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terça-feira, 12 de setembro de 2017

VIOLÊNCIAS E MAIS VIOLÊNCIAS

*Rangel Alves da Costa

Logo ao alvorecer desta segunda 11 de setembro, eis que recebo a notícia de uma tragédia ocorrida na cidade onde nasci, em Poço Redondo, no Sertão Sergipano do São Francisco.
A notícia repassada dava conta de que um jovem de cerca de 19 anos havia matado sua namorada de 18 anos e depois cometido suicídio. O fato acontecera numa chácara da família do jovem, que para lá havia levado sua namorada na noite anterior.
Não se conhece - e jamais se conhecerá as reais motivações para o assassinato seguido de suicídio -, comentando-se apenas que os dois jovens ora se afastavam ora reatavam o namoro. Comentam que ela procurava se afastar dele, mas que naquela noite aceitou acompanhá-lo.
Não obstante tamanha tragédia, não demorou muito e chega outra informação igualmente estarrecedora. Desta feita, o gerente de um posto de combustíveis da cidade havia sido assassinado numa das principais avenidas, enquanto se dirigia a uma agência bancária para realizar depósito.
Desta feita, uma nítida situação de latrocínio, vez que os marginais ceifaram a vida do senhor objetivando roubar o dinheiro que o mesmo levava para depositar na agência bancária. Certamente já conhecendo seu percurso e o seu costume de seguir caminhando até o banco, esperaram somente o momento mais apropriado.
Quer dizer, numa mesma manhã e uma cidade pequena como Poço Redondo já tem seu segundo dia na semana iniciado com o sangue escorrendo por todo lugar. A população ainda estupefata, sem querer acreditar na tragédia envolvendo os jovens, e de repente se espalha a notícia de outra tragédia.
A pequena Poço Redondo ainda não está refeita - e certamente jamais se esquecerá do sangue derramado - do espanto e dar dor. A população ainda chora, ainda sofre, ainda procura entender o porquê de tanta e tamanha violência. Hoje foram os últimos adeuses, as despedidas. E só mesmo Deus para saber confortar as famílias e os amigos.
Ainda na manhã de ontem postei numa rede social um pequeno texto intitulado “Amor tragédia”. Mais de 600 curtidas, comentários sem fim, e estes ora apenas ainda espantados com o acontecido e outros dizendo a sobre a minha neutralidade na abordagem do problema. Não procurei a neutralidade, apenas achei inconveniente abrir mais as feridas já dilacerantemente abertas. Eis o que escrevi:
“Shakespeare talvez dissesse que o drama é próprio do amor, jamais a tragédia a sujar do sangue o bem tão amado. Contudo, infelizmente foi isso com aconteceu com os dois jovens de Poço Redondo, com Arina e Pedro. Mas o que poderia fazer com que o jovem desfolhasse a flor da vida de sua amada e em seguida dizimasse a própria vida? Ciúmes, paixão doentia, cegueira amorosa, apenas insanidade? Nada do que se diga se levará à verdade. Suponha-se o que quiser, mas somente os labirintos íntimos da alma daquele jovem poderiam dar as respostas, mas já impossível de acontecer. Mas mesmo no sangue derramado os indícios de um amor que não soube superar as desavenças próprias do coração. Amor demais, amor doentio, paixão desmedida? Apenas o silêncio como resposta. Quem ama não mata, já muito foi dito e repetido. Sim, não mata a pessoa amada, mas o amor tido por aquela pessoa e que parece lhe ter saído das mãos. Pena que o amor sentido está na pessoa e com ela também se vai toda a vida. Agora todas as respostas com Deus. E com Deus também a clemência e a acolhida às duas vidas que tão cedo disseram adeus. Que o Senhor os acolha no reino da eternidade!”.
E ainda o espanto, ainda a dor. Vidas que se foram pelas insanidades desse mundo demasiadamente desumano.

Escritor
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JORGE REMÍGIO COM SEUS AMIGOS CANGACEIRÓLOGOS


Com a minha querida amiga Lili Neli no Cariri Cangaço Água Branca-AL. Filha do casal de Cangaceiros Moreno e Durvinha. 


