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domingo, 4 de setembro de 2011

A chacina da Tapera

Por: Leonardo Ferraz Gominho

Horácio Cavalcanti de Albuquerque, filho de Manoel Cavalcanti de Albuquerque (Dé - AFN, Ttn 84), nasceu em 23.08.1891. Foi, na vila de Floresta, aluno do velho professor Trindade, em 1901. Fortunato de Sá Gominho (Siato), seu colega de escola, recordou: “tivemos a oportunidade de nos submeter por mais de uma vez às boas sabatinas, com perguntas e respostas recíprocas e com palmatórias em nossas mãos, nos dias de sexta-feira. Enquanto eu, felizmente, sempre consegui sair das mesmas vitorioso, plenamente livre da palmatória indesejável, Horácio tinha grandes e boas mãos que bem suportavam a ação da festejada palmatória”.Membro de uma das mais tradicionais, ilustres e honradas famílias de Floresta, Horácio foi, entretanto, uma ovelha desgarrada. Denunciado como implicado em furtos de animais, foi, segundo Billy Jaynes Chandler (Lampião, o rei dos cangaceiros, p. 92), “condenado ‘in absentia’, no meado de 1925”. Passou a integrar o grupo de Lampião. Diz Chandler: “Este acontecimento iria trazer terríveis consequências para a família Gilo, de Floresta, pois um de seus membros, Manoel, estava entre os que tinham acusado Horácio de roubo de cavalos.Pouco antes do seu julgamento, Horácio e dois cangaceiros apareceram uma madrugada na fazenda Tapera, em Floresta, onde moravam os Gilo, e, depois de acordar todos que lá estavam, procuraram por Manoel por toda a casa, dizendo que iam matá-lo. Não o encontrando, ameaçaram matar seu pai, Donato, mas foram embora sem o fazer.”Horácio tramou então uma das mais sangrentas chacinas verificadas naqueles tempos. É ainda Billy Chandler quem diz que chegou às mãos de Lampião uma carta, feita “como se fosse pelos Gilo, mas escrita pela mulher de Horácio”. Não só insultava como punha em dúvida a coragem do bandido. Aquilo era demais para Virgulino.


Sentindo-se ameaçado, Manoel de Gilo, temeroso, levou sua inquietação ao conhecimento do capitão Muniz de Farias, comandante de uma grande força volante estacionada em Floresta.


Esclarece João Gomes de Lira (obra citada, p. 317) que o capitão aconselhou a Manoel de Gilo, “junto a toda a família, armarem-se na fazenda Tapera e aguardarem a vinda dos bandidos.” Assim, no momento de um ataque, “podia ficar Manoel de Gilo despreocupado, pois a Força daria retaguarda.” E Manoel voltou tranqüilo a sua fazenda.Na madrugada de um sábado, dia 28 de agosto de 1926 (alguns autores, erradamente, indicam esse dia como sendo 26 de agosto), ainda turva a noite, “a barra ainda longe”, Lampião iniciou a execução do seu plano para massacrar os moradores da Tapera. Ao seu lado, Horácio Cavalcanti de Albuquerque. Batem à porta dos vizinhos de Gilo, prendendo todos. Amarradas as mãos atrás das costas, foram conduzidos a uma quixabeira que ficava perto da casa, sendo ali vigiados severamente.Conta Malta Neto (Memórias de um cobrador de impostos, p. 93) que então “Lampião cercou a casa cuidadosamente, tomando os pontos aconselhados pela prudência e disparou alguns tiros para o ar, para despertar seus inimigos, pois sabia todos presos numa armadilha mortal, inteiramente a sua mercê”.A resposta dos Gilo não se fez esperar. O tempo se fechou. Cerca de 40 cangaceiros disparavam sobre a casa de taipa; os demais tomavam a estrada que levava a Floresta, aprisionando os feirantes que para ali se dirigiam, ou se posicionavam à espera da força que esperavam vir da cidade em socorro aos atacados. Não queriam surpresas.A notícia do ataque, entretanto, chegou a Floresta. Diz João Gomes de Lira que o capitão Muniz de Farias, “sem saber o que fazer, corria de um lado para o outro sem tomar nenhuma resolução”.
 “As famílias da cidade de Floresta, penalizadas e compadecidas com a situação, dirigiam-se ao capitão pedindo que fosse socorrer aquela gente”. “O capitão mandava tocar reunir e logo mandava tocar debandar.”


O jovem anspeçada Manuel Neto fazia parte da força do capitão Muniz. Com o braço na tipóia, ainda sentindo o ferimento recebido na Caraíba, insistia com o superior, pedindo-lhe uma tropa para socorrer os Gilo. O capitão discordava. Alegava que não poderia deixar a cidade desguarnecida.Manuel Neto insistia: se 10 homens o acompanhassem, iria por conta própria lutar com o grupo de cangaceiros, que sabia dispor de mais de cem bandidos. Passaram para o seu lado dez policiais.
 Nesse momento ainda interferiu João Gominho Filho, amigo de Farias. Pediu-lhe que “o auxílio fosse melhorado suficientemente, de vez que tínhamos força bastante e não iria fazer falta à nossa cidade uma pequena tropa”, conta Siato (Memórias). Não foi atendido.

