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sábado, 10 de fevereiro de 2024

PADRE ALENCAR PEIXOTO E O ENCONTRO COM LAMPIÃO.

Por Beto Rueda

A religiosidade e o banditismo no sertão nordestino sempre tiveram uma estreita relação. O sentimento religioso do sertanejo era especialmente voltado para a penitência e muitas vezes, ao fanatismo. A ligação entre padres e cangaceiros sempre foi muito forte, despertando em ambos respeitos, admiração e ódio.

Joaquim de Alencar Peixoto nasceu na cidade do Crato, Ceará, em 26 de abril de 1871. Oriundo de tradicionais famílias do sertão cearense e pernambucano – Alencar e Peixoto. Seus pais foram Felismino de Alencar Peixoto e Hortulana de Alencar Peixoto. Seus avós paternos, Teodósio Marques de Abreu Peixoto (pernambucano) e Joaquina Xavier de Jesus (de Missão Velha, Ceará); os maternos foram Francisco Leão da França Alencar e Maria Leopoldina do Monte (de Exu, Pernambuco).

Iniciou os seus estudos primários com os professores Raymundo Duarte de Moura e Manoel da Penha de Carvalho Brito. No Colégio Venerável Ibiapina aprendeu português, francês, latim e grego com o padre Joaquim José Teles Marrocos.

Cursou os Seminários de São José do Crato a 17 de Março de 1891, Fortaleza, 1893, e no Estado da Paraíba em 1895. Ordenou-se padre em 1897.

Foi nomeado pároco das cidades de Saboeiros e Arneiroz, Ceará, em 1898. Exerceu importantes funções.

De volta a sua terra natal, fundou o "Ginásio Cratense", em 1903, e mais tarde o "Sul do Ceará".

Em 15 de agosto de 1907 mudou-se para Juazeiro do Norte, substituiu na capela de Nossa Senhora das Dores, o padre Agio Maia.

Em 1909 fundou o primeiro jornal juazeirense que tinha o título de “O Rebate”. As publicações davam-se aos domingos até o dia 03 de setembro de 1911, data de seu último exemplar.

Pelo forte e combativo envolvimento político não obteve permissão para confessar e foi suspenso de todas as ordens da igreja. A partir de então se inseriu na luta em prol da independência de Juazeiro e a criação do município, o que aconteceu em 22 de julho de 1911. Depois da vitória em Juazeiro, por divergências com o padre Cícero, deixou a cidade.

Foi pároco de Belmonte, Pernambuco, no período de 02 de janeiro de 1917 a 23 de novembro de 1919. Foi nomeado como Pároco Encomendado de Granito, Pernambuco, em 16 de dezembro de 1919.

Em setembro de 1926 Lampião entra em Granito acompanhado por mais de cem homens. A população em pânico procura a casa paroquial como refúgio. Padre Peixoto procura Lampião e chama o chefe dos cangaceiros para uma conversa. Depois do diálogo, os invasores vão embora da cidade em paz, inclusive pagando as contas das bodegas.

O comportamento crítico do padre Peixoto em relação às ações do padre Cícero e, distante das brigas enciumadas de intelectuais e do poder financeiro, fez com que ele se afastasse, como se fugindo de algo, morando pelo resto da vida em lugares diferentes; Sabe-se que esteve morando num lugar chamado Sena Madureira, no Acre, na Amazônia, em Mangas, Minas Gerais e em Rubiataba, Goiás.

Com o tempo adquiriu problemas renais dos quais se queixava muito. Em 1950 quando visitou Juazeiro do Norte era um homem pobre, velho e quase cego. Desiludido e por poucos reconhecido.

O padre Peixoto permaneceu lúcido até a madrugada de 24 de fevereiro de 1957 quando faleceu em Rubiataba, Goiás, aos 85 anos e dez meses. Atestada a causa mortis como “bronco pneumonia derivada de diversas causas”. Foi sepultado no Cemitério Público da mesma cidade.

Sacerdote, intelectual, político, grande orador, jornalista, poliglota, escritor de textos em prosa e poesia, escritor de livros dentre os quais: “Juazeiro do Cariri” e “À Margem de um Livro”. Destemido e polemista exaltado, fez história.

