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terça-feira, 28 de agosto de 2012

NA TRILHA DE LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE


Por: Marinalva Freire da Silva

“Lampião contra o Mata Sete” é a obra mais recente do escritor Archimedes Marques, Jurista, Delegado da Polícia Civil de Sergipe, exímio estudioso de Virgulino Ferreira da Silva, O Lampião.


A obra referida trata de uma réplica fundamentada de “Lampião, o Mata Sete”, de Pedro de Morais que, no afã  de ibope, de causar sensacionalismo, atribui a Lampião qualidades não inerentes a um cangaceiro que liderou o nordeste brasileiro, causando terror por onde passava com seu bando. Como se não bastasse, atribui 


a Maria Bonita todas as qualidades que denigrem a  honra feminina.

Como se sabe, há vários estudiosos que trilham a rota do cangaço, principalmente a do chefe maior, Lampião, posto que, conforme registra a História, tratava-se de um bandido cruel, sanguinário, frio, em busca de “justiça com as próprias mãos”, o que é condenável pela justiça, pois violência gera violência.

Mesmo com esses atributos comprovados, não se pode atribuir a tal conduta a homossexualidade, que nada tem a ver com cangaço, pelo menos no caso de 


Lampião e seu bando, pois não condiz com o homem valente, corajoso, implacável, que foi a personagem em destaque.

A História da Humanidade não pode mudar seu curso, digo, não pode ser narrada pela contramão dos fatos sob pena de não mais representar o marco de uma  determinada época. E quando alguém se dispõe a registrar os fatos que não o faça à revelia de sua imaginação como o fez o autor da obra contestada porque causam muitas polêmicas desnecessárias, levando-se em consideração que “contra os fatos não há argumento”. E os perfis de Lampião e Maria Bonita estão traçados na contramão dos fatos, sem as devidas provas que justifique tal leviandade.  

O que me admira em relação ao autor Archimedes Marques é a coragem e a lisura com que contra-argumenta os posicionamentos infundáveis do autor de “Lampião, o Mata Sete”; utiliza-se aquele uma linguagem simples, correta, jornalística, citando as inverdades da obra com fundamentos de um pesquisador nato, ou seja, dentro da ética de um estudioso de seu porte. Dessa forma, reconstitui a verdadeira história do cangaço cujo personagem principal foi Lampião, devolvendo à História seu verdadeiro objetivo, qual seja, retratar os fatos como ocorreram sem paixão nem ódio, mas dentro dos parâmetros da ética de um pesquisador de envergadura, que sabe onde deve m ser colocados os pontos nos is. 

Parabéns, portanto, ao escritor Archimedes Marques, que erigiu com sabedoria e imparcialidade o monumento “LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE”, obra que deve compor as estantes, principalmente, dos historiadores.  Aconselho, pois, a leitura da Obra.
                
João Pessoa, 25 de agosto de 2012

Marinalva Freire da Silva
Escritora. Membro da APEESP/SP; UBE/PB; AFLAP
Delegada de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana

Enviado pelo Delegado de Polícia Civil no Estado de Sergipe, escritor e pesquisador do cangaço:
Dr. Archimedes Marques

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SINHÔ PEREIRA, O COMANDANTE DE LAMPIÃO

Por: Ângelo Osmiro

“A meu ver, o cangaceiro mais valente do nordeste foi Sinhô Pereira [...] Já pertenci ao grupo de Sinhô Pereira, a quem acompanhei durante dois anos. Muito me afeiçoei a esse meu chefe, porque é leal e valente batalhador. Se um dia voltasse ao cangaço, iria ser seu soldado”. 


Depoimento de Lampião em entrevista dada ao médico cratense Dr. Otacílio Macedo para o jornal O Ceará em Juazeiro no ano de 1926.

Dr. Octacílio de Macedo

Sebastião Pereira da Silva nasceu em Vila Bela, atual Serra Talhada em 20 de janeiro de 1896, filho de Manoel Pereira da Silva e Constância Pereira da Silva.

Sinhô Pereira

O estopim para entrada de Sebastião Pereira na vida das armas deu-se com o assassinato de seu irmão Né Pereira ou Né Dadu como era mais conhecido.

Após o crime, Sebastião resolveu tomar as dores da família, por ser solteiro, ficando os irmãos com as responsabilidades de cuidar do patrimônio e dos demais familiares. Arregimentou com o 


Coronel Isaias Arruda do Ceará, vários cabras para dar início à vingança. Isaias era um coronel radicado do sul do estado alencarino, bastante conhecido pelo seu envolvimento com cangaceiros. 

