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sábado, 30 de janeiro de 2021

CEL. ISAÍAS ARRUDA – 92 anos de morte. UMA CARTA DO ALÉM.

Por José Cícero

Meus amigos!

Deixai que o tempo e a história pacientemente julguem ao seu modo, todos os seus homens, porque os homens de carne e osso, até hoje e em geral são lobos e inimigos de si mesmos. Por conta disso, sequer com um pingo de justiça e de juízo, jamais conseguiram julgar ninguém.

Apenas vinte e oito anos de vida eu vivi. Tive o tempo necessário para alcançar na vida, o que a eternidade da história exigiu de mim. No fundo eu sei, que o preço que sempre se paga quando não se é compreendido por mais que se queira é demasiado.,, Ainda, deveras grande, o castigo de ter que aprender com seus próprios erros na vida e com os lajedos quentes em que se pisa, a robustez da alma e dos sentimentos. Crescer nas agruras e nunca reclamar em vão da dor. Tampouco, não se entristecer tão fácil diante dos sofrimentos mais agudos. Nunca abdicar de fazer o que por necessidade já se parece imperioso e preciso. E assim a alma da gente se depura, eu imagino,

Nada temi no mundo, senão a falsidade dos amigos que, acaso confiei em qualquer momento. E que eu diria ainda agora, que me foram tão poucos e muito caro.

Viver é isso. Quer seja, provar o tempo todo deste risco iminente que nos ronda dia e noite como um cão danado latindo alto no nosso quengo. Como igualmente, desse gosto amargo que nos molha a língua o tempo todo. Fel e sangue que nos enchem a boca justamente nos momentos mais difíceis e determinantes, tanto na sobrevivência do dia a dia, quanto no derradeiro instante. Quando nos afirmamos ou nos arrependemos do que fizemos.

Travei o bom combate do meu jeito. Diria que, a ferro e fogo. Sem nunca dizer “amém” ao tal destino que pela vida inteira me fizera acreditar que estávamos para todo o sempre condenados ao sofrer, sem dó nem piedade.

Há quem diga que fui por todos estes anos, um inveterado fazedor de inimigos. Mas não. Eu apenas me fiz respeitar e, quando preciso usei dos meus métodos mais ferrenhos. Impus aos inimigos as regras duras e infalíveis do meu jogo. Quem assim mesmo me desafiou e decidiu por jogar comigo, sabia disso. Perdi muito pouco. Como pouco ou quase nada foi a minha disposição para aprender o sentido de qualquer derrota.

Sempre soube que na vida tudo tem um preço. Vencer a qualquer custo foi sempre o meu prumo. Mas somente diante do esforço e do trabalho empreendido. Conquanto, foi este o meu maior desiderato. O meu sentido prática de estar de fato vivo e útil entre os cães do mundo. Nunca dormi em paz com qualquer desaforo não resolvido, 'freviando' na minha cabeça como piolho. Não gosto de senti minha alma em parafuso. Resolvi todos eles sempre no calor dos próprios fatos acontecidos. Pois, para mim desaforo é comida que se come quente. Porque depois dá congestão e bucho inchado.

Penso que, ‘perder’ ficou mesmo para os fracos. Os piedosos desmiolados. Os ingratos. Os preguiçosos. Os covardes. Os que em vão imaginam ainda agora com medo dos pecados, aplacar nos seus corpos frágeis as próprias chagas de Cristo. E que por conta disso, se puseram de joelhos diante dos seus impiedosos carrascos.

Todos aqueles para quem a vida não passara de uma noite insone de 'malassombro' e medo. Os que se deram ao sofrimento mundano como algo predeterminado e merecido. Os vassalos ingênuos. Os que se acostumaram demais com o sofrimento a guisa de castigo merecido. Os que se benzem até diante de jumentos mancos quando passam pelas encruzilhadas dos caminhos.

Não fui bandido como dizem. Fiz-me forte apenas com as armas que estavam ao meu alcance para assim não ser tragado por toda sorte de violência dos poderosos. Os que nunca me aceitaram como um deles, sequer em fazer uso da tal alcunha de “coronel”. Uma eguagem sem tamanho. Porque muito mais que o “coronel” sisudo gritou forte dentro de mim a voz altiva do jovem homem sobremaneira indignado com as mentiras, as injustiças, a violência e a dureza bruta de uma realidade no mais das vezes, fabricada de propósito para oprimir os que a desdita da vida já os oprimiam além da conta..

Lutei, portanto, com unhas e dentes, contra a minha sina e a imposição dos que se achavam grandes o suficiente para querer escravizar as gentes desse meu mundo chamado sertão. Os que mais sofriam pagando, inclusive, o alto preço por se manterem vivos e abnegados sobre aquele ressequido chão.

Eis a maldição de nascença a que todos os miseráveis dos sertões, acreditavam estar, de algum modo condenados. E assim, me impus ao suposto determinismo da ordem natural das coisas. Não me deixando jamais ser escravo de seu ninguém. Principalmente quando me dei conta de que o paraíso prometido pela resignação dos sertanejos, não estava noutro lugar, senão ali mesmo, onde eles todos sofriam. Fiz, portanto, o que foi preciso para conquistar o meu lugar no tal paraíso. Quem sabe, um pacto de sangue com o ser esperançoso que habitava minhas entranhas.

Nunca culpei ninguém(senão eu mesmo) pelas escolhas ou pelas lutas que enfrentei. Nem Deus, nem os santos, nem os anjos, nem o diabo. Sempre fui o principal sujeito de todos os meus atos. Êxito ou fracasso há de ser tão somente uma questão de tempo e de oportunidade. Só a essência das coisa me interessavam.

Confesso até que me dei bem, com as opções que fiz e as decisões que tomei. Tive sucesso na minha ousada empreitada de quase três décadas de existência terrena. Quis rapidamente concretizar todos os projetos que sonhei. Tomei gosto pela coisa.,, Segui em frente a passos largos. Acho até que perdi por algum momento a exata noção do limite na dimensão do meu próprio tempo. Tinha pressa de viver e de conquistar o quanto antes, o galardão a que me propus buscar.

Juntei num só espaço ousadia, inteligência e coragem. Logo progredi, ao tempo que também comecei a colher os meus primeiros frutos e um montão de inimigos(diga-se de passagem). Despertei o ódio e a inveja de muitos ricos da região. Minha fama começou a romper fronteiras. De modo que precisei arregimentar de chofre, a minha proteção. Foi o que fiz desde então. Crie também meu bando de proteção pessoal.

Cresci num tempo e num ambiente onde não era comum sequer acreditar nos sonhos. Onde e quando só se podia ser grande de verdade pela força do dinheiro, da violência e do poder político. Custei um pouco para aprender tudo aquilo. Mas, logo superei todos os demais...

De menino pobre, filho de roceiro esquecido no oco do mundo; lavador de cavalo dos potentados nas águas do rio Salgado durante as missas dos sábados e nas feiras do domingo; cheguei ao posto de delegado. Tendo aprendido a ler por mim mesmo, quase num piscar de olhos orientado pelos padres que vinham para Aurora nas festas do padroeiro.