Mais uma figura importante que cruzou o caminho do Rei do Cangaço.

REFERÊNCIAS:

JUNIOR, José Peixoto. Padre Peixoto - intelectual, político, sacerdote. Goiânia: Kelps, 2007.

CAVALCANTE, Francisco José Pereira. Padres do interior II - os padres da paróquia de nossa senhora do bom conselho de Granito. Petrolina: Diocese de Petrolina, 2010.

CRUZ, Maria do Rosário Lustosa da. Padre Joaquim de Alencar Peixoto: o baluarte da emancipação política de Juazeiro. Fortaleza: IMEPH, 2012.

BARRETO, Ângelo Osmiro. Misto de guerra e paz. Lampião Aceso, 02 nov. 2009. Disponível em:<http://lampiaoaceso.blogspot.com/…/padres-e-cangaceiros.htm…>. Acesso em: 25 mar.2020.

SEVERO, Manoel. Padre Cícero e Virgulino. Cariri Cangaço, dez.2015. Disponível em:<http://xn--cariricangao-udb.blogspot.com/…/padre-cicero-e-virgulin…

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

QUEM SÃO?

 Por Antonio Ferreira


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CANGACEIRO VELOCIDADE II

Por Guilherme Velame Wenzinger

José Porfírio dos Santos, o Velocidade II, 19 anos. Era do bando de Corisco e se entregou no fim de 1939. Já preso revelou o paradeiro do ex-chefe. Disse em entrevista que foi recrutado na região de Bebedouro(BA) e havia tomado parte de apenas 3 combates.

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LIVRO


Por Helcimar Barbosa Palhano.

Em março está chegando nas ruas. Você conhece Lampião, Maria Bonita, Corisco e Dada. Mas conhece Salustiana? Susserana? Azulão? Arrebenta Cavalo? Quebra-queixo? E o Coroné Agripino? Coroné Pedro Valente? Coroné Amâncio? Pois é... uma nova versão do Cangaço pós Lampião. Uma ficção de dar nó na cabeça de quem já conhece o cangaço e uma leitura a mexer com o imaginário de quem não conhece. Se você me perguntar de onde eu tirei tanta estória só posso recorrer a Ariano Suassuna:

" Não sei, só sei que foi assim".

Aguardem... em março o livro tá na rua.

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AS 9 CABEÇAS DOS CANGACEIROS MORTOS EM ANGICO, foram enterradas aonde ?

 Por Cangaço em Foco

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SARCÓFAGO ABERTO REVELA BISAVÓ LOIRA DO FARAÓ TUTANCÂMON

Por Fatos Incríveis.

A nova descoberta surpreendeu os pesquisadores que tentam desvendar a reais características físicas dessas pessoas que viveram a milhares de anos. Recentemente, uma equipe de arqueólogos fez uma descoberta fascinante sobre a linhagem de um dos faraós mais notáveis do antigo Egito. A bisavó do faraó Tutancâmon era uma nobre chamada Tjuyu e  tinha os cabelos loiros. A nova descoberta surpreendeu os pesquisadores que ainda tentam desvendar a reais características físicas dessas pessoas que viveram a milhares de anos.

De acordo com os arqueólogos, Tjuyu morreu por volta do ano de 1375 a.C. e sua tumba só foi descoberta em 1905. Desde então, raras vezes seu sarcófago foi aberto. Os restos mortais da parente do menino rei estão preservados no Museu do Cairo, no Egito. Agora, uma equipe de TV britânica registrou imagens da reabertura do sarcófago e surpreendentemente, a múmia apresentava cabelos loiros muito bem preservados e vários objetos em ouro.

Mas o que explica a coloração aloirada de suas madeixas? Tradicionalmente, antigos egípcios eram retratados com cabelos escuros. Segundo a egiptologista Salima Ikram, as aparências podem enganar.

A especialista diz que não há como ter 100% de certeza de que se trata do cabelo original de Tjuyu. Mesmo que as mechas sejam mesmo dela, elas podem ter sido clareadas por natrão, composto de sódio usado para mumificação. Outras partes da múmia também estavam bem preservadas, como seus pés, que ainda calçavam sandálias. A egiptóloga garante que novas análises serão realizadas para assim definir, se a múmia real era loira.

