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segunda-feira, 17 de abril de 2017

PARQUE DE LUIZ GONZAGA LANÇA CONCURSO LOUVOR AO VAQUEIRO; PARTICIPE! 15 abr 2017


I CONCURSO “LOUVOR AO VAQUEIRO”

REGULAMENTO

I – Do Evento e seus Objetivos

Art. 1º – O Primeiro Concurso LOUVOR AO VAQUEIRO, em homenagem ao famoso personagem da cultura nordestina, cantado por Luiz Gonzaga na música “A Morte do Vaqueiro”, é uma realização do Parque Cultural “O Rei do Baião”, da Fazenda São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB, no dia 20 de agosto de 2017, na programação do X FESMUZA – Festival de Músicas Gonzagueanas.

Art. 2º – O Patrono do Concurso é o Dr. Francisco Gomes de Araújo Júnior (Júnior Araújo).

Art. 3º – Poderão inscrever-se no Concurso todos os admiradores desse tema e da vida e obra do Gonzagão, de todas as regiões de qualquer país, que concorrerão em absoluta igualdade de condições.

Art. 4º – Os textos devem ser exclusivos no idioma português, inéditos e originais.

Art. 5º – O Concurso LOUVOR AO VAQUEIRO tem como objetivos:

a) – Homenagear o vaqueiro, uma categoria muito defendida por Luiz Gonzaga, principalmente na música “A Morte do Vaqueiro”;

b) – Os textos terão obrigatoriamente que versar sobre o vaqueiro, importante personagem da cultura nordestina.

II – Das Inscrições

Art. 6º – As inscrições deverão ser feitas na Fazenda São Francisco, zona rural de São João do Rio do Peixe (PB), ou ainda no endereço: Rua Dr. José Guimarães Braga, 70, Vila do Bispo, Cajazeiras (PB), CEP – 58.900-000, pelos telefones: (83) 99615-7942/(83) 99379-1893, pelos e-mail: chicocardoso.caldeirao@gmail.com

a) Maiores informações no site: 
www.caldeiraodochico.com.brgonzagaodobrasil.blogspot.com.br e no programa “Caldeirão Político”, na Rádio Oeste da Paraíba.

§ 1º – Serão aceitas inscrições por e-mail, pessoalmente ou via correio.

§ 2º – O período de inscrições será de 07 de março a 31 de julho de 2017.

Art. 7º – A formalização das inscrições se processará mediante a entrega dos textos digitados em espaço simples (Office Word), fonte Times New Roman 12 ou Arial 11, acompanhados da identificação do autor (nome, uma fotografia recente para fazer parte do mural dos inscritos, telefone de contato, endereço residencial completo, endereço eletrônico e breve currículo).

§ 1º – Na cópia do texto não deverá constar o nome do autor, apenas o nome da obra. A identificação completa deverá ser feita em folha à parte e anexada.

§ 2º – Cada escritor só poderá inscrever um texto, e o mesmo não poderá conter mais do que uma página.

Art. 8º – A Comissão Organizadora do Concurso não se obriga a devolver o material utilizado para as inscrições, ficando o mesmo na guarda da referida Comissão.

Art. 9º – O ato da inscrição implica, automaticamente, na aceitação integral por parte dos concorrentes dos termos deste Regulamento.

III – Do Julgamento

Art. 10º – O Julgamento dos textos será feito por uma comissão formada por três jurados de reconhecida experiência na cultura regional, no prazo de 15 (quinze) dias após o término das inscrições, sendo sua decisão soberana, não cabendo qualquer manifestação contrária.

Parágrafo Único – Em caso de empate entre os primeiros colocados o desempate se dará por decisão de três jurados, convocados extraordinariamente para esse fim.

IV – Da Premiação

Art. 11º – A premiação do Concurso LOUVOR AO VAQUEIRO acontecerá no dia 20 de agosto de 2017, dentro da programação do X FESMUZA, na Fazenda São Francisco, São João do Rio do Peixe-PB – Parque Cultural “O Rei do Baião”.

Art. 12º – O Campeão receberá o Troféu “LOUVOR AO VAQUEIRO” e Certificado Digital de Participação.

Art. 13º – Os demais inscritos receberão Certificado Digital de Participação.

