ENCERRAMENTO
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Clerisvaldo B.
Chagas, 25 de março de 2023
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.851
Não existe
nenhuma dúvida de que uma fábrica em uma cidade – principalmente do interior –
pode gerar progresso em todos os sentidos até porque um grande empreendimento
gera outros inúmeros na mesma região. O governo de Alagoas foi muito
feliz ao atrair a Indústria de Leite Natville para implantar uma unidade na sua
cidade Batalha, centro da Bacia Leiteira alagoana. Não importa se Batalha é a
cidade do governador, o importante é o surgimento de novos progressos tanto
para os municípios que fazem a Bacia Leiteira, quanto para todo o médio sertão
do estado. Veja, há pouco tempo foi asfaltado o trecho Batalha –
Olivença, usando-se um atalho (por dentro) encurtando a distância entre as duas
cidades e Olivença via Agreste e Maceió. Está aí um primeiro grande benefício
que agora atraiu o segundo benefício que é a implantação de uma unidade da
Natville, aproximadamente em terreno vizinho ao acesso à Olivença, saindo de
Batalha, às margens da AL-220.
O investimento
anunciado de 500 milhões na implantação da unidade, diz por si só da
envergadura do empreendimento. Pobres cidades que não aceitam indústria em seus
territórios, para que a população continue sob o cabresto político dos seus
dirigentes. Irão ficar a ver navios enquanto a vizinhança cresce, desenvolve e
se destaca. Muito bom consumirmos produtos industrializados de origens
alagoanas, principalmente do interior, do sertão ou da área agrestina, fora do
comando da capital e da Região Sudeste.
E se uma
fábrica por si só já absorve grande número de empregados, mexe muito mais com a
cadeia produtiva. E agora, que a duplicação das rodovias Maceió – Delmiro
Gouveia, passando pela Bacia está sendo construída, imaginamos um novo fluxo de
progresso tanto no médio quanto no alto sertão.
A propósito, a distância Maceió – Batalha é de 183 km e de Batalha a Santana do Ipanema é de apenas 49 km, o que favorece o intercâmbio econômico e cultural. Batalha, Jacaré dos Homens, Monteirópolis e Major Izidoro, formam o importante núcleo da Bacia Leiteira, alagoana. A cidade de Batalha e boa parte do seu município, são banhados pelo rio temporário Ipanema, que, em época de cheias ainda é uma atração à parte pra os que desejam conhecer a cidade e sua vizinhança. Parabéns aquele povo bom.
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Clerisvaldo B. Chagas, 23 de março de 2023
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.850
Noite de
felicidade extrema entre os apreciadores da cultura, com o encontro no Café
Filosófico, promovido pelo Departamento de Cultura, no salão nobre da Casa da
Cultura, em Santana do Ipanema. No Café Filosófico, conduzido pela diretora
Cultural Gilcélia Gomes e o escritor Marcello Fausto, sob a égide da prefeita
Christiane Bulhões foi lançado o livro documentário “Canoeiros do Ipanema”, da
nossa autoria. Estiveram presentes no Evento, o, vice-prefeito e empresário
Iuri Pinto; a vereadora Eliana “Fofa”; O diretor do IFAL, Gilberto Gouveia; o
ex-diretor de cultura, professor Robson França; O presidente da Academia
Santanense de Letras, Arte e Cultura, José Malta Fontes Neto; o professor
cordelista Charles César; o presidente da Associação Comercial, Josinaldo
Soares, a professora Irene das Chagas, esposa do homenageado, ex-alunas e
alunos nossos, e mais uma plêiade de pessoas amantes da Cultura.
A própria
Gilcélia Gomes, fez as vezes de Mestre de Cerimônias. Houve recital, cânticos,
palestra e troca de ideias entre o escritor homenageado e a seleta plateia, sem
ninguém arredar o pé até às 23 horas, ocasião em que fatos históricos e
curiosos do desenrolar santanense, foram comentados pelos presentes, com
autógrafos e poses para tantas fotos para a posteridade. O livro “Canoeiros do
Ipanema” foi coroado de êxito, onde os leitores irão se deliciar com
a saga do canoeiros que atuaram no rio Ipanema, durante as cheias, levando e
trazendo mercadorias e gente para outras plagas. Foi a fase que teve início em
1943 indo até o ano de 1969, com a construção da ponte entre o poço do Juá –
palco dos canoeiros – e o Poço dos Homens.
