Por Beto Klockner Rueda
Fonte:
TORRES, Luiz Wanderley. Lampião e o cangaço. São Paulo:
Edicon, 1994.
https://www.facebook.com/photo/?fbid=6282582391752572&set=gm.2111922129016720&idorvanity=179428208932798
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Por Beto Klockner Rueda
Fonte:
TORRES, Luiz Wanderley. Lampião e o cangaço. São Paulo:
Edicon, 1994.
https://www.facebook.com/photo/?fbid=6282582391752572&set=gm.2111922129016720&idorvanity=179428208932798
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Sobre o Ataque de Sabino a Cajazeiras
Por Sílvio Santos
"Muitos
anos atrás, quando tudo estava iniciando em minha vida, eu andava de porta em
porta nos comércios procurando emprego.
Ninguém queria
me contratar, então falei: vou até a lanchonete do Roque.
Chegando em
frente à lanchonete, havia uma placa: 'PRECISA-SE DE ATENDENTE'.
Meus olhos
brilharam de felicidade, pois naquele momento meus pensamentos eram os
melhores, é claro.
Roque era meu
amigo, uma vaga eu tinha certeza de que iria conseguir.
Chamei ele em
um canto e falei: amigo, preciso dessa vaga de atendente.
Você sabe da
minha situação, vou me empenhar o máximo, pode ter certeza, só preciso da vaga,
é URGENTE.
Então ele
olhou pra mim e disse: 'Amigo, não me leva a mal, mas eu preciso de uma moça
bonita e cheirosa pra trazer freguesia'.
Naquele momento,
as lagrimas caíram e eu disse: tudo bem, meu amigo, sucesso pra você.
Então decidi
vender minha bicicleta e comprei balas, canetas e doces pra vender na praia. As
coisas foram dando certo, comprei uma banca, fiz faculdade, trabalhei em uma
embarcação, ganhei um programa, virei dono da SBT.
Anos depois,
quando eu já era dono do SBT, após apresentar o programa minha assessoria
disse: 'Tem um homem baixinho e moreno chamando o senhor, disse que é seu amigo
de infância e que precisava muito lhe falar'.
Fui até a
portaria e era o Roque: 'Silvio, desculpa por aquele dia. Faz anos que não nos
falamos'.
Naquele
momento, vendo a situação dele, eu disse: não precisa falar nada, amigo, aquele
NÃO foi a melhor coisa que eu recebi na minha vida, foi a partir daquele não
que eu corri atrás dos objetivos que eu realmente queria para minha vida.
OBRIGADO, AMIGO!
E disse mais
para ele, naquele momento: Deus pode fechar 1, 2, 3 milhares de portas, mas ELE
sempre vai reservar uma porta certa pra você; entre comigo, sei do que precisa,
vamos até o meu camarim, coma alguma coisa e vamos até o RH, a partir de hoje
você vai trabalhar comigo.
Hoje faz mais
de 30 anos que Roque trabalha comigo no SBT.
Deixo para
todos vocês: não desistam! Mesmo que a porta se feche, coloquem em suas mentes
que vocês vão vencer, lutem com garra, não desistam, nunca pensem em desistir,
pois a vitória é sua.
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Por São Paulo, Velhos Tempos.
https://www.facebook.com/saopaulovelhostempos/photos/a.105412517602041/720878342722119/
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Por José Mendes Pereira
Seu nome verdadeiro Eleonor, mas no Bando de Lampião, ganhara o apelido de Neném do Ouro, devido a sua vontade de usar ouro, e uma corrente com medalhão bem grande no pescoço. Morreu sendo a companheira fiel do cangaceiro Luiz Pedro, que era o cangaceiro de confiança do capitão Lampião.
Ela tinha muito afinidade com Maria Bonita e bastante amiga de Sila do Zé Sereno. Em um tiroteio, entre cangaceiros e polícia, nas imediações de Itabaiana, a Neném
recebeu um tiro mortal ao tentar ultrapassar um cerca de arame farpado. Seu
companheiro tentou resgatá-la, mas foi impedido pelo Bando, uma vez que ela
estava morta.
