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terça-feira, 6 de maio de 2014

Sérgia Ribeiro da Silva - a cangaceira Dadá

Dadá na fazenda beleza, município de Pão de Açúcar, no Estado de Alagoas, ano de 1936.

Sérgia Ribeiro da Silva, Dadá, (Belém do São Francisco - Pernambuco) - 25 de abril de 1915 "Salvador - Bahia, fevereiro de 1994), foi uma cangaceira - única mulher a pegar em armas no bando de Lampião. 

Sílvio Bulhões é filho dos cangaceiros Corisco e Dadá.

Nasceu em Belém do São Francisco, onde viveu seus primeiros anos de vida e teve algum contato com índios. A família muda-se para a Bahia onde, aos treze anos, é raptada por Corisco (Cristino Gomes da Silva Cleto) - o "Diabo Loiro", de quem seria prima. Cabocla bonita, esbelta, conheceu o homem da sua vida de forma violenta, em meio a caatinga árida por onde vivia errante o bando de cangaceiros. 

Wikipedia

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Ferimentos sofridos por "Lampião "

Por Ivanildo Alves Silveira
Dr. Ivanildo Alves Silveira, João de Sousa e Alcino Alves Costa

A descrição a seguir, encontra-se inserida no livro "Quem foi Lampião" pg. 151, do renomado pesquisador/escritor, Frederico Pernambucano de Mello.


1921 - Ferimento a bala no ombro e na virilha, ambos transfixante, com tratamento conduzido por médico (doutor Mota), tendo a ocorrência se dado no município de Conceição do Piancó/Paraíba.

1924 - Ferimento a bala no dorso do pé direito, transfixante, com tratamento conduzido por dois médicos (doutores José Cordeiro e Severiano Diniz), a ocorrência se deu na Serra do Catolé, município de Belmonte, PE.

1926 - Ferimento a bala na omoplata, leve, com tratamento caseiro, tendo a ocorrência se dado em Itacuruba, no município de Floresta, PE.

1930 - Ferimento a bala, no quadril, leve, com tratamento caseiro, tendo a ocorrência se dado em Pinhão, na época distrito de Itabaiana, SE.

Fonte: Depoimentos de ex-cangaceiros e amigos, conforme indicação bibliográfica, mais dados colhidos da caderneta de apontamentos de Benjamin Abrahão, item g.1. (obra citada).

Cópia de foto original encontrada no embornal de Lampião, após sua morte. A aludida foto, está arquivada no instituto histórico e geográfico de Maceió, e, certamente, foi feita pelo árabe Benjamin Abrahão nos idos de 1936/1937.

Obs.: as "legendas, foram por nós acrescentadas, para ilustrar, os "ferimentos a bala", sofridos pelo rei do cangaço, em mais de 200 combates ocorridos com a polícia.

Um abraço a todos.
Ivanildo Alves Silveira
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC
Natal/RN

FONTE: Lampião Aceso
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MUSEU DO TINGUI.

Por João de Sousa Lima
Paulo, Nely, João Lima, Josué e Aldiro

O povoado Tingui, em Água Branca, Alagoas, ganhou um novo espaço de visitação e de promoção dos arquivos históricos e culturais da região.

todo o acervo foi reunido por Paulo Soares de Oliveira e disponibilizado para visitação e pesquisa em sua própria residência. 

O Museu Casa Lúcio Braga tem um grande acervo dos ofícios da região.

O espaço é merecedor de visitações e apoios, tanto pela quantidade e qualidade das peças, quanto pelo atendimento e simpatia do seu curador, Paulo Soares.













João de Sousa Lima é escritor e pesquisador do cangaço.

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É Hoje! Noite GECC Cariri Cangaço


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Livro "Lampião a Raposa das Caatingas"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.

O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:
 josebezerra@terra.com.br
(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799

 Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail:   lampiaoaraposadascaatingas@gmail.com

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.

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A atuação do bando de Lampião estendeu-se por Alagoas, Ceará, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.


Não custa tecer algumas considerações sobre o fenômeno do cangaço no Nordeste brasileiro. 