Nasci e cresci às margens do rio Salgado. Tempos difíceis aqueles. Mas o destino havia me reservado algo. Até o dia que um juiz da capital, sob o pedido de um influente padre me fizera delegado. E eu correspondi bem neste ofício. Muito aprendi e em seguida me rebelei pela primeira vez no mundo.

Revoltei-me contra tudo o que eu até então achava injusto, mentiroso e errado. Terminei assim por acabar uma eleição na bala, na terra em que nasci. Perdi por causa disso o meu primeiro emprego. Corri para não morrer. Fui me esconder na vila do Juazeiro. Aproveitei para pedir conselhos ao padre Cícero. Disse-me que eu não era disso. Pediu-me prudência e eu, nem mesmo um resto de fé tinha mais para lhe oferecer. Logo em seguida terminei por me fixar em Missão Velha. Julguei ser ali um bom lugar. Fiz amigos, correligionários e levei parentes para lá morar.

Fui um homem de diálogos. Fiz contatos. Peguei o trem, fui à capital. Falei de eleição e de inusitados projetos políticos. Gostaram de mim. Estariam do meu lado(claro) sempre que eu vencesse. Já me era algo.

Voltei animado, com novo fôlego e até com um pouco mais de prestígio e de dinheiro na algibeira.

Refleti assim que cheguei. Conclui que precisava de uma pequena guerra para alicerçar de vez a minha paz. Uma ferroada de marimbondo, quem sabe, para o necessário despertar dos adormecidos dos grotões.

As armas de fogo eu conseguiria fácil na terra do padre. Lá eu fiz alguns amigos que também se aliaram ao meu propósito. Mas tudo estava guardado no mais completo dos segredos. Correram-se os dias, finalmente.

Tudo o mais era mistério. Quase um previsível milagre dos acontecimentos; fácil como se fosse mel de engenho a escorrer aos poucos pelos dedos sujos de doce dos meninos. Chegara por fim o momento oportuno que eu tanto queria.

Logo percebi que pelo Estado inteiro o poder da força também estava a fazer seus prefeitos. E, decerto, vi que nenhuma lei se rebelava contra aqueles novos acontecimentos. Estava aberta a porta que me levaria ao paraíso ou até mesmo ao inferno que eu não mais desejava. Não poderia eu, perder a única chance da vida de montar de vez a mula selada que passava a minha frente. Não titubiei. Criei coragem. A sorte estava lançada. Naquele instante, não cabia em meus planos de conquistas o medo da vida e nem da morte. Não podia mais retornar.

Não sei se porventura Deus naquela hora decisiva me olhava. Mas penso que ele depois me batera palma. Pois, nenhum homem que se preza pode mentir para si mesmo sobre as coisas que confia e acredita. E Deus sabia disso, em relação a mim. Minha sinceridade era do conhecimento dele...

Fui em frente. Sem, no entanto, perder mais tempo com questões relacionadas ao sagrado ou ao profano. Porque na história o que mais interessa é o próprio homem.

Acerquei-me de armas, de cobre e de alguns amigos que confiei naquele instante. Parti. Fui aos finalmente. Expulsei os dirigentes. Destitui sem muito diálogo e com a persuasão de alguns tiros o cel. Senhor Dantas do comando da cidade. E não o que acaso o povo possa pensar dele em qualquer tempo. De repente, estava eu prefeito. Mas não esqueçam! Em seguida fui eleito.

Fortaleza me deu votos de parabéns e eu, me animei. Abiscoitei rapidamente fama e prestígio. Acreditei na razão da força do meu juízo para amestrar do meu jeito, a ignorância dos homens. Estava fascinado pela primeira vez com o poder que conquistei. Desde então, não sei por que cargas d’água todos passaram de repente a me chamar de coronel. Achei esquisito, mas asseguro-lhes que gostei.

Choveu em meu entorno novos amigos e, com os quais, também a proporção numérica dos meus inflexíveis inimigos. Mas eu nunca confiei sem as devidas reservas em nenhum deles. Nem nos que me diziam amigos sendo inimigos, tampouco nos que, mesmo sendo inimigos, às vezes me eram mais dignos e mais sinceros do que aqueles. Razão porque até hoje desconheço qualquer homem sábio que seja feliz e viva bem sem ter que conquistar a duras penas seus verdadeiros inimigos íntimos.

A meu ver, são um desastre, todos os que imaginam que ao seu redor só existem amigos. Confiar na lealdade no escuro é um tremendo perigo. Um pecado. Uma estupidez sem tamanho. Os que assim pesam estão definitivamente fadados ou ao fracasso ou quando muito ao anonimato.

Bando de jagunços do Cel. Isaías Arruda

Na função de prefeito, depressa me tornei fazendeiro. Dono de terras. Criador de gado, produtor de cereais. Diria que um homem relativamente rico com tino para ganhar dinheiro nos negócios. Quase um predestinado como diria mais a diante governo.

Como disse, quando me senti invejado e perseguido pela ira dos inimigos criei meu bando de proteção. Jagunços mesmo... Mas modestamente disciplinados sob as duras ordens do seu comandante. Todos bem pagos, confesso, pelos bons serviços prestados. Muito melhor do que os que uma vez compunham o bando do tal Cel. Inácio Zé Inácio. Confiei o comando ao amigo Zé Gonçalves. Um dos homens mais inteligentes e leais que conheci na vida. Que mesmo sem nenhum estudo sabia muito e, muito igualmente, aprendi com ele. Ademais, quem foi bom vaqueiro na caatinga braba deste mundo haveria de ser também um bom condutor de homens rudes. E o foi sem par. Muito do que fiz confidencie(quando deu) com ele.

Ainda quanto ao bando, não nego que à distância fizeram aqui acolá algumas estripulias. Algumas sem o meu apreço ou conhecimento. Outras com meu crivo quando era absolutamente necessário. Como da vez que puseram fogo e destruíram a ponte do trem no Olho d’água nas proximidades de Ingazeiras. posto que mexeram comigo os chefetes da RVC e ainda cometeram a desfeita de romper o contrato sobre o fornecimento de madeira que firmamos. Como ainda, se negaram a pagar o resto do dímetro que me deviam por direito.

Por conta disso fiquei de mal com o então governo que prometera me processar e retaliou o diabo a quatro. Uma vez tive que expulsar do bando, alguns cabras por andarem brigando, criando problemas sem ser preciso...

O grupo também se precipitara quando resolveu dá cabo do João Paulino - chefe dos irmãos Paulinos d'Aurora. Mas nada disso me impôs medo. Toda minha vida foi administrar conflitos e desafiar mim mesmo..

Ninguém me amou no mundo, além da minha Estelita com quem casei no início da década de 20 na Aurora. Além da minha pequenina Orlandina, minha filha. Só por causa delas, vez por outra, sentir o raro temor de morte repentina.

