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quarta-feira, 4 de abril de 2018

UM EPISÓDIO ÉPICO: AS AVENTURAS DO BÁRBARO CANGACEIRO ZÉ PINHEIRO

Por Francisco Fernandes do Nascimento
Fotos do Quintino

A história que eu vou contar, ouvi-a em menino, depois adolescente e agora já a caminho da maturidade. Ouvi-a dezenas, talvez centenas de vezes, e jamais perdeu o sabor de novidade, e os heróis que a viveram continuaram na admiração do menino, do rapaz e do homem feito. Ouvi-a de meu pai, aquele que nela foi, sem dúvida, uma das figuras mais salientes. É um capítulo à parte da história sangrenta que convulsionou o Ceará em 1914, quando o caudilhismo imperava no interior do Brasil com o beneplácito do próprio Governo central – uma revolução de sangue que custou muitas vidas, inclusive a de um oficial dos mais brilhantes e que tem hoje o seu nome numa das ruas de Fortaleza: J. da Penha. Não irei analisar as causas que determinaram a Rebelião de Juazeiro contra o General Franco Rabelo, então à frente do Governo do Ceará, após aquele oficial haver derrubado uma oligarquia de vários anos. Direi apenas, baseado nos fatos históricos, que o Padre Cícero, o levita cearense, para enfrentar o Governo que o hostilizava e contra o qual afinal se revoltou, viu-se obrigado a utilizar, para a formação do seu exército de jagunços, não só aqueles que lhe devotavam respeito e obediência cega, mas também os celerados que àquela época infestavam os sertões nordestinos. Vitoriosa a revolução, com a deposição do Presidente do Estado pelas forças dos jagunços dirigidas pelo médico Floro Bartolomeu da Costa, Secretário e homem de confiança do Padre Cícero, de cujo prestígio se valeu mais tarde para se eleger deputado federal pelo Ceará, e bem assim pelo Dr. José de Borba, constituinte de 1946, as hordas heterogêneas regressaram a Juazeiro. Os bem-intencionados ensarilhavam seus trabucos, guardaram os seus punhais e os substituíram pelo rosário. Os outros, os que saquearam durante a arrancada do fundo do sertão para o litoral, não fizeram o mesmo. Pretendiam continuar roubando, matando, transformando a cidadezinha pacata e ordeira no “far west” do tempo da corrida do ouro californiano.


UM HOMEM DE CORAGEM

Habituado à obediência absoluta do rebanho que dirigia com mansuetude e carinho paternal há quase meio século, o Padre Cícero viu periclitar sua autoridade no seio dos celerados desenfreados, que tinham como chefe Zé Pinheiro, o mais temível e desalmado bandoleiro alagoano, o qual, pela sua valentia, tivera parte saliente nos combates dos revoltosos contra as forças legais. Decidido, porém, a fazer com que voltasse o império da lei e da ordem à terra que fundara, o velho sacerdote escolheu para isto um homem da sua confiança, honesto e não menos corajoso, a quem nomeou Delegado de Polícia e de quem exigiu mão de ferro para a realização da obra de expurgo dos elementos indesejáveis. Quintino Feitosa aceitou o mandato que lhe outorgava o amigo e guia espiritual, muito embora soubesse das dificuldades que teria de arrostar, pondo em risco a própria vida. Não podia contar com a Polícia, necessitando, assim, recrutar homens de boa-vontade e valentia, entre uma minoria de honestos. Conseguiu menos de uma vintena (sua valente e fiel esposa, inclusive) para enfrentar uma horda de mais de mil. Meu pai figurava entre os nomes desses heróis, dos quais restam uns poucos, perdidos nesse mundo de Deus. Não contava mais de 17 anos e já possuía quase 3 anos da experiência amarga do uso do bacamarte e do rifle na luta contra os poderosos. Com 14 anos, apenas, com o pai e os irmãos, defendera o seu clã na Alagoa do Monteiro, Paraiba, ameaçada e, por fim, invadida pelos cangaceiros do Dr. Santa Cruz, poderoso caudilho dos sertões do Nordeste do começo do século. Perseguira Antônio Silvino, bandoleiro tão famoso quanto Lampião, e fora por fim parar em Juazeiro, atraído talvez pelo seu espírito de aventura e por saber também estar ali um parente precisando da sua coragem e da sua lealdade. A investidura de Quintino Feitosa foi assinalada por hostilidades e desacatos de Zé Pinheiro e seus apaniguados, que numa atitude acintosa à autoridade e ao Padre Cícero se tornaram mais ousados. Quintino, porém, não era homem para ser desmoralizado. Possuía uma tradição de valentia, herdada dos seus antepassados dos Cariris Velhos, Paraíba. Aos atos de desrespeito e provocação dos celerados, respondeu com medidas saneadoras e 

DEZOITO CONTRA MAIS DE MIL

Animados pela vantagem numérica que possuíam sobre aqueles pouquíssimos mantenedores da lei, sabendo, por outro lado, que a própria Polícia estava do seu lado, Zé Pinheiro e seu bando resolveram levar a cabo uma façanha mais ousada. Atacaram a Coletoria Estadual, que tinha como Coletor o Coronel Francisco Neri da Costa Morato, cunhado de Quintino e do engenheiro Teógenes Rocha, que iria, mais tarde, dirigir a Rede Viação Cearense e, por fim, a Central do Brasil. A coragem do delegado e dos seus companheiros transformou, todavia, o ataque dos bandoleiros num enorme conflito, com ação em toda a cidade e a duração de nada menos de 23 horas. Durante um dia e uma noite o punhado de corajosos, que não chegava a uma vintena, enfrentou mais de mil inimigos. Os ataques se sucediam em cargas de bacamarte e rifle, primeiro contra o baluarte que foi a Coletoria, depois contra a casa de Quintino. Era uma luta desigual, que só o milagre da valentia mantinha acesa por tanto tempo.

