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sábado, 21 de janeiro de 2023

DONDON, IRMÃ DE MARIA BONITA E O MARIDO.

Por Beto Klockner Rueda

Fonte:

TORRES, Luiz Wanderley. Lampião e o cangaço. São Paulo: Edicon, 1994.

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OS 97 ANOS DO ATAQUE DO GUERRILHEIRO SABINO

Por Dr. Francisquinha Parreira Martins Gomes
Ela é a segunda da direita.

Sobre o Ataque de Sabino a Cajazeiras

Na sombria tarde de 28 de setembro de 1926, a cidade de Cajazeiras localizada às margens do Açude Grande, tendo à frente a Igreja Matriz e ao lado esquerdo o Colégio Padre Rolim, mais à frente as casas comerciais e residências, no silêncio da espera, desperta aos tiros das armas do cangaceiro Sabino Gomes e seus asseclas.

Sabino Gomes teve a coragem de atacar a cidade de Cajazeiras, que tinha aproximadamente mais de 5.000 habitantes, e que através das autoridades da terra do Padre Rolim, como sejam Prefeito e o representante da força policial, tinham preparado estratégias para frustrar o ataque, além do juiz da cidade pedir reforço ao Presidente do Estado.

As autoridades tiveram conhecimento da marcha dos bandoleiros através de telegramas expedidos por parentes residentes nas cidades do Cariri cearense, informando-os que Lampião à frente de 100 homens, teria atravessado a região em direção à Paraíba, visando Cajazeiras.

Na verdade, quem marchou para a cidade de Cajazeiras foi Sabino Gomes, Sabino Gomes de Góes conhecido no mundo do cangaço como feroz guerrilheiro Sabino das Abóboras, lugar-tenente de Lampião, patente recebida em 06 de março de 1926, na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará, para lutar contra a Coluna Prestes.

A cidade se preparou tão bem que foram os primeiros a assassinarem três homens do Bando de Sabino, que estiveram na cidade para observar o movimento e repassar as informações.

Depois de três anos, estava de volta à Cajazeiras Sabino sob a chefia de 22 asseclas. Entre eles estavam: Laurindo, Mariano, Bom Deveras, Bentivi, Dois de Ouro, Rio Preto, Picapau, Euclides, Formiga, Braúna, Namorado, Gusmão, Maçarico e outros. Esse era um momento muito aguardado por Sabino!

Sabino e o seu bando iniciaram suas façanhas através dos Sítios: Marimbas, Tambor, Redondo e Baixa Grande onde fizeram uma parada. No sítio Baixa Grande, assassinou dois agricultores: Raimundo Cassimiro e seu filho Chico Cassimiro. Esta notícia se espalhou rapidamente assombrando a população dos recantos do município e principalmente a população de Cajazeiras.
Vários escritores, já descreveram o itinerário quando da entrada de Sabino à terra de Padre Rolim, iniciando pelo Sítio Remédios (atual bairro Remédios) com parada na casa de Luiz Boca-Aberta; desceram pela rua Cel. Vital Rolim, antiga Matança (atual Dr. Coelho), onde assassinaram, com um tiro na cabeça, um policial que fazia correição de animais soltos nas vias públicas.


Vista aérea atual da cidade de Cajazeiras, na Paraíba

A gritaria e os disparos amedrontavam a cidade. Nas proximidades do Prédio Vicentino, ex-Cine Pax, mataram Cícero Ferreira Lima, vulgo Pé de Cágado, que teve a ousadia de responder a Sabino que não tinha medo nem de cangaceiro nem de Lampião.Em seguida entraram pela rua do comércio, atual Padre José Tomaz, até a Praça Coração de Jesus, entrincheirando-se na Igreja do mesmo nome, enquanto os defensores encontravam-se entrincheirados nas ruas Sete de Setembro, atual Av. Presidente João Pessoa, e Tenente Sabino com a rua do Comércio, acontecendo um cerrado “fogo”. No calor do “fogo”, Sabino junto aos seus companheiros, deu exemplo de bravura pessoal, correndo pela rua, atirando ora com mosquetão, ora servindo-se do rifle papo amarelo, que acendia lampejos de fogo, refletindo uma fúria monstruosa. Na verdade, um grande guerrilheiro! Os defensores encontravam-se em posição privilegiada para o avanço dos bandoleiros, que tiveram que recuar pela rua da Tamarina e na passagem assassinaram o alfaiate Eliezer. Seguiram pela Travessa S. Francisco, entraram na rua Quinze de Novembro e atacaram a casa de Major Epifânio Sobreira, arrolado como um dos ricos da cidade. O Major reagiu ao ataque com ajuda de seu empregado José Inácio da Silva, mas mesmo assim foi ferido. O grupo avançou para a rua Sete de Setembro, atual Av. Pres. João Pessoa, quando foram surpreendidos pela misteriosa explosão da Usina de Força e Luz, instalada ao sopé da barragem do Açude Grande, sob a direção técnica de José Sinfrônio Assis, levando os bandoleiros a recuarem. Pensava eles ser reforço e era regra no cangaço recuar, quando o combate se tornava confuso ou incerto.

