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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Piranhas: O Desafio de Realizar mais um Grande Cariri Cangaço

Manoel Severo: O Cariri Cangaço chega novamente a Piranhas em Julho

Uma de nossas grandes preocupações à exemplo do inicio de todo planejamento para a realização das edições Cariri Cangaço, é com a qualidade e a responsabilidade com a programação, os temas e a recepção aos amigos de todo o Brasil que nos visitam. Em Piranhas a responsabilidade aumenta em função das espetaculares edições anteriores, principalmente ao inesquecível Cariri Cangaço Piranhas 2015. 

Para isso estivemos durante o período de carnaval, a exemplo de Floresta e Nazaré do Pico, envolvidos em vários encontros e conversas com os organizadores e apoiadores locais para a formatação de nosso esboço do Cariri Cangaço Piranhas 2016. Celsinho Rodrigues à frente da organização local ganhou o reforço de Edvaldo Feitosa pela chegada em grande estilo do tradicional e histórico município de Água Branca ao Cariri Cangaço. "Temos a responsabilidade e o desafio de fazer um Cariri Cangaço 2016 ainda melhor que o de 2015, esse é o desafio de todos nós" confirma Celsinho Rodrigues.

Celso Rodrigues, Manoel Severo, Celsinho, Jacqueline e o casal Edvaldo Feitosa em reunião de trabalho em Piranhas.

Nosso primeiro encontro foi uma reunião de trabalho onde estabelecemos as linhas mestras da programação do evento, com os principais temas, os locais a serem visitados, a linha das conferências a ser seguida, os conferencistas, todas as novidades e ousadia, e ainda um recorte especial para o dia do Cariri Cangaço Piranhas em Água Branca. Manoel Severo, Celsinho Rodrigues, Sonia Jaqueline, Celso Rodrigues, Reginaldo Rodrigues e o casal Edvaldo Feitosa, se entregaram por mais de duas horas a este primeiro momento para a construção do evento que já tem sua data definida: 28 a 30 de julho. "Teremos o inicio do Cariri Cangaço Piranhas 2016 exatamente no mesmo dia da Missa na Grota do Angico, aniversário de morte de Lampião, 28 de julho uma quinta-feira. A missa que deverá ser promovida pela Sociedade do Cangaço, da jornalista Vera Ferreira, deverá ser pela manha e nosso Cariri Cangaço terá sua abertura para o mesmo dia, no final da tarde ou a noite, por volta das 20 horas no Centro Histórico de Piranhas", revela Manoel Severo.

"Estamos tendo o cuidado de preparar uma programação que possa nesse primeiro momento trazer o que de mais significativo temos em Água Branca, até porque o tempo é curto, assim sem dúvidas vamos fazer tudo para que seja um espetacular evento e é um grande prazer para Água Branca receber pesquisadores de todo o Brasil que aceitaram o convite do Cariri Cangaço, sem dúvidas o maior evento do gênero do país" Fala Edvaldo Feitosa.

Celsinho Rodrigues, Patricia Brasil, Vereador Cacau, Manoel Severo, Dep Inácio Loiola e Chatia Lisboa

Depois de várias visitas ao sítio histórico de Piranhas, houveram mais dois encontros de trabalho, com a participação da Secretária de Cultura e Turismo de Piranhas, Patrícia Brasil,e ainda com o vereador e ex-secretário municipal José Claudio - Cacau e o pesquisador e deputado estadual Inácio Loiola que resumiu o sentimento da cidade de Piranhas: "É uma honra receber o Cariri Cangaço mais uma vez em Piranhas, evento que sem dúvida terá todo nosso apoio".

Ao final de dois dias de entendimentos e trabalho ficou acertado o cronograma final do Cariri Cangaço Piranhas 2016. Abertura no dia 28 de julho, uma quinta-feira, um dia inteiro em Água Branca que será a sexta-feira, dia 29 e o encerramento com um dia espetacular em Piranhas, dia 30. O cuidado dos organizadores com toda a programação e infraestrutura possuem a marca Cariri Cangaço, e sem dúvidas todos estamos comprometidos com fortalecimento de nossa memória, tradição e cultura, é por isso que dizemos que o Cariri Cangaço é Onde o Brasil de Alma Nordestina se Encontra.

