Por Relembrando Mossoró
Edmilson Rodrigues de Paula
Com profundo pesar, recebemos a notícia do retorno à Pátria Espiritual do querido Irmão Edmilson Rodrigues de Paula.
Por Relembrando Mossoró
Edmilson Rodrigues de Paula
Com profundo pesar, recebemos a notícia do retorno à Pátria Espiritual do querido Irmão Edmilson Rodrigues de Paula.
por Adelso Mota
O cabo Antônio Militão da Silva foi morto por Lampião, em 04/07/1929, em Brejão da Caatinga, Campo Formoso, Bahia.
Em 2021, fui questionado se Manoel Militão da Silva era o pai dos gêmeos Rômulo e Remo Militão da Silva. Tendo conhecimento que o cabo Militão era filho do Delegado de Morro do Chapéu, através dos livros “Morro do Chapéu”, de Jubilino Cunegundes, “Labuta de um Sertanejo”, de Manoel Oliveira Figueiredo, “Caminhos de Irecé”, de Jackson Rubem, comecei a pesquisar. Haveria uma ligação contundente entre Remo e Rômulo Militao, apontando a probabilidade de serem ambos irmãos do cabo Antonio Militão da Silva.
Com auxílio da família de Militão, consegui obter o nome da mãe dos gêmeos, Simoa da Silva, e, através de recorte do jornal Correio do Sertão, que realmente Manoel Militão da Silva e Simoa da Silva eram os pais do cabo Antônio Militao da Silva.
Este militar nasceu em 18/01/1900. Remo e Rômulo Militao da Silva nasceram em 25/01/1913. A mãe Simoa da Silva, logo após o parto destes, faleceu, aos 30 anos de idade.
Através de José Carlos Martins, obtivemos a certidão de óbito do cabo Antônio Militão da Silva.
Na certidão de óbito de Simoa da Silva aparece como declarante seu esposo Manoel Militao da Silva. Atualmente, ambos estão sepultados no cemitério de Morro do Chapéu, assim como Remo e Rômulo. Já o cabo Militão foi sepultado em Brejão da Caatinga.
Destaque-se que Simoa da Silva também surge como Simoa Clara da Silva e Simoa Vitor da Silva, sendo natural de Santa Luzia, hoje Santaluz
Esta pesquisa só foi possível graças às netas e bisnetos de Manoel Militão da Silva e Simoa, e Netos e Bisnetos.
Adelso Mota, Carapicuiba, 27/08/2024.
Por Por Herlon Fernandes
De qualquer
ponto da Brejo Santo, no Ceará, observa-se, a leste, as imensas serras da
Canabravinha e do Poço, como um gigantesco cágado - casco e cabeça, por trás de
onde o sol nasce, trazendo os primeiros raios de sol para as planícies
alagadas.
Região remota e envolta em mistérios, a Serra da Canabravinha é um local marcado por histórias que transitam entre o real e o lendário. O relevo acidentado, coberto por uma vegetação densa e cortado por trilhas sinuosas, abriga segredos há muito esquecidos. Seus caminhos foram percorridos por tropeiros, fugitivos e aventureiros, todos em busca de um destino que, muitas vezes, se perdia na imensidão da paisagem.
A vegetação típica da caatinga, com suas canabravas esguias e resistentes, empresta seu nome ao lugar. A flora e a fauna da região resistem bravamente ao tempo e às transformações impostas pelo homem. Há quem acredite que a serra esconde grutas e cavernas onde foram guardados segredos dos tempos coloniais, talvez até mesmo tesouros que nunca foram encontrados.
Nas noites de lua cheia, dizem os mais antigos que é possível ouvir ecos de vozes vindas das profundezas da serra. Alguns juram serem espíritos errantes dos Calangros e Quirinos, bandidos cangaceiros que fizeram fama ali, durante o Império. A verdade, essa senhora virtuosa, se esconde nas brumas que pairam sobre aquelas montanhas ao amanhecer.
Entre os relatos populares, destaca-se a história de um grupo de vaqueiros que teria desaparecido ao tentar atravessar a serra em busca de reses desgarradas. Seus cavalos foram encontrados dias depois, exaustos e sem sinais do dono.
Nesse tempo, diversos grupos indígenas habitavam o sertão nordestino. Entre eles, os índios Kariri e os Tarairiú (ou Tarairiús). Os Tarairiú, em particular, eram compostos por várias tribos nômades conhecidas por sua resistência à colonização e por práticas culturais que, aos olhos dos colonizadores, eram consideradas violentas. Relatos históricos mencionam que algumas dessas tribos praticavam o canibalismo ritualístico, o que contribuiu para sua reputação de ferocidade.
