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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

OS ESPETACULARES ROTEIROS DO CARIRI CANGAÇO EM PAULO AFONSO 2022

 

João de Sousa Lima, Manoel Severo e os Roteiros do Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022

Sem sombra de dúvidas a programação do Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022 trará um conjunto extraordinário de visitas técnicas de grande valor para todos aqueles que pesquisam o tema cangaço e que procuram conhecer de perto como tudo aconteceu. "Um dos objetivos do Cariri Cangaço é levar nossos convidados aos verdadeiros cenários da saga cangaceira e aqui em Paulo Afonso nossa responsabilidade aumenta em função da enormidade de locais que não podem deixar de ser visitados. Por isso estamos ao lado de nossa Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022 desenvolvendo a programação de maneira responsável e que possa proporcionar aos nossos convidados, um Cariri Cangaço inesquecível" ressalta o presidente da Comissão, pesquisador João de Sousa Lima.

"Depois das visitas ao Povoado do Riacho, à Cruz de Zé Pretinho, à Vila de Dona Generosa e ao Museu da Casa de Maria Bonita,  o Cariri Cangaço prepara um conjunto de visitas vitais para todos aqueles que estarão presentes ao grande Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022, começando pelo povoado de Arrasta Pé, onde nasceu a ex-cangaceira Durvinha" pontua Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço.

João de Sousa e Manoel Severo no local da casa onde nasceu Durvinha

Durvalina Gomes de Sá, cangaceira nascida no povoado Arrasta Pé, recebeu o apelido no cangaço de Durvinha, nascida em 1915. Sua residência foi muito visitada por Lampião e seus sub grupos e nessas passagens, em 1930, ela já apaixonada, seguiu o cangaceiro Virgínio, depois da morte do cunhado de Lampião passou a ser companheira do cangaceiro Moreno.

Moreno e Durvinha em foto para o documentário "Os Últimos Cangaceiros" 
de Wolnei Oliveira.

Quem nos conta é João de Sousa Lima: "Saindo da sede de Paulo Afonso, na direção da BR 210 chegaremos à entrada do povoado Salgadinho, situado nas margens da exuberante Serra do Padre, rendeu-se aos encantos sublimes da mais deslumbrante flor germinada em seus campos: a belíssima Lídia Pereira de Souza. Uma formosa morena de traços perfeitos e sedutores e curvas delineadamente sensuais. Lídia Pereira de Souza viria um dia a se tornar a bela cangaceira Lídia, de Zé Baiano. 

Lídia era filha do modesto casal Luís Pereira de Souza e Maria Rosa Figueiredo, conhecida pela alcunha de Dona Baló, uma exímia rendeira e costureira. O Salgadinho por ser um dos lugares percorridos pelo Rei do Cangaço e seus seguidores, na época em que as andanças do capitão Virgolino atingiu seu apogeu em terras baianas, me foi bastante informativo enquanto eu realizava pesquisas para o livro: Lampião em Paulo Afonso. Por dezenas de vezes estive nesta localidade, registrando as histórias contadas pelos velhos remanescentes da luta cangaceira e neste período, uma das coisas que mais despertou minha atenção foi conhecer a casa onde nasceu a bela cangaceira Lídia, de Zé Baiano. Contra todas as possibilidades e intempéries, as ruinas ainda teimam em continuar refletindo o passado esquecido pelo tempo, local de onde saiu Lídia para acompanhar o "gorila de Chorrochó".

Ruinas da Casa da cangaceira Lídia
Cangaceiro Zé Baiano

"No fim do ano de 1931, o cangaceiro Zé Baiano ficou doente de um tumor grande que impediu o bandoleiro de andar nas caatingas. Aí Lampião levou Zé Baiano para a casa de um antigo coiteiro chamado Luiz Pereira na localidade Salgadinho perto de Paulo Afonso. Ali o cangaceiro ficou 15 dias sendo cuidado por Luiz Pereira e dona Maria Rosa. Quando ficou curado o cangaceiro foi embora, levando Lídia, a sua filha mais nova. Lídia era uma linda menina mocinha de apenas 15 anos de idade quando deixou seus pais para acompanhar o terrível e cruel cangaceiro Zé Baiano." Manoel Belarmino.

João de Sousa Lima e Manoel Severo: Roteiros Históricos do 
Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022

E continua João de Sousa Lima: "nosso outro roteiro começa pelo povoado Campos Novos distante 15 km da sede, aqui é o local onde nasceu morto e foi enterrado o primeiro filho de Lampião e Maria bonita, mais 06 km chega-se ao povoado Nambebé onde nasceram os cangaceiros Bananeira e Medalha que também veio a ser um dos grandes coitos de Lampião, seguindo chegamos ao povoado Macambira onde aconteceu a prisão do cangaceiro Passarinho, depois os povoados de Alagadiço e Serrote, local onde Lampião matou o jovem João de Clemente. Mais 2,5 km chega-se ao povoado Lagoa do Rancho local onde Lampião matou o cangaceiro Sabiá depois que esse estuprou uma moça chamada Rita, de apenas 15 anos de idade, por último chega-se na Várzea povoado que é entrada pro Raso da Catarina. A Várzea foi um dos maiores coitos de Lampião e a casa de Aristéia, onde os cangaceiros realizavam os bailes, ainda encontra-se em pé e o coiteiro Arlindo Grande é uma das fontes de informações das histórias daquele tempo."