Os cangaceiros faziam do assassinato um ritual macabro. O longo punhal, de até 80 centímetros de comprimento, era enfiado com um golpe certeiro na base da clavícula – a popular “saboneteira” – da vítima. A lâmina pontiaguda cortava a carne, seccionava artérias, perfurava o pulmão, trespassava o coração e, ao ser retirada, produzia um esguicho espetaculoso de sangue. Era um policial ou um delator a menos na caatinga – e um morto a mais na contabilidade do cangaço. Quando não matavam, faziam questão de ferir, de mutilar, de deixar cicatrizes visíveis, para que as marcas da violência servissem de exemplo. Desenhavam a faca feridas profundas em forma de cruz na testa de homens, desfiguravam o rosto de mulheres com ferro quente de marcar o gado. 

Exatos 70 anos após a morte do principal líder do cangaço, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, a aura de heroísmo que durante algum tempo tentou-se atribuir aos cangaceiros cede terreno para uma interpretação menos idealizada do fenômeno. 
Cangaceiros e traficantes 

Foram os cangaceiros que introduziram o seqüestro em larga escala no Brasil. Faziam reféns em troca de dinheiro para financiar novos crimes. Caso não recebessem o resgate, torturavam e matavam as vítimas, a tiro ou punhaladas. A extorsão era outra fonte de renda. Mandavam cartas, nas quais exigiam quantias astronômicas para não invadir cidades, atear fogo em casas e derramar sangue inocente. Ofereciam salvo-condutos, com os quais garantiam proteção a quem lhes desse abrigo e cobertura, os chamados coiteiros. Sempre foram implacáveis com quem atravessava seu caminho: estupravam, castravam, aterrorizavam. Corrompiam oficiais militares e autoridades civis, de quem recebiam armas e munição. Um arsenal bélico sempre mais moderno e com maior poder de fogo que aquele utilizado pelas tropas que os combatiam. 

Virgulino Ferreira da Silva, o "Lampião", reinou na caatinga entre 1920 e 1938. A origem do cangaço, porém, perde-se no tempo. Muito antes dele, desde o século 18, já existiam bandos armados agindo no sertão, particularmente na área onde vingou o ciclo do gado no Nordeste, território onde campeava a violência, a lei dos coronéis, a miséria e a seca. A palavra cangaço, segundo a maioria dos autores, derivou de “canga”, peça de madeira colocada sobre o pescoço dos bois de carga. Assim como o gado, os bandoleiros carregavam os pertences nos ombros. 

Lampião sempre afirmou que entrou na vida de bandido para vingar o assassinato do pai. José Ferreira, condutor de animais de carga e pequeno fazendeiro em Serra Talhada (PE), foi morto em 1920 pelo sargento de polícia José Lucena, após uma série de hostilidades entre a família Ferreira e o vizinho José Saturnino. No sertão daquele tempo, a vingança e a honra ofendida caminhavam lado a lado. Fazer justiça com as próprias mãos era considerado legítimo e a ausência de vingança era entendida como sintoma de frouxidão moral. “Na minha terra,/ o cangaceiro é leal e valente:/ jura que vai matar e mata”, diz o poema “Terra Bárbara”, do cearense Jáder de Carvalho (1901-1985). 

Mas o maior trunfo de Lampião foi o de cultivar uma grande rede de coiteiros. Isso garantiu a longevidade de sua carreira e a extensão de seu domínio. A atuação de seu bando estendeu-se por Alagoas, Ceará, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Lampião chegou a comandar um exército nômade de mais de 100 homens, quase sempre distribuídos em subgrupos, o que dava mobilidade e dificultava a ação da polícia. Em 1926, em tom de desafio e zombaria, chegou a enviar uma carta ao governador de Pernambuco, Júlio de Melo, propondo a divisão do estado em duas partes. Júlio de Melo que se contentasse com uma. Lampião, autoproclamado “Governador do Sertão”, mandaria na outra. 