Acredita-se que esses indígenas viviam isolados do restante do mundo e realizavam rituais macabros, caçando e devorando aqueles que ousavam invadir seu território. Exploradores e caçadores que se aventuraram por essas terras juram ter encontrado vestígios de fogueiras rodeadas por ossadas humanas e símbolos desconhecidos esculpidos nas pedras.
ouve, portanto, um tempo em que a Serra da Canabravinha escondia mais do que seus segredos geológicos e suas formações rochosas misteriosas. Entre suas fendas e veredas, histórias de sangue e resistência estão gravadas no solo seco e castigado pelo sol inclemente.
O padre João Alboíno Pequeno que andara por aquelas bandas de Brejo Santo, abrigando-se sob o pseudônimo de Abelardo Parreira reuniu diversas histórias sobre esse tempo, intitulando o livro de Sertanejos e Cangaceiros. Nele, há o registro de um dos mais violentos confrontos entre brancos e indígenas naquela terra de extremos.
Tudo começou com o desaparecimento de alguns vaqueiros, fiéis servidores do temido coronel Manoel Gomes Pereira. No distante ano de 1833, os homens sumiram sem deixar rastros enquanto tocavam o gado pelas encostas da serra. As suspeitas recaíram de imediato sobre os Tarairiú, os donos primordiais daquelas terras, cuja fama os precedia: eram bravos, ferozes e, segundo os relatos de viajantes amedrontados, praticavam ritos de antropofagia. O desaparecimento dos vaqueiros foi o estopim de um conflito que já fervilhava.
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| Sertanejos e Cangaceiros - Abelardo Parreira - 2ª Edição. Organização: Adriano de Carvalho Duarte |
O coronel, homem forjado no calor do sertão e no gosto pelo domínio, não tardou em agir. Reuniu uma bandeira de homens, sertanejos calejados e pistoleiros de confiança, armados até os dentes com seus bacamartes, facões afiados e pólvora suficiente para uma guerra. O objetivo era claro: varrer os Tarairiú da face da terra.
A batalha se deu entre os recortes pedregosos da serra, onde o eco dos estampidos misturava-se aos gritos de dor e fúria. Os indígenas, mesmo em desvantagem numérica e bélica, não cederam sem resistência. Vinham das sombras, rápidos como o vento que cortava as grotas, disparando suas flechas certeiras e envenenadas, manejando zarabatanas que lançavam dardos silenciosos, letais. De corpos pintados para a guerra, olhos flamejantes e lanças afiadas, embrenhavam-se entre a vegetação, aparecendo e desaparecendo como fantasmas da terra.
Do outro lado, os homens do coronel disparavam sem hesitação, cada tiro um trovão no meio da serra, cada chumbo ceifando vidas indígenas. O chão, antes seco, agora bebia o sangue dos combatentes, formando poças escarlates entre as pedras e os galhos quebrados. O ar cheirava a pólvora e carne queimada.
A luta se arrastou por dias, o massacre desenhando-se inevitável. Por mais que resistissem, os Tarairiú foram sendo abatidos um a um, até que, enfim, restavam apenas corpos espalhados pelo campo de batalha. Desde o ancião pajé até a mais tenra criança. O derradeiro golpe da guerra foi impiedoso: um extermínio, uma chacina. Quando o silêncio enfim se fez, o vento soprou pelas fendas da serra como um lamento de almas inquietas.
O coronel Manoel Gomes Pereira sobreviveu por um fio. Durante o combate, uma flecha atravessou-lhe o tronco, deixando-o à beira da morte. Diz-se que o ferimento o acompanhou pelo resto da vida, como uma lembrança indelével da carnificina que ele mesmo orquestrara. Mas ele viveria, para contar a história a seu modo, a dos vencedores, enquanto os Tarairiú, vencidos, tinham sua história dissolvida na poeira do tempo e no esquecimento cruel do sertão.
Hérlon Fernandes Gomes
Brejo Santo-CE, 19 de Março de 2025.
Fonte:https: amunganga.blogspot.com
https://cariricangaco.blogspot.com/2025/03/o-massacre-indigena-da-serra-da.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Clerisvaldo B. Chagas, 4 de abril de 2025
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.221
Finalmente as coisas caminharam e já estamos avistando o Monte Santo. Quero dizer, estamos bem perto do sábado dia 12, quando faremos a estreia do SERTÃO GRUPO DE LEITURA, iniciando com espontâneos dez nomes da nossa sociedade, comandados pelo jovem jornalista Lucas Malta. É uma tentativa de um aprendizado literário compartilhado que poderá alcançar excelentes proporções. Até o momento registramos no SERTÃO CLUBE DA LEITURA, dez pessoas que estarão descerrando a cortina do grande lazer do mundo, a leitura impressa. Temos 1 jornalista, 3 escritores/professores, 2 professoras, 1 professor vereador, 1 empresário, 1 acadêmico e 1 dona de casa.