O Cariri Cangaço Piranhas é uma realização do Instituto Cariri do Brasil, da Prefeitura Municipal de Piranhas com o apoio da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará e do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço.

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O SERTÃO AGRADECE

Por Clerisvaldo B. Chagas, 16 de fevereiro de 2016 - Crônica Nº 1.505

Após quatro anos de seca, a alegria do alagoano voltou para os que vivem da Agricultura e da Pecuária numa região pouco favorável. É certo que as trovoadas sempre são esperadas entre novembro e fevereiro, principalmente para o mês de janeiro.  É ditado dos mais velhos que “as trovoadas de janeiro tardam mais não faltam”. Mas são trovoadas fortes e passageiras para juntar água para o gado e anunciar o bom inverno.

Depois de vários janeiros secos e de temperaturas arrasadoras, surgiu um mês completamente diferente na capital. Um janeiro completo de chuvas quase todos os dias e mais com aspectos de tempo invernoso. Não me lembro de ter visto coisa semelhante em outras épocas.

O Sertão, como sempre, pega carona nas precipitações do Litoral e vai desenhando um quadro novo após os quatro anos de seca. Avisa que o ano será de bom inverno, deixando o homem do campo alvoroçado. Muitos se adiantam para o plantio do feijão-de-corda enquanto não chega o mês de março e sua época de semeadura. Rio Ipanema botou água, mandacaru florou, choveu no dia de São José, acabou a seca meu amigo!

Ontem à noite no Sertão o relâmpago cortou os ares sob o regougo dos trovões ameaçadores. Os mais velhos espiam o céu e sabem perfeitamente os lugares que estão recebendo chuva; um senso de orientação incrível. Vistos de Santana do Ipanema, os clarões dos ares pareciam indicar chuva na parte sul, imediações do município de Senador Rui Palmeira. Outros clarões apontavam para o Leste, bandas de Cacimbinhas ou Minador do Negrão. O certo é que em Santana chegou apenas a rebarba do grosso deixado por aí.

Mesmo assim, o Sertão permanece verde, ou mais pálido ou mais escuro, mas verde para alegrar até mesmo o badalo do sino.

Em tempos de cortesia, é praxe, ao bondoso São Pedro o Sertão agradece.


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PESQUISANDO A HISTÓRIA

https://www.youtube.com/watch?v=Fj0lo1B5TjM&feature=share

A Morte da Cangaceira Lídia de Zé Baiano! youtube!

Segunda Sr. Terto Pereira, sobrinho de Lídia, Paulo Afonso/Bahia, Lídia entrou para o Cangaço com 15 anos, pelas mãos de Zé Baiano.

Reencontrou, no Cangaço, seu primeiro namorado, Bem Te Vi, oriundo do mesmo Povoado dela, Povoado Salgadinho/Paulo Afonso/Bahia.

Mas as regras e o machismo e preconceito da época, deixaram até mesmo nos filmes, a falsa impressão de que Lídia era uma mulher traidora, culpada.

Lídia era uma adolescente quando foi assassinada por Zé Baiano, primo irmão de meu sogro Zé Sereno!

A Família Pereira aguarda até hoje, o devido reconhecimento e que assim como Zé Baiano, Lídia, que também fez parte da história do Cangaço, possa ter sua sepultura reconhecida!!

No Livro Lampião a Raposa das Caatingas, de José Bezerra Lima Irmão, encontramos a localização de seus restos mortais.

Fonte: facebook
Página: Susi Ribeiro

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LAMPIÃO, REI DO CANGAÇO, FOI ASSOMBRO DO SERTÃO.

https://www.youtube.com/watch?v=gKnWFUo2vJM&feature=share

Publicado em 11 de fevereiro de 2014
Lampião o rei do cangaço - Ivanildo Vila-Nova e Geraldo Amâncio.
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Nota: http://blogdomendesemendes.blogspot.com - É muito difícil ser verdade o que diz este senhor.