Como é comum à história da maioria dos criminosos, uma morte trágica e violenta marcou o fim dos dias de Virgulino. Traído por um de seus coiteiros de confiança, Pedro de Cândida, que foi torturado pela polícia para denunciar o paradeiro do bando, Lampião acabou surpreendido em seu esconderijo na Grota do Angico, Sergipe, em 28 de julho de 1938. Depois de uma batalha de apenas 15 minutos contra as tropas do tenente José Bezerra, 11 cangaceiros tombaram no campo de batalha. Todos eles tiveram os corpos degolados pela polícia, inclusive Lampião e Maria Bonita. Durante mais de 30 anos, as cabeças dos dois permaneceram insepultas. Em 1969, elas ainda estavam no museu Nina Rodrigues, na Bahia, quando foram finalmente enterradas, a pedido de familiares do casal mais mitológico – e temido – do cangaço.


Source:

https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20120920182246AAiP6do

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Programação - X Encontro Nordestino de Xaxado


X ENCONTRO NORDESTINO DE XAXADO
Dias 05, 06, 07 e 08 de junho de 2014
Na Estação do Forró – Serra Talhada – PE – Brasil

DIA 05.06.2014 - QUINTA FEIRA

20 HS:
ü  Abertura.
ü  Grupo Fênix – João Pessoa – PB
ü  Grupo Gilvan Santos – Serra Talhada – PE
ü  Grupo Dinâmico Cultural – João Pessoa – PB
ü  Grupo de Tradições Folclóricas Moenda – Areia – PB
ü  Bandoleiros de Solidão – Solidão – PE
ü  Grupo de Xaxado Parnamirim – Parnamirim  – RN
ü  Show com Assisão.

DIA 06.06.2014 - SEXTA FEIRA
09 HS.
ü  ENCONTRO DOS PONTOS DE CULTURA – CONEXÃO PE, NO MUSEU DO CANGAÇO.

16 HS.
ü  PALESTRA : “EMPREENDEDOR INDIVIDUAL – PASSO A PASSO PARA A FORMALIZAÇÃO”, PELO SEBRAE,  NA SALA MULTMÍDIA DO MUSEU DO CANGAÇO.

20 HS:
ü  Grupo Herdeiros do Xaxado – Serra Talhada – PE
ü  Grupo Luís Pedro – Triunfo – PE
ü  Grupo Dinâmico Cultural – João Pessoa – PB
ü  Grupo  Mulheres do Cangaço – SESC – João Pessoa - PB
ü  Grupo de Xaxado no Rastro de Lampião - Parnamirim – PE
ü  Grupo Parafolclórico Terra da Luz – Fortaleza  - CE
ü  Show com Seu Zé e a Cabroeira

DIA 07.06.2014 SÁBADO
20 HS:
ü  Mulheres do Cangaço – Sesc – João Pessoa – PB
ü  Grupo Renascer do Sertão – Jericó/Triunfo – PE
ü  Grupo de Xaxado Cabras de Lampião – Serra Talhada - PE
ü  Grupo Tenente Lucena – Sesc – João Pessoa – PB
ü  Tropa de Danças Regionais – Joca Claudino – PB
ü  Grupo Parafolclórico Terra Da Luz – Fortaleza – CE
ü  Grupo de Xaxado Parnamirim – Parnamirim - RN
ü  Show Com Henrique Brandão – Poesia E Xaxado

DIA 08.06.2014 -  DOMINGO
09 HS:
PASSEIO TURÍSTICO “NAS PEGADAS DE LAMPIÃO”:
ü  PEDRAS ONDE OCORREU O PRIMEIRO TIROTEIO ENTRE OS IRMÃOS FERREIRA E JOSÉ SATURNINO – PRIMEIRO INIMIGO DE LAMPIÃO.
ü  RUÍNAS DA ANTIGA CASA GRANDE DA FAZENDA PEDREIRA, DE JOSÉ SATURNINO.
ü  SÍTIO PASSAGEM DAS PEDRAS – ONDE NASCEU LAMPIÃO.

20 HS:
ü  Grupo Estrela de Couro – Passa e Fica – RN
ü  Associação Cultural Maria Bonita – Umarí – CE
ü  Grupo de Dança Xaxado – Parnamirim – RN
ü  Grupo Parafolclórico Terra da Luz – Fortaleza – CE
ü  Cia Soul Dance – Salgueiro – PE
ü  Grupo Estrelas do Cangaço – José da Penha – RN
ü  Grupo Pisada de Lampião – Poço Redondo – SE
ü  Show com Produto Nordestino.