O anspeçada não mais esperou. Seguiu correndo, acompanhado dos companheiros, em direção à Tapera, distante cerca de duas léguas. Conta Malta Neto (obra citada) que Manuel Neto, a uns três quilômetros do campo da luta, “dispôs seus homens em três grupos, caminhando por dentro do mato, com cautela, para evitar as desagradáveis surpresas que Lampião sabia tão bem armar, e que ele, Manuel Neto, conhecia tão bem pelas longas batalhas que havia travado com o bandido.Nem por isso deixou de ser surpreendido”. Foi atacado de repente, quando ainda não esperava. A luta que se seguiu foi furiosa e cruel. Os bandidos procuravam envolver a pequena força. Balas caíam “como pingos de chuva”, seguindo-se um combate de cerca de duas horas. João Ferreira de Paula, soldado, tombou varado por balas, quase aos pés de Manuel Neto.

Manoel Neto e Luiz Mariano

Vendo a munição se acabar, o anspeçada, pesaroso e amargurado, teve de abandonar o infernal fogo. Devido aos movimentos bruscos, sangrava-lhe o ferimento do braço. Ficava, assim, toda a família Gilo à mercê de Horácio e de Lampião. Diz Malta Neto que a taipa da casa foi cedendo aos poucos, “ficando os varais nus, sem a proteção do barro, até o extremo de não restar mais nenhuma argamassa para proteger os lutadores presos na armadilha da morte.”Billy Chandler (obra citada, p. 93) esclarece que, por volta das 10 horas (o fogo se iniciara às 4 horas), cessaram os tiros dentro da casa. O mais velho dos Gilo - o único homem ainda vivo, na casa - saiu ou foi arrastado. “Lampião puxou do bolso a carta que ele acreditava ser do homem à sua frente, e começou a lê-la.Gilo protestou e negou a autoria, acrescentando que não sabia ler nem escrever. Lampião, conforme dizem, estava propenso a acreditar na sua inocência, quando Horácio, que estava perto, levantou a pistola, atirou e matou seu inimigo. Ao todo morreram 12 pessoas na fazenda Tapera naquele dia, e, conforme disseram as testemunhas, os corpos estavam espalhados por toda a casa. Das 12 pessoas presentes, só não morreu a mulher de Gilo”. Acrescenta também que morreu uma pessoa que tinha sido detida na estrada, além do soldado. Dos Gilo, morreram Manoel, dois de seus irmãos, seu pai e diversos outros parentes. A tragédia foi total.Conta Siato que, depois de tudo consumado, “chegou ainda ali o capitão Muniz de Farias, com maior contingente de força, mas nada mais fez a não ser, após informado da situação, regressar para Floresta, deixando de seguir no encalço do grupo, como desejava e pedia o bravo e destemido anspeçada Manuel Neto.”

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2010/08/coronel-manoel-de-souza-neto.html

O combate da Caraíba

Por: Leonardo Ferraz Gominho


Era o dia 4 de fevereiro de 1926. As forças sob o comando de Higino Belarmino seguiam a pista de Lampião que, da fazenda Volta, no Navio, município de Floresta, escrevera diversas cartas pedindo dinheiro a moradores da região. Daí seguiu e, na Caraíba, sabendo que a força vinha em sua perseguição, montou uma grande emboscada com seus 35 a 40 homens. Distribuiu estrategicamente os companheiros, conforme conta Manoel Flor (O Canto do Acauã, p. 213):“Os cangaceiros estavam bem apoiados em lugares seguros e distribuídos vantajosamente, dispostos em três posições.

Coronel Higino em 1973, Foto de Josenildo Tenório

O primeiro grupo de adversários estava à margem esquerda do riacho, num serrote; o segundo, à frente do primeiro, na margem oposta, apoiado na ribanceira do riacho; o terceiro, em barrancos e valetas naturais”. A posição permitia que a força fosse alvejada com três frentes de fogo e os bandidos, situados nos barrancos e ribanceiras, “apesar de estarem entre o fogo dos companheiros e da força, não eram atingidos pois sua posição os resguardava bem.”A força de 34 ou 35 homens foi colhida de surpresa. Seguiu-se um dos mais ferozes combates travados em toda história do banditismo nordestino. Os mais traquejados, acostumados a liderar tropas, tomaram decisões individualmente.
 
