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segunda-feira, 30 de setembro de 2024
JESUÍNO BRILHANTE - O PRINCÍPIO DOS CONFLITOS.
A MULHER DE JESUÍNO
Por Mulher no Cangaço
Maria Carolina
de Mello era casada com o primo Jesuíno Calado Brilhante. O casal tinha
cinco filhos e tinha uma vida extremamente tranquila, no Rio Grande do Norte.
Um dia, em 1871, a vida dessa família deu uma reviravolta após o roubo de uma
novilha pelos Limões, vizinhos e conhecidos pela violência. Além do crime, um
membro dos Limões, ficou “fazendo pouco”, soltando graça com os Brilhante nas
bodegas.
AÍ, a mulher
de Jesuíno, Maria, atiçava o marido dizendo “quem ouve tanto desaforo deve ter
perdido a vergonha”. O bastante para Jesuíno sentir-se mexido nos brios.
Armou-se e foi ao encontro do chefe da família Limões e não hesitou e atirar e
matar o “Preto Limão” como era chamado. A guerra entre as famílias estava
declarada e Jesuíno tornou-se cangaceiro.
Maria, a responsável pela situação, demonstrava tranquilidade, enquanto o marido ganhava fama como justiceiro, assaltava os ricos para dar aos pobres. Era o defensor dos oprimidos, chamado de “cangaceiro romântico”. E assim, se passaram 10 anos. Até que numa emboscada, Jesuíno Brilhante foi ferido mortalmente.
Sua mulher,
Maria, que gostava de provocar, casou logo depois com um cangaceiro do grupo de
Jesuíno…
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JESUÍNO BRILHANTE, O CANGACEIRO HEROICO.
Por Paulo Alexandre
No sertão
árido do Nordeste brasileiro, nasceu Jesuíno Alves de Melo Calado, mais
conhecido como Jesuíno Brilhante. Sua história se entrelaça com as vastas
terras da região, onde a pobreza e a opressão eram constantes. Filho de uma
família de agricultores, Jesuíno viveu uma infância tranquila no sítio Tuiuiú,
próximo à cidade de Patu, no Rio Grande do Norte.
No entanto, tudo mudou em 1871, quando seu irmão foi violentamente agredido nas ruas de Patu e acusado injustamente de roubar uma cabra. Inconformado com a injustiça, Jesuíno decidiu contrariar a estrutura do mandonismo arbitrário que prevalecia na região e começou a liderar um bando de outros descontentes que passaram a agir como justiceiros.
Diferente de figuras como o pernambucano Cabeleira ou
o baiano Lucas
da Feira, além de outros famosos cangaceiros do século XX, Jesuíno
Brilhante não se entregou à violência e à pilhagem desenfreada. Ele se tornou
um verdadeiro “Robin Hood” do Sertão, roubando dos coronéis opressores para
ajudar os necessitados. Jesuíno era admirado e respeitado pela população pobre,
que o via como um defensor dos fracos e oprimidos. Seus saques visavam os
comboios de alimentos enviados pelo governo para as vítimas das secas, que
muitas vezes eram desviados e não chegavam ao povo. Entre 1871 e 1879, Jesuíno
Brilhante estabeleceu um verdadeiro “Estado Paralelo” nos sertões brasileiros,
desafiando lei e criando suas próprias regras, inclusive libertando presos
julgados pelo sistema legal que ele contestava.
Apesar de
contar com afeição e apoio de sertanejos, a disposição das autoridades e dos
proprietários poderosos era intensa para acabar com a atuação do justiceiro e
vida de Jesuíno chegou a um fim trágico. Em uma emboscada em Belém do Brejo do
Cruz, Paraíba, ele foi atacado por uma tropa policial. Mesmo em desvantagem,
Jesuíno lutou bravamente, disparando contra seus perseguidores, mas acabou
sendo atingido fatalmente por dois tiros. Seu corpo foi levado ao Colégio
Diocesano de Mossoró e, posteriormente, transferido para o Rio de Janeiro como
uma macabra peça para exposição. Porém, o paradeiro de seus restos mortais
permanece desconhecido até os dias atuais.