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REPASSE COM URGÊNCIA - ESSA EU REPASSO COM MAIOR PRAZER, E ESPERO QUE VOCÊ FAÇA O MESMO, REPASSE A TODOS OS SEUS CONTATOS


Vacina anticâncer RINS E PELE

Boas notícias são para partilhar.

Já existe vacina anticâncer (pele e rins). Foi desenvolvida por cientistas médicos brasileiros, uma vacina para estes dois tipos de câncer, que se mostrou eficaz, tanto no estágio inicial como em fase mais avançada.

A vacina é fabricada em laboratório utilizando um pequeno pedaço do tumor do próprio paciente. Em 30 dias está pronta, e é remetida para o médico oncologista do paciente.

Nome do médico que desenvolveu a vacina: José Alexandre Barbuto

Hospital Sírio Libanês - Grupo Genoma.

Telefone do Laboratório: 0800-7737327 - (falar com Dra. Ana Carolina ou Dra. Karyn, para maiores detalhes).


Isto sim é algo que precisa ser repassado...
Alguém pode estar precisando !!!!!

Por favor, divulguem esta vitória da medicina genética brasileira!!!!

Recebi do professor Benedito Vasconcelos Mendes
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CARIRI CANGAÇO FLORESTA 2016 - 26 A 28 DE MAIO.


Estamos encaminhando as informações adicionais sobre hospedagem: 
Hotel oficial: Floresta Hotel.

Preço da diária:
01 APTº. IND. R$ 79,00
01 APTº. DUPLO R$ 114,00 
01 APTº. TRIPLO R$ 137,00

Obs: Caso faça a opção de ficar no Hotel Oficial, a reserva deverá ser feita por email e indique que é a tarifa especial do Cariri Cangaço:

Floresta Hotel - Fone: (87) 3877-1335 Email: florestahotel@gmail.com Maria das Graças - Gerente do Hotel: (87) 9. 9902-6454 (TIM).

Esperamos a todos.
 Abração e até lá, Manoel Severo Barbosa

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EVARISTO... O LÁTEGO DO SOBREVIVER.

Por Rubens Antonio

Evaristo Carlos Costa seguiu uma vida cabisbaixa e penumbrosa, entre Queimadas e Santa Luzia, onde se fixou mais, após a tragédia.

Em agosto de 1939, foi promovido a 1° sargento, posto no qual veio a encerrar sua trajetória na polícia, pouco depois.

Viu Santa Luzia tornar-se Santaluz, em 1943, com o olhar obscurecido e a marcha taciturna dos que sofreram o drama, o trauma, o assombro e a tragédia de sobreviver. Mais arrastava-se que vivia.

Na década de 1960, em Santaluz, numa manhã, foi encontrado empalidecido, apavorado, trêmulo, na vendinha que, ali, abrira. A todos contou que Virgulino Ferreira da Silva, o Lampeão, acabara de pedir e beber uma dose de pinga, olhá-lo nos olhos com o seu olho cego... e sair.

Correu à rua. Rodou a cidade. Procurou o quanto pôde. Foi muito difícil acalmá-lo.

Faleceu aos 86 anos de idade, sem jamais se livrar dos seus incontáveis e indesvanescíveis fantasmas. Está sepultado no cemitério de Santaluz.

Recorte do livro "SILVA FILHO, Rubens Antonio. "Cangaço na Bahia.", volume 1, no prelo.

Extraído do blog Cangaço na Bahia do professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

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HILDA GOMES DE SÁ IRMÃ DE DURVALINA


DONA HILDA GOMES DE SÁ IRMÃ DA EX-CANGACEIRA DURVINHA (DURVALINA GOMES DE SÁ).

Foto: Lili Neli Conceição

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior
Grupo: O Cangaço

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

ALBEIRO VARGAS ROMERO - UM EXEMPLO DE SOLIDARIEDADE

Por Antonio de Oliveira - Serrinha - Bahia.