Manoel Neto à esquerda

Manuel Neto seguiu pelo lado esquerdo, em busca dos cangaceiros entrincheirados no serrote. Aproximou-se de tal forma que teve o braço direito varado por uma bala dos bandidos. Escapou “quase milagrosamente com seus homens, apesar de servir como alvo para os bandidos do primeiro e do segundo grupo”. Foi retirado para Betânia pelos companheiros Pedro Tomás de Souza Nogueira, João Jurubeba de Sá Nogueira, soldado Jacobina e outros.Vendo Manuel Neto ferido, os bandidos saltaram para fora das trincheiras dispostos a eliminar o inimigo. Foram várias vezes bravamente repelidos.


Conta João Gomes de Lira (Lampião: Memórias de um soldado de volante, p. 249) que, em Betânia (então distrito de Floresta), “por não existir medicamento nem farmacêutico, foi Manuel Neto medicado pelo curandeiro Manoel Jerônimo (v. MOM, B 86). Contudo, Manuel Neto ainda criou bicho no ferimento. Ele mesmo puxava as filapas (sic) de osso do ferimento.”Dias depois, foi transportado de Betânia para Flores, onde submeteu-se a rigoroso tratamento.
 
O combate da Caraíba durou cerca de 7 horas e a tropa enfrentou desesperada os bandidos. Conta Lira que Higino, já baleado e vendo a falta de ânimo da força, procurou retirar-se da linha de fogo. David Gomes Jurubeba, vendo isso, teria gritado:
 
- “Tenente Higino, não abandone a tropa. Seja homem que eu sou homem e só sou comandado por homem. Bota galão no ombro quem é homem. Não tente retirar-se da linha de frente. Se isto fizer, atiro-lhe pelas costas!”
Higino - um dos mais bravos oficiais que se engajaram na luta contra o banditismo -, mesmo ferido, teria respondido:
- “David, agora se morre até o último homem mas não se corre. Vamos agora morrer todos, como homens, no campo da luta!”

No cair da tarde, Lampião retirou-se. Perdera cinco homens; a força três: os soldados Aristides Panta da Silva, Benedito Bezerra de Vasconcelos e Antônio Benedito Mendes. Foram feridos, além do anspeçada Manuel Neto e tenente Higino, o rastejador Antônio Joaquim dos Santos (Batoque), com a perna fraturada, Altino Gomes de Sá (v. GS, Tn 196), João Pereira dos Santos, João Pinheiro Costa e João Cavalcanti (mais tarde morto no combate de Maranduba/SE).

Coronel Manoel de Souza Neto


Por: Leonardo Ferraz Gominho,

O destino de um bravo
 Capítulo de seu livro "Floresta uma Terra - um Povo", Recife, 1996, editora: Fiam.

Antônio Mendes de Sá morava na beira do rio São Francisco quando, em 1865, viu-se envolvido na intriga que se chamou de questão do Sabiucá (v. Gomes de Sá, N 12). Acabou sangrado, depois que foi arrancado para fora da prisão, pelos inimigos. Dos seus filhos, Ana (Aninha “Braba”) casou-se com Cazuzinha “do Roque” (MOM, B 9) e lhe deu a neta Maria.

Maria casou-se com Gregório Nogueira do Nascimento, conhecido por Gregório Flor por ser filho de Florência Filismina de Sá (Flor) e de Manoel de Souza Ferraz (Manezinho - JSF, Tn 18). O casal deixou oito filhos: Auta, Amerina e Filomena; Alonso, Afonso, Ancilon, Arconso de Souza Ferraz e Manuel de Souza Neto.



Manuel de Souza Neto nasceu nas terras da antiga fazenda Algodões, município de Floresta, no dia 1º de novembro de 1901. Cresceu ao lado dos parentes, os “nazarezistas”. Ao lado deles, se engajaria numa luta ingrata, dura, heróica.


Virgulino Ferreira da Silva - o futuro Lampião - ali chegara muito cedo, instalando-se com a família na fazenda Poço do Negro, nas imediações de Nazaré, e logo se indispôs com os filhos da terra, fazendo uma história já conhecida e que levou luto a muita gente da região.Em 1921, o primeiro filho de Nazaré seguiu com destino ao Recife para ingressar na polícia: Arconso de Souza Ferraz deixou seu emprego em loja para se tornar militar. Outros seguiriam seus passos.


Diz Marilourdes Ferraz (O Canto do Acauã, p. 141) que, em 1922, “Manuel de Souza Neto partiu da casa do seu tio João Flor, ao lado do comerciante Adão Feitosa, para Rio Branco (atual Arcoverde), a fim de comercializar peles de bode. A viagem foi extenuante, feita a pé e parte a cavalo mas, ainda assim, por iniciativa própria, prolongou seu itinerário até a capital para efetuar alistamento, seguindo o exemplo do seu irmão Arconso.”Estava destinado a ser um dos mais valorosos combatentes do cangaço. Com 21 anos de idade incompletos, engajava-se com coragem numa luta que duraria pelo menos 16 anos. E logo se destacaria por sua bravura.



