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quinta-feira, 16 de maio de 2024

ENTREVISTA COM ADERBAL NOGUEIRA | CNL | 1240

Por O Cangaço na Literatura 

https://www.youtube.com/watch?v=kZwipEXIrrQ&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

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ROSA FILHO...

 Por Lindalva Rosa

Rosa Filho, era o caçula de minha avó paterna, Mãe Dadade. Era um exímio contador de histórias. Ríamos de qualquer bobagem que ele dizia. Sabia de toda a história de nossa família. A última vez que nos encontramos, me contou tudo sobre a Estrela do Norte e outras histórias de meu pai. Mais uma biblioteca que se vai… Oh! tio, pena que o senhor desistiu…

https://www.facebook.com/lindalva.rosa.14/posts/pfbid0TY8Rtpqtu7UAky8CDfWyCwNQuYJ1Fyjj1FH1W8guPwjLpUrQBa3cSR7bvh5NPVrdl?comment_id=1873241383193667&notif_id=1715777435875126&notif_t=close_friend_comment&ref=notif

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ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DO “LANÇAMENTO DO LIVRO AUTORAL DE JORGE BORGES “UM PUNHADO DE ESCRITOS” COM APRESENTAÇÃO DE UMA PERFORMANCE TEATRAL E, PERFORMANCE DE DANÇA CONTEMPORÂNEA DO NÚCLEO DE COLABORAÇÃO E CRIAÇÃO ARTÍSTICA – NUCA, COM COREOGRAFIA CRIADA POR ÁNGEL ARÂMBULA E INTERPRETAÇÃO DOS BAILARINOS IURI ALVES, LETÍCIA LOPES E NATÁLIA NEGREIROS”.

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ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DO “LANÇAMENTO DO LIVRO AUTORAL DE JORGE BORGES “UM PUNHADO DE ESCRITOS” COM APRESENTAÇÃO  DE UMA PERFORMANCE TEATRAL E, PERFORMANCE DE DANÇA CONTEMPORÂNEA DO NÚCLEO DE COLABORAÇÃO E CRIAÇÃO ARTÍSTICA – NUCA, COM COREOGRAFIA CRIADA POR ÁNGEL ARÂMBULA E INTERPRETAÇÃO DOS BAILARINOS IURI ALVES, LETÍCIA LOPES E NATÁLIA NEGREIROS”.

   

MOSSORÓ-RN, 16 de MAIO de 2024 - OFÍCIO. Nº 013/2024.

  ‘

RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(a)!         


“REVERENCIAL DO PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTA EXECUTIVOS DA ASCRIM À “QUINTA CULTURAL” UERN DO DIA 16.05.2024

UM PALCO SE TORNA PITORESCO QUANDO ARTISTAS ICÔNICOS CONSAGRADOS, DA ESTIRPE DE JORGE BORGES (escritor e artista), ÁNGEL ARÂMBULA(bailarino, coreógrafo, e professor) IURI ALVES(bailarino e compositor), LETÍCIA LOPES(bailarina e embelezadora) E, NATÁLIA NEGREIROS(atriz, bailarina, professora de dança e produtora artística), ESPARGEM A IDEOLOGIA DAS ARTES VERSEJADAS EM NUANCES PERFICIENTES !

NA OPORTUNIDADE O ESCRITOR JORGE BORGES FARÁ lançamento do livro AUTORAL “Um Punhado de Escritos”  !

TEMOS CONVICÇÃO DE QUE PRESENCIAREMOS, NESSA “QUINTA CULTURAL”, UM ESPETÁCULO CALEIDOSCÓPICO DE PERFORMANCES EM ALTO NÍVEL !


É  PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO/COMUNICADO (VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), TEMPESTIVAMENTE(3 DIAS CORRIDOS), DIGNAR-SE RESPONDER, EM TEMPO HÁBIL, ÀS ECLÉTICAS MENSAGENS  DO(A)S EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTE(A)S E ENTUSIASTAS DIRIGENTES DE ENTIDADES CULTURAIS/LITERÁRIAS E INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM(A) DIRIGENTE INTELECTUAL CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE, NO INTERCÂMBIO DOS QUE RESPEITAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.  

    DESTA FORMA, AGRADECENDO AO ILUSTRÍSSIMO DR. NONATO SANTOS, M.D. DIRETOR DE EDUCAÇÃO, CULTURA E ARTES–DECA–PROEX/UERN, PELO ESPECIAL CONVITE, DESTACA-SE ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE É UMA GRANDE HONRA CONFIRMAR QUE NOS FAREMOS REPRESENTAR OFICIALMENTE ÀS 16HS NO DIA 16.05. 2024 (quinta-feira), NO PÁTIO DA REITORIA DA UERN.:

“NO EVENTO SERÁ REALIZADA UMA PERFORMANCE TEATRAL E, DE APRESENTAÇÃO DE PERFORMANCE DE DANÇA CONTEMPORÂNEA DO NÚCLEO DE COLABORAÇÃO E CRIAÇÃO ARTÍSTICA – NUCA, COM COREOGRAFIA CRIADA POR ÁNGEL ARÂMBULA E INTERPRETAÇÃO DOS BAILARINOS IURI ALVES, LETÍCIA LOPES E NATÁLIA NEGREIROS”.

