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domingo, 6 de abril de 2025

NOTA DE FALECIMENTO!

Por Relembrando Mossoró

Edmilson Rodrigues de Paula

Com profundo pesar, recebemos a notícia do retorno à Pátria Espiritual do querido Irmão Edmilson Rodrigues de Paula.

Neste momento de dor e saudade, expressamos nossas mais sinceras condolências à família, amigos e aos Irmãos que com ele compartilharam a jornada na Sublime Ordem.
Que o Grande Arquiteto do Universo conforte os corações enlutados e conceda paz ao espírito do nosso estimado Irmão, cuja trajetória foi marcada por honra, fraternidade e dedicação à luz da maçonaria.

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DA PATERNIDADE DO CABO ANTÔNIO MILITÃO DA SILVA,

por Adelso Mota

Adelson Mota

O cabo Antônio Militão da Silva foi morto por Lampião, em 04/07/1929, em Brejão da Caatinga, Campo Formoso, Bahia.

Em 2021, fui questionado se Manoel Militão da Silva era  o pai dos gêmeos  Rômulo e Remo Militão da Silva. Tendo conhecimento que o cabo Militão era filho do Delegado de Morro do Chapéu, através dos livros “Morro do Chapéu”, de Jubilino Cunegundes,   “Labuta de um Sertanejo”, de Manoel Oliveira Figueiredo,  “Caminhos de Irecé”, de Jackson Rubem,  comecei a pesquisar. Haveria uma ligação contundente entre Remo e Rômulo Militao, apontando a probabilidade de serem ambos irmãos do cabo Antonio Militão da Silva.

Com auxílio da família de Militão, consegui obter o nome da mãe dos gêmeos, Simoa da Silva, e, através de recorte do jornal Correio do Sertão, que realmente Manoel Militão da Silva e Simoa da Silva eram os pais do cabo Antônio Militao da Silva.

Este militar nasceu em 18/01/1900. Remo e Rômulo Militao da Silva nasceram em 25/01/1913. A mãe Simoa da Silva,  logo após o parto destes, faleceu, aos 30 anos de idade.

Através de José Carlos Martins, obtivemos a certidão de óbito do cabo Antônio Militão da Silva.

Na certidão de óbito de Simoa da Silva aparece como declarante seu esposo Manoel Militao da Silva. Atualmente, ambos estão sepultados no cemitério de Morro do Chapéu, assim como Remo e Rômulo. Já o cabo Militão foi sepultado em Brejão da Caatinga.

Destaque-se que Simoa da Silva também surge como Simoa Clara da Silva e Simoa Vitor da Silva, sendo natural de Santa Luzia,  hoje Santaluz

Esta pesquisa só foi possível graças às netas e bisnetos de Manoel Militão da Silva e Simoa,  e Netos e Bisnetos.

Adelso Mota, Carapicuiba, 27/08/2024.




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O MASSACRE INDÍGENA DA SERRA DA CANABRAVINHA

 Por Por Herlon Fernandes

Serra da Canabravinha

De qualquer ponto da Brejo Santo, no Ceará, observa-se, a leste, as imensas serras da Canabravinha e do Poço, como um gigantesco cágado - casco e cabeça, por trás de onde o sol nasce, trazendo os primeiros raios de sol para as planícies alagadas. 

Região remota e envolta em mistérios, a Serra da Canabravinha é um local marcado por histórias que transitam entre o real e o lendário. O relevo acidentado, coberto por uma vegetação densa e cortado por trilhas sinuosas, abriga segredos há muito esquecidos. Seus caminhos foram percorridos por tropeiros, fugitivos e aventureiros, todos em busca de um destino que, muitas vezes, se perdia na imensidão da paisagem.

A vegetação típica da caatinga, com suas canabravas esguias e resistentes, empresta seu nome ao lugar. A flora e a fauna da região resistem bravamente ao tempo e às transformações impostas pelo homem. Há quem acredite que a serra esconde grutas e cavernas onde foram guardados segredos dos tempos coloniais, talvez até mesmo tesouros que nunca foram encontrados.

Nas noites de lua cheia, dizem os mais antigos que é possível ouvir ecos de vozes vindas das profundezas da serra. Alguns juram serem espíritos errantes dos Calangros e Quirinos, bandidos cangaceiros que fizeram fama ali, durante o Império. A verdade, essa senhora virtuosa, se esconde nas brumas que pairam sobre aquelas montanhas ao amanhecer.