Art. 14º – Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

Fazenda São Francisco, março de 2017.
Francisco Alves Cardoso
Presidente do Parque Cultural “O Rei do Baião”
Luiz Claudino de Oliveira Florêncio
Coordenador de Planejamento
Francisco Álisson de Oliveira
Produtor Cultural


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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I CONCURSO “APOLOGIA AO JUMENTO”; REGULAMENTO


15 abr 2017

I – Do Evento e seus Objetivos

Art. 1º – O Primeiro Concurso APOLOGIA AO JUMENTO, em homenagem ao famoso animal, descrito por Luiz Gonzaga como “nosso irmão”, é uma realização do Parque Cultural “O Rei do Baião”, da Fazenda São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB, no dia 20 de agosto de 2017, na programação do X FESMUZA – Festival de Músicas Gonzagueanas.

Art. 2º – O Patrono do Concurso é o Dr. Antônio Pereira do Anjos.

Art. 3º – Poderão inscrever-se no Concurso APOLOGIA AO JUMENTO todos os admiradores desse tema e da vida e obra do Gonzagão, de todas as regiões de qualquer país, que concorrerão em absoluta igualdade de condições.

Art. 4º – Os textos devem ser exclusivos no idioma português, inéditos e originais.

Art. 5º – O Concurso APOLOGIA AO JUMENTO tem como objetivos:

a) – Homenagear o jumento, um animal muito defendido por Luiz Gonzaga, principalmente na música “O Jumento é Nosso Irmão”;

b) – Os textos terão obrigatoriamente que versar sobre o jumento, importante animal de montaria e carga, utilizado no Nordeste brasileiro e em várias outras regiões do Brasil e do mundo;

II – Das Inscrições

Art. 6º – As inscrições deverão ser feitas na Fazenda São Francisco, zona rural de São João do Rio do Peixe (PB), ou ainda no endereço: Rua Dr. José Guimarães Braga, 70, Vila do Bispo, Cajazeiras (PB), CEP – 58.900-000, pelos telefones: (83) 99615-7942 / (83) 99379-1893, pelos e-mails: 

a) Maiores informações no site: www.caldeiraodochico.com.br e no programa “Caldeirão Político”, na Rádio Oeste da Paraíba.

§ 1º – Serão aceitas inscrições por e-mail, pessoalmente ou via correio.

§ 2º – O período de inscrições será de 07 de março a 31 de julho de 2017.

Art. 7º – A formalização das inscrições se processará mediante a entrega dos textos digitados em espaço simples (Office Word), fonte Times New Roman 12 ou Arial 11, acompanhados da identificação do autor (nome, uma fotografia recente para fazer parte do mural dos inscritos, telefone de contato, endereço residencial completo, endereço eletrônico e breve currículo).

§ 1º – Na cópia do texto não deverá constar o nome do autor, apenas o nome da obra. A identificação completa deverá ser feita em folha à parte e anexada.

§ 2º – Cada escritor só poderá inscrever um texto, e o mesmo não poderá conter mais do que uma página.

Art. 8º – A Comissão Organizadora do Concurso não se obriga a devolver o material utilizado para as inscrições, ficando o mesmo na guarda da referida Comissão.

Art. 9º – O ato da inscrição implica, automaticamente, na aceitação integral por parte dos concorrentes dos termos deste Regulamento.

III – Do Julgamento.

Art. 10º – O Julgamento dos textos será feito por uma comissão formada por três jurados de reconhecida experiência na cultura regional, no prazo de 15 (quinze) dias após o término das inscrições, sendo sua decisão soberana, não cabendo qualquer manifestação contrária.

Parágrafo Único – Em caso de empate entre os primeiros colocados o desempate se dará por decisão de três jurados, convocados extraordinariamente para esse fim.

IV – Da Premiação

Art. 11º – A premiação do Concurso APOLOGIA AO JUMENTO acontecerá no dia 20 de agosto de 2017, dentro da programação do X FESMUZA, na Fazenda São Francisco, São João do Rio do Peixe-PB – Parque Cultural “O Rei do Baião”.

Art. 12º – O Campeão receberá o Troféu “O JUMENTO É NOSSO IRMÃO” e Certificado Digital de Participação.

Art. 13º – Os demais inscritos receberão Certificado Digital de Participação.