Ezequiel e Virgínio

Um dos cenários mais emblemáticos de Paulo Afonso, sem dúvidas trata-se da Lagoa do Mel, local do combate onde perdeu a vida, Ezequiel, irmão mais novo de Virgulino Ferreira: um dos mais ferrenhos combates de Lampião na Bahia aconteceu aqui em Paulo Afonso, no povoado Baixa do Boi. Nesse confronto morreu, a principio,  16 soldados  e posteriormente, em fuga e perdidos, morreram mais 3 policiais. Essas terras eram pertencentes na época, a Santo Antônio da Glória do curral dos Bois. O tenente Arsênio Alves de Souza chegou ás imediações do povoado Riacho com uma volante composta por aproximadamente 20 soldados e tendo como guia os dois irmãos Aurélio e Joví, que eram fugitivos da cadeia de Glória, preso pelo inspetor de quarteirão, o senhor Pedro Gomes de Sá, pai da cangaceira Durvinha. A volante chegou ao povoado riacho no dia 23 de abril de 1931, trazendo entre seu aparato bélico uma metralhadora Hotchkiss. O primeiro contato do tenente no lugar foi com Zé Pretinho e o jovem foi forçado a seguir com os policiais. Cruzaram o terreiro de dona generosa Gomes de Sá, coiteira de Lampião e foram armar acampamento na Lagoa do Mel, um tanque construído por Antonio Chiquinho. Enquanto a policia se preparava para passar a noite na lagoa do Mel, outras fontes confiáveis de informações de Lampião se dirigiam para o povoado Arrasta-pé para avisar ao Rei do Cangaço sobre a presença dos militares nas proximidades. Lampião mandou avisar Corisco e Ângelo Roque, que estavam arranchados bem próximos e junto com eles combinaram um ataque aos soldados.

Ainda com o escuro da noite, próximo ao amanhecer, Lampião recolheu alguns chocalhos com Pedro Gomes e seguiu as veredas que davam a cesso a lagoa do mel. No coito da policia, prestes a amanhecer, o Zé Pretinho saiu com o intuito de pegar um bode para fazer parte do desjejum de todos ali. Com a escuridão se transformando em luz, os soldados ouviram o tilintar de chocalhos e imaginaram que seriam os bodes se aproximando para beber água (um dos sobreviventes desse combate, o soldado José Sabino, ordenança do tenente, relatou, anos depois, que realmente confundiram os chocalhos, achando que eram alguns caprinos se aproximando para beber água na lagoa). Na verdade eram os cangaceiros cercando o coito.

Tenente Arsênio

Despreocupados, os policiais sofreram um forte e inesperado ataque, uma verdadeira chuva de balas caiu sobre eles. Vários corpos caíram atingidos por balas mortais e certeiras. A dificuldade encontrada pelos soldados foi que eles cometeram um grande vacilo. A lagoa do Mel era rodeada por uma cerca de varas e eles haviam dormido dentro do cercado. Quando eles tentavam transpor as madeiras se transformavam em alvo fácil e caiam mortalmente feridos. Um exemplo dessas mortes trágicas foi a do sargento Leomelino Rocha que morreu e ficou de pé pendurado nas madeiras. Em um dos bolsos desse sargento lampião encontrou um bilhete do coronel Petro indicando alguns locais onde ele se escondia. O tenente Arsênio diante o desespero do momento, conseguiu efetuar uma rajada de metralhadora e acabou acertando a barriga de Ezequiel Ferreira. A arma depois emperrou e o tenente conseguiu retirar o percussor (ferrolho) da arma e fugiu levando a peça que deixaria a arma inutilizável. Nesse dia Lampião chorou amargamente a morte do irmão caçula e teve que enterrá-lo, com a ajuda de Antonio Chiquinho, próximo a Lagoa do Mel. Era a vida dos que viviam pelo poder das armas, que tombavam no dia a dia, pelo aço lacerante do pipocar das artilharias dos diversos grupos que traçaram as páginas do cangaço no nordeste brasileiro."

Raso da Catarina por Jurandir Lima

Um dos mais belos cenários de Paulo Afonso e que traduz sobremaneira o Bioma Caatinga é o Raso da Catarina, são trinta e oito mil quilômetros quadrados de área com ecorregião de solos muito arenosos, profundos e pouco férteis, de relevo muito plano. Apresenta Cânions na parte oeste. É a região mais seca do sertão baiano, com clima semiárido bastante quente e seco, grandes amplitudes térmicas entre o dia e a noite. A precipitação média anual é 350 mm e em algumas regiões chega a 300 mm. 