Entre os relatos populares, destaca-se a história de um grupo de vaqueiros que teria desaparecido ao tentar atravessar a serra em busca de reses desgarradas. Seus cavalos foram encontrados dias depois, exaustos e sem sinais do dono.

Nesse tempo, diversos grupos indígenas habitavam o sertão nordestino. Entre eles, os índios Kariri e os Tarairiú (ou Tarairiús). Os Tarairiú, em particular, eram compostos por várias tribos nômades conhecidas por sua resistência à colonização e por práticas culturais que, aos olhos dos colonizadores, eram consideradas violentas. Relatos históricos mencionam que algumas dessas tribos praticavam o canibalismo ritualístico, o que contribuiu para sua reputação de ferocidade.​

Acredita-se que esses indígenas viviam isolados do restante do mundo e realizavam rituais macabros, caçando e devorando aqueles que ousavam invadir seu território. Exploradores e caçadores que se aventuraram por essas terras juram ter encontrado vestígios de fogueiras rodeadas por ossadas humanas e símbolos desconhecidos esculpidos nas pedras.

Dança dos Tarairiú, por Albert Eckhout (séc. XVII)

ouve, portanto, um tempo em que a Serra da Canabravinha escondia mais do que seus segredos geológicos e suas formações rochosas misteriosas. Entre suas fendas e veredas, histórias de sangue e resistência estão gravadas no solo seco e castigado pelo sol inclemente. 

O padre João Alboíno Pequeno que andara por aquelas bandas de Brejo Santo, abrigando-se sob o pseudônimo de Abelardo Parreira reuniu diversas histórias sobre esse tempo, intitulando o livro de Sertanejos e Cangaceiros. Nele, há o registro de um dos mais violentos confrontos entre brancos e indígenas naquela terra de extremos.

Tudo começou com o desaparecimento de alguns vaqueiros, fiéis servidores do temido coronel Manoel Gomes Pereira. No distante ano de 1833, os homens sumiram sem deixar rastros enquanto tocavam o gado pelas encostas da serra. As suspeitas recaíram de imediato sobre os Tarairiú, os donos primordiais daquelas terras, cuja fama os precedia: eram bravos, ferozes e, segundo os relatos de viajantes amedrontados, praticavam ritos de antropofagia. O desaparecimento dos vaqueiros foi o estopim de um conflito que já fervilhava.

Sertanejos e Cangaceiros - Abelardo Parreira - 2ª Edição.
Organização: Adriano de Carvalho Duarte

O coronel, homem forjado no calor do sertão e no gosto pelo domínio, não tardou em agir. Reuniu uma bandeira de homens, sertanejos calejados e pistoleiros de confiança, armados até os dentes com seus bacamartes, facões afiados e pólvora suficiente para uma guerra. O objetivo era claro: varrer os Tarairiú da face da terra.

A batalha se deu entre os recortes pedregosos da serra, onde o eco dos estampidos misturava-se aos gritos de dor e fúria. Os indígenas, mesmo em desvantagem numérica e bélica, não cederam sem resistência. Vinham das sombras, rápidos como o vento que cortava as grotas, disparando suas flechas certeiras e envenenadas, manejando zarabatanas que lançavam dardos silenciosos, letais. De corpos pintados para a guerra, olhos flamejantes e lanças afiadas, embrenhavam-se entre a vegetação, aparecendo e desaparecendo como fantasmas da terra.

Do outro lado, os homens do coronel disparavam sem hesitação, cada tiro um trovão no meio da serra, cada chumbo ceifando vidas indígenas. O chão, antes seco, agora bebia o sangue dos combatentes, formando poças escarlates entre as pedras e os galhos quebrados. O ar cheirava a pólvora e carne queimada.

A luta se arrastou por dias, o massacre desenhando-se inevitável. Por mais que resistissem, os Tarairiú foram sendo abatidos um a um, até que, enfim, restavam apenas corpos espalhados pelo campo de batalha. Desde o ancião pajé até a mais tenra criança. O derradeiro golpe da guerra foi impiedoso: um extermínio, uma chacina. Quando o silêncio enfim se fez, o vento soprou pelas fendas da serra como um lamento de almas inquietas.