Art. 14º – Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

Fazenda São Francisco, março de 2017.
Francisco Alves Cardoso
Presidente do Parque Cultural “O Rei do Baião”
Luiz Claudino de Oliveira Florêncio
Coordenador de Planejamento
Francisco Álisson de Oliveira
Produtor Cultural


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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AS QUALIDADES DE LAMPIÃO

Por Paulo George
Do acervo do pesquisador do cangaço Voltaseca Volta


Alguns estudiosos do cangaço tentaram definir Lampião como uma espécie de Robin Wood, um nobre salteador que procurava fazer justiça tirando dos ricos para distribuir com os pobres. E de fato, Lampião dava muitas esmolas e muitas vezes distribuía o resultado dos saques com o povo. Mas isso era feito sem um propósito definido. Também é certo que muitos coiteiros pobres viviam às custas de Lampião, fazendo compras para ele, e informando sobre os deslocamentos de tropas.

Lampião não fazia questão de preços, mas se ele pagava bem aos seus fornecedores e informantes, fazia motivado por sua preocupação que era a sobrevivência sua e dos que dependiam dele. De fato, Lampião ousou desafiar o poder, e esse foi seu maior erro, ou seu maior mérito, acusam de ter sido aliado dos coronéis, na verdade ele humilhava os coronéis.

Os "acordos" com os coronéis eram unilaterais, pois as regras eram decretadas por Lampião, e ai de quem não cumprisse! E o que se via era os grandes fazendeiros ricos, atenderem seus famosos "bilhetinhos", fazendo exigências, e que tinham de serem cumpridas a todo custo, sob pena de ver suas fazendas se acabarem nas chamas. Ao contrário, quando se tratava de gente pobre, se Lampião pedia ou matava um animal para alimentar seus homens, e ele fazia questão de pagar tudo, e às vezes, o dobro ou mais.

Lampião quando estava numa propriedade e matava um animal para o bando, ele mesmo fazia questão de ele mesmo ir avisar ao dono, que acabou de abater um animal daquela propriedade. Dizia Lampião: “- Você gosta de mim, num precisa me denunciar, basta dizer que num me conhece, nem nunca me viu, e assim viveremos de boa paz! ”

Ao contrário da polícia que matava animais para comer, e nem sequer perguntava quanto custava a criação, e nem dizia obrigado. A polícia maltratava os sertanejos de forma cruel. Bastava um copo de água para Lampião, já se tratava de um coiteiro. Enquanto Lampião buscava tratar bem o homem sertanejo do campo para ter os eu apoio.


A população sertaneja sofreu mais com a volante do que com os cangaceiros. Muitos que o conheceram, relataram que ele era um homem extremamente educado e respeitador, calmo, e de poucas palavras.

Fonte facebook
Página: Virgulino Ferreira da Silva

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AÇUDE DE COREMAS PODERÁ ATINGIR CINCO METROS DE SUA CAPACIDADE ATÉ ESTE DOMINGO


Com as chuvas registradas na quarta-feira (12) em cidades do Vale do Piancó o Açude de Coremas contabilizou acréscimo no seu manancial.


A informação foi repassada à redação do Portal Liberdade PB pela Secretaria de Meio Ambiente, Pesca e Recursos Hídricos da cidade de Coremas.


O volume chegou ao complexo hídrico pelo leito do Rio Piancó assinalando uma recarga de 3,2 milhões de m³.


Outra informação oriunda é de que o Estevam Marinho de primeiro de janeiro até esta sexta-feira (14/04), apontou 4,35 metros em sua escala. Anteriormente (última medição) o açude assinalava 4,2 metros.


Em dados atuais, nas últimas 24 horas, aumentou 33 centímetros em sua lâmina.


Com a água que continua chegando é possível que até domingo ultrapasse os cinco metros em sua recarga.

A meteorologia prevê mais pancadas de chuva no decorrer do período da semana na região do Sertão.

As imagens são atualizadas e captadas pelo portal liberdade pb: 


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MARTINS, TERRA DE ENCANTOS.

 Por: Francisco Vieira Filho

MARTINS, TERRA DE ENCANTOS.

Encravada sobre o monte
De onde se avista os confins
Está bela e sobranceira
A cidade do Martins.

Inspiração aos amantes
Poetas e cantadores
Martins, ponto de encontro
Para os eternos amores.