OS NOMES DOS HERÓIS

Eram sete, apenas, os defensores da Coletoria: Cícero Jose do Nascimento (meu pai), José Joaquim Grande (hoje oficial da Polícia Alagoana), seu irmão João Joaquim Grande (assassinado em 1915 na cidade de Missão Velha, Ceará, por mariano Delfino), Manuel Belarmino (falecido), Santo Catingueira (assassinado anos depois), João Germano, Mário I (assassinado em Pesqueira, Pernambuco). Defendiam a casa de Quintino nove homens e duas mulheres. Eis os nomes desses valentes, que escreveram a mais bela e eloquente página de coragem de que há exemplo: João Batista, Antônio Romeiro I, Miguel Marinho, Antônio Romeiro II, Velho Martins, Leobardo de tal, Mário II (que doente de varíola lutou como um bravo), Luís Batista, Quintino Feitosa, sua esposa Agostinha da Costa Morato Feitosa e Petronília, filha adotiva do casal.

O ATAQUE

O ataque começou na Coletoria, às últimas horas de um dia de feira. Eram ondas sucessivas, os bandoleiros investiram com fúria sobre o reduto; recuavam ante a reação tremenda dos seus defensores, para depois avançarem novamente, num vaivém infernal, ajudados, também, pelo Polícia, que veio engrossar o seu contingente. Tomando conhecimento de que a Coletoria estava na iminência de cair em poder de Zé Pinheiro e do seu grupo, levados sem dúvida pela possibilidade de saques, Quintino enviou para ali alguns dos seus homens, desfalcando, assim, o seu já minguado elemento humano. Compreendendo o que se passava, os atacantes ampliaram o campo de luta, com uma investida furiosa de um grupo numerosíssimo contra a residência do delegado Quintino, as duas mulheres e os sete companheiros lutavam como feras. Os atiradores corriam de um canto para outro, fazendo fogo contra os inimigos, para dar-lhes, assim, a ilusão de que muitos eram os que lhes ofereciam combate.

CAI O PRIMEIRO BALUARTE

A fuzilaria de prolongou pelo resto da tarde, durou toda a noite e grande parte do dia seguinte. As primeiras horas da noite do primeiro dia, caiu a Coletoria Estadual. Os sete homens que defendiam há várias horas compreenderam que seria suicídio continuar lutando. Mas, não queriam, por outro lado, entregar-se inermes aos seus inimigos. Concentraram, então, seus fogos contra os sitiantes que já ameaçavam invadir o prédio, saltaram, no meio da rua, os rifles, matraqueando. Foi um golpe que pegou de surpresa os bandoleiros. A indecisão destes, que durou apenas alguns segundos, valeu-lhes, porém, a vida. A casa do Padre Cícero estava localizada perto. Puderam alcançá-la e foram recolhidos, com exceção do meu pai, que ao chegar ali já encontrou as portas cerradas. Revoltados com o logro em que caíram, Zé Pinheiro e seus asseclas concentraram todo o seu ódio contra aquele que não pudera penetrar no abrigo seguro do padre e o cobriram com uma chuva de balas. Meu pai sobreviveu, porém, ao ódio dos cangaceiros. Logrou, felizmente, atingir a Boca das Cobras, escondendo-se no meio do mato. Morto de fome, sede e cansaço, rumou dali, protegido pela escuridão da noite, para a casa de Quintino, nas Malvas, orientado pelo ruído da fuzilaria. Na manhã seguinte também ali chegavam os seus bravos companheiros que haviam passado a noite na residência do Padre Cícero.

A MORTE DE QUINTINO

18 eram agora os defensores da casa de Quintino, para lutarem contra mais de mil. Por volta das 15 horas recrudesceu o ataque. Sitiados por um bando cada vez mais impetuoso e feroz, permanecia, no entanto, o punhado de bravos com o moral alevantado, até que tombou o seu querido e valoroso chefe, atingido por uma bala inimiga. Morto Quintino, acabrunhados e sem ânimo, os seus companheiros se reuniram numa assembleia de alguns segundos em torno do cadáver e sob o fogo da artilharia dos atacantes. Decidiram fazer a retirada. D. Agostinha tomou o rifle do companheiro leal, arrastou pelo braço o filho moribundo e deu início à retirada heroica. A arma, que momentos antes vomitara fogo nas mãos de Quintino, não silenciou em poder de sua esposa. À proporção que se afastava da casa onde deixara o marido, a nobre senhora, juntamente com os companheiros do corajoso e malogrado delegado, atirava incessantemente contra os bandoleiros. Pouco adiante, completada a retirada, na qual não se verificou uma única baixa, os heróis se dispersaram. D. Agostinha escondeu-se no mato durante o resto da tarde e à noite estava de volta à casa do padre Cícero, levando nos braços o filho morto. Os demais foram homiziar-se na residência de Senhor Dantas, rico proprietário do município de Missão Velha.