Já o Luiz Pedro foi assassinado na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em Sergipe. Lá. ficaram mortos 9 cangaceiros duas mulheres e um volante. Diz que o volante foi morto por fogo amigo.
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Clerisvaldo B. Chagas, 20 de janeiro de 2023
Escritor
Símbolo do sertão Alagoano
Crônica: 2.829
Estamos lendo
sobre um projeto público, ao mesmo tempo lembrando de uma palestra que
assistimos em Arapiraca, há muito tempo. Uma senhorita que atuava na Cultura,
nos explicava de plano que foi elaborado para os artistas da terra e, que foi
um grande fiasco. Disse ela que após o fracasso, a equipe sentou-se para
analisar a causa de tanto descontentamento quando posto em prática o projeto. A
equipe descobriu o “X” do problema. Não era aquilo que a classe
queria. E ficou a lição de que em projeto público a classe
interessada deve ser ouvida e fazer parte do projeto. Nunca impor de goela
abaixo. Todos convocados, novo projeto à mesa e êxito total na sua
implementação. Mas, o que impressionou mesmo naquela palestra que ouvimos, foi
a humildade da palestrante em reconhecer o seu erro e ainda aconselhar a todos
os presentes.
Estar aí um
motivo para afastamento da arrogância e da soberba de alguns dirigentes nesse
país, que agem como aquele que dá uma esmola na rua. Muitos que se elegem a
alguma coisa com o voto do povo, caem na tentação de acharem que “tudo agora é
meu”, e assim agem como os antigos escravocratas donos de engenho do passado,
acreditando piamente que são superiores aos que os colocaram no poder. Até que
frequentam templos religiosos para serem vistos e assim darem satisfação à
sociedade, não acreditam, porém, intimamente que Deus está acompanhando de
perto todos seus atos malévolos, mascarados de caridade.
E como ouvimos
do cantador de viola sobre a morte, a riqueza acumulada (ilicitamente) não cabe
no caixão, nem o poder e nem nada além do corpo e alma corrompida que seguirá
para regiões onde se pagará até o último ceitil de tantas dívidas acumuladas na
terra. Nada adiantará a desfaçatez de homenagens terrenas e bestas porque o
corrupto estará pagando caro longe da soberba
familiar. Isto não representa desabafo algum,
apenas uma observação juntos aos repentistas nordestinos. Afinal, como dizia o
quadro que havia na Farmácia Vera Cruz: “entrai pela porta estreita, larga é a
porta da perdição”. Mas, que perdição? Perguntam os incrédulos.
Antes de partir você saberá.
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2023/01/goelaabaixo-clerisvaldob.html
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Por José Mendes Pereira
Diz o pesquisador do cangaço Ivanildo Alves da Silveira, que o cangaceiro Mariano
Laurindo Granja, nasceu em 1898, em Afogados da Ingazeira, no Estado de
Pernambuco, e faleceu no dia 10 de outubro de 1936, entre os municípios de
Porto da Folha e Garuru, sendo esta região conhecida como Cangaleixo.
Era genro do vaqueiro Lê Soares, sendo ele companheiro de Rosinha, irmã da cangaceira Adelaide. E segundo a pesquisadora do cangaço Juliana Pereira, a companheira de Mariano foi morta a mando de Lampião.
Mariano era um facínora que não gostava de praticar morte quando não achava necessária. Tinha um respeito enorme com o seu chefe Lampião. Tinha habilidade para tocar gaita e dono de uma grande simpatia. Estava sempre com gestos risonhos.
Diz ainda o Ivanildo, que Mariano teve um fim doloroso, onde foi baleado e
apunhalado várias vezes pelo soldado Severiano, vulgo, bem-Te-Vi, que segundo
ele, estava vingando a morte do seu pai, feita por Mariano.