     PORTANTO, REPASSO O ASSUNTO DO ALVO CONVITE(ANEXO) DE IGUAL MODO, POR CÓPIA,  AS EXCELENTÍSSIMAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS,  ACADÊMICOS DA ASCRIM E POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADEMICOS DA ASCRIM E ACADEM, ILUSTRES PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, GOVERNAMENTAIS, PÚBLICAS, PRIVADAS E MAÇÔNICAS,  JORNALISTAS E COMUNICADORES, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.    

    NESTA SINTONIA, UM CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CULTURAIS E A CONFIRMAÇÃO, INTERCAMBIADOS ENTRE PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES.  

      CONVOCANDO OS ACADÊMICOS DA ASCRIM E ACADEM PARA ESSE MAGNO EVENTO, COMUNICO, AOS QUE COMPARECEREM E SE IDENTIFICAREM COMO TAIS NA SESSÃO SOLENE SUPRAMENCIONADA, DEVEM DIGNAR-SE CUMPRIR, NO QUE FOR POSSÍVEL, O RIGOR OBRIGATÓRIO ESTATUTÁRIO DE USO DO UNIFORME OFICIAL (VESTE TALAR), CONSOANTE NORMA ESTATUTÁRIA, ATRIBUTO DIGNITÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.  

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO 

-PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASCRIM ACADEM- 

MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO 

-PRESIDENTA EXECUTIVA INTERINA DA ASCRIM- 

 

P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS: 

P.S.-2): EVENTUALMENTE – EM RESPOSTA À TRANSMISSÃO DE CONVITE - RECEPCIONAMOS MENSAGENS QUE NOS SÃO ENVIADAS PELOS SIGNATÁRIOS DOS EMAILs DESTINATÁRIOS, AS QUAIS ENVIAMOS PARA OS PATROCINADORES DOS EVENTOS, ATRAVÉS DO NOSSO MALOTE DIGITAL OFICIAL DA ASCRIM-MADA .  

P.S.-3): ESTA É UMA CÓPIA ORIGINAL, ENCAMINHADA, OFICIALMENTE, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO PARA O(A)S:  

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.   

REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.  

MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.  

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTI

TUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.  

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES.  

ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.  

ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.  

ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.  

POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)


De: DECA - Departamento de Educação, Cultura e Artes <deca.proex@uern.br>
Enviado: segunda-feira, 13 de maio de 2024 10:31
Para: asescritm@hotmail.com <asescritm@hotmail.com>
Assunto: Convite para o Quinta Cultural
 

Prezado Francisco José da Silva Neto, Presidente da ASCRIM - Associação dos Escritores Mossoroenses,


Vimos, por meio deste, convidá-los a participar da "Quinta Cultural" que acontecerá no dia 16 de maio de 2024, às 16h no pátio da Reitoria da Uern. O evento contará com o lançamento do livro "Um Punhado de Escritos" do escritor e artista Jorge Borges que também realizará performance teatral e de apresentação de performance de dança contemporânea do Núcleo de Colaboração e Criação Artística - NUCA, com coreografia criada por Ángel Arâmbula e interpretação dos bailarinos Iuri Alves, Letícia Lopes e Natália Negreiros.


Aguardamos vocês!


Atenciosamente,



Diretoria de Educação, Cultura e Artes - DECA
Pró-Reitoria de Extensão - PROEX
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN

Enviado pela ASCRIM

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quarta-feira, 15 de maio de 2024

PAPO-AMARELO

 Clerisvaldo B. Chagas, 14 maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.045 

Romance/aventura/ações do início ao fim. Saga que se inicia no Sertão de Alagoas e penetra no Sertão baiano do São Francisco. Uma verdadeira epopeia acontece quando uma mulher casada sofre um suposto sequestro e um secretário de estado contrata um pequeno grupo civil para o resgate.  É assim que você vai conhecer Petrônio, Godói Arruda, Brasiliano, Aniceto, Maria Bela, Dorinha Pinto, Balinha, Bartira, Berenice... A paisagem do São Francisco, o vazio da caatinga baiana, as paixões exacerbadas de alguns personagens, participar de tiroteios de finais empolgantes e entrar em um mundo encantado dos sertões nordestinos. Além da narrativa paisagística, o diálogo rico e atrativo dos personagens, levam o leitor ao sonho de não querer acordar, isto é, de não querer largar o livro tão amigo da sua alma.

Papo-amarelo, tipo de rifle de repetição que tinha a culatra amarela, foi a grande sensação armada do tempo do cangaço. Usado pela população, por cangaceiros e coronéis, em algumas ocasiões também foi distribuído pelo governo em lugares do semiárido para defesa contra hordas de cangaceiros. É assim numa época de insegurança militar e ameaças constantes de secas prolongadas onde o grupo de resgate atua com esperança de êxito e inúmeros perigos na estrada que vai cativando o leitor exigente. Papo-amarelo é uma ficção tão forte que se assemelha a uma história verídica vivida pelo leitor ou leitora. Afora os personagens do grupo de resgate, surge grupo de capangas que equilibra o romance entre o bem e o mal.