No mais, posso dizê-los que o cangaceirismo entrou na minha vida mais por acaso do que por necessidade. Foi, por assim dizer, um acidente de percurso. Ou ainda, um ato falho. Mas, tudo o que foi é porque era mesmo para ter sido.

Explico: o bando que formei para me proteger dos inimigos em umas das suas incursões mais distantes terminou por conhecer outras gentes por aí, Assim, me trazendo notícias de Décio Holanda do Pereiro, Júlio Porto e Massilon. Por sinal, foi por intermédio deste último, que acabei por conhecer o próprio Lampião. Num encontro acertado numa manhã de sábado na fazenda Ipueiras de minha propriedade na Aurora, confiada aos cuidados de Zé Cardoso, meu parente.

Nada se diz, mas naquela reunião havia mais gente interessada no lucrativo negócio de invadir Mossoró. Uma empreitada que não geraria apenas lucros financeiros, mas acertos de contas, desejo de vingança e muitos dividendos políticos para tantos outros no seu entorno.

Após a reunião predita, Lampião, homem experiente, não quis ficar na referida fazenda. Segundo ele, seria um alvo fácil para os seus perseguidores(as volantes que vinha desde Mossoró no seu encalço). De fato, a fazenda(Ipueiras) ficava bem nas proximidades da cidade. Preferiu então, o capitão, o seu antigo coito... Um esconderijo estratégico bem no alto do inóspito serrote do Diamante, sob os prestimosos cuidados do vaqueiro Miguel Saraiva.

Pediram-me para aquela empreitada, além de homens, alguns animais de monta, armas, munição e dinheiro. Acenei com tudo. Apenas solicitei que mantivessem segredo, isto é, deixassem meu nome distante dos acontecimentos.

Final de junho quando, enfim, partiu o bando sob o comando do afamado rei do cangaço. Nem sei como o capitão Virgulino se deixou levar pela conversa mole daquele tal de Massilon Leite. Um aventureiro falastrão querendo ser jagunço a pulso, porém, mais parecia um caixeiro-viajante tangedor de burros e jogador de carteado. Penso, contudo, que o capitão fora mais por curiosidade de conhecer de perto em seus meandros as terras do riogrande, do que pelo dinheiro que lhe prometeram.

Em meu compromisso firmado sob a forma de patrocínio vos garanto, não tive nenhuma culpa pelo ocorrido, visto que eu também fui convidado e, por isso mesmo enganado acerca de um suposto lucro fácil. Além de prestar favor a uns amigos distantes. Emprestei meu dinheiro, pouco mais de 30 contos de réis contados, com a garantia de que era um investimento exitoso e seguro. Não tive outro interesse na tal invasão da povoação potiguar. Nem tampouco, do que fizera antes pelos caminhos, Massilon aquele mentiroso desgraçado.

Naquele fatídico dia 13 estava eu em Missão Velha onde era prefeito. Fiquei sabendo dias depois pelo trem, acerca grande ato malogrado. Não esperei muito. Antecipei-me aos fatos logo que percebi que Lampião estava em perigo e uma vez acuado pelas volantes de três estados, voltaria certamente para o coito da Ipueiras e Diamante.

Peguei o trem. Rumei para à capital. Fui ter com Moreirinha meu aliado político; chefe do Governo, então presidente do Ceará. Novamente expliquei-lhe meus planos. Ele aquiesceu deveras comigo.

Agora, além de livrar meus couros do fracasso iminente de Lampião com seu bando, negociei outros possíveis lucros com o Governo. Moreira da Rocha tinha interesse em dizer para todos que deu cabo dos facínoras e temíveis bandoleiros nordestinos. Os jornais da época não falavam de outra coisa.De modo que deixou tudo a cargo do major Moises, curiosamente, meu parente.

Voltei. Dei ordem à Cardoso. Falei-lhe dos últimos acontecimentos e das consequências do tal fracasso. Era teimoso. Não achou razoável a linha dos procedimentos. Pensava como Moises. Tinham eles, uma outra linha de raciocínio.

O major pedira-me num bilhete rabiscado; que eu me aquietasse e deixasse as coisas sob seu tirocínio. Mantive-me mesmo assim preocupado com o ocorrido. Não me agastei.

Retornei à Missão Velha. Deixei que Viana o agente da RVC de Aurora me pusesse a par de todos os vindouros acontecimentos. Voltei de troler já que não era mais prudente esperar o trem do outro dia. Eu precisava correr contra o tempo...Foi o que fiz.

Depois de Limoeiro, a coisa ficou mais preta. Jornais davam conta de que a morte ou prisão de Lampião se daria a qualquer momento. ‘Mas o homi era muito esperto, um verdadeiro preá das caatingas’. De todos os fogos e dos piquetes, malgrado os pouquíssimos homens que ainda lhe restaram e, acossados pelo cansaço, a fome e a pouca munição, ele ainda assim saíra ileso de todos os conflitos. Mesmo em absoluta desvantagem de armas e de homens. Era de fato, insuperável na sangrenta batalha do seu mundo catingueiro. Não dava tiro à toa. Munição pra ele naquele momento era ouro.

Como supus, vinha mesmo na direção da Aurora. Atravessara por fim, a serra da Várzea Grande. Venceu o fogo que se deu no Ribeiro no riacho do Bordão do Velho. Amanheceu com seus cabras já nas matas seguras da Ipueiras. Mas, deixei ali tudo pronto.

O trem da volante já estava estacionado na estação esperando Lampião e seus comandados, vivos ou mortos. Major Moises ainda se mantinha distante demais do palco do conflito.

Nascera o novo dia...E quando enfim, o sol apontou seus primeiros raios: Um intenso tiroteio deu as boas-vindas para o bando. Lampião gritou:

- Fomos traídos cambada! Viva Jesus Cristo e o padre Cícero do Juazeiro!

E os cangaceiros em uníssono lhe responderam:

- Não temos medo. Deus seja louvado, capitão!

Em disparada corriam atirando pra todos os lados. E, quanto ao veneno, aquilo foi ideia de Miguel, o tal vaqueiro.

Porém, esperto demais, Lampião não caiu em nenhuma dos engodos tramados. Quando se deu conta dos tiros e, em seguida do incêndio no baixio; empreendeu fuga com seus homens pela margem direita do velho açude.

Cardoso depois me contou tudo em detalhes...

Danado. O major ainda continuava longe demais dos fatos concretos.

De certo modo, fiquei feliz em saber da fuga do capitão, que não nego, era meu amigo. Fui seu coiteiro, afora esta vez, asseguro, ele nunca foi embora sem me deixar um bom dinheiro.

Não me enraivo quando me chamam de bandido, mas juro que me dói por dentro quando me têm como traidor e covarde. Não foi nada disso, eu vos prometo que não minto. Em nome de Deus ou dos seiscentos diabos!

Perdi um amigo. Acrescentei na minha lista mais um considerado inimigo de vulto e peso.