O cheiro aqui da Serra
Não existe outro igual
Seja seca ou inverno
Martins é fenomenal.

As flores têm mais perfume
O arvoredo tem mais vida
O céu é mais estrelado
Oh que cidade garrida!!!

Quão alegre é sua gente
Receptiva e encantadora
Sempre de braços abertos
Martins é pacificadora.

Seus tesouros naturais
Deslumbra a quem os ver
Aqui em cima da serra
É mágico o Alvorecer.

Um tapete verdejante
Se estende nos grotões
O trilar da passarada
Faz vibrar os corações.

Por detrás dos belos montes
Aparece o sol sorrindo
Como a dizer: "Eu voltei"
E Martins: "Sejas bem vindo".

A natureza na Serra
Tem perfeita sincronia
Eu acho que Deus plantou
Aqui um pé de alegria.

Martins é tão agradável
Perfeita pra se morar
Que do céu chegou um anjo
E agora não quer voltar.

Francisco Vieira Filho (Chico Filho)
Francisco Vieira Filho (Chico Filho)

FRANCISCO VIEIRA FILHO (CHICO FILHO). Poeta. Radialista. Locutor. Membro da ALAM (Academia de Letras e Artes de Martins).

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LIVRO “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO”

Por Antonio Corrêa Sobrinho

O que dizer de “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO”, livro do amigo Ruberval de Souza Silva, obra recém-lançada, que acabo de ler, senão que é trabalho respeitável, pois fruto de muito esforço, dedicação; que é texto bom, valoroso, lavra de professor, um dizer eminentemente didático da história do banditismo cangaceiro na sua querida Paraíba. É livro de linguagem simples, sucinto e objetivo, acessível a todos; bem intitulado, pontuado, bem apresentado. E que capa bonita, rica, onde nela vejo outro amigo, o Rubens Antonio, mestre baiano, dos primeiros a colorizar fotos do cangaço! A leitura de “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO” me fez entender de outra forma o que eu antes imaginava: o cangaço na terra tabajara como apenas de passagem. Parabéns e sucesso, Ruberval!

Adendo: José Mendes Pereira

Eu também recomendo aos leitores do nosso blog para lerem esta excelente obra, e veja se alguns dos leitores  possam ser parentes de alguns cangaceiros registrados no livro do Ruberval Souza.

ADENDO -  http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Entre em contato com o professor Pereira através deste 
e-mail: 
franpelima@bol.com.br

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1022616384533904&set=gm.554349684773980&type=3&theater

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VINTE E CINCO ( FALECIDO EM 2016 EM MACEIO-AL) COBRA VERDE E SANTA CRUZ.


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NÃO DEIXA DE LER! MUITO BOM!

Escrito pelo pesquisador e historiógrafo Rostnad Medeiros

Clique neste link:

https://tokdehistoria.com.br/tag/mauser/

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A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NA UNIVERSIDADE E SEUS REFLEXOS NA SAÚDE DO DOCENTE SAÚDE E CONDIÇÕES DE TRABALHO DOCENTE - Contribuição da Diretoria da ADUERN