O rastejador Zé Praxedes também é uma atração à parte numa perseguição prolongada na caatinga, onde vários segredos da profissão são mostrados. Mas você também pode gostar do modo de ser de Sabino, chefe da capangada, Vagareza, Passarinho ou Mané Sinhô, personagens que também sabem conquistar a sua simpatia. Tanto a paisagem do Sertão baiano do São Francisco quanto a paisagem do Sertão alagoano, vão se delineando na mente do leitor que ansioso aguarda o desfecho de cada página, cada secção, cada capítulo dinâmico de Papo-Amarelo. E no final do suposto sequestro, a surpreendente decisão de entrega da vítima ao coronel e secretário de estado, representa um dos ápices do romance de Clerisvaldo B. Chagas.

CHEIA DO SÃO FRANCISCO PRESENTE NO ROMANCE. (FOTO: AUTOR NÃO IDENTIFICADO).



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CASA DAS LETRAS

 Clerisvaldo B. Chagas, 16 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.047



A maior homenagem que se poderia prestar à cultura santanense, seria a prefeitura adquirir o prédio de 1andar mais bonito e elegante da cidade, após a Igreja Matriz de Senhora Santana, incorporá-lo ao seu patrimônio transformando-o definitivamente em Casa das Letras, isto é, em Biblioteca Pública Municipal, definitivamente. A idéia da Casa da Cultura onde se encontra atualmente abriga o Departamento de Cultura e a biblioteca, porém o espaço estreito não é ideal para o funcionamento de uma biblioteca. O “Casarão de Esquina”, no centro comercial de Santana, edificado no tempo de vila, pelo coronel Manoel Rodrigues da Rocha, já foi o “Hotel Central” de Santana e funcionava perfeitamente como o melhor da cidade.

Um salão único enorme, rodeados de janelas, bem arejado e iluminado naturalmente, é um dos melhores mirantes do comércio frontal e lateral do edifício e com visões além do quadro central. Também já funcionou acertadamente como biblioteca, mas sendo imóvel alugado, não abrigou os livros por muito tempo. Sua belíssima arquitetura estaria resguardada pelo poder público e ao mesmo tempo, ofereceria aos leitores ávidos por leituras, um ambiente inigualável, pois, atualmente não existe outro prédio em Santana que possa concorrer com ele para essa função acima. Também estamos falando em espaço unicamente para a biblioteca, sem nenhum outro tipo de atividade no mesmo espaço do 10 andar, pois assim o sufocaria assim com a Casa da Cultura parece sufocada.

O primeiro andar sobre a antiga loja de tecidos Casa Esperança, de Benedito V. Nepomuceno, já funcionou como biblioteca pública no seu auge, está desocupado hoje, porém, para as exigências modernas de bibliotecas públicas e museus,  o espaço é reduzido que não mais comporta o empreendimento neste Século XXI. Portanto, só existem duas opções para o espaço de uma biblioteca à altura: construir prédio novo com o que a modernidade exige ou incorporar o “Casarão de Esquina” ao patrimônio municipal. Uma belíssima placa luminosa no alto, já daria um charme especial ao antigo edifício do saudoso coronel Manoel Rodrigues da Rocha.

Entretanto, “qualquer roupa veste um nu...” E não me responda com a estrofe de Chico Nunes, por favor.

CASARÃO DE ESQUINA (FOTO LIVRO 230, B. CHAGAS).



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O OURO DAS ABELHAS

 Clerisvaldo B. Chagas, 15 de maio de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.046

O cenário do romance “O Ouro das Abelhas”, é o Sertão alagoano, mais concentrado no povoado fictício de São Bento. Um caso de morte de moça inocente, por três cabras de Lampião, faz trabalhar o curador e místico vidente “Seu Francelino”, no sonho dourado e misterioso de Angelim, vulgo Tenente. Além da espiritualidade acompanhando o romance, a ação de cangaceiros no povoado São Bento, causa comoção nos seus habitantes e no leitor. Mas a viagem de noivos do Ceará às Alagoas, furando a caatinga bruta e enfrentando malfazejos organizados, faz surgir heróis populares de coragem ímpar. Você vai conhecer Tenente, João Tetê, Mocinha, Dodô, Galo Preto, Zé Quilombo e o mundo paisagístico da caatinga outono/inverno.

Mas o povoado São Bento mostra seus folguedos, paixões, danças, missas, amor, invasões, assaltos e balaços mortais nas estradas arenosas. Invejas comerciais   procuram sustar o progresso lento e crescente do arruado, onde o carroceiro Cololô filho de cangaceiro preso é vítima de emboscada, revolta-se e faz vingança provocando sinistro na cidade. Mas, cena de pedofilia leva à morte violenta de Cololô, prolongando a saga de Tenente, Mocinha, Jove e João Tetê. E se o povoado São Bento é cerne dos acontecimentos, as fazendas Angelim, Araçá e Santa Fé, complementam muito bem a história que conta o segredo do Ouro das Abelhas

O romance se passa em torno do ano em que mataram Lampião, 1938, numa ficção tão real que às vezes se assemelha a autêntico documentário de época. Uma gana de informações paralelas, induz o leitor e leitora a pesquisar em outras fontes a história palpitante entre o bem e o mal. As ligações físicas entre fazendas, povoado e cidade, tempera em grandes proporções o romance histórico/regionalista que por certo irá encantar os apreciadores de romances, novelas filmes e seriados.

