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quarta-feira, 26 de junho de 2013

O SEGUNDO PROTESTO: A LEGITIMIDADE E A DESORDEM (Artigo)

Por: Rangel Alves da Costa(*)

O SEGUNDO PROTESTO: A LEGITIMIDADE E A DESORDEM (Artigo) 

Depois do marco histórico do dia 20/06, quando mais de 30 mil pessoas tomaram as ruas e avenidas de Aracaju para mostrar suas indignações contra o aumento da tarifa do transporte e outras pautas populares, novamente o povo se reuniu na capital sergipana. E dessa vez para deixar bem claro que não vai mais tolerar calado os descalabros das administrações em todas suas esferas.

Tendo como mote principal a revogação da tarifa de ônibus, o que se viu foi uma avalanche de reivindicações, provando o descontentamento do povo com a ineficácia dos serviços públicos e a omissão deliberada dos governantes e seus agentes. As faixas e cartazes deixavam induvidosas as cobranças da população.

Como já era esperado, a classe política em geral se transformou em alvo preferencial da repulsa das ruas. Os médicos também se fizeram presentes em protesto contra as medidas de importação de profissionais anunciadas emergencialmente pelo governo federal. Outras classes profissionais e estudantes de cursos específicos igualmente apresentaram suas reivindicações.


Contudo, o número de manifestantes foi bem inferior ao avistado no primeiro ato. Em nenhum momento a Praça Fausto Cardoso, local da concentração, foi tomada pelos revoltosos. Um grupo maior circundou o coreto, onde permaneceu tocando instrumentos, gritando palavras de ordem e entoando motes de protesto, tendo outras pequenas aglomerações espalhadas pelos arredores. Bem diferente da multidão compacta do último dia 20.

Diante do ocorrido no primeiro ato, quando os manifestantes rejeitaram a presença de bandeiras partidárias e de centrais sindicais, dessa vez estes grupos decidiram não participar. Daí não haver qualquer carro de som nem discursos inflamados. Talvez por isso que a multidão de hoje estava mais silenciosa, mais arredia e menos encorajada. Já não havia aquelas feições predispostas, aqueles olhares efervescentes, aqueles gestos de descontentamento.

Por volta das cinco horas a caminhada teve início. Mas sem a organização devida, as pessoas não seguiam conjuntamente. Enquanto um grupo seguia na frente, muitas outras pessoas ainda continuavam pela praça. E assim prosseguiu, com alguns vazios, até a esquina da Av. Barão de Maruim. Neste momento, os manifestantes da dianteira tiveram de parar para esperar que as pessoas se pusessem em caminhada num só bloco.

Após isso, e já pela Barão de Maruim, então a multidão começou realmente a mostrar sua força, tomando completamente as duas pistas e calçadas, numa extensão que talvez chegasse a cinco quarteirões num só passo. Batucadas, palavras de ordem, cantorias, tudo isso efervescendo a caminhada sempre aplaudida pelos moradores dos edifícios ao redor.

Profissionais saíam de seus escritórios para aplaudir a manifestação, dos edifícios surgiam gestos de apoio, nos veículos parados o contentamento dos motoristas e passageiros. E assim a multidão, mesmo menos numerosa que a anterior, foi mostrando sua força e sua capacidade de união diante dos males que tanto corroem Sergipe e o Brasil.


Novamente helicópteros vigiaram do alto. Policiais novamente estavam infiltrados em meio à multidão, mas certamente não conseguiram avistar uma só ação de vandalismo, depredação ou exaltação mais exacerbada. Mas só até a multidão chegar ao Centro Administrativo Municipal.

Ao chegar ao local programado para a finalização do ato, um grupo mais exaltado logo procurou macular a imagem da multidão pacífica e ordeira. Verdadeiros vândalos começaram a depredar o patrimônio público e ameaçar invadir a sede do governo municipal. E em casos tais é preciso o uso da força para inibir a ação daqueles que traíram a legitimidade da ação da grande maioria. E o povo não marchou com essa bárbara finalidade.

É por essas e outras que o encanto, repentinamente, se torna em desencanto. E, em decorrência de tais atos, dificilmente haverá outra manifestação vitoriosa pelas ruas da capital. Pena que tenha acontecido assim. Mas eis as feras escondidas nos labirintos da multidão.