Reside em Belo Horizonte e sempre presente nesses grandiosos eventos sobre Cangaço e temas afins. Beijos Lili.

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GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO - FJA


RELEASE
Natal (RN), 11 de setembro de 2017

Seminário resgata vida e obra intelectual de Vingt-un Rosado

Um dos grandes intelectuais da história do Rio Grande do Norte será homenageado através de um vasto painel que retrata à contribuição à cultura do Estado e sua trajetória de vida. O Teatro Municipal Dix Huit Rosado (Av. Rio Branco S/N, Centro, Mossoró) abriga nos dias 25 e 26 de setembro o seminário “Cultura: O País Vingt-un – Contribuição do professor Vingt-un Rosado para a Cultura Potiguar”.

O debate terá a participação de escritores, pesquisadores, intelectuais, professores universitários, representantes de instituições, amigos e familiares do intelectual que irão apresentar aspectos sobre o trabalho desenvolvido pelo criador da Coleção Mossoroense.

O seminário é promovido pelo Governo do Estado (Fundação José Augusto, Secretaria Estadual de Educação) Fundação Vingt-un Rosado, Prefeitura de Mossoró (secretarias de Educação e de Cultura) e Sociedade Amigos da Pinacoteca. O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser realizadas pelos telefones (84) 3315 50 80 e 3315 5046.

Palestra e Biografia

Na abertura, marcada para dia 25 às 19h, o jornalista e escritor Vicente Serejo realiza a palestra “Vingt-un: Uma militância Editorial”, fala sobre uma das ações mais contundentes de Vingt-un: a Coleção Mossoroense.

Na mesma noite será lançada a biografia autorizada “O Criador do País de Mossoró”, assinada pelo pesquisador Geraldo Maia, que versa sobre a vida e obra de Vingt- un.O livro tem a orelha assinada por Maria Lucia Rosado e ilustrações do artista visual Iran.

Mesas redondas

O dia 26 será dedicado a um amplo debate sobre a contribuição do professor à cultura do estado: a partir das 8h será realizada a mesa redonda “Vingt- un: com açúcar e com afeto”, com a participação dos familiares Cid Augusto, Betinho, Tasso (sobrinhos), Vingt-un e Frederico (netos) e do amigo Caio César Muniz, que trarão depoimentos e histórias sobre a obra do intelectual Vingt-un.

Às 14h tem início a mesa redonda “Vingt-un: professor e intelectual”, com a presença dos doutores e professores Ailton Fonseca (UERN), José Lacerda Felipe (UFRN), Ludmila Oliveira (ACJUS) e Aécio Cândido (UERN), que desenvolveram estudos científicos ou analisaram direta ou indiretamente a obra do professor.

A partir das 19h uma grande mesa redonda, “Vingt-un: Fazendo Escolas”, com a participação de representantes de instituições criadas e apoiadas pelo intelectual, encerra o seminário. Participam a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (Museu Municipal Lauro Escóssia), o reitor da UERN, Pedro Fernandes Ribeiro, o reitor da UFERSA, José de Arimateia de Matos o pesquisador Wilson B. de Mouram da Biblioteca Ney Pontes, o presidente da Academia de Letras, Helder Heronildes, o presidente do ICOP, Benedito Vasconcelos Mendes e o presidente da Fundação Vingt-um Rosado, Dix-sept Sobrinho.

Biografia do intelectual

Jerônimo Vingt-un Rosado Maia nasceu em 25 de setembro de 1920, filho de Jerônimo Rosado e dona Isaura Rosado Maia. Era o vigésimo primeiro filho de uma família numerosa. O nome vem exatamente da sequência à ordem numérica francesa dos nomes que Jerônimo Rosado dava aos filhos,

Segundo o biógrafo Geraldo Maia, Vingt-un teve uma infância normal e desde cedo se dedicou aos empreendimentos intelectuais, preferindo acompanhar a atividade do irmão mais velho, Tércio, filho do primeiro matrimônio do seu pai, que era um homem culto, poeta, amante dos livros e pioneiro do cooperativismo no Estado. E foi ainda na juventude que começou a cultivar o gosto pelos livros e pela pesquisa histórica. Na adolescência atuou como bibliotecário no Colégio Santa Luzia.

