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segunda-feira, 23 de setembro de 2024
FAMOSOS QUE MORRERAM COMPLETAMENTE ESQUECIDOS E ABANDONADOS | EM RUÍNA TOTAL VIVENDO ENTRE O LIXO
TÃO CEDO ESTAMOS AINDA, MAS O DNA DE LAMPIÃO DE BURITIS JAMAIS SERÁ FEITO.
Por José Mendes Pereira
José Geraldo Aguiar afirma em seu livro que Lampião foi morar em Buritis com sua última esposa, Severina Alves Moraes. Os dois se
conheceram no município de Paulo Afonso, tiveram 3 filhos e moraram em
diferentes cidades de Minas Gerais. Nesse tempo, ele adotou o nome de Antônio
Maria da Conceição.
Outro filho do então famoso Lampião de Buritis, Tadeu Lima, que também foi para lá, é fruto do penúltimo
casamento com Maria Pereira de Brito e atualmente, é proprietário de um
pesqueiro a cerca de 45 km da cidade, onde vive com sua família.
O livro "Lampião o Invencível, Duas Vidas, Duas Mortes" do José Geraldo Aguiar, diz que Sabino Gomes morou em Bocaiuva, no Estado de Minas Gerais. Menos verdade.
Leiam o que escreveu Manoel Severo sobre o Sabino Gomes, local da sua morte, inclusive com fotos.
FAZENDA PIÇARRA E A MORTE DE SABINO GOMES.
Por Manoel Severo Barbosa.
http://cariricangaco.blogspot.com/2010/02/fazenda-picarra-e-morte-de-sabino-gomes.html
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo.
É melhor vivo medroso do que morto valente.
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Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem.
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
http://sednemmendes.blogspot.com
COMBATE DA LAGOA DO MEL E O TEMIDO TEN. DORADINHO - ROTA DO CANGAÇO 2024_21
Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=Z9fdl_i7lw4&ab_channel=Canga%C3%A7oAderbalNogueiraO pesquisador João de Sousa Lima nos fala do combate da Lagoa do Mel onde, segundo a história, morreu Ezequiel. Fala também do temido Tenente Doradinho.
Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com
Seja membro deste canal e ganhe benefícios:
/ @cangacoaderbalnogueira
Parcerias:
narotadocangaco@gmail.com
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domingo, 22 de setembro de 2024
A ÍNDIA KATHAUÃ COBRA DE FILHO QUE MALTRATA SEUS PAIS.
Por José Mendes Pereira
- Um inferno surgiu em minha cabana assim que o meu filho “Piatã” engrossou a voz, o pescoço e braços! - Dizia o velho “Kauê”.
- Sim senhora, estou!
OS ASSOMBROS DE ITIÚBA - DEPOIMENTO DE RAIMUNDO BATISTA PINTO
Por Rubens Antonio
Raimundo Batista Pinto
1929
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Em 1929, Lampião chegou na Fazenda Desterro... que fica em Monte Santo... Não
sei de onde e por onde veio... Então, mandou a carta ao coronel Aristides,
pedindo três contos de réis, pelo vaqueiro Zezinho, de Licuri Torto...
Aristides, não mandando os três contos de réis. E o Lampião não escreveu na carta, mas disse ao vaqueiro que ia, se não recebesse o dinheiro, invadir Itiúba... Foi a hora que Aristides botou as trincheiras... Ele botou quarenta homens no trecho da Calçada de Pedra,,, e quarenta homens na Cambeca, que eram as entradas da cidade... Sustentou esses oitenta homens por três meses, com cachaça, rapadura e comida...
Teve ajuda de muitas pessoas que chegavam vindos de Chorrochó, especialmente a família Rodrigues de Souza...
Inclusive, teve a participação, com clavinote, de Cipriano e Bertolino
Rodrigues de Souza... Um irmão também deles, por nome Carrinho, que chegou aqui
na terra com fama de matador... E este esteve na frente das trincheiras da
Cambeca... Esse era mesmo pistoleiro matador... Aquela coisa de Lampeão acender
vela para saber se entrava em Itiúba é invenção... Disseram, na época, que ele
mandou um jagunço disfarçado, que sondou e viu as duas entradas com defesa
muito boa... e resolveu não entrar...