NA PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO DA FEIRA LIVRE

DIA 06.06.2014 - SEXTA FEIRA
09 HS:
Grupo Fênix – João Pessoa – PB
Grupo Dinâmico Cultural – João Pessoa – PB
Grupo Xaxado Parnamirim – Parnamirim  – RN

DIA 07.06.2014 - SÁBADO
09 HS:
Grupo Mulheres do Cangaço – João Pessoa – PB
Grupo Fênix – João Pessoa – PB
Grupo Terra da Luz  – Fortaleza – CE
Grupo Tenente Lucena do Sesc – João Pessoa/PB.

DURANTE PROGRAMAÇÃO  HAVERÁ:
FEIRA DE ARTESANATOS
FEIRA DE   LIVROS E CORDÉIS DO CANGAÇO
EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS

PRODUÇÃO: FUNDAÇÃO CULTURAL CABRAS DE LAMPIÃO.
APOIO: SEBRAE / SESC-TRIUNFO / ARTEPE / SECRETARIA DE CULTURA E TURISMO / PREFEITURA MUNICIPAL DE SERRA TALHADA.
PATROCÍNIO: FUNCULTURA / FUNDARPE / SECRETARIA ESTADUAL DE CULTURA / GOVERNO DE PERNAMBUCO.

Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueana Kydelmir Dantas

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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cangaceiros


A partir da esquerda:

1 - Cangaceiro não identificado
2 - Moça.
3 - Inacinha do cangaceiro Gato
 4 - Catingueira companheiro da cangaceira Aristéia
5 - Canário companheiro da cangaceira Adília.

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NA CHUVA

Por Rangel Alves da Costa*

Na aurora de minha vida - como disse o poeta - já tomei banho completamente nu debaixo da chuva, corri pelado pelas ruas atrás de chuveiros escorrendo dos telhados, dancei desnudo a dança da felicidade e da inocência. Hoje nem nos quintais murados é mais possível tirar toda a roupa para sentir o açoite da chuvarada.

Mas de vez em quando me jogo debaixo da força das águas vestindo bermuda. Como não posso correr, me jogar de barriga pelas calçadas lisas e encharcadas ou chamar aqueles amigos de infância para pular nas poças transbordantes das ruazinhas sertanejas, apenas fecho os olhos e deixo que as águas caiam abundantes e me tragam as doces recordações.

Não quero falar de quem chora debaixo da chuva ou de quem faz com que as lágrimas sejam percebidas apenas como as águas que se derramam. Já sorri chorando e já chorei sorrindo, daí que é tudo uma só enxurrada nos olhos que talvez chorem e nas águas que talvez cantem. Mas de uma coisa tenho certeza: quanto mais chove, mais cai chove forte, mais viajo recordando outras chuvaradas num sertão onde qualquer gota d’água é festa.

Como percebido, sou verdadeiramente apaixonado pelas chuvaradas. Se a chuva que cai é apenas mansinha, ainda assim recolho seus pingos para molhar a vidraça e sentir saudades. Eis que é humanamente impossível que o ser sentimental não se deixe envolver pelas vidraças embaçadas e seus tantos significados, ainda que angustiantes e dolorosos.


Inicialmente, sempre vejo com alegria a chuva caindo assim que levanto na madrugada. Digo inicialmente porque sei que depois tudo muda, mas é assim mesmo. Acordo e logo vou sentir na pele a chuva caindo. Depois, xícara de café na mão, sento na espreguiçadeira rente ao portão da frente e fico olhando a madrugada molhada lá fora. O vento sopra, a chuva avança e acaba chegando onde estou. Mas tanto faz, eis que o pensamento já muito distante.

O tempo ainda escurecido, os pingos cortando a luz amarelada no poste adiante, o asfalto molhado, as águas escorrendo, e aqueles sons constantes, contínuos, tão conhecidos da chuva. E o que vem à memória, e o que recordo? Talvez nem pense em pessoas, em situações. O momento sempre chama a refletir sobre a vida, sobre a existência, e sempre ouvindo a voz daquele silêncio molhado.