Em 1940 partiu para Lavras/MG para estudar agronomia, onde desenvolveu gosto pelos livros, as letras e a pesquisa. Concluindo o curso em novembro de 1944, voltou para Mossoró para desenvolver atividades junto à empresa familiar que atuava na área de exploração de gesso e paralelamente começou a desenvolver um trabalho no campo cultural, que culminou com a criação da Coleção Mossoroense.

Caminho da Cultura

Apesar de pertencer à tradicional família de políticos que comanda Mossoró por gerações, preferiu enveredar mesmo pelo caminho da cultura. Na verdade, chegou mesmo a disputar dois cargos eletivos. A primeira vez candidatou-se a Prefeito de Mossoró, perdendo por uma margem de 0,4% em 1968. Em 1972 elegeu-se vereador com a maior votação proporcional da história de Mossoró, até aquela data. Mas foi mesmo na área cultural que se destacou, tornando-se ícone da cultura local. Em 1940, com apenas 20 anos, publicou o seu primeiro livro, que recebeu o título de “Mossoró; seguiram mais de 200 obras voltadas para a antropologia e estudo das secas.

Vingt-un esteve sempre presente em várias frentes de atividade cultural, tanto no município como no Estado. Foi professor fundador de três faculdades e idealizador da URRN, hoje Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Fundador e duas vezes diretor da ESAM, hoje Universidade Federal Rural do Semiárido e professor Honoris Causa da UERN.

 Integrou o Conselho Estadual de Cultura, foi membro de quatro Academias em dois Estados da Federação, tendo sido criador e ex-presidente de duas delas, a Academia Norte-rio-grandense de Ciências e a Academia Cearense de Farmácia. Faleceu em 21 de dezembro de 2005, aos 85 anos de idade, deixando uma imensa contribuição intelectual para a história do Rio Grande do Norte.

Serviço

Seminário “Cultura: O País Vingt-un – Contribuição do professor Vingt –un Rosado para a Cultura Potiguar”.

Datas: 25 e 26 de setembro

Local: Teatro Dix Huit Rosado (Av. Rio Branco S/N, Centro, Mossoró)
Inscrições: 84) 3315 50 80 e 3315 5046.
Informações: www.cultura@rn.gov.br

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CARIRI CANGAÇO DE ÁGUA BRANCA

Por Junior Almeida

O título é esse mesmo: CARIRI CANGAÇO DE ÁGUA BRANCA. O Cariri Cangaço de Delmiro? Esquece. Ficou só na expectativa frustrada. A antiga cidade da Pedra, que deixou de faturar com quem não foi pro encontro, só serviu de pouso para quem foi ao evento. Abnegados pesquisadores amantes da história, e acima de tudo amigos, estiveram no último sábado (9) na cidade de Água Branca, Sertão de Alagoas, para mais um evento do mais importante grupo de estudos de temas nordestinos do Brasil, o Cariri Cangaço. A princípio a caravana iria também a Delmiro Gouveia, para palestras e visitas técnicas, mas que por uma santa força menor, deixou de ir.


Esquecendo as adversidades e tocando bola pra frente, telefones, Facebook e “zap zap” funcionaram a todo vapor, e em pouco tempo a família Cariri Cangaço decidiu se encontrar. Combinou tudo e não deixou a peteca cair, resolveram que iam fazer o encontro “na tora”! Fizeram. E que encontro!

Na chuvosa manhã do sábado, pouco antes das 10 horas, o “gentleman” Edvaldo Feitosa já esperava a comitiva do Cariri Cangaço na imponente Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Água Branca. Do templo os pesquisadores foram até o auditório da secretaria de educação, onde em um recinto super lotado as autoridades, como o prefeito Zé Carlos, o vice Maciel Coito e o deputado Gilmar Barros, deram as boas vindas aos pesquisadores dos vários Estados.

