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quarta-feira, 15 de novembro de 2023

A HISTÓRIA E LAMPIÃO

 Por Antônio Corrêa Sobrinho.

A meu ver, presta desserviço, um desfavor à história, como ciência responsável por retratar o passado, pela interpretação e tradução, quem assenta Virgulino Ferreira da Silva, o célebre cangaceiro Lampião, nos extremos da genialidade do bem ou na genialidade do mal.

Não vejo como dizer fazer história quem não contextualiza, nem busca este personagem no banditismo do qual fez parte integrante como grande protagonista, cangaço, de causas e fatores múltiplos, econômicos, políticos, geográficos, sociais, em grande prejuízo às populações sertanejas, alimentado por violências de toda espécie, física, moral, emocional, psicológica; violência esta que, até hoje, marca, como lastimável traço cultural, a sociedade brasileira, manifesta em todas as épocas e lugares, hoje visualizada à farta por conta da internet, que nos exibe a cada instante vídeos mostrando gente se matando, sendo roubada, em vias de fato, sem falar da incontrolável violência no trânsito e a doméstica. Tudo isso somado às vistas grossas do Estado Brasileiro ao seu "interland" sertanejo, não tendo a Guerra de Canudos, décadas antes, infelizmente, com todo o sangue derramado e as milhares de vidas ceifadas, sido suficiente para, permitam-me aqui dizer, o Brasil do litoral avistar e reconhecer a grande nação, o Sertão Nordestino, e nele, desde então, atuar efetivamente com o objetivo de levar o bem-estar à sua gente carente. O Estado assim não procedeu, manteve-se como sempre o fizera desde os anos iniciais da colonização, ausente no seu interior, ali apenas formalmente presente, trasvestido nas vestes impróprias e parciais dos senhores da terra, mandatários locais.

Não fez nem fará história, reafirmo, quem sobre Lampião não utilizou nem utilizará métodos científicos, principalmente o dedutivo, este o caminho que leva aos pontos de melhor observação, de visibilidade das causas, dos fatos, das circunstâncias, das consequências; no caso aqui especificado, a estrada que leva ao mundo dos cangaceiros e, consequentemente, ao seu chefe Virgulino Lampião.

Centenas de pesquisadores, e não pesquisadores, enveredaram em busca de Lampião durante todos esses anos, mas, além de terem andado distante da metodologia científica, foram traídos pela ausência de imparcialidade no trato da questão, o que terminaram por comprometer seus trabalhos, ante a verdadeira história.

Entretanto, os modos ficcionais que costumeiramente são utilizados para dizerem de Lampião valem, porém, para a literatura, para o teatro, a televisão, o cinema etc.

O casal Lampião e Maria Bonita, mulheres no cangaço, Lampião imbatível, anos de correrias, tiroteios com as volantes, conluios de Lampião com poderosos - tudo isso inspirou e ainda inspira nossos versejadores e romancistas gastam horas criando e recriando o cangaço, onde Lampião nunca falou tanto. Prato cheio para as letras e para as artes, Lampião. Coisa que a verdadeira a história não conseguiu. Os jornalistas, por sua vez, deitaram e rolaram com este personagem; vendia-se menos jornais quando Lampião se ausentava, suas manchetes faziam sucesso. Foi o jornal que formatou a história que conhecemos de Lampião e do cangaço. Que foi se completando, a posteriori.

Eu compreendo bem tudo isso, e sei que assim seria, porque a história não é suficiente para dizer tudo sobre os que transcendem a própria história. Satisfaz a fome que temos de avaliar tudo, sinteticamente, simbolicamente, por mais que nos coloquemos diante do extraordinário, do inexplicável, do mistério, justamente do que está cheio o cangaço. Caso em que utilizamos a heurística, o processo cognitivo que nos permite obter explicação que nos atenda, a resposta que precisamos.

Meu objetivo com estas ligeiras e macarrônicas notas, é somente, se possível, alumiar o caminho de quem, nestes dias de fartas informações a respeito do cangaço principalmente o lampiônico, busca alcançar o quanto mais ângulos de observação melhor, do Lampião real, verdadeiro, acrescendo a recomendação: antes de se debruçar a fundo nalgum estudo sobre Lampião, verifique se o autor trata a questão de forma isenta, com imparcialidade, sem paixões, sectarismos, ideologias. A menos que você queira ler um livro tendencioso, afaste-se deste trabalho, porque, quem só tem olhos para uma vertente, termina indo pros lados, e o extremo, ao invés do meio, nem é o lugar mais próximo da verdade, portanto não deve o historiador residir.