A história de
Jesuíno Brilhante, o cangaceiro romântico, criaram no imaginário sertanejo a
imagem do bandido benfeitor que paira entre a ilegalidade e a prática de ações
em favor dos excluídos.
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PADRE BRILHANTE, PRIMO DE JESUÍNO BRILHANTE, É NATURAL DE PATU E SEU PADRINHO DE BATISMO FOI O SEU AVÔ, O PERIGOSO CANGACEIRO JOSÉ BRILHANTE
Em matéria
publicada dia 25/03/2022 pelo Blog a A Folha Patuense com o Título: “Algumas
Considerações sobre a História do Padre Antônio Brilhante de Alencar, foi dito
que o mesmo era natural do Estado do Ceará. Em alguns registros, como o
publicado no Jornal Tribuna do Norte, Natal-RN, edição de domingo, 20 de agosto
de 1982, página 12 e reproduzido no site Tok de História do professor e
historiador Adauto Guerra Filho, com o título: “Nordeste a Sombra do
Passado – Questões Familiares: Causas e Consequências”, em certo trecho da
publicação, se referindo ao Cangaceiro Jesuíno Brilhante, foi citado: “Para o
sertanejo, o herói dos cinco irmãos, pois o herói não é aquele que perdoa, mas
sim aquele que se vinga. Agora não é mais Jesuíno Alves de Melo Cardoso, o
poeta romântico, agricultor, boiadeiro, hábil equestre e sim Jesuíno Brilhante
(homenagem a seu tio, o Cangaceiro José Brilhante de Alencar, avô do falecido
Padre cearense Antônio Alves de Alencar, conhecido por Pe. Brilhante).
O historiador Misherlany
Gouthier em contato com o redator do Blog A Folha Patuense, professor Aluísio
Dutra de Oliveira, informou que o Padre Antônio Brilhante é natural de Patu,
com documentação comprobatória do seu batismo acontecido na Igreja de Nossa
Senhora das Dores no ano de 1873. Segue transcrição paleográfica feita com a
colaboração de Fábio Nogueira, conhecido como Fábio de Firmino, transcrita do
registro de batismo, imagem enviada pelo historiador e produtor de livros,
Misherlany Gouthier: (Observação: Português Antigo).
“Antonio,
filho legítimo de Firmino Brilhante de Azevedo Sousa e de Benvinda Alves
Feitosa; nasceo aos doiz de maio de mil oito centos e setenta e três. Baptisado
por mim sollenemente a vinte de julho do mesmo anno na Igreja Matriz por mim.
Padrinhos José Brilhante de Alencar Sousa, e sua mulher Getrudes Francelina de
Azevedo. Para constar fiz este termo em que eu assigno. Vigário Domingos Pereira de Oliveira”.
Portanto o Padre Antônio
Brilhante de Alencar nasceu em Patu aos 02 de maio de 1873 e foi batizado em 20
de julho do mesmo ano, tendo padrinhos o seu avô, o temido e perigoso
cangaceiro José Brilhante, conhecido como “Cabé” e sua esposa Gertrudes
Francelina de Azevedo. Vale lembrar que o Jesuíno Brilhante, primo do Padre
Antônio Brilhante, herdou o nome “Brilhante” em homenagem ao seu tio,
cangaceiro José Brilhante.
Essas informações e muito mais
farão parte do livro do historiador, Misherlany Gouthier que terá como título:
"Ascendência, Descendência e Parentela de Jesuíno Brilhante, que este ano
será lançado. Aguardem!!!