Da SEMED visitantes e moradores retornaram para a praça da igreja, onde assistiram duas apresentações culturais: dos curumins Kalankós e dos Guerreiros de Santa Joana, e em seguida foram ao “esconderijo” do coronel Delmiro Gouveia, quando esse se refugiou em 1902 com uma moça roubada em Pernambuco, a Fazenda Cobra, do Coronel Ulisses Luna, numa região de exuberante beleza. A casa sede da propriedade tem 36 colunas e ainda nos dias atuais impressiona por sua grandiosidade e os montes que cercam a “fortaleza” parecem paredes naturais que deixam encantados a todos.

Da Cobra o grupo foi para a Fazenda Quixabeira, onde se realizou a tradicional missa do vaqueiro, organizada pelo vice-prefeito Maciel Coito. Como o que é bom dizem que dura pouco, o dia passou que parecia meia hora, e logo a noite chegou, com todo povo voltando à cidade de Água Branca e depois para a Pousada da Pedra. Todo mundo satisfeito com o dever cumprido, como sucesso do encontro, já com saudades do que acabara de ocorrer e na expectativa para o Cariri Cangaço de Floresta.

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TIPOS POPULARES DO MENDES

Por Clerisvaldo B. Chagas, 2 de janeiro de 2013. - Crônica Nº 939

Todo o Nordeste é rico em historietas de personagens locais interessantes. Aqui em nossa terra, amigo José Mendes Pereira, certo comerciante não conseguia receber os fiados anotados em um caderno. Chamou, então, um sujeito, muito engraçado, músico e que gostava de contar passagens bonitas. Fez-lhe uma proposta de 50% do pagamento recebido dos fiados, se o músico conseguisse receber dos seus clientes. Fechado o negócio, o esperto, que se chamava Lourival Amaral, não deu tréguas aos devedores do comerciante. Recebia as dívidas de qualquer maneira: em dinheiro, em aves, bezerros, porcos, galinhas e assim por diante, mas nada de aparecer perante o dono do comércio.

José Mendes Pereira

Lendo o artigo de José Mendes Pereira no seu blog no qual participo (com muita honra) e o acompanho, deparei-me com Pedro Leão. Pedro Leão era um personagem popular, comerciante com suas manias, com seu modo de vida diferenciado que, esquecido, caiu no resgate da perspicácia do Mendes no seu blog (blogdomendesemendes.blogspot.com.br). 

Primeiro, é feita uma reflexão sobre os registros da história elaborada mais para elite, enquanto os atores secundários da vida vão passando e ficando esquecidos. 

Aqui, acolá surgem escritores, jornalistas, colunistas, preocupados com o cotidiano das ruas e passam a observar tipos curiosos da cidade que irão posteriormente para anotações. 

Na minha terra têm pessoas que resgatam esses tipos populares inusitados, o bêbado, o doido, a prostituta, o estudante, o comerciário que chamam a atenção pelo modo diferente de ser. 


José Mendes, lá para as bandas de Mossoró, teve sua atenção despertada para o comerciante de ferragens Pedro Leão e seu hábito de beber cerveja após o meio expediente. O modo de contar as cervejas bebidas e os tira-gostos trazidos para o lápis do garçom tinha mesmo que ser registrado por alguém. 

Como contabilizar os tira-gostos contando por apenas uma perna de cada rolinha digerida e, as cervejas, pelas tampas, ao invés de garrafas vazias? Somente lendo o Mendes no seu artigo “Pedro Leão”, de 17 de julho de 2011, o prezado leitor ficará sabendo.
  
Cansado de esperar o resultado, o comerciante procurou o músico e perguntou-lhe sobre o negócio. Este respondeu que tinha conseguido receber apenas 50%. “E aí, como ficamos?” “Bem ─ respondeu o músico ─ recebi apenas a minha parte, os 50% combinado, o restante eu desisti”.

Amigo José Mendes Pereira, continue registrando esses fatos inéditos da terra que expulsou Lampião e enfeixe-os num livro de coisas engraçadas. Mossoró há de reconhecer o seu trabalho. Eu mesmo quero ler mais histórias dos TIPOS POPULARES DO MENDES.


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UM BLOG BEM CONCEITUADO

Por José Mendes Pereira
Adinalzir Pereira Lamego

Você que é amante da cultura brasileira, e que vive na Internet pesquisando sobre ela, faça uma visitinha ao blog "Saiba História" - http://saibahistoria.blogspot.com, do nosso ilustre carioca professor Adinalzir Pereira Lamego, pois no seu blog são postados os maiores acontecimentos no Brasil, principalmente sobre D. Pedro I e D. Pedro II.