O coronel Manoel Gomes Pereira sobreviveu por um fio. Durante o combate, uma flecha atravessou-lhe o tronco, deixando-o à beira da morte. Diz-se que o ferimento o acompanhou pelo resto da vida, como uma lembrança indelével da carnificina que ele mesmo orquestrara. Mas ele viveria, para contar a história a seu modo, a dos vencedores, enquanto os Tarairiú, vencidos, tinham sua história dissolvida na poeira do tempo e no esquecimento cruel do sertão.

Hérlon Fernandes Gomes

Brejo Santo-CE, 19 de Março de 2025.

Fonte:https: amunganga.blogspot.com

https://cariricangaco.blogspot.com/2025/03/o-massacre-indigena-da-serra-da.html

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SERTÃO CLUBE DE LEITURA

 Clerisvaldo B. Chagas, 4 de abril de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.221


 

Finalmente as coisas caminharam e já estamos avistando o Monte Santo. Quero dizer, estamos bem perto do sábado dia 12, quando faremos a estreia do SERTÃO GRUPO DE LEITURA, iniciando com espontâneos dez nomes da nossa sociedade, comandados pelo jovem jornalista Lucas Malta. É uma tentativa de um aprendizado literário compartilhado que poderá alcançar excelentes proporções. Até o momento registramos no SERTÃO CLUBE DA LEITURA, dez pessoas que estarão descerrando a cortina do grande lazer do mundo, a leitura impressa. Temos 1 jornalista, 3 escritores/professores, 2 professoras, 1 professor vereador, 1 empresário, 1 acadêmico e 1 dona de casa.

Ainda não decidimos onde acontecerão as nossas reuniões. As que mais atraem são as possibilidades de acontecer na Câmara de Vereadores ou na Casa da Cultura. A frequência, ainda não está cem por cento definida, mas toma corpo duas reuniões mensais, dois sábados, um na primeira quinzena outro na segunda. A princípio queremos ampliar o grupo, mas com pessoas que tenham condições de frequência, mesmo residindo em outra cidade.  Estamos com cabeças cheias de ideias, para a ABERTURA do dia 12 e também para a continuação dos nossos trabalhos. Não posso adiantar muito porque ainda iremos discutir alguns vieses em benefício da solidez do grupo inicial, seus Fundadores. Estamos aguardando a voz de comando do jornalista Lucas Malta.

Isso tudo nos transporta aos idos dos anos 60 quando vivíamos o auge da Biblioteca Pública Municipal. Aqueles jovens leitores adolescentes em torno da mesa enorme da belíssima sala de primeiro andar, no Comércio. Mas, cada um na sua própria leitura; não se podia fazer trabalho coletivo ali dentro e nem se pensava nisso. Bastava a concentração individual sob o “psiu” educado de Nilza Marques. A propósito, o edifício que naquela época pertencia ao comerciante Benedito V. Nepomuceno, fora construído pelo Coronel Manoel Rodrigues da Rocha, e sua primeira grande morada em Santana do Ipanema.  Todo acessório relativo ao prédio era de cunho francês, frutos das aquisições do coronel e da moda que imperava no Brasil e em Santana, particularmente.
AUTOR EM VISITA DE CORTESIA À CASA DA CULTURA.


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LAMPIÃO: AS MISTERIOSAS FOTOS QUE LEVARAM O REI DO CANGAÇO À MORTE | SOBREPOSIÇÃO | EPISÓDIO 2