Contemporaneamente, as transformações ocorridas no mundo do trabalho têm repercutido diretamente na atividade do docente que atua no ensino superior público. Percebe-se a incorporação de alguns princípios que orientam tanto a organização quanto as relações do mundo do trabalho, ao cotidiano das universidades públicas brasileiras. De acordo com Leite (2015), ao serem transportadas para o sistema de educação essas transformações submetem o sistema universitário aos interesses do capital, modelando a atividade docente em torno da produtividade em detrimento da qualidade. E ainda, instiga uma competitividade que exacerba a precarização das relações de trabalho ao consolidar uma gestão em torno de metas sem que existam as condições adequadas para se alcançá-las. Por um lado, existe um discurso institucionalizado no meio universitário que configura a atividade docente sob a insígnia da eficiência e da excelência acadêmica. Em outra perspectiva, falando do lugar que o professor ocupa neste contexto, ocorre na verdade uma expropriação da atividade docente através do aumento e da intensificação da sua jornada de trabalho. Estas repercussões são potencializadas pelos projetos de redução do papel do Estado que estão em curso desde a década de 1990, atingindo frontalmente tanto o campo dos direitos da categoria docente quanto a autonomia no modo de organizar as suas atividades. Por sua vez as políticas públicas voltadas para a educação superior instaladas no governo FHC, e aprofundadas nos governos Lula/Dilma, firmaram-se sobre alguns pilares nefastos tais como: a desconstitucionalização da autonomia universitária; extinção ou redução de direitos trabalhistas e previdenciários; o achatamento salarial que tem levado muitos docentes a venderem sua força de trabalho no mercado paralelo; o estabelecimento de elevado número de níveis de carreira, fomentando o surgimento de castas acadêmicas; a parceria público-privada que permite que o capital privado determine os rumos da produção do conhecimento dentro das universidades públicas; o financiamento público para as atividades consideradas lucrativas para o setor privado, o qual naturaliza o conceito de autosustentação nas universidades públicas e justifica, portanto, a omissão do Estado na manutenção do ensino superior. Ocorreu ainda uma mudança na concepção de universidade onde ela passa de uma instituição social autônoma para uma organização social neoprofissional heterônoma1, operacional, empresarial e competitiva (CAMPOS, 2011; LEITE, 2015). 1 Segundo o mesmo autor a heteronomia diz respeito à subordinação da universidade a uma ordem imposta por um ente externo a ela. 45 Neste contexto, idealiza-se um novo modelo de professor cujo patamar de qualificação (qualis) leva em conta prioritariamente a pesquisa, exigindo-lhe resultados quantitativos crescentes mas sem que o Estado ofereça a contrapartida financeira e logística necessárias à execução das suas atividades. Submetendo-se aos editais das agências de fomento e das empresas privadas, o docente perde sua autonomia no trabalho deixando de fazer o que deseja e passando a atender as demandas mercadológicas. Esta submissão interfere ainda no desenvolvimento e na articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão de qualidade e socialmente referenciados. Além disso, estabelece um clima de competitividade entre os docentes tão ao gosto da ideologia neoliberal, obscurecendo a luta de classe e dando lugar ao isolamento e condensação da vida acadêmica e pessoal (FERREIRA et al., 2016). Esse cenário resulta na despersonalização do docente além de criar um clima de instabilidade psíquica e emocional, produzindo inclusive a antisocialização. Tomando esta problemática como campo de análise, tem-se um cenário onde a saúde do docente sofre influência direta do ritmo e das condições de trabalho impostas pelas universidades. Alguns estudos (CAMPOS, 2011; FERREIRA et al., 2015) apontam para algumas consequências que este contexto tem acarretado em termos de adoecimento por parte do professor. Se a saúde muitas vezes é apreendida como o silêncio dos órgãos (GADAMER, 2006), o adoecimento vem expressar o ponto de ruptura com os mecanismos adaptativos empreendidos individual ou coletivamente. Certamente não se pode negar a existência de doenças que podem ser decorrentes ou que sofrem influência da atividade laboral docente. Dentre os problemas de saúde mais comuns nesta categoria podem-se constatar: a lesão por esforço repetitivo (LER), estresse, varizes, cervicalgias, lombalgias e outros problemas na coluna, hipertensão, asma, labirintites, torcicolos, enxaquecas, rouquidão ou mesmo a perda da voz. Todavia, o adoecimento não deve ser abordado apenas na perspectiva de uma confluência de fatores ergonômicos, físicos