FESTA DE BARBAROS

À dor de D. Agostinha, ao perder o esposo e o filho, veio juntar-se outra: a de saber que fora violado o cadáver de Quintino. Foi um ato de selvageria inominável, que encheu da mais justa revolta o Padre Cícero, fazendo-o sair de sua casa para recriminar o seu autor. O atentado verificou-se minutos após os 17 combatentes abandonarem a residência de Quintino, no interior da qual deixaram o seu corpo inerte. À frente dos seus asseclas, Zé Pinheiro invadiu a casa guardada apenas pelo cadáver ainda quente, e, em meio a esgares de ódio e de triunfo da turba desenfreada e assassina, Zé Pinheiro sacou uma enorme e afiada faca e de um golpe certeiro arrancou o lábio superior do seu inimigo morto, carregando em triunfo o troféu macabro e sangrento. Na primeira venda que encontrou no seu caminho, mandou que lhe servissem cachaça. Posta a bebida sobre o balcão sujo, Zé Pinheiro introduziu no copo o lábio ensanguentado que ele arrancara ao cadáver e, em seguida, sorveu, de um trago, a aguardente de mistura com o sangue de sua vítima. Risos alvares e selvagens acompanharam a cena que iria se repetir por várias vezes, num festim macabro. Minutos depois, o Padre Cícero vinha a ter conhecimento do que se passava. Tomado de incontida revolta, o velhinho alquebrado e manso pediu que o levassem a ter com Zé Pinheiro. Sua presença foi o bastante para pôr fim à bacanal de sangue e de álcool. Embora bêbados, os bandidos estacaram. O sacerdote marchou em direção a Zé Pinheiro e exprobou o seu crime, dizendo-lhe, de maneira que não deixava dúvidas, que para ele não havia mais lugar em Juazeiro. Acovardados, os celerados se retiraram cabisbaixos, batidos pela força que, de repente, transfigurara num gigante e mirrado e doce asceta. Zé Pinheiro não ousou desobedecer à ordem do Padre Cícero. Viajou para Alagoas, onde veio a ter um fim perverso e trágico. Eis como Xavier de Oliveira, no livro “Beatos e Cangaceiros” se refere à morte do desalmado bandido: “Nas Alagoas, alguns meses depois, uma mulher terrível mandou Zé Pinheiro buscar a orelha de uma amante de seu marido. Mas, ao invés de uma, dentro em pouco ele entregou-lhe duas!... Num engenho de açúcar, em Água branca, naquele Estado, ele estava depois do crime. Uns cabras, seus patrícios, o cercaram e, pegando-o de jeito, prostraram-no por terra, ferido mortalmente. E cumprindo ordens... começaram logo a tirar-lhe o couro. Depois de esfolado, esquartejaram-no e, como de praxe, ali, meteram-no, a seguir, numa fornalha... Quintino, cuja língua quis ele comer com aguardente, estava vingado... Findou assim esfolado, esquartejado e queimado o maior bandido dos sertões do Nordeste.”

(Fonte: - http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx…

Página do Voltaseca Volta - https://www.facebook.com/photo.php?fbid=821338631401446&set=gm.797437900465156&type=3&theater&ifg=1

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FAZENDA ACAUÃ- APARECIDA-PB


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CONVITE PARA EVENTOS CULTURAIS



ASCRIM/PRESIDENCIA – ASCRIM/PRESIDENCIA – CONVITE BIBLIOTECA MUNICIPAL NEY PONTES DUARTE – RETRANSMISSÃO DE CONFIRMAÇÃO AO CONVITE, SOB AUTORIZAÇÃO - OF. 014/2018
MOSSORÓ-RN, 03 de ABRIL de 2018.

             É DA PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO, TEMPESTIVAMENTE (VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), DIGNAR-SE RESPONDER AOS ECLÉTICOS CONVITES DOS PRESIDENTES DE SUAS CO-IRMÃS OU DE INSTITUIÇÕES PÚBLICAS/PRIVADAS. EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM PRESIDENTE CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE NO INTERCÂMBIO ENTRE SEUS PARES.
   NESTA SINTONIA, UM CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CULTURAIS E A CONFIRMAÇÃO, INTERCAMBIADOS ENTRE ENTIDADES CULTURAIS, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS DE SEUS CORPOS SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO PRESIDENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS DESSAS PLÊIADES.
     DESTA FORMA, AGRADECENDO A ILUSTRÍSSIMA DIRETORA GERAL DA BIBLIOTECA MUNICIPAL NEY PONTES DUARTE, DRA.  GRAÇA HENRIQUE, PELO CONVITE, RESERVO-ME ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE É UMA HONRA CONFIRMAR MINHA PRESENÇA AOANIVERSÁRIO DE 70 ANOS DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE MOSSORÓ”, NOS DIAS 05 06.04.2018(QUINTA E SEXTA-FEIRA), NO AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL NEY PONTES DUARTE, NOS HORÁRIOS ESTABELECIDOS (conforme convite anexo), NA OPORTUNIDADE ACONTECERÁ AS Festividades alusivas aos 23 anos da Fundação Vingt-un Rosado.
    AO TEMPO EM QUE REPASSO, A TÍTULO DE LEMBRETE, O ASSUNTO DO ALVO CONVITE DE IGUAL MODO, POR CÓPIA, AS EXCELENTÍSSIMAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS, ACADÊMICOS DA ASCRIM E POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADEMICOS DA ASCRIM, ILUSTRES PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.
    
     PORTANTO, CONCLAMAMOS PELA PRESENÇA DE TODOS, ESPECIALMENTE OS ACADÊMICOS E POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADÊMICOS DA ASCRIM, A TÃO SIGNIFICATIVA SESSÃO SOLENE.