Assim que o capturou, apoderou-se
do punhal, e a mão subia e descia furando as carnes do assecla. Apunhalava-o com
tanta ira, que quem assistiu, ouviu o ranger da ponta do punhal atravessando as
carnes e os nervos da vítima, saindo do outro lado do corpo, fincando-se na
terra seca.
Jamais um homem matou com tanta ira um bandido. Os dedos do assecla tentavam afastar dos olhos a pasta de sangue que cobria a sua visão. A cabeleira derramava um líquido formado de suor e sangue. O seu corpo todo era um vermelhão só. O corpo estava totalmente aberto, pelos profundos golpes aplicados pelo o policial. Era a vingança do Bem-Te-Vi. Zé Rufino apenas assistia a violência do seu comandado, sem dizer uma única palavra. Passados alguns minutos, Zé Rufino disse-lhe: “- Tenha cuidado com a cabeça que eu preciso dela”.
Os dois tinham
certeza de que o assecla já havia morrido. Enganaram-se totalmente! Mariano
continuava vivo. E num momento, o assecla tentou se levantar do chão,
todo coberto por um enorme manto de sangue vivo e escarlate. Era horroroso de
se ver o seu estado.
O vingador
quando viu o cangaceiro tentando apoiar-se para se levantar, mesmo com o corpo
todo aberto pelas punhaladas aplicadas por ele, engatilhou a arma e
encostando-a no peito do assassino do seu pai, preparou-se para dar o último
tiro de misericórdia.
Foram dados
tiros à queima-roupa, perfurando o corpo do bandoleiro, que já era uma
verdadeira peneira de britador. Agora sim, o bandido, finalmente chegou
ao fim. Sem mais tentativa, findou a vida do chefe de subgrupo de Lampião.
Mariano fez muita falta ao bando, pois todos os companheiros gostavam bastante
dele. Enfim, foi-se a vida de um querido aliado dos justiceiros injustos.
Até mesmo
alguns que não eram cangaceiros, falavam bem do Mariano. Os remanescentes de
Lampião disseram que Mariano era um dos que tinha mais humanidade. Afirmaram
até que ele era incapaz de uma crueldade desnecessária contra seres humanos.
No meu
entender, com tanta humanidade assim, Mariano estava no cangaço, por um
respeito a Lampião, já que eram bastantes amigos. Teria sido ele mesmo o autor
da morte do pai de Bem-Te-Vi?
Segundo
disseram os companheiros aos repórteres: “- Mariano Laurindo Granja foi
injustiçado”.
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Por José Mendes Pereira
Enquanto lá
na cozinha dona Dionísia preparava o café da manhã seu Galdino
permanecia no curral, mungindo as suas famosas e invejadas vacas; e assim que
arreou o segundo bezerro para desleitar a mãe, levantando a vista em direção à
estrada, viu seu Leodoro Gusmão que vinha se aproximando do curral, montado
numa égua em dias de parir. E ao vê-lo, não pensou duas vezes, e de
imediato, chamou logo à sua atenção, dizendo-lhe que ele não
tinha dó daquela pobre égua em dias de parir.
Seu Leodoro que havia trabalhado em diversas fazendas de grandes portes, disse-lhe
que era bom para facilitar no momento do parto. Com isso, convenceu seu
Galdino, já que ele tinha trabalhado em várias fazendas, com certeza, sabia
muito mais do que ele.
Enquanto eles conversavam, alguém vinha se aproximando do curral. Era o vaqueiro do fazendeiro Luiz Duarte, que procurava uma vaca embicheirada. E ao descer do cavalo, sendo ele um dos que mais proseava com seu Galdino, devido as suas mentiras, desafiou-o, dizendo-lhe que o daria 50,00 reais para ele inventar uma mentira naquele momento.
Seu Galdino arrebatou-o, dizendo-lhe, que havia recebido uma proposta para inventar uma mentira por 100,00 reais, e não a aceitou. Se ele arriscasse contar uma mentira por 50,00 reais, já estava no prejuízo, perdendo 50,00 dos 100,00 que o sujeito o havia oferecido. Mas na verdade, já era uma verdadeira mentira, porque ninguém paga para ouvir mentiras.