.
1931
Em 1931, Lampião estava vindo da região da Canoa, em Bonfim. Seguia pela
estrada de ferro, acompanhando. Passou perto de Quicé e a chegada foi pela
Fazenda Vasa da Água... Foi a primeira que ele penetrou, quando veio de Quicé.
Pegou como primeiro guia um vaqueiro que dava água ao gado. Era o Antônio Gama.
Pediu que mostrasse uma vereda que desviasse de Itiúba. O vaqueiro disse que tinha que seguir para a direção da Várzea da Roça e daí chegar até a Fazenda Umbuzeiro.
Mais um pouco e ali ele despachou o guia... e pegou outro chamado Galdino de Leotério... Era filho de Leotério... que era fazendeiro. Seguiram então para a Fazenda Varzinha, a cinco quilômetros de Itiúba. Nisto, encontraram com um casamento, no topo da serra... O homem do casamento chamava-se Barão.
Continuaram, então, para a Fazenda Varzinha da Olaria.
A primeira casa que encontraram na Varzinha foi a de Totonho do Cori... Coriolando Coelho Goes... Eram seis e meia da tarde, e Lampião perguntou ao guia Galdino de Leotério se Totonho era valente. O Galdino, então, respondeu que ele era muito valente.
Então o capitão bateu na porta do Totonho, gritando que era Lampião, e que ele se preparasse para morrer.
Totonho pediu que esperasse, que ia abrir a porta, e mexeu, fazendo barulho, como quem está tentando usar a chave. Então, correu para a porta de trás. Antes de abrir, olhou por um buraco e viu dois canos de arma longa. Ele voltou para a porta da frente, quado Lampião bateu de novo, com força, gritando:
- Totonho do Cori! Abra a porta pra morrer!
E ele voltou a fingir que estava abrindo o ferrolho, e que tinha enganchado. E disse alto:
- Pronto, capitão! Vou abrir agora! Estou abrindo!
Na casa tinha ele e cinco mulheres, uma sendo a esposa dele que tinha 12 anos de idade, a Santinha, que estava grávida já no nono mês.
A porta de Totonho era daquela que tem duas partes, uma em cima e uma embaixo. Então, ele destrancou mesmo a parte de baixo e empurrou com tal força e velocidade que arrancou as bizagra. Na hora, bateu a pancada num cangaceiro e Lampião atirou no susto e a bala pegou na parede de frente. Foi na hora que Totonho do Cori avançou, correndo de quatro pés, e se atirou por baixo entre as pernas de Lampião, que pulou tentando atirar. Mas ele avançou correndo abaixado, ainda de quatro pés, passando entre as pernas dos cangaceiros.
Lampião gritou, na hora:
- Eta, homem liso!
É que ele estava todo suado, pois estava fazendo uma mesa... Ele era marceneiro... E eles tentavam acertar ele, mas ele foi muito rápido.
O primeiro alívio foi quando ele, tendo passado o grupo, se jogou por baixo dos burros e cavalos deles... Então, ele conseguiu correr pra mata, mesmo levando muito tiros, mas não foi baleado...
Lampião então entrou na casa de Totonho do Cori e perguntou quem era a mulher
dele.
Ela disse:
- Sou eu!
Ele então falou:
- Me dê um copo de água a bem da morte do seu marido!
E ela deu a água.
Nisto, a sogra de Totonho, dona Mariinha, começou a xingar o grupo.
Eles pegaram a velha e entregaram o mocotó na mão do Volta-Seca, que arrastou a velha umas sessenta braças toda descomposta.
Jogou ela numa moita de xique-xique e disse:
- Eita, velha ruim danada!
Seguiram para a Fazenda Maté, com uns quinze homens mais o guia, somando dezesseis.
Aquela conversa de que acendeu uma vela para ver se entrava em Itiúba é mentira...
Não acendeu vela nenhuma... Ele queria mesmo era contornar a cidade...
Chegaram na casa de Pedro de Souza Góes. Não buliram com nada nem ninguém., por ter uma mulher doente com febre.
Da Fazenda Maté seguiram para a Fazenda Poço do Cachorro... Encontraram um senhor por nome Isidoro Cardoso, que vinha cortado de machado... Perguntaram como ele se cortou e não fizeram nada com ele...
