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domingo, 8 de julho de 2018

Convite - ADITIVO DE RERRATIFICAÇÃO QUE DETERMINA MUDANÇAS DE DATAS, LOCAIS E HORÁRIO AO ADITIVO DO EDITAL ASCRIM DE CONVOCAÇÃO E CONVITE AGE-011/2018, DE 05.06.2018

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  A ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES–ASCRIM, COMEMORAÇÃO 3º ANIVERSÁRIO, TEM A HONRA DE CONVIDAR VOSSA SENHORIA E EXMA. FAMÍLIA PARA OS “ATOS SOLENES” ASCRIM DA AGE-011/2018, NAS SEGUINTES ORDENS DO DIA:
“HOMENAGENS ESPECIAIS IN MEMORIAM, AO DR. MILTOM MARQUES DE MEDEIROS, EX-PRESIDENTE DA TCM, EX-VICE-PRESIDENTE DA ASCRIM, -FRONTISPÍCIO CANÇÃO PARA MOSSORÓ-COM OUTORGA DE MEDALHAS ‘ASCRIM/TCM TRIBUTO CULTURA E TELEVISAO DR. MILTON MARQUES DE MEDEIROS’, AOS AGRACIADOS COM CHANCELA DA EXMA. PRESIDENTE DO CONGLOMERADO TCM DRA ZILENE CONCEIÇÃO CABRAL FREIRE DE MEDEIROS”
09.07.2018 – 09H30MIN – SESSÃO ADMINISTRATVA CONTÍNUA: INSTALAÇÃO/ABERTURA OFICIAL “I SEMANA TRIBUTO CULTURA DR. MILTON MARQUES DE MEDEIROSI SETCMMM” E II FESTIVAL DIVERSIDADE CULTURAL ASCRIM-II FDCA(ARTES, CINEMA, ESCULTURA, LITERATURA E MÚSICA, ABERTO A TODOS INTERESSADOS PARA EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS AUTORAIS, DE 09 A 13.07.2018, 09H40MIN AS 14H00MIN.:
19H30MIN(SEGUNDA-FEIRA) I-SESSÃO ADMINISTRATIVA CONTÍNUA-POSSE DOS DIRETORES, CONSELHEIROS, NEÓFITOS E ACADÊMICOS CORRESPONDENTES DA ASCRIM. II-PUBLICA ADIAMENTO I FOPHPM. III-SESSÃO CULTURA QUADRO DE HONRA INTELECTUALIDADE. ASCRIM/TCM OUTORGA DE TÍTULOS HONORÍFICOS AOS HOMENAGEADOS.
SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,
 FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE DA ASCRIM-

EVENTO: 09.07.2018=09:30HS, NO AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL NEY P. DUARTE. PRAÇA DA REDENÇÃO JORNALISTA DORIAN JORGE FREIRE–CENTRO, MOSSORÓ(RN). SESSÃO ADMTV.CONTÍNUA AS 19:30HS NO AUDITÓRIO DA OAB-SECCIONAL DE MOSSORÓ”, SITO À RUA DUODÉCIMO ROSADO, 1125, NOVA BETANIA, NESTA URBE
CONTATOS 84-99150-8664 OU EMAIL asescritm@hotmail.com 
P.S.: DETALHES NO EDITAL AGE-011/2018.
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ADITIVO DE RERRATIFICAÇÃO QUE DETERMINA MUDANÇAS DE DATAS, LOCAIS E HORÁRIO AO ADITIVO DO EDITAL ASCRIM DE CONVOCAÇÃO E CONVITE AGE-011/2018, DE 05.06.2018.

(R E E D I T A D O  A  PEDIDOS)

              O PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM, FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO NO CUMPRIMENTO DAS ATRIBUIÇÕES QUE LHE CONFEREM O ESTATUTO SOCIAL, POR FORÇA DE ORDEM TÉCNICA E LOGÍSTICA SUPERIOR RACIONAL, através deste, ADITIVO DE RERRATIFICAÇÃO QUE DETERMINA MUDANÇAS DE DATAS, LOCAIS E HORÁRIO AO ADITIVO DO EDITAL ASCRIM DE CONVOCAÇÃO E CONVITE AGE-011/2018, DE 05.06.2018, COM ÍNTEGRA SINÓTICA DA PROGRAMAÇÃO ESTABELECIDA, TORNA PÚBLICO, CONVOCA E CONVIDARESPECTIVAMENTE, OS ACADÊMICOS REGULARES INSCRITOS, OS ACADÊMICOS REGULARMENTE INSCRITOS, E OS CONVIDADOS  PARA SE REUNIREM EM ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA A SE INSTALAR, SOB SUA PRESIDÊNCIA, NO DIA 09 DE JULHO DE 2018, (SEGUNDA-FEIRA), EM PRIMEIRA CHAMADA COM A PRESENÇA DE METADE DE SEUS MEMBROS MAIS UM E, EM SEGUNDA CHAMADA, APÓS 10(DEZ) MINUTOS, COM QUALQUER NÚMERO DE “ACADÊMICOS”, CONFORME O ESTATUTO, PARA TRATAREM DOS “ATOS SOLENES DA ASCRIM”, NOS LOCAIS E HORÁRIO DAS ORDENS DO DIA AQUI ESTABELECIDAS:
DIA 09.07.2018 09h30min (SEGUNDA-FEIRA). MANHà NO AUDITÓRIO DA BIBLIOTECA MUNICIPAL NEY PONTES DUARTE, PÇA DA REDENÇÃO JORNALISTA DORIAN JORGE FREIREM CENTRO. 
I-A. SESSÃO ADMINISTRATIVA CONTÍNUA-(tempo previsto:16MINUTOS): (PROVISÃO ACACT)

-FRONTISPÍCIO “CANÇÃO PARA MOSSORÓ”-
-HINO NACIONAL –
-BENÇÃOS DO EVENTO – ACADÊMICO DA ASCRIM Pe. MANOEL VIEIRA GUIMARAES NETO.
-CORAL CANTO E SAUDE NARA VASCONCELOS = COMO É GRANDE O MEU AMOR POR VOCE.