O principal objetivo do ataque de Sabino à Cajazeiras era VINGANÇA, por ter sido vítima de emboscada por policiais, tendo como responsável o soldado reformado Lourenço Dunga; em seguida prender o prefeito Sabino Rolim e o Dr. Draenner engenheiro das Secas, para pedir resgate. O saque ao comércio e as casas dos ricaços era praxe quando dos ataques dos cangaceiros; e por fim também vingar-se do velho conhecido ex-cangaceiro Raimundo Anastácio que aliou-se às autoridades policiais, passando todas as informações sobre o ataque.

Apesar da resistência formada por vinte e cinco homens, em primeiro plano Tenente Elias Fernandes (Delegado de Policia) e quinze soldados; mais: Romeu Menando Cruz, Pe. Gervásio Coelho, Joaquim Sobreira Cartaxo (Marechal), Bacharel Praxedes Pitanga, Jaime Carneiro, Raimundo Anastácio, Major Epifânio Sobreira, José Sinfrônio Assis e José Inácio da Silva, a cidade viveu as agruras do ataque que deixou marcas indeléveis. O soldado Lourenço pagou com a vida pelo que fez a Sabino. A casa de Raimundo Anastácio foi destruída, e quando da fuga, o grupo incendiou a residência de Martinho Barbosa e saquearam as residências de: Dr. José Coelho Sobrinho, do médico Dr. José Jorge Almeida, Manoel Pinheiros e do comerciante Júlio Marques entre outras.


Dom Moisés Sinezano Coelho, Bispo de Cajazeiras em 1926

O célebre e afamado Sabino com o seu bando, levou a cidade a viver mais de cinco horas de pavor. Inúmeras famílias, por medo, fugiram para as proximidades do município, pois os cangaceiros não usavam de piedade. A Igreja, na pessoa do Bispo D. Moisés Coelho, tomou como arma a oração pela cidade e pelos cangaceiros, porque afinal os cangaceiros eram filhos de Deus e vítimas das injustiças sociais.

Sabino era pernambucano, veio para Cajazeiras, através do importante político e comerciante, além de ser proprietário do Jornal “O Rebate”, Cel. Marcolino Pereira Diniz, com quem tinha uma forte ligação. Tempos depois trouxe também suas quatros filhas (Maria, Geni, Alaíde – Nazinha - e Maria de Lourdes – Delouza, e a sua mãe, Maria Paulo, à qual as pessoas chamavam carinhosamente de Vó.

Dra.Francisquinha; penultima à nossa direita, por ocasião do Cariri Cangaço

Sabino era um homem cujas decisões se davam pela ponta do punhal ou do rifle. O guerrilheiro Sabino fez a sua historia pelas armas. E a partir do meado da década de 20, no Sertão, uma toada muito conhecida veio a imortalizá-lo.

Lá vem Sabino
Mais Lampião
Chapéu quebrado
Fuzil na mão

Lá vem Sabino
Mais Lampião
Chapéu -de- couro
E Fuzil na mão.

Dra. Francisca Perreira Martins Gomes
Pesquisadora, sócia da SBEC; neta do Cangaceiro Sabino.

Livros consultados:
Carcará – Ivan Bichara
Guerreiros do Sol – Frederico Pernambucano de Melo
A Cajazeiras que Vi e onde Vivi (Memórias) Antonio Costa Assis
Historia da Medicina em Cajazeiras – Luiz de Gonzaga Braga Barreto
Fonte:sbec-mossoro.blogspot.com

https://cariricangaco.blogspot.com/2009/12/o-80-anos-do-ataque-do-guerrilheiro.html

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MINHA REFLEXÃO DIÁRIA

Por Sílvio Santos

"Muitos anos atrás, quando tudo estava iniciando em minha vida, eu andava de porta em porta nos comércios procurando emprego.

Ninguém queria me contratar, então falei: vou até a lanchonete do Roque.

Chegando em frente à lanchonete, havia uma placa: 'PRECISA-SE DE ATENDENTE'.

Meus olhos brilharam de felicidade, pois naquele momento meus pensamentos eram os melhores, é claro.

Roque era meu amigo, uma vaga eu tinha certeza de que iria conseguir.

Chamei ele em um canto e falei: amigo, preciso dessa vaga de atendente.

Você sabe da minha situação, vou me empenhar o máximo, pode ter certeza, só preciso da vaga, é URGENTE.

Então ele olhou pra mim e disse: 'Amigo, não me leva a mal, mas eu preciso de uma moça bonita e cheirosa pra trazer freguesia'.