Ainda não decidimos onde acontecerão as nossas reuniões. As que mais atraem são as possibilidades de acontecer na Câmara de Vereadores ou na Casa da Cultura. A frequência, ainda não está cem por cento definida, mas toma corpo duas reuniões mensais, dois sábados, um na primeira quinzena outro na segunda. A princípio queremos ampliar o grupo, mas com pessoas que tenham condições de frequência, mesmo residindo em outra cidade. Estamos com cabeças cheias de ideias, para a ABERTURA do dia 12 e também para a continuação dos nossos trabalhos. Não posso adiantar muito porque ainda iremos discutir alguns vieses em benefício da solidez do grupo inicial, seus Fundadores. Estamos aguardando a voz de comando do jornalista Lucas Malta.
Isso tudo nos transporta aos idos dos anos 60 quando vivíamos o auge da Biblioteca Pública Municipal. Aqueles jovens leitores adolescentes em torno da mesa enorme da belíssima sala de primeiro andar, no Comércio. Mas, cada um na sua própria leitura; não se podia fazer trabalho coletivo ali dentro e nem se pensava nisso. Bastava a concentração individual sob o “psiu” educado de Nilza Marques. A propósito, o edifício que naquela época pertencia ao comerciante Benedito V. Nepomuceno, fora construído pelo Coronel Manoel Rodrigues da Rocha, e sua primeira grande morada em Santana do Ipanema. Todo acessório relativo ao prédio era de cunho francês, frutos das aquisições do coronel e da moda que imperava no Brasil e em Santana, particularmente.
AUTOR EM VISITA DE CORTESIA À CASA DA CULTURA.
Por Pollitizel
Por Educativa TV (TV Educativa)
Por José Mendes Pereira
Essa é a casa onde nasceu o Major José Inácio do Barro, uma das figuras mais icônicas da história do cangaço. A mesma está situada na localidade de Cuncas, território do município de Barros no Cariri Cearense. Fica na divisa com São José de Piranhas, no Estado da Paraíba. José Inácio de Souza nasceu no dia 31 de Julho de 1870, dia de Santo Inácio de Loiola. Ele era filho de Lino José Antônio, conhecido por seu Lino e dona Justina, um casal de Paraibanos que possuía essa pequena propriedade aqui na localidade de Cuncas. José Inácio começou sua vida trabalhando como jagunço do Coronel Domingos Leite Furtado, o fazendeiro mais poderoso de Milagres. Destemido e com a incrível capacidade de liderança, em pouco tempo ganhou a confiança do seu patrão, tornando-se então o comandante da jagunçada do Coronel Domingos Furtado.
Por Histórias do Brasil
Expedita Ferreira Nunes.
Por José Di Rosa Maria
Já temos data e
local para você se emocionar com a trajetória do poeta Antônio Francisco
contada no cinema. O filme “Nas Trilhas do Poeta”será lançado no dia 24 de
abril, às 19h, no Multicine Cinemas, no Partage Shopping Mossoró. A entrada é
gratuita, com sala sujeita à lotação. Os ingressos serão distribuídos minutos
antes da exibição.
Com produção de
Lígia Morais, o filme foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo,
operacionalizado pela Prefeitura Municipal de Mossoró por meio da Secretaria
Municipal de Cultura.
“Nas Trilhas do
Poeta” faz uma viagem pelas narrativas e imagens vividas pelo poeta quando
adolescente ao presenciar o desenvolvimento arquitetônico de Mossoró-RN. Em
interação com seu neto, também poeta, Segundo Neto, Antônio Francisco apresenta
parte da sua obra, em meio a depoimentos e declamações que inspiram e
emocionam.
“Nas Trilhas do
poeta” é um filme documentário que retrata e preserva a vida e a arte de um dos
maiores poetas do mundo, Antônio Francisco Teixeira de Melo.
Você é nosso
convidado.
Aguardamos
você.
#ParaTodosVerem:Cartaz
de um filme ou documentário intitulado “Nas Trilhas do Poeta”. No centro, há
uma imagem de um homem idoso sorrindo, com uma barba branca. Ao lado a imagem
de uma criança sorrindo olhando para o lado. Abaixo, há duas pessoas sentadas
em frente a uma porta de madeira, uma delas é o mesmo homem idoso e a outra é
um jovem sorrindo. À esquerda, uma pessoa com um bornal, andando de bicicleta.