2. INSTALAÇÃO OFICIAL “I SEMANA TRIBUTO CULTURA DR. MILTON MARQUES DE MEDEIROS-I SETCMMM” –DE 09 A 13.07.2018(SEGUNDA A SEXTA-FEIRA). DISTRIBUIÇÃO DE BRINDES, OFERTA DO CONGLOMERADO TCM, AOS CADASTRADOS NA RECEPÇÃO DA AGE-011/2018. (PROVISÃO ACACT).
2.1. ABERTURA “II FESTIVAL DIVERSIDADE CULTURAL ASCRIM-II FDCA”(ARTES, CINEMA, ESCULTURA, LITERATURA, MÚSICA, TEATRO, ETC), EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS AUTORAIS,ABERTO A TODOS INTERESSADOS, PERÍODO 09 A 13.07.2018, DE 09h40min A 14h00min.: (PROVISÃO ACACT).
2.2. TRÍDUO DE PROSAS (PROVISÃO ACACT).
2.3. 13.07.2018-PERFORMANCE “CÔCO DA PASSARADA” CRIANÇAS DO COLÉGIO EVANGÉLICO JOSÉ LEÔNCIO.
2.4. EXPOSIÇÕES E LANÇAMENTOS DE LIVROS DE ESCRITORES MOSSOROENSES E DE OUTRAS CIDADES.(PROVISAO ACACT)
3. OS INTERESSADOS DEVERÃO INSCREVER-SE ATRAVÉS DO EMAIL DA ASCRIM asecritm@hotmail.com.br ou pelo celular 84-99150-8664.
3.1. INSCRIÇÕES CONFIRMADAS:
 CARLOS ANTONIO DE FIGUEIRÊDO(CARECA) – A.Plasticas. -ELSON HENRIQUE DE O. MESQUITA-Escultor em Ferro. -FRANCI FRANCISCA DANTAS- Pintora em telas. -Taniamá Vieira da Silva Barreto-Grafite e Pintura em Tela. -FRANCISCO JOSÉ DA S.NETO-Desenhista a Mão Livre. -MANOEL GALDINO ASSUNÇÃO-Especialista em Bonsai-MARGARIDA COSTA-Pintura em tela. -NAIDE BATISTA-Escultor em Fibras e material reciclado. EXPEDITO DE ASSIS SILVA – Escultor e Arte em Espelho. AIRTON CILON-arte em tela. ISAURA BARBOSA-Artes Diversificadas. (PROVISÃO ACACT).
I-B. SESSÃO ADMINISTRATIVA CONTÍNUA- (tempo previsto:26MINUTOS): (PROVISÃO ACACT)
1.- DESTAQUES DO PRESIDENTE DA ASCRIM:
-REVERENCIA 78º ANIVERSÁRIO DR. MILTON MARQUES DE MEDEIROS IN MEMORIAN. 3º ANIVERSÁRIO E ANIVERSARIANTES ASCRIM.
-BENÇÃOS DO EVENTO – ACADEMICO DA ASCRIM Pe. MANOEL VIEIRA GUIMARAES NETO.
-CORAL CANTO E SAUDE NARA VASCONCELOS = COMO É GRANDE O MEU AMOR POR VOCE.
2.PUBLICA INSTALAÇÃO OFICIAL “I SEMANA TRIBUTO CULTURA DR. MILTON MARQUES DE MEDEIROS-I SETCMMM” –DE 09 A 13.07.2018(SEGUNDA A SEXTA.FEIRA) (PROVISÃO ACACT).
2.1. PUBLICA ABERTURA “II FESTIVAL DIVERSIDADE CULTURAL ASCRIM-II FDCA.

3. “ATO PRESIDENCIAL Nº 004/2018”, DE 25.06.2018 VALIDA ATIVAÇÃO OFICIAL ACADEMIA DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM.VERSÃO ACADEM.
4. ASCRIM RESOLUÇÃO Nº 003/2018, OUTORGA TÍTULO EXECUTIVO HONORÍFICO DE “PRESIDENTE DESIGNADO DA ASCRIM” AOS ACADÊMICOS DA ASCRIM:
-PROF. WILSON BEZERRA DE MOURA-ACADÊMICO FUNDADOR
-DR. ELDER HERONILDES DA SILVA-ACADÊMICO FUNDADOR
5. CARTA DE INTENÇÕES DOS PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS À EXCELENTÍSSIMA PREFEITA DE MOSSORÓ, DRA. ROSALBA CIARLINE ROSADO: (PROVISÃO ACACT)
6. ENTRONIZAÇÃO, TERMO DE POSSE E DIPLOMAÇÃO, DOS CARGOS VACANTES ADMINISTRAÇÃO ASCRIM BIÊNIO 2017/2018. CONFORME ASCRIM/ATO PRESIDENCIAL Nº 002/2018: (PROVISÃO ACACT).
a) 1ª SECRETÁRIA EXECUTIVA, ACADÊMICA MARTA NOBERTO DE SOUSA AQUINO DE MEDEIROS b) de DIRETORA DE CERIMONIAL E DE EVENTOS, ACADÊMICA SUSANA GORETTI LIMA LEITE c) VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO FISCAL, ACADÊMICO MANOEL VIEIRA GUIMARÂES NETO.

7. ENTRONIZAÇÃO, TERMO DE POSSE E DIPLOMAÇÃO DOS NEÓFITOS E ACADÊMICOS (PROVISÃO ACACT):
-ANTONIA LÍRIA FEITOSA NOGUEIRA ALVINO, NÉOFITA
-CINARA FILGUEIRA MACIEL – ACADÊMICA CORRESPONDENTE
-DIÓGENES DA CUNHA LIMA – ACADÊMICA CORRESPONDENTE
-JHÉSSICA LUARA ALVES DE LIMA, NÉOFITA
-JOSÉ ERIBERTO DE OLIVEIRA MONTEIRO - ACADÊMICO
-TARCISIO GURGEL DOS SANTOS – ACADÊMICO CORRESPONDENTE

-APRESENTAÇÃO CORAL CANTO E SAUDE NARA VASCONCELOS = “CASINHA BRANCA”.