Naquele momento, as lagrimas caíram e eu disse: tudo bem, meu amigo, sucesso pra você.

Então decidi vender minha bicicleta e comprei balas, canetas e doces pra vender na praia. As coisas foram dando certo, comprei uma banca, fiz faculdade, trabalhei em uma embarcação, ganhei um programa, virei dono da SBT.

Anos depois, quando eu já era dono do SBT, após apresentar o programa minha assessoria disse: 'Tem um homem baixinho e moreno chamando o senhor, disse que é seu amigo de infância e que precisava muito lhe falar'.

Fui até a portaria e era o Roque: 'Silvio, desculpa por aquele dia. Faz anos que não nos falamos'.

Naquele momento, vendo a situação dele, eu disse: não precisa falar nada, amigo, aquele NÃO foi a melhor coisa que eu recebi na minha vida, foi a partir daquele não que eu corri atrás dos objetivos que eu realmente queria para minha vida. OBRIGADO, AMIGO!

E disse mais para ele, naquele momento: Deus pode fechar 1, 2, 3 milhares de portas, mas ELE sempre vai reservar uma porta certa pra você; entre comigo, sei do que precisa, vamos até o meu camarim, coma alguma coisa e vamos até o RH, a partir de hoje você vai trabalhar comigo.

Hoje faz mais de 30 anos que Roque trabalha comigo no SBT.

Deixo para todos vocês: não desistam! Mesmo que a porta se feche, coloquem em suas mentes que vocês vão vencer, lutem com garra, não desistam, nunca pensem em desistir, pois a vitória é sua.

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SÍLVIO SANTOS COLOCANDO COMBUSTÍVEL NA SUA RURAL.

 Por São Paulo, Velhos Tempos.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

CASAL DE CANGACEIROS DE LAMPIÃO.

 Por José Mendes Pereira

Seu nome verdadeiro Eleonor, mas no Bando de Lampião, ganhara o apelido de Neném do Ouro, devido a sua vontade de usar ouro, e uma corrente com  medalhão bem grande no pescoço. Morreu sendo a companheira fiel do cangaceiro Luiz Pedro, que era o cangaceiro de confiança do capitão Lampião.

Ela tinha muito afinidade com Maria Bonita e bastante amiga de Sila do Zé Sereno. Em um tiroteio, entre cangaceiros e polícia, nas imediações de Itabaiana, a Neném recebeu um tiro mortal ao tentar ultrapassar um cerca de arame farpado. Seu companheiro tentou resgatá-la, mas foi impedido pelo Bando, uma vez que ela estava morta.

Já o Luiz Pedro foi assassinado na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em Sergipe. Lá. ficaram mortos 9 cangaceiros duas mulheres e um volante. Diz que o volante foi morto por fogo amigo. 

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GOELA ABAIXO

Clerisvaldo B. Chagas, 20 de janeiro de 2023

Escritor Símbolo do sertão Alagoano

Crônica: 2.829

Estamos lendo sobre um projeto público, ao mesmo tempo lembrando de uma palestra que assistimos em Arapiraca, há muito tempo. Uma senhorita que atuava na Cultura, nos explicava de plano que foi elaborado para os artistas da terra e, que foi um grande fiasco. Disse ela que após o fracasso, a equipe sentou-se para analisar a causa de tanto descontentamento quando posto em prática o projeto. A equipe descobriu o “X” do problema. Não era aquilo que a classe queria.  E ficou a lição de que em projeto público a classe interessada deve ser ouvida e fazer parte do projeto. Nunca impor de goela abaixo. Todos convocados, novo projeto à mesa e êxito total na sua implementação. Mas, o que impressionou mesmo naquela palestra que ouvimos, foi a humildade da palestrante em reconhecer o seu erro e ainda aconselhar a todos os presentes.

ARAPIRACA AO ENTARDECER (FOTO: B. CHAGAS).

Estar aí um motivo para afastamento da arrogância e da soberba de alguns dirigentes nesse país, que agem como aquele que dá uma esmola na rua. Muitos que se elegem a alguma coisa com o voto do povo, caem na tentação de acharem que “tudo agora é meu”, e assim agem como os antigos escravocratas donos de engenho do passado, acreditando piamente que são superiores aos que os colocaram no poder. Até que frequentam templos religiosos para serem vistos e assim darem satisfação à sociedade, não acreditam, porém, intimamente que Deus está acompanhando de perto todos seus atos malévolos, mascarados de caridade.

E como ouvimos do cantador de viola sobre a morte, a riqueza acumulada (ilicitamente) não cabe no caixão, nem o poder e nem nada além do corpo e alma corrompida que seguirá para regiões onde se pagará até o último ceitil de tantas dívidas acumuladas na terra. Nada adiantará a desfaçatez de homenagens terrenas e bestas porque o corrupto estará pagando caro longe da soberba familiar.     Isto não representa desabafo algum, apenas uma observação juntos aos repentistas nordestinos. Afinal, como dizia o quadro que havia na Farmácia Vera Cruz: “entrai pela porta estreita, larga é a porta da perdição”. Mas, que perdição? Perguntam os incrédulos.