Sinhô Pereira - sentado, e Luiz Padre

O primo e fiel companheiro de Sinhô Pereira, Luis Padre o acompanhou nessa empreitada a pedido de sua mãe Dona Chiquinha Pereira, com ordens de ajudar o parente em tudo que fosse preciso.

Na Passagem dos Brejos as margens do riacho Pajeú, no ano de 1920 os irmãos Ferreira, Virgulino, Antônio e Levino acompanhados de mais quatro  companheiros, entre eles Antônio Rosa, se juntaram ao grupo de Sinhô Pereira. Logo após a adesão dos irmãos Ferreira ao bando de Sinhô, o grupo tem uma refrega violenta com a volante comandada pelo Capitão José Caetano, na fazenda Carnaúba, no município de Vila Bela, atual Serra Talhada, morrendo na ocasião Luis Macário, cabra o qual o chefe muito estimava. Sinhô Pereira e o grupo foram obrigados a deixar o campo de luta, pois levavam nítida desvantagem. Sebastião Pereira voltou depois ao local da batalha e não permitiu que seu companheiro fosse enterrado, enquanto não “encomendasse” outro para ir junto com ele. Encontrou na estrada o jovem João Bezerra, matando-o, o rapaz inclusive ainda era aparentado seu, por entrelaçamento familiar, coisa muito comum no sertão, e nada tinha com as brigas entre Pereiras e Carvalhos.

Em 1972 quando Sebastião Pereira visitou Serra Talhada, depois de meio século de ausência, confessou ter se arrependido amargamente daquele ato de loucura e que foi aquele um fato determinante para abandonar o cangaço. Ainda em Serra Talhada o ex-cangaceiro da família Pereira foi entrevistado pelo seu parente Luis Lorena. Quando dentre outras indagações, o entrevistador perguntou: - Você convidou Virgulino, posteriormente, para refugiar-se em Goiás? Respondeu Sebastião Pereira: - “Mandei um convite em correspondência que lhe foi entregue em Macapá (hoje Jati, no Estado do Ceará). Não recebi resposta”. Uma outra declaração prestada por Sinhô Pereira a seu parente Luiz Lorena, quando o primeiro esteve em Serra Talhada após cinquenta anos de ausência, traduz o quanto era valente este sertanejo.

Perguntou Lorena: - Você reconhece o que os seus contemporâneos dizem sobre seu espírito guerreiro, e de ser você o mais valentes entre eles? Respondeu Sinhô Pereira: - Do outro lado havia homens valentes, até a quase loucura, entretanto brigavam para matar. Na hora de morrer fugiam do campo de luta. Naquelas circunstâncias, matar ou morrer para mim seria a mesma coisa. O dia 20 de janeiro foi um dia muito marcante na vida de Sinhô Pereira, senão vejamos: 20 de Janeiro de 1919, próximo a Milagres no sertão do Ceará, Sinhô Pereira assaltou a viúva do coronel Domingos Leite Furtado, em conluio com o Major José Inácio do Barro. Em 20 de janeiro de 1920 foi saqueada pelo bando de Sebastião a fazenda Nascença de propriedade do Coronel Basílio Gomes da Silva, em Brejo Santo, Ceará. Em 20 de janeiro de 1922 o ataque à fazenda Coité do famoso padre Lacerda, onde ocorreu ferrenho combate. 20 de Janeiro, dia de São Sebastião e do nascimento de Sebastião Pereira da Silva, o Sinhô Pereira.

Ângelo Osmiro Barreto
Da Sociedade Cearense de Geografia e História

Enviado pelo Delegado de Polícia Civil no Estado de Sergipe, escritor e pesquisador do cangaço: Dr. Archimedes Marques

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Cangaço é... Um vício!


In Pincel Photos


Aperitivo Jurubeba Cangaceiro do Norte
In Imigrantes Bebidas


Cachaça Maria Bonita
In Salobra Cachaças


Acredite, isto é uma bela garrafa de pinga.
"Cachaça cangaceira"
In Pingaiada.alfenas.net



 

"Aguardente Cangaceira"
Produzida pelo alambique da Fazenda de Sebastião Carvalho
em Paulo Afonso, BA
In www.joaodesousalima.com

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Conexões Nordestinas

Autor: Antonio Júnior
Histórias Do Nordeste Como Você Nunca Viu.

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Agradecimentos

Por: Múcio Procópio

Caro Mendes, meu abraço! 