Cangaceiros Gato e Inacinha

OS PANKARARÉS E O BANDO DE LAMPIÃO

Santílio Barros era o verdadeiro nome do cangaceiro Gato e não se tem na história do cangaço, outro homem que tenha sido tão sanguinário, perverso e frio como foi este cangaceiro. Era filho de Ana ( Aninha Bola) e Fabiano, um dos sobreviventes da guerra de Canudos, seguidor do reverenciado beato Antonio Conselhereiro. Era índio da tribo Pankararé. Alem de Gato, duas irmãs sua foram pro bando: Julinha, amante de Mané Revoltoso e Rosalina Maria da Conceição, companheira de Francisco do Nascimento, o cangaceiro Mourão. Mourão mesmo sendo cunhado e primo de Gato, acabou sendo morto por ele, depois que Mourão e Mormaço acabaram uma festa, acontecida no Brejo do Burgo, onde deram alguns tiros colocando a população em pavorosa fuga, Gato sendo cobrado por Lampião que pediu providências por ser o pessoal de sua família, perseguiu e matou os dois companheiros enquanto eles pegavam água em um barreiro, em um dos coitos no Raso da Catarina.  Mourão deixou Rosalina grávida e desta gravidez, nasceu Hercílio Ribeiro do Nascimento, ainda vivo e residindo no Brejo do Burgo.

O Raso recebe esse nome porque seu relevo é quase toda sua totalidade, plano com vegetação rasteira e Catarina é em homenagem a proprietária da Fazenda Catarina, que existe até hoje na região. Conta a lenda, que a fazendeira lutou contra a seca, mas foi derrotada por uma nuvem de gafanhotos que devorou a plantação de milho e feijão, deixando-a em estado de loucura e sozinha até o fim da vida. Dizem que seu espírito vaga a localidade ajudando vaqueiros a encontrar animais perdidos.

Famílias dos índios pankararés habitam na entrada do cânion seco na chamada Baixa do Chico que apresenta belíssimas formações rochosas esculpidas pelo vento parecendo castelos, torre e bispo do tabuleiro de xadrez. Uma outra, lembra uma grande catedral gótica. O Raso da Catarina foi um dos maiores coitos de Lampião e seus seguidores. Vários Índios da Tribo Pankararé, residentes no povoado Brejo do Burgo, fizeram parte do cangaço. A flora predominante é de xique-xiques, mandacarus, coroas-de-frade, facheiros, palmatórias, diversos tipos de bromeliáceas, como a macambira e árvores como o juazeiro, umbuzeiro, jatobá, pereiro, A fauna é rica em variedade de aves com coloridas plumagens e pequenos animais e refúgio de algumas espécies de micos e da ararinha-azul.

CARIRI CANGAÇO PAULO AFONSO 2022
24 a 27 de Março de 2022
Paulo Afonso
BAHIA-BRASIL

Redação Cariri Cangaço

Paulo Afonso; 16 de Dezembro de 2021

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/01/os-espetaculares-roteiros-do-cariri.html

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

ENTREGAS DE CANGACEIROS 1940.

 Por Rubens Antonio.

Salvo melhor juízo... Identificando:

À frente, à esquerda, Saracura (Benicio Alves dos Santos), tendo atrás sua companheira Flauzina (Flauzina Alves de Lima); A menina à frente de Saracura é Maria Eunice, filha de Flauzina com o cangaceiro “Zezé”, então já falecido.

Centro esquerda Patativa (Antonio Pedro da Silva), tendo atrás Zephinha (Josepha Maria de Jesus).

No centro atrás Deus–te–guie (Domingos Gregorio dos Santos).

Na frente, no centro, Labareda (Ângelo Roque dos Santos), tendo à direita atrás, ao lado de Deus–te– guie, e sua companheira Ozana (Anna da Conceição).

À direita, Jandaia, (Manoel Raymundo da Silva) com Josepha (Josepha Maria da Conceição) atrás, na extrema direita de pé.

http://cangaconabahia.blogspot.com/2013/07/entrega-de-cangaceiros-1940.html

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6 DE OUTUBRO DE 1928, NO “DIARIO DA BAHIA”:

 Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

Lampeão atravez dos sertões bahianos
A policia pernambucana commette depredações
O grupo do bandoleiro está reduzido a seus homens de confiança
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Desde que o famoso bandoleiro Lampeão atravessou as nossas fronteiras,  penetrante em territorio bahiano vivem ao seu encalço fortes contingentes, não só da nossa milicia, como da pernambucana, occupando villas, cidades e arraiaes, sem pôr a mão no celebre bandido, constantemente illudindo–lhes a rigorosa vigilancia.

No entanto a prisão de Virgolino está dependendo apenas de uma acção conjuncta entre as duas forças perseguidoras, o que não tem sido possivel realizar–se até hoje, devido á balburdia estabelecida entre os commandos das policias dos dous estados.
A força pernambucana, segundo informações prestadas por pessoa fidedigna, recentemente chegada da zona infestada pelos bandoleiros, não quer sujeitar–se ao commando de officiaes da policia bahiana, d’ali a desorientação que se verifica na perseguição aos criminosos, hoje reduzidos apenas a seis homens, todos cunhados, irmãos e primos de Lampeão, os quaes fizeram um pacto de, onde um morrer, morrem todos.