(*) Meu nome é Rangel Alves da Costa, nascido no sertão sergipano do São Francisco, no município de Poço Redondo. Sou formado em Direito pela UFS e advogado inscrito na OAB/SE, da qual fui membro da Comissão de Direitos Humanos. Estudei também História na UFS e Jornalismo pela UNIT, cursos que não cheguei a concluir. Sou autor dos seguintes livros: romances em "Ilha das Flores" e "Evangelho Segundo a Solidão"; crônicas em "Crônicas Sertanejas" e "O Livro das Palavras Tristes"; contos em "Três Contos de Avoar" e "A Solidão e a Árvore e outros contos"; poesias em "Todo Inverso", "Poesia Artesã" e "Já Outono"; e ainda de "Estudos Para Cordel - prosa rimada sobre a vida do cordel", "Da Arte da Sobrevivência no Sertão - Palavras do Velho" e "Poço Redondo - Relatos Sobre o Refúgio do Sol". Outros livros já estão prontos para publicação. Escritório do autor: Av. Carlos Burlamaqui, nº 328, Centro, CEP 49010-660, Aracaju/SE.
  
Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com


Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo:

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Nazarezinho e a Casa de Chico Pereira

Por: Sara Saraiva



"Minha emoção é tanta que não sei nem por onde começar. Depois de ler a obra de padre Pereira "Vingança Não" e vir aqui, pisar esse chão onde tudo aconteceu, é demais!”.
Sarinha Saraiva

Fotos de Sara Saraiva
Membro da família Cariri Cangaço

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Humberto de Campos Veras

Por: Marinalva Freire da Silva

Palavras iniciais

Humberto de Campos Veras, filho de Joaquim Gomes de Faria Veras  (pequeno comerciante) e Ana de Campos Veras, nasceu no município de Miritiba, no Maranhão, no dia 25 de outubro de 1886 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 05 de dezembro de 1934, ainda jovem, aos 48 anos de idade. Após seu falecimento, o município, seu berço natal, recebeu seu nome, como um ajusta homenagem ao ilustre filho autodidata, pois foi jornalista, poeta, contista, político, prosador, memorialista, inspetor de ensino, diretor da Casa de Ruy Barbosa.


Trajetória de vida
            
De origem humilde, sem meios de sobrevivência, quando seu pai faleceu, Humberto de Campos, aos seus anos de idade (1892), foi levado pela família para São Luís, em busca de sobrevivência. Aos 17 anos (1903), foi morar no Pará onde conseguiu um trabalho.

Foi aprendiz de tipógrafo e depois, escriturário, iniciando-se no jornalismo como colaborador e redator na “Folha do Norte” (1908) em Belém do Pará; chegou a  ser diretor de “Província do Pará” . Aos 24 anos (1910), publica seu primeiro livro, uma coletânea de versos intitulada “Poeira”. Fatores políticos levaram-no a mudar-se  para o Rio de Janeiro, aos 26 anos de idade (1912). Ali chegando, foi convidado para trabalhar como redator de “O Imparcial”. (SENA, Flash de Yala. Cidade verde.In

Nessa época trabalhava como redatores ou colaboradores um grupo de escritores famosos, entre os quais, Goulart de Andrade, Rui Barbosa, José Veríssimo, Júlia Lopes de Almeida, Salvador de Mendonça e Vicente de Carvalho, além de Júlio Ribeiro, crítico literário e José Eduardo de Macedo Soares, grande revolucionário da campanha de civilista. Humberto de Campos foi um fiel seguidor do Movimento civilista, para o que adotou o pseudônimo de Conselheiro XX, e com este, assinava seus contos e crônicas, hoje, reunidos em vários volumes. Passou a usar também outros  pseudônimos: Almirante Justino Ribas, Luís Phoca, João Caetano, Giovani Morelli, Batu-Allah, Micromegas e Hélios. (MAGALHÃES Jr., R. Antologia de humorismo e sátira. In Releituras.com/hdecampos_menu.asp.,Acessado em 24 de Junho de 2103).  
            
Inicia a longa série de publicações em prosa , tendo como estréia “Da seara de Booz” (1918). Prosseguindo, publica “A serpente de bronze” (1921), “A bacia de Pilatos” (1924), “ O monstro e outros contos”(1932) , “Poesias completas” (1933) e Suas “Memórias” (1933),considerada a obra mais importante, embora ficasse inacaba a segunda parte, sendo publicada postumamente. Tinha um Diário secreto, que foi publicado em 1954, causando escândalo à sociedade. (In http://antoniomiranda.com.br/poesia/maranhao/humberto-_de_campos.htm. Acessado em  24/6/2013).
            