Tenho levado a vida cumprindo tarefas inadiáveis, por isso pouco tendo sido cortês com meus amigos. Para completar a separação, o meu computador tem uma reserva mínima e já está saturada. Dessa forma estou tentando criar um novo  "espaço" para colocar o que já disponho  e utilizar o e-mail conhecido para reaproximar os amigos.

Estive em Mossoró no dia 10.08 - (Cheguei às 18 horas)  na véspera do dia dos pais. Fui participar de uma "mesa" 



sobre Luiz Gonzaga, com Kydelmir e Xico Nóbrega, porém tive que voltar no outro dia (sábado) as sete da manhã. 

Xico Nóbrega, Kydelmir Dantas e Múcio Procópio

Agora fui convidado para ir a Caicó, no próximo dia 22.09, novamente para falar sobre Luiz Gonzaga.

Tenho mais uma num espaço cultural criado na Ribeira, Rua Dr. Barata, 227 - não sei o nome... E vai depender da minha disponibilidade - depois que voltar de Brasília, para onde irei à próxima semana.  Assim vou enchendo meu tempo, com a família, netos, amigos e lembranças musicais que não se afastam de mim...

Estou vivo e em breve volto a utilizar seus canais de comunicação para falarmos sobre nossa MP-Nordestina.

Abraços Múcio 

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Hoje na História de Mossoró - 28 de Agosto de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Em 28 de agosto de 1858 nascia em Maranguape (CE), Francisco Pinheiro de Almeida Castro, político mossoroense, médico, falecido a 22 de junho de 1922.

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Comentário sobre o livro: "Lampião o Mata Sete"

Por: Túlio B Mattos - Rio de Janeiro
Reprodução

Deveras lamentável a edição insólita do livro: "Lampião - o Mata Sete", de autoria do emérito juiz aposentado, Dr. Pedro Morais que, sem a mínima sombra de dúvidas, tenta macular os anais da nossa história e cultura nordestina, e por que não dizer nacional e internacional. 'post-mortem' fica muito fácil atacar e denegrir a honra e a moral de um dos homens mais valente e estrategista que a nossa história já registrou, visando unicamente a vingança da morte dos seus pais, que foram trucidados de forma violenta e cruel, quando este homem valente já não mais existe para defender mais uma vez sua moral e honra pessoal, e de sua família.

Que me perdoe o emérito juiz pela minha colocação neste momento de desabafo pessoal, pois, eu faço minha as palavras do


Sr Rangel Alves da Costa (autor desta página no blogger) quando ele assim afirma: "... cuja intencionalidade maior (do editor) talvez seja proporcionar qualquer minuto de fama na poltrona do Jô. talvez não mereça nem sequer um segundo" - finalizou. Concordo plenamente nas palavras acima, visto que um homem com a fama e valentia pessoal do ‘capitão’ Virgulino Ferreira – o “Lampião” (apelido que lhe foi concedido pela sua extrema habilidade ao manejar do seu fuzil que “relampeava” fogo nas madrugadas de emboscadas covardes e cruéis contra Lampião e seu bando).

 

Sinceramente, eu gostaria que o Lampião ainda estivesse vivo para o emérito juiz afirmar estas suas palavras ofensivas diante da face do cangaceiro mais temido do Brasil e do seu bando. Com certeza não sobraria muita coisa deste escritor após sua afirmativa visando “denegrir” a idoneidade moral de um brasileiro nato, valente por natureza que, com a mais absoluta certeza e sem a mínima sombra de dúvidas, jamais seria o gay que o escritor tenta afirmar em seu livreto. Perdoe-me pela minha sinceridade de um simples cidadão brasileiro. Nada pessoal contra o autor do livro: “Lampião – O Mata Sete”.

Que seja preservada a memória e a história do ‘capitão’ Virgulino Ferreira. Que a sua família jamais venha admitir qualquer “falsete” contra o maior justiceiro nordestino mais conhecido como: “Lampião – o rei do cangaço!”. que a justiça brasileira, através dos seus ilustres magistrados, jamais permita tal absurdo contra a dignidade de um homem macho por natureza e valente como nunca foi visto até então. Isto é tudo, senhores! Túlio b. Mattos konnanguerreiro@hotmail.com

Fonte:


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Lampião em plena caatinga fazendo sermão para os seus comandados


Mesmo fazendo tantas maldades contra  pessoas, Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Capitão Lampião, jamais se esqueceu que Deus seria um dos seus protetores. Se Ele  o protegia, aí é outra história. Pelo que se ver na foto, feita por Benjamim Abraão, o rei Lampião, no momento estava com uma bíblia nas mãos, lendo alguns salmos ou até mesmo fazendo um excelente sermão.