A conversa entre os três durou até a chegada da dona Dionísia, esposa do seu Galdino, que veio se aproximando do curral, e em suas mãos, xícaras, mais um bule de café.
Ali, entre prosas, beberam o café, fumaram, e em seguida, o vaqueiro disse-lhes que iria embora, porque precisava campear uma vaca parida nos tabuleiros, lá pelas redondezas do rio Angicos. E despedindo-se, montou-se em seu animal e foi-se embora.
Seu Galdino estava ansioso para que o vaqueiro fosse logo embora, pois precisava expor uma das suas maiores mentiras ao seu Leodoro, que mesmo sabendo que o seu compadre Galdino mentia muito, ele apreciava ouvir as suas lorotas.
Seu Galdino,
segundo ele, havia feito uma viagem em Bananeiras, no Estado da Paraíba, em uma
fazenda, para comprar um bom reprodutor de ovelhas. Ao chegar, o sol já havia se
levantado bem esperto, porque havia acordado coberto por um enorme lençol de
nuvens encarneiradas.
Ao chegar à fazenda, assustou-se com uma onça que estava deitada ao pé da porteira. Com medo de ser atacado por ela, alarmou desesperadamente em direção à casa do vaqueiro, que trouxesse armas para matar uma onça vermelha, que ali estava deitada na entrada do portão.
Seu Leodoro o
ouvia em silêncio, sem dizer uma palavra, mas de olhos arregalados em direção
ao seu Galdino, como se não estivesse acreditando no que contava o seu
compadre.
E continuou seu Galdino, que lá de dentro da casa, alguém da fazenda respondeu,
dizendo-lhe que não se preocupasse com a onça, ela era mansa, e
havia chegado ali há alguns meses, ficou morando, e já era um animal de
estimação por todos dali, como se fosse o cachorro daquela fazenda.
Seu Leodoro só fazia ouvir, nenhum gesto, nenhuma palavra, apenas no seu eu,
duvidava daquela história do seu Galdino. Ele já tinha ouvido muitas de suas
conversas, até então, umas quase verdades, outras cabeludas, mas aquela da onça
vermelha, estava lhe deixando assustado. Não pela a onça, pela mentira do seu
compadre.
Seu Galdino afirmava ainda que, a bicha era do tamanho de um bezerro de um ano,
e que ela passeava e brincava na fazenda, corria no meio dos rebanhos de
ovelhas, bodes, e quando estava deitada, as galinhas ficavam sobre
ela, procurando parasitas no seu corpo.
Ao entardecer, ele e o vaqueiro foram até ao cercado, olhar o rebanho de
ovelhas, no intuito de seu Galdino escolher o melhor dos carneiros
reprodutores para comprá-lo.
O vaqueiro da fazenda preparou um cavalo lustroso, gordo, selando-o. Em
seguida, selou a onça, com todos os equipamentos que se usa em cavalos.
Ao terminar, ordenou que ele se montasse na onça, aconselhando que ela não lhe faria nenhum mal. Lutou muito para não aceitar esta ordem, mas findou se rendendo, e sem muito esforço, subiu na onça.
A onça mesmo não o conhecendo, saiu de chote em direção ao cercado, e vez por outra, ela dava uns pulos mais distantes, como se quisesse chegar primeiro do que o cavalo, que caminhava sobre o comando do vaqueiro.
Dizia ele que havia gostado bastante desta experiência, que antes não tivera, de andar montado em um animal tão grande e conhecido como feroz, valente, malvado e traiçoeiro. Mas estava certo que, o que dizem da sua valentia, não procede. Ela é domável e amiga.
Nesse mesmo
dia, antes de passear montado sobre o seu lombo, enquanto ela descansava em
um galho, seu Galdino disse que ficou alisando o seu pelo sem nenhum
receio. E ela até havia dado umas lambidas em seu rosto e em uma das mãos.