O livro
resgata essa história fantástica adormecida e que nunca teve uma única linha
escrita sobre o tema. Um resgate de suma importância de uma época difícil, mas
radiosa.
Mais uma vez
deixamos aqui a nossa gigante gratidão à prefeita Christiane Bulhões e o
empenho público e particular da Diretora da Cultura Gilcélia Gomes e do
escritor Marcello Fausto, ora servindo naquele departamento. A decoração estava
maravilhosa, as pessoas que se pronunciaram, altamente inspiradas. E se é
preciso falar no café filosófico, bem postado, bem consumido e bem elogiado.
Uma equipe divina certamente fazia a parte invisível do evento, quando o
passado ressurgiu em toda sua plenitude e os Canoeiros do Ipanema voltaram a
navegar, desta feita, na imaginação fértil e miraculosa da plateia da elite
cultural da Rainha do Sertão.
Jesus na causa.
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Por José G. Diniz
Sou matuto e esperto
quase não estudei
Aprendi na vida tenho
razoável talento
Sinto falta do saber
e não arrependimento
E com humildade
exponho bem o que sei
Na roça eu nasci e
muitos anos eu morei
E do que deixei lá tenho boa impressão
Sinto a saudade
ferindo o meu coração
Exú berço natal, meu
primeiro endereço
Eu já tentei
esquecer, mas não esqueço
Do que de bom vivi no
meu belo sertão
Lembro o caminho de
itinerário a roça
Uma tarrafa boa para
pescar curimatã
O carneiro a ovelha o
borrego e amarrã
O alpendre da casa a
latada da palhoça
O forro de sanfona
que me tirava da foça
Cacimba do riacho o
carretel do cacimbão
O pote e a panela e
lenha para o fogão
Os familiares por
quem tenho tanto apreço
Eu já tentei
esquecer, mas não esqueço
O que de bom vivi no
meu belo sertão.
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Por Hélio Xaxá
Por José Mendes Pereira
Amigo leitor, primeiro, desculpa-me por eu ter registrado em minha pobre e louca mente este nome de fantasia da central administrativa dos coitos de Lampião pela caatinga nordestina, "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia.". É somente para enfeitar mais os nossos estudos sobre o movimento social dos cangaceiros.
Não é na intenção de bater palmas pelo que aconteceu, mas para levar ao conhecimento de muitos brasileiros, principalmente do nordeste, o que ocorreu no final do século XIX, estendendo-se até 25 de maio do ano 1940, do século XX, quando foram pegos e baleados os últimos cangaceiros, Corisco e sua companheira Dadá, além de alguns marginais que ainda estavam ativamente na caatinga com eles.
A gente sabe
que existem pessoas que protestam muito sobre nós, porque gostamos de estudar o
cangaço, mas apenas estudamos, ninguém, até hoje, que eu tenha conhecimento,
fez nada de errado, só porque gosta deste tema tão lido por aqueles que acham o assunto interessante.
Veja bem, nós somos amantes da bíblia, e lá foi escrito tudo que fizeram com Jesus Cristo, e por que a gente lê a bíblia, se nela diz que os carrascos judiaram tanto com Jesus, que findaram o matando? Então não há nada para reclamar. Mas cada um pensa do seu jeito, e nós não podemos dizer nada.
Não resta dúvida, era uma empresa sim (com poucas diferenças), com marginais contratados para atuarem nas diligências de extorsões, outros eram encarregados de espionarem à região. Tinham secretários dos reis. Existiam os cangaceiros que tinham o papel de cobrarem dívidas de fazendeiros que prometiam e não cumpriam com o acordo, Tinham cangaceiros que as suas funções eram justarem invasões e tudo mais. Alguns faziam o papel de sentinelas dos grupos...