II (09.07.2018) (EVENTO ADIADO)  SESSÃO CULTURA HISTÓRICA (tempo previsto: 54min,com possível intervalo de 05minutos)
1. ADIAMENTO OFICIAL DA INSTALAÇÃO DO “I FORUM PERMANENTE HISTORIOGRAFIA ORIGEM E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ-I FOPHPM 2ª ETAPA, ESTABELECENDO PREVISÃO DE NOVA DATA PARA O MÊS DE SETEMBRO DE 2018, COMUNICANDO AOS COMPONENTES DA COMISSÃO, EXPOSITORES E DEBATEDORES, EXCELENTÍSSIMOS:
 DR.BENEDITO VASCONCELOS MENDES-PRES.MUSEU SERTAO
DR.ELDER HERONILDES DA SILVA-PRESIDENTE AMOL
DR.FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO-PRESIDENTE ASCRIM
DR.GERALDO MAIA DO NASCIMENTO-HISTORIADOR
DR.JOSÉ ROMERO CARDOSO DE ARAÚJO-DIR.ACERVO ASCRIM
DRA.LUDIMILLA C. SERAFIM DE OLIVEIRA-1ª SECRETÁRIA/ASCRIM
DRA.MARIA GORETTI ALVES DE ARAUJO-DIR.EVENTOS ARTÍSTICOS
MILTON MARQUES DE MEDEIROS-“IN MEMORIAN”
DR.RICARDO LOPES-FOTÓGRAFO
DRA.TANIAMÁ VIEIRA BARRETO DA SILVA-PRESIDENTE ALAM
DR.WILSON BEZERRA DE MOURA-COORDENADOR COMFOPHPM
MARIA CONCEIÇÃO MACIEL FILGUEIRA – MESTRA E EXPOSITORA
DAVID DE MEDEIROS LEITE, MESTRE E EXPOSITOR
DRA. FATIMA BEZERRA - SENADORA
DRA. LARISSA ROSADO - DEPUTADA ESTADUAL
DRA. ROSALBA CIARLINE ROSADO, PREFEITA DE MOSSORÓ
DRA. IZABEL MONTENEGRO – PRESID. CMM
DR. CANINDÉ MAIA - PRESIDENTE OAB/MOSSORÓ
DR.PEDRO FERNANDES – REITOR UERN
DR.CARLOS EDUARDO DANTAS GOMES-CHEFE IBGE LOCAL
DR.FLÁVIO TÁCITO DA SILVA VIEIRA-VEREADOR-CMM
DR.JOSÉ LACERDA ALVES FELIPE - DOUTORADO EM GEOGRAFIA/UFRN
DR.JOSÉ WELLINGTON BARRETO-PRES.ACJUS
DR.ORMUZ SIMONETTI- PRESIDENTE/IHGRN
DR.ANTÔNIO ALVES CLAUDER ARCANJO-PRESIDENTE ICOP
DR.TARCÍSIO GURGEL DOS SANTOS – DOUTORADO EDUCAÇÃO- ESCRITOR MOSSOROENSE
DRA. CINARA FILGUEIRA MACIEL – MESTRA E TURISMÓLOGA

-APRESENTAÇÃO CORAL CANTO E SAUDE NARA VASCONCELOS = “CARINHOSO”.

III-09.07.2018-NOITE-(SEGUNDA-FEIRA)-20h05minSESSÃO CULTURA E QUADRO DE HONRA INTELECTUALIDADE DA ASCRIM -(tempo previsto: 25min)
1. PUBLICA RESOLUÇÃO ASCRIM Nº003/2018, QUE INSTITUI TITULO HONORIFICENTÍSSIMO  DE ‘PRESIDENTE DE HONRA DA ASCRIM DR. MILTON MARQUES DE MEDEIROS,IN MEMORIAM”, CONCEDIDO A DR. MILTON MARQUES DE MEDEIROS.
1.1. DESIGNAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE “CONDUTORA/GUARDIÔ DA HONRARIA “PRESIDENTE DE HONRA DA ASCRIM DR. MILTON MARQUES DE MEDEIROS IN MEMORIAM”, OUTORGADO A SUA FILHA DRA. STELLA MARIS MARQUES FREIRE DE MEDEIROS.: (PROVISÃO ACACT).
2. ESPEQUE DO ATO PRESIDENCIAL Nº 001/2018, OUTORGA 12 MEDALHAS “TRIBUTO CULTURA E TELEVISAO DR. MILTON MARQUES DE MEDEIROS” AOS HOMENAGEADOS INDICADOS POR DRA ZILENE MARQUES, PRESIDENTE DO CONGLOMERADO EMPRESARIAL DA FAMÍLIA, OS QUE CONFIRMARAM PRESENÇA A ESTE EDITAL AGE-2011/2018;(PROVISÃO ACACT),
3. DOAÇÃO, PELOS AUTORES, À FAMÍLIA DR. MILTON MARQUES DE MEDEIROS DE HOMENAGENS DE ESCULTURAS, TELAS, BUSTO E ARTES.
4. OUTORGA TÍTULO “EMBAIXADORA LITERÁRIA INTERNACIONAL DA ASCRIM”, Acadêmica da ASCRIM, DRA.MARIA DO SOCORRO CAVALCANTI.
5. OUTORGA TÍTULO “ASCRIM GRANDE MÉRITO DE HONRA LITERATURA” AO ESCRITOR MOSSOROENSE TARCISIO GURGEL DOS SANTOS, AUTOR DO TEXTO TEATRAL “CHUVA DE BALAS NO PAÍS DE MOSSORÓ”, CONSAGRADO NO ESPETÁCULO QUE TEM O MESMO TÍTULO, NAS FESTIVIDADES DO “MOSSORÓ CIDADE JUNINA.”
6. OUTORGA TÍTULO HONORÍFICO “ASCRIM GRANDE MÉRITO DE HONRA LITERATURA MUSICAL” A DR. DIÓGENES DA CUNHA LIMA, JOÃO WILSON MENDES, ROBERTO LIMA, AUTORES DA MÚSICA “CANÇÃO PARA MOSSORÓ”.
IV. A ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA ASCRIM-AGE-011/2018, DE 09.07.2018, PODEM COMPARECER CONVIDADOS E FAMILIARES DOS ASSOCIADOS, PRIVADOS, CONTUDO DE VOZ E VOTO. 
V. OS INTERESSADOS, (NÚMERO NUNCA SUPERIOR A 05), EM SUBIR À TRIBUNA DA ASCRIM-AGE-011/2018, PARA PRONUNCIAMENTO RELACIONADO COM O EVENTO, DEVEM PROTOCOLAR REQUERIMENTO, ENCAMINHANDO-O DIRETAMENTE AO PRESIDENTE DA ASCRIM, VIA EMAIL asescritm@hotmail.com ATÉ 24 HORAS ANTES DO INÍCIO DO EVENTO, SOB PENA DO PEDIDO SER VETADO. (tempo previsto: 03MINUTOS P/ PRONUNCIAMENTO/CADA REQUERENTE).
VI. AS DELIBERAÇÕES SERÃO TOMADAS POR MAIORIA SIMPLES DE VOTOS DOS ACADÊMICOS PRESENTES COM DIREITO DE VOTAR E SÓ PODERÃO TRATAR SOBRE OS ASSUNTOS DAS ORDENS DO DIA DO PRESENTE ASCRIM -AGE-011/2018.
VII. RECOMENDA-SE TRAJE ESPORTE FINO PARA OS CONVIDADOS E VESTES TALARES PARA ASSOCIADOS E ACADÊMICOS DE ENTIDADES CULTURAIS CONGÊNERES.
VIII. O PRAZO DE CONFIRMAÇÃO, PARA SUBSIDIAR ORGANIZAÇÃO, COQUETEL E CONTROLE DO CERIMONIAL AO ASCRIM AGE-011/2018, RESPEITADAS AS JUSTIFICATIVAS PRÉVIAS E EXTEMPORÂNEAS, EXPIRA NO DIA 29.06.2018,  

