Os cangaceiros Dulce Menezes e Criança estavam na
Grota do Angico, em Porto da Folha, atualmente Poço Redondo, no Estado de Sergipe, no dia 28 de julho de 1938, quando aconteceu o massacre aos cangaceiros do capitão Lampião. O casal conseguiu salvar a sua vida.
VEJA ESTE VÍDEO (clicando) SOBRE O CASAL GRAVADO PELO PESQUISADOR E CINEASTA ADERBAL NOGUEIRA SOBRE DULCE E CRIANÇA.
VEJA O QUE ESCREVEU O PESQUISADOR DO CANGAÇO GERALDO JÚNIOR, SOBRE O CANGACEIRO CRIANÇA.
UM ANTES E DEPOIS DO
EX-CANGACEIRO CRIANÇA (TERCEIRO), MEMBRO DO SUBGRUPO LIDERADO PELO CANGACEIRO
ZÉ SERENO.
Criança, cujo nome verdadeiro era João Alves da Silva, também conhecido como
Velho João, depois do cangaço assumiu o nome de Vitor Rodrigues Lima, entrou
para o cangaço no ano de 1929. Teve como primeira companheira a cangaceira
Adelaide que morreu de parto e posteriormente tomou a jovem Dulce Menezes dos
Santos como sua segunda companheira.
Após a morte de Lampião, Criança e outros cangaceiros remanescentes do bando se
entregaram às autoridades na cidade baiana de Jeremoabo e ao ter sua liberdade
restabelecida, rumou, juntamente com sua companheira (Dulce) e outros
companheiros, em direção ao estado de Minas Gerais, passando pelo estado da
Bahia antes de chegar ao destino final. Posteriormente Criança deixa o estado
de Minas Gerais, onde se separou de Dulce, e segue em direção ao estado de São
Paulo, onde terminou seus dias de vida no dia 28 de julho de 1997. Faleceu na
cidade de Itanhaém/SP, onde residia, em decorrência de INSUFICIÊNCIA
RESPIRATÓRIA e foi sepultado no Cemitério da Vila Formosa em São Paulo/SP no
dia 29 de julho de 1997.
Fotos: Bernardino Salvador / Jorge Bodanzky.
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a história a respeito do fenômeno cangaço, que aqui serão publicadas.
Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal
Cangaçologia.
Os cangaceiros Sila e Zé Sereno estavam na Grota do Angico, em Porto da Folha, atualmente Poço Redondo, no Estado de Sergipe, no
dia 28 de julho de 1938, no momento do ataque aos cangaceiros da Empresa de
Cangaceiros Lampiônica & Cia., do afamado capitão Lampião, e conseguiram contar vitória, isto é, saíram de lá com vida.
INTERESSANTE E MEIO DUVIDOSO.
A literatura lampônica diz que o cangaceiro Zé Sereno teria suspeitado que numa garrafa de bebida tinha dúvida que ela teria um furinho e poderia ter veneno.
Conta que Zé Sereno apossou-se das compras e foi as vistoriar. Pegou uma garrafa de conhaque e viu com dificuldade, um furinho
no selo, feito por uma agulha hipodérmica. Veneno! Ciente que o rei do cangaço daria valor à sua descoberta, levou a garrafa a Lampião e
disse:
- Seu Capitão, o sinhô é cego de uma vista, mas com a outra enxerga até demais. Olha aqui.! Mostrou o furo por
onde alguém possivelmente tinham injetado veneno.
- É mesmo, disse Lampião, e o
resto das encomendas?
- Ta tudo envenenado, menos a
cachaça que Pedro (Pedro que ele se refere é Pedro de Cândido), sabia que iria ter de provar, respondeu Zé Sereno.
- É bom nós sairmos daqui, se não nós
vamos ser cobertos de balas.
- Amanhã cedo, nós sairemos daqui, disse
Lampião.
- Sairmos é, nós vamos sair é com bala.
Retrucou Zé Sereno.
Depoimento de Zé Sereno a Antônio
Amaury sobre a suspeita dele de veneno nas bebidas levadas para o coito por
Pedro de Cândido.
Livro: Assim Morreu Lampião.
Autor: Antônio Amaury Corrêa de
Araújo.
E aí, o que vocês acham? Tinha ou
não tinha veneno? Ou foi invenção de Zé Sereno, como muitos até hoje afirmam?