Deixei-lhe até uma carta escrita contando tudo(tim tim por tim tim) sobre o meu aperreio e tudo o mais que se passou comigo. O portador, uma ex-vaqueiro das Emboscadas não chegou a tempo de entregá-lo no cruzamento da linha do trem depois da Ingazeiras pras bandas do Morro Dourado, quando Lampião fugia na direção de Milagres e Mauriti rumando, enfim, na direção Conceição de Piancó na Paraíba.

Nunca mais o vi. Apenas tive aqui acolá, algumas notícias vagas dando conta da sua passagem pelo Coité, dizendo um dia se vingar de mim. Um padre foi quem me trouxe este recado. Desde então me preparei pra isso. Fiquei de olho na Lagoa do Mato na serra da Goianinha.

Não sei até hoje se por conta de tudo disso, posso dizer seguramente, que estou em paz com Deus e com os homens. Só sei que a vida não me foi tarefa fácil. Foi preciso ser fogo e pedra para conseguir chegar aonde cheguei. Isso é fato.

E, não obstante todos estes acontecimentos fatídicos, como então se daria a história do fim?

Passei o resto daquele ano remoendo estes tormentos. Veio o ano de 28, meados dos meses de julho e agosto... A velha rixa com os Paulinos e os Santos da Aurora não me deu nenhuma trégua. Parecia um imbróglio que não tinha mais fim.

Quando parava e se arrefecia um pouco era porque estava a tomar novo fôlego. Eu tinha efetivamente que preparar chumbo grosso.

Viana sempre me cobria de informações e de cuidados enviando-me recados escritos, ou notícias pelo código Morse da estação do trem. Adoecera naqueles dias o agente.

Eu não via poder de fogo nos Paulinos. Faltavam-lhes um pouco mais de coragem e muito dinheiro. Contudo, é mister saber que os grandes inimigos nunca dormem. E eu os subestimei neste quesito, pois nunca é prudente permitir que os inimigos se reúnam contra a gente sem uma peleja atras da outra. Havia uma trégua estranha.

Os paulinos foram usados por muitos dos meus inimigos, inclusive gente grande daqui e do além-fronteira.

Tudo parecia tranquilo. Porém nunca gostei quando avistava um céu de chumbo no horizonte. Nem urubus brincando sobre minha cabeça.

Mais uma vez viajei à capital. Tinha muitos negócios a resolver. Dias tranquilos aqueles. Edifiquei grandes obras sociais na Missão Velha. Novos correligionário estavam do meu lado. Estava feliz, como nunca estive.

Na volta de Fortaleza contabilizei bons lucros, inclusive políticos. Namorei, visitei amigos. Esqueci um pouco das intrigas da minha vida cotidiana. Vinha na companhia dos primos.

Viana há dias que não fora ao trabalho na estação do trem. Estava doente me disseram o cobrador e o maquinista. Fiquei assim sem suas notícias acerca do que se passava na terrinha. Alheio demais dos acontecimentos.

Estelita tinha até pedido para que eu deixasse a política e fôssemos morar de vez na Fortaleza. Que eu poderia me tornar na terra de Alencar um grande comerciante. Fiquei de pensar qualquer dia em tudo aquilo. Ela adorava contemplar o mar. Era filha daquele litoral bonito.

Nossa filhinha Orlandina haveria de crescer muito bem, sob os ventos saudáveis e frescos do grande mar. E aprender muitas letras. Pensei nisso durante a viagem. Queria mudar meu rumo e fazer novos planos...Mas não é tão fácil assim a gente não ter que aceitar de bom grado o seu destino.

Cochilei um pouco. Nem vi quando passei nas Lavras. Só despertei no riacho fundo(na pequena estação do Iborepi). Em seguida, fiquei tagarelando umas amenidades que não lembro. Quando me dei conta o trem já adentrava a bela paisagem de Aurora ladeada pelo rio que parecia correr ao contrário do trem. Na estação de Aurora eu iria descer tomar um café e talvez rever algum amigo.

De repente, quando o trem ainda deslizava sobre os trilhos. Um barulho de gente... Senti um cutucão na constela. Outro e mais outros. Seguida de uma sensação de frio e um formigamento na barriga. Um afã no peito. Uma tontura. Um repentino cansaço. Uma falta de ar. Um gosto diferente na boca.

Quando em seguida, vi a cor do meu próprio sangue pintando de vermelho a parte inferior do linho meu terno cinza. Fortes pisadas sobre o assoalho do vagão onde eu estava. Som de batidas nos acentos. Uma correria. Uma gritaria de gente dizendo: - É tiro, é tiro!

Tentei pegar a arma que eu trazia comigo. Não deu tempo. Tampouco tive a força necessária em minha mão para segurá-la no tempo devido. Pela janela vi o meu primo correndo na direção da rua. Estava em perseguição dos meus agressores. Meus antigos inimigos aurorenses.

Tentei sair da ali. Mas foi em vão. Apenas alguns passos na direção da porta de acesso à plataforma... Sustentado sob os braços das pessoas desci do trem. Puseram-me sobre a pedra morna da velha estação que muitas vezes pisei altivo com meus passos firmes. Estava então abatido como um pássaro canoro em seus últimos estertores. Mas eu estava calmo. Não era medo o que eu sentia naquele instante. Era saudade e desilusão da vida.

E, assim mesmo sob a rês do chão ainda enxerguei, ao nível dos sapatos e dos chinelos da multidão que me cercava o céu do mundo daquela Aurora pela última vez.

Roucamente com a voz cansada ainda expressei: - Covardes, covardes!

Ao que respondeu meu outro primo: - Foram os paulinos Isaías, foram os paulinos. – Mas eles vão pagar por isso, completou.

Ainda vi também o farmacêutico dizendo:

- “o estado do coronel é grave. Chamem depressa o dr. Sérgio Banhos de Iguatu. Avise ao pessoal de Missão Velha. Pois estar muito grave o coronel. Mas ele é jovem há de aguentar, quem sabe.” dissera ele.

Quase sem visão, ainda me foi possível vislumbrar o meu velho amigo Augusto Jucá, pedindo para que me levassem para a sua casa. Depois adormeci. Sem senti nenhuma dor. Apenas com uma sensação estranha de quem ia morrer assim, tranquilamente, logo que os olhos se fechassem e quando dormisse. Dormi suavemente...

Era uma tarde morna do dia 4 de agosto de 1928. Um ano de muitas mudanças em que todas as promessas acumuladas por minha vida inteira iriam ser realizadas de vez em minhas mãos. Estava disposto a mudar.

Nada mais que se diga.

Nada puderam fazer os dois médicos(Banhos e Antenor) que me assistiram durante os quatro dias que ainda tive de vida.

Durante todos aqueles dias, homens disfarçados de bêbados retirantes, mendigos e de vendedores de cavalos ficaram pelos arredores da cidade, bem como no entorno da estação e da residência em que eu me encontrava moribundo. Homens dispostos e de confiança armados até os dentes, com a missão de garantir a minha segurança e, que também tentaram vingar a minha desdita.

No dia oito daquele mês, o bando estava pronto para invadir pela região de Ingazeiras o lugar onde moravam meus assassinos. Mas, minha familiar ordenou que não.