TERMOS EM QUE EXPEDE, REGISTRE-SE E CUMPRA-SE O PRESENTE
ADITIVO DE RERRATIFICAÇÃO QUE DETERMINA MUDANÇAS DE DATAS, LOCAIS E HORÁRIO AO ADITIVO DO EDITAL ASCRIM DE CONVOCAÇÃO E CONVITE AGE-011/2018, DE 05.06.2018, RERRATIFICADOS EM TODOS OS SEUS TERMOS, PODENDO SER RETRANSMITIDO POR TODOS OS MEIOS DISPONÍVEIS AOS CONVOCADOS E CONVIDADOS INTERESSADOS.

MOSSORÓ (RN), 06 DE JULHO DE 2018.

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
- PRESIDENTE DA ASCRIM –
*Expoente DA ACADEMIA DOS ESCRITORES MOSSOROENSES-ASCRIM 

Enviado por 

ANTÔNIO SILVINO

Por Braulio Tavares

Uma foto tem circulado nas redes sociais, mostrando dois homens de terno, frente a frente. São eles o presidente-ditador Getúlio Vargas e o ex-cangaceiro Antonio Silvino, que recebera indulto após 23 anos de cadeia, por bom comportamento (havia sido condenado a 239 anos). Diferentemente de Lampião, que em vinte anos de cangaço nunca foi preso, Silvino cumpriu pena, alfabetizou-se na prisão, converteu-se ao protestantismo e trabalhou em vários tipos de artesanato até receber o indulto de Vargas. São duas histórias diferentes, dois finais diferentes. Lampião, que era 23 anos mais novo, morreu numa emboscada na gruta de Angicos em 1938. Silvino, aprisionado em 1914 (antes mesmo de Lampião entrar para o cangaço) morreu em 1944, na casa de uma prima, em Campina Grande. (Quando eu era menino, várias vezes me mostraram a vilazinha humilde onde ele findou seus dias, em frente à Praça Félix Araújo, esquina com a Arrojado Lisboa).

A carreira de Silvino está documentada nos folhetos de Francisco das Chagas Batista, que cobrem suas aventuras até 1912. Uma ótima avaliação deles está em Memória de Lutas de Ruth Brito Lemos Terra (Global, 1983), onde ela compara a abordagem de Chagas Batista, mais documental, com a de Leandro Gomes de Barros, mais fantasiosa e romantizada. Tal como Lampião, Silvino foi exaltado por poetas e escritores como um guerreiro nobre e ético. Em As Infâncias de Quaderna, de Ariano Suassuna, é ele quem resgata o menino Quaderna, raptado por ciganos, e o devolve à família; em Menino de Engenho, José Lins do Rego reconstitui uma visita do cangaceiro ao coronel José Paulino, que o recebe à mesa, com todas as honras.

Foi, aliás, o próprio Zé Lins que em 1938 levou Graciliano Ramos a visitar Silvino na prisão, antes do seu indulto. Numa crônica no Jornal de Alagoas (18-9-1938, aqui: http://bit.ly/NI7SRl), Graciliano faz um retrato elogioso do ex-cangaceiro, onde ficam evidentes os preconceitos de raça e classe que ambos inconscientemente compartilhavam. Diz ele: “Antonio Silvino é um homem branco. Seria mais razoável que fosse um representante das raças inferiores, que, no Nordeste e em outros lugares, constituem a maioria da classe inferior. 

Mas é um branco, e se for examinado convenientemente, não dá para bandido. (...) Homem de ordem, indispôs-se com outros homens de ordem, fez tropelias no sertão, caiu numa cilada e penou vinte anos para lá das grades. Continuou, porém, a ser o que era, apesar da cadeia: homem de ordem, membro da classe média, com todas as virtudes da classe média”. Sertanejos escritores, políticos ou cangaceiros que respiravam o mesmo ar, as mesmas idéias.

Braulio Tavares

http://omundocomoelee.blogspot.com/2013/08/antonio-silvino.html

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VIRGOLINO FERREIRA DA SILVA O LAMPIÃO COMPLETOU 121 ANOS


Por Anildomá Willans

Hoje, conforme certidão de nascimento, VIRGOLINO FERREIRA DA SILVA, o LAMPIÃO, completa 121 anos. Nasceu em Villa Bella, atual Serra Talhada, no Sítio Passagem das Pedras. 


Vale a pena conhecer o local, com visita guiada. Agende pelo telefone (87) 3831 3860 - Museu do Cangaço.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=259554474815561&set=pcb.259554538148888&type=3&theater&ifg=1

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VIGÉSIMO TERCEIRO VÍDEO CANGAÇO - CANDEEIRO EM FORTALEZA

Por Aderbal Nogueira

Ex-cangaceiro Cadeeiro em Fortaleza faz visita a casa do saudoso amigo Cristiano Câmara.

https://www.youtube.com/watch?v=l2iCUQXfpio&feature=youtu.be

Publicado em 25 de mar de 2014

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SEMINÁRIO SERTÃO CANGAÇO.. Programação..

Por Voltaseca

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IMIGRANTES: UMA PARANOIA DE SEREM INIMIGOS


Por Luiz Serra

O imigrante bem tratado transmite a quem recebe um galardão de convivência na aldeia global. Em um dado tempo da história recente, o tratamento dado a imigrantes na Guerra foi muito cruel. A se lembrar os campos de concentração de alemães, italianos e japoneses, com suas consequências inomináveis detalhadas em livros e filmes.

Meu saudoso pai, Antônio Serra, foi imigrante de Portugal para o Brasil. Embarcou em 1940, aos 23 anos, no porto de Lisboa em um navio que fez história: o vapor Serpa Pinto, e viajava na 3ª classe por drástica reserva financeira. Uma viagem que levaria uma semana levou quase um mês pelas abordagens dos submarinos alemães, lembro-me de ele me contar das peripécias e riscos enfrentados pelo jovem imigrante.

Livro sobre o Serpa Pinto - terravista.blogspot

O Serpa Pinto foi um transatlântico que singrou o Atlântico durante a Segunda Grande Guerra. A história do paquete acabou em livro, O Navio do Destino, Rosine de Dion, pela editora Record.