 Por Pollitizel

https://www.youtube.com/watch?v=sJSBlrDi0jM

Você sabia que entre 1936 e 1937 Lampião e seu bando foram fotografados por um fotógrafo Libanês? Mas o que está por trás desse ensaio? E o que ele tem haver com a caça ao “Rei do Cangaço”? Te contamos tudo no segundo episódio de Sobreposição. Sobreposição é uma série original da Politize!, que te convida a conhecer os mistérios por trás das fotos que marcaram a história política do Brasil. A cada episódio uma foto diferente, e a cada foto, um pedaço da história que ninguém nunca te contou. 📚 Confira as fontes utilizadas na produção desse vídeo! 💻 Politize!: “Era Vargas: 1930-1945” https://bit.ly/3rwYhsX 💻 Senado Federal: “Combate a Lampião quase entrou na Constituição de 34” https://bit.ly/3thwXzm 💻 O Povo: “Lampião fazia os partos e sonhava em ser governador” https://bit.ly/3PZsxWJ 📄 UNICAMP: "Lampião no imaginário popular” https://bit.ly/46CveTL 📄 Tok de História: “As faces e os relatos das vítimas de Lampião na Bahia” https://bit.ly/3tg3NAF 00:00 As lentes premiadas de Benjamin 00:43 A era dos Cangaceiros 01:58 As lendas em imagens: O Ensaio 03:08 Lampião através das fotos 04:03 A luta contra os Cangaceiros 06:21 Objetivo alcançado, Lampião executado! 06:50 No próximo episódio ⭐ PORTAL Politize!: www.politize.com.br ⭐ TikTok: https://bit.ly/3TE5Git ⭐ Instagram: https://bit.ly/3F4m7kd ⭐ Twitter: https://bit.ly/3VNsLRN

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TVE DOCUMENTA - LAMPIÃO - OS ÚLTIMOS DIAS DO REI DO CANGAÇO (PARTE 4)

 Por Educativa TV (TV Educativa)

https://www.youtube.com/watch?v=-cw6DW313uA

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A ÍNDIA KATHAUÃ COBRA DE FILHO QUE MALTRATA SEUS PAIS

 Por José Mendes Pereira

 Fonte da imagem: https://publicdomainvectors.org

Boatos se espalham de repente. Se for bom, demora mais um pouquinho chegar à boca de fofoqueiros de calçadas, mas se o boato for ruim, ele corre o mundo mais rápido, e não escolhe as classes, atingindo até as sociais.  

http://galeria.colorir.com/contos-e-lendas/indios-e-vaqueiros/indio-pintado-por-ma-183069.html

O índio “Piatã” era um dos que vivia da caça e da pesca às margens do rio Mossoró, mas não gostava de respeitar o seu pai “Kauê”, um índio conhecido em toda região mossoroense e comunidades adjacentes como bondoso, mas vez por outra, o filho “Piatã” dava-lhe chicotadas sem olhar para o lugar que iria bater. 

http://www.colorir.blog.br/desenhos-para-colorir/desenhos-de-idosos-para-colorir

O velho “Kauê” tentava  se defender de todas as maneiras dos maus tratos praticados pelo filho, implorava até pelo amor de Deus para não ser maltratado, mas não tinha jeito, ou merecendo ou não, “Piatã” batia sem piedade no velho pai “Kauê”.

https://tudorbrasil.com/2014/04/16/a-roupa-da-classe-baixa-e-media-no-periodo-tudor/

A índia “Thaynara” mãe do Piatã e companheira do Kauê quando via a brutalidade do filho com o pai, partia para cima do “Piatã” com gosto de gás, e em suas mãos, um pedaço de pau, e, com toda sua força feminina, fortemente o batia, pois o que ela queria era defender o seu companheiro dos maus tratos daquele animal produzido por eles dois. Mas, geralmente, mãe e filho apanhavam um do outro, isto é, de igual para igual.

Aquela restrita vizinhança indígena temia defender o velho “Kauê” dos maus tratos praticados por “Piatã”, porque a sua violência poderia acontecer contra ela, e ali, viraria uma comunidade indígena sem código, sem ética, sem rumo e sem respeito.

Ninguém sabia explicar o porquê de tanto ódio armazenado na mente do “Piatã” contra o seu genitor Kauê, que o velho sempre estava ali, na hora em que aquele infeliz precisava, mas como pagamento, recebia fortes chicotadas daquele amalucado, um satanás em forma de gente.

A índia "Thaynara" chorava e se lastimava da má sorte que ganhara do mundo. Um filho totalmente desequilibrado, que não tinha um tico de dó do velho seu pai “Kauê”, com a idade avançada, andando devagar e com poucas chances de se defender, quase diariamente, ter que passar por violentas surras. O ódio do “Piatã” contra o pai era permanente, sempre, o velho “Kauê” estava sujeito a levar boas lapadas, e também reclamava da péssima vida que ganhara:

- Um inferno surgiu em minha cabana assim que o meu filho “Piatã” engrossou a voz, o pescoço e braços! - Dizia o velho “Kauê”. 