      NA OPORTUNIDADE, SOLICITO, DATA VÊNIA, A ILUSTRÍSSIMA DRA. GRAÇA, DIRETORA DA SUPRAMENCIONADA BIBLIOTECA, AUTORIZAÇÃO PARA INCLUIR NO PEDESTAL DOS PAIVILHÕES OFICIAIS, A BANDEIRA DA ASCRIM, COMO FORMA DE CONGRATULAR E APOIAR O HISTÓRICO EVENTO.

      COMUNICO, OUTROSSIM, QUE OS ACADÊMICOS DA ASCRIM, QUE ATENDEREM ESTE E COMPARECEREM AO EVENTO SUPRAMENCIONADO, DEVEM CUMPRIR O RIGOR OBRIGATÓRIO DE USO DO UNIFORME OFICIAL (ACADEMICOS:VESTE TALAR.  POTENCIAIS CADIDATOS A ACADEMICOS DA ASCRIM: PASSE OFICIAL CONCEDIDO PELO PRESIDENTE), CONSOANTE NORMA ESTATUTÁRIA, ATRIBUTO DIGNITÁRIO DO DECORO INTELECTUAL.  
   
   SEGUE, ANEXA, PROGRAMAÇÃO DO “ASCRIM CALENDÁRIO ANUAL DE CULTURA TRADICIONAL-ACACT”

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE DA ASCRIM-

C/CÓPIA PARA OS PRESIDENTES E DIRIGENTES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS.
C/CÓPIA PARA OS PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS
C/CÓPIA PARA OS PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS.
C/CÓPIA PARA JORNALISTAS E COMUNICADORES,
C/CÓPIA PARA OS ACADÊMICOS DA ASCRIM,
C/CÓPIA PARA OS POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADÊMICOS DA ASCRIM.





De: Eriberto Monteiro <eribertomonteiro@hotmail.com>
Enviado: segunda-feira, 2 de abril de 2018 22:59
Para: SILVA NETO
Assunto: CONVITE PARA EVENTOS CULTURAIS

ANIVERSÁRIO DE 70 ANOS DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE MOSSORÓ
Apresentação
• Convite
• Programação
• Fundação Vingt-un Rosado
A Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, teve sua criação em 05 de abril de 1948, sob a administração municipal do Prefeito Dix-Sept Rosado, sob influência e sugestão do seu irmão Vingt-un Rosado. Na Atualidade está sob a direção da professora Maria das Graças Henrique, esta, juntamente a equipe funcional, sentem-se honrados em convidar Excelentíssimos Senhores (as); bem como, toda classe estudantil, usuários do dia a dia, pesquisadores, educadores e comunidade em geral para juntos participarmos das festividades alusivas aos 70 anos de existência e resistência da referida Biblioteca. O evento ocorrerá em 05 de abril do corrente ano.
Dentro das festividades haverá comemoração de aniversário de 23 anos da Fundação Vingt-un Rosado, sediada nesta instituição, a qual foi fundada em 06 de abril de 1995.
Programação
Dia 05 de Abril - 8:30h
Abertura
• Banda sinfônica Artur Paraguai, com o hino Nacional.
9h30m - Falas das autoridades presentes. Sra. Diretora – Graça Henrique
Sr. Secretário da Cultura
Luís Eduardo Lima Moura Falcão
Excelentíssima Sra. Prefeita Rosalba Ciarlini.
Homenagens
• Tributo a Dix-sept Rosado, apresentado pelos funcionários da Biblioteca: Eriberto Monteiro, Maurílio Carneiro e Júlia Bolão – voz, violão e percussão.
• Esquete: peça teatral apresentado pelos alunos da Escola Estadual Solon Moura, homenageando os fundadores, principais colaboradores e Patrono.
• Lançamento Literário de cordel, intitulado: Biblioteca Ney Pontes Duarte, por Gualter Alencar.
• Apresentação de slides com atividades desenvolvidas no espaço infantil e outros eventos da Biblioteca, academias culturais e instituições afins.
11h30min – Coffee Break
Das 16h00 às 19h00 – Biblioteca e Academias mossoroenses, com sarau poético/artístico/musical e artistas da terra.
Das 08h00 às 19h00 - Exposição de parte do Acervo particular de Ney Pontes Duarte, doados por ele.
Dia 06 - Festividades alusivas aos 23 anos da Fundação Vingt-un Rosado
Atividades
A partir das 09h00:
• Hino Nacional
• Apresentando a aniversariante por Eriberto Monteiro
Mesa redonda:
• Tema: Fundação no passado, presente e futuro;
• Apresentação de projetos da Atuais da Fundação Vingt–un Rosado;
• Congratulações da AMOL.
Das 8h00 às 19h00 - Exposição de livros do acervo da Coleção Mossoroense.
Das 19h00 às 21h00 – Sessão solene da AMOL em homenagem póstuma a Zenaide Costa.
“Você quer armas? Estamos em uma Biblioteca! Livros! As melhores armas do mundo.”
Doctor Who

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso
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terça-feira, 3 de abril de 2018

LAMPIÃO FALOU

https://www.youtube.com/watch?v=d1OAj8TBYDQ


Publicado em 18 de mar de 2012

Música Lampião Falou com Luiz Gonzaga.