Tem um escritor que diz que escrever é tirar palavras. De modo que você, leitor, pode fazer isso por mim.

Aracaju, 15.11.2023

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UM ANTIGO CRUZEIRO...

Por Geraldo Antônio De Souza Júnior.

UM ANTIGO CRUZEIRO, QUE AINDA HOJE RESISTE AO TEMPO, QUE FICA LOCALIZADO NA CIDADE PARAIBANA DE MANAÍRA, ONDE SUPOSTAMENTE LAMPIÃO TERIA ESTADO PARA PAGAR UMA PROMESSA FEITA POR ELE ALGUM TEMPO ANTES POR CONTA DE UM GRAVE FERIMENTO SOFRIDO.



Recuperado da lesão, o chefe-mor do cangaço, que nessa época (Década de 1920) dava seus primeiros passos como chefe de bando cangaceiro, teria vindo ao local para cumprir o prometido. E o resto da história vocês já sabem.

Fica o registro!

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SERTÃO BRABO

  Clerisvaldo B. Chagas, 15 de novembro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.997

Ê meus amigos e amigas, a temperatura é aquela de primavera, onde, aqui no Sertão passa muito dos 32 graus, pelo dia e, em altas horas da noite pode chegar aos 21 graus centígrados. Isso está acontecendo com frequência, em Santana do Ipanema. Este é o fenômeno geograficamente conhecido como “amplitude térmica”. Uma diferença absurda de temperatura entre o dia e a noite. Isso faz com que até as pedras grandes sejam quebradas através de rachaduras, podendo cada parcela dessas rachaduras produzirem mais parcelas menores até às formações dos chamados pedregulhos. Geralmente apreciamos apenas as rachaduras primeiras dessas pedras, as quais tornam-se refúgios ou moradias de cobras, lagartixas, calangos e formigas. Em várias dessas rachaduras de pedras mais próximas do solo, algumas espécies vegetais costumam germinar como o angico e a craibeira.

No momento atual, como é de praxe, venta muito e já se tornou conhecido como novembro, o mês dos ventos. O céu muito azul às vezes sem uma única nuvem, outras vezes, parcialmente nublado. O Sol, ora queimando muito, ora mais ameno, mas as noites, principalmente na zona rural, registra queda na temperatura e faz realmente frio. Tem que se agasalhar. O Sertão inteiro acumulou muita água nos barreiros, nos açudes... Mas a vegetação neste quase meado de novembro, já se apresenta crestada pela estiagem. Os montes que circundam Santana do Ipanema, mostram bem como se encontra também a zona rural.

Estamos sempre sujeitos aos caprichos do tempo, mas nós, pessoas do campo e pessoas da cidade, aguardamos as conhecidas trovoadas cuja esperanças iniciam com o mês de novembro e que pode passar em branco até o mês de fevereiro. Uma trovoada pode se formar do nada e chegar de repente em qualquer um dos meses do período citado. As trovoadas, são chuvas rápidas, abundantes, cheia de raios e trovões, que enchem todos os reservatórios de água do sertanejo. É um elo entre a estiagem e o futuro inverno. É este o quadro atual do Sertão, descrito para aqueles que deixaram a terrinha e querem notícias do torrão abençoado.

Ô Sertão brabo!

Ô Sertão heroico!

CÉU DE SANTANA DO IPANEMA DE 14 DE OUTUBRO (FOTO B. CHAGAS).



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O REI DA TESOURA JUCA

 Clerisvaldo B. Chagas, 16 de novembro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.996

Fase de sequência de bons acontecimentos. Recebo mensagem que o nosso amigo santanense, conhecido como Zezinho do Juca, vai ser o próximo Venerável da sua “Loja Maçônica Segredo 33”, em Maceió, e quer a nossa presença na posse. Mas a mensagem do núcleo é que após tantos e tantos anos, a letra que fiz em homenagem ao seu pai, Juca Alfaiate, foi musicada. É a segunda melodia, aperfeiçoada colocada na letra estilo seresta, até porque o querido alfaiate era seresteiro. Hoje o velho amigo já está em outra dimensão, mas temos certeza de que irá gostar da música lá do espaço, em sua homenagem. A melodia, desta feita, foi colocada por um músico estrangeiro que mora em Maceió e com muita facilidade. Já ouvi e gostei, mas...