Humberto de Campos Veras tem o privilégio da amizade de Coelho Neto, Emílio de Menezes e Olavo Bilac, poetas parnasianos. Aos 34 anos (1920), é eleito membro efetivo da Academia Brasileira de Letras, assumindo a cadeira nº 20, deixada por Emílio de Menezes,  cujo patrono é Joaquim Manuel de Macedo, sendo empossado no dia 08 de maio de 1920, sendo saudado pelo acadêmico Luís Murat. Em 1920 ingressa na política, sendo eleito deputado federal por seu estado, Maranhão, com três mandatos sucessivos, até 1939, quando eclode a Revolução, sendo cassado. Mas, Getúlio Vargas, seu grande admirador, nomeia-o diretor da Casa Ruy Barbosa. Apesar de pouco estudo, foi um dos grandes autores brasileiros, pois inovou as crônicas adicionando ao estilo novos elementos. Ao adoecer, passou a utilizar um estilo mordaz e cômico, passando a defender os excluídos de quem encontra consolo. (In http://www.
Alemdoarcoiris.com/biografias/Humberto_campos.htm. Acessado em 24 de junho de 2013).
            
Abandonado por parentes e antigos amigos poderosos, enfrenta sérias dificuldades financeiras, submete-se a várias cirurgias, perde a visão e, desta forma, parte para o além, deixando perplexo o meio em que vivia, principalmente quando da publicação de seu diário secreto, que, a meu ver, não deveria ter sido publicado porque, creio, teve razões para desabar e, quem sabe, se tivesse tempo de viver e  refletir seus escritos em momentos de abandono, dor, solidão,  o tivesse destruísse, pois não vale a pena a imortalidade com atitudes que denigrem a alma porque ferem o próximo.


MARINALVA FREIRE DA SILVA

Licenciada em Letras Clássicas e Vernáculas e Pedagogia pela UFPB. Mestre em Letras -PUC do Paraná; Doutorado em Filologia Românica-Universidade Complutense de Madrid; Professora da UFPB e UEPB (aposentada). Tradutora. Membro da APEEPB; APEESP; IWA,/OHIO,USA; da Academia de Estudos Literários e Linguísticos  de Anápolis/GO; da  UBE/PB ,da AFLAP/PB e da ALAP-RJ. Autora de várias obras.

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço: 
José Romero Araújo Cardoso

Sobre algumas efemérides de Isaias Arruda

Por: João Calixto Junior
João Calixto Junior e Manoel Severo

Desejo esclarecer, antes de tudo, não terem os presentes apontamentos qualquer caráter polêmico. Visam, tão-somente, ao aclaramento. Assunto um tanto obscurecido tem sido o que concerne às origens de Isaías Arruda de Figueiredo, mais conhecido na história por Cel. Isaías Arruda, morto na estação ferroviária de Aurora, em 1928.

Revolvendo arquivos daqui e dalém, perseguindo informações que me remetessem esclarecimentos sobre as primícias de minha terra berço (Aurora), a mim apresentaram-se, sobremaneira, e em virtude do ineditismo a que se remeteu, importantes documentos que me puderam descobrir os indícios deste famanaz nordestino, figura presente, muitíssimas vezes, nas linhas que grafam os anais do período coronelístico regional, sem, portanto, comprobação quanto às suas efemérides. Ei-lo, conquanto, algumas considerações sobre suas datas, natalícia e matrimonial:

Nasceu em Aurora Isaías Arruda de Figueiredo aos 6 de julho de 1899, filho de Manoel Antônio de Figueiredo de Arruda e Maria Josefa da Conceição, ambos naturais da mesma Freguesia de Aurora, tendo sido batizado pelo Pe. João Carlos Augusto aos 30 de julho do mesmo ano. Sobre seu registro batismal, assinado pelo Pe. Augusto Barbosa de Meneses (à época em que a Paróquia de Aurora estava anexada à de Caririaçu), perlustrei-o em um dos Livros da Paróquia do Menino Deus de Aurora (Livro 2, 1897-1904, p. 80), onde se observam Antônio Leite de Oliveira (solteiro) e Maria Joaquina da Conceição (casada), como seus padrinhos.
  