#descobertasarqueológicas #curiosidades #historias

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PRISÃO DE CANGACEIROS

 Helton Araújo

Em março de 1925 foram presos três cabras de Lampião, sendo eles da esquerda para direita, José Ramos de Oliveira, vulgo Pau de Agasalhar Urubu, 25 anos, Manoel da Silva, vulgo Manoel Preto, 35 anos e Antônio Clementino, vulgo Fato de Cobra, 22 anos. Eles estavam recolhidos ao cárcere na cadeia de Rio Branco, atual Arco Verde no estado de Pernambuco.

Fonte : Jornal Pequeno do Recife ( 14/03/1925 )

Foto : Octaviano Neves

Conheciam esses cangaceiros? Estranho os vulgos de alguns né? Kkkk

Não esqueçam do like e aproveitem para assistir nosso último vídeo postado sobre as fotografias raras do cangaço parte 2, segeu o link abaixo 

https://youtu.be/Ov9tSDVV5u8?si=18hWTb2w7qjCc440

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CANGAÇO ETERNO...

Por Helton Araújo

Em 26 de maio de 1934, era morto por dois civis, o cangaceiro Hortêncio Gomes da Costa, vulgo Arvoredo. Seus algozes foram os jovens Cícero José Ferreira, conhecido como Xisto e João Biano da Silva, conhecido como João Biana ( o ).

Fotos : Créditos ao mestre Rubens Antônio.

O feroz cangaceiro que buscava por água para seu mantimento e de seus poucos cabras, se deparou com os jovens que estavam em busca de alguns jumentos da propriedade rural da família que haviam desaparecido. Logo foram feitos de reféns e obrigados a seguir com o afamado cangaceiro. Com medo de serem mortos os jovens reagem e lutam bravamente com o temido cangaceiro, que apesar de ser mais forte fisicamente, levou desvantagem por estar equipado com muito peso, Arvoredo levou diversos golpes de canivete que João Biana ou Biano ( como preferirem ) carregava, diz uma das versões que Xisto tentou fugir mas foi ameaçado por João.

Fotos : Créditos ao mestre Rubens Antônio.

Depois de deixarem o cangaceiro caído, fugiram mas precisavam levar provas a polícia, ao voltarem ao local se depararam com Arvoredo rezando suplicando para não morrer já em estado gravíssimo, arrancaram o patuá que o mesmo carregava no pescoço e o executaram a golpes de facão.

Para provar aquele acontecimento a polícia da região ( povoado Barrinha ) levaram um braço de Arvoredo até eles. A polícia ao saber do ocorrido acompanhou os rapazes até o local e comprovou a veracidade dos fatos.

Arvoredo foi enterrado no cemitério velho de Jaguarari, Bahia. Os jovens por terem executado o temido bandoleiro receberam uma recompensa de 4 conto de réis.

O perigoso cangaceiro Calais passou a tomar frente das ações e aterrorizou a região, tendo matado familiares dos algozes de Arvoredo por aqueles tempos.

Abaixo, fotos da cova de Arvoredo no cemitério de Jaguarari, note que na imagem 2 tem a indicação A C, que significa Arvoredo Cangaceiro. Ficando ali o local final do primo de Corisco, um dos cangaceiros mais cruéis que já existiu.
Obs : Existem outras versões para o enredo dessa história.
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ESSE TREM ! AH ESSE TREM !

Por Veridiano Dias Clemente.


Esse trem que te levou
Mas não soube te trazer
Fico aqui sem te ver
Esperando com essa dor
Os segundos nunca passam
As incertezas me abraçam
Desgastando nosso amor
Poeta VERÍ
08/02/2924

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

NÃO SOU DONO DA...