Em janeiro de 1924, Manuel Neto foi um dos soldados que mais se fizeram notar, sob o comando do sargento Higino José Belarmino, nas lutas travadas contra o grupo de Lampião e em defesa de


Clementino Quelé, que vira seu distrito de Santa Cruz, em Triunfo, ser atacado violentamente. No dia 5, o jovem soldado avançou correndo de Triunfo até aquele local, onde Virgulino procurava liquidar o antigo companheiro Quelé. Seis dias depois (dia 11), entrava novamente em choque com o grupo de bandidos, forçando-os a deixar o Estado de Pernambuco e fugir para a Paraíba.

Um ano depois (fevereiro), ao lado de uma força volante composta de civis, procurava descobrir o paradeiro de Lampião. Tomara conhecimento da presença do bando na região de Betânia. Encontrou a força sob o comando do sargento José Leal, seguindo todos na direção da Cachoeira dos Galdinos. Ali estavam os cangaceiros. A força se compunha de pouco mais de vinte homens; os bandidos, trinta e tantos. Avistados os cangaceiros, foram descobertos, iniciando-se o tiroteio. Batalha duríssima, com resistência tenaz. No auge da luta, o sargento José Leal e o soldado João Preto abandonaram o campo da luta. Manuel Neto assumiu, nessa ocasião, pela primeira vez - segundo João Gomes de Lira -, um comando na campanha contra o banditismo.


Ao seu lado, secundando-o, os primos Euclides e Manoel Flor. A luta durou cerca de três horas, terminando com a fuga dos bandidos que levaram um morto e três feridos. A força nada sofreu. Foi nesse ano de 1925 que Manuel Neto foi promovido a anspeçada. Junto com Manoel Teotônio, no lugar Malhada do Boi - entre Betânia e São Caetano (Navio) -, eliminara o cangaceiro Luiz Cazuza.

Em junho ou julho de 1925, o anspeçada, ao lado, entre outros, dos parentes David Gomes Jurubeba, Hercílio de Souza Nogueira, Antônio Capistrano de Souza e João Domingos Ferraz, sob o comando do tenente Higino, partiu em reforço à força paraibana que lutava, quase sem munição, contra o grupo de Lampião no lugar Tenório. Já se brigava havia várias horas. Com os tiros disparados pelos pernambucanos, os bandidos correram.

Diz Marilourdes Ferraz que aí tombou morto Levino Ferreira. Frederico Maciel (Lampião, seu tempo e seu reinado, v. II, p. 171), entretanto, diz que o irmão de Lampião morreu num tiroteio da véspera, na Baixa do Juá, atingido por um tiro do soldado José Inácio Morais.


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Um achado do passado


Esses tempos, quando eu camiava na catinga, cuidando da minha criaçãozinha de bode, dei de vista num papézin véi todo amaçado e das antiga, que tava pirdido no sertão. Ôiei aquele troço e me preguntei: Que diacho um pedaço véi de papé desse tá fazendo bem aqui nessa catinga, que num tem nada de fôia de papé?
Levei esse pedacin de papé pra uma prefessora, que sabe lê mió do qui eu, e ela me disse do que se tratava. Aquele pedacin de papé que tava perdido no mei da catinga, vocês podi acreditá, pois era uma fôia dum caderno dum tá de
Beijamin Abraão, um retratista que, nuns tempo pra traiz, foi inté o Capitão Virgulino, aquele cangacêru e tirô retrato dos bandido tudin. Pois é... A prefessôra me contou tudin o que tava iscrito naquela fôia, que vou contar pra vocêis tudo. Aquele retratista istrangêro, cum umas letra mais feia do que a minha, contava como foi que se sintiu quando incontrô cum o cangacêro mais brabo e mais pirigoso que já inxistiu.
"Fazenda Capim-AL - 23 de Abril de 36
Hoje, os cangaceiros mataram um animal e salgaram a carne. Bebemos e comemos carne assada. Lampião não solicitou minha presença ainda. O vejo daqui conversando e dando ordens a outros bandidos.
Não consigo descrever o estado de nervos a que fiquei, quando aquele homem alto, todo aparatado de bornais e fuzil veio até mim, ontem, após quase um dia todo em que os outros bandidos nem sequer deixavam eu olhá-lo. Confesso que senti um certo medo, diante de tamanha grandeza e, mais ainda, pela fama daquele famigerado cangaceiro. Mas depois eu percebi, pra mim mesmo, que alí se travava uma boa amizade, pois ele é um homem visionário, como eu.
Benjamin Abraão Botto"
Foi isso mesmo que a prefessora leu preu, no papezin que eu achei. Ói, né quereno dizê que eu sou froxu não, mas, se eu me incontrassi com Lampião im pessoa, ai, meu Padim, eu ia tremê que só cabrito novo. O homi era violento que só a bixiga!
Vou presetiar esse papezim, com esses dizê daquele homi pra meu amigo Ranulfo, que gosta dessas coisa de cangaço e guarda tudo quanto é coisa, que foi daquelis tempo.
(Mais pra lá eu apresento a vocêis esse meu amigo, que é um pesquisadô de cangaço)
Um abraço sertanejo, meus fío...
Sertanejo Nordestino da Silva, a suas órdi...


