral, o Seu Carola (ô) e seus parceiros diante do tabuleiro de madeira, copinhos de sola, sementes de mulungu, aproveitando a sombra do “sobrado da esquina”. Carola, o único homem de Santana que usava cotidianamente gravata borboleta, comercializava no “prédio do meio da rua”, parecia um galego alemão muito sisudo. Era atração na sua farmácia, o busto de um negro lustroso e fortão, envergando uma barra de aço. Representava o efeito do remédio da propaganda. Quando foi demolido o “prédio do meio da rua”, Cariolando passou a negociar em um dos compartimentos do térreo do “casarão da esquina”, mas Seu Carola continuou desafiando concorrentes do gamão.

Aquele homem tão sério se esbaldava nos carnavais de Santana, trocando incrivelmente o tabuleiro pelo reino de Momo.

Catávamos aquelas sementes maravilhosas no mato, quando as árvores mulungus despejavam-nas no solo colorindo a poeira cinza das capoeiras. Para que servia a semente além do jogo de gamão? Não sabíamos, apenas brincávamos com elas aproveitando o capricho da flora sertaneja.

A árvore mulungu (Erythrina mulungu) pode atingir até vinte metros de altura, é medicinal, usada como calmante. Sua madeira é muito leve e boia na água. Seus pedaços trazidos pelas cheias, serviam para o aprendizado da natação no rio Ipanema. A madeira ficava enganchada nas pedras, sendo aproveitada pelos banhistas.

Infelizmente muitas dessas árvores tão simpáticas, ainda são vítimas dos machados clandestinos, com punições zero.

As sementes de mulungu, pela beleza continuam encantando meninos e adultos.

Após Cariolando Amaral, desapareceram definitivamente os jogos de gamão em nosso município.

A diversão dos idosos agora é um celular que une os estranhos de longe e separa a família de perto.

TÍPICO MULUNGU SERTANEJO (CRÉDITO: PINTEREST). 

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2021/04/mulungu-clerisvaldob.html

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MINHA DADÁ!

 Por Indaiá Santos

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NOTA DE PESAR

 Por Relembrando Mossoró

O Relembrando Mossoró lamenta profundamente o falecimento do grande professor Francisco de Assis Silva, mais conhecido por "Chiquito", que ocorreu hoje na madrugada.

Ele nasceu na cidade de Campo Grande-RN, no dia 23 de setembro de 1937. Foi Professor no Colégio Diocesano Santa Luzia e na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Seu Chiquito se encontra com alzheimer em sua residência, no bairro Doze Anos, grande Professor de Matemática. 

Nossos sentimentos aos familiares e amigos!

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terça-feira, 27 de abril de 2021

" B R A G A ".

 Por Luis Bento

O famoso Violeiro Manuel Floriano Ferro, vulgo Manuel Neném. Ora se tinha algum pecado a pagar, era justamente o de admirar o bandoleiro Lampião, não só pela astúcia e a coragem com que destorçava os seus inimigos como pela obstinação com que procurava vingar a morte do pai (José Ferreira ).

Homem apegado ao princípio de honra e reconhecimento disposto, naturalmente o cantador teria que se danar com o triste sucedido. Confesso, revoltado, que o sujeito que tinha o desplante de " surrar uma donzela em bunda limpa " era um monstro, e só podia pagar o seu crime sangrado a punhal. Ah! Se ele, Neném, tivesse a sorte de pegar Virgulino Ferreira de jeito! Faria o serviço sem o mais leve estremecimento de consciência.

De fato, com o ódio no pé da goela e portanto psicologicamente preparado para a prática do sortilégio arrasador, o repentista se recolheu ao lugar secreto, e caprichou na " encomendação". Em seguida, afastou a imagem de Lampião de sua corrente mental e aguardou um pouco, mas na madrugada de 28 de julho de 1938, se fez notar, finalmente, na tenebrosa grota de Angicos! " Praga "!

A Praga: a mais fulminante das armas secreta, não troco ela pela pior das macumbas!

Afirmar o ancião, convicto. Dê por visto a gurgumã, que entra sutil num paiol de milho ou feijão, e com pouco vai-se ver e só se encontra o pó! Pois foi dela que eu me vali para esse desabafo.

Lampião era bandido

Desde o tempo de menino,

Nasceu no signo de Marte

Só pra ser assassino,

Para cumprir fielmente

O rastro do destino.