e biológicos, isolando o professor de outras dimensões da sua existência. A sobrecarga de trabalho e a vivência em um ambiente marcado por uma pressão decorrente da atividade “sanduíche”, aquela oriunda das atividades realizadas junto aos alunos e junto à gestão, torna a universidade um ambiente propício para o desenvolvimento da dependência de drogas ilícitas ou mesmo daquelas consideradas lícitas tais como o álcool, tonificantes, tabaco, antisiolíticos e antidepressivos; estas além de dissimular o sofrimento psíquico podem provocar ou intensificar as doenças crônicas. Em casos mais severos, tem-se a despersonalização, o isolamento e alguns distúrbios de caráter psíquico como a síndrome do pânico, depressão e a síndrome de burnout (LEITE, 2015). O termo burnout, cuja tradução literal significa estar estourado, esgotado, consumido pelo trabalho, foi introduzido em 1974 pelo psicólogo Freudemberguer para caracterizar o uma fase final do processo de estresse laboral, de caráter crônico com implicações emocionais. Ele acomete profissionais que lidam diretamente com pessoas onde os 46 traços principais são o esgotamento emocional, expressado por uma falta ou carência de energia e entusiasmo. Cursa ainda com um modo de ser caracterizado por despersonalização, postura fria e desumana, pela diminuição da realização pessoal no trabalho com sentimento de fracasso. As pessoas sentem-se infelizes consigo mesmas e insatisfeitas com seu desenvolvimento profissional, irritadas ou tristes (CARLOTTO, 2002). Esta síndrome acomete pessoas sem histórico de distúrbios psíquicos anteriores que encaram suas atividades profissionais com elevado entusiasmo e comprometimento. Mas que, após se envolverem intensamente com suas atividades, desapontam-se quando não se sentem recompensadas por seus esforços. Seu surgimento é paulatino, acumulativo e sua evolução pode levar anos ou décadas ocasionando sintomas psicossomáticos como insônia, úlcera gástrica, dores de cabeça e hipertensão, além do uso abusivo de álcool e medicamentos. Consequentemente surgem também problemas nos relacionamentos familiares, conflitos sociais e diminuição da qualidade laboral (CARLOTTO, 2002). Algumas abordagens desta problemática tentam velar a influência das condições de trabalho na saúde do docente. Porque adoecer envolve estigmas de várias ordens, em especial quando se refere a uma categoria que historicamente porta uma imagem e um status que a diferenciam de outras categorias de trabalhadores. Logo, tem-se um primeiro desafio relacionado aos preconceitos em assumir a condição de estar doente e, portanto, necessitado de cuidados com sua saúde. Outra questão diz respeito à autopercepção sobre a própria saúde e sobre a doença, condicionada à singularidade de cada pessoa onde em muitas situações a doença não é assumida. Pois, uma vez que no cotidiano acadêmico alguns sintomas são vistos como “normais” ou “inevitáveis”, o adoecimento passa a ser menosprezado inclusive através da automedicação praticada cronicamente. Portanto, a repercussão das condições de trabalho na saúde do docente é uma problemática mais ampla que o adoecimento tomado isoladamente. Por isso, ela não pode ser abordada desconsiderando o contexto da redução do papel do estado na manutenção das universidades públicas. Referências: CAMPOS, F. J. S. Trabalho docente e saúde: tensões na educação superior. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPA. Belém, 2011. CARLOTTO, M.S. A Síndrome de Burnout e o Trabalho Docente. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 7, n. 1, p. 21-29, jan./jun. 2002. FERREIRA, A. V. et. al (organizadores) Precarização do Trabalho e Saúde Docente nas Universidades Públicas Brasileiras. Ed. ADUFC/UECE, Ceará, 2016. GADAMER, H. G. O caráter oculto da saúde. Editora Vozes, 2006. 47 LEITE, J. L. Produtivismo acadêmico e adoecimento docente: duas faces da mesma moeda. In: FERREIRA, A. V. et. al (organizadores) Precarização do Trabalho e Saúde Docente nas Universidades Públicas Brasileiras. Ed. ADUFC/UECE, Ceará, 2016. TR 7: Que o IX Congresso da ADUERN delibere: 1 – Propõe-se que a ADUERN componha e sistematize um Grupo de Trabalho (GT) permanente com o objetivo de discutir questões relacionadas à saúde do docente no âmbito da UERN. 2 – Dentre outras competências, que através deste GT a ADUERN organize anualmente um seminário sobre a temática da saúde do docente, enfocando as possíveis relações entre as condições de trabalho e o adoecimento. 3 – Propõe-se que a ADUERN, através do GT mencionado acima, desenvolva estudos sobre a relação entre as condições de trabalho e a saúde docente.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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SABORES RESTAURANTE DA SERRA