O célebre transatlântico pertencia à Companhia Colonial de Navegação (lusa) e transportou durante todo o conflito mais de 100 mil passageiros.

Durante a viagem foi abordado em alto mar por um navio de guerra inglês e mais na costa da África por um submarino alemão. Apesar de Portugal ter se tornado neutro na guerra, as embarcações beligerantes queriam verificar quem estava a bordo. No caso do submarino alemão, os militares checaram a lista de passageiros atrás de passageiros ingleses ou judeus.

Submarino da classe U alemão - humansatsea.com

Contou-me meu pai da angústia que passaram durante os alarmes da possível presença nas proximidades de submarino U-Bolt alemão, quando então as máquinas eram paradas e o navio ficava por várias horas à deriva. Num dos episódios de parada os alemães ameaçaram afundar o navio e que os quase 600 passageiros deveriam embarcar em botes salva-vidas. Após o sufoco de algumas horas decidiram liberar o navio. Numa delas enfrentavam mau tempo e o navio oscilou desmedidamente e as malas acompanhavam o movimento ruidosamente.

Finalmente, após quase um mês o navio aportou no Rio de Janeiro. Meus tios o receberam para sua nova vida no Brasil. Anos após foi um comerciante do ramo de móveis e ofereceu emprego a muitos brasileiros.

Aqui a reprodução de artigo que assinei para o Blog Ponto de Vista, do jornalista potiguar e escritor Nelson Freire.

SEPARAR FILHOS DE PAIS: UM ATO DE LESA-HUMANIDADE

Penso que não importa se nessa era Trump tenha-se praticado tal ignomínia irreparável para o ser humano, até mesmo, se em governos anteriores, nos EUA, também se tenha configurada a mesma prática. Importa que os ensinamentos históricos e as decepções registradas em livros e nas telas da arte não fizeram, em boa parte, a humanidade evoluir societariamente. Não estamos falando de uma republiqueta isolada e apartada das leis, em um recôndito do globo, mas de uma poderosa nação, construída com suor e significativo aprendizado histórico, e que investe maciçamente em educação.

O Brasil igualmente revela estatísticas que espantam o mundo. Anunciam-se dezenas de milhares de assassinatos por ano, que não param de amenizar, nem ao menos estabilizar. Ao contrário, cidades antes pacíficas e atraentes já possuem as suas “gangues da marcha à ré”, ou de tráfico de drogas ou ainda de assaltos a banco na modalidade “novo cangaço”. Parecem capítulos de uma novela de terror.

Pintura de um porto século XVIII - alfradique

Mas relembrando um pouco as razões da expressão: crime de lesa-humanidade. Foi ditada nos tempos do pós-Guerra, e na referência aos ditames de Nuremberg, em 1950 e, sequencialmente, aprovados pela ONU. Mundo afora os mesmos princípios foram acolhidos pelos diversos tribunais penais internacionais, referendando a pressão para que os países membros da Organização das Nações Unidas investiguem tais crimes e procedam a punições cabíveis.

Neste âmbito de alcance aos crimes contra a humanidade, e na ótica das conclusões de Nuremberg, pode-se chegar os assassinatos em série; os casos de perseguição por motivos religiosos, políticos ou raciais, em tempo de paz ou de guerra, e conexos a estes estados; a deportação; os fatos de extermínios, e classificados internamente como tal, nos tribunais afeitos a cada nação.

No assunto em tela, estampado na mídia, na crise da imigração irremediável para tantos seres, e como tal tratada pelo mandatário norte-americano, a imagem ferina aos princípios elementares da dignidade humana fez crescer assustadoramente o clamor pela remediação do sofrimento daquelas inocentes crianças que mal compreendem por que as estão vivenciando.

O papel da imprensa é extremamente valioso no decurso da denúncia que atingiu mentes e corações por todo o mundo. No Brasil as notícias infames dos assassinatos crescem avassaladoramente e nos colocam praticamente dentro da cena dos crimes, que excedem em crueldade. Crimes em nosso país que, de tão desmedidos, podem perfeitamente serem classificados como atos vis de lesa-humanidade.

https://www.facebook.com/luiz.serra.14/posts/10211877009303054

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sábado, 7 de julho de 2018

MULHERES NO CANGAÇO: 80 ANOS DA MORTE DE MARIA BONITA E LAMPIÃO - www.joaodesousalima.blogspot.com

Por João de Sousa Lima

Há caminhos que são descaminhos
Bárbaros trajetos com sabor de aço
Histórias escritas em pergaminhos
Capítulos eternizados no cangaço

(João de Sousa Lima)

Amanhecer do dia 28 de julho de 1938, manhã nublada e fria. No coito da Grota do Angico, alguns cangaceiros dormiam e outros agiam na lentidão da fadiga e envolvidos pela friagem da neblina gerada pelo mês chuvoso.

Os policiais volantes comandados pelo tenente João Bezerra e seus imediatos, o aspirante Francisco Ferreira de Mello e o sargento Aniceto Rodrigues armavam o cerco final ao Lampião e Maria Bonita, Rainha do Cangaço e mais alguns companheiros que também tombaram naquela manhã, em um total de 11 cangaceiros. No confronto a polícia sofreu uma só baixa, perecendo o irmão de armas, o soldado Adrião Pedro de Souza.

Doze pessoas totalizaram as mortes daquele dia e que por tantos anos se busca subsídios para análises e entendimentos dos fatos que permanecem cercados de tantos mistérios.

Era o fim de uma página da história do banditismo rural Nordestino. Era o fim do cangaceiro de maior destaque dentro deste contexto histórico. Era o fim de um capítulo onde a mulher teve grande referência enquanto estilo de vida diferenciada das vidas de tantas sertanejas que viviam nas escondidas veredas dos sopés de serras das caatingas bravias.
    
Pode-se dizer que Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita, Rainha do Cangaço, rompeu parâmetros na sociedade e se fez diferente. Dentre tantas mulheres Lampião escolheu uma baiana da Malhada da Caiçara, povoado pertencente a Santo Antônio da Glória do Curral dos Bois e que desde 28 de julho de 1958, pertence a Paulo Afonso.

Maria Bonita foi eternizada por tantos artistas populares do Brasil e uma dessas referências artísticas foi através da arte do poeta repentista Otacílio Batista como “A Morena da Terra do Condor”, em música gravada por Amelinha e também Zé Ramalho, em alusão aos poemas do conterrâneo poeta baiano Castro Alves, o Poeta dos Escravos, que inseria suas poesias em defesa da diferenças sociais, seguindo a corrente literária do “Condoreirismo”, que defendia os direitos dos oprimidos. Poema marcante dessa linha quando escreveu “Espumas Flutuantes”. Outra vertente que ele seguiu foi a do Romantismo-Lírico-Amoroso, também defendendo em versos os direitos do Povo:
  
O cangaço enquanto fenômeno social ganhou ênfase através dos diversos artistas populares que divulgavam as infinitas peripécias vividas nesse período.