Parti finalmente às 6h da manhã do dia 8 de agosto daquele ano. Meu corpo foi de troler para Missão Velha onde uma multidão entristecida me esperava pela derradeira vez na mesma estação em que tantas vezes cheguei com boas notícias e grandes novidades.

Fui sepultado à tardinha após a missa, no antigo cemitério da terra em que fui prefeito e que também amei.

Quis o destino, todavia, que na mesma terra em que nasci se findassem os meus dias.

Foi assim que tudo aconteceu de verdade. Tudo o mais, ou é incompreensão subjetiva dos fatos ou pura má-fé dos que não aceitaram até agora o necessário acerto de contas do passado com o presente e o futuro, sob o pano de fundo da história.

E lá se foram 90 anos... Ainda tem quem não acredite na eternidade.

Um forte abraço.

De algum lugar do passado.

Cel. Isaías Arruda de Figueiredo.

....................

Prof. José Cícero

Aurora – CE.

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(*) Carta Ficcional a pedido do amigo e também pesquisador do cangaço

Jair Tavares de João Pessoa-PB.

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JOSÉ LUIZ PEREIRA "SINHOZINHO", IRMÃO DA CANGACEIRA LÍDIA, DE ZÉ BAIANO.

Por Beto Rueda

No detalhe, a casa onde ela nasceu.

Fonte:

LIMA, João de Sousa. Lampião em Paulo Afonso. 2. ed. Paulo Afonso: Fonte Viva, 2013.

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A MORTE DE AURELIANO SABINO

Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=aN389DniR-w&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Aderbal Nogueira - Cangaço

Dona Carmelita relembra as coisas do tempo de criança e as historias que ouviu. Ex-volante Neco de Pautilha relata a morte bárbara de Aureliano.

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CANGACEIRO "LUIZ PEDRO" - BIOGRAFIA.

Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=4jEV1u128_Y&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Luiz Pedro um dos cangaceiros mais leais e o que maior tempo permaneceu ao lado de Lampião. Participou de momentos importantes do cangaço da era lampiônica. Encontrou-se com a morte no dia 28 de julho de 1938 na Grota do Angico no momento do ataque da Força Policial alagoana, comandada pelo então Tenente João Bezerra da Silva, ao lado de Lampião, Maria Bonita e outros nove companheiros de cangaço.

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MAJOR BEZERRA. UMA GRANDE PERSONALIDADE DE FRUTUOSO GOMES!

 Por Rivanildo Alexandrino

Francisco Bezerra Carlos, mais conhecido como Major Bezerra, foi um simples cidadão, filho de agricultores, nascido no sítio Compasso, município de Martins-RN, (hoje município de Frutuoso Gomes), em 1931, e que, ao ingressar na polícia, depois do seu esforço e dedicação, alcançou a alta patente militar de MAJOR.

Filho de Januncio Carlos da Silva (Nanô Carlos) e Maria Amélia da Silva, neto de Manoel Alexandrino da Silva e Maria Miquilina Câmara, casou em 1972 com a médica Socorro de Freitas Carlos.

Major Bezerra ficou muito conhecido em todo o estado por prestar um ótimo serviço no exercício de suas funções quando foi comandante do segundo batalhão de polícia de Mossoró de 1962 a 1970 e de delegado geral de Mossoró de 1970 a 1975.

Foi diretor do presídio Mário Negócio, fez faculdade de direito onde ingressou em 1978. Faleceu em Natal, no dia 05 de julho de 2008.

Deixo aqui minha homenagem a esse grande homem!

Rivanildo Alexandrino, 29/01/2021.

Adendo: blogdomendesemendes 

Conheci muito esta autoridade. Estudei com uma de suas irmã. Não me lembro mais o seu nome. Foi também delegado de Mossoró. Homem que cumpria com a sua obrigação. Parabéns para ele!

https://www.facebook.com/photo?fbid=3663453617069902&set=a.120840741331225

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O QUE DISSE EUCLIDES FLOR A ZÉ SATURNINO, SOBRE A MORTE DE LAMPIAO:

 Por Paulo Dias Pereira

JOAO SATURNINO, ESTEVE EM SERRA TALHADA COM SEU PAI ZÉ SATURNINO E SE ENCONTRARAM COM EUCLIDES FLOR.

ZE SATURNINO DISSE:

- Euclides, como é essa história que Lampiao morreu, isso é verdade?

EUCLIDES FLOR DISSE:

- Zé Saturnino, você pode contar como você viu. Quando eu soube eu peguei cinco policiais e fomos lá olhar.

EUCLIDES FLOR DISSE QUE COMO TINHAM CORTADO AS CABEÇAS DO POVO, MAIS ELE TINHA ACHADO UM CORPO PARECIDO COM O DE LAMPIÂO.

E DISSE:

- Ô Zé Saturnino, tu se lembra que voces nasceram e se criaram juntos, que ele abaixo do peito esquerdo tinha um sinal preto?

ZÉ SATURNINO DISSE:

- Lembro-me.

DISSE EUCLIDES FLOR:

- Pois eu achei que era Lampião. Eu mandei um soldado abrir a farda dele, que ele estava com ela, de mescla azul, e quando ele abriu estava o sinal direitinho, pode contar a todo mundo que ele morreu.

(FONTE, VIDEO DO GRANDE PESQUISADOR E CINEGRAFISTA ADERBAL NOGUEIRA, ENTREVISTANDO JOAO SATURNINO, FILHO DE ZÉ SATURNINO).

Este diálogo acima está na 3ª parte deste vídeo. Para vê-lo siga assistindo ao vídeo.

https://www.youtube.com/watch?v=pTdTu5ltxCU&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

ESTA OBRA DE ARTE REUNE ONZE GUERREIRAS NORDESTINAS. VOCÊ CONSEGUE NOMINA-LAS !!!!?

 Por João filho de Paula Pessoa

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ODISSEIA CANGAÇO

 https://www.youtube.com/watch?v=-baqTG3Olgo&ab_channel=ODISSEIACANGA%C3%87O

ODISSEIA CANGAÇO

O Odisseia Cangaço foi até Pinhão, no sertão sergipano, para contar sobre o Combate da Lagoa da Serra. Combate marcante na história do cangaço, em que o cangaceiro Corisco foi baleado pelo soldado João Torquato e ficou aleijado do braço, impossibilitando de atirar.