Não só os bons têem fé em Deus, mas todos que são seres humanos confiam em um ser poderoso.

http://fagundeslima.blogspot.com.br/2012/06/lampiao-em-plena-caatinga-fazendo.html

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Atividade - O cangaceiro "capador"

Por: Ivanildo Silveira(*)

Manoel Pau-Ferro, conhecido pela alcunha de “Atividade", era  alagoano do município de Pão de Açúcar, sendo irmão do cangaceiro "Velocidade". 


O cabra "atividade”, inicialmente, pertenceu ao grupo de "Corisco”, posteriormente, com a criação de subgrupos, passou a integrar o de "Pancada”, que passou a ser seu líder...

Esse cidadão tinha uma grande habilidade na castração de pessoas, que o fazia, com a maior eficiência e naturalidade....

Foi assassinado pelo, também cangaceiro “Barreira”, que influenciado pela promessa de anistia acabara de aliar-se aos Volantes, e, como prova de submissão, entrega ás autoridades  a cabeça de "Atividade". Fato ocorrido em 05 de junho de 1938, na região de Caboclo, Pão de Açúcar, Estado de Alagoas.


O cangaceiro  "Barreira", e a cabeça dependurada de "Atividade"
...seu ex-“companheiro”

FONTE: Foto de Frederico Pernambucano de Melo
INFORMAÇÕES: Livro “O Cangaceirismo no Nordeste ", do autor  Bismarck Martins de Oliveira

Abraço a  todos
Ivanildo Alves  Silveira
Colecionador do cangaço
Natal/RN


 (*) É promotor de justiça, escritor, pesquisador e colecionador do cangaço.



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Hoje na História de Mossoró - 27 de Agosto de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento
 
Em 27 de agosto de 1911 dava-se a fundação da Sociedade “União Caixeral”, entidade destinada a assistir social e educacionalmente à classe de empregados do comércio de Mossoró.

Escola Técnica de Comércio União Caixeiral 

Francisco Isódio de Souza, presidente da Intendência municipal, na época, se constituiu como o maior incentivador de uma plêiade de jovens comerciários, arregimentados para a louvável iniciativa e em um dos salões do Colégio Santa Luzia, fundaram a agremiação que teve como seu primeiro Presidente o comerciário Joaquim Marques de Souza, sendo os demais companheiros: Sebastião Fernandes Gurgel – vice-Presidente, João Galvão de Miranda – 1º Secretário, João Vieira Leite – 2º Secretário, Raimundo Nonato de Souza – Orador, Carlos Borromeu de Brito Guerra – vice-Orador, Bernardo de Souza Coutinho – Tesoureiro, Comissão de Parecer – José Ribeiro Dantas, Antonio Epaminondas de Medeiros, José Gurgel de Oliveira, Francisco Antonio da Costa, Pedro Freire da Silva. Comissão de Estatutos – Francisco Isódio de Souza, Joaquim Marques, Raimundo Nonato de Souza, João Nogueira da Costa e Antonio Martins de Miranda. Dentre estes que formavam a diretoria, foram sócios fundadores – Afonso Freire de Andrade, Francisco Dantas da Silva, Luiz Zeferino Pereira (Luiz Bom), Antônio Filgueira Mendes e outros.

As primeiras iniciativas da entidade foram no sentido de uma regulamentação nos horários de funcionamento do comércio, ficando estabelecido desde entãoo, que as casas comerciais abriam às 6 horas até as 7 da noite, já que antes não existia hora de abertura, nem tão pouco de encerramento de atividade. Outra reivindicação foi no sentido de ser mantida uma escola para os associados, para o que foram conseguidos professores como Dr. Felipe Guerra, acadêmico Manuel Benicio Filho e o próprio Francisco Isódio, ministrando aulas, diariamente, durante quatro anos, sem ônus para a sociedade nem para os alunos.
 
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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fontes:

domingo, 26 de agosto de 2012

João de Sousa Lima é um dos palestrantes do II JOIA- Jornada de Integração Acadêmica- Paulo Afonso-Bahia


Dia 04 de setembro de 2012, no Auditório do Colégio Sete de Setembro, acontecerá o II JOIA (Jornada de Integração Acadêmica). João de Sousa Lima e Alcivandes Santana estarão realizando palestras.

João de Sousa Lima abordará a passagem do cantor Luiz Gonzaga em Paulo Afonso e no momento lançará o livro que pontua essa ligação do artista com a cidade.

Alcivandes Santana será o Curador de uma Mostra Fotográfica sobre Messianismo.


Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço:
João de Sousa Lima


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O gângster do sertão

Por: Isabel Lustosa

Mito que inspirou a música, a literatura e o cinema nacionais, o rei do cangaço é tema da biografia Lampião – Violência e Esperteza, escrita pela socióloga Isabel Lustosa.

De caráter marcadamente didático, a obra, prevista para chegar às livrarias em 12 de agosto, enfatiza a narrativa da história por meio do resgate das imagens de época, que vão desde a convivência em meio ao bando a detalhes das indumentárias usadas e fotos e reportagens em jornais.

Doutora em ciência política pelo Iuperj e pesquisadora da Casa de Rui Barbosa, no Rio, a autora explica, na entrevista a seguir, como o cangaço se apoiou na conivência das elites locais e no descaso do Estado.

CULT - Como Lampião se insere na tradição dos foras da lei a que se refere Eric Hobsbawm? Há algum aspecto em sua trajetória que o aproxime do resgate "social" promovido por Robin Hood ou do "político" de um subcomandante Marcos?

Isabel Lustosa - Não me identifico muito com a tese de Hobsbawm. Aliás, ela é muito bem analisada e criticada pelo principal autor com que trabalhei para escrever este livrinho: Billy Jaynes Chandler.
Lampião não era de maneira nenhuma um Robin Hood, pois jamais roubou dos ricos para dar aos pobres, a muitos dos quais roubou, torturou e matou com requintes de crueldade.
Sua motivação sempre foi pessoal e, desde a juventude, com os irmãos, se metera em várias brigas na vizinhança, fazendo seus primeiros inimigos entre essas pessoas às quais continuaria a perseguir pela vida afora.

Lampião marcou ao mesmo tempo o apogeu e o declínio do banditismo no cangaço. Por quê?

Isabel Lustosa - Por causa da situação de abandono do sertão nordestino, onde quem fazia as leis e as executava eram os grandes proprietários de terra. Com esses, Lampião se compunha sempre que possível, trocando proteção ou mesmo a promessa de que não atacaria por dinheiro e munição.
Preferia atacar pequenas cidades e fazendas sem muitos recursos de defesa. Como essa era a circunstância de quase todas, ele sempre teve onde agir. As autoridades estaduais, ocupadas em defender e desenvolver as cidades litorâneas, só se mobilizavam para dar combate ao cangaço quando acontecia algo de espetacular.
A falta de unidade entre as polícias dos vários estados do Nordeste foi um facilitador da ação do cangaço. A tranquilidade de que Lampião gozou até quase o final da década de 1920, no interior do Ceará, pode ser atribuída a certa leniência do governo estadual. Tal como sua ligação com as elites sergipanas, que, na década seguinte, também lhe seria muito útil.
Pode-se citar uma série de circunstâncias para a razão de seu sucesso: falta de recursos dos governos, egoísmo de alguns latifundiários, incompetência das autoridades policiais e, naturalmente, a grande capacidade tática e estratégica de Lampião para lidar com esses fatos e com a natureza do sertão.

A gradual incorporação da mulher ao dia a dia do bando modificou seu modo de atuação e também sua intensidade? Isso representou algum aspecto de vanguarda para os padrões de comportamento da época - um débil "feminismo" avant la lettre?

Isabel Lustosa - A entrada das mulheres no bando só se deu na segunda fase da vida de Lampião, quando ele já estava na Bahia e encontrou Maria Bonita. Ele também estava mais velho e mais manhoso na forma de lidar com sua clientela. Já desenvolvera um modus operandi similar ao dos mafiosos de Chicago, vendia proteção contra si mesmo, digamos assim.
Mas as mulheres do cangaço raramente participavam das batalhas - sabiam atirar e tinham armas, mas ficavam na retaguarda. Não creio que se possa fazer uma analogia entre essas mulheres, algumas delas raptadas, com qualquer imagem feminista. O ambiente era totalmente machista, e as que não andassem na linha poderiam ser executadas.
Maria Bonita tinha certa influência sobre Lampião e conseguiu algumas vezes impedir execuções. Mas, apesar de seus protestos, assistiu a Virgulino castrar um rapaz apenas por diversão. Creio que Maria Bonita nada tinha de guerreira, dedicando-se à costura, aos bordados, aos cuidados com seus cachorros e dando, isso sim, um toque de feminilidade ao ambiente árido dos acampamentos.

Qual foi o papel da imprensa na compreensão do fenômeno do banditismo de Lampião?