Isaías Arruda

Convolou núpcias no primeiro dia de setembro de 1920 na Igreja Paroquial de Aurora com Estelita Silva, natural de Fortaleza, tendo como testemunhos a Raimundo Antônio de Macêdo e Manoel Gonçalves de Araújo. (Livro de Registro de Matrimônios, Paróquia do Senhor Menino Deus de Aurora, 1909-1922, p. 177). Em perfeita consonância com a práxis vigente de sua época de existência, inseriu-se Isaías Arruda na prepotente atuação sócio-política regional, marcada pela incursão do poder privado dos coronéis. Eram estes os senhores supremos dos feudos nordestinos, detentores do voto do cabresto e responsáveis pelas famosas eleições a bico de pena, onde até defuntos votavam. Trapaças e moléstias sociais que hoje ainda remanescem, apesar de diminuídas as proporções, são oriundas deste famigerado tempo da República dos Coronéis ou Coronelismo, a chamada República Velha. 

Bosquejando sobre as passagens deste notável personagem do cenário coronelo-cangaceirístico, delegado de polícia em Aurora, assim como Prefeito municipal de Missão Velha, transcrevo o que exara Joaryvar Macêdo em Império do Bacamarte (Fortaleza, 1990, p. 225): “Improvisado o coronel Isaías Arruda em poderoso chefe político de Missão Velha, se o juiz não se submetesse às suas ordens, ele o escorraçava, e ao oficial de polícia, intolerante com os desregramentos, mandava assassinar”. Algo depois de funestos episódios que lhe marcaram a curta vida, polêmica e tumultuosa, ocorreu-lhe o assassinato, aos 4 de agosto de 1928.
  
Sousa Neto, Manoel Severo, Bosco André e José Cícero na Estação da RVC em Aurora

Alguns Paulinos, armados até os dentes, rumaram em direção ao carro de passageiros, parado na plataforma da estação. De súbito, aparece o temível coronel Isaías. Numa fração de segundos uma saraivada de projéteis lhe põe fim à vida, tumultuosa e agitada. Era a vingança tremenda da família Paulino. (Waldery Uchoa, Anuário do Ceará, Fortaleza, 1954, p. 42).

Da calçada, onde caíra baleado, Isaías foi transportado para a residência de Augusto Jucá. No dia seguinte foi assistido pelos médicos Antenor Cavalcante e Sérgio Banhos, mas estes pouco puderam fazer no sentido de salvar a vida de Isaías, que terminou falecendo no dia 8 de agosto, pelas 6 horas da manhã (...). (Amarílio Tavares, Aurora, História e Folclore, Fortaleza, 1993, p.131). No Livro de Registros de Óbitos da Paróquia de São José de Missão Velha (1926-1930, p.136), deparei-me com o assento referente ao seu falecimento:

“Aos oito dias do mês de agosto de mil novecentos e vinte e oito, na sede da Freguesia de Aurora, foi assassinado Isaias Arruda com vinte e oito anos de idade, casado com Estelita Arruda. Seu corpo foi sepultado nesta Villa. Para constar mandei lavrar este assento que assino. O Vigário Horácio Teixeira”.
           
Prof. João Tavares Calixto Júnior

NOTA CARIRI CANGAÇO: O coronel Isaías Arruda é um dos personagens principais do Cariri Cangaço 2013 em Missão Velha, quando setembro chegar. Imperdível !

Fonte:
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terça-feira, 25 de junho de 2013

(A TARDE – Salvador, p. 02 . 20 Abril 1934) - Carta do cangaceiro Emygdio Ribeiro da Silva

Arvoredo - comandante do cangaceiro Emygdio Ribeiro da Silva

O Jornal A Tarde publicou no dia 20 de Abril de 1934, uma carta escrita por Emygdio, comandado pelo cangaceiro Arvoredo, cuja foi enviada  ao sargento lá da localidade de  Jurema. Ela foi entregue ao sargento  do destacamento desta localidade por José Canário e sua esposa, e no momento da entrega da carta, foi também entregue uma criança filha do cangaceiro  Emygdio Ribeiro da Silva e da sua companheira Verônica Maria de Jesus.

Diz o jornal:

Levo ao conhecimento do local de Jurema, que envio esta criança para o sargento ou mesmo que seja cabo da guarda, comandante deste destacamento. 

Quero que a crie com toda estima, filha de Verônica Maria de Jesus e Emygdio Ribeiro da Silva, nascida em quatro de Abril e não quero ver abuso com esta pobre criança, que ella não é culpada. 