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LAMPIÃO E O CANGAÇO

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=xnyY_hqA8t8&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

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CANGACEIRO VOLTA SECA


Por João filho de Paula Pessoa

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O CIÚME DE LAMPIÃO

Por  João Filho de Paula Pessoa

Lampião, antes de abraçar a vida errante, teve uma infância e uma adolescência normal, típica de qualquer criança do sertão que cresceu numa vila pequena e rural. Virgulino enquanto jovem tocava harmônica, participava de bailes, de festas, onde dançava e se divertia, encantava algumas moças da região, e se encantava por uma determinava jovem, Maria Licor, sua prima legítima, a quem nutria bons sentimentos e por quem teria uma paixão, mas a vida cedo os separou, quando se abateu sobre ele os infortúnios da vida, que o fez perder sua casa, seus pais, e ter sua família fragmentada, caindo ele e seus irmãos na clandestinidade da vida cangaceira nos anos de 1918 a 1920. Em 1923, já cangaceiro e já afamado como Lampião, soube do casamento de sua prima Maria Licor e anunciou sua presença na cerimônia, o que causou muita apreensão nos moradores da Vila de Nazaré/Pe, local do casamento, onde Lampião já não era bem vindo. Como anunciado, Lampião, certamente sem boas intenções, chegou ao casamento com seu bando, para o pavor dos presentes, que acirraram os ânimos e aguçaram as tensões, com a desconfiança orbitando sobre todos os convidados nazarenos, já desafetos de Lampião, que já preparavam para o pior. Na iminência do tumulto e desordem, de um combate e de uma tragédia, o Padre da cerimônia interveio junto à Lampião para que ele se retirasse com seu bando do festejo para evitar um mal maior. Lampião, embora contrariado, atendeu ao pedido do padre, sem antes tomar a sanfona que animaria a festa do casamento e deixar a ordem para que naquela comemoração ninguém dançasse, o que foi atendido, tanto pela falta do instrumento musical como pelo temor das consequências da desobediência. O Casamento, embora tenso, sem música e sem dança aconteceu, bem como o inevitável combate entre os Nazarenos e volantes contra o Bando de Lampião que ocorreu no outro dia, numa feroz refrega que só acabou quando Lampião decidiu, enfim, se retirar de vez da Vila de Nazaré, para daí, só encontrar outra paixão em 1930 na Bahia, a Maria de Déa que veio a ser a Maria Bonita, a Rainha do Cangaço. 

João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 11/01/2021.

Assista o filme deste Conto - https://youtu.be/uyEFBW14gn8

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EM BREVE LANÇAMENTO NO SHOPING SERRINHA CONTO COM SUA PRESENÇA!

 Por Guilherme Machado

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EXCELENTE OBRA DE PESQUISA E DEDICAÇÃO DO PROFESSOR E PESQUISADOR RUBENS ANTÔNIO

 Por Adelson Mota

Logo teremos em mãos está obra prima do cangaço, inclusive o que se passou.em nossa região, Várzea dó Poço, Serrolãndia, Maracujá, Várzea da Roça,Mairi, Miguel Calmon, Saúde, Mirangaba e demais localidades, assolada pelo banditismo Lampiônico.


https://www.facebook.com/groups/GrupoCangacologia/?multi_permalinks=3791804907543121%2C3788155584574720&notif_id=1611770009131806&notif_t=group_activity&ref=notif

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

PEÇA LOGO ESTES TRÊS LIVROS PARA VOCÊ NÃO FICAR SEM ELES. LIVROS SOBRE CANGAÇO SÃO ARREBATADOS PELOS COLECIONADORES.

 Por José Mendes Pereira 

A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais  e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva. 


O Segundo livro da trilogia do escritor e pesquisador do cangaço é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. E para aqueles que gosta de ler e ver fotos em uma leitura irá se sentir realizado com todas as fotos.


O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assunto que dá gosto a gente lê-los.  

Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br

ou com o autor através deste g-mail: 

josebezerralima369@gmail.com

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A VOLTA DOS PROFETAS

 Clerisvaldo B. Chagas,28/29 de janeiro de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.460


       Com muita satisfação recebemos convite do Secretário da Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Santana do Ipanema, Jorge Santana, para participar de grande evento municipal. Estamos falando de mais um Encontros de Profetas Populares das Chuvas do Sertão Alagoano. Dar-se-á o acontecimento no próximo dia 12 de fevereiro, das 8 às 12 horas. O local será defronte a Secretaria da Agricultura, vizinha à Caixa Econômica no Bairro Monumento. Por coincidência, o dia 12 cairá numa sexta-feira, quando se realiza em Santana a Feirinha da Agricultura Familiar que vai ganhando tradição na mesma localidade. Além da apresentação dos Profetas da Chuvas, o evento contará com a presença dos repentistas José de Almeida e Manoel Cruz, poetas que se apresentam todos os dias na Rádio Correio do Sertão. 

Esta será mais uma jornada que vem fazendo sucesso em Alagoas, quando homens experientes, observadores da Natureza, expõem seus conhecimentos sobre o futuro das chuvas na região. O evento municipal procura valorizar o homem do campo na sua sabedoria acumulada através de anos a fio estudando a flora, a fauna, a posição dos astros, a maneira de agir do tempo sertanejo. Foi mais uma tentativa que deu certo por parte da Secretaria da Agricultura. A expectativa é grande, tanto pelos habitantes da cidade quanto do homem rural. Aguardamos mais novidades ainda sobre os conhecimentos que virão.

Enquanto isso, a Feirinha da Agricultura Familiar, será naquele dia uma espécie de suporte para os que procuram se alimentar com as comidas de panelas e as guloseimas oriundas do campo. É um momento único que bem poderia constar no calendário turístico estadual. Quem quer perder um acontecimento único e inusitado que não se vê em outros lugares das Alagoas.  As profecias anteriores não trouxeram o excesso d’água nas enchentes do Panema, mas previram a chegada das águas em rio, riachos e riachinhos. O inverno foi bom como foi anunciado no palanque dos Profetas, a despeito das cheias e do Corona.

Que venha a nova edição das profecias para mais uma inolvidável manhã de sexta-feira.

Ponha máscara, se cuide e marchemos rumo ao Bairro do Monumento.

(CARTAZ/DIVULGAÇÃO).



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POR QUE PROIBIR DE PROPAGAR O NOME “MARIA BONITA” NA POUSADA DE FERNANDO DE NORONHA?

 Por José Mendes Pereira

Maria Bonita e Lampião

É grande o número de pessoas que comentou sobre o que escrevi no facebook ”, nos grupos: Lampião, Cangaço e Nordeste, Ofício das Espingardas e Historiografia do Cangaço (links dos três grupos, no final desta página),  com o título: “A SUA OPINIÃO, LEITOR, É MUITO IMPORTANTE, em favor da permanência do nome “Maria Bonita” desde que seja fazendo homenagem a rainha do cangaço em qualquer repartição ou comércio, principalmente na pousada de Fernando de Noronha, tendo esta, sido notificada por dona Expedita Ferreira Nunes filha de Lampião e Maria Bonita.

Escritor Sérgio Cabral e dona Expedita de Oliveira Ferreira Nunes

O site http://varelanoticias.com.br publicou que, dona Expedita notificou o ator do canal de televisão “Globo” “Bruno Gagliasso” por usar nome da mãe “Maria Bonita” em pousada (hotel de luxo) na Ilha de Fernando de Noronha, na América do Sul, no Nordeste do Brasil, (administrada pelo Estado de Pernambuco).

De acordo com a defesa da filha dos  reis do cangaço Lampião e Maria Bonita os seus nomes só poden ser usados para fins comerciais “com autorização dos titulares ou seus herdeiros”.