Seu Leodoro
Gusmão estava como se estivesse hipnotizado. Nenhuma palavra saía da sua
boca, para confirmar ou contrariar um pouco o seu Galdino.
E de repente, resolveu ir embora, precisava fazer campo, campear alguns dos seus
animais, pois havia recebido informações de alguns vaqueiros, que uma de suas
novilhas estava embicheirada. Mas antes de partir, saiu com uma engraçada, dizendo-lhe:
- Eu acredito plenamente no que o senhor me afirmou compadre Galdino, porque a
última vez que a Gertrudes, minha esposa, foi visitar os seus familiares
lá nas Minhas Gerais, fez um passeio nas águas de uma lagoa sobre o lombo de
uma cobra sucuri, com mais de 20 metros de comprimentos e da espessura de um
tonel.
"- Ela ainda me adiantou que, a sucuri já era treinada para este fim, servindo de prancha para os turistas que ali apareciam e queriam surfar sobre o seu lombo nas águas da lagoa. O que ela me contou, eu fiquei de boca aberta, compadre! O início do passeio foi na beira da lagoa. A sucuri deu partida, isto com a Gertrudes em cima dela, em pé, de braços abertos, como se fosse uma sufista, e saiu rodeando a lagoa, com toda velocidade. E quando chegaram ao lugar de onde haviam saído, a sucuri deu um freio tão grande, mas tão grande, que a jogou longe da lagoa, saindo feito uma roda de carro descontrolada, passando sobre pedras, matos rasteiros, rodando sobre o solo, embolada como se fosse um tatu bola".
- Meu Deus! - admirou-se seu Galdino.
- E quando ela caiu na real, isto é, que há tempo que tinha saído de cima do lombo da sucuri, já estava no terreiro dos seus familiares, porque havia esbarrado em um rio que passava em frente a casa da família. E ao cair nele, a água corrente a levou até lá".
- Minha
nossa Senhora, que coisa, hein! - fez seu Galdino.
Já satisfeito com o troco que havia dado ao seu Galdino, sobre a sua história,
seu Leodoro disse:
- Eu já estou indo, compadre Galdino. Eu preciso ir ao campo.
Despedindo-se, montou-se na égua e foi-se embora.
- Mas que compadrinho mentiroso! Que sucuri que nada! Nesses dias ela irá surfar em outra cobra, mas desta vez surfará é na minha anaconda. Dizia seu Galdino balançando a cabeça e se desmanchando em risos, pela grande mentira que o Leodoro soltara naquele momento.
Minhas Simples Histórias
Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixa-me pegar outro.
http://minhasimpleshistorias.blogspot.com
Tomislav R. Femenick – Membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN.
A Coluna
Prestes era formada por militares rebeldes, principalmente pelos de São Paulo e
do Rio Grande do Sul. Seus principais líderes foram Luís Carlos Prestes, Juarez
Tavola e Miguel Costa. Em 1924 alguns deles já tinham tentado fazer uma
revolução, tomando o Forte de Copacabana, mas fracassaram. Formados em
pelotões, a Coluna percorreu cerca de vinte e cinco mil quilômetros pelo
interior do país, fazendo uma “guerra de movimentos” e enfrentando as forças do
governo. No final de 1926, com a metade dos homens dizimados pela cólera e sem
condições de continuar a luta, se refugiou na Bolívia.