Sei de muitos que odeiam as chuvas, já outros sequer saem de casa se o tempo estiver nublado. Ainda outros vivem eternamente esperando a chuva cair, vez que não largam de jeito nenhum o seu guarda-chuva. E é comum que lancem sobre as chuvas a culpa que é do homem ao não cuidar dos canais e bueiros.

No sertão de antigamente bastava o tempo começar a trovejar que os panos começavam a encobrir tudo que fosse espelhado ou brilhoso. Era um medo danado dos raios e as tolhas e cobertas serviam para evitar atração. Não somente isso, pois velas eram acesas e as mães se recolhiam com seus filhos nos quartos para as orações. E rezas duplas, vez que tanto agradeciam pela trovoada como pediam para que não houvesse nenhuma destruição.

Mas neste domingo logo cedinho, aproveitando que por aqui já chove há uns três dias, resolvi fazer uma coisa que estava com vontade desde muito. Como tinha de ir até as proximidades do mercado, então decidi ir andando debaixo da chuva. E simplesmente segui me deixando molhar. De início imaginei que sequer molharia toda a roupa, mas já estava encharcando quando virei a segunda esquina.

Todo molhado, mas assim mesmo seguindo em frente. Contudo, o mais interessante foi o que fiquei imaginando com os pingos batendo nos óculos e aquele turvamento que se formava de vez em quando. E me vi diante de uma janela envidraçada recebendo as gotas de chuvas. Do lado de fora os pingos descendo pela vidraça; do lado de dentro o embaçamento e um dedo escrevendo uma palavra: saudade.

Poeta e cronista
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Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo:

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A ENTREVISTA DE GLAUBER ROCHA COM ZÉ RUFINO, O MATADOR DE CORISCO


Você que ainda não leu, aproveita e leia. 

É uma excelente história escrita pelo historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros. 

Clique no link abaixo:

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/01/entrevista-de-glauber-rocha-com-ze.html

Foto feita em Angico, 1938 - Corpo da rainha do cangaço Maria Bonita


Esta foto mostra o corpo da rainha do cangaço Maria Bonita após a chacina feita pelas volantes policiais, na madrugada de 28 de Julho de 1938, na grota de Angico, no Estado de Sergipe. 

Para você leitor, observar melhor a foto da rainha do cangaço aumente a imagem, e verá melhores detalhes.

Aos poucos os artistas restauradores de fotos estão dando cores às fotos do tempo do cangaço e dos cangaceiros. 


Veja a foto original do corpo da cangaceira Maria Bonita. 

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O maior tiroteio feito pelo capitão Lampião



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domingo, 4 de maio de 2014

Lampião faz combate na Fazenda Aroeira - em Glória - Bahia.


1931 - 6 de Setembro,  combate na Fazenda Aroeiras, em Glória, no Estado da Bahia, entre Lampião e a força volante do tenente Manoel Neto com 15 soldados. 

Manoel Neto

Neste combate acontece episódio épico em um riacho onde Manoel Neto e o famoso cangaceiro Corisco ficam frente a frente, tendo o cangaceiro fugido em disparada. Não houve baixas nesse combate.

http://www.recantodasletras.com.br/biografias/4752306

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O mais novo livro sobre o cangaceiro Jararaca


Autor: 
Marcílio Lima Falcão
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Valor: R$ 35,00 (incluso a postagem)
Banco do Brasil
Agência: 3966-7
CC – 5929-3

Marcílio Lima Falcão é professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e atualmente faz doutorado em História Social na Universidade de São Paulo (USP). Suas principais áreas de pesquisa são a História Social da Memória, Religiosidade e Movimentos Sociais no Brasil Republicano.

Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueana Kydelmir Dantas.

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Enquanto não vem cangaço - FAMILIARES DESISTEM DE ESPERAR POR APOIO PARA REFORMAR A CASA DO POETA ELIZEU VENTANIA

Por Claudio Palheta Jr.