Ele aguarda a sua visita e agradece com orgulho. Comente também, no final da página tem o quadro de comentários para você escrever sobre o texto publicado que você o leu.

As histórias publicadas no blog "Saiba História" são boas, e que você já as ouviu falar, mas que não sabe de tudo.

https://saibahistoria.blogspot.com.br/

Dom Pedro II e a esposa Tereza Cristina de Bourdon Duas Sicílias em 1886 época de suas visitas à Ponte Nova-MG.

"NOTA: TEREZA CRISTINA FALECEU AOS 67 ANOS, OU SEJA: TRÊS ANOS, APÓS A SUA VISITA Á PONTE NOVA.

Teresa Cristina nasceu em Nápoles, Itália, em 14 de março de 1822, e faleceu de depressão, em Portugal, na cidade do Porto em 28 de dezembro de 1889, apelidada de "Mãe dos Brasileiros" e "Santa dos Imigrantes Italianos", foi a esposa do imperador D. Pedro II e imperatriz consorte do Império do Brasil de 1843 até a abolição da monarquia em 15 de novembro de 1889. 

Nascida como uma princesa do Reino das Duas Sicílias, era filha do rei Francisco I, pertencente ao ramo italiano da Casa de Bourbon e Conti, fidalgos da atual cidade de Luca Gioviano, e sua esposa a infanta Maria Isabel da Espanha.

Ela se casou por procuração com Pedro II em 1843. 

As expectativas de seu marido eram altas devido a um retrato que lhe havia sido presenteado em que Teresa Cristina era mostrada como uma beleza idealizada, porém ele ficou insatisfeito com aparência simples da noiva ao encontrá-la pela primeira vez. 

A relação do casal melhorou com os anos apesar do começo frio, principalmente por causa da paciência, bondade, generosidade e simplicidade de Teresa Cristina. 

Essas características também lhe ajudaram a ganhar os corações dos brasileiros e dos primeiros imigrantes no Brasil aportados, com sua distância de controvérsias políticas lhe protegendo de críticas. 

Ela também patrocinou estudos arqueológicos na Itália e ajudou na imigração italiana para o Brasil, doando terras e dinheiro a estes imigrantes.

O casamento de Teresa Cristina e Pedro nunca se tornou uma paixão romântica, porém um laço se desenvolveu baseado na família, respeito mútuo e afeto. 

A imperatriz era uma esposa obediente, sempre apoiou fielmente as posições do imperador e nunca demonstrou suas próprias opiniões em público. 

Ela manteve-se em silêncio na questão das supostas relações extra-conjugais do marido – incluindo um caso com a aia de suas filhas. 

Em troca, era tratada com enorme respeito e sua posição na corte e em casa sempre esteve assegurada. 

Dos quatro filhos que Teresa Cristina e Pedro tiveram, dois meninos morreram na infância e uma filha morreu de febre tifoide aos 24 anos.

família imperial brasileira foi exilada em 1889 depois de um golpe de estado republicano organizado por oficiais militares (Marechal Deodoro da Fonseca e seu Bando)".

http://marcodomenici.blogspot.com.br/2015/12/a-visita-de-dom-pedro-ii-ponte-nova-em.html

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CASTRAÇÃO NO CANGAÇO | O CANGAÇO NA LITERATURA #75

https://www.youtube.com/watch?v=sloGNDeyAFE

Sabem como se castrava dentro do cangaço? Era assim, assista

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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.
franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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A ATUAL GESTÃO ACENDENDO A LUZ DA CULTURA DE POÇO REDONDO