- Calma, Kauê! Calma! Se Deus nos trouxe ao mundo para sofrermos vamos aceitar o mundo do jeito que o Deus preparou para nós! Mas enquanto eu tiver forças para te defender dos maus tratos do Piatã, mesmo apanhando também dele, te defenderei. - Dizia a índia "Thaynara".

Mas o “Kauê” só apanhou até o dia em que a índia “Kathauã” "antes", não tinha tomado conhecimento dos maus tratos praticados pelo filho “Piatã”.

Toda comunidade fora chamada a atenção pela índia “Kathauã”, dizendo ela que quem se omite, é cúmplice. Soubera dos maus tratos que sofria o “Kauê”, feito pelo filho, através de pessoas que nem faziam parte daquela comunidade indígena.

No silêncio, a índia “Kathauã” em seu cavalo percorria toda a região, ali, só na finalidade de encontrar o “Piatã”, para um possível castigo, acusado de bater no pai. Ninguém ali abriria a boca para dizer que a índia procurava o “Piatã”. A índia mantinha ordem e era respeitada em toda região mossoroense. E quem era capaz de dizer a “Piatã” que “Kathauã” andava a sua procura? Só se fosse louco, mano!

No dia seguinte, “Piatã” foi encontrado pescando no rio Mossoró. De pressa, “Kathauã” chamou-o até a sua presença, pois precisava conversar com ele. Inocente, porque até aquele momento ele não sabia que a índia andava a sua procura, “Piatã” foi se aproximando, mas sempre receoso, vez que ele sabia muito bem quantos quilos pesava o chicote da “Kathauã” em suas mãos, e era uma verdadeira justiceira, sua volta era por dentro mesmo.

- Pronto senhora Kathauã, o que deseja de mim? – Perguntou ele com uma tremura nas pernas.

- Tenho conhecimento que você anda açoitando o seu velho pai “Kauê”, malandro?

E com um chicote ela o laçou, e com o outro o acoitava com muita violência.

Sendo justiçado pelo chicote da índia “Kathauã”, “Piatã” chorava desesperadamente, pedindo por todos os santos que “Kathauã” parasse com aquele castigo. E ainda lhe alertava:

- Dona “Kathauã”, bata devagar para não quebrar as minhas costelas...!

- Malandro, quando você açoita o seu velho pai se lembra que ele tem costelas também, e podem ser quebradas? – Perguntava ela o surrando como se fosse um animal.

Após muitas chicotadas sobre o largo lombo do “Piatã”, finalmente, “Kathauã” terminou o seu castigo, resolveu soltá-lo, dizendo-lhe:

- Vá embora e não quero mais ouvir falar que você açoita seu velho pai “Kauê”! Está me ouvindo bem? – Perguntava-lhe com voz poderosa de autoridade mesma.

- Sim senhora, estou!

“Piatã” entrou nas matas e nem quis mais ir atrás dos peixes que havia pegado ali, naquela pescaria, e nunca mais, na comunidade, se ouviu falar que ele tivesse batido no pai. Um exemplo para aqueles que pensavam bater nos seus pais também. A índia “Kathauã” nasceu em Mossoró para justiçar malandros!

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sábado, 5 de abril de 2025

CRÉDITO. TEXTO RETIRADO DO LIVRO JOSÉ INÁCIO DO BARRO E O CANGAÇO DO ESCRITOR SOUSA NETO.

Por MM Divulgações

Essa é a casa onde nasceu o Major José Inácio do Barro, uma das figuras mais icônicas da história do cangaço. A mesma está situada na localidade de Cuncas, território do município de Barros no Cariri Cearense. Fica na divisa com São José de Piranhas, no Estado da Paraíba. José Inácio de Souza nasceu no dia 31 de Julho de 1870, dia de Santo Inácio de Loiola. Ele era filho de Lino José Antônio, conhecido por seu Lino e dona Justina, um casal de Paraibanos que possuía essa pequena propriedade aqui na localidade de Cuncas. José Inácio começou sua vida trabalhando como jagunço do Coronel Domingos Leite Furtado, o fazendeiro mais poderoso de Milagres. Destemido e com a incrível capacidade de liderança, em pouco tempo ganhou a confiança do seu patrão, tornando-se então o comandante da jagunçada do Coronel Domingos Furtado.