Nada mais do senhor Emygdio Ribeiro da Silva e aceite lembranças de Arvoredo Cordeiro de Moraes, tudo que promete faz. 

Subscripto no envelope. Aviso ao local de Jurema.

Reproduzido por (A TARDE – Salvador, p. 02 . 20 Abril 1934)

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O Mossoroense - 140 anos - Parte IV










CONTINUA...

Enviado pelo pesquisador
 José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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Cariri Paraibano e o Cangaço

Por: Vinícius de Souza Melo...

Curta Metragem com direção e produção de Vinícius de Souza Melo com recortes sobre a presença do cangaço em território paraibano.

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REZE-A - (é bem pequenininha)


Hoje é o dia das mil Aves Maria da Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe em Curitiba 2 minutos... PARA CURA

ORAÇÃO

Que a Paz de Cristo, o Amor de Maria e o Carinho de São José estejam com você!

ORAÇÃO DE CURA Procure não rompê-la, se não puder mandar, me avise...

O Padre Inácio (Igreja em Taguatinga) é o padre que cura através da oração

do Rosário; é excelente e cura realmente; tem feito muitos milagres de
cura...

Rezar faz bem... tomara que possamos receber força e luz divina...

Esta novena começou no dia 10 de janeiro de 2005 e ainda não foi
quebrada... quando você a receber, reze uma Ave Maria e faça um pedido
especial... você vai ver o que vai acontecer no 4° dia de a ter
recebido...

não esqueça de trabalhar em prol dos teus sonhos porque assim, com você e com Deus, tudo se realiza muito mais rápido.

"Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre,
Jesus.

Santa Maria, Mãe de Jesus e nossa mãe, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém." (Aqui você faz seu desejo)

Por favor, não quebre esta novena, envia a 12 pessoas que você acredite
que merecem Justiça, Saúde, Paz, Amor e Verdade, mas não a segure!

Enviado peço Dr. Lima Cruz - Ce.

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JOVEM RADIALISTA FAZ A ALEGRIA DOS OUVINTES COM MANHÃS DE SUCESSO


Cruz-CE. Todas as manhãs, das sete horas ao meio dia, a radialista Camila Marques, no comando do Programa Rádio Sucesso, alegra os ouvintes da Rádio FM Comunitária 6 de Abril 98,7MHz, em Cruz/CE, levando a boa música a todas as residências de Cruz e região.

 Camila Marques e Filha

Casada, com o também radialista Lúcio Nascimento, uma filha, curso superior, Camila Marques interage com os ouvintes atendendo a pedidos musicais, além da prestação de serviços divulgando notas de utilidade pública.


Camila Marques tem o privilégio de gozar de admiração e respeito de todos os seus colegas de rádio e ouvintes, além de ser a única presença feminina em nossa emissora.

Voz agradável e cativante, conta com grande audiência tanto no rádio quanto pela internet.

Compromisso, seriedade, responsabilidade, companheirismo e determinação são alguns dos atributos desta jovem comunicadora.

Camila Marques integra a rede de comunicadores que fazem a diferença na Rotas das Emoções, um Projeto da CARE Brasil e Comrádio.

Camila Marques, uma jovem de um futuro brilhante. 

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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Convite Lançamento do Livro: "Nordestes e nordestini​dades"


Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço: 
Wescley Rodrigues

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Vocês vão ver como morre um cangaceiro

Informação do escritor Xico Sá
João Batista e João Arcanjo. João Batista está com um pano branco amarrado no queixo 

Antes de ser executado, Jararaca riu com as lembranças de sua vida ao lado de Lampião

Leia o que disse  Xico Sá, sobre o que escreveu o jornalista Lauro da Escóssia, na entrevista que fez com o cangaceiro Jararaca

Um dia depois do combate, quando o povo de Mossoró ainda temia o possível retorno de Lampião sequioso por vingança, um dos principais cangaceiros do bando, Jararaca, foi capturado se arrastando por um matagal. O que se deu a seguir foi um roteiro tragicômico, conforme a narrativa de Lauro da Escóssia, então repórter do jornal O Mossoroense.       
             
O nome do pernambucano Jararaca era José Leite de Santana. Ele tinha apenas 22 anos  nos registros policiais, contudo, aparece com 26. Mesmo com um rombo de bala no peito, conseguiu gargalhar durante uma entrevista na cadeia.
            