Pousada Maria Bonita na Ilha de Fernando de Noronha

O site diz ainda que a pousada que recebeu o nome da rainha do cangaço foi inaugurada no mês de novembro de 2016, e tem um valor em torno  de R$ 4,5 milhões, e as diárias chegam a passar de 1 mil Reais. 

O famoso ator parece que ainda não se importou com isso (eu fiz pesquisa na internet sobre qualquer manifestação dele, mas até agora, não justificou o porquê de ter colocado o nome de “Maria Bonita” na sua pousada).

Todos que estudam o tema “cangaço” inclusive eu, que não tenho muita bagagem em relação ao assunto, apenas me divirto com esta literatura tão interessante, ficamos sem entender o porquê  desta proibição feita pela dona Expedita, já que os personagens Lampião e Maria Bonita são figuras públicas e podem ser retratados em qualquer lugar do Brasil e do mundo.

Sobre o nome “Maria Bonita” nunca foi registrado em cartório nenhum do Brasil afirmando que é o verdadeiro nome da rainha do cangaço ou o seu apelido. A companheira do afamado e sanguinário Lampião sabemos que o seu nome registrado em cartório na “Certidão de Nascimento” aparece como sendo Maria Gomes de Oliveira e não “Maria Bonita”.

O cangaceiro Volta Seca

O jornal “ O Pasquim” link no final desta página, em setembro/outubro  de 1973, (possivelmente este jornal circulava em 2 em dois meses, mas apenas suponho, por ele aparecer dois meses ao mesmo tempo),  publicada na edição de nº. 221, o cangaceiro Volta Seca fala sobre o apelido de “Maria Bonita”

O jornalista do jornal citado, o Ziraldo lhe faz a seguinte pergunta:

- Agora, esse nome, “Maria Bonita” foi o pessoal do bando que botou nela ou foi a lenda? Vocês não a chamavam de “Maria Bonita”, não, né? Era só Maria? 

(Ziraldo diz vocês, mas se referindo a eles, cangaceiros).

Responde o cangaceiro Volta Seca:

- Não, não chamava “Maria Bonita”. O nome dela legítimo era Maria Déia...

Lógico amigo leitor, que o Volta Seca rude não sabia o seu nome verdadeiro, por isso ele fala que era Maria Deia. Mas veja, quem a chamava de Maria Deia era o pessoal do seu convívio familiar, vizinho etc na sua terra natal, acho.

Continua o cangaceiro Volta Seca:

- “Maria Bonita” quem botou foi o pessoal deles, lá da polícia mesmo. “Maria Bonita”, porque ela era bonita mesmo, e tal. Então foi que eles deram esse título a ela de “Maria Bonita”. Mas lá no bando não tinha disso não. 

Eu já li, não sei onde, eu não estou criando, que quando os cangaceiros falavam diretamente com “Maria Bonita” chamavam-na de dona Maria. E quando se referiam a ela, chamavam-na de dona Maria do capitão. Concluindo o meu raciocínio, “Maria Bonita” era apenas um apelido “carinhoso ou maldoso” que os policiais e a imprensa a nomearam sem intervenção dos cangaceiros.

Com isso, dona Expedita de Oliveira Ferreira Nunes dona de uma maravilhosa simpatia deve colocar um ponto final  neste assunto (movimento), e não dar mais ouvidos aos seus advogados, que estão querendo arrancar dinheiro do ator Bruno Gagliasso, só porque ele é milionário, e isso não é justo, principalmente diante dos olhos de Deus.

Ator Bruno Gagliasso

Mas veja bem leitor, hoje a notificação foi feita com o Bruno Gagliasso só pelo fato do tamanho da sua riqueza. E por que outros que desrespeitaram em livros, que ”Maria Bonita” traía Lampião com o cangaceiro Luiz Pedro, e  que Lampião era gay, e  que existia um triângulo amoroso entre Lampião, Maria Bonita e Luiz Pedro e ficou por isso mesmo? O problema é que, quem escreveu isto sobre o triângulo amoroso de Lampião, Maria Bonita e Luiz Pedro não tem o tamanho da riqueza que tem o ator Bruno Gagliasso, já que a sua pousada está avaliada em torno de 4,5 milhões de reais, além de outros bens que com certeza ele tem. 

O ator não usou nenhum tipo de deboche com “Maria Bonita”, apenas homenageou a rainha do cangaço, e por que os que debocharam dela e de Lampião ainda não receberam os seus devidos castigos? Prova que o problema não é o apelido da rainha do cangaço que está em jogo, e sim, o monte de dinheiro (talvez 25%, não sei bem, porque eu não entendo de lei)  que os advogados irão arrancar ilegalmente do ator Bruno Gagliasso, quando for pago o direito/ilegal a dona Expedita o uso do nome “Maria Bonita”, na pousada de Fernando de Noronha. Advogado nenhum se preocupa com isso sem interesse. Ou será por dinheiro, ou do contrário, “quero lá saber disto!”.

Mas o que irá acontecer com o estudo sobre “Maria Bonita” já que está sendo exigido que, tem que estar legalmente perante a justiça, isto é,  para usar o seu apelido que seja referente lucros financeiros?

Mas vejamos o seguinte: “Maria Bonita” é a peça principal do estudo da “Empresa de Cangaceiros Lampiônicas & Cia”, por isso, alguns advogados tentam ganhar o seu percentual em cima do ator Bruno Gagliasso, e se todos os cangaceirólogos abandonassem o estudo sobre a rainha do cangaço “Maria Bonita” e passassem a estudar a musa/sussuara Dadá, Sila, Aristéia, Duvalina, Maria de Pancada, Adília, Inacinha, Dulce Menezes (que ainda está viva e poderá falar mais um pouco sobre o cangaço), e outras cangaceiras, de repente, dona Expedita ficaria cobrando que, Maria Bonita é a rainha do cangaço, é quem deve ser estudada.

Um fato interessante que eu vi alguns anos, em um canal de televisão, não me recordo qual Estado do Brasil e muito menos a cidade que isto aconteceu: 

Um influente político mandava e desmandava na cidade, poderoso todo e ninguém nunca teve condições de derrotá-lo nas eleições para prefeito, e certo dia, um jornalista já famoso ultrapassou um pouco, batendo verbalmente na sua pessoa. Quando ele soube, procurou o jornalista e aplicou-lhe uma grande surra, fazendo com que o profissional da comunicação ficasse aos cuidados de um esculápio. Mas quando a delegacia (sindicato dos jornalistas) tomou conhecimento disto, reuniu todos os seus sócios, e lá, combinaram que, nunca mais, a imprensa falaria em seu nome, nem de bem e nem de mal, o influente político desapareceu do mundo político, isto é, caiu no esquecimento. Nunca mais se elegeu a prefeito da sua cidade.