Não sou tão leigo assim e nem sábio no que diz respeito a cangaço, mas isto foi uma invenção do Zé Sereno. Quem estava lá na Grota do Angico, nunca falou que isto aconteceu, somente Zé Sereno vem com uma desta, sem graça e sem credibilidade para o estudo cangaceiro.
Os remanescente de Lampião que conseguiram escapar, nenhum falou nada sobre o veneno aos cangaceiros.
Não falo de quem entrevistou o facínora e escreveu o que ouviu do cangaceiro , e sim, de cangaceiro puxando a sardinha para o seu prato.
Lampião e Maria Bonita, imagem colorida pelo saudoso escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antônio.
Virgolino Ferreira da Silva, o afamado e sanguinário capitão Lampião, e Maria Gomes de Oliveira, a famosa rainha Maria Bonita estavam na Grota do Angico-SE, no dia 28 de julho de 1938, no momento do ataque aos cangaceiros da sua Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Serra_Talhada
Segundo os estudiosos do cangaço, o capitão Lampião foi o primeiro a ser abatido, e em seguida, Maria Bonita e... Lampião era Pernambucano, lá de Villa Bela, atualmente Serra Talhada.
Luiz Pedro Siqueira o Luiz Pedro do Retiro, entrou para o cangaço no ano de
1924, e estava na madrugada do dia 28 de julho de 1938 na Grota do Angico, e foi assassinado
juntamente com 10 facínoras da Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia., do
capitão Lampião, em Porto da
Folha, atualmente terras pertencentes a Poço Redondo, no Estado de Sergipe.
O cangaceiro Jararaca
Luiz Pedro foi um dos mais fiéis de Lampião. Segundo alguns pesquisadores, quando Antônio Ferreira da Silva, irmão de Lampião foi assassinado acidentalmente por ele, o cangaceiro Jararaca (o que foi assassinado em Mossoró, no Rio Grande do Norte - Brasil), queria que Lampião o assassinasse, no entanto, propôs que todos os envolvidos pagassem com a vida,
por não acreditar que se tratasse de um acidente. Mas Lampião não aceitou a solicitação do Jararaca.
O coronel Ângelo da Gia foi o grande defensor de Luiz Pedro, afirmando a Lampião que o que acontecera ali, foi nada mais do que um acidente. Lampião aceitou e não justiçou Luiz Pedro.
Segundo alguns escritores, ao saber que seria perdoado,
Luiz fez um juramento a Lampião, que passou para a história.
- Seu capitão... O senhor poupou
minha vida. Eu juro acompanhá-lo até o fim. No dia em que o senhor morrer, eu
morro também! Se coincidência ou não, Luiz Pedro foi assassinado no dia do extermínio.
Este acima é o José Leite de Santana, o cangaceiro Jararaca, de Buíque, no Estado de Pernambuco, que veio para Mossoró com o bando de Lampião e foi baleado no dia 13 de junho de 1927, no momento do ataque à cidade, e preso no dia seguinte, assassinado dias depois dentro do Cemitério São Sebastião.
Túmulo do ex-cangaceiro Jararaca em Mossoró. Observe que atrás dele tem outro túmulo. É o túmulo do ex-cangaceiro Asa Branca, que morreu naturalmente, preste a completar 81 anos, no dia 02 de novembro de 1981. Asa Branca casou-se 2 vezes.
A sua última esposa mora em Mossoró, dona Francisca da Silva Tavares, e é natural de Brejo do Cruz, no Estado da Paraíba. Conheço-a bastante. Sempre a visito em sua residência no bairro Bom Jardim em Mossoró. Dona de uma excelente simpatia.
Dona Francisca da Silva Tavares ladeada pelos pesquisadores do cangaço Aderbal Nogueira (cineasta Cearense), e Kydelmir Dantas de Oliveira (poeta e escritor), paraibano radicado em Mossoró.
Esta foto é da ex-cangaceira Enedina, que era companheira do ex-cangaceiro Zé de Julião, e pertence ao acervo do saudoso escritor e pesquisador do canga Alcino Alves Costa.
Zé de Julião o cangaceiro Cajazeira
Ela e seu esposo Zé de Julião estavam presentes no momento da chacina aos cangaceiros de Lampião, inclusive Lampião e sua rainha do
cangaço Maria Bonita estavam lá, e foram assassinados juntamente com 9 cangaceiros, além do
volante Adrião Pedro de Souza.