Um garoto colombiano, criado num bairro pobre da Cidade Bucamaranga, na tenra idade (aos nove anos), sentindo a necessidade de assistência aos velhinhos desamparados pelos governantes e até mesmo pelos familiares, convidou outras crianças e fundou uma associação de caráter assistencial aos idosos.


Junto com seu grupo de aproximadamente doze coleguinhas: meninos e meninas, com as idades aproximadas à sua, visitavam os velhinhos das favelas, levando alimentação e até cuidando da higiene dos que estavam acamados. Porém o seu desejo era construir uma instituição para abrigar os mais necessitados. Após uma TV local elaborar e exibir um documentário sobre o trabalho realizado por um grupo de crianças de menos de dez anos, a França tomou conhecimento e enviou verba para Albeiro cumprir o seu objetivo: construir o desejado abrigo para idosos.


Albeiro (que chamamo-lo de Alveiro aqui no Brasil), construiu uma grande Instituição que hoje abriga cento e quarenta velhinhos, homens e mulheres, onde ele mesmo vive ali proporcionando toda assistência necessária para a boa qualidade de vida de um povo necessitado.

Formou-se em Medicina, tendo como especialidade Gerontologia, que sempre fora o seu sonho.

Na verdade o MENINO ALVEIRO é um exemplo de solidariedade num mundo de tanta indiferença com os idosos, especialmente ao observarmos o sentimento de uma criança de nove anos enfrentando um trabalho filantrópico tão delicado e árduo em meio a uma comunidade carente.


Enquanto muitos políticos da nossa terra estão "fazendo uma buraqueira nas finanças do País", conforme afirma o poeta Carlos Araújo, vemos no País vizinho (Colômbia), um menino de menos de dez anos interessado em curar as "feridas" dos pobres velhos da sua Comunidade.

Suministrada / VANGUARDIA LIBERAL

Hoje, Alveiro Vargas está com 35 anos e feliz da vida por haver realizado um sonho de criança: cuidar dos velhinhos de Bucamaranga - sua Cidade Natal.

Gostaria que os leitores do blog do Mendes assistissem o documentário ALBEIRO - O ANJO DA COLÔMBIA.

https://www.youtube.com/watch?v=rE8Phg3lL44
Grato,

Antonio José de Oliveira reside em Serrinha no Estado da Bahia. É pesquisador do cangaço

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SOBRE OS BRAÇOS ABERTOS DO MANDACARU

Por Rangel Alves da Costa*

Escrevi um pequeno texto sobre os braços abertos do mandacaru e resolvi ampliá-lo. E por razões pessoais de um sertanejo que ama sua terra, sua paisagem, sua vegetação espinhenta e sedutora. Também porque além da catingueira, do sol devastador e da lua tão bela, há a vegetação cactácea que está por todo lugar: na beira da estrada, em meio à vereda, no quintal, nos descampados, dividindo espaço com os tufos de mato. Reconhecendo-se o mandacaru como a absoluta feição sertaneja.

De nome científico Cereus jamacaru, o mandacaru se adaptou de tal modo às condições climáticas da aridez sertaneja que ali fez casa e moradia. Não só passou a conviver com o meio como se fez reconhecer majestoso, verdadeiro soberano do sertão. Rei e guerreiro, humilde e atrevido. Seu porte altivo, seu corpo fino encoberto de espinhos pontudos, amedronta e acolhe ao mesmo tempo. Na sua flor e no seu fruto estão os modos de compartilhamento com os outros seres da natureza.

Não possui folhas nem copa, não é lugar bom para que o viajante se deite ao redor do seu tronco para descansar. É espécie solitária, paciente e esperançosa. Parece mesmo alheia a tudo o que acontece ao redor, seja sertão verdejante ou esturricado. Mas é sentimental, amorosa, cativante. E ai de se perguntar aos pássaros, abelhas e meninos sertanejos sobre tais características. Acaso fosse somente egoísta, indiferente e insensível, não daria os frutos que dá nem enfeitaria tanto a paisagem com suas flores maravilhosas.