Sem a aprovação dos pais das noivas, Zé Inácio casou-se com a jovem Amélia Braselina, filha do grande fazendeiro Major Olímpio Alves de Medeiros que era fazendeiro em Milagres, porém era natural da cidade de Pombal na Paraíba e não tolerava as atitudes de Zé Inácio. O Coronel Domingos Furtado vendeu a Zé Inácio a sua propriedade de nome Barros, em uma condição de pai para filho, não exigindo fiador e ainda deu um longo prazo para a quitação da dívida. Em sua propriedade de Barros, Zé Inácio se revelou um grande empreendedor, se destacando como um dos grandes produtores de rapadura e de farinha de mandioca do Cariri Cearense. Foi então que, o agora fazendeiro, adquiriu uma patente na Guarda Nacional e assim surgiu o Major José Inácio do Barro.
Crédito. Texto retirado do livro José Inácio do Barro e o Cangaço do escritor Sousa Neto.

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EXPEDITA FERREIRA NUNES.

 Por Histórias do Brasil


Expedita Ferreira Nunes.

Filha de Lampião e Maria Bonita.
Essa certamente vai ficar marcado nas páginas das histórias do nosso querido Brasil.
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O POETA NA TELA DO CINEMA

Por José Di Rosa Maria

Já temos data e local para você se emocionar com a trajetória do poeta Antônio Francisco contada no cinema. O filme “Nas Trilhas do Poeta”será lançado no dia 24 de abril, às 19h, no Multicine Cinemas, no Partage Shopping Mossoró. A entrada é gratuita, com sala sujeita à lotação. Os ingressos serão distribuídos minutos antes da exibição.

🍿Com produção de Lígia Morais, o filme foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, operacionalizado pela Prefeitura Municipal de Mossoró por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

🚲“Nas Trilhas do Poeta” faz uma viagem pelas narrativas e imagens vividas pelo poeta quando adolescente ao presenciar o desenvolvimento arquitetônico de Mossoró-RN. Em interação com seu neto, também poeta, Segundo Neto, Antônio Francisco apresenta parte da sua obra, em meio a depoimentos e declamações que inspiram e emocionam.

🎬“Nas Trilhas do poeta” é um filme documentário que retrata e preserva a vida e a arte de um dos maiores poetas do mundo, Antônio Francisco Teixeira de Melo.

🎟️Você é nosso convidado.

Aguardamos você.

#ParaTodosVerem:Cartaz de um filme ou documentário intitulado “Nas Trilhas do Poeta”. No centro, há uma imagem de um homem idoso sorrindo, com uma barba branca. Ao lado a imagem de uma criança sorrindo olhando para o lado. Abaixo, há duas pessoas sentadas em frente a uma porta de madeira, uma delas é o mesmo homem idoso e a outra é um jovem sorrindo. À esquerda, uma pessoa com um bornal, andando de bicicleta. O fundo tem um efeito de luzes desfocadas. Na parte inferior, há logotipos de patrocinadores e apoiadores, incluindo “fagulhas filmes”, “Prefeitura Municipal de Mossoró”, “Ministério da Cultura” e “Governo Federal”. O texto menciona que o projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo.

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sexta-feira, 4 de abril de 2025

“A HUMILDADE FAZ MAIS HISTÓRIAS DO QUE A ARROGÂNCIA"

 Por José Mendes Pereira

Dr. Jerônimo Dix-huit Rosado Maia

Existem pessoas que são importantes e não só importantes, como importantíssimas, que não fazem nada para ninguém e nem por ninguém. Mas existem pessoas que na vida social, mesmo sendo muito importantes, são humildes, educadas, prestativas, e não se negam ajudar as pessoas sem olhar a quem.

Francisca Rodrigues Duarte - Dona Chiquinha - Patriarca da família Duarte de Mossoró

Quando o Dr. Dix-Huit Rosado Maia era Senador da República, certa feita, "BAIA" que foi candidato por algumas vezes a vereador de Mossoró, chegando a suplente, e eu, fomos até à Fazenda Barrinha, de propriedade de Dona Chiquinha Duarte, sendo ela, sua tia, e meus pais, meus irmãos e eu, nascemos lá.

https://www.mfrural.com.br/produtos/3-3906/veiculos-passeio-carros

O transporte que nos levava era um jeep 51, e não muito acabado, mas com certos problemas. Ao retornarmos da Fazenda, bem próximo à ponte do rio Angicos, infelizmente o jeep quebrou, deixando-nos sem condições de consertá-lo.