A expansão dos fatos se deu através das cantorias dos repentistas, dos folhetos dos cordelistas, dos xilogravuristas, músicos, grupos de danças, artistas circenses e outros segmentos.

Foram formas distintas de propagação dos fatos históricos e esse alastramento aconteceu justamente onde a concentração do povo era mais frequente: nas diversas feiras, latadas, circos e ruas.

A mídia mais simples se encarregou de colocar no imaginário popular as façanhas vividas no cangaço, episódios decorridos nas mais ermas matarias catingueiras, transformando e mitificando os grupos e subgrupos de cangaceiros, principalmente as mulheres que a esse mundo diferenciado se lançaram, muitas delas, quase inocentes meninas, para viverem tantas e perigosas aventuras, à margem da lei.

Maria Gomes de Oliveira, a Maria de Déa, em referência ao apelido de sua mãe, Dona Déa, de nome batismal Maria Joaquina Conceição Oliveira, foi sem sombras de dúvidas, por ser a companheira do chefe supremo do cangaço, o famoso Lampião, a mais famosa mulher cangaceira. No cangaço ela foi a Maria do Capitão ou a dona Maria. Ficou imortalizada como Maria Bonita, apelido esse oriundo dos versos cantados e rimados pelos policiais volantes, que vivam nas inacabáveis persigas das diferentes veredas com seus combates ferrenhos e quase diários.

Maria Bonita foi a mais expressiva cangaceira. Tivemos outras de renome como no caso de Dadá de Corisco, Lídia de Zé Baiano, Nenê de Luis Pedro, Inacinha de Gato, Durvinha de Virgínio e Moreno, Mariquinha de Ângelo Roque, Catarina de Nevoeiro, Aristéia de Catingueira, Otília de Mariano, Maria de Pancada, Dulce de Criança, Moça de Cirilo de Engrácia.

Várias outras mulheres passaram por esse mundo tão conturbado e de futuro duvidoso. Muitas delas perderam suas vidas nos combates, outras foram assassinadas por seus próprios companheiros. Sofreram perseguições, foram baleadas, feridas, humilhadas, mal amadas, maltratadas. Outras viveram seus amores, tiveram filhos, foram mães sem o direito de ser mãe no sentido mais figurado e sublime da palavra mãe. Dentre todas as dores das mulheres a maior foi ser mãe e não exercer a função de cuidar de sua prole, não poder zelar de seus pequenos, ver secar no seio o leite materno destinado a alimentar seus inocentes.

À mulher ficou resguardado somente o direito de seguir seus homens, seus grupos, fugindo das duradouras perseguições dos rastejadores contratados dos grupos policiais. No dizer sertanejo: “Uma vida sem futuro”.

Mas as mulheres não puderam fugir a esse capitulo da nossa historiografia sertaneja, se bem que levou tempo para acontecer a entrada feminina nessa conjuntura.

Perguntamo-nos às vezes o que levou as mulheres a encarar uma forma de vida tão violenta e longe das perspectivas geradas pelas famílias com seus conceitos, educação traçada dentro das normas rígidas das religiões e das tradições de um Nordeste desassistido.

Algumas me confidenciaram que seguiram esse caminho por amor, umas poucas segredaram que foram forçadas, por motivos diferentes, uma só falou que foi porque achou bonito o “TRAJAR” dos cangaceiros, se embelezou pela profusão de cores nos bordados e a grande quantidade do metal nobre amarelado, correntes, anéis, alianças, moedas e brincos de ouro.

Dentre todas elas, sem exceções, em seus depoimentos, a pior coisa foi não poder cuidar dos filhos. Suas crianças eram todas deixadas aos cuidados dos padres, coronéis, coiteiros e amigos.

As Mulheres viveram no cangaço uma aventura sem precedentes e deixaram seus nomes registrados na página da história dos levantes do Nordeste do Brasil.

Foi Maria Gomes de Oliveira, a famosa cangaceira Maria Bonita, morena nascida no povoado Malhada da Caiçara, terras na época do cangaço pertencentes a Santo Antônio da Glória e hoje à Paulo Afonso, a mulher mais referenciada no contexto histórico do mundo feminino cangaceiro.

A data de nascimento de Maria Bonita se divide entre 1910 e 1911, registrado por vários pesquisadores em tantos livros, pondo em dúvida também o dia 08 de março. A verdade é que ela encontrou a morte ainda muito jovem, morrendo na trágica manhã do dia 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em Poço Redondo, Sergipe, com sua idade variando entre 27 ou 28 anos de vida.

Quantas e tantas mulheres viveram esse capitulo para, inocentemente, escreverem suas próprias histórias. Histórias de amores roubados e permitidos, histórias de lutas e fugas, de tiros e mortes, de caminhadas incessantes e dormidas incertas, de filhos gerados na rispidez das matas pontiagudas e ferinas. Histórias de servidão e desilusão.

Muitas delas adentraram no movimento, no esplendor de suas inocências de meninas-moças, trajando as vestes das “Mulheres das Caatingas”, levadas, talvez, pela ilusão de uma vida melhorou no mínimo, uma vida diferenciada das que vivam nos sopés das serras de suas moradas.

Ao período destinou-se o estigma de andarilhos errantes, acobertados apenas pela razão de suas decisões individuais. Sem entendimento adequado do andar “À MARGEM DA LEI”. Donas de seus mundos imaginários, pequenos e próprios.

A mulher cangaceira marcou seu tempo, escreveu sua história, traçou seu perfil de mulher obstinada e diferenciada das mulheres de sua época. Todas elas deixaram por insignificante que possa parecer, seus rastros marcados eternamente nas infindas veredas circundadas de pedras e espinhos do Sertão Nordestino.

À frente de seu tempo, a mulher cangaceira deixou vestígios no registro da história do Brasil.

Tempo presente, agora em 2018, marca 80 anos da Morte de Lampião e Maria Bonita, tantas e quantas análises surgiram sobre o fatídico dia 28 de julho de 1938, inúmeros registros, apreciações diversas, umas abalizadas e outras desprovidas dos critérios sérios que a história merece.