Isabel Lustosa - Lampião adorava saber que era notícia no Rio e em São Paulo e pedia que lhe trouxessem jornais e revistas em que seu nome aparecesse. Nesse sentido, a imprensa sensacionalista, tal como faz ainda hoje com alguns bandidos, contribuiu para fixar a imagem de Lampião, repercutindo seus crimes, batalhas e fugas mais impressionantes.
Ela, juntamente com a literatura de cordel, ajudou a criar e a difundir toda a mítica que cercaria a imagem do cangaceiro.

Qual o impacto de sua figura sobre as artes, como o cordel, a literatura e o cinema? Ele era poeta?

Consta que teria sido Lampião o criador da música-tema do cangaço, "Mulher Rendeira". Ele e outros cangaceiros eram repentistas e, nas comemorações, se entregavam a esse jogo de versos provocativos que se chama desafio. Muitos dos episódios de sua trajetória foram primeiro narrados pela literatura de cordel, que tinha então grande força entre o povo do interior do Nordeste.
Ainda em vida, Lampião foi tema de livros e do famoso filme de Benjamin Batista que nunca chegou a ser apresentado, pois foi proibido pelo Estado Novo.
No entanto, tal como a saga de Canudos, as histórias do cangaço seriam elemento inspirador do cinema novo. Em especial porque, entre os anos 1950 e 1960, a repercussão que alcançaram os movimentos sociais no campo pela reforma agrária - as Ligas Camponesas - estimulava na classe média intelectualizada e de esquerda a fabricação de uma mística.
Essa mística esteve presente tanto no cinema, cujo exemplo mais significativo foi Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, mas também no teatro do CPC, ligado à UNE, e na MPB, com "Carcará" e "Viramundo", por exemplo.

De que modo a imagem pode ajudar a romper mitos e lugares-comuns da história?

No caso específico de Lampião, as imagens mais chocantes são, na verdade aquelas em que ele e seu bando são as vítimas. As cabeças cortadas dos cangaceiros, que durante décadas figuraram em exposições, são a imagem mais forte que restou da violência do cangaço.
Ao lado delas, o que existe são coisas que revelam o lado mais humano e criativo dessas pessoas que cometeram crimes tão bárbaros: as cenas de Maria Bonita costurando ou vestida como uma moça da cidade junto com seus cães; dos cangaceiros dançando e simulando de forma canhestra uma ação; e os instantes de intimidade entre Lampião e Maria Bonita são comoventes. Talvez porque nos digam que a beleza e a poesia podem florescer até em meio à maior barbárie.

Fonte: Revista Cult

http://www.coopcultural.org.br/noticias/view.aspx?ID=1740

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Literatura sobre Lampião e o cangaço

Por: Guilherme Machado
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Documentário sobre a vida e a morte do rei do cangaço, e o livreto de cordel, "Vida e Morte de Lampião." Uma doação para o Portal do Cangaço da Bahia, feita pelo pesquisador; Kydelmir Dantas de Oliveira.



Livreto de cordel: Vida e Morte de Lampião  
Autor: Marciano Medeiros


Antônio Kydelmir Dantas de Oliveira é agrônomo, pesquisador e poeta de Nova Floresta - Paraíba. Publicou, além de artigos na imprensa nordestina, livros, plaquetas e cordéis.

Entre as suas produções mais recentes estão: “Remendos” – poesia e prosa (2001); “Luiz Gonzaga e o Ceará” - plaqueta (2004); e o cordel: “A Peleja do Raio da Silibrina contra o Relâmpago da Palavra” (2008).

Atualmente, Kydelmir Dantas é sócio das entidades Poetas e Prosadores de Mossoró (POEMA); Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP); Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC); União Nacional de Estudos Históricos e Sociais (UNEHS); e Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN).


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Literatura sobre Lampião e o cangaço:

Por: Guilherme Machado
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Antiga revista coletânea do magazine digeste. Editada em 26 de novembro de 1953. com uma grande matéria sobre Lampião, o Rei do cangaço. Artigo publicado pelo repórter, Luis Luna, para o diário de notícias do Rio de Janeiro.



Extraído do blog - Portal do Cangaço de Serrinha - Bahia.

A LENDA DO VENTO AMANTE (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa(*)
Rangel Alves da Costa

A LENDA DO VENTO AMANTE

Dizem que numa cidade distante, lugar pacato, de povo humilde e trabalhador, de mulheres sérias e recatadas, de repente a mesmice do cotidiano foi transformada por alguns estranhíssimos acontecimentos.

Ali o namoro era para casamento, viúva fechava o balaio eternamente, moça velha tinha que se contentar com o fogo lhe subindo pelas coxas, não havia traição nem adultério, fornicagens às escondidas nem se falava ou aceitava essa coisa de amante.