Amanheceram o dia já na Fazenda Desterro, que pertencia ao coronel Aristides... Lá dormiram... Comeram um bode... E mandaram o guia Galdino embora com um burro selado e um facão...
Pegaram um terceiro guia... o Delfino, da Tapera do Rocha... Seguiram em direção a Cansanção e Monte Santo, deixando em paz o terceiro guia...
https://blogdomendesemendes.blogspot.com/search/label/uisador%20do%20canga%C3%A7o%3A%20Rubens%20Antonio
DOIS RANCOROSOS PATENTEADOS SE ENCONTRARAM PARA AMENIZAR AS RIXAS PASSADAS ENTRE ELES.
Por José Mendes Pereira
Como Lampião queria na força e na raça ser governador do sertão e o coronel Joaquim Resende achando que o rei não podia lhe dar ordem, o assecla se sentindo desprestigiado, organizou uma maneira de atormentar a administração de Joaquim Resende. E sempre que colocava os pés naquela região sertaneja, fazia invasões com depredações e ainda praticava mortes.
Como o rei ficou chateado com o que dissera o oficial contra a sua pessoa, o capitão Lampião resolveu fazer uma perseguição a alguns dos seus amigos. E assim que principiou o ataque, o coronel não querendo deixá-los sozinhos, isto é, entregue às vontades do perigoso assecla, passou a apoiar as decisões que os seus aliados tomavam contra o assecla.
Mas como em todas as brigas tem sempre uma pessoa que faz o papel de sossega leão, um senhor chamado Zuza Tavares, foi um dos incumbidos pelos amigos para resolver a questão entre os dois indomáveis leões.
- Logo no início do ano de 1936.
- E o local do encontro?
- Seria na Fazenda Floresta, lá nas terras sergipanas, no Maitá, já que o rei e sua respeitada saga estavam de redes armadas e cachimbos acesos naquele lugar.
- E quem ficaria encarregado de providenciar o transporte até à fazenda?
- O grande honrado para adquirir o transporte foi um senhor chamado Messias de Caduda.
- E qual seria a locomoção que o famoso rei iria até a casa do coronel Joaquim Resende?
- Lógico que seria em uma bela e zelada canoa, já que no lugar não tinha iates, barcos ou outra coisa parecida.
- E de quem seria esta canoa?
- Seria de um senhor de nome João de Barros, porque apesar de ser pescador, era um homem de grande confiança.
Este foi o confiado para levar o rei ao encontro do coronel. E sem muita demora, foi feito o contrato do aluguel da canoa para este fim.
João de Barros se sentindo importante, por ter sido escolhido para transportar a majestade, deu início a uma grande limpeza no honrado transporte, tirando o excesso de salmouras de peixes entre as tábuas. Afinal, nele iria entrar um dos homens mais importantes do nordeste. Depois o higienizou com um cheiroso detergente. E em seguida, partiu para o local combinado. Canoa pronta, sua majestade dentro dela. E sem mais tardar, João de Barros remou o belo transporte em direção a Pão de Açúcar, até a Fazenda Floresta.
Messias ao entrar na casa, deu início à revista. E enquanto fazia a revista, olhou para um dos lados e viu um senhor que pelo seu jeito de se vestir, pareceu-lhe ser uma autoridade. E era mesmo. Sem dúvida, o coronel Joaquim Resende, o grande e respeitado oficial. O Messias que ainda não o conhecia, depois de algumas conversas, pediu que o perdoasse por ter entrado ali sem a sua generosa autorização, e alegou que era ordem do capitão Lampião para revistar o ambiente.
Quando terminou o encontro os amigos de ambas as partes se sentiram realizados, uma vez que as queixas de Lampião contra o pessoal do coronel Joaquim Resende, principalmente uma que ele tinha com um fazendeiro de nome Juca Feitosa, as rixas, e as amizades foram vistas com carinho, bons olhos e reconquistadas.
ZUEIRAS HISTÓRICAS, A ZUEIRA CONTRA-ATACA
Quando o assunto é simbologia e cultura futebolística dentro das torcidas organizadas duas torcidas pernambucanas se destacam.
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