Antes de partir você saberá.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2023/01/goelaabaixo-clerisvaldob.html

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MORTE DO CANGACEIRO MARIANO

Por José Mendes Pereira

Diz o pesquisador do cangaço Ivanildo Alves da Silveira, que o cangaceiro Mariano Laurindo Granja, nasceu em 1898, em Afogados da Ingazeira, no Estado de Pernambuco, e faleceu no dia 10 de outubro de 1936, entre os municípios de Porto da Folha e Garuru, sendo esta região conhecida como Cangaleixo.

Era genro do vaqueiro Lê Soares, sendo ele companheiro de Rosinha, irmã da cangaceira Adelaide. E segundo a pesquisadora do cangaço Juliana Pereira, a companheira de Mariano foi morta a mando de Lampião. 

Mariano era um facínora que não gostava de praticar morte quando não achava necessária. Tinha um respeito enorme com o seu chefe Lampião. Tinha habilidade para tocar gaita e dono de uma grande simpatia. Estava sempre com gestos risonhos.

Diz ainda o Ivanildo, que Mariano teve um fim doloroso, onde foi baleado e apunhalado várias vezes pelo soldado Severiano, vulgo, bem-Te-Vi, que segundo ele, estava vingando a morte do seu pai, feita por Mariano.

Assim que o capturou, apoderou-se do punhal, e a mão subia e descia furando as carnes do assecla. Apunhalava-o com tanta ira, que quem assistiu, ouviu o ranger da ponta do punhal atravessando as carnes e os nervos da vítima, saindo do outro lado do corpo, fincando-se na terra seca.

Jamais um homem matou com tanta ira um bandido. Os dedos do assecla tentavam afastar dos olhos a pasta de sangue que cobria a sua visão. A cabeleira derramava um líquido formado de suor e sangue. O seu corpo todo era um vermelhão só. O corpo estava totalmente aberto, pelos profundos golpes aplicados pelo o policial. Era a vingança do Bem-Te-Vi. Zé Rufino apenas assistia a violência do seu comandado, sem dizer uma única palavra. Passados alguns minutos, Zé Rufino disse-lhe: “- Tenha cuidado com a cabeça que eu preciso dela”. 

Os dois tinham certeza de que o assecla já havia morrido. Enganaram-se totalmente! Mariano continuava vivo.  E num momento, o assecla tentou se levantar do chão, todo coberto por um enorme manto de sangue vivo e escarlate. Era horroroso de se ver o seu estado.

O vingador quando viu o cangaceiro tentando apoiar-se para se levantar, mesmo com o corpo todo aberto pelas punhaladas aplicadas por ele, engatilhou a arma e encostando-a no peito do assassino do seu pai, preparou-se para dar o último tiro de misericórdia.

Foram dados tiros à queima-roupa, perfurando o corpo do bandoleiro, que já era uma verdadeira peneira de britador.  Agora sim, o bandido, finalmente chegou ao fim. Sem mais tentativa, findou a vida do chefe de subgrupo de Lampião. Mariano fez muita falta ao bando, pois todos os companheiros gostavam bastante dele. Enfim, foi-se a vida de um querido aliado dos justiceiros injustos.

Até mesmo alguns que não eram cangaceiros, falavam bem do Mariano. Os remanescentes de Lampião disseram que Mariano era um dos que tinha mais humanidade. Afirmaram até que ele era incapaz de uma crueldade desnecessária contra seres humanos.

No meu entender, com tanta humanidade assim, Mariano estava no cangaço, por um respeito a Lampião, já que eram bastantes amigos. Teria sido ele mesmo o autor da morte do pai de Bem-Te-Vi?

Segundo disseram os companheiros aos repórteres: “- Mariano Laurindo Granja foi injustiçado”.

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SEU GALDINO E A ONÇA VERMELHA.

Por José Mendes Pereira

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Enquanto lá na cozinha dona Dionísia preparava o café da manhã seu Galdino permanecia no curral, mungindo as suas famosas e invejadas vacas; e assim que arreou o segundo bezerro para desleitar a mãe, levantando a vista em direção à estrada, viu seu Leodoro Gusmão que vinha se aproximando do curral, montado numa égua em dias de parir. E ao vê-lo, não pensou duas vezes, e de imediato, chamou logo à sua atenção, dizendo-lhe que ele não tinha dó daquela pobre égua em dias de parir.

Seu Leodoro que havia trabalhado em diversas fazendas de grandes portes, disse-lhe que era bom para facilitar no momento do parto. Com isso, convenceu seu Galdino, já que ele tinha trabalhado em várias fazendas, com certeza, sabia muito mais do que ele.