Tudo ali era de reconhecida seriedade entre as pessoas. Os pais cuidavam dos filhos de modo a tornar inaceitável qualquer deslize. Namoro só na presença do pai ou da mãe. Com um mês já tinha de firmar compromisso, com mais outro mês o noivado era esperado. Em menos de meio ano de namoro já havia casamento, e numa união para eternidade.


Certa feita uma mocinha solteira apareceu buchuda, grávida sem dizer a ninguém quem era o pai, e teve de sair de casa às escondidas levando somente mala e cuia. A família não aceitou de jeito nenhum uma desonra daquela. Procurou-se de todo jeito saber quem teria sido o malfeitor na honra alheia, porém não houve jeito de encontrar o desvirginador.

Ao ser expulsa de casa, na caminhada sem destino que ia, a mocinha passou na casa de uma velha, já nos arredores da cidade, para contar sua aflição, falar sobre sua inocência e dizer que estava sendo acusada de fazer safadeza sem jamais ter levantado a saia pra homem algum. E disse que somente o sopro do vento era capaz de levantar a roupa pra ver suas coxas.

Ao ouvir a conversa sobre a estranha gravidez e aquelas palavras sobre somente o vento poder levantar a roupa pra ver as coxas e o restante, então a velha fechou o semblante, alargou sobre a face enrugada um aspecto de preocupação, e depois disse apenas que então o tão esperado já estava começando a acontecer.

Sem falar mais sobre esse assunto à mocinha, apenas pediu que sentasse para ouvir que sabia de sua inocência, que ela realmente não tinha nenhuma culpa sobre o acontecido, sobre a tão falada e recriminada gravidez, e além disso também sabia que, embora gestante, ela continuava virgem.

Pediu ainda pra que ela não fosse embora naquele momento porque dali mais uns dias tudo poderia mudar e todo mundo reconhecer o erro cometido ao tratá-la como mulher fácil e pecadora. Esperava que isto não acontecesse tão cedo, mas infelizmente o povo do lugar, principalmente as mulheres metidas a sérias demais, a tomar conta da vida dos outros, a se meterem numa eterna beatice, sentiriam na pele a dor e o vexame do desconhecido. Concluiu a velha senhora.

A mocinha ficou por ali escondida, enquanto de vez em quando a velha ia fazer caminhadas pela cidade e observar a feição do tempo, principalmente sentir como o vento chegava e passava. Conhecia a força misteriosa da brisa, do vento e da ventania, mas sabia que era através do vento que os estranhos acontecimentos se confirmariam.

Numa dessas tardes, logo percebeu o sopro diferente do vento, sua feição matreira e astuciosa, seu jeito sonso de namorador e de inigualável causador de problemas familiares. Estava escrito e assim aconteceria. Um vento safado chegaria por ali de mansinho e durante vários dias e noites sopraria de um jeito diferente debaixo dos vestidos e saias das mulheres, da casada à solteira, e estas engravidariam sem saber de que.

Depois de avistar a mulherada animada, proseando animadamente sentadas nas cadeiras defronte suas casas, retornou ao seu barraco e disse à mocinha que não demoraria para que retornasse com segurança ao seu lar. Diante do aconteceria com as outras, logo seria perdoada e até tratada como a virgem da ventania.

E o vento veio chegando faceiro, perfumado, silenciosamente galante, e onde avistava um par de coxas ia soprar por baixo todo macio, de mansinho, sem causar qualquer alvoroço. E após sua passagem, as mulheres se afogueavam, tomavam uma cor diferente, se danavam a balançar a ponta das saias e a mexer na roda dos vestidos. Era uma sensação prazerosa jamais vista, quase como se um amante estivesse acariciando suas partes baixas.

E a partir do primeiro dia e nos seguintes, o que mais se via eram as calçadas, as praças, as ruas repletas de mulheres sorridentes e contagiadas toda vez que suas roupas eram levemente açoitadas. Algumas chegavam a estremecer, outras a dar gritinhos, e teve até senhora dando chilique cheia de afogueamento.


Mas não demorou muito e algumas começaram a ter os sintomas próprios da gravidez. Mocinhas que jamais namoraram de repente apareceram buchudas para espanto e rebuliço do lugar. E eram tantas que as famílias logo perceberam que a culpa não era delas, mas de algum fenômeno estranho que as faziam engravidar sem jamais terem deitado com homem. Foi quando a mocinha expulsa de casa despontou numa ponta de rua e disse que sabia quem havia engravidado todas aquelas mulheres.