Registro de Batismo do Padre Antônio Brilhante
Fonte:
https://tokdehistoria.com.br/tag/jesuino-brilhante/
Imagem do
registro de Batismo: Misherlany Gouthier.
https://aluisiodutra.blogspot.com/2022/04/padre-brilhante-primo-de-jesuino.html
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A FAMÍLIA NITEROIENSE DE EUCLIDES DA CUNHA
Rio Por Ana Cláudia Guimarães
Maria Auxiliadora,
neta de Euclides, cercada pelas trinetas do escritor Luciana e Carolina e pela
bisneta Auxiliadora Maria Foto: Álbum de famíliaÚnica neta viva, Maria Auxiliadora, de 90 anos, mora no
Ingá. Na cidade, vivem hoje 12 descendentes, sendo que a maioria herdou a veia
intelectual do autor de 'Os sertões'
Um ramo “euclidiano” puro, com o DNA do autor da obra-prima
“Os sertões”, escreve há mais de seis décadas sua história em Niterói. Essa
linha do tempo começou com a professora Maria Auxiliadora da Cunha Lage, hoje
com 90 anos, única neta viva de Euclides da Cunha, cuja morte completou 111
anos no último dia 15. Ela chegou à cidade com o marido, Carlos da Costa Lage
(já falecido), que foi designado para a gerência do Banco do Brasil em São
Gonçalo. O casal veio de Cantagalo, terra de Euclides, morou no Centro e depois
no Ingá, onde ela ainda vive.
A maior parte das gerações seguintes herdou a veia
intelectual e está em Niterói ou passou pela cidade. Agora, há a neta e mais 11
na cidade, como os bisnetos Carlos Roberto, ex-professor da UFF e ex-diretor do
Hospital Antonio Pedro; e Auxiliadora Maria, professora de educação física. A
caçula é Patrícia Feliciano, tetraneta, de 5 anos.
Euclides da Cunha: morte trágica ainda é um trauma na
família Foto: O. Lima / Arquivo
Aliás, Maria Auxiliadora é filha de Manoel Afonso, único dos
três filhos de Euclides e Anna Emília Ribeiro a deixar descendentes — o
casamento dos dois, que terminou em tragédia com a morte do escritor pelo
amante da mulher, Dilermando de Assis, é um trauma na família até hoje. Os
outros netos, Eliete, Norma e Euclides, já faleceram. Numa aula para a coluna
sobre o também engenheiro, militar, republicano, sociólogo, historiador e
jornalista, a neta diz, em tom de conselho:
— É importante ter a mente aberta para possíveis mudanças de
opinião. Euclides foi para Canudos com uma ideia que lhe era passada por
terceiros, mas chegando ao sertão baiano se deparou com uma realidade diferente
e escreveu a verdade, o que resultou no célebre livro-denúncia sobre o
massacre.
Trineta, a jornalista Luciana Lage de Souza, de 34 anos,
lembra uma curiosidade: o encéfalo do escritor, homenageado na última Flip,
ficou um tempo sobre o piano de Maria Auxiliadora, no Ingá. Desde 1983, está na
casa-museu de Cantagalo. Além de familiares, a “euclidiana” (estudiosa da obra)
Anabelle Loivos, da UFRJ, mora aqui.
Em tempos sombrios, a trineta Luciana destaca uma frase de
Euclides: “Acredito no futuro estabelecimento de uma perfeita solidariedade
universal, envolvendo por inteiro a humanidade”.
https://oglobo.globo.com/rio/a-familia-niteroiense-de-euclides-da-cunha-1-24599664
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TARAUACÁ E O CASO SÓLON DA CUNHA (II)
Por Sancho Pinto Ferreira Gomes
Nota de Joel Bicalho Tostes
Transcrevemos a seguir ofício relatando o assassinato de Solon da Cunha, filho de Euclides, fato muito pouco conhecido em seus detalhes. Ele morreu em 6-maio-1916 e em 4-julho do mesmo ano também foi assassinado, no Rio de Janeiro, seu irmão Euclides Filho. A transcrição segue rigorosamente a redação e a grafia empregada.