Porém no
início daquele ano, no dia 3 de fevereiro, tropas rebeldes da Coluna Prestes
realizaram o seu primeiro ataque no Rio Grande do Norte, contra a cidade de São
Miguel. A luta foi travada por 70 revoltosos, militares treinados, contra
quatro soldados da polícia do Estado e 28 atiradores (pistoleiros?), “num
tiroteio que durou das quatro horas da tarde até ao crepúsculo, com um rebelde
morto e dois legalistas feridos. Um destes [...] caiu nas mãos dos rebeldes e
foi degolado”. A população mais abastada de São Miguel fez uma verdadeira
debandada da cidade, quando se noticiou que outros mil rebeldes estavam se
dirigindo para lá. No dia seguinte a cidade foi saqueada pelos integrantes da
Coluna Prestes, que invadiam residências e lojas “arrebentando móveis e
destruindo objetos que não podiam usar ou transportar. [...] Partiram no mesmo
dia em que chegaram, depois de queimar o [Cartório de] Registro de Título e
Documento” (SILVA, 1966; MACAULAY, 1977). De São Miguel foram para Luiz Gomes,
onde repetiram o saque, invadiram e destruíram lojas e residências, levando
tudo o que podiam, e novamente incendiaram o Cartório local.
Antes desses
ataques, várias cidades do Estado se viram ameaçadas de invasão pelos tenentes
rebeldes. No dia 31 de janeiro, quando o jovem Padre Luiz Ferreira da Mota (o
célebre Padre Mota que depois viria a ser vigário geral, prefeito e deputado
estadual) tomava posse como o novo vigário de Mossoró, correu a notícia de que
os revoltosos da Coluna Prestes estavam na iminência de atacar a cidade. Em ata
paroquial, o Padre Mota registrou o impacto que a notícia de um provável ataque
da Coluna Preste a Mossoró teve entre a população da cidade. Dizia ele:
“Neste mesmo
dia, espalhou-se pela cidade o terror da notícia de que os revoltosos se
encaminhavam para nossas fronteiras, noticia que foi divulgada pela manhã, e
logo começou o êxodo da população. Quando me dirigia para a Matriz, às 8 e
meia, para a posse, fui, com surpresa, avisado do que se passava e sobretudo de
que certas pessoas de autoridade e responsabilidade já haviam abandonado,
precipitadamente, a cidade. Diante desta situação, resolvi fazer um apelo de
tranquilidade ao público, para melhor se resolver a situação e convocar uma
sessão de todas as autoridades e pessoas de responsabili¬dade, o que fiz de
púlpito, com palavras repassadas de fé no patrocínio de nossa Virgem Padroeira,
Santa Luzia, e também de confiança no patriotismo do nos¬so povo. A sessão
realizou-se no mesmo dia, a 1 ho¬ra da tarde, no edifício do Colégio Diocesano,
com grande comparecimento de povo e nela tomaram-se medidas que são do domínio
público. Daí por diante, nos dias de aflição e apreensão para o nosso povo,
sempre tomei a dianteira de todas as manifestações civico-patrióticas pela
defesa da nossa cidade, procurando, sobretudo despertar o ânimo do povo,
aconselhando a calma, prudência e permanência na cidade, para guarda dos
acontecimentos. Aprouve a Deus que tudo se passasse sem desgraças e atropelos
para nosso povo; os rebeldes tomaram outro rumo e nossa população voltou à paz
do costu-me, que a caracteriza. Todos [nós] reconhecemos, nesta salvação de
tamanho fla¬gelo, [que foi] o dedo de Deus que nos protegeu, por intercessão da
nossa querida Padroeira Santa Luzia. Em reconhecimento de tão grande graça,
cantou-se um ‘Te Deum’ solene, em ação de graças, no domingo, 21, pelas 5 horas
da tarde” – Texto transcrito do livro do tombo da igreja de Santa Luzia, em
Mossoró-RN.
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Por José Mendes Pereira - (Crônica 49)
Em um material
que eu li, ou em um vídeo, não tenho muita lembrança, e que no momento, não
disponho da fonte, que o bom mesmo é apresentar ao leitor a origem do fato
registrado, mas que eu não estou criando isto, e não tenho segurança em afirmar
que foi em um documento (Vídeo ou escrito) do cineasta e pesquisador do cangaço
Aderbal Nogueira, que o pernambucano lá da cidade de Buíque, Manoel Dantas Loyola - ex-cangaceiro Candeeiro, afirma
que Maria Bonita chegou a ter ciúmes da amizade dele com Lampião. Mas o
facínora Candeeiro não explicou ao cineasta o motivo dos seus ciúmes em relação a eles dois, deixando-nos estudiosos meios confusos sobre o que teria provocado tanto ciúmes à rainha do cangaço.
