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sexta-feira, 10 de julho de 2020

LIVRO RECONSTITUI A HISTÓRIA DE VOLTA SECA, O JOVEM CANGACEIRO DO BANDO DE LAMPIÃO QUE VIVEU EM NOSSA REGIÃO

Encontrado no acervo do pesquisador Guilherme Machado

Luciano Baía Meneghite

Nos últimos anos foram reveladas algumas histórias de cangaceiros sobreviventes, principalmente do bando de Lampião que se refugiaram e reconstruíram suas vidas em Minas Gerais. Foi assim com o casal Moreno (falecido em 2010) e Durvinha (falecida em 2008) entre outros.

 Em 1996 foi divulgada na extinta TV Cidade, uma entrevista gravada por Gilberto Pinheiro com o Sr. Antônio dos Santos, o cangaceiro “Volta Seca” quando este comemorava 78 anos de vida. Como entrevistador o empresário José Ribeiro Farage, o popular “Zé Turquinho”.  Desta entrevista participou também o professor e artista plástico Luiz Raphael Domingues Rosa.


 
A vida de Volta Seca sempre foi envolta em muitas lendas. Algumas estimuladas pelo próprio, segundo algumas fontes. Até seu nome e data de nascimento eram motivos de controvérsias.  Foi inclusive inspiração para personagem homônimo de Jorge Amado no livro “Capitães de Areia”, o que o revoltou na época.  

Foi provavelmente o cangaceiro mais documentado e entrevistado. Mesmo assim, até pela sua fama de “contador de casos” muitas dúvidas sempre permaneceram sobre sua história.

O livro recentemente lançado “As Quatro Vidas de Volta Seca” de autoria do jornalista, professor e pesquisador Robério Santos,  se propõe a esclarecer muitos pontos na trajetória do lendário personagem. Sua infância, a entrada no cangaço, a prisão e a reconstrução da vida em liberdade.

 Nascido em 13 de março de 1918 no povoado de Saco Torto em Sergipe, Antônio trabalhava na lavoura e na feira de Itabaiana. Saiu de casa aos 11 anos de idade por desentendimentos com sua madrasta. Percorreu diversas localidades, acabando sendo levado pelo bando de Lampião como ajudante, principalmente lavador de cavalos.

Volta Seca, último à direita  (Autor desconhecido/Blog do Mendes)

Em 1932 desentendeu-se com Lampião, deixando o bando. Em uma emboscada próxima a cidade de Glória-BA foi preso  e enviado a Salvador. Recebido por multidão, sua prisão foi noticiada por vários jornais e aí virou celebridade.



Junto a outros cangaceiros presos (Revista O Cruzeiro)

Acusado de vários crimes, com a maioridade foi a julgamento, sendo condenado inicialmente a 145 anos de prisão, posteriormente reduzidos a trinta anos.Passou vinte anos na cadeia. Em 1952 recebeu indulto do presidente Getúlio Vargas. Logo em seguida serviu de consultor para o filme “O Cangaceiro” de Lima Barreto, (Não teria gostado do resultado final da obra).

Em 1957 gravou o disco “Cantigas de Lampião”, eternizando  composições marcantes, entre elas “Mulher Rendeira” e “Acorda Maria Bonita”. Pouco depois veio para nossa região trabalhar como guarda freios na estrada de ferro Leopoldina Railway.  




Constituiu numerosa família. Teria morado também em Pirapetinga. Faleceu em Leopoldina em 02 de fevereiro de 1997 aos 79 anos. Seu corpo está sepultado na cidade vizinha de Estrela Dalva.


O pesquisador Robério Santos junto ao túmulo de Volta Seca na vizinha cidade de Estrela Dalva
(Foto: Facebook/Robério Santos)


Quem tiver interesse em adquirir o livro é só entrar em contato com o autor pelo e-mail: roberiosantos@hotmail.com  ou  comentando em seu canal no You Tube  “O Cangaço na Literatura”.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

BÀRBARAS AMEAÇAS DO CANGACEIRO VOLTA SECA AO ESCRITOR JORGE AMADO; POR USAR UM ALTEREGO COM O SEU NOME NO LIVRO CAPITÃES DE AREIA DO ANO DE 1937.