Estamos aguardando o Zezinho ainda este mês para gravarmos a canção com artista da terra e visitarmos as rádios da cidade divulgando o trabalho. E por falar nisso, a alguns anos atrás, fiz 20 letras de forró, pois estava muito inspirado, mas como não entendo música, saí batendo de porta em porta de cantores da terra e nada. A falta de competência de quem se achava compositor de forró era visível. E de outros gêneros eram os mesmos freios: desculpas esfarrapadas e coisas que nem posso contar. Indicaram-me um sanfoneiro e cantor famoso em Maceió, zona Mata e Agreste. De posse do seu endereço fui bater à sua porta. O cidadão me atendeu muito desconfiado, pois morava num bairro até bom, mas ninguém podia abrir as portas nem andar só e a pé nas ruas.

Identifiquei-me, dei a referência, disse a finalidade da visita e passei-lhe os meus trabalhos. O homem estava nervoso, portas da frente no cadeado e internas fechadas. Levava a dedução que ou estava com um amor clandestino ou com alguém do mundo das drogas. Olhou rapidamente as letras e cobrou na época 4.000 reais para musicá-las. E se ele estava assustado, quem ficou assustado fui eu. Juntei a papelada, agradeci e disse que iria pensar. Zarpei dali com alguém que foi de carro me apanhar. Se o miserável era famoso, propusesse pelo menos uma parceria para ele próprio apresentar músicas inéditas no mercado, mas, o olho era maior do que o corpo. Desisti completamente de procurar gente mais fraca do que eu.

Ainda hoje guardo as vinte letras de forró, não sei para quê.

Mas estão repousando.

O REI DA TESOURA, JUCA ALFAIATE (TÍTULO DA MÚSICA) DANÇANDO COM A ESPOSA MARIZE (FOTO: ARQUIVO DE FAMÍLIA)


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DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA AMPLIOU RISCO DE CALOR NO BRASIL, DIZ CHEFE DA ONU…

 Por Jamil Chade

Desmatamento na Amazônia brasileira cai 22% em um anoImagem: Reprodução

O desmatamento na Amazônia tem um impacto direto na seca e no calor que a região enfrenta. O alerta é de Petteri Taalas, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial, uma agência da ONU.

"Está bastante claro que desmatamento na Amazônia gerou a uma seca na região e, claro, com seca, há maior risco de maiores temperaturas", disse Taalas, em entrevista ao UOL nesta quarta-feira.

Ele apresentou hoje seu informe anual sobre as emissões de gases de efeito estufa, indicando um novo recorde de concentração. Os dados servem como um alerta para os governos que, no final do mês, se reúnem para a COP28, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas.

Taalas explicou que a "evaporação que ocorre normalmente numa floresta tropical" ameniza essas temperaturas.

Questionado se esse desmatamento e a seca poderiam afetar as temperaturas no Brasil, ele foi taxativo: "Claro".

"Temos exemplos da historia. A região da costa do mar Mediterrâneo era florestado. Veja a bandeira do Líbano que tem até uma árvore. Hoje, é a região que mais sofre uma elevação de temperaturas, depois do Ártico. Se ela tivesse uma floresta, isso poderia reduzir impacto", disse.

De acordo com o governo brasileiro, a taxa de desmatamento na Amazônia caiu em 22% em um ano. Mas, para Taalas, o impacto do que foi registrado nos anos de Jair Bolsonaro pode levar anos para ser recuperado.

Na avaliação da entidade, a situação da Amazônia preocupa, principalmente diante dos primeiros sinais de que a região esteja deixando de ser um local de captação de gases para ser um emissor. "É um ponto de inflexão que estamos preocupados", disse.

Antes da conversa com o UOL, a agência disse numa coletiva de imprensa na ONU que o desmatamento na América Latina já é a "fonte dominante" de emissões. "A região viveu aumento de emissões por conta do desmatamento", disse.