*Rangel Alves da Costa

Todos de Poço Redondo - e até da capital sergipana e outras distâncias nordestinas - sabem muito bem o quanto venho lutando pelo reconhecimento e valorização de nosso potencial, histórico, cultural, turístico e geográfico. E uma luta não apenas para dizer que Poço Redondo tem, que é rico em potencialidades, que é um orgulho para o conterrâneo e para o sertanejo, mas principalmente para que nossas riquezas passem a ter visibilidade, sejam responsavelmente exploradas e, por consequência, passem a gerar emprego, renda, benefícios às comunidades ribeirinhas, de artesãos, de artistas, de pequenos empresários da gastronomia regional, de guias turísticos, enfim, de todos aqueles que se envolvam com nosso produto econômico mais precioso e que nunca foi explorado: o turismo histórico, o turismo geográfico, o turismo cultural.
Ora, temos Angico, temos Maranduba, temos a Serra e o Quilombo da Guia, temos a Estrada de Curralinho, temos cavalhadas, cavalgadas, vaquejadas, temos o Mestre Tonho, temos Zefa da Guia, temos a memória de Alcino Alves Costa, temos grupos de xaxado da melhor qualidade, temos folguedos e tradições, temos maravilhosos artesãos do couro e do barro, do bordado e da renda, temos artistas surpreendentes, temos cordelistas e escritores, tempos uma riqueza sem fim.
E onde tudo sempre permaneceu? Quase no esquecimento ou no esquecimento total. As demais gestões, ao promoverem eventos relacionados à cultura poço-redondense, sempre o fizeram no âmbito escolar, em datas que chamavam às escolas municipais à participação. Mas nunca para traçar uma estratégia de cuidado contínuo com as nossas riquezas, atrativos e potencialidades. E isso também foi um erro de meu pai Alcino quando prefeito por três gestões, pois nunca teve a visão de semear desde aqueles idos aquilo que mais tarde seria muito cobrado por ele próprio. Como todos sabem, já afastado de disputas eleitorais, Alcino se entregou de corpo e alma à defesa da história e da cultura de seu tão querido Poço Redondo. E foi a partir de sua luta que Poço Redondo passou a ser conhecido e valorizado noutros rincões brasileiros. E também ele próprio, pois é infinitamente mais valorizado como escritor e pesquisador noutras regiões brasileiras do que no seu berço de nascimento e luta.
Meu pai ainda estava entre nós quando eu já - e desde muito - seguia os passos de sua luta. Sempre fui defensor do alavancamento de nossas potencialidades e também crítico voraz de todo aquele administrador que sempre negligenciou nossa história, nossa cultura, nossas potencialidades turísticas, nossas imensas riquezas. Mas jamais fui ouvido pelos gestores, jamais tive ressonância em qualquer pleito que fizesse na luta por uma política cultural séria para o nosso município. O que pedi pelo Memorial também me foi negado, que era uma simples ajuda para sua manutenção. Mas mantive e manterei assim mesmo, ainda que somente eu saiba o quanto dói saber que uma administração municipal simplesmente dá “banana” para tudo que permita valorização de nossa história e de nossa cultura.
Mas, enfim, sinto que algo de bom vem lentamente surgindo. Como escrevi outro dia, aquela luz tão esperando no fim do túnel já começa a faiscar, já começa a acender. Afirmo isso por que sinto no prefeito Júnior Chagas um real comprometimento com aquilo que Alcino, Rangel, Belarmino e tantos outros, sempre lutaram, mas que sempre foi negligenciado, simplesmente deixado de lado. Sinto em Júnior Chagas não só a palavra de compromisso como a ação efetiva. Exemplo maior é a sua postura com relação ao Cariri Cangaço Poço Redondo 2018: Vamos fazer. Vamos fazer e o mais bonito que possa existir. Para tal a prefeitura municipal de Poço Redondo não medirá esforços.
Ora, não é todo dia que um prefeito vai sentir de perto, em terras distantes, a importância de um evento tão grandioso como o Cariri Cagaço. E o prefeito Júnior Chagas esteve em Exu para conhecer e manter os primeiros contatos com os responsáveis pelo evento. Igualmente não é todo dia que um prefeito faz questão de receber na prefeitura um grupo imenso de conselheiros, escritores, pesquisadores e estudiosos, todos envolvidos com o Cariri Cangaço. E isso ocorreu no último dia 08.
E mais. Fez questão de comparecer a Curralinho, local da primeira reunião geral para o Cariri Cangaço Poço Redondo 2018, levando consigo grande parte de seus auxiliares. Tal atitude não objetivou mostrar força administrativa, e sim fazer com que seus auxiliares, desde aquele momento, conhecessem a importância do evento e chamassem para si também a responsabilidade pelo seu sucesso.
E o prefeito surpreendeu-me ainda mais. Fez questão de convidar Manoel Severo (curador e principal responsável pelo Cariri Cangaço) e também Rangel para que o acompanhasse na viagem, no seu veículo. O que ouvi do prefeito durante o percurso me deu a certeza de que doravante - e com fé em Deus - Poço Redondo vai se orgulhar ainda mais de suas riquezas históricas e culturais. Enfim, aquela luz tão esperada!