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Enquanto eles conversavam, alguém vinha se aproximando do curral. Era o vaqueiro do fazendeiro Luiz Duarte, que procurava uma vaca embicheirada. E ao descer do cavalo, sendo ele um dos que mais proseava com seu Galdino, devido as suas mentiras, desafiou-o, dizendo-lhe que o daria 50,00 reais para ele  inventar uma mentira naquele momento.

Luiz Duarte da Costa - http://jotamaria-liliduarte.blogspot.com/2017/07/luiz-duarte-da-costa.html

Seu Galdino arrebatou-o, dizendo-lhe, que havia recebido uma proposta para inventar uma mentira por 100,00 reais, e não a aceitou. Se ele arriscasse contar uma mentira por 50,00 reais, já estava no prejuízo, perdendo 50,00 dos 100,00 que o sujeito o havia oferecido. Mas na verdade, já era uma verdadeira mentira, porque ninguém paga para ouvir mentiras.

A conversa entre os três durou até a chegada da dona Dionísia, esposa do seu Galdino, que veio se aproximando do curral, e em suas mãos, xícaras, mais um bule de café. 

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Ali, entre prosas, beberam o café, fumaram, e em seguida, o vaqueiro disse-lhes que iria embora, porque precisava campear uma vaca parida nos tabuleiros, lá  pelas redondezas do rio Angicos. E despedindo-se, montou-se em seu animal e foi-se embora.

Seu Galdino estava ansioso para que o vaqueiro fosse logo embora, pois precisava expor uma das suas maiores mentiras ao seu Leodoro, que mesmo sabendo que o seu compadre Galdino mentia muito, ele apreciava ouvir as suas lorotas.

Seu Galdino, segundo ele, havia feito uma viagem em Bananeiras, no Estado da Paraíba, em uma fazenda, para comprar um bom reprodutor de ovelhas. Ao chegar, o sol já havia se levantado bem esperto, porque havia acordado coberto por um enorme lençol de nuvens encarneiradas.

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Ao chegar à fazenda, assustou-se com uma onça que estava deitada ao pé da porteira. Com medo de ser atacado por ela, alarmou desesperadamente em direção à casa do vaqueiro, que trouxesse armas para matar uma onça vermelha, que ali estava deitada na entrada do portão.

Seu Leodoro o ouvia em silêncio, sem dizer uma palavra, mas de olhos arregalados em direção ao seu Galdino, como se não estivesse acreditando no que contava o seu compadre.

E continuou seu Galdino, que lá de dentro da casa, alguém da fazenda respondeu, dizendo-lhe que não se preocupasse com  a onça, ela  era mansa, e havia chegado ali há alguns meses, ficou morando, e já era um animal de estimação por todos dali, como se fosse o cachorro daquela fazenda.

Seu Leodoro só fazia ouvir, nenhum gesto, nenhuma palavra, apenas no seu eu, duvidava daquela história do seu Galdino. Ele já tinha ouvido muitas de suas conversas, até então, umas quase verdades, outras cabeludas, mas aquela da onça vermelha, estava lhe deixando assustado. Não pela a onça, pela mentira do seu compadre.

Seu Galdino afirmava ainda que, a bicha era do tamanho de um bezerro de um ano, e que ela passeava e brincava na fazenda, corria no meio dos rebanhos de ovelhas, bodes, e quando estava deitada, as galinhas ficavam sobre ela, procurando parasitas no seu corpo.

Ao entardecer, ele e o vaqueiro foram até ao cercado, olhar o rebanho de ovelhas, no intuito de seu Galdino escolher o melhor dos carneiros reprodutores para comprá-lo.

O vaqueiro da fazenda preparou um cavalo lustroso, gordo, selando-o. Em seguida, selou a onça, com todos os equipamentos  que se usa em cavalos.

Ao terminar, ordenou que ele se montasse na onça, aconselhando que ela não lhe faria nenhum mal. Lutou muito para não aceitar esta ordem, mas findou se rendendo, e sem muito esforço, subiu na onça.

A onça mesmo não o conhecendo, saiu de chote em direção ao cercado, e vez por outra, ela dava uns pulos mais distantes, como se quisesse chegar primeiro do que o cavalo, que caminhava sobre o comando do vaqueiro.

Dizia ele que havia gostado bastante desta experiência, que antes não tivera, de andar montado em um animal tão grande e conhecido como feroz, valente, malvado e traiçoeiro. Mas estava certo que, o que dizem da sua valentia, não procede. Ela é domável e amiga.

Nesse mesmo dia, antes de passear montado sobre o seu lombo, enquanto ela descansava em  um galho, seu Galdino disse que ficou alisando o seu pelo sem nenhum receio. E ela até havia dado umas lambidas em seu rosto e em uma das mãos.