Por José G. Diniz


Não sou dono da verdade
Mas tenho pavor da mentira
O amor que me inspira
Só do bom sinto saudade
Exijo o de boa qualidade
Para poder me da suporte
Não tenho medo da morte
Talvez o falso me siga
E me alcançar não consiga
Por que minha fé é mais forte
A verdade teve ótimo berço
É uma descendente do amor
Nasceu com caráter e valor
Maldoso tem um baixo preço
A mentira não da o endereço
Se abriga onde a má fé se acampa
A mascara esconde a estampa
Não sou caixa preta ou penico
Para só poder abrir o bico
Depois que escancará a tampa.

https://www.facebook.com/josegomesd

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FAZENDO VERSIFICAÇÃO

Por Eliano Miguel Araújo


Eu só ando com Deus e não sozinho

E com ele eu sou muito obediente

Se tiver obstáculo na minha frente

Deus desse pra abrir o meu caminho

Ele coloca flor onde tiver espinho

Abri a vereda e manda eu passar

E meus planos começam a brilhar

Porque foi o pai eterno que mandou

E se foi meu Deus quem me levantou

Não existe ninguém pra me derrubar


https://www.facebook.com/eliano.miguelaraujo

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PONTE – PONTE

 Clerisvaldo B. Chagas, 8 de fevereiro de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.011

Assim como o prefeito Firmino Falcão Filho, deixou seu nome bem alto em Santana do Ipanema, ao construir a ponte Cônego Bulhões sobre a foz do riacho Camoxinga, estamos precisando de novo pensador. A redenção da cidade foi sem dúvida a construção da Ponte General Batista Tubino sobre o rio Ipanema, na região do comércio, o que elevou o nome do prefeito que conseguiu a façanha com o, então, interventor estadual. Porém, a cidade se expandiu, o trânsito ficou caótico e a nova Santana do Século XXI, necessita de pelo menos duas grandes pontes para aliviar a mobilidade urbana. Uma ligando o Bairro São Jose, na Avenida Castelo Branco, ao Bairro Floresta, ao lugar Cajarana onde se encontram o Campus da UFAL e o Hospital Regional Clodolfo Rodrigues de Melo. Um atalho de uma volta de cerca de quatro ou cinco quilômetros que se tornaria trecho de apenas 800 metros.

Por outro lado, é gritante a falta de outra ponte sobre o rio Ipanema no trecho do antigo Minuíno, rodagem velha para Olho d’Água das Flores, da Rua São Paulo com o Conjunto Eduardo Rita, famoso e tradicional trajeto das olarias. Essa realidade continua desafiando prefeitos e mais prefeitos, aguardando o dirigente premiado que um dia realizará as obras citadas, talvez em 2069, como a cidade pode crescer sem estrutura básica de mobilização?

Não estamos mais na era do carro de boi, onde tudo era devagar com os mesmos prédios, com as mesmas ruas, com os mesmos pensamentos... Estamos virando a Índia, em matéria de trânsito urbano. Projetos arrojados e vitais iriam solucionar coisas do momento e que se renovarão quando chegar o novo caos.

O fluxo viário do Oeste santanense, isto é, todo o trânsito oriundo

do Alto Sertão, em busca do hospital, poderia evitar o centro da cidade, seguindo diretamente pelo Bairro São José – Alto da Cajarana, retornando pela mesma via sem causar nenhum constrangimento no gargalo da Ponte General Batista Tubino. Não foi à toa que a Ponte Cônego Bulhões (1948-50), fez do fraco Bairro Camoxinga, uma poderosa “cidade”; que a Ponte General Batista Tubino (1969) permitiu uma nova Santana, na margem direita do rio Ipanema, antes, completamente desabitada. Passagem molhada é apenas um par de muletas; Ponte, representa duas pernas sadias para longas caminhadas.

AVENIDA CASTELO BRANCO NO BAIRRO SÃO JOSÉ, DISPONÍVEL PARA UMA PONTE ATÉ O HOSPITAL (FOTO: B. CHAGAS)



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FREI DAMIÃO, PRESENTE

 Clerisvaldo B. Chagas, 6 de fevereiro de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.009



Após a passagem do primeiro santo do Nordeste, padre Cícero Romão Batista, em 1930, a nação nordestina apegou-se ao segundo santo, Frei Damião, de Bozzano. Mas a dor veio do mesmo jeito em 1997, quando da passagem do Frei.