Segundo ele, o impacto tem sido visto nas temperaturas e no clima da própria região.

"O sistema climático pode estar próximo dos chamados "pontos de inflexão", em que um determinado nível de mudança leva a uma cascata de mudanças acelerada e potencialmente irreversível", disse o informe. "Os exemplos incluem a possível extinção rápida da floresta amazônica", destacou a agência, ao lado de casos como a desaceleração da circulação oceânica do norte ou a desestabilização de grandes camadas de gelo.

Reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2023/11/15/desmatamento-da-amazonia-ampliou-risco-de-calor-no-brasil-diz-chefe-da-onu.htm?utm_campaign=jamil-chade&utm_content=veja-texto-completo&utm_medium=email&utm_source=notificacao-coluna

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CONSIDERADO O REI CONSIDERADO O REI DOS OCEANOS, O ALBATROZ

Por Izabel Binhares Lopes

É uma das maiores aves voadoras, pesando até 11 kg e envergadura de 3 metros. É capaz de viajar mais de 16 mil km numa única viagem e de dar uma volta ao redor da Terra em 46 dias! O segredo para tal proeza está no padrão de voo que lhes permite aproveitar a energia do vento, deslizando acima da superfície do mar. Ou seja, os albatrozes planam no ar sem bater as asas.

Referência:

https://journals.biologists.com/.../Experimental...

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terça-feira, 14 de novembro de 2023

CANGAÇO: SOBRE O CANGACEIRO BRAÚNA

 Por Anderson Batista

https://www.youtube.com/shorts/vrm-nk6vsjI

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AQUI FOI SEPULTADO O CORONEL SANTANA - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco.

https://www.youtube.com/watch?v=2ybiEIHc1AI&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

Visitamos o Cemitério Público de Barbalha/CE. Junto com o neto do coronel santana, fomos ao local onde o mesmo foi enterrado.

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OS IRMÃOS BOM DE VERAS

Por Guilherme Velame Wenzinger

O cangaceiro Lua Branca, irmão de Bom de Veras e o suposto Bom de Veras. Parecidos? Pode-se tirar alguma conclusão acerca da aparência dos dois?

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𝑰𝑫𝑬𝑵𝑻𝑰𝑭𝑰𝑪𝑨𝑵𝑫𝑶 𝑶𝑺 𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪𝑬𝑰𝑹𝑶𝑺

 Por Guilherme Velame Wenzinger

Segundo o jornal "O Malho", em sua edição de 17 de Abril de 1926, esses 4 identificados na fotografia tirada em Juazeiro do Norte(CE), em Março de 1926, são: Lampião, Antônio Ferreira, Jurity e Manoel Marcelino, o "Bom de Veras", famoso chefe do bando os Marcelinos. Lampião e Antônio Ferreira todos sabem e concordam, mas e os outros dois? A reportagem foi lançada pouco mais de 1 mês após a visita do rei do cangaço a cidade do Pe. Cícero, na ocasião em que foi receber a falsa patente de capitão. Nos comentários segue o recorte das identificações.

O Malho, 1926.

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PEÇAS DE LAMPIÃO...

 Por Rostand Medeiros

O chapéu, a cartucheira, a pistola Luger P08 Parabellum e o punhal de Lampião. Foto da época de sua morte! #Lampião #lampiao #lampião #cangaco #cangaço #cangaceiros #cangaceiro #nordestebrasileiro #nordeste #rostandmedeiros #tokdehistoria.

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DINDA E DELICADO: DE POÇO REDONDO AOS PASSOS DE LAMPIÃO, UM AMOR NO CANGAÇO.