Em consequencia desta divergencia e falta de disciplinas, a policia pernambucana tem commetido depredações por onde passa, arrancando pela violencia aos pacatos moradores do sertão, informações a respeito da marcha dos bandoleiros.
Segundo ainda o nosso informante, Lampeão esteve a meio kilometro de Rancharia, povoado do municipio de Joazeiro, e por traz das pedras ali existentes, observou que os soldados das policias não só da Bahia, como de Pernambuco, fazendo farra dentro do arraial.
O bandoleiro e seu grupo até hoje, não praticaram nada de anormal em nosso territorio, ao contrario, teem procurado agradar o povo dos logares onde passam, dizendo não pretender fazer mal aos bahianos e, quanto á policia do nosso Estado, apenas deseja causal–a pela alpercata.
As forças perseguidoras, em numero superior a quinhentos homens, se acham distribuidas nos municipios de Monte Santo, Santo Antonio da Gloria, Uáuá, Joazeiro, Curaçá e arraia de Barro Vermelho.
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O sargento Manoel Netto, da policia de Pernambuco, tem–se tornado o terrôr de toda a zona, commettendo desatinos de toda especie.
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Emquanto isto acontece, o famoso bandido mantem–se em territorio bahiano, á vontade e fazendo uma estação de repouso, conforme tem declarado por onde passa distribuindo dinheiro ao povo, bebendo e completamente despreocupado das perseguições da soldadesca da policia.

Ainda n’um desses ultimos dias, disse o nosso informante um facto interessante: um grande destacamento de força policial marchava pela estrada de Santo Antonio da Gloria, a fim de dr caça a Lampeão, que constava achar–se nas proximidades d’aquella villa.

O bandoleiro de dentro da matta observou a passagem da tropa e depois de meia hora, seguiu–lhe na retaguarda, desviando–se, mais adeante e, do caminho seguido.

As populações sertanejas, a semelhança do que aconteceu por occasião da marcha revolucionaria de Luiz Prestes, ficando apavoradas com a approximação das legiões patrioticas, temem do mesmo modo, agora, a presença da força publica, principalmente pernambucana, que é o terrôr d’aquella zona, sob a ameaça de saques e violencias.

Tudo isso nos foi informado por pessoas insuspeitas e que regressaram d’aquella região affirmando–nos mais que Lampeão não será preso porque as forças perseguidoras apenas fazem fita, sem resultados praticos.

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28 DE OUTUBRO DE 1927, NO “A TARDE”:

Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

O COBRA PRETA
mortalmente ferido!
Tiroteio com um destacamento de policia bahiana
A policia bahiana continua activamente em perseguição ao bando do famigerado Lampeão.
Hontem, fomos informados de que havia sido morto o celebre bandido “Cobra Preta”.
Ao passar pela localidade denominada Orocó, em Pernambuco, foi visto pelo destacamento da policia bahiana que marchou logo em sua perseguição.
Travado forte tiroteio, o cangaceiro caiu baleado mortalmente.

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AS VÁRIAS FACES DE LAMPIÃO - CANAL CANGAÇO EM FOCO

Por Cangaço em Foco. 

https://www.youtube.com/watch?v=7RqpQiNofz8

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UMA RADIOGRAFIA DE LAMPIÃO.

 Por Rubens Antonio.


Imagem radiográfica do crânio de Lampeão, exibindo os traumas e fraturas, resultantes das agressões durante o episódio da sua morte em Angico.

Imagens gentilmente cedidas por Orlins Santana

Posição do Dr. Orlins Santana:

"Estudando minuciosamente o angulo de entrada no lado esquerdo do osso frontal do cranio, que é um osso muito compacto e maciço, se vê um túnel de 2 centímetros com angulação de saída que só poderia a vitima estar morta ou deitado sobre o ombro direito. A bala saiu pelo osso parietal direito , na parte superior, explodindo a cúpula calota craniana. Pela radiografia visualiza-se facilmente.

E ainda tem outro orifício circular de entrada no osso temporal esquerdo poucos centímetros acima do ouvido esquerdo. Provocado por arma pequena.Um revólver E está muito circular para a entrada de um cranio esfacelado, indicando quem atirou sabia que o cranio ainda não tinha recebido tiro de fuzil. O osso parietal, é muito fino e desmontado não permite furo circular., de entrada.  Com a palavra todos os peritos do Brasil. Meus 40 anos como cirurgião dentista e entendido em cranio, informo que ele usava duas próteses rochas  de ouro. Uma na arcada superior e uma grande bilateral na arcada inferior. Devem ter sido roubadas após a decapitação.

Atiraram à curta distancia em quem estava deitado dormindo ou já morto, envenenado. Eles, os soldados. não tinham tamanha coragem  para este combate de perto. O relato à mídia da morte de Lampião, na época, foi falso.  E pago com muito ouro e ameaças, ao grupo que atuou em Angico.