Casamento de Licor

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Olá a todos vocês quem vêm visitar essa casinha, no meio do nada, para provar do cafezinho bom e para sentarem no tamborete e escutarem as histórias que só acontecem nesse cenário sertanejo.

Eu sou o Seu Libório, mas um visitante desse meu amigo dos sertões e, dando uma chegadinha por aqui nessa casinha, a prosa veio depressa. Moro num lugar chamado Cancela Marcada e, aqui e acolá, dou uma esticadinha até aqui, para ver como está esse meu amigo, o Sertanejo.

Sou contador de histórias e acho muito bom, quando consigo juntar meus amigos de conversa, para prosear. Também sou metido a versejador e gosto de criar umas poesiazinhas, para passar o tempo. Qualquer dia desses, faço uma poesia para mostrar a vocês.


Em Cancela Marcada, nos tempos pra trás, andaram passando muitos cangaceiros e isso gerou história que não acaba mais. Essa também é sobre cangaceiro. Uma história muito interessante, que quem me contou foi um amigo, que nos antigos, no tempo em que Lampião reinava, ele era um cangaceiro do seu bando.

Casamento de Licor

Meu amigo me contou que no dia 31 de julho, no ano de 1923, um sábado, iria acontecer o casamento de uma prima de Lampião, da cidade de Nazaré, Maria Licor Ferreira. Parece que Lampião tinha uma certa queda pela prima, e decidiu ir ao casamento, mesmo sem ser convidado. Naquele tempo, além da volante que perseguia os bandos de cangaceiros, também os Nazarenos viviam travando combates com Lampião e seu grupo. Com muita insistência do padre que iria realizar a cerimônia, Lampião e seu grupo resolvem a certa hora, deixar o lugar, mas como uma forma de vingar-se, arrebatou a sanfona da festa e advertiu:
- Hoje, aqui, não se dança.
Com a concertina do cantador na mão, o cangaceiro mais temido, Virgulino Lampião, levou também a alegria da festa, pois as pessoas foram privadas de um baile e tanto.
Meu amigo me conta que, de quando em quando, tanto ele quando outros bandidos, a mando de Lampião, iam no local do casamento, para certificarem-se de que as pessoas realmente não estavam dançando. Ele conta que, na manhã seguinte, Lampião convoca todo o grupo e decide voltar para a cidade. Ao entrarem em Nazaré, sendo questionados pelas pessoas do porquê de terem voltado, Lampião disse:
- Vim agora e não há quem me bote pra fora.
Mesmo sem saber, Lampião havia se livrado de duas emboscadas. Uma, no momento do casamento, em que os Nazarenos, ferrenhos perseguidores dos cangaceiros, planejavam assassiná-los, no momento em que os cangaceiros estivessem dançando no baile. Coisa que não aconteceu, pois Lampião, além de não ficar para o baile, também impediu que acontecesse a dança. Outra emboscada, que foi preparada pelos Nazarenos David Jurubeba, Pedro Gomes, e pelos irmãos Euclides, Manoel e Odilon Flor, também foi frustrada. Os Nazarenos haviam armado uma emboscada em um lugar que os cangaceiros iriam passar, mas chegaram atrasados e Lampião e seu bando já haviam passado.
Coisa interessante aconteceu depois, quando Lampião estava rumando para a capela de Nossa Senhora da Saúde. Um alvoroço de pessoas, na direção da estrada, denunciou a aproximação de uma volante. Os cangaceiros, vendo que a polícia chegava para guerrear, se entrincheiraram nas casas da cidade e arrocharam tiros contra os perseguidores.
Meu amigo conta que, enquanto ele e os cangaceiros travavam a luta contra a polícia, eles debochavam demais de seus oponentes e o interessante é que, como se nada estivesse acontecendo, enquanto atiravam, os bandidos comiam dos pratos preparados para a festa do casamento, bebiam cerveja, tocavam sanfona e cantavam “Mulher Rendeira”. Imagina só que cena cômica...
No meio do combate entre a volante e os cangaceiros, os Nazarenos que tinham ido esperar a passagem do bando num local, ouvindo os tiros, perceberam que haviam chegado atrasados e foram, na tentativa de ajudarem a polícia. Chegaram logo atrás da volante e começaram a atirar contra os cangaceiros, mas essa ideia não foi muito boa não, pois a volante, sem saber de quem se tratava, começou a atirar contra os Nazarenos também.
Com muito custo, conseguiram avisar que se tratava de reforços e centraram os tiros contra os inimigos em comum, mas, como bom estrategista que era, Lampião, tendo decorridas duas horas de combate, decide bater em retirada. O grupo de cangaceiros, juntamente com seu líder, nada sofreu, naquele combate, mas o lado oposto caiu gente morta a dizer chega. Hoje, na história do cangaço, muita gente ainda guarda lembranças do dia do casamento inesquecível de Licor.