E como foi dito anteriormente, os quatro romances de Clerisvaldo B. Chagas, serão lançados todos de uma vez, vendidos em Kit ou individualmente. Não haverá lançamento em Maceió, (poderemos até mudar de ideia) mas haverá uma central de entrega aos que encomendarem os livros com responsabilidade. Avisaremos amplamente aos nossos leitores quando da proximidade do futuro evento em Santana do Ipanema. Agradecidos estamos.



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ASSISTA!

Por João de Sousa Lima 


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"O DESTINO VINGOU CRISTINA"

Por Helton Araújo

A bela Cristina, nas hostes do cangaço foi companheira do chefe de subgrupo de Lampião, o cangaceiro Francelino José Nunes, vulgo Português.

Cristina teria se envolvido em um caso de traição com o também cangaceiro Antônio José dos Santos, vulgo Gitirana, cabra de Corisco. Esse fato causou grande reboliço em meio aos bandos, gerando grande desentendimento principalmente entre Corisco e Maria Bonita.

Português queria que Gitirana fosse morto, teria até ordenado que seu cabra Cícero Garrinchinha, vulgo Catingueira o executasse, porém, Corisco o impediu e colocou Catingueira em seu devido lugar.

Maria, achava injusto que Português ficasse desmoralizado, Corisco por sua vez não permitia que ninguém tocasse em seu cabra, Lampião no fim dessa confusão acabou aparentemente dando razão a Corisco, pois ele que era chefe de Gitirana.

A jovem Cristina, desesperada, pediu guarida no bando de Corisco, que a deixou ficar por uns dias, mas ela não poderia ali permanecer permanentemente, pois ele sabia que isso o traria grandes problemas. Dias depois, Cristina foi mandada por Corisco, com um coiteiro com destino a sua família, mal ela sabia o destino cruel que a reservava.

No final, ao que indica prevaleceu a vontade de Maria Bonita, que achava justo Português ter sua honra lavada, Cristina foi assassinada a facadas em 20 de Julho de 1938, seus algozes foram os cangaceiros Luiz Pedro, Juriti e Candeeiro.

Mas o destino reservava algo extremamente terrível para muitos dos envolvidos nesse caso.

O primeiro a perder a vida foi o cangaceiro Catingueira, ele que havia sido incumbido por Português para matar Gitirana e possivelmente também tentaria contra a vida de Cristina, foi morto em Alagoas em fevereiro de 1938, pela volante do Tenente João Bezerra que estava sob comando do então cabo Aniceto Rodrigues.

Uma semana depois da morte de Cristina, em 28 de Julho de 1938, Lampião, Maria Bonita e Luiz Pedro foram alguns dos 11 cangaceiros mortos e decapitados na grota do Angico, em ação comandada pelo então tenente João Bezerra.

Em fevereiro de 1939, Português que estava preso em Santana do Ipanema, Alagoas, após ter se entregado às autoridades, foi morto no pátio da cadeia a tiros por um filho de menor de idade de uma de suas vítimas do passado.

Cristino Gomes da Silva Cleto, vulgo Corisco seria morto em maio de 1940 em Barra do Mendes, na Bahia, em ação comandada pelo então tenente José Osório de Farias, o afamado Zé Rufino.

Juriti em 1941, quando já estava anistiado decidiu voltar ao sertão sergipano e acabou sendo capturado pelo temido sargento Amâncio Ferreira da Silva, vulgo Deluz, esse com auxilio de seus capangas, amarrou e conduziu Juriti até um determinado local na região de Canindé, onde o jogou vivo em uma fogueira em chamas, ali Manoel Pereira de Azevedo, o Juriti, queimou em agonia até a morte.

Manoel Dantas Loiola, o popular Candeeiro, foi o único dos envolvidos na morte de Cristina a sobreviver, seu Né como também era conhecido no pós cangaço, faleceu já idoso em 24 de Julho de 2013 na cidade de Arcoverde, Pernambuco, aos 97 anos de idade.

Obs: Gitirana também sobreviveu ao cangaço, ao que indica entregou-se em Agosto de 1940. Uma linha de pesquisa diz que o mesmo faleceu pouco tempo depois vitimado pela tuberculose.

Por: Helton Araújo

Gostaram da história? Querem aprender mais sobre o cangaço? Então acompanhe nossos vídeos, garanto que tem muitas informações interessantes.