Dr.Orlins Santana de Oliveira Graduado em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia em 1972. Um dos assinantes do lado pericial da exumação.da cabeça, na catacumba em Salvador. Responsável pela retirada do crânio de Lampião, do Cemitério da Quinta dos Lázaros e entregue à família, seguindo imediatamente pelas mãos da família para Sergipe. Laudo já publicado em livro de Vera Ferreira, neta Escritora  e pesquisadora do Cangaço" .

A visão deste blog:

O tiro com Lampeão deitado não exclui a possibilidade dele ter recebido este tiro em um segundo momento, após ter recebido algum outro primeiro.

Entretanto, torno pública a manifestação respeitável do Dr. Orlins Santana de Oliveira.

http://cangaconabahia.blogspot.com/2013/07/uma-radiografia-de-lampeao.html

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"UMA VENTANIA... UM TROPEL..."

Por Dr Orlins Santana de Oliveira

Salvador Bahia

Prezado Rubens Antonio:

Presenteio ao mundo do cangaço, este magnífico e único momento. Quando da exumação das cabeças para o justo envio para suas famílias, retirei um verdadeiro tesouro que foi imediatamente entregue às duas netas presentes. 

UM CACHO DO CABELO DE MARIA BONITA E UMA MECHA DO CABELO DE LAMPIÃO, para entregar à Expedita, a filha amada do Capitão Virgulino e sua mulher Maria Bonita. Pedi que guardasse nos pés de Nossa Senhora.

Uma forte e sufocante ventania invadiu o cemitério, em plena tarde de sol e calmaria. Após a entrega das mechas de cabelos e dois dentes inferiores do Capitão que, estavam soltos na bandeja. A ventania se foi como um tropel de cavalos. Falei com Vera, a neta. ELES VIERAM E SE FORAM FELIZES. Era a energia sentida. Mal podíamos abrir os olhos.

Para os que acreditam.

Se algum dia no futuro, os cabelos servirem para exames de envenenamento. O material está sob guarda no amado Sergipe.

Existem ainda lá 4 cabeças aguardando os entes queridos.

Dr Orlins Santana de Oliveira
Salvador Bahia

Membro da Sociedade Protetora dos Desvalidos 

ADENDO - http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

Interessante!  

Não só eu como muitos leitores, ficamos a perguntar: 

1 - Por que não fazem o exame de DNA para saber e comprovar a verdade sobre alguns comentários que Lampião não morreu em Angico?  

2 - O que evita este exame de DNA nos cabelos de Lampião? 

3 - Para que a escritora Vera Ferreira (com muito respeito à sua pessoa) guarda cachos de cabelos se não tem certeza que eram do seu avô Lampião, se até hoje não foram feitos os exames necessários para uma comprovação sim ou não? 

4 - Será que o medo é que Lampião tenha escapado mesmo da chacina de Angico, e se comprovar que não são cabelos dele, uma porção de escritos não terá mais valor na literatura lampiônica? 

5 - Quanto custa um exame de DNA para ser feito e tirar a dúvida que está nas mentes de muitos estudantes do cangaço, se é ou não é cachos de cabelos do rei do cangaço Lampião? 

Se ninguém quer gastar com isso, devemos fazer uma vaquinha para arrecadar dinheiro para este fim do exame de DNA, que com certeza, será dividido por centenas, e dará o valor de uma Coca-Cola para cada um de nós. 

Ninguém sabe responder o porquê. Alguma coisa estão escondendo. Só que eu tenho certeza da sua morte lá na Grota do Angico. Mas, muito não têm. Então, é necessário ser feito o exame "DNA" para comprovação - José Mendes Pereira. 

http://cangaconabahia.blogspot.com/2013/08/uma-ventania-um-tropel.html

Informação ao leitor: As minhas perguntas não têm nenhum valor para a literatura lampiônica. São apenas as minhas inquietações, assim dizia o escritor Alcino Alves Costa.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

LIVRO!

 Por Luiz Ruben.

É com alegria que compartilho meus gêmeos. São dois livros resultado de pesquisa de longo tempo e organizados nessa reclusão a que estamos todos obrigados a viver.

De um total de 21 livros lançados, esses são o 13º e 14º publicados sobre a temática Cangaço.

1 – Lampião e a Revolução de 1930


2 – Lampião e seus Cangaceiros – Caderno de Anotações

Estes e outros títulos lançados anteriormente estão a venda com o professor Pereira.

Whats App.: (83) 9 9911-8286

Email: fplima1956@gmail.com

 https://www.facebook.com/groups/545584095605711/user/100007767371031/

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PADRE CÍCERO À DIREITA DA FOTO.

 Por Brazil Imperial

A Mais Antiga Fotografia de Cícero Romão Batista (1844-1934), o Padre Cícero, antes de sua ordenação sacerdotal (cerca de 23 anos; a direita), com um colega do Seminário da Prainha, Fortaleza, Ceará, 1867. Fonte: Arquivo de Renato Casimiro e Daniel Walker

Em 1860, Cícero foi matriculado no colégio do renomado padre Inácio de Sousa Rolim, em Cajazeiras, na Paraíba. Aí pouco demorou, pois a inesperada morte de seu pai, vítima de cólera em 1862, obrigou-o a interromper os estudos e voltar para junto da mãe e das irmãs solteiras.