Seu Libório



O Lendário Lucas da Feira

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O artigo Lucas da Feira publicado no Diário Oficial nos dias 8 e 11 de novembro de 1896, escrito pelo médico e historiador baiano,
Alexandre José de Melo Moraes Filho (1844-1919), anos depois foi enfeixado no livro “Festas e Tradições Populares do Brasil”, prefaciado por
Sílvio Romero (1851-1914) e publicado em 1901.
Lucas da Feira  nasceu em Feira de Santana, no Estado da Bahia, em 1804, e faleceu em 1849.  Chefe de bando temível, terror de sua região durante 20 anos, tornou-se personagem da literatura popular: ABC de Lucas da Feira, de Sousa Velho; Lucas, o salteador, de Virgílio César Martins Reis e Artur Cerqueira Lima. Lucas, o demônio negro, no romance folclórico (1857) de Sabino de Campos. Sílvio Romero em seus “Estudos sobre a Poesia Popular do Brasil”, publicado em 1889, apresenta dez estrofes sobre o bandoleiro da “Princesa do Sertão”, versão de Sergipe:

O Lucas da Feira

Adeus, terra do limão,
Terra onde fui nascido;
vou preso para a Bahia
Levo saudades comigo.
Eu vou preso pra Bahia,
Eu vou preso, não vou só;
só levo um pesar comigo;
É da filha do Major.

Eu vou preso pra Bahia,
Levo guarda e sentinelas,
Para saber quanto custa
Honra de moças donzelas.

Estes sócios meus amigos
De mim não têm que dizer;
Que por eu ver perdido,
Não boto outro a perder.

Estes sócios meus amigos
A mim fizeram traição;
Ganharam o seu dinheiro
Me entregaram à prisão.

Meus amigos me diziam
Que deixasse de função,
Que o Casumbá por dinheiro
Fazia as vezes do cão.

Vindo eu de lá da festa
De São Gonçalo dos Campos,
Com o susto do Casumbá
Caiu-me a espada da mão.

Já me quebraram o braço,
Já me vou a enforcar,
Como sei que a morte é certa,
Vou morrendo devagar.

Quando na Bahia entrei.
Vi muita cara faceira;
Brancos e pretos gritando:
Lá vem o Lucas da Feira!

Quando eu no Rio entrei,
Caiu-me a cara no chão;
A Rainha veio dizendo:
Lá vem a cara do cão.
 

Considerado precursor de Lampião, o negro Lucas da Feira foi o terror do sertão baiano durante vinte anos. Lucas foi o assombro, o pesadelo dos sertanejos. Contaram-se por centenas as suas vítimas, o negro salteador, ladrão e assassino, raptou e violentou inúmeras donzelas, matando-lhes os pais e irmãos, se estes ofereciam resistência à sua lubricidade. As façanhas desse bandido perduram até hoje na tradição oral dos feirenses e na literatura de Cordel. O cearense Leonardo Mota no livro “No Tempo de Lampião”, publicado pelo livreiro-editor A. J. de Castilho, em 1921, recolheu na Bahia vários depoimentos sobre Lucas da Feira:

“O que ele era, era um grandessíssimo desalmado. Era perverso, era levado do não-sei-que-diga, mas era frouxo: mijou-se todo na hora da morte...”

Lucas foi o diabo em figura de cristão, Deus o perdoe! Aquilo não era gente.
Uma vez ele agarrou um negro beiçudo na estrada e sabe o que fez com ele? Prendeu com prego caibral o beijo do infeliz numa árvore. Quando acabou, disse ao suplicante que ia não sei aonde e mais tarde voltaria para o capar. Foi ele se afastar, o negro fez fincapé, rasgou o beiço e ganhou o mundo na carreira, porque só assim se livraria da outra ameaças, a mais perigosa. E sabe? O Lucas estava numa moita escondido e se rindo: ele queria era que o negro mesmo rasgasse o beiço...”

“Fui o Cazumbá. Esse Cazumbá era um oficial de justiça criminoso que, a promessa de perdão do crime e com o olho no dinheiro do prêmio, perseguiu e prendeu o Lucas. Na hora da prisão deu-lhe dois tiros no braço esquerdo. O braço arruinou e os médicos tiveram de o cortar. Dizia o finado meu pai que foi uma coisa engraçada... Depois da operação, um menino pegou o braço do Lucas e saiu correndo pra rua, pra mostrar ele ao povo. Um sapateiro correu em casa, trouxe uma palmatória e esmagou com “bolos” de sustância a mão do Lucas, o povo todo achando graça nisso, satisfeito...”