Quando mataram o pai dele,

A cena foi dolorosa,

Ele surgiu no sertão

Como cobra venenosa,

Matando, incendiando, roubando,

Com ninguém queria prosa.


Um senhor amigo meu

Pai de uma moça donzela,

Lampião chegou no sítio,

Não lhe escapadela,

Comeu e bateu-lhe a bolsa

E por um triz não matou ela.


A pobrezinha clamava

Pelo seu pai querido,

Ele trabalhando tanto

Prá dar dinheiro a bandido,

Os cabras surraram ela,

Rasgando logo o vestido.


Eu sabendo desse horror,

Ergui os olhos para o céu,

Pedi a Deus compaixão,

Pra miséria que fazia

O bando de Lampião!

Eu estava com raiva dele


E está praga lhe roguei;

Tú hás de ser degolado,

Tu vais ver se eu me enganei,

E assim o peste pagou

As mil gravuras que fez!

E note agora leitor,


Prestem todos atenção,

Como  foi que se acabou

O bandido lampião,

Porque ninguém nunca

Viu cidade valentão!

Fonte: Valdemar de Souza Lima

O Cangaceiro Lampião e o IV Mandamento

Pág 85- 86- 87.

LUÍS BENTO

JATI 27/04/21/.

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ANTÔNIO CONSELHEIRO: OLHARES DE ONTEM E HOJE , NOS GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO

Por Manoel Severo

 

No ano em que completamos uma década de Cariri Cangaço; em 2019; chegamos com muito orgulho ao berço de Antônio Conselheiro. No "Coração do Ceará", Quixeramobim recebeu o Brasil de alma nordestina em mais uma agenda ousada e inédita da marca Cariri Cangaço. Ali nas terras do semiárido cearense ; no ponto de equidistância geodésica do estado; tivemos a oportunidade de conhecer, viver e vibrar um dos personagens mais marcantes da história nordestina e do Brasil, num cenário espetacular, pleno de beleza e de magia, pleno de sertão.

Era o mês de março de 1830, o dia era 13 e na Nova Vila do Campo Maior; antigo Santo Antônio do Boqueirão de Quixeramobim, nascia o menino Antônio Vicente Mendes Maciel . Na época a atual Quixeramobim tratava-se de um pequeno povoado "perdido em meio à caatinga do sertão central da província do Siara Grande".  Desde o início da vida, seus pais queriam que Antônio seguisse a carreira sacerdotal, pois entrar para o clero era naquela época uma das poucas possibilidades que os sertanejos possuíam para vislumbrar um futuro minimamente promissor...O que ninguém poderia imaginar é que aquele menino da desconhecida Nova Vila de Campo Maior, depois Quixeramobim viesse a tornar-se um dos personagens mais marcantes e fortes de toda a historia do Brasil. 


"Um de meus maiores anseios era conhecer o verdadeiro 
Conselheiro; nascido Antônio Vicente Mendes Maciel há exatos 189 anos atrás nessa cidade de Quixeramobim; e que certamente permanecia como um ilustre desconhecido por muito tempo, para as novas gerações de pequenos quixeramobienses" confessava Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, ainda em 2019 na construção do Cariri Cangaço Quixeramobim..

Para aprofundar essa reflexão e trazer luz ao presente debate, Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, recebe os pesquisadores; Bruno Paulino, poeta e escritor; presidente da AQUILETRAS e a professora Goreth Pimentel, especialista em historia e autora do trabalho "O que ficou de Antônio Conselheiro e Canudos no imaginário popular de Quixeramobim", desenvolvido ainda na metade da década de 1990, para mais um espetacular programas Grandes Encontros Cariri Cangaço em nosso canal no You Tube.   

O Cariri Cangaço se une de forma maravilhosa ao sentimento e trabalho feito em Quixeramobim pela AQUILETRAS e o Movimento Conselheiro Vivo no resgate e consolidação da memória e história de um dos maiores brasileiros de todos os tempo; Herói Nacional, Antônio Vicente Mendes Maciel, o Antônio Conselheiro.

GRANDES ENCOTROS CARIRI CANGAÇO 
QUARTA-FEIRA,DIA 28 DE ABRIL DE 2021
 ÀS 19H30 NO CANAL DO CARIRI CANGAÇO
YOU TUBE - AO VIVO

https://cariricangaco.blogspot.com/2021/04/antonio-conselheiro-olhares-de-ontem-e.html

http://blogdomendesemendes.blogspot.com