Deixo abaixo uma sugestão de vídeo. Com o título: "SUPER ENTREVISTA DO EX-CANGACEIRO VINTE E CINCO", segue o link abaixo 👇

https://youtu.be/XrZmrRUjMyU?si=IFZmtaBoJptVMsek

Não esqueça do link cabroeira.

https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2199325120411787%2C2198670020477297%2C2196731890671110%2C2197313973946235%2C2195882047422761%2C2196540837356882%2C2196473267363639%2C2196445254033107%2C2195264324151200%2C2194787434198889&notif_id=1715199760204142&notif_t=group_highlights&ref=notif

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𝑷𝑬𝑹𝑵𝑨𝑴𝑩𝑼𝑪𝑨𝑵𝑶

Jaozin Jaaozinn

Registro do volante Oscar Francisco Sales, enquanto participava da campanha contra o cangaceirismo na região de Pernambuco.

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Morava entre Nazaré e Floresta, e, pelas movimentações dos Ferreiras e a turbulência que estes propagaram na região, participou de um tiroteio no reduto dos nazarenos, no final de 1919, às quatro horas da tarde, com a participação de João Flor, Odilon Flor, Euclides Flor, Gomes Jurubeba, Acôncio (ou Afôncio) Gregório e Cícero Leite contra os futuros cangaceiros Virgulino, Antônio, Livino e outro cabra acunhado Cajazeira.

No confronto, os arruaceiros acabam sendo expelidos, deixando Livino ferido no local, possivelmente atrás da casa de Chiquinho Sapateiro, e fora levado para a delegacia de Floresta. Ao chegarem na residência que o Ferreira estava, Cícero Leite tentou matá-lo ali mesmo, porém, foi impedido por João Flor, dizendo que este já estava garantido de sentença (não é uma meia verdade, até porque Livino seria liberado após um acordo de sua família sair da região em troca de sua liberdade).

Conta, em entrevista, que viu as forças dos tenentes Manuel Gomes e Lira Guedes, Capitão José Caetano, com a presença também do Cabo Higino Belarmino, no confronto da fazenda Quixaba, perto de Vila Bella/PE, em 06 de outubro de 1919, contra o grupo de Luiz Padre e Sinhô Pereira. Eram cerca de 74 praças contra 50 cangaceiros.

Depois desta, ingressou na força pernambucana em 1921, no 3° batalhão liderado pelo Tenente Carvalho Lopes, estando presente nas incursões contra o cangaceirismo e Lampião. Ficou até 1931, onde deu baixa e pediu licença para trabalhar nas pedreiras de Jaboatão, exercendo esse serviço por cerca de 36 anos.

𝐹𝑂𝑁𝑇𝐸: 𝐷𝑖𝑎́𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑒 𝑃𝑒𝑟𝑛𝑎𝑚𝑏𝑢𝑐𝑜 - 1968/1974; 𝐿𝑖𝑣𝑟𝑜 𝐹𝑜𝑟𝑐̧𝑎𝑠 𝑉𝑜𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝐴 𝑎 𝑍 - 𝐵𝑖𝑠𝑚𝑎𝑟𝑐𝑘 𝑀𝑎𝑟𝑡𝑖𝑛𝑠; 𝐶𝑎𝑟𝑖𝑟𝑖 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜.

.𝐂𝐀𝐍𝐆𝐀𝐂̧𝐎 𝐁𝐑𝐀𝐒𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐎.

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EX-CANGACEIRA SILA

 Por Guilherme Velame Wenzinger


Jornal do Brasil(RJ) - 06/07/1985.

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MORRE NELSON XAVIER

 Por Maria Goulart.

10 de maio de 2017 - Morre Nelson Xavier aos 75 anos de câncer no pulmão. Nelson Agostini Xavier - São Paulo. Foi um ator, crítico de teatro e diretor. Durante cinco décadas de carreira participou de trabalhos no teatro, TV e cinema. 

Ele foi um dos atores que se envolveu no Teatro de Arena de São Paulo. Começou sua carreira na revista Visão como crítica de teatro. Nelson atuou no filme O Bom Burguês, dirigido por Oswaldo Caldeira, no ano de 1982. 

Trabalhou também em Eles não usam black-tie (1981), Narradores de Javé (2003) e vários outros filmes. Em 2010 ganhou maior destaque no cinema nacional ao participar da cinebiografia do médium Chico Xavier, onde interpretou o papel principal. 

O último trabalho, foi na novela Babilônia, onde ele interpretou o personagem Sebastião. O último personagem no cinema foi no filme Comeback de 2017, ele era o matador Amador. Nasceu em 30 de agosto de 1941.

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VOLTA SECA...

 Por Volta Seca

Volta Seca: Foto 1. Epaminondas Carvalho, diretor do presídio do Engenho da Conceição, em Salvador, lendo para Volta Seca trechos de seu prontuário, a lhe dizer que está restabelecido e pode ser devolvido à sociedade. Foto 2. Rezando em agradecimento no Igreja do Bonfim. Foto 3. Recebendo um afago de Raulina de Souza, um dos seus muitos amores. Foto 4.A menina se chama Rosemary, tinha dois meses de vida e é filha de Volta Seca com essa paraibana de nome exótico, Aelita, que lhe daria mais um filho, no início de 1954, o casal já residindo no Rio de Janeiro. O menino recebeu o nome de Roosevelt e nasceu na Maternidade Fernando Magalhães em Cascadura. Foto 5. Volta Seca revelou não ser bom de garfo. Foto 6. Dedilhando o pinho. Foto 7. Pitando.