ADENDO:
"ENEDINA FOI ATINGIDA NA
CABEÇA. O S4NGUE CORRIA NAS MINHAS PERNAS." (Segundo afirmou a EX-CANGACEIRA SILA).
Um relato emocionante contado pela ex-cangaceira Sila, sobrevivente de Angico,
sobre o desfecho do ataque policial que culminou nas mortes de Lampião, Maria
Bonita, nove cangaceiros e um soldado da força policial. Fato ocorrido na Grota
do Angico em Sergipe. - - Geraldo Júnior.
Narração do depoimento que foi prestado por José Ferreira dos Santos, sobrinho de Lampião, que esteve presente em Angico no momento do ataque da Força Policial Volante alagoana e que foi um dos sobreviventes desse episódio que pôs fim a vida de Lampião, Maria Bonita, nove cangaceiros e de um soldado pertencente a Força Volante, na manhã de 28 de julho de 1938.
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ADENDO:
José Ferreira sobrinho de Lampião estava na Grota do Angico, no dia do ataque aos cangaceiros do bando de Lampião, inclusive o rei e a rainha do cangaço estavam lá, e foram assassinados juntamente com 9 cangaceiros, além do volante Adrião Pedro de Souza. - José Mendes Pereira.
Nesta imagem aparece o cangaceiro Gorgulho à esquerda, e à direita o cangaceiro Pitombeira, este último, estava no ataque aos cangaceiros na Grota do Angico, em Porto da Folha, nos dias de hoje Poço Redondo, no Estado de Sergipe, no dia 28 de julho de 1938, no momento do ataque aos cangaceiros da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia.". Pitombeira Saiu vivo sem ferimentos.
O outro da foto à esquerda é o cangaceiro Gorgulho já havia abandonado o cangaço em 1937, quando foi atacado juntamente com os cangaceiros Mané Moreno, Área e Cravo Roxo. Ele saiu ferido, mas conseguiu se recuperar e abandonou o cangaço.
LEIA O QUE ESCREVEU DR. ARCHIMEDES MARQUES SOBRE O CANGACEIRO GORGULHO.
Archimedes Marques, escritor e pesquisador do cangaço.
O grupo chefiado por Mané Moreno estava arranchado há três dias na fazenda Jaramataia, em Gararu, propriedade essa pertencente a Antônio Caixeiro, o maior coiteiro de Lampião em Sergipe. Nessa ocasião Antônio Caixeiro ali não estava presente, entretanto, os seus empregados tinham ordem expressa para receber os cangaceiros quando eles bem lhes conviessem, tanto é que a Jaramataia também era um dos portos seguros desses bandoleiros, além de outras tantas fazendas de um lado ou doutro lado do “Velho Chico”, então pertencentes a esse tão importante coiteiro.
Mané Moreno
Assim, provavelmente por conta de informações de moradores circunvizinhos, Odilon Flor ali foi parar no encalço e rastro dos cangaceiros, oportunidade em que os mesmos já tinham “capado o gato”, ou seja, já tinham saído de Jaramataia. Diferente dos policiais sergipanos que não se atreviam a “apertar” os empregados de Antônio Caixeiro em virtude de ele ser o pai do governador Eronides Ferreira de Carvalho, logo, Odilon Flor “pressionou” um vaqueiro e este “vomitou” o trajeto tomado pelos cangaceiros que pararam na casa de Janjão, em Poço da Volta. Neste sentido o mestre Alcino Alves Costa nos ensina que o nome do vaqueiro que delatou a rota dos cangaceiros foi o Pedro Miguel. Tudo ocorreu da seguinte maneira:
Antônio Caixeiro
Era a tarde do dia 23 de junho de 1937, véspera de São João, e na fazenda vizinha, a Palestina, de propriedade de Nezinho Meia Lasca, fazenda essa situada à beira do rio Gararu, logo mais a noite haveria uma festança em homenagem ao santo mais comemorado do mês junino, entre nós, os nordestinos. Nezinho, além de ser um violeiro famoso era festeiro e assim o São João nas suas terras seria de primeira grandeza e o “arrasta-pé” prometia “pegar o sol com a mão”, ou seja, dança e muita animação até o raiar do dia.