 Os seus frutos e folhas servem de alimentos para pássaros e abelhas sertanejas, mas também ao humano ávido por experimentar alimento diferente e tão colorido ou mesmo matar a fome quando de suas caminhadas sertões adentro. Os seus frutos surgem ao longo de seus braços, pendendo como bagas avermelhadas chegando ao violeta, de carne esbranquiçada misturada a minúsculas sementes. Já suas flores, nascendo nas partes superiores, são brancas com leves tons amarelados, mas podendo ser também avermelhadas. Ao primeiro sol da manhã, nada mais belo e encantador que avistar uma flor de mandacaru.


Sobre as flores do mandacaru, há de se dizer ainda de seu contraste com a própria planta. Enquanto o cacto possui resistência e longevidade, sua flor não dura mais que um dia de vida, ou menos que isso. Desabrocha ainda na noite, mostra-se toda imponente ao alvorecer, mas já começa a murchar após a forte claridade do sol incidir sobre suas pétalas. E murchando vai até cair. Mas sempre dando tempo para que o sertanejo aprecie e vele aquela beleza que se despede para o renascimento. E renascer na chuva, pois dizem que flor de mandacaru chama trovoada ao sertão.

Mas o mandacaru, cacto símbolo maior do sertão, carrega em si outras simbologias verdadeiramente maravilhosas. Simboliza a permanência, a força, a esperança, a tenacidade, o suportar as agruras sem esmorecer ou definhar de vez. Simboliza a beleza, a majestade sertaneja, a demonstração da pujança na sua flor. Sim, pois mandacaru tem flor e não há flor mais bela que a do mandacaru. Ao alvorecer, quando toda mataria entristece de sequidão, a flor é avistada no alto ou nas pontas de suas mãos, de forma singela e esplendorosa, ávidas por um beijo do primeiro pássaro que surgir.

Simboliza ainda a terra seca, a sequidão de gente e de bicho, a paisagem matuta no seu sofrimento. Quando tudo morre, quando tudo padece, quando tudo desesperança de vez, lá ele estará em meio ao tempo na sua altivez inabalável. E de braços abertos. Neste gesto a simbologia maior: a fé sertaneja. O mandacaru, sempre de braços abertos, levantados em direção aos espaços, erguidos rumo aos céus, representa a fé maior de todo o sertão. É um mandacaru ser sertanejo, como pessoa que roga, que pede e implora, que diuturnamente se mantém na mesma posição de clemência divina.

Neste gesto de prece, de clamor, de louvação, implorando que as chuvas logo caiam para diminuir o sofrimento de seu meio e de seu povo, silenciosamente faz sua invocação que sempre começa assim: Oh Deus de misericórdia, em nome de São José Sertanejo e Maria de Entre Nós, tende compaixão do homem, do bicho, do chão sofrido, da vida que queima, que sente fome e sede, que tanto espera de Ti um simples gesto em forma de pingo d’água. Fazei, pois, que, de pingo a pingo, o sertão renasça para a glória maior de seus filhos, estes devotos e penitentes pelos caminhos de tanta e toda fé...

Assim, chegando ao sertão e percebendo que se encontra num imenso templo de fé e religiosidade, o viajante não durará para encontrar candelabros espalhados por todo lugar. Ali os mandacarus de braços abertos em eterna louvação.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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EM MEMÓRIA DE UM CANGACEIRO

Acervo do pesquisador Antonio Corrêa Sobrinho

Por Sodré Viana

Aqui estou hoje para tirar o meu chapéu de couro, o meu chapéu de jagunço, em reverência à memória do cangaceiro Antonio Silvino, morto de morte natural em Campina Grande, na Paraíba.

Ele foi o último legítimo cavaleiro andante do sertão. Erra – e erra iniquamente – quem o inclui no rol dos bandidos. Não se pode julgar um homem senão em função do meio em que lhe coube viver. Antonio Silvino, qualquer que tenham sido os seus atos, foi apenas uma expressão do grupo humano a que pertenceu. O Nordeste do seu tempo estagnara-se em plena Idade Média. A vontade onipotente dos coronéis correspondia, em essência e de fato, à onipotente vontade de um senhor feudal da era dos Mendes e Moniz portugueses. O povo, desamparado, devia escolher entre a submissão total ou a revolta declarada. Escolhia a primeira – porque não é impunemente que se traz no costado quatro séculos de servidão. Mas, nas escuras, fétidas palhoças de vaqueiros, de tropeiros, de trabalhadores dos eitos, nunca deixou de lavrar, surda e tenaz, a amargura em face de tanto arbítrio.