Confira as fotos, clicando no link.

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terça-feira, 14 de maio de 2024

RELATOS IMPRESSIONANTES DO EX-CANGACEIRO VINTE E CINCO (SENSACIONAL)

 Por Cangaço Eterno

https://www.youtube.com/watch?v=XrZmrRUjMyU&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

Vinte e Cinco foi um dos ex-cangaceiros de Lampião que deixou alguns dos relatos mais coesos sobre a história do cangaço e nesse vídeo vamos abordar uma incrível entrevista deixada pelo ex-cangaceiro.

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FREI FRANCISCO URBANO...

 Por Robério Santos

De pé: Frei Francesco Urbania, Cangaceiro Balão (Guilherme Alves dos Santos), Frei Agostinho da Loro Piceno e Cabo Zé Preto. Sentado: Pároco de Jeremoabo-BA, Padre José Magalhães e Souza. 19 de outubro de 1938, Jeremoabo-BA. Acervo: Robério Santos.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10161315152432840&set=a.486697157839

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DE MARIA DO CAPITÃO A MARIA BONITA | CNL | 1519

 Por o Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=QgTq4QdWdFo&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

PARA COMPRAR LIVROS ENTRE EM CONTATO NO WHATSAPP 79 99969-5819

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CINEMA, CABANADA E O RASO DA CATARINA | II SIMPÓSIO CNL | DIA 1

 Por O Cangaço na Literatura

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II Simpósio do Cangaço na Literatura De 13 a 17 de maio de 2024 Evento este em comemoração aos 7 anos do programa O Cangaço na Literatura, que apaga velinhas no dia 18 de maio PROGRAMAÇÃO: Segunda-Feira 19h, 13 de maio Cyntia Menezes (Aracaju-SE) | Tânia Alves (Rio de Janeiro) e Jackson Antunes (Rio de Janeiro) - O Poder da atuação George dos Santos (Quipapá-PE) - A Guerra dos Cabanos Sandro Lee (Paulo Afonso-BA) - Os Segredos do Raso da Catarina Sorteio: O Cordel em Sala de Aula (Arusha Kelly, 2023) Terça-Feira 19h, 14 de maio Robério Santos (Itabaiana-SE) - Lampião no Juazeiro do Norte em 1926 Arusha Oliveira (Fortaleza-CE) - O ensino de Cordel em Sala de Aula Rafael Borges (Caruaru-PE) - A Xilogravura e o cangaço Sorteio: Campos de Concentração (Valdecy Alves, 2022) Quarta-Feira 19h, 15 de maio Tássio Sereno (Aracaju-SE) - O segredo dos bornais Lud Flores e Rafa Cambará (Espanha/Porto Alegre-RS) - O Cangaço e o Mamulengo Marcelo Fontana | Trem Fantasma | (Salvador-BA) - O quadrinho e o cangaço Sorteio: Quem Matou Delmiro Gouveia (Gilmar Teixeira, 2021) Quinta-Feira 19h, 16 de maio José Malta (Santana do Ipanema-AL) - Como publicar um livro Gaby Dantas (Itabaiana-SE) - O Volta Seca de Jorge Amado Ângelo Osmiro (Fortaleza-CE) - 10 livros do cangaço antes da morte de Lampião Sorteio: Mulher Diaba no Rastro de Lampião (Ataíde Brás e Flávio Colin, 2024) Sexta-Feira 19h, 17 de maio Exibição do filme BRAVIOS DO SERTÃO (1999) | Filme de Eutimio Carvalho Sorteio: Vargas contra Lampião ou a revolução contra o cangaço (Israel Maria dos Santos Segundo, 2024) Todas as palestras estarão gratuitas no canal do YouTube O Cangaço na Literatura

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UM POUCO DE LAMPIÃO

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MEU PAI...

Por Robério Santos

Próximo dia 30 meu pai Pedro completará 5 anos de sua partida. Sinto muita falta dele, nunca mais fui o mesmo. Te amo eternamente, meu velho. Você viveu para me ver transformado no que sempre sonhei ser: escritor. Nem sei se sou bom, mas pelo menos eu tento.

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domingo, 12 de maio de 2024

LAMPIÃO POETA

Por Francisco José Alves
(Foto-legenda: Adilson Andrade/AscomUFS)(Foto-legenda: Adilson Andrade/AscomUFS)

Virgulino Ferreira (1898-1938) foi uma figura de muitas facetas: amansador de cavalos, almocreve, artesão de couro, sanfoneiro, vaqueiro, estrategista, enfermeiro, costureiro, sacerdote do bando, cantor. A estes múltiplos predicados (focalizados pelos estudiosos), faz-se preciso acrescentar uma outra face do cangaceiro: a de poeta ou versejador.

Essa habilidade do bandoleiro é notificada por algumas fontes. Uma delas, o folclorista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), assegura que Lampião “fazia versos”.