O cabra de Lampião dizia que era por causa das lembranças divertidas do cangaço. Entre as memórias que ouviu do preso, Lauro da Escóssia descreve o dia em que Lampião teria invadido a festa de casamento de um inimigo e, com seu próprio punhal, sangrado o noivo. Já a noiva teria sido estuprada na caatinga pelos cabras do bando.


Segundo o relato de Jararaca, Virgulino também ordenou que os convidados de um baile tirassem as roupas e dançassem um xaxado completamente nus.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2011/05/jararaca-o-infeliz-cangaceiro.html

Feliz Aniversário, Luana Fernandes!


Os Parabéns dos escritores, leitores e colaboradores dos blogs:

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são dedicados  à  Luana Fernandes,  da TV Mossoró, que hoje está completando mais um ano de sua existência.

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Atenção Rastejadores paraibanos

Seja um sócio do GPEC
Nasciso Dias - Presidente d GPEC

Queremos informar que o Grupo Paraibano de estudos do cangaço está aberto à novos membros. Interessados podem nos contactar pelos tels. (83) 8832-7456 e (83) 9637-1191 e pelo E-mail: gpecjp@gmail.com


Estamos nos reunindo uma vez por mês em João Pessoa. O grupo vem com o objetivo de levar informações as pessoas, e também agregar conhecimentos através de pessoas que queiram participar colaborando com suas experiências vividas através de seus antepassados, para levarmos conhecimentos aos jovens que estão se interessando pelo assunto.


O GPEC busca interagir com responsabilidade mantendo a imparcialidade e impessoalidade, de modo que tentamos repassar os fatos da forma como aconteceu ou que foram narrados em centenas de publicações ao logo da existência do fenômeno do cangaço.

 Att Narciso Dias - Presidente do GPEC

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II Grande Encontro da Família Xavier

 
Aos amigos Audízio Xavier, Antônio Xavier, Socorro Xavier, Dezin Xavier e o grande Nemézio Barbosa...

Todos ao II Grande Encontro da Família Xavier

Dias 13 a 14 de julho de 2013

Juazeiro, Barbalha, Exu e Serrita

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Lançamento do Livro II Congresso Nacional do Cangaço

Por: Wescley Rodrigues

Caros(as) amigos(as),

Saudações cangaceiras!

No próximo dia 17 de julho, no auditório da Universidade Federal de Campina Grande, campus de Cajazeiras (Centro de Formação de Professores – CFP), às 09:00h,  será lançado o livro com as conferências e palestras proferidas no II Congresso Nacional do Cangaço que aconteceu em outubro de 2012 em Cajazeiras – PB.
Para quem não pode participar, essa é uma oportunidade de inteirar-se do que foi debatido.
Em anexo encaminho os elementos pré-textuais do livro.

Abraços

Prof. Wescley Rodrigues





Enviado pelo autor

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Ainda Repercute o Cariri Cangaço Parayba


O Seminário "Cariri Cangaço Parayba" aconteceu nos dias 15 e 16 de Junho, no auditório da UFCG em Sousa e no Centro Social em Nazarezinho. O evento é uma extensão do Seminário Cariri Cangaço e teve como parceiros o Núcleo de Extensão e Pesquisa Acadêmica – NEPA e o Grupo de Estudos de Direitos Humanos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras – FAFIC.

Centro Cultural do Banco do Nordeste em Sousa 

O Centro Cultural do Banco do Nordeste, na cidade de Sousa, comemora seis anos de existência. Uma programação especial com apresentações teatrais, debates, exposições de artes e exibição de filmes está sendo executada durante todo o mês de junho nas cidades de Sousa e mais oito municípios do sertão da Paraíba.

No final de semana dos dias 15 e 16 de junho o Centro Cultural promoveu o Seminário “Cariri Cangaço Parayba” com a realização de debates e exposições de documentos históricos sobre a atuação dos cangaceiros e a expansão do banditismo em determinado período do nordeste brasileiro, com foco nas cidades de Sousa e Nazarezinho.

O evento teve início às 14h00 do sábado (15) no auditório do Campus III, unidade I da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), no centro da cidade de Sousa. Professores e estudiosos da Paraíba e de outros estados estiveram discutindo o movimento social conhecido como cangaço sob os mais diversos ângulos, contemplando aspectos históricos, políticos, culturais, religiosos e jurídicos.