Dos lenhos que se consomem nas fogueiras costumam saltar fagulhas. Também saltam fagulhas das comunidades opressas. Algumas se perdem, apagam-se na trajetória. Outras, no entanto, ateiam incêndios.
Antonio Silvino foi uma destas. Ergueu-se do seio torturado da sua gente, vagalumeou pelo escuro da noite social sertaneja, a princípio indecisamente, depois mais forte e mais forte, até se converter num foco tão ardente e tão rubro que se diria uma estrela de sangue no céu impassível da caatinga.

Matou, sim. Pilhou. E qual o guerrilheiro que jamais se viu na contingência de pilhar para prosseguir na luta?

Mas nunca se soube que ele houvesse cometido uma atrocidade deliberada contra os humildes e fracos. Tomem os folhetos em que os cantadores narram a sua vida: a aura de simpatia que unge esses versos rudes e belos é um testemunho expressivo.

O mesmo não se pode dizer quanto à altitude dos vates caboclos em face das volantes policiais que o perseguiam. Eis como um deles narra o desfecho de combate de Santa Luzia, travado a 19 de fevereiro de 1901:
“No mesmo dia prenderam

Dois que vinham desarmados,
Que eram dos cangaceiros
Os dois mais desanimados.
Não fizeram resistência
Rendendo obediência
Aos perigosos soldados.
Aqui estiveram calados
Sem falar mal de ninguém,
Até que foram levados
Por ordem não sei de quem.
Foram entregues ao Talentino
E no outro dia o sino
Rezou por eles também...”
Não me parece preciso pôr mais na carta. Para a massa – os soldados é que eram perigosos...

Bandidos foram os “Cacundos”, foi Lucas da feira, foi Zé Baiano – monstros ávidos de dinheiro e de carnagem. Antonio Silvino, como Jesuíno Brilhante, com tantos outros, encarnou uma daquelas “forças desvairadas” que, de volta de Canudos, Euclides denunciou inultimente à atenção, ao estudo e à boa vontade dos idólatras da civilização litorânea, idólatra que agora, felizmente, sofreu alguns golpes mortais.


São esclarecimentos necessários. Porque a maioria dos homens do Sul ainda é capaz de supor que “entende de Nordeste” – porque ouve as emboladas do Sr. Manezinho Araújo...

Fonte: facebook

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CONHEÇA O MUSEU DO SERTÃO - MOSSORÓ

https://www.youtube.com/watch?v=igna8hjzX9Q&feature=youtu.be&app=desktop

Enviado em 26 de out de 2015
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Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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RESQUÍCIOS SOBRE A MORTE DO CANGACEIRO CORISCO.


Texto extraído do Livro CORISCO – A SOMBRA DE LAMPIÃO de Sérgio Augusto de Souza Dantas.

“Cessam-se, em seguida, os disparos.

O oficial, lentamente, se aproxima dos feridos. Dadá, apesar de se contorcer de dor, está consciente e atenta à aproximação dos soldados. Um destes percebe que ela está viva. Brada um xingamento e diz que vai matá-la. A mulher, em resposta, lhe vocifera um desaforo. O Tenente Rufino manda que ele saia dali. A cangaceira lhe roga para não ser torturada:

- Olhe, peço pelo amor de sua família, pode até me matar, mas não deixe ninguém judiar de mim. E ele respondeu, dizendo que ninguém tocava em mim”. (Soares, 1984: 79).

Em seguida o militar se acerca de Corisco. O estado do velho cangaceiro é grave. A exposição das vísceras e a respiração descompassada autenticam a delicadeza do quadro. Rufino indaga:

- Por que não se entregou? Eu lhe garanti a vida!