O fundo tem um efeito de luzes desfocadas. Na parte inferior, há logotipos de
patrocinadores e apoiadores, incluindo “fagulhas filmes”, “Prefeitura Municipal
de Mossoró”, “Ministério da Cultura” e “Governo Federal”. O texto menciona que
o projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo.
http://blogdomendewsemendes.blogspot.com
Por José Mendes Pereira
Existem pessoas que são importantes e não só importantes, como importantíssimas, que não fazem nada para ninguém e nem por ninguém. Mas existem pessoas que na vida social, mesmo sendo muito importantes, são humildes, educadas, prestativas, e não se negam ajudar as pessoas sem olhar a quem.
Quando o Dr. Dix-Huit Rosado Maia era Senador da República, certa feita, "BAIA" que foi candidato por algumas vezes a vereador de Mossoró, chegando a suplente, e eu, fomos até à Fazenda Barrinha, de propriedade de Dona Chiquinha Duarte, sendo ela, sua tia, e meus pais, meus irmãos e eu, nascemos lá.
O transporte que nos levava era um jeep 51, e não muito acabado, mas com certos problemas. Ao retornarmos da Fazenda, bem próximo à ponte do rio Angicos, infelizmente o jeep quebrou, deixando-nos sem condições de consertá-lo.
E ali, ficamos
aguardando alguém conhecido que pudesse vir à Mossoró, e levar um mecânico para
tentar consertá-lo.
O mais
interessante é que na BR, vinha um enorme carro preto, de luxo, em direção à
Mossoró, e até aparentava carro oficial. E ao observar que o jeep estava
quebrado, identificando por um triângulo que nós havíamos colocado em uma certa distância, para chamar a atenção de quem vinha na BR, o condutor do veículo diminuiu a velocidade
do seu carro, e lentamente, foi o parando, até que o levou ao acostamento, e em
seguida, desceu, e veio em nossa direção. Mas nós não esperávamos que quem
vinha dirigindo aquele carro, era o ex-prefeito de Mossoró, o ex-médico Dr.
Jerônimo Dix-huit Rosado Maia, que no momento era senador da República, e de
grande influência política em todo Estado do Rio Grande do Norte, e
principalmente em Mossoró.
Vamos fugir um
pouquinho da nossa história, mas logo voltaremos.
Este último
nome (Maia), Dr. Jerônimo Dix-huit Rosado não mais usava, desgostoso por não ter sido cumprido um acordo, que quando o Dr.
Tarcísio Maia foi nomeado a governador do Rio Grande do Norte, Dix-huit
Rosado o apoiou, e o acordo foi feito que, ao término do seu mandato, Tarcísio
Maia o apoiaria para governador do Estado. Mas, em vez de colocá-lo no governo, Dr.Tarcísio Maia apoiou o Dr. Lavoisier Maia para
substitui-lo. Mas não ficou só aí, e assim que o governo do Dr. Lavoisier Maia
terminou, Dr. Dix-huit não foi apoiado por nenhum dos dois, levaram o
nome de José Agripino Maia às urnas, sendo este filho do Tarcísio Maia,
tendo sido eleito pelo o povo, com uma grande maioria de votos válidos. E a
partir daí, surgiu a grande rixa entre os primos (Maias), fazendo com que Dr.
Dix-huit evitasse de qualquer forma, usar em documentos o sobre nome
(Maia).
Voltamos à
nossa história.
Assim que o
senador Dix-huit desceu do carrão, perguntou-nos:
- O que está
acontecendo, o carro quebrou?
- Quebrou, sim
senhor! – respondeu-lhe o "BAIA".
- Vamos
rebocá-lo até Mossoró – Disse ele já perguntando se tinha cordas para o
reboque.
- Tenho Dr.
Dix-huit, mas não é necessário. Nós vamos aguardar um conhecido, e mandaremos o
recado para o meu mecânico vir com o seu carro rebocá-lo.
- Mas por quê?
Eu não posso ser o homem para rebocá-lo?
- Doutor
Dix-huit Rosado, não se preocupe. Não quero lhe dar um trabalhão deste.
- Vamos
levá-lo agora! Pega a corda para amarrá-lo no meu carro.
- Mas é muito
incômodo para o senhor, Doutor..., um senador rebocando um jeep.
- No Congresso
Nacional eu sou Senador, mas aqui na estrada, eu sou um motorista como qualquer
outro. - Disse ele.
Amarramos a corda em ambos, ocupamos o jeep, e ele partiu até a antiga loja "Almeida Aires", para que o jeep fosse reparado.
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E lá, ainda disse ao proprietário, mandasse as despesas para sua residência, e que me parece, neste tempo, ele residia no Palace Hotel de Mossoró, mesmo estando no Congresso Nacional.
Com este
acontecimento, deduzi que: "A humildade faz mais histórias do que a
arrogância".
Minhas Simples Histórias
Se você não
gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.
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Por Hélio Xaxá