A enorme fogueira acesa no meio do terreiro servia ao mesmo tempo para iluminar a para aquecer, pois o frio era intenso. O sanfoneiro não parava o fole, acompanhado de viola, surdo e pandeiro, um bom “Trio Pé de Serra”. Muita bebida, muitas jovens da redondeza e solteironas atiradas, foguetório, bombas, busca-pés. Mané Moreno dançava no alpendre da casa com a sua companheira Áurea.
Era por volta das nove horas da noite quando Odilon Flor guiado pelo exímio rastejador, o cabo Leonídio que também prestava serviços a tropa de Zé Rufino, ali chegou com os seus outros comandados que não se preocupavam em fazer silencio, vez que tudo era abafado pelo calor da festa, ademais a força policial estava em extrema vantagem, pois se encontrava na escuridão da noite enquanto os cangaceiros estavam no clareado da fogueira, alvos fáceis, além dos candeeiros postados na casa sede da fazenda, sem esquecer do fator surpresa, muito importante em qualquer combate, enfim, tudo estava a favor do bravo Odilon Flor naquela bela noite de São João. Assim, todos os policiais se postaram para o ataque surpresa, imprevisto para os animados festejadores, alvos bem visíveis. Alguns escolheram os seus alvos e com a ordem do comandante Odilon Flor “mandaram bala”, tiro que “só o diabo” e “pernas para que te quero” após o pandemônio da nova situação que quase não deu tempo de reação, apenas alguns tiros em revide contra o clarão que vinha da escuridão, enfim, o melhor era fugir e foi isso que o restante do bando fez, principalmente quando viram que o seu chefe já “alçava voo para se entender com São Pedro em pleno São João”, ou seja, o Mané Moreno havia sido atingido mortalmente. E o resultado desse tiroteio foi que ficaram estendidos sem vida cinco cadáveres: três cangaceiros e um casal de convidados que ali se divertia.
Mané Moreno e Áurea foram de logo reconhecidos. Quanto ao outro morto pensaram ser o Gorgulho. Depois o identificaram como sendo o Cravo Roxo. Além dos visitantes mortos, havia muita gente ferida, inclusive Nezinho Meia Lasca, dono da casa. Da força de Odilon Flor ficou ferido sem gravidade o soldado Luís Manoel Santos.
Dia seguinte o sargento Odilon Flor apresentou os seus “troféus”, as cabeças dos cangaceiros abatidos, na cidade de Gararu, onde foram fotografadas e de lá seguiu para Jeremoabo, na Bahia, onde esperava a devida promoção por bravura à patente de tenente.
Entretanto, ao invés de Odilon Flor ser promovido, fora severamente repreendido pelo capitão Manoel Campos de Menezes, comandante das F.O.N.E. (Forças em Operações no Nordeste) situada em território baiano. Odilon Flor fora repreendido por conta de interferência política do Estado de Sergipe com a Bahia, vez que além dos cangaceiros abatidos, sua tropa matara um casal de inocentes e ferira tantos outros que não tinham nada a ver com a bandidagem, apenas estavam em local errado, no horário errado, no dia errado, tão comum naquela época em que os cangaceiros intimavam as pessoas para as suas festas que se não fossem atendidos correriam risco de vingança. Vale ressaltar que o capitão Manoel Campos de Menezes nesse mesmo ano veio a falecer, aos 33 anos de idade, vítima de meningite que assolou aquela região baiana.
Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas. Desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância.
Guarda na mente este lembrete quando estiver no trânsito. Não se exalte.
Calma! Calma!
Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" siga o nosso blog.
Depoimento do cangaceiro
"Santa Cruz" cedido ao extinto Jornal carioca "A Noite",
cuja matéria foi publicada em sua edição de 14 de novembro de 1938.
O cangaceiro Santa Cruz estava na
Grota do Angico, no dia 28 de julho de 1938, em Porto da Folha, atualmente Poço
Redondo, no Estado de Sergipe, quando aconteceu o massacre aos cangaceiros de
Lampião. Ele conseguiu salvar a sua vida.
Foto do acervo do pesquisador do cangaço Geraldo Júnior
Segundo o saudoso escritor e pesquisador do cangaço Antônio Amaury, o destino trágico do lavrador
pacato, vaqueiro destemido e cangaceiro valente Quinta Feira, teve fim no
amanhecer do dia 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, Porto da Folha, atualmente terras de Poço redondo.