Seu Leodoro Gusmão estava como se estivesse hipnotizado. Nenhuma palavra saía da sua boca, para confirmar ou contrariar um pouco o seu Galdino.

E de repente, resolveu ir embora, precisava fazer campo, campear alguns dos seus animais, pois havia recebido informações de alguns vaqueiros, que uma de suas novilhas estava embicheirada. Mas antes de partir, saiu com uma engraçada, dizendo-lhe:

- Eu acredito plenamente no que o senhor me afirmou compadre Galdino, porque a última vez que a Gertrudes, minha esposa, foi visitar os seus familiares lá nas Minhas Gerais, fez um passeio nas águas de uma lagoa sobre o lombo de uma cobra sucuri, com mais de 20 metros de comprimentos e da espessura de um tonel.


- Sim, senhor! - Fez seu Galdino...!

"- Ela ainda me adiantou que, a sucuri já era treinada para este fim, servindo de prancha para os turistas que ali apareciam e queriam surfar sobre o seu lombo nas águas da lagoa. O que ela me contou, eu fiquei de boca aberta, compadre! O início do passeio foi na beira da lagoa. A sucuri deu partida, isto com a Gertrudes em cima dela, em pé, de braços abertos, como se fosse uma sufista, e saiu rodeando a lagoa, com toda velocidade. E quando chegaram ao lugar de onde haviam saído, a sucuri deu um freio tão grande, mas tão grande, que a jogou longe da lagoa, saindo feito uma roda de carro descontrolada, passando sobre pedras, matos rasteiros, rodando sobre o solo, embolada como se fosse um tatu bola". 

https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/tatu-bola.htm

- Meu Deus! - admirou-se seu Galdino.

- E quando ela caiu na real, isto é, que há tempo que tinha saído de cima do lombo da sucuri, já estava no terreiro dos seus familiares, porque havia esbarrado em um rio que passava em frente a casa da família. E ao cair nele, a água corrente a levou até lá".

- Minha nossa Senhora, que coisa, hein! - fez seu Galdino.

Já satisfeito com o troco que havia dado ao seu Galdino, sobre a sua história, seu Leodoro disse:

- Eu já estou indo, compadre Galdino. Eu preciso ir ao campo.

Despedindo-se, montou-se na égua e foi-se embora.

- Mas que compadrinho mentiroso! Que sucuri que nada! Nesses dias ela irá surfar em outra cobra, mas desta vez surfará é na minha anaconda. Dizia seu Galdino balançando a cabeça e se desmanchando em risos, pela grande mentira que o Leodoro soltara naquele momento.

Minhas Simples Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixa-me pegar outro.

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

A COLUNA PRESTES NO RIO GRANDE DO NORTE - I

Tomislav R. Femenick – Membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN.

A Coluna Prestes era formada por militares rebeldes, principalmente pelos de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Seus principais líderes foram Luís Carlos Prestes, Juarez Tavola e Miguel Costa. Em 1924 alguns deles já tinham tentado fazer uma revolução, tomando o Forte de Copacabana, mas fracassaram. Formados em pelotões, a Coluna percorreu cerca de vinte e cinco mil quilômetros pelo interior do país, fazendo uma “guerra de movimentos” e enfrentando as forças do governo. No final de 1926, com a metade dos homens dizimados pela cólera e sem condições de continuar a luta, se refugiou na Bolívia.

Porém no início daquele ano, no dia 3 de fevereiro, tropas rebeldes da Coluna Prestes realizaram o seu primeiro ataque no Rio Grande do Norte, contra a cidade de São Miguel. A luta foi travada por 70 revoltosos, militares treinados, contra quatro soldados da polícia do Estado e 28 atiradores (pistoleiros?), “num tiroteio que durou das quatro horas da tarde até ao crepúsculo, com um rebelde morto e dois legalistas feridos. Um destes [...] caiu nas mãos dos rebeldes e foi degolado”. A população mais abastada de São Miguel fez uma verdadeira debandada da cidade, quando se noticiou que outros mil rebeldes estavam se dirigindo para lá. No dia seguinte a cidade foi saqueada pelos integrantes da Coluna Prestes, que invadiam residências e lojas “arrebentando móveis e destruindo objetos que não podiam usar ou transportar. [...] Partiram no mesmo dia em que chegaram, depois de queimar o [Cartório de] Registro de Título e Documento” (SILVA, 1966; MACAULAY, 1977). De São Miguel foram para Luiz Gomes, onde repetiram o saque, invadiram e destruíram lojas e residências, levando tudo o que podiam, e novamente incendiaram o Cartório local.