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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ÂNGELO ROQUE – " LABAREDA" A REGENERAÇÃO DE UM CANGACEIRO

Por Rostand Medeiros

Manchete da reportagem da década de 1950, sobre a regeneração de Ângelo Roque.

"No Brasil a palavra “regeneração”, definitivamente é algo que o nosso povo não sabe trabalhar muito bem em suas mentes e seus corações, quando aplicada aqueles que erraram junto a sociedade, contra os que praticaram crimes diversos, contra os que sofreram as duras penas da lei e estiveram um período em alguma unidade prisional.

Dificilmente vemos o antigo presidiário como alguém que se regenerou. Olhamos para ele mais com medo do que com esperança de que ali está uma pessoa recuperada. Isso não é difícil diante verdadeiras masmorras medievais que existem nos nossos presídios.


Por isso é que na história carcerária brasileira chama tanto atenção o fato dos homens que foram cangaceiros, pelo menos os que se entregaram e passaram um tempo presos, terem tido um índice de reincidência criminal baixíssimo.

Na verdade digo “terem tido um índice de reincidência criminal baixíssimo”, pois ouvi isso de outros pesquisadores do tema cangaço. Mas confesso que nunca li e não tenho dados que comprovem especificamente quantos antigos cangaceiros padeceram na prisão e quantos voltaram ao crime após a liberdade.


Entretanto é vasto, inclusive amplamente divulgado na imprensa brasileira das décadas de 1950 e 1960, que vários homens que andaram nas caatingas debaixo do peso do chapéu de couro e do “pau de fogo”, ao deixarem a prisão se tornaram os ditos “cidadãos de bem”, totalmente regenerados. Muitos se tornaram pacatos funcionários públicos, pequenos comerciantes, caixeiros viajantes e outros exerceram simples e honestas atividades. Um dos casos mais emblemáticos na minha opinião é a recuperação do chefe cangaceiro Ângelo Roque.

Vida Bandida

Em uma entrevista a um periódico carioca, repleta de fotografias, temos a história de Ângelo Roque da Costa, o conhecido cangaceiro Anjo Roque, o conhecido Labareda. Teria nascido em 1910, no lugar Jatobá, depois pertencente ao município pernambucano de Tacaratu (e por isso conhecido como Jatobá de Tacaratu), era filho de família humilde, mas respeitada em seu lugar.

Lampião, o primeiro à esquerda, e seus cangaceiros

Na reportagem afirmou que entrou na vida do cangaço após matar um soldado de polícia que desvirginou a sua irmã de 14 anos de idade. Roque contou que o conquistador se chamava Horácio Cavalcanti, que havia casado quatro vezes e quatro vezes abandonou as esposas. Consta que sua família buscou a justiça de sua região, mas um juiz e outras autoridades pouco deram importância ao sentimento de raiva de seus familiares.

Logo houve um encontro dos dois homens em um trem, a faca vibrou e ambos ficaram feridos. Mas logo o jovem Roque, então com 16 ou 17 anos, matou o soldado com um tiro de rifle e caiu “em desgraça” perante a justiça.

Para sobreviver em uma situação como esta, naquele sertão atrasado, só entrando para o cangaço. Foi em uma propriedade denominada Jurema que Roque entrou no bando de Lampião, que lhe deu apoio e ambos se tornaram grandes amigos.

Um Cangaceiro

Na reportagem Ângelo Roque detalhou que esperou 13 dias por Lampião na propriedade Jurema. Logo Roque ficou alcunhado no bando como Labareda. Comentou que Lampião sempre foi um homem de pouca conversa, mas era extremamente hábil na luta das caatingas. Labareda informou que passou dois anos andando junto a Lampião no seu bando, onde teve um grande aprendizado na arte da guerrilha nordestina. Devido a sua capacidade de comando e de combate, logo Labareda passou a comandar um subgrupo de cangaceiros.

No seu processo de regeneração, o antigo cangaceiro aprendeu a ler e escrever

Para Roque era normal Lampião ter cerca de 60 homens em seu bando. Já o famigerado cangaceiro Corisco andava com um grupo que tinha em torno de 20 a 25 combatentes e Labareda seguia com uma média de 15 cangaceiros. Nesta vida Ângelo Roque da Costa permaneceu 16 anos em luta, onde afirmou a reportagem ter combatido “200 vezes contra a polícia”.

Lembrou aos repórteres que seu primeiro combate, sem especificar datas, foi em Sergipe, onde cerca de 40 cangaceiros brigaram diretamente com vários policiais, sem perdas para os “cabras” de Lampião, mas com a morte de vários homens da lei.