Por estranha coincidência uma quinta
feira, no coito de Angico, Sergipe. REFERÊNCIAS: ARAÚJO, Antônio Amaury Corrêa
de. Assim morreu Lampião.
Antônio Amaury era Paulista. Um dos maiores
pesquisadores da vida de Lampião e da história do cangaço, há mais de 60 anos
em busca de informações sobre o assunto realizou muitas entrevistas (com
pessoas da sociedade, do cangaço e das forças policiais da época e familiares remanescentes).
Suas pesquisas minuciosas, diretas, imparciais, fazem-no um autêntico mestre,
criterioso e honesto. Nos anos 70, tornou-se conhecido em todo o Brasil ao
participar do "Programa 8 ou 800", da TV Globo, respondendo sobre o
assunto. Tem vários livros publicados sobre o assunto, entre eles:
“Lampião: Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço”; “Assim Morreu Lampião”;
“Lampião: As Mulheres e o Cangaço”; “Gente de Lampião: Dada e Corisco”; “Gente
de Lampião: Sila e Zé Sereno”; “De Virgolino a Lampião”; “O Espinho do Quipá”
(estes dois últimos em coautoria com Vera Ferreira, neta de Lampião); “Lampião
e Maria Fumaça” (coautoria com Luiz Ruben F. de A. Bonfim, de Paulo Afonso –
BA); “A Medicina e o Cangaço” (em coautoria com Leandro Cardoso Fernandes, de
Teresina – PI).
Seu trabalho mais recente é “Lampião e as Cabeças Cortadas”, também em
coautoria com Luiz Rubem Bomfim (Graf Tech Editora). Sócio fundador da União
Nacional de Estudos Históricos e Sociais – UNEHS.
Não tenho maiores informações sobre o cangaceiro Macela, ele foi assassinado juntamente com o capitão Lampião, sua rainha Maria Bonita e mais 8 cangaceiros, num total de 11, incluindo ele, além do volante Adrião Pedro de Souza, em 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em Porto da Folha, atualmente pertencente a Poço Redondo, no Estado de Sergipe.
Este local é a Grota do Angico onde os cangaceiros da Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia. foram surpreendidos, e alguns deles assassinados pela metralhadora comandada pelo tenente João Bezerra da Silva. Esta chacina ficou registrada na história do combate aos cangaceiros no nordeste brasileiro.
VÍDEO PRODUZIDO EMBASADO NA MINHA OPINIÃO SOBRE QUEM FORAM OS 10 MAIORES CANGACEIROS NA ERA LAMPIÔNICA. CONHEÇA A LISTA EM ORDEM E VEJA QUEM SÃO OS CANGACEIROS.
LEVEI EM CONTA A LONGEVIDADE NO CANGAÇO
SE O MESMO SOBREVIVEU AO CANGAÇO
SE FOI CHEFE DE BANDO OU ERA DE EXTREMA CONFIANÇA DE LAMPIÃO
CORAGEM E CRUELDADE
Relação dos cangaceiros que estavam na Grota do Angico dia 28/07/38. Vamos acrescentar, extrair, debater? Esta é a primeira prévia! E aí?
1- Lampião @
2- Maria Bonita @
3- Luiz Pedro @
4- Sila @
5- Zé Sereno @
6- Dulce @
7- Criança @
8- Santa Cruz @
9- Enedina @
10- Zé de Julião @
11- Luiz de Thereza
12- José Ferreira @
13- Juriti @
14- Maria de Juriti @
15- Vila Nova @
16- Pitombeira
17- Candeeiro @
18- Chá Preto @
19- Elétrico @
20- Mergulhão @
21- Amoroso @
22- Balão @
23- Azulão III @
24- Sabonete II @
25- Marinheiro @
26- Quinta-Feira @
27- Macela @
28- Delicado
29- Moeda
30- Colchete II
31- Alecrim
32- Caixa de Fósforo
33- Cajarana
34- Diferente
35- Novo Tempo @
36- Barreira @
37- Cruzeiro @
38- Zé de Vera
39- Cobra Verde @
40- Tempo Duro.