A perda do pai trouxe graves problemas financeiros à família. Em 1865, aos 21 anos, entrou no seminário em Fortaleza.

Padre Cícero foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870, com 26 anos. Voltou para Crato, à espera de uma paróquia para liderar. Nesse tempo, lecionou Latim no Colégio local.

Em sua incansável atividade pastoral, pregava, aconselhava, dava confissões e visitava a comunidade. Nesse período ocorreu a grande seca no Nordeste brasileiro (1877-1879). Em breve conquistou a simpatia do povo, liderando a comunidade e moralizando os costumes, como os excessos de bebedeira e a prostituição. Sua obra se expandiu e padre Cícero precisou recrutar mulheres solteiras e viúvas, organizando e exercendo sua autoridade sobre uma irmandade leiga, formada por beatas, que o ajudava nas atividades pastorais.

Padre Cícero foi o maior benfeitor e a figura mais importante da Cidade de Juazeiro. Ele a fez crescer transformando-a na mais importante do interior do Ceará. Os bens que ele recebeu em vida foram doados para a Igreja, principalmente para os salesianos que ele próprio levou para Juazeiro. Fonte:

 https://www.facebook.com/BrazilImperiu/photos/a.2082430488753824/2977509612579236

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CARIRI CANGAÇO PAULO AFONSO 2022 CHEGA A MALHADA DA CAIÇARA E AO MUSEU CASA DE MARIA BONITA !

 Por Manoel Severo


A joia da coroa ! Quando nos referimos a essa expressão estamos dando ênfase ao que temos de melhor. Em Paulo Afonso temos uma manancial inesgotável de cenários importantes e vitais dentro da historiografia do cangaço, além de inúmeros personagens que escreveram com sangue, suor e lágrimas algumas dessas trágicas paginas sertanejas, entretendo nossa joia da coroa tem nome e sobrenome: 
Maria Gomes de Oliveira, a Maria do Capitão ! nascida bem ali na terra do condor, numa pequena fazenda no povoado de Malhada da Caiçara, zona rural da bela Paulo Afonso... 

Ingrid Rebouças e João de Sousa Lima no Museu Casa de Maria Bonita

Ainda do povoado do Riacho (25km do centro de Paulo Afonso pela BR110) se passa pela Vila de Dona Generosa e mais 13km de estrada de terra, chegamos ao solo sagrado berço da rainha do cangaço; Maria Bonita. Naquela época, final de 1929 e começo dos anos 30, Lampião já havia se tornado presença constante no terreiro de seu Zé de Felipe e dona Déa; Maria Joaquina Conceição Oliveira; principalmente pela ligação que mantinha com o coiteiro Odilon Café. Nessas idas e vindas o destino acabaria pregando uma peça no maior de todos os cangaceiros e a partir dali a historia do cangaço seria contada de outra forma, nascia a presença das mulheres, de forma efetiva, nos bandos cangaceiros e o casal mais famoso dos sertões.

João de Sousa Lima, Ingrid Rebouças e Manoel Severo


João de Sousa Lima no Museu Casa de Maria Bonita

Novamente anfitrionados pelo Conselheiro João de Sousa Lima, presidente da Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022, chegar à Malhada da Caiçara e ao Museu Casa de Maria Bonita, é como voltar no tempo, é como se a qualquer momento a jovem Maria de Déa; que era a segunda filha do casal Zé de Felipe e dona Déa; saísse por uma daquelas portas e se colocasse debruçada em uma das singelas janelas da casa restaurada... Maria, com 18 anos na época em que conheceu Virgulino Lampião, já vinha de um primeiro casamento fracassado com um primo, o sapateiro Zé de Nêne, e a partir daqueles primeiros encontros com o chefe dos cangaceiros nasceu o romance maia famoso do cangaço e eternizado pela literatura de cordel e cantadores dos mais distantes rincões sertanejos. 





"A construção — uma casa de reboco de 50 metros quadrados — abrigou a cangaceira de 1911 a 1929, quando ela conheceu Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Depois de passar por uma restauração, o imóvel virou ponto turístico da cidade, em 2006. Até hoje na vizinhança da casa ainda vivem os parentes da família de Maria Bonita. No local, estão expostos alguns objetos da família, da história de Maria Bonita e reproduções de fotos dos cangaceiros."