O vezo poético do cangaceiro também é registrado por Optato Gueiros (1894-1957), oficial das forças volantes, implacável perseguidor de Lampião. Ele informa que, desde cedo, aos 13 anos, Virgulino Ferreira já “tirava versos”. Adulto, no cangaço, continuou tocador de sanfona e versejador, poeta. Diz Optato Gueiros: “Nas horas de lazer Lampião escrevia versos que também cantava acompanhado com a sua sanfona.”

Do estro poético de Lampião ainda dá notícia a professora Aglaé Lima de Oliveira, estudiosa do cangaceiro por mais de vinte anos. Diz ela que, já na adolescência, Virgulino namorava as musas, “tocava sanfona... organizava repentes, era poeta, dedilhava a viola, compunha versos”.

O legado poético de Lampião ainda não foi reunido. O material conhecido é formado de quatro textos. Dois deles foram colhidos e editados pelo major Optato Gueiros. Os dois outros, pelo coronel Filipe de Castro (? – 1981) Os quatro poemas não possuem títulos. Podemos chamá-los pelos seus versos iniciais: “Leitores sendo possível...”, “Para minha infelicidade...” (editados por Optato Gueiros) e “Não sei cuma te compare...” e “Dos combati o mais forte...” (editados por Filipe de Castro).

Consideremos o conteúdo de uma dessas poesias. Vejamos, mais de perto, o estro do cangaceiro.

“Para minha infelicidade...” é uma autobiografia de Lampião em nove estrofes de seis versos. Nela, o bandoleiro fala da infância e adolescência, das primeiras ocupações, do primeiro amor, da sua condição atual, da sua coragem e habilidades, da expectativa da morte.

O poema, nas cinco estrofes iniciais, narra a vida de Lampião antes do ingresso no cangaço. As quatro estrofes finais contrapõem o “ontem” luminoso à condição atual vivida pelo cangaceiro.

Na primeira estrofe do poema, Lampião lastima a sua condição de cangaceiro, de fora da lei. Diz: “Para minha infelicidade/entrei nesta triste vida.” O cangaço é, como se vê, “infelicidade” e “tristeza”, no dizer do cangaceiro. Ressoa aqui a ideia de sina: o ingresso no banditismo como uma fatalidade imposta pelo destino, pela imperiosa necessidade de vingança.

Prosseguindo o relato (2ª estrofe), Virgulino diz que, ao lembrar da infância, seu coração “bate e chora” amargamente.

Os ensinamentos recebidos do pai e da mãe são relembrados por Lampião (3ª e 4ª estrofes do poema). Da mãe ele diz ter recebido carinho e ensino religioso: “me ensinou a rezar”. Também com ela Virgulino aprendeu “a todos muito respeitar”. Já o pai lhe ensinou a trabalhar no campo. De fato, conforme os biógrafos, Lampião exerceu trabalhos agrícolas, pecuários e comerciais na infância e adolescência.

Na 4ª estrofe, Lampião relembra os seus propósitos na infância: “quis ser um homem de bem/ viver dos meus trabalhos/ sem ser pesado a ninguém.” Note-se, nesses versos, a ética do auto sustento através do trabalho pessoal. Ecoa nesse passo um traço da mentalidade sertaneja na qual Virgulino foi formado.

Ainda neste passo, Lampião recorda um ofício por ele exercido antes do ingresso no cangaço: “fui almocreve na estrada”. Isto é, foi transportador de mercadorias no lombo de animais de carga. A menção não é invenção do bandoleiro. Foi ele almocreve antes de se tornar cangaceiro. O fato é atestado por seus biógrafos e alguns testemunhos de época, gente que o conheceu antes dele ter abraçado a vida de cangaceiro. Vale ainda lembrar, que almocreve foi ofício muito comum antes do predomínio do transporte rodoviário, na segunda metade do século XX. Antes dos caminhões, as mercadorias, no sertão, eram transportadas no lombo das alimárias. Foi a era dos tropeiros ou almocreves.

O coronel Filipe de Castro noticia que Virgulino, antes de ser Lampião, foi almocreve. Informa o militar baiano: “Aos 17 anos mais ou menos [Virgulino] saiu para ganhar a vida e foi trabalhar como almocreve, transportando couros de Uauá-Ba para Pedra (Delmiro Gouveia-Al)”. Não foi longa a carreira de Virgulino como almocreve. Com 22 anos, larga esse ofício e ingressa no bando de Sinhô Pereira.

No poema aqui considerado também há lugar para Lampião revelar um episódio amoroso da adolescência: “Tive também meus amores”. Valendo-se de uma batida metáfora, escreve: “Amei uma flor mimosa/filha lá do meu sertão.” O poeta ainda ressalta o seu propósito, à época, casar com a flor mimosa: “Sonhei de gozar a vida/bem junto a prenda querida/ a quem dei meu coração”. Sobre este amor juvenil de Virgulino temos notícia circunstanciada fornecida pela sua biógrafa-mor, a já citada professora Aglaé Lima de Oliveira. Num capítulo intitulado “Lampião Apaixonado” a autora menciona o namoro de Virgulino com Rosa, uma morena da Ribeira. Ele a conheceu na igreja de Ribeira durante uma festa de encerramento do mês de Maria. A paixão foi imediata. À época, Virgulino tinha 19 anos e Rosa 16. O namoro não evoluiu, mas Virgulino conservou a lembrança do seu primeiro amor.