Tem gente que ainda
pensa que cangaço era um movimento social desorganizado. Mas se engana! Apesar
de ter sido um movimento que não construía nada, e só fazia horrores, destruições e mortes, tanto era
organizado como existia respeito entre chefe e subordinados. Inclusive, os
homens respeitavam as mulheres que com eles conviviam. É claro que onde vive
muita gente, sempre existe alguém que não se afina com outro. Mas qualquer discussão que surgisse dentro dos bandos, era de imediatamente apaziguada através do
chefe do subgrupo, ou pelo chefe geral, no caso, o rei e capitão Lampião.
Não fica pensando que isso é uma invenção minha, mas dita por quem pesquisou na fonte, como se comportavam os grupos de facínoras que atuavam no mundo do crime, assaltos e invasões, além de assassinatos feitos por eles a sertanejos, até mesmo em pequenos vilarejos e cidades.
Existia união entre eles? Sim, existia. E ali era como se todos fossem um bando de irmãos, aliás, eram eles por eles mesmos. Lógico que alguém pagou caro no cangaço, que foi cobrado pelo seu chefe superior, foram eliminados dos grupos, mulheres foram assassinadas por não obedecerem o regime que era imposto dentro do cangaço, que não podia trair o seu companheiro. Elas sabiam muito bem como eram as leis criadas pelo capitão Lampião, ou por outros superiores dos subgrupos de cangaceiros.
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Autor: José Di Rosa Maria
1
Gente de todas as
classes
Ouça-me por
gentileza:
Precisamos defender
A nossa mãe natureza
Que se vê ameaçada
Precisando de defesa.
2
A ganância pela fama,
O dinheiro e o poder
Tem feito com que o
homem
Não desista de correr
De encontro e contra
tudo
Que na terra deve
haver.
3
Ameaçando a espécie
De cada animal
fecundo,
Causando ao meio
ambiente
Desequilíbrio
profundo,
Tentando desabitar
Os continentes do mundo.
4
Destruindo nossos
parques
Ecológicos e
cerrados,
Deixando os rios sem
vida,
Nossos campos
devastados,
O ar nocivo à saúde
E os mares oleados.
5
Precisamos com
urgência
Começarmos a lutar
Defendendo flora e
fauna,
Serra, lago, rio e
mar
Pra não vermos o que
temos
De natural se acabar.
6
A vida animal perece
E pra você ter noção,
Eu vou citar um
bocado
Dos animais que
estão,
Infelizmente na lista
Dos bichos em
extinção.
7
Além da Jaguatirica,
Lobo guará,
verdadeiro,
Cacajau,
Tutu-canastra,
Nosso Mono-carvoeiro,
Nosso
Cachorro-vinagre
E o veado-campeiro.
8
O Mico-leão dourado
Da floresta
brasileira,
O Cervo do pantanal,
O Tamanduá-bandeira,
Onça pintada e Arara,
Todos na mira
certeira.
9
Fazem parte dessa
lista
Também o
Tigre-indiano,
A Tartaruga-marinha,
O Papagaio, o Tucano,
O Chimpanzé da
Tanzânia
E o Leão-africano.
10
Além do Rinoceronte
São vítimas dessa
demanda
O Cavalo da Mongólia,
O inofensivo, Panda,
O Elefante da África
E o Gorila da Ruanda,
11
12
E tratando de insetos
E seres
invertebrados,
Temos dezenas de
tipos
No Brasil, ameaçados.
Inseticida e
incêndios
Têm provocado esses
dados.
13
Por favor,
antiecológicos,
Matar só produz
problema.
Todos os seres da
terra
Incluídos no esquema
São componentes
bióticos
Do nosso ecossistema.
14
Mexendo na natureza
O desequilíbrio vem.
Então vamos preservar
O que a natureza tem.
Ela não sobrevivendo
Não sobrevive
ninguém.
15
Está passando do
tempo
Da gente,
reflorestar:
A terra e despoluir
Os rios e preservar
O nosso meio ambiente
Começando a
reciclar...
16
Chega de
desmatamento,
Lixão e fumaça preta.
Vamos tirar o futuro
Do mundo dessa
sarjeta.
Está na hora da gente
Lutar,
incansavelmente,
Pela vida do planeta.
Estrofes extraídas do
cordel do mesmo título;
Transformadas em poema: Para o blog:
http://blogdomendesemendes.blogspot.com