Nas fendas pedregosas da Grota do Angico, fato certo, que a morte lacerou doze corpos, onze cangaceiros e um soldado encontraram seu dia final. Entre os cadáveres duas mulheres, duas almas femininas adornando o quadro funesto dos últimos momentos do Rei do Cangaço.
Entorpecida, a Grota do Angico perpetua seus mistérios e um grito feminino paira no ar, como último refúgio de dor, na etapa final do cangaço...

João de Sousa Lima
Paulo Afonso 06 de junho de 2018
Membro da ALPA – Academia de Letras de Paulo Afonso - Cadeira 06.
Membro da SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.
Membro do GECC – Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará
Membro do IGH – Instituto Geográfico e Histórico de Paulo Afonso
Membro do Instituto Geográfico e Histórico do Pajeú.

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ZÉ SERENO – CANGACEIRO APOSENTADO.


Por José Eduardo

Durante oito anos ele enfrentou chuva, frio, sol, fome e sede nas caatingas enquanto as balas dos policiais passavam perto.

Os motivos que levaram Zé Sereno ao cangaço continuaram criando-lhe problemas durante toda a vida. Lê e escreve mas só passou 29 dias na escola. É um homem que nunca abriu um livro mais sério, mas fala com tranquila profundidade sobre a necessidade de se “respeitar a dignidade humana”. E se enfurece quando a norma central de seu código é desrespeitada..

“Homem é homem, não é bicho. Tem que ser respeitado”.

Tudo para ele é simples. Não percebe que foi figura importante de um capítulo da nossa história. Para ele tudo “são coisas da vida”.

Conta como entrou para o cangaço, as injustiças que sofreu, com um misto de fatalismo e bom humor irônico. A amargura é rara, porém quando surge brota junto com a violência. 

A CULPA DA POLÍCIA.


“Zé Sereno” explica que a única saída era o cangaço. Sua vida nunca foi fácil. “Lá no Nordeste a gente nasce e sobrevive sem perceber muito como e nem por que. Vai vivendo, brigando contra o clima, a falta d’água, quase tudo. Escola e médico não existem. Mas a gente tinha umas terrinhas dois primos e dois tios no cangaço. Sabe? Lá a polícia fazia o cangaceiro”.

Lembra que nasceu a 22 de agosto de 1913 e que, aos 17 anos, já era homem feito. “Lá a gente crescia e amadurecia logo porque a vida era curta e o trabalho excessivo. O sítio ia bem, pelo menos nos moldes de progresso de lá. Tinha 17 anos quando os soldados chegaram. Queriam informações sobre meus tios e primos cangaceiros. Não sabíamos nada, mas quebraram tudo que tínhamos em casa. Depois nos obrigaram a morar na cidade para evitar que descemos guarida a eles”.

“Como diz o outro, lá não havia educação. Tudo era na base da ignorância e da estupidez. Ficamos na cidade pensando nas plantações e na criação porque iam morrer por falta de cuidado. 

Um dia eu disse prá Lídia, minha mãe:

- “Olha, pra morrer ou viver eu vou voltar para casa”.

Cheguei e fui agredido por um soldado. Disse que era a primeira e última agressão que na vida e me juntei ao cangaço exatamente quando a propriedade ia bem e parecia que a vida ia melhorar.

Partiu na caatinga e foi deixando recados. Era sobrinho de Antônio Ingraça (Ingrácia), Arceto e primo de Zé Bahiano e Antônio Dicenauro (Sionário). Estava procurando o cangaço. “Lá tudo anda depressa. A morte e os recados seguem a mesma trilha e a fome acelera tudo. Principalmente mensagem para Lampião”.

“ZÉ SERENO” NASCEU

Encontrou os parentes e “Lampeão”, ganhou fuzil e trocou de nome. “Zeca da Lídia” (Zé de Lídia) não era nome de quem vai viver matando até chegar seu dia. Virou “Zé Sereno” porque era tranquilo. Foi aprendendo rápido. Atirar e brigar de faca era mais fácil que andar de alpercatas pelas caatingas espinhentas sob o sol forte, as vezes dormindo no molhado da chuva e de um ou outro arroio, com pouca comida e água. Mais difícil ainda era saber em quem confiar.

O povo gostava dos cangaceiros. “Lampião” punia os fazendeiros que não pagavam os trabalhadores e eram numerosos. Até padres apoiavam.

“Também éramos todos católicos, graças a Deus”. Havia muitos fazendeiros que contribuíam com dinheiro. O armamento era caro, mas fácil e bom. Os próprios oficiais da polícia também vendiam fuzis modelo 22, Parabelluns 9 e 7,63 milímetros, por seiscentos mil réis cada arma e dois mil réis o cartucho.

Mas a polícia tinha seus aliados. De boa vontade eram poucos mas por medo não faltavam quem falasse.

“Havia gente que nos acolhia porque gostava e, depois informava a polícia porque tinha medo”.

Mas “o povo era muito bom, se não a gente teria sido derrotado”. Além das duas cartucheiras de parabellum, mais duas de fuzil, no embornal iam sempre mais 700 ou 800 cartuchos. “Agora saber em quem confiar era mais difícil”.

“Zé Sereno” foi se tornando especialista em descobrir amigos e inimigos. Conta que quando via Pedro de Cândida (Cândido) “sentia o coração palpitar. Sempre soube que ele iria trair”.

Avisou “Lampeão” mas o “Velho Cego” respondeu que Pedro era seu coiteiro há 8 anos. Só concordou em sair na manhã seguinte, depois que eu ameacei me retirar com meus homens, mesmo sem ele. 


A traição de Pedro de Cândida (Cândido) custou a vida de “Lampeão”. Restou um grupo de 27 homens.

Texto: José Eduardo

Fotos: Narciso Santos

Transcrição/Adendo: Geraldo Antônio de Souza Júnior


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"A MORTE APAGA TUDO!"