Antes desses ataques, várias cidades do Estado se viram ameaçadas de invasão pelos tenentes rebeldes. No dia 31 de janeiro, quando o jovem Padre Luiz Ferreira da Mota (o célebre Padre Mota que depois viria a ser vigário geral, prefeito e deputado estadual) tomava posse como o novo vigário de Mossoró, correu a notícia de que os revoltosos da Coluna Prestes estavam na iminência de atacar a cidade. Em ata paroquial, o Padre Mota registrou o impacto que a notícia de um provável ataque da Coluna Preste a Mossoró teve entre a população da cidade. Dizia ele:

“Neste mesmo dia, espalhou-se pela cidade o terror da notícia de que os revoltosos se encaminhavam para nossas fronteiras, noticia que foi divulgada pela manhã, e logo começou o êxodo da população. Quando me dirigia para a Matriz, às 8 e meia, para a posse, fui, com surpresa, avisado do que se passava e sobretudo de que certas pessoas de autoridade e responsabilidade já haviam abandonado, precipitadamente, a cidade. Diante desta situação, resolvi fazer um apelo de tranquilidade ao público, para melhor se resolver a situação e convocar uma sessão de todas as autoridades e pessoas de responsabili¬dade, o que fiz de púlpito, com palavras repassadas de fé no patrocínio de nossa Virgem Padroeira, Santa Luzia, e também de confiança no patriotismo do nos¬so povo. A sessão realizou-se no mesmo dia, a 1 ho¬ra da tarde, no edifício do Colégio Diocesano, com grande comparecimento de povo e nela tomaram-se medidas que são do domínio público. Daí por diante, nos dias de aflição e apreensão para o nosso povo, sempre tomei a dianteira de todas as manifestações civico-patrióticas pela defesa da nossa cidade, procurando, sobretudo despertar o ânimo do povo, aconselhando a calma, prudência e permanência na cidade, para guarda dos acontecimentos. Aprouve a Deus que tudo se passasse sem desgraças e atropelos para nosso povo; os rebeldes tomaram outro rumo e nossa população voltou à paz do costu-me, que a caracteriza. Todos [nós] reconhecemos, nesta salvação de tamanho fla¬gelo, [que foi] o dedo de Deus que nos protegeu, por intercessão da nossa querida Padroeira Santa Luzia. Em reconhecimento de tão grande graça, cantou-se um ‘Te Deum’ solene, em ação de graças, no domingo, 21, pelas 5 horas da tarde” – Texto transcrito do livro do tombo da igreja de Santa Luzia, em Mossoró-RN.

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MINHAS INQUIETAÇÕES ASSIM DIZIA O ESCRITOR ALCINO ALVES COSTA

Por José Mendes Pereira - (Crônica 49)

Manoel Dantas Loyola (cangaceiro), Aderbal Nogueira (pesquisador do cangaço) e José Alves de Matos  ex-cangaceiro Vinte e Cinco.

Em um material que eu li, ou em um vídeo, não tenho muita lembrança, e que no momento, não disponho da fonte, que o bom mesmo é apresentar ao leitor a origem do fato registrado, mas que eu não estou criando isto, e não tenho segurança em afirmar que foi em um documento (Vídeo ou escrito) do cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira, que o pernambucano lá da cidade de Buíque, Manoel Dantas Loyola - ex-cangaceiro Candeeiro, afirma que Maria Bonita chegou a ter ciúmes da amizade dele com Lampião. Mas o facínora Candeeiro não explicou ao cineasta o motivo dos seus ciúmes em relação a eles dois, deixando-nos estudiosos meios confusos sobre o que teria provocado tanto ciúmes à rainha do cangaço.

Maria Bonita e Lampião: embora cangaceiros tivessem dieta rústica, rei do cangaço também sabia luxarImagem: Rubens Antonio/UOL

Aí surgem as perguntas:

1 - Qual teria sido o motivo que despertou ciúmes de Maria Bonita sobre a amizade do cangaceiro Candeeiro com o perverso e sanguinário capitão Lampião, seu companheiro?

2 - Será que Candeeiro sabia da vida amorosa do rei do cangaço com alguma mulher fora do cangaço, por este sertão sofrido, e com isso, foi criado uma espécie de inveja por Maria? 

3 - Ou teria Maria Bonita colocada em sua mente, que aquela amizade de Lampião com Candeeiro, nada mais era do que trazendo bilhetes de futuras amantes do seu companheiro?

Mas ao meu ver,  não tinha nenhum problema que Candeeiro e Lampião mantivessem as suas boas amizades, porque, durante um ano e poucos meses que o cangaceiro fez parte do cangaço do velho guerreiro, geralmente, era ele quem levava as solicitações de dinheiro às vítimas escolhidas pelo bandoleiro, e também, ele trazia os recados dos fazendeiros, informando que no momento não tinham condições de servirem ao facínora, ou já com a quantia solicitada já em mãos.

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CONCURSO MUSICAL.

 Por Mossoró Hoje.