Merece cuidadosa reflexão o estranho fato de um jovem em pleno vigor dos 23 anos de idade ir isolar-se, algum tempo após o assassínio do pai Euclides da Cunha, em um lugarejo ermo perdido no interior do Acre, de difícil e fatigante acesso até mesmo nos dias de hoje, quando se dispõe das vantagens de transporte de toda a natureza; e em 1915 /1916 os sacrifícios para atingir Tarauacá deveriam ser enormes.
Por que abandonaria as vantagens do Rio de Janeiro ? Por que não escolheria São Paulo ou outra cidade mais acessível, Salvador por exemplo, onde contaria eventualmente com parentes ?
Sua mãe casou em 1911 com quem matara o seu pai. Solon sofreu forte influência de Anna, como conseqüência das ausências de Euclides, pelas viagens no desempenho das atribuições de trabalho como engenheiro. Era também amigo dos irmãos Assis, em especial de Dinorah. Por fim Solon estava com a mãe na casa de Dilermando e assistiu ao desenrolar do terrível drama de 15/8/1909.
Tentemos imaginar outro aspecto: além das dores físicas, a indescritível dor moral de quem, morrendo, via ali também presente o seu primeiro filho…
Embora a fonte única que propagou na época o acontecimento não mereça credibilidade, como ficou provado ao longo do tempo, se o “perdôo-te” foi realmente pronunciado pelo infeliz Euclides já agonizando, pode-se supor a quem esse perdão era destinado.
Exmo. sr. dr. José Thomaz da Cunha Vasconcellos,
m.d. Prefeito de Taraucá
Sancho Pinto Ferreira Gomes
FITA LOKA: A TRAGÉDIA DA PIEDADE – O POLÊMICO FIM DE EUCLIDES DA CUNHA ).
Por Adriana de Paula
Conhecida como
“Tragédia da Piedade”, a morte de Euclides da Cunha tem traços que remetem às
tragédias gregas, marcadas por reviravoltas e muita dor. No dia 15 de agosto de
1909, o escritor, jornalista, engenheiro e professor Euclides da Cunha morria
baleado pelo amante de sua esposa, Dilermando de Assis, deixando o país chocado
e um rastro enorme de especulações e boatos acerca do que realmente aconteceu.
Euclides da
Cunha
Euclides da Cunha estava casado com Anna Emília Solon Ribeiro desde 1890. Em 1905, ele viajou para o Norte do país para chefiar a comissão de demarcação dos limites do Acre em Alto Purus. Sua esposa ficou no Rio de Janeiro e passou a viver em uma pensão com o seu filho mais novo, enquanto os dois mais velhos estudavam em um internato.
Certo dia, o
sobrinho das donas da pensão, Dilermando de Assis, vem passar uma temporada
ali. O jovem era aspirante do Exército e imediatamente despertara a paixão de
Anna, que o via como um “deus louro”.
Consumida pelo
sentimento que o rapaz lhe provocava, ela alugou uma casa em Humaitá e viveu
dias de intenso amor e desejo ao lado de Dilermando. O idílio, entretanto,
chegaria ao fim com o anúncio do retorno do marido. Vivendo com o esposo, mas
completamente fascinada por Dilermando, Anna torturava-se com a ideia de que,
se tivesse engravidado, sequer saberia quem era o pai de seu filho.
Euclides
recebeu um bilhete anônimo falando sobre a traição de sua mulher. Inquirida
pelo marido, Anna negou o caso, disse-lhe apenas que tinha tido pensamentos em
relação a Dilermando. O escritor disse-lhe, então, que não se importava com
seus pensamentos, desde que seu corpo não tivesse sido profanado.
Diante da
situação, Dilermando foi para o Rio Grande do Sul, seguir sua formação como
atirador do Exército.
Anna ficara
com o marido, mas carregava em seu ventre uma criança que poderia ser a prova
de seu adultério. A criança nasceu doente e faleceu sete dias depois. Há
versões que afirmam que o bebê teria morrido porque Euclides não permitiu que
sua mulher o amamentasse. Entretanto, Anna afirma em seu diário que a criança
nasceu doente.