Escritor
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CASARÃO DA BARONESA DE ÁGUA BRANCA-AL.


Casarão da baronesa de ÁGUA BRANCA-AL.

Membros do Cariri cangaço na programação realizada 09-09-2017, sob a coordenação de Edvaldo Feitosa.

Isso, é o Cariri cangaço..! Só vai quem tem sangue no olho. É isso Cangaceiros Cariri / Dr. Manoel Severo Barbosa ???

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CANÁRIO.

 Por ‎Ian Fermon Queiroz‎

Bernadino Rocha era natural de Poço Redondo-SE, e passou três anos na vida de cangaceiro. Tendo seu próprio subgrupo.

Titulado o cangaceiro mais feio, teve como companheira Adília. Ambos já eram namorados antes da vida de cangaceiro, e Adília dizia que o pai não a deixava usar maquiagem nem cuidar do corpo, por esta razão acompanhou Canário. Mas foi enganada, pois Bernadino falou que ia para o sul e a perguntou: “Adília, eu vou pro sul, você vai comigo?” e ela a respondeu que com ele ela iria até para o inferno. E ela foi para o inferno que era a vida de cangaceiro.

Canário teve crises de ciúmes em relação a Adília, e o pior, achou que ela estava lhe traindo com Delicado, que era irmão de Adília, e quase lhe matou enforcada.

Era para estar presente na reunião de Angico, porém não foi.

Não quis se entregar, e por este motivo foi morto pelo cangaceiro Penedinho, que era primo de Adília. Sua cabeça foi entregue às volantes, e Penedinho recebeu anistia.

Fontes: AS ENTREGAS-Luiz Ruben, CANGACEIROS E JAGUNÇOS-Renato Bandeira.
Foto: Penedinho, Catingueira e Canário. foto de Benjamin Abraão. 
Acervo ABAFILME.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O SALÁRIO DA MORTE: FILME RODADO EM POMBAL SERÁ EXIBIDO E DEBATIDO NA UERN

Por Marcelino Neto

O filme “O Salário da Morte”, um clássico da cinematografia nordestina, rodado na cidade de Pombal no ano de 1970 será exibido e debatido no auditório as FAFIC/UERN.

A data foi definida para o dia 16 de outubro no ensejo do Projeto de Extensão CineSofia, coordenado pelo Prof. Dr. Ramos Neves, do Departamento de Filosofia da instituição de ensino superior.

Dentro da programação, será exibido ainda a documentário “Lição de Fogo”: A aventura do primeiro longa-metragem paraibano de ficção, trabalho de conclusão de curso da jornalista pombalense Larissa Claro.

O Salário da Morte é um filme dirigido pelo cineasta paraibano Linduarte Noronha. Trata-se do primeiro longa-metragem de ficção produzido na Paraíba, na cidade de Pombal, em 1970. Teve sua montagem assinada por João Ramiro Mello.

Baseado no conto "Fogo", de José Bezerra Filho, o roteiro foi escrito por Linduarte Noronha, Antônio Barreto e Neto Jurandir Moura.

Aclamado pela crítica e vencedor do prêmio Manuel Antônio de Almeida, promovido pela Secretaria de Educação do Estado da Guanabara, o romance Fogo! (1970) é tipicamente nordestino.

HISTÓRIA

Reflete um ambiente sertanejo onde ainda impera a figura truculenta do coronel da roça, senhor inquestionável dos bens e da vida dos seus subordinados.