O Nordeste aguardava, mas não resistiu a dor do falecimento de Frei Damião de Bozzano. O Santo do Nordeste vinha doente, passando quase um mês internado no Hospital Português, do Recife, por grave problema de insuficiência respiratória. O Frei italiano nascera em 5.11.1898, em Bozzano e falecera aos 99 anos de idade, em 31.05.1997.

Com a morte de Frei Damião, o presidente da república, então, Fernando Collor de Mélo, decretou luto oficial por três dias. O féretro ficou à visitação pública, durante também três dias na Basílica de Nossa Senhora da Penha dos Frades Capuchinhos, em Recife.

O sepultamento ocorreu na capela dedicada à Nossa Senhora das Graças, no Bairro do Pina, na capital pernambucana.

Santana do Ipanema chorou a morte de Frei Damião e o homenageia com uma modesta pracinha que leva seu nome e sua imagem de corpo inteiro em redoma de vidro. O local fica na confluência das Ruas Manoel Medeiros de Aquino, Delmiro Gouveia e Maria Gaia no Bairro Camoxinga. Ultimamente não existe mais a redoma de vidro e a imagem está em pedestal mais baixo do que o original, ao alcance de todos.

Informações compiladas com alterações do livro O BOI, A BOTA E A BATINA; HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA que será lançado no próximo mês de março em Maceió e em Santana.

Mesmo invisíveis aos encarnados, os dois santos nordestinos não deixam de trabalhar pelos que apelam para suas intervenções sobre os males terrenos.

Em Canafístula Frei Damião, as romarias parecem sem fim, bem como as romarias à Pedra do Padre Cícero, na cidade sertaneja de Dois Riachos.  E no Juazeiro do Norte, nem se fala, de multidões e multidões que chegam à cidade vindas de todas as partes de País.

A região de Alagoas é que, por certo, envia mais devotos aos principais eventos anuais ao Cariri.

Frei Damião continua servindo, padre Cícero nunca parou de servir.

IMAGEM DE FREI DAMIÃO (FOTO: MARLENE COSTA/LIVRO O BOI, A BOTA E A BATINA...)



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VINÍCIUS DE MORAIS

Por Guilherme Machado 

A Bênção ao Poeta maior Vinicius de Moraes... Em sua Homenagem a Praia de Itapoan, Salvador Bahia.

https://www.facebook.com/guilherme.machado.75992484502

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FOI MUITA BALA

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=p_zDRBfyE3U&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Neco de Pautilha narra o famoso combate da Maranduba. Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-... Parcerias: narotadocangaco@gmail.com

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

SOBRE O MISTERIOSO VESTIDO DE MARIA BONITA.

Por Edna Araújo

" Após o ataque em Angico, e decapitação das onze cabeças, e exposição nas cidades, os responsáveis pela morte do bando entregaram alguns objetos a um repórter, que era do Rio de Janeiro, o Melchiades da Rocha, que trabalhava para o jornal ( A Noite ) e foi o primeiro repórter da Região Sudeste a chegar ao local, ficando por um tempo com esses objetos e depois entrega a uma amiga, a atriz Nádia Maria, que por sua vez entregou ao Museu Histórico Nacional. 

Por anos ninguém sabia onde estava esses objetos, até que o historiador Frederico Pernambucano de Mello, que estava organizando sua coleção do cangaço e foi em busca desses pertences, no museu, o vestido foi encontrado jogado numa sala que era usada para guardar objetos sem valor e que seriam jogados no lixo, eles nem sabiam que o vestido era da Maria Bonita, após a descoberta o vestido foi catalogado e colocado em exposição, mas isso quase 50 anos após os fatos. Infelizmente virou cinzas, no incêndio que houve no Museu Histórico. 

Há quem afirma que Maria Bonita trajava o vestido no momento do ataque e há quem diga que ele estaria no bornal dela. Estranho é que há marcas de tiros e sangue na peça! Vale lembrar que, o tenente João Bezerra, também presenteou o então presidente da época, o Getúlio Vargas e sua esposa, com pertences recolhidos dos cangaceiros ali em Angico.

O que realmente teria acontecido com esse vestido? Que marcas eram essas? Tiros Sangue?