Caroline Melo se inscreveu no concurso “A Nova Voz Feminina”, que vai escolher a vocalista da Banda Cearense Mastruz com Leite no final do ano passado. Sua carreira já vinha numa ascensão de reconhecimento. Em 2022, ela teve presença de destaque no Mossoró Cidade Junina, participou da abertura do Pingo da Mei Dia, e abriu o show de Alceu Valença. A final do concurso será nesta terça-feira (17), a partir das 19h, com transmissão ao vivo pelo canal da banda na internet. Caroline postou na manhã de hoje nas suas redes sócias que será a primeira a se apresentar na grande final.

https://mossorohoje.com.br/noticias/44152-cantora-mossoroense-caroline-melo-e-finalista-do-concurso-a-nova-voz-da-banda-mastruz-com-leite?fbclid=IwAR3K_ujfPGDV7fHvTpIVhfD9BeEZDaDsNVBprYX6yfqRj83bpWRpTMEpDis

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GALAXIE!

 Por Guilherme Machado

Encontrei em Petrolina Pernambuco... Ford Galaxie ano 1968. 8 Cilindros. Branco perolizado. Este carro pertenceu ao cantor baiano Waldick Soriano, uma das viagens feita pelo o artista a bordo desse carrão foi de São Paulo a Caetité BA no ano de 1969.

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PASSANDO O DETECTOR DE METAIS ONDE LAMPIÃO BRIGOU ,NA FAZENDA PIÇARRA 94 ANOS DEPOIS.

 Por Lampião, Cangaço e Sertão

https://www.youtube.com/watch?v=rX2GYrt5qNU&ab_channel=Lampi%C3%A3o%2CCanga%C3%A7oesert%C3%A3o

94 anos depois do Fogo da piçarra, nós conseguimos achar provas do grande combate envolvendo Lampião e as forças volantes de Pernambuco e Ceará no ano de 1928.

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LINDA IMAGEM.

 Imagem do Assis Nascimento de Porto do Mangue.


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LAMPIÃO DESISTE DE ATACAR A CIDADE DE CUSTÓDIA

Do acervo do José João Souza

Lampião estava decidido atacar o município de Custódia, no Sertão pernambucano, o cangaceiro mandou um garotinho até a cidade para verificar quantos soldados havia no quartel ou na delegacia. Ao voltar, o menino anunciou: "No quartel, só tem cem". Temeroso com o grande número de macacos, maneira pela qual chamava os guardas, Virgulino desistiu da invasão. O que ele não sabia é que Cem era o apelido do único soldado presente no quartel naquele dia.

Do livro:

Flores, Campos, Barros e Carvalho - Olhando para o passado até onde a vista alcança

De: Maria Stella Barros de Siqueira Campos.

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FOTO RARÍSSIMA DO PE. CÍCERO, COM AUTORIDADES DA ÉPOCA!

 Por Devotos do Padre Cícero

Foto raríssima do Pe. Cícero, com autoridades da época!

Instagram:https://instagram.com/romeiros_do_padre_cicero...

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

LIVRO

  


O destino de cada pessoa,
Na terra ninguém risca.
E nem se pode alterar.
E nem mudar a escrita.
O plano já tá traçado,
Cada um dar seu recado,
E na história ela fica.
Na malhada da caiçara,
No município de glória.
Ninguém jamais imaginou,
Que lá teria uma história.
Que ia ter uma dimensão,
E ia mecher com o sertão,
E espalhar no mundo afora.
Em mil novecentos e onze,
A oito de março nasceu.
Uma menina morena,
No sertão apareceu.
Numa casinha singela,
Uma menina bela,
Seus pais a recebeu.
Os seus pais não imaginava,
Que destino ela teria.
Se trazia com ela tristeza,
Ou se trazia alegria.
Isso o futuro ocultava,
Sua vida tava traçada,
E o tempo revelaria.
Maria Gomes de Oliveira,
Foi o nome que deram a criança.
Maria,nome da Santa,
Que Gera a esperança.
O nome da mãe de Jesus,
Que foi morto na cruz,
Ela recebeu por herança.
Ela cresceu ficou formosa,
E logo virou uma mulher casada.
E seu nome ganha um acréscimo,
Maria de Déa, era chamada.
Assim era conhecida,
Por vizinhos e amigas,
Assim era apelidada.
Mas ,o casamento não deu certo,
Ela para casa dos pais voltou.
Era para se cumprir o roteiro,
Que o destino traçou.
Um dia um cidadão,
Apelidado de lampião,
Em sua casa chegou.

Aqui começa um romance,
O qual o destino pois um laço.
Maria ganha outro apelido,
Ao lado rei do cangaço.
Maria bonita era chamada,
A sua história traçada,
No sertão tem seu espaço.

Sou um poeta amador.
Que gosta de fazer rima.
Quem conhece bem essa história,
E o escritor João de Sousa Lima.
Junto com outros escritores,
Que são pesquisadores,
Do cangaço da caatinga.

Autor.
Cleumir Ferreira

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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