Depois de evocar esta fase feliz da sua vida, Lampião caracteriza a sua condição atual: “Hoje sei que sou bandido/como todo mundo diz.” E contrapõe o presente ao passado venturoso: “Porém já fui venturoso/passei meu tempo feliz.” E, mais uma vez, recorda o carinho que recebeu “no colo materno”.

A poesia continua (7ª estrofe) com Lampião fazendo um autoelogio como atirador e cantador: “Meu rifle atira cantando/em compasso assustador”. E continua: “Enquanto o rifle trabalha/minha voz longe se espalha/zombando do próprio horror”. Esses versos aludem, creio eu, a uma prática de combate dos cangaceiros: o parraxaxá, isto é, canto de insulto entoado pelos cangaceiros contra seus inimigos. Do parraxaxá dá vivo testemunho o já citado major Optato Gueiros. Revela o militar, evocando um dos seus combates contra o bando de Lampião: “Rompeu-se o tiroteio, acompanhado dos clássicos nomes feios, cantigas e chistes de toda a espécie”.

Outro testemunho desse costume cangaceiro vem do coronel Filipe de Castro, já mencionado. Perfilando o fora da lei, o perseguidor do cangaceiro relata que, durante os combates, Lampião “não ficava calado. Gritava soltando palavras insultuosas aos soldados com adjetivos os mais devassos e nojentos no que era seguido pelos seus cabras”.

O teor ofensivo dos parraxaxás é evidente nesta evocação dos militares. A finalidade era humilhar o inimigo com ofensas morais.

Nas estrofes finais do poema (8ª e 9ª), Lampião manifesta consciência da morte iminente. Também se vangloria da sua coragem (“enfrentar de peito”) e do trabalho que tem dado aos gestores públicos (“vou dar trabalho ao governo”). Por fim, ele revela um desejo: “Morrendo num tiroteio/sei que morro satisfeito.”

Um verso da 8ª estrofe parece indiciar que Lampião conhecia algo da mitologia grega. Falando da sua morte, declara: “enfrentarei o balseiro”. Isto é, o condutor da barca. Teríamos aqui uma alusão ao Caronte? Na religião grega antiga, Caronte é o condutor da barca que leva os mortos pelo rio Estige até os infernos, o reino de Plutão. No dizer de um perito, incumbia a Caronte “a tarefa de passar as almas do Aqueronte para a outra margem do rio”.

Que não se estranhe a hipótese de Lampião ter alguma noção da cultura clássica. Sobre isso, vale lembrar que a mitologia greco-romana, ao lado da mitologia judaico-cristã, é uma das bases da cultura ocidental. Também é oportuno lembrar o hábito de leitura de jornais e revistas, cultivado por Lampião e atestado por diversas fontes côevas. Além da leitura de periódicos o cangaceiro também era leitor de cordéis. Alguns deles deplorando, outros louvando os seus feitos.

Quanto aos cordéis, devemos lembrar que os autores destes textos são verdadeiros intermediários culturais, fazendo um liame entre a alta cultura e a cultura popular. Fiapos da cultura clássica, assim, chegam aos ouvintes por meio dessas “pontes”.

Outro possível canal por meio do qual Lampião travou contato com a ideia do Caronte são os almanaques populares. Esses impressos tiveram ampla difusão no Brasil do século XIX e das décadas iniciais do século XX.

O exame aqui esboçado parece evidenciar alguns pontos. O principal deles é, a meu ver, patentear mais uma dimensão do cangaceiro: a de poeta. Outro ponto é mostrar que Lampião, ao lado da brutalidade, também possuía sentimentos muito humanos: o amor aos pais e a nostalgia do amor juvenil e a elevada autoestima. Por fim, o texto mostra o quanto Lampião estava imerso no seu universo cultural: foi, em grande medida, um sertanejo do seu tempo e do seu contexto.

Fontes utilizadas:

CASCUDO Luís da Câmara. Lampião. Dicionário do Folclore Brasileiro. 9 ed. São Paulo: Global, 2000. p. 324-325; 485.

GUEIROS, Optato. Lampião. 4 ed. Salvador: Livraria Progresso, 1956. p. 21, 69, 232, 258, 260.

OLIVEIRA, Aglaé Lima de. Lampião, Cangaço e Nordeste. 2 ed. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1970. p. 23; 25-27.

CASTRO, Felipe. Derrocada do Cangaço. 2 ed. Salvador: Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, 2008.p. 133, 141.

GRIMAL, Pierre. Caronte. Dicionário de Mitologia Grega e Romana. 4 ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2000. p. 76.

Aracaju – Abril – Julho de 2018.

*Francisco José Alves (Departamento de História – UFS). E-mail: fjalves@infonet.com.br

https://www.ufs.br/conteudo/62095-lampiao-poeta

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