A trama central da história gira em torno da pistolagem de aluguel e dos assassinatos que vão sendo cometidos para satisfazer os interesses dos seus mandatários.

Essa modalidade de crime, consagrada no meio rural, é uma herança do coronelismo - fenômeno decorrente do desdobramento da Guarda Nacional criada durante o Império, quando foram conferidos poderes de policiamento às oligarquias regionais.

Trata-se de um recurso utilizado geralmente para resolver litígios relacionados a questões de terras que não podem ser enfrentados pela via legal, como disputas políticas, desafetos pessoais e afetivos, desentendimentos com a vizinhança ou dívidas pessoais.

O chefe político do lugar é morto a tiros por um pistoleiro profissional e a cidade, localizada no sertão nordestino, passa a viver em clima de apreensão. Para solucionar o crime, um juiz é enviado da capital, a fim de realizar o inquérito, e também é assassinado.

A história, porém, é centrada no drama de uma família pobre que se torna refém de elementos ligados ao Sindicato do Crime.

Joaquim Pedro e Dona Severina pressentem o perigo que paira sobre a sua família, mas por estarem endividados, cedem ao pedido de Vicente Pitanga, chefe da criminalidade e mandante do assassinato do seu rival Chico Gregório, para acobertar o pistoleiro em sua casa. Gedeão e Joaninha, os seus filhos, participam atônitos à evolução do drama.

A fim de evitar que o pistoleiro conte sobre o assassinato, Vicente Gedeão manda matá-lo e também a Joaquim Pedro e Gedeão, que haviam sido presos para prestar esclarecimentos sobre o pistoleiro.

Ao final, Joel, o filho mais velho de Joaquim Pedro, chega à cidade após passar um longo período dirigindo o seu caminhão pelas estradas.

O personagem invisível, mas sempre presente, desde o início da história, é a organização Sindicato do Crime: a sua onipresença na localidade direciona as ações principais em que os personagens se envolvem, distribuindo pavor entre a população e alçando à condição de protagonista do filme.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MAIS DUAS EXCELENTES OBRAS SOBRE CANGAÇO CHEGARAM ESTA SEMANA PARA RESIDIREM EM MINHA ESTANTE

Por José Mendes Pereira

No dia 30 de agosto de 2017, recebi na minha casinhola o livro que tanto os pesquisadores, escritores, leitores do cangaço e eu, esperávamos, com o título “LAMPIÃO E O CANGAÇO NA HISTORIOGRAFIA DE SERGIPE” VOLUME I (os volumes II, III, IV e V serão lançados posteriormente), escrito pelo pesquisador do cangaço Dr. Archimedes Marques um dos mais competentes com suas pesquisas sobre o movimento social dos cangaceiros. 

Além deste, recebi também o livro "SILA DO CANGAÇO... AO ESTRELADO" escrito pela sua esposa, a escritora e pesquisadora do cangaço Elane Marques. 


Agradeço  ao nobre escritor e pesquisador do cangaço Dr. Archimedes Marques por sempre lembrar deste estudante do cangaço e da minha humilde estante, que aos poucos, está aumentando os seus hóspedes.

Os interessados pelos livros citados é só entrarem em contato com o escritor Dr. Archimedes Marques através deste e-mail: archimedes-marques@bol.com.br, que serão atendidos imediatamente. 

Aos autores o meu agradecimento e continuaremos, o blog e eu ao inteiro dispor dos escritores Dr. Archimedes Marques e Elane Marques.

Estudante do cangaço José Mendes Pereira

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MUSEU DO SERTÃO


Benedito Vasconcelos é professor da Universidade Estadual do Rio Grade do Norte, ex-diretor da ESAM - Escola Superior de Agrucultura de Mossoró, nos dias de hoje UFERSA - Universidade Federal Regão Semi-árida, escritor, pesquisador do cangaço, presidente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e membro de outros entidades...

https://www.youtube.com/watch?v=igna8hjzX9Q

O maior museu do Brasil que retrata o homem do sertão. Pertence ao Dr. Benedito Vasconcelos e fica em Mossoró no RN.

Vídeo produzido pela laservideoproduçoes do pesquisador do cangaço e cineasta Aderbal Nogueira. 

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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