Por Thiago Pereira
Thiago Pereira, bisneto do Coronel Zé Pereira e sobrinho-neto de Aloysio Pereira Lima



Coronel José Pereira de Lima
Dona Xandú (Alexandrina Pereira Lima), esposa e sobrinha do Coronel Zé Pereira
Aloysio Pereira Lima ao lado do pai, Coronel Zé Pereira
Coronel Zé Pereira Lima e o Estado-Maior da Revolta de Princesa

Este material tinha sido enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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NO SERTÃO DA MINHA TERRA

*Rangel Alves da Costa

Sou de um sertão de raiz, o mais sertão existente. Não existe outro sertão igual ao que sinto em mim presente. Desde a terra à semente, desde o bicho à sua gente. Um sertão sem ter igual no que se tem e no que se sente.
No sertão da minha terra há vereda de pé de serra, de bicho de pasto que berra, luta que não se encerra. Um caminha na poeira, um sol queimando em lareira, pouca comida de feira, uma pobreza avistada como bagaceira.
No sertão da minha terra há menino e pé no chão, há barriga sem o pão, há prato vazio no chão. Por todo o sertão é sim, o tudo vira tiquim, o muito vira poquim, o que pouco tem já tá no fim. Um povo que vive assim.
No sertão da minha terra, um dia um tempo de dor, na tocaia e na emboscada, na violência o clamor, o sangue jorrando ao chão, quem já viveu já chorou. Carnicento destripando a vida que a bala levou.
No sertão da minha terra, lá longe e bem distante, um casebre morro adiante, casinha desfeita em levante. A guerra na minha terra, a cruz que debaixo enterra os restos de um passado feito bicho que berra.
No sertão da minha terra, um chão assim tão espinhento, um viver que é de lamento no seu passo em sofrimento. Na vida feita de labuta, que somente a fé e a luta desenterram das desentranhas os restos da terra bruta.
No sertão da minha terra e noutros sertões mais além, um viver de querer bem, um se entregar ao que tem. E nada tem além do pão, na fé a vela e o sermão, na parede a imagem do Padim Ciço e Frei Damião.


No sertão da minha terra há uma igrejinha e uma prece, há um pedido de benção a todo aquele que padece, religiosidade tão forte que a esperança não perece. Há um povo em procissão, na crença e abnegação, rezando pra cair chuva e para salvar o sertão.
No sertão da minha terra há fogão de lenha em quintal, há roupa estendida em varal, há na nuvem um bom sinal, que amanhã será melhor, pois nada será pior que o sofrimento ao redor. Uma galinha que cisca, um gato que vem e belisca.
No sertão da minha terra há bolo de milho e jabá, há jumento na estrada levando o caçuá, uma carroça passando cheinha de croatá. Um cavalo esquipador, na vaqueirama um voador, alegria do sertanejo que um dia já vaqueirou.
No sertão da minha terra tem pirulito de mel, tem panelada e sarapatel, tem bolinho de chuva e de céu, tem linha no carretel. De cumbuca é o cantil e de couro cru é o chapéu. E assim vivendo se vai na vida de déu em déu...
No sertão da minha terra tem chuva grossa e pinguinho, tem chuvarada e sereninho, tem tempestade e tiquinho do chuvisco já caído, mas um sol tão atrevido que chega como enxerido e vai se arvorando escondido e deixa tudo esmaecido.
No sertão da minha terra tem rolinha fogo-pagô, tem seriema sim sinhô, e de todo bicho que restou. Mas muito existe não, nem sabiá nem cancão e nem ave de arribação. Pouco é a cantoria onde o canto existia, no sertão mais a tristeza onde havia alegria.
No sertão da minha terra há cuscuz no amanhecer e qualquer coisa ao anoitecer. Não se escolhe o que comer nem o prato que vai ter. Primeiro come a criança, depois vem toda a restança da família em esperança.
Assim no sertão de minha. Assim em todo o sertão.

Escritor
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O DIA EM QUE O REI DO BAIÃO APANHOU POR CAUSA DO REI DO CANGAÇO!

Por Cris Silva

O dia em que o Rei do Baião apanhou por causa do Rei do Cangaço!

Luiz Gonzaga nunca escondeu de ninguém a sua admiração por Lampião, em entrevista ele relata, mais uma vez, este apreço "perigoso".

Alguém saberia me relatar em que ano, mais ou menos, se deu tal acontecimento?! 

https://www.youtube.com/watch?v=-vTv7_oLuxc&app=desktop

Veja o que Luiz Gonzaga falou de Lampião.
Publicado em 18 de ago de 2017
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ADEUS, LEANDRO!

Por Allison Flor Lalinho

A cada chamado da vida o coração deve estar pronto para a despedida e para novo começo, com ânimo e sem lamúrias. Aberto sempre para novos compromissos.

Dentro de cada começar mora um encanto que nos dá forças e nos ajuda a viver. 
Descanse em paz, amigo Leandro do Inala Samba!
Adendo: José Mendes Pereira

Grande Allison Flor, eu conheci o Leandro apenas de vista e chapéu, mas trabalhei com a sua mãe na "Escola Estadual Antonio de Souza Machado", no conjunto Nova Vida, no grande Alto do São Manoel, por pouco tempo, período em que eu estava procurando a minha aposentadoria. Como eu me encontrava afastado das atividades, por motivo de doença, e assim que fui liberado para assumir a minha sala de aula, não querendo mais, fui transferido para a escola citada, ocupando a biblioteca, e por lá, a mãe do Leandro estava.

Que Deus conforte toda sua família!
  
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VIGÉSIMO SEGUNDO VIDEO CANGAÇO


Por Aderbal Nogueira

A entrada de Sila no Cangaço o encontro com sua amiga Adília que foi mulher do Cangaceiro Canário e o sofrimento com os homens.

https://www.youtube.com/watch?v=ZT4_uQ5Aakk&feature=share


Publicado em 28 de nov de 2017

depoimento sobre a vida dura que levavam no cangaço.

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FRUTOS DO TEMPO

Por Francisco de Paula Melo Aguiar


Se eu quisesse, abacaxi, manga, mangaba,
maracujá,tangerina, mexerica, laranja-mimosa,
mandarina, fuxiqueira, poncã, manjerica, laranja-cravo,
laranja da terra, mimosa, bergamota, clementina, cajá!...
Com tanto jenipapo pelos caminhos...
ariticum, goiaba, jabuticaba, etc & tal...
ou araçá, tamarindo, sapoti...
ao longo das estradas de barro batido!
como melancia nos roçados de meu pai.

Trapiá, melão solto...
Como pedras nas plantações nas capoeiras,
A procura de frutos ou de pássaros,
saltitando à caça com minha  baladeira...
no sobe e desse em árvores e ladeiras.

Afirmava à velha Zefa Boi,
Que tem pitomba como pau que dá em doido...
por essas bandas...
Enquanto a velha Manzinha enchia a cara
de água que passarinho não bebia...
Soltava o palavrório da vida alheia.

Caju fazia lama no chão em abundância,
Mata de marmeleiro ralo...
Juá aqui, gogóia acolá,
Frutos do tempo às expensas
da sorte da natureza
e de quem se arriscar...
Abelha, marimbondo e arapuá.

Pelos cantos dos alpendres
da casa de meu pai,
reclama dona Alice de Joventino:
- anda logo, Agrinaldo,  “bexiguento”
esse moleque, não é boa isca,
fruta que passarinho não belisca...

Enviado pelo autor Francisco de Paula Melo Aguiar

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