Em 1907,
Dilermando voltou ao Rio de Janeiro para uma temporada de férias. A paixão
avassaladora dos dois viria à tona novamente e, dos encontros entre os amantes,
resultaria uma nova gravidez. Com o término de suas férias, Dilermando voltou
para o Rio Grande do Sul e os dois seguiram mantendo contato através de cartas.
Os rumores
sobre a traição de Anna chegavam com uma frequência enorme aos ouvidos do
marido. As pessoas cobravam-lhe que limpasse sua honra. Doente de hemoptise,
ele exigia que a mulher ficasse o tempo todo ao seu lado. Nessa época, nasceu
Luiz, filho de Anna com Dilermando. Apesar de ter registrado o menino como seu
filho, Euclides o chamava de “espiga de milho em meio ao cafezal” e sabia que
ele era filho do amante da esposa.
Cada vez mais
estafada com o casamento e ansiando pelo retorno do homem que amava, Anna
preenchia páginas e páginas de seu diário com as angústias que a afligiam e com
a esperança de viver com o amado. Estava decidida a romper o casamento com
Euclides, mas foi alertada por sua mãe de que aquela era uma ideia
estapafúrdia.
Pressionada
pela família, ela seguia tentando manter-se junto com o amado, questionando
sobre as interdições que impediam que uma mulher pudesse viver seus desejos. Em
meio a esse cenário, as brigas com o esposo se tornavam cada dia mais intensas,
Euclides da Cunha esperava uma mulher abnegada e obediente, Anna sonhava com
seu “deus loiro de olhos azuis”.
No dia 11 de
agosto de 1909, ela deixou a casa do marido e passou a noite na casa de sua mãe.
No dia seguinte, saiu para se encontrar com Dilermando. Após procurar a esposa
na casa da sogra e não a encontrar, Euclides da Cunha decidiu resolver aquela
situação.
Na manhã do
dia 14 de agosto, após ouvir de Euclides que sua mãe era uma adúltera, Solon
foi até a casa de Dilermando procurar por Anna. Dilermando, entretanto, pediu
que ele esperasse até o amanhecer do dia seguinte.
Completamente
desnorteado e ainda tendo ouvido das tias de Dilermando que ele deveria matar a
esposa adúltera para lavar a sua honra, Euclides saiu de casa disposto a
colocar um fim em tudo aquilo. Sob o pretexto de que precisava se livrar de um
cão doente, ele pegou uma arma com um primo e se dirigiu à casa do rival.
Decidido a matar ou morrer naquela manhã chuvosa do dia 15, o famoso escritor
bateu na casa de número 214 do bairro da Piedade.
Recebido por
Dinorah, irmão de Dilermando, ele entrou gritando e anunciando o seu objetivo
ali. Enquanto Dilermando vestia a sua farda, Euclides arrombou a porta e
acertou-lhe um tiro na virilha. No momento em que o tenente tentava se
recompor, ele recebeu um tiro no peito. Dinorah tentou desarmar Euclides, porém
foi alvejado na nuca.
Dilermando
conseguiu pegar uma arma e atirar no pulso do escritor. Euclides conseguiu
efetuar ainda mais um disparo e ferir a costela direita de seu oponente. Nesse
instante, Dilermando atirou para matar. O famoso escritor caiu com o tiro e
faleceu minutos depois.
O crime chocou
o Brasil e ocupou páginas e páginas dos jornais da época. Euclides da Cunha era
extremamente admirado e respeitado, assim, Anna e Dilermando foram condenados
por grande parte da opinião pública e da imprensa.
A tragédia, no
entanto, não se encerrava ali. O ferimento de Dinorah, algum tempo depois,
viria lhe trazer sequelas, fazendo com que perdesse os movimentos. O jovem
seguia carreira na Escola Naval e destacava-se como jogador de futebol no
Botafogo. Ficar paraplégico foi um golpe muito duro, que fez com que ele
tirasse a própria vida alguns anos depois.