E ali, ficamos aguardando alguém conhecido que pudesse vir à Mossoró, e levar um mecânico para tentar consertá-lo.

O mais interessante é que na BR, vinha um enorme carro preto, de luxo, em direção à Mossoró, e até aparentava carro oficial. E ao observar que o jeep estava quebrado, identificando por um triângulo que nós havíamos colocado em uma certa distância,  para chamar a atenção de quem vinha na BR, o condutor do veículo diminuiu a velocidade do seu carro, e lentamente, foi o parando, até que o levou ao acostamento, e em seguida, desceu, e veio em nossa direção. Mas nós não esperávamos que quem vinha dirigindo aquele carro, era o ex-prefeito de Mossoró, o ex-médico Dr. Jerônimo Dix-huit Rosado Maia, que no momento era senador da República, e de grande influência política em todo Estado do Rio Grande do Norte, e principalmente em Mossoró.

Vamos fugir um pouquinho da nossa história, mas logo voltaremos.

Este último nome (Maia), Dr. Jerônimo Dix-huit Rosado não mais usava, desgostoso por não ter sido cumprido um acordo, que quando o Dr. Tarcísio Maia foi nomeado a governador do Rio Grande do Norte, Dix-huit Rosado o apoiou, e o acordo foi feito que, ao término do seu mandato, Tarcísio Maia o apoiaria para governador do Estado. Mas, em vez de colocá-lo no governo, Dr.Tarcísio Maia apoiou o Dr. Lavoisier Maia para substitui-lo. Mas não ficou só aí, e assim que o governo do Dr. Lavoisier Maia terminou, Dr. Dix-huit não foi apoiado por nenhum dos dois, levaram o nome de José Agripino Maia às urnas, sendo este filho do Tarcísio Maia, tendo sido eleito pelo o povo, com uma grande maioria de votos válidos. E a partir daí, surgiu a grande rixa entre os primos (Maias), fazendo com que Dr. Dix-huit evitasse de qualquer forma, usar em documentos o sobre nome (Maia).

Voltamos à nossa história.

Assim que o senador Dix-huit  desceu do carrão, perguntou-nos:

- O que está acontecendo, o carro quebrou?

- Quebrou, sim senhor! – respondeu-lhe o "BAIA".

- Vamos rebocá-lo até Mossoró – Disse ele já perguntando se tinha cordas para o reboque.

- Tenho Dr. Dix-huit, mas não é necessário. Nós vamos aguardar um conhecido, e mandaremos o recado para o meu mecânico vir com o seu carro rebocá-lo. 

- Mas por quê? Eu não posso ser o homem para rebocá-lo?

- Doutor Dix-huit Rosado, não se preocupe. Não quero lhe dar um trabalhão deste.

- Vamos levá-lo agora! Pega a corda para amarrá-lo no meu carro.

- Mas é muito incômodo para o senhor, Doutor..., um senador rebocando um jeep.

- No Congresso Nacional eu sou Senador, mas aqui na estrada, eu sou um motorista como qualquer outro. - Disse ele.

Amarramos a corda em ambos, ocupamos o jeep, e ele partiu até a antiga loja "Almeida Aires", para que o jeep fosse reparado. 

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E lá, ainda disse ao proprietário, mandasse as despesas para sua residência, e que me parece, neste tempo, ele residia no Palace Hotel de Mossoró, mesmo estando no Congresso Nacional.

Com este acontecimento, deduzi que: "A humildade faz mais histórias do que a arrogância".

Minhas Simples Histórias 

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

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O FERREIRO

Por Hélio Xaxá

Fogo: molda-se um coração
E em batidas de amizade
Em batidas sem maldade
De repente, rebate a paixão...
Quente... E como queima!
No peito de quem ama...
Corre um rio em chamas
Dos olhos de quem deseja.
Braços fortes
Malham um corpo em brasa
Que explode em faíscas...
Até que entorte
Bate o malho na barra
Que se curva às suas carícias.

https://www.facebook.com/helio.xaxa

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