Não sou homem para me entregar! Prefiro morrer!

Sabe quem sou eu? 

Não! Não sei!

Sou o Tenente José Rufino!

As feições de Corisco se tornam carregadas de ódio. A partir dali não pronuncia mais qualquer palavra. Cerra os olhos. Parece surpreso com aquela revelação. Possivelmente jamais imaginara que o velho chefe de Volante fosse caçá-lo naqueles confins”.

CONTINUA...

Este livro está disponível para venda e para adquiri-lo, basta entrarem em contato com o Professor Francisco Pereira Lima (Cajazeiras/PB) através do e-mail franpelima@bol.com.br

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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OBJETOS DO CANGAÇO


Facão com extremidade do cabo em formato de cabeça de Águia que pertenceu a Lampião.

Peça que foi encontrada entre os pertences do Rei do Cangaço após o episódio de Angico em 28 de julho de 1938.

Foto: Livro ESTRELAS DE COURO – A ESTÉTICA DO CANGAÇO de Frederico Pernambucano de Melo.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)
Grupo: Cangaço

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GEOGRAFIA DE ALAGOAS

Por Clerisvaldo B. Chagas,15 de fevereiro de 2016 - Crônica Nº 1.504

Professor de Geografia por mais de 30 anos, tinha o desejo de jovem de escrever um livro “Geografia de Alagoas”. O desejo foi abafado pelo tempo, pelas próprias circunstâncias do dia a dia.

O último grande livro sobre o assunto, minha “Bíblia” geográfica, foi publicado em 1965. Daí para cá, livros pequenos e cheios de boa vontade têm aparecido, mas não trazem a enciclopédia dos anos 60, mesmo não atualizada, pois nessa Matéria, basta um dia para desatualizar algumas dos milhares de anotações.

MACEIÓ EM TARDE CHUVOSA. Foto (Clerisvaldo).

Mas não é que o desejo abafado voltou e explodiu! Pensei em formar uma equipe composta de um professor de Geografia, auxiliar, um cartógrafo (ou semelhante), um fotógrafo profissional e um motorista para planejar e percorrer todas as microrregiões do estado, dormir em pousadas e hotéis com base nos estudos de campo, mediante patrocínio. Para mim seria o último livro da literatura documental, após escrever tantos documentários, voltando às origens dos romances.

Não tive coragem, ainda de fazer os convites a essas pessoas que são de Santana do Ipanema, valorizando-as. Tenho na mente, porém, a professora de Geografia (ex-aluna) a qual convidarei e os demais. Aguardo apenas redigir a parte teórica que assoberba de tantas informações nessa Era da Internet.

Um trabalho do porte pretendido, não se gasta menos de um ano, considerando as diversas fases de um documento tão importante para o estado de Alagoas. Tendo iniciado nos fins de janeiro, debruçado noite e dia sobre várias fontes, praticamente acha-se terminada com ressalva a parte relativa à natureza: relevo, clima, vegetação, hidrografia, geologia e solo. O nosso conhecimento da parte Ocidental do estado e boa fatia da banda Oriental, tem facilitado em muito o trabalho que não deixa de ser penoso, solitário, mas divertido.

Dos meus professores de Geografia, Ernande Brandão, Alberto Agra, (Santana) Rildo e Danilo (Arapiraca) e José Pinto de Araújo (Santana), continuam vivos apenas Rildo e José Pinto. Pretendo entregar-lhes o livro pronto para apreciação, será!

Esse trabalho tem tirado a sequência diária de crônicas, apresentadas em sites e blogs. Fazer o quê? Livros são livros. As dificuldades são imensas para o êxito da empreitada, mas no baseamos na frase sertaneja: Não correr antes de conhecer o bicho. Tenho dito.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2016/02/geografia-de-alagoas.html

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UMA FOTO MACABRA...!


A cabeça do cangaceiro CANÁRIO, que foi morto pelo companheiro PENEDINHO, e que foi exposta ao público na cidade de Serra Negra em 01-X-1938.

Fonte: Livro: Entre a Espada e a Lei, do autor Dr. Sérgio Dantas.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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