FAZENDO RIQUEZAS NATURAIS

Clerisvaldo B. Chagas, 3 de abril de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.871

AMETISTAS BRUTAS. (YOUTUBE).
Como a Natureza produz pedras preciosas:
DiamanteFeito somente de carbono, o diamante é uma das poucas pedras preciosas que não costumam se formar na crosta terrestre, e sim no manto, um oceano subterrâneo de magma. A pressão e a temperatura do manto, capazes de liquefazer rochas, também comprimem e fundem o carbono na forma de diamantes, que são carregados à superfície pelo magma, misturados a rochas ígneas. Em raros casos, a pressão que forma rochas metamórficas na crosta terrestre também forma diamantes.
Esmeralda. Formada pela combinação dos elementos berílio, alumínio, silício e oxigênio em uma solução aquosa, a esmeralda costuma ocorrer em veios de água quente (hidrotermais) derivada do magma nas profundezas da crosta terrestre. Quando essa solução aquosa com esses quatro elementos se resfria, a esmeralda se solidifica.
Rubi e safira. Quando magma contendo alumínio e crômio encontra bolsões de ar na crosta terrestre que contêm oxigênio, esses três elementos se combinam e formam rubis. O crômio, um elemento raro, é o que dá a cor vermelha ao rubi. Se ele não estiver presente na brincadeira, a gema formada é a safira, que costuma ser azul.
TurquesaParecida com a esmeralda, a turquesa vem da combinação de elementos (fósforo, cobre e alumínio) em uma solução aquosa. A diferença é que essa solução não deriva do magma do manto, e sim do infiltramento de água da superfície na crosta terrestre. Quando o infiltramento se aprofunda o suficiente para o calor evaporar a água, a turquesa se forma.
Quartzo. É formado pela evaporação de uma solução aquosa contendo átomos de silício, o que ocorre tanto em veios de água de superfície na crosta terrestre quanto em veios hidrotermais. Com a presença de certas impurezas (com o ferro) durante sua formação, o quartzo pode ficar da cor violeta, também conhecido como ametista.
Fonte: (Petrobrás e outras).
Em Santana do Ipanema tem uma mina desativada de ametistas. Detalhes no livro inédito: “O Boi, a Bota e a Batina; história completa de Santana do Ipanema”.


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O PREFEITO JÚNIOR CHAGAS E O TOTAL APOIO AO CARIRI CANGAÇO POÇO REDONDO 2018

*Rangel Alves da Costa

Trazer o Cariri Cangaço a Poço Redondo foi uma luta. E ainda se desenrola uma batalha incessante para que tudo dê certo. E assim por que o Cariri Cangaço é evento de tamanha grandiosidade que não cabe sequer imaginar sua realização sem um longo e cuidadoso planejamento. Não é possível receber, de hora pra outra, mais de duzentos participantes, entre estudiosos, pesquisadores e escritores. E quantos turistas, entre brasileiros e estrangeiros, estarão em Poço Redondo de 14 a 17 de junho?
Os bons amigos sempre merecem a melhor acolhida. Os bons amigos do Cariri Cangaço e os demais interessados, dentre aqueles que já eram amigos de Alcino e outros que ao sertão acorrerão pelo amor à história, à cultura e as tradições, merecem a melhor acolhida. Não só o acolhimento como as janelas e portas abertas para tudo de belo e grandioso que Poço Redondo possa oferecer. E será este nosso empenho e nosso esforço maior, de modo que se sintam confortável e prazerosamente acolhidos, como mais tarde possam retornar pela saudade que certamente ficará.
E como se faz um evento assim, como possibilitar que tudo dê certo conforme o planejado ou ao menos se aproximar do que foi planificado? Somente com organização e tenacidade, mas também por um fator fundamental: o apoio da administração municipal, do prefeito, do gestor. A Comissão Organizadora elabora as diretrizes, traça todo o delineamento do evento, mas a sua efetiva concretização somente é possível com o apoio da prefeitura municipal.
Ora, sem que o prefeito chame para si também essa responsabilidade não há que se falar em possibilidade alguma de realização, até mesmo por que os patrocínios de entidades e pessoas estão mais escassos do que se imagina. Até o presente momento a Comissão Organizadora não recebeu sequer um centavo, nem mesmo dos estabelecimentos comerciais do município. E com relação ao gestor de Poço Redondo, o que se tem, na verdade, é um empenho pessoal do prefeito Júnior Chagas.
Significa dizer que o apoio pessoal do prefeito vai além do que a própria administração municipal possa oferecer. A prefeitura possui uma estrutura de serviços, de obras e de pessoal, que já está trabalhando para o sucesso do evento. Contudo, a relevância maior está no comprometimento do prefeito e no seu interesse que tudo dê certo, ainda que para tal ele mesmo disponibilize recursos.