Por Rangel Alves da Costa

Dinda, nascida na região do Poço de Cima (primeiro núcleo habitado de Poço Redondo), batizada como Idalina Alves, era filha de Presentino Alves e Dona Eutímia. Dinda era irmã de Dona Jovita e Mané de Tino, dentre outros, e sobrinha de Teotônio Alves China (o China do Poço, meu avô materno). Era, pois, uma legítima representante da família Alves. Já Delicado, nascido e crescido nos arredores do atual Alto de João Paulo, logo após a sede municipal, possuía como nome de batismo João Batista (ou João Braz de Souza), mas era mais conhecido como João Mulatinho. Filho de Antônio Mulatinho e irmão da cangaceira Adília, João, diferentemente de outros jovens sertanejos, nem pensava nem queria ser cangaceiro, mesmo já tendo uma irmã levada por Canário e servindo ao subgrupo de Zé Sereno, onde sua conterrânea Sila, por ser companheira do chefe, também tinha voz de mando. Aquele que mais tarde se tornaria o cangaceiro Delicado tinha uma só preocupação no seu dia a dia sertanejo: amar e cada vez mais amar uma bela mocinha moradora do Poço de Cima, sua meiga e querida Dinda. Aliás, os dois jovens planejavam ir muito além daquele namoro, pois desejavam mesmo a vida em comum e a colheita dos frutos que aquela abençoada união permitisse. Dizem que certa noite, sob o clarão da lua grande, João abraçou sua amada de modo diferente, pois um abraço mais caloroso, mais forte, mais apertado e que chegou acompanhado de palavras quase trêmulas: “Nada nem ninguém nunca vai separar nós dois”. Até que as curvas do caminho tentaram separar, mas não conseguiram. Seus destinos já estavam traçados. Os dois alimentavam cada vez mais seus planos futuros, quando um episódio quase destrói seus sonhos. Adília, irmã de João, já estava no cangaço, e por isso mesmo sua família passou a ser perseguida e ameaçada pelo sargento Deluz, com base de comando em Canindé de São Francisco, vizinho a Poço Redondo. Certa feita, andejando pelos matos e pelos beirais dos riachos, ao longe João avistou uma cena que lhe fez apressar o passo. Ora, logo adiante, na beira do riacho, alguém estava sendo espancado por Deluz, que tomava a frente de seus comandados na prática da violência. Foi se aproximando cada vez mais por dentro do mato, porém com o cuidado de não ser percebido, até que o espancamento se mostrou inteiro perante seus olhos. Quem estava sendo espancado era seu pai, também pai de Adília, o velho Antônio Mulatinho. E o pior: sabia que se corresse em sua defesa seriam mortos os dois. Tomado de fúria, prestes a explodir, reconheceu apenas o soldado Galdino (também de Poço Redondo) se aproximando do ensandecido sargento e exigindo que parasse com aquela brutalidade contra aquele velho senhor, pois este era homem sério e trabalhador. Foi o que salvou o pai de Adília. Mas o ódio se alastrou em seu filho, em João, o futuro Delicado. Ciente de que sozinho não poderia enfrentar aqueles perigosos algozes, que sozinho não poderia vingar toda a violência que se espalhava pelo sertão, então prontamente decidiu ir pro cangaço. Preocupou-se somente em mandar um recado pra sua bela Dinda e dizendo que se preparasse que logo ele retornaria para levá-la consigo. E assim foi feito. Não casaram em igreja, mas perante os braços abertos do mandacaru e do xiquexique. Servindo ao subgrupo de Zé Sereno, estavam em Angico quando o tronco maior do cangaço foi dizimado em julho de 38. Quando das “entregas”, ficaram temporariamente separados, mas depois se reencontraram e seguiram para uma nova vida no sul do país. E até a morte cumpriram seu juramento de amor: “Nada nem ninguém nunca vai separar nós dois”.

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LAMPIÃO E ZÉ BAIANO EM CANINDÉ – O CARRASCO FERRADOR

 Por No Rastro do Cangaço.

https://www.youtube.com/watch?v=2qVfxWQ_Udo&t=1230s&ab_channel=NoRastroDoCanga%C3%A7o

Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, o rei do cangaço, juntamente com seu Bando, do qual fazia parte cangaceiros afamados do cangaço nordestino como Zé Baiano, Luiz Pedro, Zé Sereno, Mariano e outros cabras, após deixar Maria Bonita, Lídia de Zé Baiano, Otília de Mariano e outras mulheres de cangaceiros no coito da fazenda Maranduba, resolvem invadir o povoado de Canindé, e para isso Lampião usa um coiteiro de sua confiança para enganar o chefe da Volante Policial local, fazendo com que eles se deslocassem, deixando o Povoado sertanejo totalmente desguarnecido, ocasião em que o cangaceiro Zé Baiano aproveitou para vingar-se da família Marques, ferrando cruelmente, com ferro de marcar gado, três mulheres, entre elas a Maria Marques, num episódio terrível que lhe rendeu o título de O Carrasco Ferrador.

Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. #NoRastroDoCangaço Vejam também:

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segunda-feira, 13 de novembro de 2023

JOSÉ MARIA MADRID - RADIALISTA DE MOSSORÓ

 Por: José Mendes Pereira

Dom Gentil Diniz Barreto bispo de Mossoró, Alcides Belo ex-prefeito de Mossoró e o radialista José Maria Madrid - aparece de bigode - todos já falecidos. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Foi um dos melhores e mais competentes radialistas de Mossoró. Tinha uma voz assustadora, mas na verdade, só a sua voz. José Maria Madrid era uma verdadeira criança. Educadíssimo, amigo dos amigos.

Conheci o Zé Maria Madrid nos anos 70, quando ele veio trabalhar na Rádio Difusora de Mossoró. Enquanto ele era empregado na Rádio Difusora, eu trabalhava na Editora Comercial S/A, numa sociedade: Cine Caiçara, Cine Jandaia e Cine Miramar de Areia Branca, mais a Rádio Difusora e a Editora Comercial S/A, cujos sócios eram:

Renato Costa é o nº. (1). O nº. (2) é Bibil Gurgel - proprietário do Banco S. Gurgel em Mossoró - ambos já falecidos - Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

José Renato Costa, Dr. Paulo Gutemberg de Noronha Costa, irmão do primeiro, Milton Nogueira do Monte e José Genildo de Miranda; quatro homens que muito souberam respeitar os seus empregados. 


Carlos Augusto Rosado e José Genildo de Miranda, já falecido.
Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Nenhum de nós que teve a oportunidade de trabalhar com estes homens, se falar mal de um deles ou de todos, é porque gosta mesmo de denegrir a imagem de qualquer ser humano.

Dr. Paulo Gutemberg era um homenzarrão, de andar apressado, de olhos azuis, alto, de cor clara, aparentando o fundador de Brasília, o ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitscheck. Era advogado e chegou a ser promotor de justiça.

José Renato, filho de Renato Costa e sobrinho de Paulo Gutemberg - suicidou-se - Nilo Santos e Paulo Gutemberg - ambos faleceram de enfarto. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Renato Costa, Dr. Paulo Gutemberg e Genildo Miranda, os três, tinham um respeito enorme pela pessoa de Milton Nogueira do Monte que era diretor sócio da sociedade, igualmente nós, operários. A paciência que tinha seu Milton, a maneira que ele falava com qualquer ser humano, por mais ignorante que fosse o sujeito, ele evitaria ter qualquer desentendimento com seu Milton Monte. 

Zé Maria Madrid como era chamado pelos seus amigos e por nós todos que trabalhávamos na sociedade, tinha uma facilidade para decorar os textos que seriam lidos na Rádio, no horário do jornal, ao meio dia. Bastava ele ler uma vez, já sabia tudo sobre o assunto, e nem precisava mais das laudas para ler as notícias.

Eu sempre estava ali no estúdio com ele, esperando o horário que a Editora Comercial S. A. abrisse as suas portas para nós, funcionários cumprirmos as nossas obrigações como empregados.  Ele iniciava a leitura das notícias que eram escritas pela o redator José de Arimatéia. E o  que me chamava a atenção, era a facilidade que tinha o Madrid de ler. Eu pegava a lauda que ele lia no momento, e colocava de ponta cabeça (digamos assim), e sem nenhuma dificuldade, lia..

Zé Maria gostava da diversão nos bares, e tive oportunidade várias vezes de participar da sua mesa, lá no bar da Dona Neci, na Rua Frei Miguelinho, com o cruzamento da Rua Tiradentes, vizinho a antiga Sambra, esta sendo uma algodoeira, onde hoje funciona um Chopp.

A SAMBRA funcionava neste prédio. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Nesse tempo, eu ainda era solteiro, e como havia saído da instituição escolar, a qual eu vivi oito anos, mas já estava vivendo de favores, por já ter passado dos dezoito anos, fui morar no Sindicato da Lavoura de Mossoró.
 