Escravo fugido da Fazenda Saco do Limão, do padre José Alves Franco, Lucas Evangelista teria nascido em 18 de outubro de 1807, filho de Inácio e Maria escravos jêjes. Robusto, Lucas foi crescendo observando o terrível drama da escravidão e procurava vingar-se, a seu modo, das repetidas crueldades do feitor. Adolescente ainda organizou um bando para reagir contra a desumanidade dos feitores, em pouco tempo o grupo já contava cerca de trinta homens, entre negros e mulatos, todos escravos fugitivos. Devido as perseguições, prisões, mortes e deserções, o bando diminuía a cada dia e Lucas acabou ficando sozinho.
Figura controvertida, era, para uns, um cruel salteador e, para outros um negro que se recusara a viver como escravo. Em conferência no Instituto Histórico e Geográfico da Bahia – IHGB, em 1949, ocasião do centenário da morte do facínora, o professor Alberto Silva relata vários crimes praticados por Lucas da Feira, alguns já mencionados por Leonardo Mota. Já de acordo com Melo Moraes Filho “A acreditar-se em boatos, o salteador da Feira distribuía o que roubava com alguns negociantes da cidade e altas influências políticas, motivo por que escapava às tocaias e esperava certeiro os comerciantes em trânsito, conduzindo por mais de vinte anos uma vida de roubo, de devastação e de morticínios.” (Diário Oficial)

Nesta mesma edição do Diário Oficial, Melo Moraes Filho, afirma que:

“Uma ocasião, um negociante, que ia para a Feira, meteu por prevenção o dinheiro que levava, dentro da gravata e pequena quantia no bolso, que era para Lucas, como ele dizia.

Na estrada, este sai-lhe ao encontro e obriga-o a entregar o que trazia, ao que o viandante sem réplica acendeu, franqueando-lhe as algibeiras.

O salteador, mirando-o de cima a baixo, saqueia-o, e, apenas o manda embora, fá-lo voltar.
Meu ioiô, disse Lucas, dê a seu negro essa gravata, senão morre.

O pobre homem, que supunha-se escapo com a vida e o dinheiro, não hesitou um instante, desatou-a a entregou desconfiado, assustado.”

Cercado pelo tenente-coronel Dionísio de Cerqueira Pinto, Lucas da Feira foi finalmente capturado em 12 de janeiro de 1849 num esconderijo próximo ao Rio Jacuípe e ao tentar fugir foi baleado e devido a gravidade dos ferimentos teve o braço amputado. Julgado e condenado à morte, conduzido ao Rio de Janeiro foi recebido por Sua Majestade, o Imperador, que desejava conhecê-lo. Regressando a Salvador, em seguido levado à Feira de Santana, onde foi enforcado no Campo do Gado às 10 h, da manhã do dia 29 de setembro de 1849, depois de receber o conforto espiritual do padre Tavares e de dois vigários, aos 42 anos.


GILFRANCISCO: jornalista, professor da Faculdade São Luís de França e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. mailto:gilfrancisco.santos@gmail.comcomm
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Da Redação: Fonte - GILFRANCISCO

sábado, 3 de setembro de 2011

Lívia Andrade -

Lívia Sorgia de Andrade, nasceu em São Paulo, no dia 20 de junho de 1983. É uma modelo, atriz e cantora brasileira. Ficou conhecida por ser rainha de bateria da escola de samba Gaviões da Fiel por muitos anos. Atualmente, Lívia Andrade ocupa o posto de rainha de bateria da Camisa 12.


Iniciou a carreira no programa Fantasia, no SBT, mas ganhou destaque como Malandrinha no programa Festa do Mallandro, na Gazeta. Desde 2006 é uma das humoristas que se apresentam no programa A Praça é Nossa, também no SBT.


Lívia iniciou sua carreira teatral em 2006, na peça "Aconteceu com Shirley Talor", dirigida por Fafy Siqueira. Lívia Andrade já gravou dois álbuns, nos estilos pop e funk carioca. Em 2010 gravou a música Sou Corinthiana.


No dia 21 de agosto de 2010, Lívia Andrade iria junto com o animador de auditório do SBT, Liminha, de avião até São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Após perder o voo, Lívia optou por ir de carro. Não se sabe exatamente a que velocidade seu carro estava, mas segundo relata a própria modelo, ela estava a 112 km/h, quando um outro carro jogou-se contra o seu, fazendo com que ela batesse contra um barranco e capotasse 4 (quatro) vezes. Lívia quebrou um braço e sofreu uma luxação no .


Atualmente participa do quadro Jogo dos Pontinhos no Programa Silvio Santos. O papel que Lívia interpreta no dominical é sempre polêmico. Com insultos e palavrões dirigidos à Silvio Santos, a modelo usa bordões e frases que muitas vezes deixa o dono do SBT e convidados constrangidos. Uma das frases sempre usada por Lívia é a frase: Tá surdo, véio?, sempre usada quandro Silvio supostamente não entende o que a modelo disse.


Apresentou Programa Eliana no SBT em dia 14 de agosto de 2011, cobrindo a licença maternidade de Eliana.