Dilermando foi
preso e julgado pela Justiça Militar, mas foi absolvido por legítima defesa. Em
liberdade, casou-se com Anna, entretanto, o final feliz não era possível para
essa história. No dia 4 de julho de 1916, enquanto estava no Cartório da Vara
de Órfãos tentando conseguir a guarda de seu filho que havia sido registrado
com o nome de Euclides da Cunha, ele foi atingido com um tiro disparado por
Euclides da Cunha Filho. O jovem estava ali para vingar a morte do pai.
Dilermando esperou que alguém o desarmasse, entretanto, isso não aconteceu e ele foi atingido por outro tiro nas costas. Ele, então, sacou o revólver e matou o filho de sua mulher.
Mais uma vez
absolvido sob a alegação de legítima defesa, Dilermando seguiu sendo execrado
por parte da opinião pública.
Mesmo tendo
perdido seu filho pelas mãos de Dilermando, Anna continuou casada com ele e só
o abandonou quando descobriu que havia sido traída. Ela saiu de casa dizendo
que ele era o único homem que não tinha “o direito de prevaricar”. Em meio ao
drama dessas famílias, os filhos de Anna, Euclides e Dilermando seguiram com
disputas e produziram livros nos quais tentavam apresentar as versões de seus
pais.
A trágica história continua sendo lembrada até os dias de hoje e várias versões dos fatos circulam por aí, variando conforme as predileções de quem as conta. O fato é que a tragédia abalou para sempre a família Cunha e a família Assis e entrou para a história como uma típica tragédia grega, marcada por sangue, conflitos familiares e por um grande coro que julga os acontecimentos. Conforme Monteiro Lobato, eles foram “vítimas da deusa da fatalidade” e não conseguiram escapar da tragédia que marcaria as suas vidas e provocaria as suas mortes.
Referências:
ANDRADE,
Jeferson. “Anna de Assis: história de um trágico amor”. Rio de Janeiro:
Codecri, 1987.
ASSIS,
Dilermando de. “A tragédia da Piedade: mentiras e calúnias de ‘A vida dramática
de Euclides da Cunha’”. Rio de Janeiro: O Cruzeiro, 1951.
ELUF, Luiza
Nagib. “Matar ou Morrer: o caso de Euclides da Cunha”. São Paulo: Saraiva
Jurídico, 2009.
PRIORE, Mary
Del. “Matar para não morrer: a morte de Euclides da Cunha e a noite sem fim de
Dilermando de Assis”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.
https://iconografiadahistoria.com.br/2020/12/04/fita-loka-a-tragedia-da-piedade-o-polemico-fim-de-euclides-da-cunha/
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O TRISTE FIM DO JORNALISTA E ESCRITOR, EUCLIDES DA CUNHA E SEU FILHO MORTOS PELO MESMO ASSASSINO! TUDO DEPOIS DA GUERRA DE CANUDOS.
Acervo Guilherme Machado Historiador.
Numa bela
manhã de agosto de 1909, depois de descobrir que sua mulher não havia dormido em
casa, Euclides decidiu lavar sua honra !. Ele pediu um revólver a um amigo e foi
até a casa do charmoso, loiro e alto Dilermando de Assis. Com quem Anna (esposa
de Euclides) já havia tido um filho fora do casamento!. Quando chegou à casa de
Dilermando, Euclides gritou:
-Vim para
matar ou morrer !!!.
Quando
Euclides chegou ao quarto do amante de sua mulher, mirou em um lugar bem
especial de Dilermando, a virilha e deu um tiro, depois deu mais 2 tiros em
Dilermando que era aspirante militar e campeão de tiro na escola militar. O
amante militar conseguiu alcançar a arma que tinha em casa, (os 3 tiros não
conseguiram matar Dilermando, principalmente o na região do pênis) revidar e assim
matar o grande autor de Os Sertões.