Mais um mistério de Angico.

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LIVRO DO ROBÉRIO SANTOS

 Odilon Nogueira

Lendo o belo livro 77.15.32 do escritor sergipano e amigo Robério Santos Robério Santos II É um pouco de luz na história dos currais humanos do governo (Campo de Concentração) no nordeste brasileiro. 

O sistema tentou esconder o submundo da nossa história, entretanto, alguns escritores, entre eles o pesquisador Robério Santos e a romancista Rachel de Queiroz, abrindo as cortinas desse período (entre 1844 a 1932). 

A obra é um romance que vai se entrelaçando com a história, protagonizada por aproximadamente 2 milhões de brasileiros, vítimas das intempéries da natureza e das políticas nefastas de governos.

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LAMPIÃO VISITOU BOM CONSELHO E FOI AO CINEMA DA CIDADE

 

Lampião
Bom Conselho

No livro  "Cangaço em Perspectiva - O Sertão em Lutas", há um texto de Junior Almeida sobre a passagem de Lampião por Capoeiras e Bom Conselho, na década de 30.

Em Capoeiras, em 1937, Virgulino Ferreira esteve no Sítio Alto do Tejo, onde estava morando uma mulher usando o nome de Paulina, tida na época como tia do Rei do Cangaço.

Essa mulher conseguiu morada na zona rural de Capoeiras com a ajuda de Tereza Rosalina da Conceição, também conhecida como Tereza de Salu Vicente.

Miguel David, capoeirense que viveu perto de 100 anos, neto de Tereza de Salu, deu um depoimento a Junior Almeida narrando a passagem de Lampião e seus cabras pelo Sítio Alto do Tejo.

"Amanhecendo o dia, o rei vesgo agradeceu a Dona Tereza pelo acolhimento a seus parentes e lhe prometeu proteção. Disse à dona das terras que qualquer problema que ela tivesse era só mandar uma maneira de mandar lhe dizer, que ele resolveria", narra Junior.

NO CINEMA  - A visita de Virgulino a Bom Conselho, quando foi ao cinema da cidade, acompanhado de Lula Branco e Zé Abílio, por filhos do fazendeiro, que foi proprietário de terras na região de Garanhuns.

Em 1987, no Recife, Audálio Tenório confirmou o episódio, numa entrevista à neta do cangaceiro,  jornalista Vera Ferreira. Também ouviram o depoimento os professores Paulo Marques e Roberto Pereira.

O tenente João Gomes, numa obra publicada sobre o fenômeno do cangaço, também se refere a este fato, a presença de Virgulino Ferreira num cinema que existia em Bom Conselho. 

Junior Almeida cita João Gomes, no artigo publicado no livro Cangaço em Perspectiva: "Enquanto a força procurava Lampião nas zonas do navio ele se encontrava nas caatinga do é da Serra do Pico. Com os irmãos Antônio Livino Ferreira e um cabra, todos armados, seguiu para o município de Bom Conselho, a fim de visitar os irmãos que ali residiam. Na cidade, Lampião assistiu a cinema, no dia 28 de agosto" (sic).

Em Bom Conselho, como na maioria das cidades do interior de Pernambuco, os cinemas fecharam. Deram espaço a igrejas e casas comerciais diversas.

Os que deram depoimento a Junior e os que escreveram sobre as visitas de Virgulino a alguns lugares, vestido como homem comum (como foi no caso de Bom Conselho) não informaram o ano exato, o nome do cinema, muito menos o filme visto pelo bandoleiro.

Pelo que conseguimos apurar Bom Conselho teve um cinema, bem no centro da cidade. Hoje no espaço funciona uma loja. Provavelmente foi nesse local que esteve o mais famoso bandido do Nordeste brasileiro, na companhia de amigos que cultivava, em suas andanças pela caatinga e pelo sertão.

https://robertoalmeidacsc.blogspot.com/2024/02/lampiao-visitou-bom-conselho-e-foi-ao.html?fbclid=IwAR3gI7SjXP9UPdP1ToyCxSIX1C3_HjdgSo-uG1bTsrq8eaOclSI2aITvR2g