Então dona Expedita Ferreira, deixa a sua mãe “Maria Bonita” embelezar gratuitamente  as lojas, as pousadas, as praias. Deixa viver pelo menos o seu apelido, não mate quem materialmente já morreu. Deixa ela ser a estrela dos estudos cangaceiros. Deixa que os cineastas e fotógrafos continuem com as suas câmeras direcionadas à sua foto. Deixa os holofotes pegarem Maria Bonita. Deixa os escritores, pesquisadores, historiadores e cineastas propagarem o seu nome, mas gratuitamente. Dona Expedita, deixa de cobranças e valores desnecessários. Cuidado com o que cobra, para não matar “Maria Bonita” de uma vez, retirando-a do meio dos estudiosos do cangaço e dos brasileiros!

Estudar sobre a vida de Maria Gomes de Oliveira a rainha do cangaço a “Maria Bonita” e seu companheiro Virgolino Ferreira da Silva o rei do cangaço “Lampião”, é fantástico, mas desde que seja um estudo gratuitamente, sem pressão, sem obrigação de maneira alguma, livremente, que possa usar tudo que se sabe e o que aconteceu durante a vida do casal de cangaceiros, e depois da sua morte, com respeito ao infeliz casal de cangaceiros que o destino preparou para ele um monte de tristezas durante a sua vida aqui na terra. Deixa o casal viver em paz, pelo menos o seu nome.

O professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio falou o seguinte:

"O dia em que surgisse uma associação dos descendentes de vítimas de Lampeão e cobrar reparos... eu queria ver..."Prescreveu... mas não se esquecer"... seria um bom lema".

https://www.facebook.com/groups/1617000688612436/
http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2009/12/entrevista-de-volta-seca-jornal-o.html

Informação: Em nenhum momento eu usei palavras desagradáveis com a família Ferreira, ao contrário, sou um grande admirador desta família, apenas escrevi o que eu penso.

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com
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O CRIME QUE LAMPIÃO SE ARREPENDEU

https://www.youtube.com/watch?v=6_4N_eqFgFQ&ab_channel=NaRotaDoCanga%C3%A7o

Na Rota Do Cangaço

O cangaceiro Lampião cometeu diversos crimes no sertão nordestino, entre eles, existiu um que ele se arrependeu, foi a morte do jovem João de Clemente. Esse relato está contido no livro LAMPIÃO EM PAULO AFONSO, do escritor JOÃO DE SOUZA LIMA. As imagens do vídeo são ilustrativas. Algumas delas são de Benjamim Abrahão Botto. A imagem da cruz está no livro citado.

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LAMPIÃO E A CRUELDADE COM ZÉ DO PAPEL (TEXTO ORIGINAL DO ESCRITOR E PESQUISADOR ARCHIMEDES MARQUES).

 Por Nas Pegadas da História

https://www.youtube.com/watch?v=1SUVULNnDWk&t=15s&ab_channel=NASPEGADASDAHIST%C3%93RIA

ESSE TEXTO FOI ADAPTADO DO TEXTO ORIGINAL DO ESCRITOR E PESQUISADOR ARCHIMEDES MARQUES. DICAS DE LIVROS SOBRE O CANGAÇO: 

Lampião e Maria Bonita: Uma história de amor entre balas https://amzn.to/35cf7Oo​ Lampião. Herói ou Bandido? https://amzn.to/31gQj6O​ Lampião, as mulheres e o Cangaço https://amzn.to/31dFtOL​ O Cabeleira: 155 https://amzn.to/2H0jTXu​ Assim Morreu Lampião https://amzn.to/2IHhCAP​ A história de lampião contada através dos cordéis https://amzn.to/3lWeAXB​ O covil do diabo https://amzn.to/3k9jaBx​ De olho em lampião https://amzn.to/37i9ukG​ Benjamin Abrahão: Entre anjos e cangaceiros https://amzn.to/3lOxu2K​ Um repórter do futuro no bando de Lampião https://amzn.to/2IFptim​ O Governador do Sertão https://amzn.to/31gcwlv​ Apagando Lampião – Vida e morte do rei do cangaço https://amzn.to/3lVgiZf​ Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço https://amzn.to/3jc56FY​ Cangaços https://amzn.to/2H2xQnM#Lampião#Cangaço​ CONHEÇA O CANAL ROSINHA VIDA MINHA ACESSANDO O LINK ABAIXO: https://www.youtube.com/channel/UCE32...

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NORDESTE SANGRENTO (1963) - FILME COMPLETO.

 https://www.youtube.com/watch?v=8ggpfMcKD4A&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

Inspirado na obra Os Sertões, de autoria de Euclides da Cunha. No Nordeste brasileiro, nos sertões do estado do Sergipe, Zé Piedade, um pobre vaqueiro, tem um sonho: ver o mar pela primeira vez. Decidido a realizar seu maior desejo, ele parte em direção ao litoral; no entanto, em sua jornada, o homem acaba cruzando com o perigoso bando de cangaceiros do violento Jacaré.

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LAMPIÃO - O REI DO CANGAÇO (FILME COMPLETO)

 https://www.youtube.com/watch?v=_exh8NqFlTs&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Cangaçologia

O filme conta a história de Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião e a jornada de como o menino pobre nascido no sertão pernambucano se tornou um dos homens mais procurados e conhecidos do Brasil. Lampião - O Rei do cangaço é um filme brasileiro produzido e exibido no ano de 1964, do gênero aventura, dirigido por Carlos Coimbra. O roteiro é baseado nos livros Lampião - O Rei do Cangaço de Eduardo Barbosa e Capitão Virgulino "Lampião" de Nertan Macedo. O filme apresenta a trajetória de Virgulino Ferreira da Silva que ficou conhecido na história como Lampião. Um dos mais temidos e respeitados cangaceiros de todos os tempos. Lampião entrou para o cangaço ainda jovem após se envolver em questões pessoais com seu vizinho Zé Saturnino. Após a morte de sua mão vítima de enfarto causado pelas tribulações envolvendo seus filhos e de seu pai morto por uma Volante policial alagoana comandada pelo então Sargento José Lucena de Albuquerque Maranhão "Zé Lucena", decide juntamente com seus irmãos Antônio Ferreira "Esperança" e Levino Ferreira "Vassoura", entrar definitivamente no cangaço e a partir de então começa a escrever sua história com sangue, saques e destruições. Por mais de vinte anos Lampião atuou no cangaço pelos sertões do Nordeste e nesse meio tempo se tornou para muitos uma espécie de herói e para tantos outros um bandido frio e sanguinário. O filme "Lampião - O Rei do cangaço" embora oculte partes importantes da história do cangaceiro, não deixa de ser um trabalho grandioso se levarmos em consideração os acontecimentos históricos apresentados e as tecnologias empregadas na época e suas limitações. Destaque para o grande elenco de atores e para o trabalho formidável produzido pelo cineasta e diretor Carlos Coimbra. LAMPIÃO - O REI DO CANGAÇO (CARLOS COIMBRA - 1964). 

Geraldo Antônio de Souza Júnior

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O CONFRONTO

 Por Itamar Nunes Art

https://www.facebook.com/photo?fbid=4226767980671332&set=a.1150422068305954

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