No dia 09 de novembro de 1935 (se vivo estivesse, agora em novembro, Cocota completaria 90 anos), em nossa querida cidade de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, nasceu Francisco Almeida Lopes, mais conhecido como
Cocota. Com sua bela voz, Cocota tornou-se conhecido como um grande seresteiro e bom violonista.
Este carinhoso apelido eu não tenho conhecimento quem o deu, mas vou entrar em contato com Oseas Carlos André Almeida Lopes, para saber o verdadeiro autor deste apelido do seresteiro Cocota. Sei apenas que é um pássaro.
Era filho de
Messias Lopes de Macedo e dona Joana de Almeida Lopes. Nas décadas de 50 e 60, às noites
mossoroenses, eram prestigiadas pela voz do
seresteiro, ele cantava músicas
românticas, para agradar os boêmios da noite que vinham prestigiá-lo por seu
cântico e sua voz que encantava as pessoas que o ouviam cantarolar os grandes
sucessos de Francisco Alves, Orlando Silva, Nelson Gonçalves, entre outros.
Já
considerado um talentoso para a música, ele frequentava muito o “Bar Pinguim”,
sendo que ele abrilhantava as noites de outrora com sua voz e violão, era
um grande amante das músicas românticas, inclusive das canções de Lupicínio
Rodrigues, como por exemplo, “Nevos de aço” e “Esses moços”, que eram grandes
sucessos naquele tempo.
Cocota foi um músico de grande
influência no meio dos boêmios como afamado seresteiro, pois ele simplesmente
cantava por prazer, sendo que ele nunca gravou nenhum disco.
Contam que nos anos 50, quando o cantor Vicente Celestino veio para Mossoró, hospedou-se no Grande Hotel, e ali, ele se recusou atender as suas fãs, mas não resistiu o canto do Cocota, e foi para a janela do Grande Hotel admirar a expressão da voz daquele seresteiro.
LEIA O QUE EU ESCREVI
EM 2012 SOBRE COCOTA:
Francisco de Almeida Lopes era
carinhosamente alcunhado em Mossoró por Cocota. Seresteiro de primeira
categoria; amigo dos amigos, conduzia consigo uma admirável popularidade.
Nasceu na cidade de Santa Luzia, e era filho do senhor Messias Lopes de Macedo
e da honrada dona Joana Almeida Lopes, e irmão dos cantores Oseas Lopes (o
atual Carlos André), Hermelinda Lopes e João Batista Almeida Lopes, que
artisticamente é conhecido por João Mossoró.
https://www.designi.com.br/7121d9951f8492ad
Uma jovem que era empregada
doméstica dos seus pais conduzia consigo uma paixão louca pelo seresteiro. O
mais interessante, a jovem tinha um irmão ainda criança, que não se sabe o que
ele havia feito contra o Cocota, fazendo com que ele o castigasse, dando-lhe uma
terrível surra. A agressão do Cocota foi tão violenta, que seus irmãos, juntos,
quase não conseguiram arrancar a criança dos braços do agressor. Salva das
violências praticadas pelo seresteiro, a criança saiu em choro, prometendo-lhe
que quando crescesse iria matá-lo, ou de um jeito ou de outro.
Já perdemos 2 membros do Trio Mossoró - Hermelinda de Almeida
Lopes (Mossoró, faleceu no dia 1°. de abril de 2023)
foi uma cantora e compositora brasileira. João Mossoró faleceu numa quarta-feira, 23 de abril de
2025. A notícia foi amplamente divulgada por meio de
suas redes sociais, pelo poeta e compositor Marcus Lucena, amigo de João. Do Trio ainda temos o Oséas Carlos André
Almeida Lopes, o que permanece com a sanfona em mãos.
Anos após, quando os irmãos formaram o Trio Mossoró, Cocota não fazia parte do
grupo, mas no auge do sucesso, e já morando no Rio de Janeiro, os irmãos
resolveram levá-lo para o Rio, tentar "carreira solo", com o
apoio do Trio.
Não se sabe se o que aconteceu contra o Cocota tenha sido causado pela paixão
da jovem, mas tudo indica que sim, já que ele estava de viagem pronta para se juntar aos irmãos, que já brilhavam no mundo artístico. Sabendo que tão cedo
ele não voltaria a Mossoró, sua terra natal, ou talvez nunca mais, é provável que ela tenha sido a
idealizadora de um plano triste e doloroso.