Os debates estiveram mais voltados para a figura do Cangaceiro Chico Pereira, natural da cidade de Nazarezinho, município distante 29 km da cidade de Sousa. A história do maior cangaceiro do estado da Paraíba se passa na década de 20, quando o seu pai é barbaramente assassinado. O acusado do crime é preso pela polícia, mas por conta de influências políticas da época é libertado pouco tempo depois.

Chico Pereira não se conforma com a injustiça e abandona a vida de homem pacato e ordeiro para se tornar um dos cangaceiros mais respeitados do nordeste, até pelo renomado  cangaceiro, Lampião.

O evento promovido pelo Centro Cultural de Sousa tem o apoio do Grupo Cariri Cangaço e da Prefeitura de Nazarezinho. No primeiro dia de debates sobre o fenômeno social que foi o Cangaço, estiveram presentes estudiosos do Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Bahia e Distrito Federal.


O primeiro debate foi mediado pelo advogado e ativista cultural, César Nóbrega que teve a mesa redonda com a temática “Homem, terra, religiosidade, sertão e cangaço:  a construção histórica da figura do cangaceiro”. Ainda no sábado foi exibido o documentário “A violência oficializada no tempo do Cangaço”, produzido pela empresa Laser Filmes.

No domingo a programação teve sequencia na cidade de Nazarezinho, palco da saga do Cangaceiro Chico Pereira. Na parte da manhã houve uma visita técnica a casa do Jacu e casa de “Seu Abdias Pereira”, que fizeram parte do cenário que foi palco para as ações dos cangaceiros no início do século XX. Na sequência das atividades, foi exibido o documentário “Na cabeça do povo”, produzido pela cineasta Helena Maria Pereira. Já a mesa de debate contará como tem, “O cangaço como caracterizador da cultura sertaneja e a importância da cultura material, como elemento transformador da identidade de um povo”.

http://www.portalprogresso.com/index.php?option=com_content&task=view&id=6819&Itemid=9999

George Wagner

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(A TARDE – Salvador – p. 03 – 16 Out. 1929) Publicou sobre o cangaceiro Corisco

Os cangaceiros Corisco e Dadá

"Geralmente os cangaceiros quando queriam atacar uma cidade mandavam um bilhete para o prefeito, comunicando-lhe que necessitava de uma determinada quantia, e se este pedido fosse aceito, não entrariam nela. Mas não era só bilhetes de solicitações de quantias em dinheiro, como também  bilhetes desaforados.

No dia 4 de Outubro de 1929 o cangaceiro Corisco enviou um bilhete ao Sargento Nasciso, pois a sua intenção era fazer uma visita a Villa do Cumbé, esta, nos dias de hoje é Euclides da Cunha".

O bilhete abaixo foi publicado pelo jornal A TARDE, segue abaixo:

Fazenda Junco, no dia 4 de Outubro de 1929.

Sargento Nasciso, eu estou perto de vossé, si quizé brigá apois eu estou lhe isperando para o encontro se vosse não vim eu lhe aparesso quando vosse não isperá apois meu fuzi atrai sargento de policia baiana já lhe vi na catinga e vosse tem sido feliz eu agora, estou por aqui com meus rapaz logo eu vou por aí apois estou lhe esperando. 

Lampião

Lampião tambeim qué brincá com vosse tambeim adeus até o encontro do tenente Cristino Gomes da Silva Vulgo Curisco

(A TARDE – Salvador – p. 03 – 16 Out. 1929).

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HOJE EU VOU CAIR NA ESTRADA...

Por: Regina Azevedo
IMAGEM: ultradownloads.com.br


Hoje eu vou cair na estrada
só com uma calcinha na bolsa
uma foto em P&B do Bukowski
e um CD que só tenha músicas maravilhosas.

verei o asfalto seguir em frente
linha branca que não se curva
nuvens trocando de lado
as cores vacilando
e você estará ao meu lado
nossos pés calçados
com sandálias de dedo.

tudo caberá como num quebra-cabeça
debaixo de uma cabana montada
à beira da estrada;
o resto não passa
da passagem.

vento bagunçando os seus cabelos
equilibristas de meio-fio
o amor nos fazendo música
nossa casa feita de lençóis
aquele nosso submundo
nosso plural tão certo quanto o horizonte.

tudo estará perfeito
uma calcinha secando no varal.

sinto algo dentro de mim
uma vida que chuta
sentimentos que afloram
como as lágrimas inundam
e olho pro lado e quem deveria estar lá
dorme
milhões de quilômetros.

Postado por Honório de Medeiros 
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