Correram pra cima dela implorando perdão e pedindo por tudo na vida que dissesse quem era o causador daquele pecado todo, daquela desonra maior, daquele terrível constrangimento familiar. E quando ela levantou o olhar, apontou em direção à montanha e disse que era o vento, só se viu mulher juntando as pernas, apertando as saias, segurando o vestido e correndo pra dentro de suas casas.

Depois disso o lugarejo ficou conhecido como a cidade sem mulheres. Com as portas e janelas sempre fechadas, nenhuma se arriscava a deixar nem um soprinho de vento passar. A não ser a velha, que enfim pôde ter aquilo que a mocidade lhe havia negado. E todo dia sentava de saia larga defronte ao seu casebre e ali permanecia até desmaiar de tanto sopro de vento.

(*)Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com


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A Estrada de Ferro de Mossoró - 26 de Agosto de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Em 26 de agosto de 1875 era dada a concessão, através da Lei nº 742, da Presidência da Província do Rio Grande do Norte, ao comerciante suíço John Ulrich Graff, para a construção de uma estrada de ferro ligando Mossoró a Petrolina, na Bahia. Mas por falta de recursos, o projeto caducou. Graff chegou a criar uma empresa e oferecer cotas às pessoas de recursos, como se dizia naquela época, aqui residentes. Mas não conseguiu o suficiente para viabilizar o projeto. Entendia Graff que o progresso de Mossoró dependia da velocidade com que conseguisse importar e exportar os seus produtos. A tropa de burros, que até então transportava as mercadorias, já não era suficiente para atender a um mercado crescente como o de Mossoró, que naquela época era tida como empório comercial. Fazia-se mister a construção de uma ferrovia, que entre outros benefícios, baratearia os fretes e diminuiria o tempo de transporte.
               

Quase quarenta anos depois o sonho de Ulrich Graf começava a se realizar. Outros passaram a ter o mesmo sonho, e como diz o ditado, \\\"sonho que se sonha só é apenas sonho, mas sonho que se sonha unido é realidade\\\". E esse novo sonho se concretizou com a Companhia Estrada de Ferro de Mossoró S/A, que foi iniciada pela firma Sabóia de Albuquerque & Cia. em 31 de agosto de 1912. Em 19 de março de 1915, numa sexta-feira, era inaugurada oficialmente o seu primeiro trecho, entre Porto Franco, em Areia Branca e Mossoró. Esse sonho era compartilhado por toda Mossoró por isso, quando a locomotiva \\\"Alberto Maranhão\\\" chegou à Estação, foi recebida com aplauso. Na plataforma do carro-chefe da composição, viajavam: João Tomé de Sabóia, Cel. Vicente Sabóia de Albuquerque, farmacêutico Jerônimo Rosado, Camilo Filgueira, Rodolfo Fernandes, Cel. Bento Praxedes, Vicente Carlos de Sabóia Filho, além do mais velho habitante da cidade, o Sr. Quintiniano Fraga, que ostentava o pavilhão nacional. Aquele 19 de março foi realmente uma data muito importante para Mossoró.
               
O trecho Porto Franco a Mossoró estava pronto e inaugurado, naquele 19 de março de 1915; mas era só o começo. A partir daquela data, estava aberta a luta pelo prolongamento da Estrada de Ferro, cujos trilhos levariam ainda outros longos 30 anos para fazerem ligação com a Rede Viação Cearense, na cidade de Sousa, na Paraíba.
               
O tempo que Mossoró levou para concluir a sua Estrada de Ferro foi muito longo e quando finalmente ficou pronta, os objetivos dos primeiros tempos já não poderiam mais serem alcançados. O caminhão já havia invadido as estradas, e com ele o trem não podia competir, nem em velocidade nem em tempo.
               
Apesar de tudo, a ferrovia foi de muita utilidade para Mossoró, sendo, por longo tempo, o meio de transporte mais utilizado pela população, tanto para carga como para passageiros.
               
Hoje, ninguém fala mais daquele 19 de março de 1915, que tanto orgulho deu ao povo de Mossoró. A Estrada de Ferro que fora inaugurada naquela data, já não existe mais. A estação de embarque, transformou-se em Estação das Artes; seus trilhos foram arrancados em grandes trechos, suas oficinas estão em ruínas e das locomotivas, que antes cortavam a cidade, não se tem mais notícias. A velha \\\"Maria Fumaça\\\" desapareceu para sempre nas nuvens do esquecimento. Apenas alguns quadros, pendurados nas paredes do museu, lembram da data que pela primeira vez o progresso chegava a Mossoró.

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

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