Rio de Janeiro - https://www.gettyimages.com.br/detail/foto/rio-de-janeiro-brazil-imagem-royalty-free/150271779?adppopup=true
Já que o Cocota viajaria para a “cidade maravilhosa”, a jovem o convidou para
fazer uma festinha em sua residência, onde lá ele cantaria as mais belas
músicas que faziam sucesso na época. Como ele era um jovem conhecido na
cidade, amigo de muitos, não negou a sua solicitação, dando-lhe a palavra que ao anoitecer estaria presente em sua residência.
Só como ilustração - https://br.freepik.com/vetores-premium/homem-tocando-um-violao-e-cantando-a-cancao_9490495.htm
Cocota era um jovem que não dispensava um bom gole, e nessa noite, bebeu vários
goles a mais durante a realização da sua apresentação musical, chegando a ficar totalmente embriagado. É claro que a jovem
sentindo a perda da sua paixão, e talvez, não se tem certeza, premeditou o crime,
tenha lhe dado ainda uns goles a mais. Já muito embriagado ela o convidou para se deitar, prometendo-lhe que no dia seguinte o levaria para casa dos seus
pais. Cocota concorda, e caminha para o quarto, onde lá se deitou.
Mas o seresteiro não imaginava que a sua viagem e carreira artística estariam
prestes a serem encerradas, e por má sorte ou coisa arquitetada, o Cocota
estava marcado para morrer.
E na noite do dia 12 de fevereiro de 1962, a
criança que ele açoitara, que agora já era um jovem, chegou ao local da
festa. Apoderado de uma tesoura, o rapaz começou a furá-lo. Foram 38
perfurações. Cocota tentou escapulir pela porta da cozinha, mas sobre o muro da
casa da jovem era cheio de cacos de vidro, e por mais que ele tentou subir, não
conseguiu se livrar da morte, caindo logo em seguida.
Cocota fez tantos esforços para viver, no intuito de apresentar a sua invejada profissão aos brasileiros, principalmente aos seus conterrâneos mossoroenses. Mas infelizmente não conseguiu, calando assim e acabando com os sonhos daquele que foi o maior seresteiro da nossa cidade Mossoró.
Seu Messias e Dona Joana Lopes
tiveram o desprazer de ver o seu ente querido morto, com o corpo e os punhos
banhados em sangue, saindo pelas perfurações feitas pela maldita tesoura e
pelos cortes dos vidros.
Praça dos Seresteiros. - Esquecida pelo poder público.
Este muro meio azulado ficava a casa dos pais dos componentes do Trio Mossoró. A Praça dos Seresteiros resta quase nada. Logo fica escondida, isolada da visão humana. Poder público só restaura obras que ficam expostas aos olhos dos eleitores. Do contrário, vai se acabando até se tornar tapera.
Os mandões do poder público, desde
então, nada fizeram de maior importância para homenageá-lo. Mas seus irmãos
ainda não perderam as esperanças que esse dia venha acontecer, que na Praça dos
Seresteiros seja colocado o seu busto, fundido em bronze, para apresentar às
futuras gerações, que ele foi o maior seresteiro de todos os tempos da nossa cidade de Mossoró.
https://www.youtube.com/watch?v=iOIZnRz1rLQ
Após a sua visita à minha casinhola João Mossoró foi meu amigo desde o ano de 2012 até 2023 (intervalo de 2024 e 2025 já se encontrava doente), por eu ser garoto de propaganda dos seus shows. Ele fazia shows todo mês neste famoso mercado chamado CADEG - Mercado Municipal.
Uma das melhores interpretações de João Mossoró. Acho bem melhor do que com o autor Almir Sater. Não estou menosprezando o compositor, mas é apenas a minha opinião.
Poeta Kydelmir Dantas de Oliveira
Se você quiser conhecer o Trio Mossoró por completo, entre em contato com o professor, poeta, escritor, e pesquisador do cangaço, do Luiz Gonzaga e do Trio Mossoró Kydelmir Dantas, através deste endereço eletrônico:
Nota: Todas as
informações deste artigo foram gentilmente cedidas pelo cantor Carlos André,
quando de sua visita à minha residência no dia 12 de Junho de 2012, em companhia do irmão João Mossoró e do Kydelmir Dantas.