Por Nataly Mendonça (Estudante de Direito)

O VOLTA SECA QUE JORGE AMADO NÃO CONHECIA!

“Vou guardar, no dia que eu saí daqui desse xilindró vô atráis desse tar iscritô mintiroso e vô fazê ele inguli todin, tô com a pinimpa no côro agora.” (Volta Seca ao descobrir que Jorge Amado usou sua identidade para criar um personagem.)


A vida de Volta Seca sempre foi envolta em muitas lendas. Algumas estimuladas pelo próprio, segundo algumas fontes. Até seu nome e data de nascimento eram motivos de controvérsias. Foi inclusive inspiração para personagem homônimo de Jorge Amado no livro “Capitães de Areia”, o que o revoltou na época.

Nascido em 13 de março de 1918 no povoado de Saco Torto em Sergipe, Antônio trabalhava na lavoura e na feira de Itabaiana. Saiu de casa aos 11 anos de idade por desentendimentos com sua madrasta. Percorreu diversas localidades, acabando sendo levado pelo bando de Lampião como ajudante, principalmente lavador de cavalos.

Fonte: Jornal da Bahia 1938. Foto Canal de Robério Santos no Youtube:


Encontrei este no acervo do Guilherme Machado

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SANTANA DO ALTO

SANTANA DO ALTO
Clerisvaldo B. Chagas, 10 de julho de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.342
(PARA O AMIGO MENDES DO BLOG MENDES E MENDES)

       Você que é visitante em minha terra, procure conhecê-la do alto. Cidade ladeirosa tem a vantagem de possuir mirantes naturais. Venha comigo e vamos conhecer alguns deles. Serrote do Cruzeiro, pequena serra frontal à cidade. O mais abrangente e tradicional de todos. Você escala o monte através de degraus entre arbustos e arvoretas. No cimo tem uma capela em homenagem a Santa Terezinha. O cenário é belíssimo e quem chega quer ficar mirando os arredores por horas a fio. Tem um cruzeiro à frente da capela, cujo marco foi implantado como passagem do século XIX para o século XX. Já foi chamado Morro da Goiabeira na década de 20.
CAPELA NO SERROTE DO CRUZEIRO (FOTO: LIVRO 230/B. CHAGAS.

Querendo, pode subir o serrote que vai mudando de nome, vizinho ao Cruzeiro: serrote do Gonçalinho, do Cristo e, ultimamente, da Micro Ondas. Este tem acesso para automóvel, sobe-se pela parte de trás, calçada com paralelepípedos. No cume você vai encontrar um Cristo e as torres de micro ondas. Sua paisagem é voltada para a parte leste de Santana, Bebedouro, Maniçoba, açude do Bode.
Nenhum mirante mostra a cidade completa, somente vistas parciais.
Também do lado norte da cidade você encontra o serrote do Pelado que mudou para Alto da Fé. O automóvel chega ao topo por acesso também de paralelepípedos onde vai encontrar uma paisagem bela dos arredores de Santana. Você vê a paisagem distante, mas o cenário próximo é somente parte do Bairro Monumento.
Fora esses mais conhecidos, Santana pode ainda ser vista do cimo da Serra Aguda, mais distante, do Hospital Regional e mesmo das faldas da serra Aguda. Você chega de automóvel no topo da serra onde está projetada a imagem sacra de Senhora Santana, a mais alta do mundo. O cenário é só maravilha para os arredores, porém o foco voltado para a cidade, mostra a urbe bem distante e pequena.
Muito pouco conhecido ainda é o morro do Bairro Lagoa do Junco, dos antigos quebradores de pedra. Lá do alto têm ângulos diversos e ainda não apreciados pela grande maioria do santanenses.
Sem espírito aventureiro só se conhece a poltrona.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com