Maria Déa, A Bonita Maria de Lampião, ou Maria Gomes de Oliveira, nasceu no dia 8 de março de 1911, no Sítio Malhada do Caiçara, em Curral dos Bois, atual Paulo Afonso, filha de José Gomes de Oliveira, conhecido como Zé Felipe e Dona Maria Joaquina, conhecida como Dona Déa. Era a segunda numa família de dez irmãos. Casou ainda muito cedo, aos 15 anos de idade com o primo, José Miguel da Silva, o Zé de Nêne, sapateiro e reconhecido boêmio da região. Naquela época já era notório o forte gênio da morena filha de Zé Felipe, costumeiramente o casal estava envolvido em brigas fundamentalmente em função do ciúme de Maria. Sempre que brigavam a jovem se abrigava na casa dos pais; foi justamente em uma dessas oportunidades que em 1929 teria havido o primeiro contato de Maria Déa com o Rei dos Cangaceiros, Virgulino Ferreira. Naquele dia Virgulino passaria pelas terras do Sítio Tara do conhecido coiteiro Odilon Martins de Sá, vulgo Odilon Café, e depois se dirigiria para as terras da Malhada do Caiçara, ali por longos meses havia construído uma sólida base de sustentação em terras baianas, estava entre amigos. Ao se despedir da família de Zé Felipe se dirige à morena Maria e pergunta se sabe bordar, ato contínuo deixa alguns lenços de seda para o ofício da sertaneja, prometendo voltar em breve para buscá-los. Parece-nos que já naquele momento o destino começava a traçar suas linhas na direção da maior mudança da história do cangaço: a entrada das mulheres nos bandos cangaceiros. E assim; Maria, Durvinha, Aristéia, Moça, Adília, Dadá, Enedina, Cristina, Lídia, Eleonora, Quitéria, Adelaide, Nenem, Sila, Rosinha... mudariam para sempre a feição do cangaço nordestino de Virgulino Lampião.

Para Manoel Severo, "sem dúvidas uma das visitas mais aguardadas de nossa programação do Cariri Cangaço Paulo Afonso 2022, será essa ao Museu Casa de Maria Bonita. Chegando aqui é como se estivéssemos sendo transportado no tempo. Já estive aqui ao lado do João de Sousa inúmeras vezes mas sempre é uma emoção diferente. O lugar tem um magnetismo absolutamente forte. Agora é aguardar o mês de março e vir conosco neste grande Cariri Cangaço Paulo Afonso.

CARIRI CANGAÇO PAULO AFONSO 2022
24 a 27 de Março de 2022
Paulo Afonso
BAHIA-BRASIL

Redação Cariri Cangaço

Paulo Afonso; 16 de Dezembro de 2021

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/01/cariri-cangaco-paulo-afonso-2022-chega.html

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COMBATE ENTRE ZÉ BAIANO E ZÉ RUFINO

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=8psdL3ymmxM&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Quer ajudar nosso canal? Nossa chave Pix é o e-mail: narotadocangaco@gmail.com Alagadiço - Frei Paulo (SE) - Dezembro-2021 - Lampião e Zé Baiano matam um inocente e por causa dessa morte a desavença entre Alagadiço e os cangaceiros começou - Primeiro combate entre Zé Baiano e Zé Rufino - As artimanhas de Zé Rufino Link desse vídeo: https://youtu.be/8psdL3ymmxM

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UM ANEL DE "MARIA BONITA"

Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

"Existem, na Bahia, algumas peças de ouro maciço que pertenceram aos cangaceiros.
Muitas delas, não todas, fruto de comércio ou saque.

Nesta imagem, um diamante de mais de 2 quilates, peça do cangaço de uso feminino, que a tradição aponta ter pertencido a Maria Bonita, tendo sido recolhido em Angicos.
O numero é pequeno Aro 14, o que indica dedo pequeno. Atualmente, estimado em 8 mil reais.

Está à venda."

Dr Orlins Santana de Oliveira

Membro do Instituto Histórico da Bahia.

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LIVRO SOBRE CANGAÇO NA PRAÇA.

Por Raquel Nogueira

Eu estou vendendo o livro Como Capturar Lampião da Autoria de Luís Rubens Luiz Ruben F. A. Bonfim ele custa R$ 70,00 já com o frete quem quiser fale comigo no privado. 

https://www.facebook.com/photo?fbid=5152209651490910&set=gm.1413535049116371

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RADIOGRAFIA DO CRÂNIO DE "MARIA BONITA"

 Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio.

Prezado Rubens O crânio perfeito com leve afundamento do frontal devido ao impacto com o chão. Nota-se um degrau ósseo na superfície acima da órbita.
Os dentes...
Quando acompanhei a perícia, não tinham cáries. A arcada era completa ou é completa. Verifiquei fratura com perda do bordo incisal do segundo incisivo inferior direito.
Ela deve ter sido jogada pelo impacto de um tiro possante, pelas costas. Caindo sobre pedras do solo, ao gritar com a boca aberta. O que se comprova com a não fratura, mesmo pequena, dos incisivos da arcada superior.
O impacto da dor e com a boca aberta ao máximo.
Ela caiu de frente ao chão e sobre o lado direito.
Deixo legado aos maravilhosos e competentes estudiosos do cangaço.

Dr Orlins Santana de Oliveira
Membro do Instituto Histórico da Bahia
Um dos responsáveis da exumação da cabeça que foi justamente entregue à família e enviada ao amado Sergipe.