Diga-se ainda que não é apoio de momento ou apenas pela iminência de sucesso do evento, pois o prefeito Júnior Chagas já desde muito que tem compromisso firmado com a direção do Cariri Cangaço, através de seu curador Manoel Severo e demais membros do Conselho Consultivo Alcino Alves Costa. Esteve pessoalmente acompanhando o Cariri Cangaço Exu e o Cariri Cangaço Floresta, e estará no Cariri Cangaço Fortaleza, entre os dias 26 e 29 deste mês. E no ano passado recebeu uma Comitiva Cariri Cangaço na sede da prefeitura e em seguida acompanhou a visita feita a Curralinho. E não permitiu que nada faltasse aos participantes.
Ainda no final do ano passado o prefeito Júnior Chagas autorizou a realização das obras necessárias na Estrada Histórica Antônio Conselheiro (Estrada do Curralinho), conforme solicitação da Comissão Organizadora. E já está tudo definido e logo as obras serão iniciadas. Quer dizer, a todo instante o que se tem o engajamento cada vez maior do prefeito perante o evento. Até o presente momento, jamais negou qualquer solicitação da Comissão Organizadora e assim faz por conhecer a importância do evento e por saber a seriedade como está sendo elaborado.
No último sábado, por exemplo, mais uma demonstração desse comprometimento, que mais corretamente se traduz em total apoio, pessoal e administrativo, do prefeito Júnior Chagas. Esteve presente na reunião realizada no Memorial Alcino Alves Costa e pela manhã inteira dialogou com todos sobre as ações em andamento e os planejamentos futuros. Desde o roteiro a artistas, desde a acolhida a demais eventos, tudo foi debatido e conduzido pessoalmente pelo prefeito.
O que dizer, então? Somente agradecer. Obrigado, prefeito Júnior Chagas, percebe-se facilmente que seu compromisso se traduz em ação. Por isso mesmo que teremos em Poço Redondo o maior e melhor Cariri Cangaço de todos os tempos. Avante!

Escritor
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AGRADECIMENTO!

Por José Mendes Pereira
Agradeço ao professor Pereira lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba, pelos excelentes livros que eu recebi. 

VINGANÇA, NÃO DEPOIMENTO SOBRE CHICO PEREIRA E CANGACEIROS DO NORDESTE 

O FOGO DA JUREMA, CONCEIÇÃO E IBIRA

CAMINHOS DO PAJEÚ 

NAS REDES DAS MEMÓRIAS 
AS MÚLTIPLAS FACES DO CANGACEIRO CHICO PEREIRA



O primeiro "CAMINHOS DE PAJEÚ" eu já concluí a leitura, um excelente trabalho feito pelo escritor Luiz Cristovão dos Santos.

 O leitor deve adquiri-los o quanto antes para não ficar sem eles. Este é o e-mail do professor Pereira para você adquirir o seu ou os seus livros sobre cangaço:

franpelima@bol.com.br


Muito obrigado, professor Pereira, fico sempre ao seu inteiro dispor, e veja que eu já tenho vários livros na minha estante presenteados pelo mestre.

Fico grato!

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JULIANA, MINHA IRMÃ EM FESTA


Por Rangel Alves da Costa

Aqui ao meu lado, minha irmã Juliana Pereira, aniversariante de hoje. Irmã por que assim Alcino um dia abraçou-lhe a paternidade. Irmã por que a irmandade é feita no espírito, na alma e no coração, e não apenas pela linhagem sanguínea. Irmã por que sou irmão de quem me acolhe com afeto familiar. E irmão de uma irmã tão querida que somente os segredos sagrados para nos unir tão fraternalmente em nome do mesmo pai. Toda a felicidade do mundo, minha querida. Você merece toda a felicidade do mundo, minha doce Juliana!

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A MORTE DE PEDRO DE CÂNDIDO


Por José Mendes Pereira

Os escritores Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Faustino contam no Livro “Lampião em Alagoas” páginas 450 e 451, publicado no ano de 2012, que o amigo estudado por nós, o famoso coiteiro do rei Lampião Pedro de Cândido, após a hecatombe de Angico, quando houve festas e promoções policiais no Estado de Alagoas, felizmente o tenente Zé Lucena (responsável pela morte do patriarca da família Ferreira, apesar de ter sido feita pelo seu comandado Benedito Caiçara) lembrou desta figura, e, o indicou ao comando da polícia para incluí-lo no efetivo da Força Policial, como recompensa, dando-lhe a patente de cabo, ficando destacado lá mesmo na cidade de Piranhas no Estado de Alagoas.


Três anos após a morte do rei Lampião e sua rainha Maria Bonita uma notícia tomou conta da cidade de Piranhas que um lobisomem estava tirando a tranquilidade da população daquela região, no local chamado Piranha de Baixo.

Nessa noite do dia 23 de agosto de 1941, um jovem de nome Sabino José Vieira passa no Bar de um senhor de nome Pedro Chico, sendo que este ambiente era muito frequentado pela população, e ali, a conversa sobre o lobisomem está sendo espalhada no recinto. Naquele tempo, as luzes da cidade tinham um controle, e eram apagadas às 23 horas (talvez, não sei, para economia de óleo diesel, já que naquele tempo a maior parte das cidades dos Estados Brasileiros era movido por motores explosões, assim eram chamados).

Como morava um pouco distante de onde se encontrava, e inevitavelmente tinha que passar por Piranhas de Baixo, Sabino põe a sua peixeira na mão, e seguiu viagem para sua residência. Em uma das curvas na estrada, ouviu um tropel, seguido de um ronco. Assustado, mas preparado, enfiou a sua peixeira no peito do suposto Lobisomem, ouvindo um gemido e a queda do corpo no chão. Às carreiras, Sabino José Vieira saiu em gritos, afirmando ter assassinado o lobisomem, que até então, para ele, era o suposto lobisomem.

“ - Eu matei o lobisomem”! “ - Eu matei o lobisomem! ”

O Sabino José caiu desmaiado em uma calçada. De repente, apareceu uma porção de gente do lugar, e cuidou dele, que mesmo no chão, continuava gritando, afirmando ter assassinado o lobisomem. Assim que se acalmou, Sabino contou como foi que assassinou o lobisomem.

Mas o Sabino José Vieira não havia assassinado um lobisomem, e sim o famoso ex-coiteiro do rei do cangaço Lampião, o Pedro filho da dona Guilhermina e seu Cândido lá de Piranhas, conhecido por Pedro de Cândido, que ali se encontrava envolvido num lençol de sangue.