Fonte: Wikipédia

POR ONDE ANDAM

os escritores e pesquisadores do cangaço:


Dr. Ivanildo Alves da Silveira e


o capitão Alfredo Bonessi, que nunca mais apareceram com os seus artigos nos blogs:  Cariri Cangaço e Lampião Aceso?


Lagoa do Lino



Um subgrupo do bando de Lampião, composto por 4 cangaceiros e 3 cangaceiras, liderado por Azulão, assolou as regiões de Mairi, Várzea do Poço, Miguel Calmon, Várzea da Roça, Serrolândia, Jacobina, em setembro e outubro de 1934.
Muitas agressões foram cometidas pelos cangaceiros, especialmente com o uso de palmatórias.
Em outubro de 1934, o grupo foi localizado na Fazenda Lagoa do Lino, e travado um combate, no qual morreram os cangaceiros Azulão, Zabelê e Canjica, e uma cangaceira de nome Maria Dora.
Dentre os que escaparam estava o cangaceiro Arvoredo.


 “Azulão” azulou  para o  inferno com a sua carametade

No dia 16 de outubro de 1933, o Diário da Tarde bublicou a seguinte notícia:
Sabemos que a Chefatura de Polícia de Bahia transmitiu pelo rádio a seguinte informação, ontem: “Forças baianas, ás 15 horas de ontem, deram cerco em um grupo de bandidos chefiados pelo bandido Azulão, na fazenda do Lima, município de Djalma Dutra, Estado da Bahia, resultando as mortes dos seguintes bandidos: Azulão, Canjica, Zabelê e “madame” Azulão. Escaparam do cerco os bandidos Alvoredo e Calisto, em cujo rastro continuam as forças volantes. Ficaram feridos dois soldados da força sitiante.
De Canindé, comunicou em data de ontem o sargento que comanda o destacamento daquele posto, que o cangaceiro Corisco
atacara na véspera o porto de São José, no Estado de Alagoas, onde prendera um homem, obrigando-o a transportar o grupo para o nosso Estado, o que não conseguiu realizar, graças à vigilância estabelecida pelo tenente Ramos.
Os mortos foram decapitados e suas cabeças conduzidas a Salvador.

 
Da esquerda para a direita: Zabelê, Maria, Azulão e Canjica. Em Salvador, ficaram as cabeças expostas, no Instituto Nina Rodrigues, até 1969. Então, por uma determinação do governador


Luiz Viana Filho, no mesmo evento que levou ao sepultamento das cabeças de


Lampião, Maria Bonita e


Corisco, finalmente foram sepultadas. Isto no cemitério de Quintas dos Lázaros.


O bando de Marcos Oliveira

Marcos de Oliveira , é um artista plástico baiano radicado em São Paulo-SP. É autor do livro "Contando a arte de Marcos de Oliveira". Em 2009 assinou o cenário do programa Metropolis da TV Cultura, com dois grandes painéis. Apaixonado pelo tema, nos apresenta parte da série CANGAÇO. 

Capitão Virgulino


Dadá, a companheira de Corisco


Nossa Senhora do Cangaço


Xamego de cangaceiro


O cangaceiro Corisco


O cangaceiro e o vira-latas


Zé Sereno e Volta Seca


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Universidade Viva e o Cariri Cangaço

Ângelo Osmiro, Aderbal Nogueira, Jonasluis de Icapuí e Manoel Severo

O Universidade Viva; um dos programas de maior credibilidade da Tv cearense; recebeu na tarde do último dia 30, representantes do Cariri Cangaço para um programa especial sobre a realização da terceira edição do maior evento do gênero, do Brasil, Cariri Cangaço 2011. Nos estúdios da FGF Tv, sob o comando do jornalista âncora, Jonasluis da Silva de Icapuí, Manoel Severo, Ângelo Osmiro e Aderbal Nogueira, puderam por uma hora e meia mostrar tudo o que de melhor vai acontecerá no Cariri Cangaço a partir do dia 20 de setembro.
Jonasluis de Icapuí
Manoel Severo
 Aderbal Nogueira
Ângelo Osmiro

O programa especial Universidade Viva da FGF Tv sobre o Cariri Cangaço será veiculado pela Rede Cearense de Televisão a partir da próxima semana, com divulgação por esse site do cariricangaco.com, todas as novidades, o que vai acontecer, os convidados, os temas, enfim; quer saber um pouco mais sobre o Cariri Cangaço 2011 antes do dia 20 de setembro ? Acompanhe pela Rede Cearense de Televisão, pelas emissoras da FGF Tv, Tv Ceará , Tv assembléia, Tv Fortaleza e TV O Povo, o programa especial Universidade Viva trazendo o Cariri Cangaço 2011.

Universidade Viva da FGF Tv, para a Rede Cearense de Televisão,
com o Cariri Cangaço 2011

Agora é com você...
Cariri Cangaço 2011,
só faltam 17 dias!