Aí surgem as perguntas:
1 - Qual teria sido o motivo que despertou ciúmes de Maria Bonita sobre a amizade do cangaceiro Candeeiro com o perverso e sanguinário capitão Lampião, seu companheiro?
2 - Será que Candeeiro sabia da vida amorosa do rei do cangaço com alguma mulher fora do cangaço, por este sertão sofrido, e com isso, foi criado uma espécie de inveja por Maria?
3 - Ou teria Maria Bonita colocada em sua mente, que aquela amizade de Lampião com Candeeiro, nada mais era do que trazendo bilhetes de futuras amantes do seu companheiro?
Mas ao meu ver, não tinha nenhum problema que Candeeiro e Lampião mantivessem as suas boas amizades, porque, durante um ano e poucos meses que o cangaceiro fez parte do cangaço do velho guerreiro, geralmente, era ele quem levava as solicitações de dinheiro às vítimas escolhidas pelo bandoleiro, e também, ele trazia os recados dos fazendeiros, informando que no momento não tinham condições de servirem ao facínora, ou já com a quantia solicitada já em mãos.
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Por Mossoró Hoje.
Caroline Melo
se inscreveu no concurso “A Nova Voz Feminina”, que vai escolher a vocalista da
Banda Cearense Mastruz com Leite no final do ano passado. Sua carreira já vinha
numa ascensão de reconhecimento. Em 2022, ela teve presença de destaque no
Mossoró Cidade Junina, participou da abertura do Pingo da Mei Dia, e abriu o
show de Alceu Valença. A final do concurso será nesta terça-feira (17), a
partir das 19h, com transmissão ao vivo pelo canal da banda na internet.
Caroline postou na manhã de hoje nas suas redes sócias que será a primeira a se
apresentar na grande final.
https://mossorohoje.com.br/noticias/44152-cantora-mossoroense-caroline-melo-e-finalista-do-concurso-a-nova-voz-da-banda-mastruz-com-leite?fbclid=IwAR3K_ujfPGDV7fHvTpIVhfD9BeEZDaDsNVBprYX6yfqRj83bpWRpTMEpDis
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Por Guilherme Machado
Encontrei em
Petrolina Pernambuco... Ford Galaxie ano 1968. 8 Cilindros. Branco perolizado.
Este carro pertenceu ao cantor baiano Waldick Soriano, uma das viagens feita
pelo o artista a bordo desse carrão foi de São Paulo a Caetité BA no ano de
1969.
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Por Lampião, Cangaço e Sertão
94 anos depois do Fogo da piçarra, nós conseguimos achar provas do grande combate envolvendo Lampião e as forças volantes de Pernambuco e Ceará no ano de 1928.
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Imagem do Assis Nascimento de Porto do Mangue.
Do acervo do José João Souza
Lampião estava decidido atacar o município de Custódia, no Sertão pernambucano, o cangaceiro mandou um garotinho até a cidade para verificar quantos soldados havia no quartel ou na delegacia. Ao voltar, o menino anunciou: "No quartel, só tem cem". Temeroso com o grande número de macacos, maneira pela qual chamava os guardas, Virgulino desistiu da invasão. O que ele não sabia é que Cem era o apelido do único soldado presente no quartel naquele dia.
Do livro:
Flores, Campos, Barros e Carvalho
- Olhando para o passado até onde a vista alcança
De: Maria Stella Barros de
Siqueira Campos.
https://www.facebook.com/photo/?fbid=5451915428253690&set=a.706246619487285
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Por Devotos do Padre Cícero
Foto raríssima do Pe.
Cícero, com autoridades da época!
Instagram:https://instagram.com/romeiros_do_padre_cicero...
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