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8 DE FEVEREIRO DE 1994, NO “A TARDE”:

Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

Dadá, última musa do cangaço

Sob muitas lágrimas das duas filhas, dos três que teve com Corisco, dezenas de netos e bisnetos, todos chorando convulsivamente, e aplausos de um bom número de admiradores, que acorreram ao Jardim da Saudade, foi sepultado ontem, às 18h10min, o corpo de Sérgia Silva Chagas (Dadá), que morreu, aos 78 anos, na madrugada de ontem, no Hospital São Rafael, vitimada por um câncer generalizado, de acordo com a informação do historiador Carlos Cleber, que, em março próximo, vai relançar o livro “Dadá, a Musa do Cangaço”, da Editora Vozes.

O corpo de Dadá foi velado na capela do Jardim da Saudade, onde o capelão do cemitério, padre Afonso Gomes, celebrou missa de corpo presente. O filho Sílvio Hermano, que mora em Alagoas, não chegou  a tempo de assistir ao sepultamento de sua mãe. Entre os admiradores, estiveram no cemitério o jornalista e juiz classista Oleone Coelho Fontes, autor de um livro sobre o cangaço, e a ex–vereadora Geracina Aguiar.

AOS 13 ANOS

Nascida em Belém de São Francisco, Pernambuco, em 1915, e uma das filhas do casal Vicente R. da Silva / Maria R. S. da Silva, Dadá entrou no cangaço aos 13 anos de idade. Numa entrevista que concedeu em 1977, ela contou que Lampião chegara na sua casa, “onde fez uma baderna danada”. Na época, Dadá morava na fazenda Macucuré, entre os municípios de Glória e Paulo Afonso, no interior do estado da Bahia.

De repente, disse Dadá, Lampião chamou Corisco e, em tom de brincadeira, disse para ele: “Como é? Você não quer desmamar esta menina?” Corisco deu uma gargalhada, me pegou no colo, me colocou na sela do seu cavalo e saiu a galope. Depois, lembrou, “foram 12 anos de luta, correndo ou enfrentando a Policia por toda parte”. Sérgia, que ficou conhecida pelo apelido de Dadá, tinha, apenas 13 anos.

MUITO AMOR

Apesar da violência do contato inicial, Dadá sempre falou de Corisco com muita ternura, afirmando: “Nos amamos muito”.

Dadá que teve três filhos com Corisco (Maria do Carmo, Maria Celeste e Sílvio Hermano), todos vivos, também elogiava Lampião, dizendo que ele era um homem bom. “Um homem de palavra, que só falava uma vez e não contava vantagens. Fico triste – confessou – quando vejo escreverem coisas que Lampião nunca fez. Os livros que têm saído sobre o cangaço só apresentam – dizia Sérgia da Silva Chagas – vantagens da Polícia e coisas terríveis que nunca aconteceram.”

OUTRO MARIDO

Dadá assistiu a morte de Corisco, em 1939, numa localidade próxima ao município de Miguel Calmon, varado de balas de metralhadora, mesmo aleijado e já tendo deixado o cangaço. Ela também foi baleada, teve uma das pernas estraçalhadas e amputada posteriormente. Casou–se com um velho pintor de paredes, já falecido, com quem não teve filhos. Criou, no entanto, muitos meninos e meninas, que considerava como seus filhos. Mesmo com uma perna só, Dadá costurava muito, chegando a aposentar–se como costureira. Com sua morte, fecha–se uma das últimas páginas do cangaço no sertão nordestino.

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O CRUCIFIXO DA BARONESA DE ÁGUA BRANCA

Do acervo do professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio. 

Em ouro maciço 22 quilates
Esta magnifica peça, estava à venda ate uns 8 anos atrás (publicado em 2012 no site Cangaço na Bahia), aqui, em Salvador.
Foi vendido  para fora do Estado por 12 mil reais. Um comerciante deve ter levado.
Fiquei muito sentido pela perda do acervo do cangaço.
Na época não tinha recursos para adquirir o mesmo. 
Salvador era o local mais perto para as volantes revenderem os achados. E tudo vinha pela via ferroviária. Até as crianças para adoção, que valem mais do que qualquer ouro deste mundo.

Para os amantes da história
Publique-se

Dr Orlins Santana de Oliveira
Membro do Instituto Histórico da Bahia
Membro do Instituto Genealógico da Bahia

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PROMOÇÃO DE EVARISTO CARLOS DA COSTA

 Por Rubens Antonio.

Definitivamente envolvido em um dos eventos referenciais do Cangaço, ocorrido em dezembro de 1929, tendo respondido Inquérito até 1931, o então 2° sargento Evaristo Carlos da Costa somente foi promovido a 1° sargento em agosto de 1939.

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1952... VOLTA-SECCA LIVRE.

 Por Rubens Antonio.

Primeiro passo, quando da sua saída da penitenciária, em 1952.
Um charuto, para comemorar a liberdade.
Diante da sua residência, um casebre, com a esposa, no dia da libertação.
 Visita à Igreja do Senhor do Bonfim, no dia da libertação, para agradecer por esta.
Com a esposa
Para a História.

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