Ângelo durante a entrevista

Para o cangaceiro Labareda os dias de cangaço eram “Dias miseráveis!”, onde os cangaceiros tinham um ódio extremo aos policiais e, assim que tinham alguma oportunidade, não perdiam a oportunidade de desfechar terríveis ações violentas contra os membros da “Força”.

Em seus relatos Labareda afirmou categoricamente que era “Um bandido”, que aquela vida lhe trazia muitas amarguras. Tanto que para conceder a entrevista ele perguntou primeiramente ao Professor Estácio de Lima se aquela exposição na imprensa seria positivo para ele. O Professor Estácio concordou.

Ângelo Roque e o Professor Estácio de Lima

Na época da entrevista Ângelo Roque era um pacato funcionário do Concelho Penitenciário da Bahia, morando em Salvador, onde trabalhava como auxiliar de confiança do Professor Estácio.

Na Prisão

Após a morte de Lampião em 28 de julho de 1938, o cangaceiro Labareda andou ainda quase dois anos pelas caatingas de armas na mão, tendo se entregado as autoridades no início de abril de 1940, em Paripiranga, Bahia. Logo ele e mais outros companheiros foram recambiados para Salvador.

Fim de Lampião e seu bando

Na capital baiana, nos primeiros contatos com a imprensa na Secretaria de Segurança, os cangaceiros já se encontravam de cabelos cortados e usando paletó e gravata, mas Labareda fazia questão de ser tratado pela patente de “capitão”. Na ocasião houve um encontro muito animado com o cangaceiro Juriti, que já se encontrava detido. Comentaram que do terraço da repartição chamou atenção dos agora ex-cangaceiros a chegada ao porto de Salvador do paquete “L’Argentine”.

Saracura, companheiro de cangaço e de prisão de Ângelo Roque

Após a sua entrega justiça, Ângelo Roque da Costa foi julgado e condenado a 95 anos de prisão, depois reduzidas a 30 anos e comutadas a apenas 10 anos de cárcere. Mesmo com condenações tão elevadas no início do seu período de detenção, ele manteve a calma e se tornou um prisioneiro de comportamento exemplar.

O antigo cangaceiro Labareda entre as cabeças de Corisco e Lampião

Primeiramente foi enviado para o “Campo Experimental de Ondina”, em Salvador, onde passou a cumprir seu tempo de prisão junto com os companheiros de luta.

Lembrou que na época do início do cumprimento de sua pena, lhe chamou atenção o interesse e a curiosidade provocada em várias pessoas pelos ex-cangaceiros. Recordou que em uma ocasião receberam a visita de Renato Monteiro, documentarista da “Tupy Films”, que realizou um pequeno filme (provavelmente pago pelo Governo Federal), mostrando a regeneração dos anteriormente temidos “Guerreiros das Caatingas”. Foram realizadas filmagens daqueles homens em uma lavoura, tendo sido capturado as imagens do antigo Labareda, de Saracura, Juriti, Jitirana, Velocidade e cinco outros ex-cangaceiros.

Inclusive pelo bom trabalho realizado nesta lavoura, em 1944, durante o período da Segunda Guerra Mundial, ele e outros 20 condenados pela justiça receberam um prêmio da LBA-Legião Brasileira de Assistência. Este programa era denominado “Hortas para a vitória!” e havia sido implantado para incrementar e ampliar o que hoje denominamos de agricultura familiar, tudo em prol do esforço de guerra brasileiro.

Ângelo Roque e a cabeça de Lampião
Como comentei anteriormente, não sei estatisticamente quantos dos cangaceiros que se entregaram as autoridades reincidiram no crime. Mas não deixa de chamar atenção pelas fotos aqui publicadas, como as autoridades faziam questão de propagar a regeneração dos antigos cangaceiros a imprensa brasileira.

Não sei se é utopia da minha parte, sei que os tempos e os problemas são outros, mas bom seria se alguém da área de direito penal, ou de alguma área relativa aos estudos penitenciários, se dispusesse a pesquisar mais a fundo estes casos específicos dos ex-cangaceiros.

Talvez o resultado de um trabalho assim, poderia trazer lições do passado que possam ajudar os “homens das leis” dos nossos conturbados e violentos dias, a terem uma nova abordagem para a recuperação dos nossos apenados".

https://tokdehistoria.com.br/2013/08/20/angelo-roque-a-regeneracao-de-um-cangaceiro/

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