Muitos podem
julgar Anna como apenas uma adúltera que acabou com a vida de seu marido, mas
as pessoas não conhecem os motivos da traição.
Euclides da
Cunha deve estar entre os 10 piores maridos de toda a história!. Anna fugiu
para a casa do amante por que já estava cansada de anos de brigas com o marido, humilhações e situações miseráveis causadas pelo descaso de Euclides com a
família.
Após o sucesso
de Os Sertões, Euclides embarcou para a amazônia como chefe de uma comissão
que queria resolver de uma vez por todas os problemas da fronteira do Acre.
Euclides
viajou deixando a mulher no Rio de Janeiro sem dinheiro e nem casa para abrigar
os três filhos. Anna da Cunha, sem nenhuma ajuda dos familiares teve que colocar
os dois filhos mais velhos em um colégio interno e se mudar com o caçula para
uma pensão barata!.
Anna Emília Ribeiro da Cunha
Nessa pensão,
Anna conheceu Dilermando, detalhe, na época Anna tinha 34 anos e Dilermando
17. Logo os dois se apaixonaram e decidiram morar juntos. Os dois viveram felizes por dois anos, até Euclides
voltar da expedição. O casal tentou esconder o relacionamento, mas isso já era
impossível. Anna estava grávida de 3 meses.
Filho de Anna com Dilermando.
Quando a
esposa não pode mais ocultar o crescimento do ventre, Euclides teve a certeza da
infidelidade da esposa. Então Euclides passou a agredi-la de todas as formas
possíveis, física e moralmente, chegando a humilhar ela na frente de
empregados, amigos e familiares.
Mulher traidora Anna e Dilermando
Quando Anna estava a uma semana do parto, Dilermando foi enviado a Porto Alegre. Ela ficou sozinha com o marido "corno". Depois do parto, Euclides trancou ela no quarto. Anna foi impedida de ver ou amamentar o próprio filho. O marido instalou uma grande vigilância e não cedeu a sua mulher, o que deixou a mulher desesperada. Uma semana depois, o menino que foi chamado de Mauro, morreu.
Euclides
causou problemas mesmo depois da morte! O tiro que Euclides deu no irmão
Dilermando atingiu a nuca do rapaz. A bala não foi retirada e se alojou na
espinha dorsal. Poucos anos depois da tragédia, o rapaz ficou hemiplégico (com
metade do corpo paralisado). Ele era jogador do Botafogo e aspirante da marinha, ele passou a andar de cadeira de rodas quando fez 20 anos. Em 1921, deprimido, com problemas sérios de alcoolismo e afastado da família, ele se jogou do cais de Porto Alegre (uma façanha já que andava de cadeira de
rodas) e morreu afogado.
Em 1916,
Euclides Filho tentou matar Dilermando. O filho de Euclides deu um tiro
nas costas do amante da mãe. Mas a história a tragédia de 7 anos atrás se
repetiu! Dilermando sobreviveu ao tiro (que pra felicidade dela não foi na
região da virilha) e conseguiu revidar, matando o filho de sua mulher.
Mas o tempo e
a fama de Euclides apagaram tudo isso. E também passaram uma borracha o fato de
Euclides da Cunha ter cobrido de forma ridícula a guerra dos canudos !!!.
Euclides
enviou as matérias ao jornal fora das datas e sem sentido algum. O repórter
enviou ao jornal um telegrama dizendo que "os fanáticos "de Antônio
Conselheiro estavam concentrados em Santa Maria. Nenhum outro repórter ou
militar que acompanhou a guerra citou um lugar ao redor de Canudos que se
chamasse Santa Maria. Até hoje ninguém sabe do que Euclides estava falando !!! .
Fonte: O
Estadão de São Paulo.
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domingo, 29 de setembro de 2024
CANGAÇO - EU VI CORISCO BALEADO
Por Aderbal Nogueira
Vídeo onde falo um pouco sobre o cerco a Corisco e Dadá, por Zé Rufino. Depoimento de Dona Isabel Ferreira, que era amiga de Zefinha e foi testemunha dos acontecimentos naquela ocasião.