Geralmente, nós nos encontrávamos no bar citado acima. Eu já era freguês de meses, e Zé Maria Madrid, antes de começar o seu trabalho do meio dia, sempre estava no bar para ingerir algumas pingas, e vez por outra, o nosso patrão, Dr. Paulo Gutemberg nos visitava, fazendo parte do nosso almoço.

Que falta faz o meu amigo José Maria Madrid, de voz assustadora, mas um verdadeiro cordeiro, amigo, educado e prestativo para com os que faziam partes do seu círculo de amizade. 

Adeus, amigo Madrid! Um dia todos nós iremos ao seu encontro. A estrada poderá ser outra, mas o caminho será exatamente o que você foi.

Faça uma visitinha a este site:
http://cantocertodocangaco.blogspot.com

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INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA.

Por Francisco Pereira Lima

 

Indicação Bibliográfica. As Andanças de Antônio Silvino Pelos Sertões do Seridó e Curimataú. Excelente. Disponível

Professor Pereira 83 9 9911 8286.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=3570163883252489&set=a.1929416523993908

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CANGAÇO EM PERSPECTIVA: O SERTÃO EM LUTAS ORGANIZAÇÃO:

 Por Júnior Almeida

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2023.

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/pfbid02LJ13zSJBu7o395S9hQb5eUVVqZzUitjqXVaSJDTrSja1fCqokGDtFcy2vqsJjkNml?notif_id=1699897806679789&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

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BILL GATES E O JORNALEIRO.

 Por Educar pela Positiva.

Conta-se que um dia alguém perguntou a um dos homens mais ricos do mundo, Bill Gates: "Há alguém mais rico do que você no mundo?"

Bill Gates terá respondido: "Sim, há uma pessoa mais rica que eu".

Depois contou uma história:

"Foi durante o tempo em que eu não era rico nem famoso. Eu estava no aeroporto de Nova Iorque quando vi um vendedor de jornais. Eu queria comprar um jornal, e ao tê-lo nas minhas mãos descobri que não tinha moedas suficientes. Então, deixei de lado a ideia de comprar e devolvi o jornal ao vendedor. Eu disse-lhe que não tinha moedas.

O vendedor disse: 'eu estou-te dando isso de graça'.

Diante da sua insistência, levei o jornal.

Dois ou 3 meses depois, aterrei no mesmo aeroporto e novamente faltavam-me moedas para comprar um jornal. O vendedor ofereceu-me o jornal de graça novamente. Eu recusei e disse-lhe que não podia aceitá-lo porque nessa ocasião também não tinha um tostão.

Ele disse: "você pode levá-lo, estou compartilhando isso dos meus ganhos, não estarei perdendo nada". Peguei o jornal e segui.

Dezanove anos depois, já famoso e conhecido pelas pessoas, lembrei-me desse vendedor. Comecei a procurá-lo e encontrei-o após cerca de mês e meio de busca.

Perguntei-lhe se me conhecia e ele respondeu: "Sim, você é Bill Gates".

Perguntei-lhe de novo: "Lembra-se de uma vez em que me deu um jornal grátis?"

O vendedor disse: "Sim, eu lembro-me, dei duas vezes".

Eu disse-lhe : "quero pagar a ajuda que você me deu essas duas vezes. O que você quiser na sua vida, diga-me, eu dou".

O vendedor disse: "Senhor Bill Gates, acredite que ao fazer isso não poderá igualar a minha ajuda?"

Eu perguntei a razão. Ele disse: "Eu o ajudei quando eu era um pobre vendedor de jornais e agora você está tentando me ajudar quando se tornou o homem mais rico do mundo. Como pode a sua ajuda igualar a minha?"

Nesse dia, percebi que o vendedor de jornais era mais rico do que eu, porque ele não esperou ficar rico para ajudar alguém.

As pessoas precisam entender que os verdadeiramente ricos são aqueles que possuem um coração rico, em vez de muito dinheiro. É realmente importante ter um coração rico para ajudar os outros. É muito fácil dar quando nos sobra, o difícil é presentear, ainda sem ter muito para dar.

Um dos melhores texto que já li.

Tem pessoas que são tão pobres, mas tão pobres... que só tem dinheiro

Autor desconhecido

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