Um dos participantes do reconhecimento do corpo de Pedro de Cândido com uma candeia, pôs a mão no peito da vítima para saber se ainda existia vida, mas findou dizendo: “- Acabou-se o homem”.

Fonte de pesquisa:
Livro: “Lampião em Alagoas”.
Páginas: 450 e 451.
Ano de publicação: 2012
Autores: Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Faustino.

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OS SONHOS E REVELAÇÕES MÍSTICAS NO CANGAÇO


Por Junior Almeida

Para alguns a definição de sonho é que se trata de uma experiência que possui significados distintos se for ampliado um debate que envolva religião, ciência e cultura. Já para a ciência, é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Desde os tempos remotos sonhos são citados na história como uma espécie de guia, de conteúdos reveladores para a salvação. Por exemplo, a Bíblia narra os famosos sonhos de José do Egito.

Segundo as Escrituras, o filho de Jacó, antes mesmo de ser vendido como escravo por seus invejosos irmãos e no futuro se tornar pessoa de confiança do faraó, já interpretava sonhos. Em uma de suas primeiras revelações José disse aos seus irmãos que tinha sonhado que “estavam no campo amarrando feixes de trigo e de repente, o seu feixe ficou de pé, e os feixes dos irmãos se colocaram em volta do seu e se curvavam diante dele”. Conta à história que os irmãos, que já não gostavam de José, aumentaram mais ainda seu ódio por ele.


Ainda vivendo em seu lar José sonhou e revelou aos seus irmãos outro sonho que teve, sendo entendidos esses sonhos como prenúncio da sua futura grandeza. Na “revelação” o filho preferido de Jacó via o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante dele. Seria o que as pessoas fariam no futuro, quando esse depois de algum tempo preso injustamente interpretou o sonho do faraó, onde previa sete anos de fartura e sete anos de seca no Egito, quando o faraó via em seu sonho sete vacas magras devorando a mesma quantidade de vistosas vacas no Rio Nilo.

O Livro Sagrado também fala que o anjo Azael visitou em sonho por algumas vezes outro José, esse descendente do Rei David e pai adotivo de Jesus. O objetivo de tais aparições em sonho do enviado de Deus seria para guiar a Sagrada Família em sua jornada e livrar-lhes dos perigos, bem como revelar ao casticismo esposo de Nossa Senhora o que se passava com sua companheira. Deus teria falado tanto em sonho com São José, que existe até uma imagem do santo denominada “São José Dormindo”, onde o santo carpinteiro aparece deitado,dormindo, esperando as instruções do anjo.

Na história bem mais recente, alguns episódios do cangaço também tiveram como pano de fundo o misticismo e os sonhos. Por tantas vezes se falou sobre as superstições que guiavam Lampião, ou em revelações nas rezas e sonhos. Na minissérie da Rede Globo, de 1982, “Lampião e Maria Bonita”, que teve Nelson Xavier interpretando o rei do cangaço e Tânia Alves como sua companheira, mostra a mulher de Virgulino sendo avisada em sonho que iam morrer numa emboscada. Claro que o sonho da “Santinha” de Lampião no seriado está no campo da liberdade artística do diretor, não se tendo comprovação de que realmente tenha acontecido, mas em outros casos da história do cangaço, sonhos guiaram pessoas e revelaram salvação bem como tragédias.

No episódio da chacina dos Gilos, no Sítio Tapera, em Floresta, Pernambuco, no ano de 1926, por exemplo, o misticismo se fez presente, quando uma rezadeira teria dito a Manoel de Gilo o paradeiro de seus burros roubados por Horácio Grande. A mística mulher teria alertado que esse deixasse os animais pra lá, pois em suas orações “via” que se fosse atrás dos animais, uma grande tragédia cairia sobre sua família, fato esse que aconteceu em 28 de agosto de 1926, onde quase toda família Gilo foi dizimada pelas calúnias de Horácio Grande e fúria de Lampião, nesse caso usado como arma de vingança.

No ano seguinte, durante o fracassado ataque a Mossoró, onde morreram alguns cabras de Lampião, e o Rei Vesgo sofreu uma de suas maiores derrotas de sua carreira de bandoleiro, outro episódio “do outro mundo” no mínimo inusitado apareceu na história. Conta Aglae Lima de oliveira em seu “Lampião, Cangaço e Nordeste” que já depois de morto, o pernambucano José Leite de Santana, vulgo Jararaca, apareceu em sonho para uma mulher de nome Joaninha Rosário para lhe mostrar onde estava enterrado o seu tesouro, a chamada botija. Segundo a autora, o casal Chico e Joaninha Rosário viviam de matar bodes e eram muito pobres.

Moravam a aproximadamente um quilômetro da casa de um italiano em que o cangaceiro ferido tinha ido pedir socorro. No sonho um aflito Jararaca teria dito que a sua alma estava nas trevas, penando muito por ter enterrado seu dinheiro, e portanto daria a botija a Joaninha em troca da liberdade da sua alma. No sonho o cangaceiro teria revelado o local exato de onde estava o tesouro, que era nas proximidades da casa do casal de “bodeiros” em baixo de três oiticicas e sinalizado com uma medalhinha “Deus te Guie”. O casal seguiu todos os rituais místicos dos arrancadores de botijas e se deram bem. Pra quem não tinha nada na vida, poderam levantar as mãos pro céu e rezar para agradecer a Jararaca, pois com parte do dinheiro da botija, 80 contos de réis, o casal comprou uma fazenda.