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A MORTE DO CANGACEIRO CAIXA DE FÓSFOROS NA REVOLTA DE PRINCESA

José Tavares de Araújo Neto

Nada se sabe sobre as origens do cangaceiro Caixa de Fósforos, chamado pelos seus comparsas de “Caixa de Fósco”, apelido ganho em virtude do hábito de sempre estar portando em mãos este pequeno recipiente, necessário para atender o seu vício de fumante inveterado. Era um exímio batuqueiro neste tipo de instrumento musical improvisado.
Embora tenha se destacado ao lado de Lampião, Caixa de Fósforos algumas vezes integrou o bando de Luiz Leão e até chegou a comandar um grupo autônomo. Esteve presente em muitos eventos criminosos ocorridos naquela época, a exemplo do assalto a cidade de Sousa, o latrocínio que vitimou o fazendeiro de Piancó João Clementino e os sangrentos combates de Serrote Preto e Serra Grande.
A morte de Quintino Pereira, ocorrida durante o histórico combate da fazenda Patos, em 24 de março de 1930, causou enorme comoção junto as hostes rebeldes. O cabo João Paulino, que após o combate da fazenda Patos aderiu a causa do Coronel José Pereira, foi o grande incentivador da retaliação contra a força que havia matado o importante membro da família Pereira do Pajeú. Ele conhecia muito bem o local onde as forças policiais estavam acantonadas, nos arredores do povoado de Alagoa Nova, atual cidade de Manaíra.
Um grupo, constituído por cerca de 100 pessoas, se dirigiu a Alagoa Nova, a fim de atacar o acampamento da Coluna Oeste, mas lá chegando não encontrou mais ninguém. Precavidos, os militares haviam se retirado. No povoado, os libertadores se dividiram em dois grupos: Um iria permanecer em Alagoa Nova e o outro seguiria para Tavares, a fim de reforçar o contingente que se encontrava na defesa daquela vila.
Os homens que permaneceram em Alagoa Nova ficaram bem à vontade, não havia nenhum sinal de anormalidade que pudesse quebrar a monótona rotina do lugar. Era tanto a tranquilidade, que o grupo se deu ao luxo de disputar uma partido de futebol. Caixa de Fósforos, que não estava participando do jogo, decidiu ir a procura de cigarros e fósforos em uma venda, localizada nas proximidades.
Ao se aproximar do pequeno estabelecimento comercial, Caixa de Fósforos, surpreendido por uma saraivada de tiros, foi gravemente atingido. Após um intenso combate entre os libertadores e as forças oficiais, Caixa de Fósforos, ferido, foi resgatado e conduzido para Princesa, entretanto, não resistiu, falecendo no caminho.
O jornalista João Lélis, correspondente de “A União”, assim relatou o episódio em matéria pulicada em 6 de abril:
“Confirma-se por informações inequívocas, a morte do perigoso bandoleiro Caixa de Fósforos, criminoso muito temido em Pernambuco, e que era um dos lugares tenentes de confiança de José Pereira.

Depois do covarde assalto aos 50 homens da polícia que estavam em Patos, o chefe dos trabuqueiros mandou esse famanaz salteador, com 30 homens, atacar Alagoa Nova. A nossa força, porém, teve aviso da vinda do grupo e entrincheirou-se nas casas do povoado, de modo que quando esse chegou a Alagoa Nova apresentava o aspecto de um lugar abandonado. Os bandidos puseram-se então à vontade, tendo até alguns deles começado a bater numa bola de futebol.

Foi quando a força rompeu fogo contra eles, de modo violento, obrigando-os a fugir em completa desordem. Alguns dos bandidos ficaram mortos no campo e outros correram com ferimentos.

Entre os que receberam lesões graves figurou o célebre Caixa de Fósforos, que foi conduzido com destino a Princesa, onde, todavia, não chegou, morrendo numa fazenda já perto da cidade.

Já não há, também nenhuma dúvida sobre a morte do conhecido cangaceiro Quintino, um dos ajudantes de ordens de José Pereira, e primo do não menos famoso bandido Luiz do Triangulo. Esse faleceu no ataque a Patos, caindo em consequência da heroica resistência da vanguarda do tenente Nonato.