SERRA NEGRA (PEDRO ALEXANDRE BA) DE ZÉ RUFINO E CORONEL JOÃO MARIA.
Por Pedro Alexandre
É inegável a
força, a tradição e a história da Serra Negra; atual município baiano de Pedro
Alexandre; como costumava citar o Caipira Alcino Alves Costa: Terra dos
Carvalhos. Terra dos lendários coronel João Maria e seu irmão, Liberato
Carvalho; base da valente e destemida volante de Zé Rufino, terra de homens de
uma coragem incomum como Zé Serra Negra, João Doutor e Serra Negra... Aqui se
fez história, aqui está fincada um pedaço dessa importante saga sertaneja
ligada ao cangaço.
"De sua
Serra Negra, João Maria, enviava ordens, dava instruções, recebia missivas de
governantes. Servindo também como conselheiro, não era raro que as decisões
políticas importantes somente fossem tomadas após o seu parecer ou aval. Mesmo
sendo amigo do poder, de onde extraía seu mando, tinha predileção especial em
manter amizade e ajudar o sertanejo, fosse o matuto mais simples ou o perigoso
de sangue no olho. Daí que protegeu desde Lampião ao desvalido ex-cangaceiro
perseguido pela polícia." Rangel Alves da Costa.
Zé Rufino,
Corisco e Cel. João Maria
Orlando
Carvalho é quem ressalta: "a estratégica localização geográfica da Serra
Negra; no nordeste baiano divisa aqui dessa região que englobava boa parte do
sertão sergipano ainda Porto da Folha; a força da família Carvalho representada
principalmente pelo coronel João Maria e por seu irmão Liberato de Carvalho e
posteriormente pela inegável força das volantes ali sediadas principalmente a
de Zé Rufino acabou fazendo da Serra Negra um protagonista mais que importante
na história do cangaço, principalmente na época do segundo reinado de Lampião;
entre 1929 e 1940, após a morte de Corisco".
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2542437622631833¬if_id=1727569144960974¬if_t=feedback_reaction_generic&ref=notif
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O INÍCIO DO CANGAÇO E O SURGIMENTO DE LAMPIÃO
Por Chicão Somavilla
Aderbal Nogueira é Administrador de Empresas, Documentarista, Produtor de Vídeos e Pesquisador do Nordeste. Membro do Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e do Grupo de Estudos sobre o Cangaço do Ceará. Pertence a ACC Academia de Cinema do Ceará e também a ABLAC - Academia Brasileira de Artes e Letras do Cangaço, falando de suas pesquisas sobre o Cangaço. • O que foi o Cangaço e quando esta atividade teve início. • O surgimento de Virgulino Ferreira “Lampião” e seu objetivo enquanto cangaceiro. • O significado de “coiteiros, sertanejos, volantes e cangaceiros” • A entrada de Maria Bonita e outras mulheres no Cangaço • Os enfrentamentos entre cangaceiros e volantes (policia) • Zé Rufino o homem que não temia Lampião. • Padre Cícero e Lampião
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ANTÔNIO AMAURY - NO CALCANHAR DE LAMPIÃO
Por Adalto Silva
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HERMANO HENNING ENTREVISTA - ANTÔNIO AMAURY E VERA FERREIRA.
Por Reinaldo Lampiônico
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CARIRI CANGAÇO 2010 - ANTÔNIO AMAURY
Por Aderbal Nogueira
CANGAÇO - LAMPIÃO NO CARIRI
Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=K6ISNOm-sxkCangaço - Lampião no Cariri
Napoleão Tavares Neves fala sobre Lampião e os Marcelinos e sobre Padre Ibiapina na região de Barbalha-CE, discorrendo sobre as Casas de Caridade e o Barrigão dos Enjeitados.
Link desse vídeo:
• Cangaço - Lampião no Cariri
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