Só para ter uma noção do valor da botija de Jararaca, o dinheiro exigido por Lampião para não atacar Mossoró era 400 contos de réis. Dia 26 de março de 2018 o membro do grupo Lampião, Cangaço e Nordeste na rede social Face Book, Rivanildo Alexandrino, postou o que dava para comprar com a quantia que o Rei do Cangaço queria em terras potiguares. Seguindo o mesmo raciocínio do internauta, vemos que só com o dinheiro usado para comprar a citada fazenda o casal Chico e Joaninha poderia comprar 16 carros populares, que em dias atuais seriam necessários mais de 600 mil reais. Se Jararaca é santo ou não isso é outra história, mas aparecer em sonho e tirar um pobre casal da miséria já pode ser considerado por Chico e Joana Rosário como um verdadeiro milagre.

Outro fato da história do cangaço em que aparece a citação de um sonho foi em Serrinha do Catimbau, onde em julho de 1935 o bando de Lampião atacou a então vila de Garanhuns, atualmente município de Paranatama em Pernambuco. Assim como em Mossoró no rio Grande do Norte, a súcia se deu mal em Serrinha, tendo sido nesse fogo baleada nada mais nada menos do que Maria Bonita, a rainha do cangaço. Antes do ataque à vila, porém, os bandoleiros passaram no Sítio Azevém, onde saquearam a residência e comércio do casal Zé Basílio e Maria Gracinda, a Branca.

É certo que o casal ficou sem nada, pois os cangaceiros levaram tudo que o casal possuía, mas poderia ter sido pior. Dona Branca, a agricultora vítima do bando de Lampião, faleceu em 2017 com 103 anos de idade, e agradecia a um sonho que tivera dias antes da invasão de sua casa pelo bando de Lampião. Segundo ela no momento da agonia de ser ameaçada, lembrou-se de um sonho que tivera dias antes.

Ela sonhou que chegava uma mulher em sua casa e perguntava se ela tinha medo de Lampião. Branca no sonho respondeu que sim, pois sabia que os cangaceiros cortavam as orelhas das mulheres para tirar os brincos e os dedos para tirar os anéis. Então a mulher do sonho disse que não era assim. Que ela própria tirasse os anéis e desabotoasse os brincos, e entregasse aos cangaceiros que eles não buliam com ninguém. Que quando eles procurassem dinheiro, ela mesma fosse mostrar onde tinha, que eles não buliam com ela de jeito nenhum. Foi o que Branca fez durante o assalto e isso a deixava de certa forma confiante de nada de mais grave acontecer com ela e sua família.

*Foto: 1- Dona Branca, vítima do bando de Lampião em 1935 no dia do seu aniversário de 103 anos; 2- família Cariri Cangaço sobre os escombros da casa dos Gilos, no Sítio Tapera, Floresta, PE, maio de 2016; 3- cangaceiro Jararaca, preso e assassinado em Mossoró, RN, em maio de 1927.

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Por História Digital

No dia 02 de abril de 1982, no contexto da GUERRA DAS MALVINAS, a Argentina invade a ilha tomada pela Inglaterra 150 anos antes.

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EX-CANGACEIRA " DADÁ" e, os OSSOS de " CORISCO ".,.!


Por Voltaseca Volta

Fotos: Revista O Cruzeiro/Google


Era setembro de 1972, DADÁ se deslocou de Salvador para a cidade de Miguel Calmon-BA, onde estavam enterrados os ossos do seu amado, o ex-cangaceiro CORISCO. (Vide foto, abaixo).


A cabeça e o braço direito de Corisco que se encontravam em exposição pública no Museu Nina Rodrigues/Salvador, já haviam sido enterrados, após forte pressão popular e dos familiares dos cangaceiros.

No cemitério da aludida cidade é localizada a sepultura. Os OSSOS são desenterrados. Sentada em uma cadeira, DADÁ pega um a um, examina-os, e, guarda-os, com muito carinho.

Após recolher todos os ossos do seu ente-querido, DADÁ se recolhe ao seu quartinho de hotel (pensão), e, durante grande parte da noite, passa a mesma, chorando e, numa pequena bacia com água, lava os OSSOS , daquele que foi o seu amado, o cangaceiro CORISCO. Quando acabou a tarefa e, com os ossos limpos, colocou sobre os mesmos, um litro de álcool e deixou secar. Após, colocou tudo dentro de um saco plástico e, em seguida, numa urna envernizada, inclusive, contendo chave e, trouxe para sua residência, em Salvador.

Passaram-se 5 anos com a citada urna guardada em cima de um guarda-roupa, mas com medo que a roubassem, DADÁ resolveu colocá-la na cabeceira da cama, cobrindo-a com um lençol. E, sempre dizia aos netos. “ Não bulam ai “. 

Segundo narrativa da própria DADÁ, a mesma chegou a falar com o governador da Bahia e com o escritor Jorge Amado, para que CORISCO tivesse um enterro decente.

No dia do enterro, no cemitério Quinta dos Lázaros/Salvador, na hora que colocaram os OSSOS, junto da CABEÇA E O BRAÇO direito de Corisco, a emoção foi sem igual. Todo mundo ficou olhando para DADÁ, e, a maioria caiu no choro, inclusive, Jorge Amado chorava que dava dó. Assim, DADÁ cumpriu com sua promessa de juntar e, sepultar todos os OSSOS de CORISCO, em um só local.

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