Desta proximidade de Princesa é possível saber alguns pormenores sobre a situação da infeliz cidade transformada em Meca do cangaço pelos instintos ferozes de José Pereira.

A situação ali permanece igual desde que se colocou em pé-de-guerra o cangaceiro-mor. A cidade e os arredores não têm mais uma única família, porque todas se retiraram tomadas de pânico diante da horrenda catadura dos homens que acudiram ao toque de reunir do bandido para formação do seu enfático exército libertador.”
Em Princesa, Caixa de Fósforos foi sepultado no “Cemitério Campo Santo”, com direito a um travesseiro sob a cabeça, honra exclusiva dedicada àqueles que se destacaram por atos de heroísmo e bravura.

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𝙊 𝘾𝘼̃𝙊 𝘾𝙊𝙓𝙊

Acervo do JaoziJan Jaaozinn

Dois registros pouco divulgados do Ten. João Bezerra dando uma entrevista para o jornalista João Martins, quando tratava dos ferimentos que recebeu no combate em Ângico/SE, no hospital de Maceió/AL, 1938.
Dentre os volantes e cangaceiros que saíram baleados na Grota, o Coronel Bezerra foi um deles. Seria, segundo as informações, alvejado na coxa, mas não sendo grave, conseguindo ainda participar das inúmeras fotografias e entrevistas que ocorreram naquele 28 de julho. Segundo sua esposa, Cyra Britto, quando o mesmo chegou em Piranhas carregavam ele e a coluna as cabeças dos famigerados bandoleiros. Chegando em sua casa, mesmo ferido, ainda dava ordens para que informassem aos seus superiores sobre a tamanha feitoria do Tenente.

Enquanto estava sob os cuidados de sua noiva, as volantes e moradores comemoravam a morte do cego; cantarolando a famosa Mulher Rendeira e disparando tiros. Alguns militares usaram perfumes que foram encontrados nas barracas dos bandoleiros, misturando o cheiro com o suor, sangue e pólvora, exalando um aroma forte naquele momento.
𝐅𝐎𝐍𝐓𝐄: 𝑶 𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍/𝑹𝑱 - 1938.
𝐎𝐁𝐒: Na reportagem cita que o registro foi tirado em um Hotel no Rio de Janeiro, em outubro de 1938. De fato, Bezerra esteve na antiga Capital nesse período, porém, a fotografia não foi feita por lá. Em comparação com a do mês de agosto do mesmo ano, período que João Bezerra esteve em tratamento, a mesma vestimenta e o ambiente se igualam. É claro que tem cerca de dois meses de diferença do mês de agosto para outubro e que o jornal estaria sim certo de dizer que esta foto foi registrada no Hotel, porém, não podemos esquecer que por muito tempo as reportagens utilizavam fotografias repetidas e antigas, além de identificações erradas. Temos exemplos de jornais de 1929 citando que estes cangaceiros foram registrados naquele mesmo ano, porém, utilizavam uma fotografia do ano de 1926.
.𝗖𝗔𝗡𝗚𝗔𝗖̧𝗢 𝗕𝗥𝗔𝗦𝗜𝗟𝗘𝗜𝗥𝗢.

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terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

ESTAMOS COM DIFICULDADES PARA

 ESTAMOS COM DIFICULDADES PARA

ENTRE RAIMUNDO CÂNDIDO E JUNIOR BONFIM.

 Por Humberto Paz


Confinado entre dois grandes POETAS

Sinto-me que nem um Cristo às avessas.

Que eu me desfaça em poesia não me peças

Por me ver entre mentes tão seletas!


Quisera sim, eu também ter cabedal

E em lindos versos expressar minhas quimeras

Vestir de seda as melodias mais sinceras

Ao meu amor naquele instante crucial.


Porém me perco nas trevas do pensamento

Ao me lançar pelas veredas obscuras

Onde o poeta esvai-se em luzes e ternuras

Quando quer expressar seu sentimento.


Seria eu um poeta em dupla dose,

Se pudesse lhes roubar a inspiração,

Tão fluente entre ambos, ou então

Se a poesia me chegasse por osmose.


Humberto Paz

04/06/2021.

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