A morte do poeta e cantador popular Elizeu Ventania, em 19 de outubro de  1998, certamente deixou uma lacuna singular na produção cultural de Mossoró. Dono de uma criatividade fenomenal, Elizeu morreu sem ter o reconhecimento e respaldo dignos de um artista de sua grandeza.


Homenageado, Elizeu passou a dar nome ao maior espaço cultural a céu aberto de Mossoró, a Estação das Artes Elizeu Ventania, antiga Estação Ferroviária de Mossoró, mas seu legado continua em destaque nos grandes eventos da cidade, o que promove um controverso efeito, já que a Estação cede espaço para grandes shows e eventos de Mossoró, mas raramente reverencia a memória de seu patrono.


A casa em que Elizeu Ventania viveu por toda a sua vida, e que por muitas vezes recebeu a promessa de ser totalmente reformada pela Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) permaneceu por vários anos praticamente abandonada, exposta à ação do tempo e das condições climáticas, que a deterioraram. 


Diante deste quadro, a família de Elizeu Ventania desistiu de esperar por apoio público para revitalizar a casa do cantador, e transformar a residência em um espaço cultural voltado para a obra do poeta. A partir da renda adquirida da venda dos CDs com as canções de Elizeu, a família já deu início às obras de restauração da casa. 


"Estamos reformando a casa de forma parcial, até por que só temos R$ 5 mil dos R$ 12 mil necessários para restauramos totalmente a casa. Arrecadamos o dinheiro através da venda dos CDs com canções de meu pai", explica o filho de Elizeu, Genilson Rodrigues da Silva. 


Genilson diz que os principais problemas que a casa apresenta são no telhado e no reboco da sala, onde será focada a reforma. Outros cômodos da casa, como a cozinha e o banheiro, além dos muros, permanecerão sem restauração, porque não há recursos.


Segundo o filho de Elizeu Ventania, sua ideia é realizar uma homenagem ao pai em outubro, quando se completará 16 anos do seu falecimento. "Estaremos organizando uma 'cantoria de pé de parede', com apresentações de Moacir Laurentino e Sebastião das Silva, em homenagem à obra de Elizeu Ventania. Minha missão é manter vivo o nome e a obra de meu pai", destaca Genilson. 


A reportagem do O Mossoroense procurou a assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) para saber se haveria possibilidade do poder público participar da realização das obras na casa em que viveu o poeta. Segundo a secretária de Comunicação, Mirela Ciarlini, a situação da residência é complicada, pois por ser um imóvel particular não pode receber apoio do poder público sem acompanhamento jurídico. Ela também explicou que de fato já havia uma indicação da Câmara Municipal para que a casa fosse tombada e se tornasse patrimônio público, mas oficialmente nada foi feito desde então para resolver a situação da residência. 

Em 2013, Genilson já havia feito uma pintura em forma de protesto contra o descaso do poder público, com a residência de seu pai. A frase: "A ex-Prefeita de Mossoró Fafá Rosado prometeu reformar a casa do saudoso poeta Eliseu Ventania, e não cumpriu", estampa até hoje a fachada da residência.

Elizeu Ventania: vida e obra de pura poesia

Elizeu Ventania, diferentemente do que alguns pensam, não era natural de Mossoró. O cantor nasceu em 20 de julho de 1924, no sítio Jacu, município de Martins, e desde muito novo apresentou afeição por música e poesia. Em 1942 iniciou a carreira como cantor, chegando a se apresentar em rádios e emissoras de televisão da época. 

De acordo com alguns pesquisadores, Elizeu pensou inicialmente em adotar o nome artístico de Elizeu Serrania, em homenagem às famosas serras de sua terra natal, Martins. Gravou em sua carreira três LPs, "Canções de Amor", em 1971; "O Nascimento de Jesus", 1972; e "Chorando ao Pé da Cruz", em 1979; este último pela gravadora Continental, vendendo 40 mil cópias.

Apesar de analfabeto, Elizeu nunca deixou de criar e declamar seus poemas, os quais em geral ele decorava. Ao lado de João Liberalino, formou uma das principais duplas de violeiros da região, influenciando diversos outros violeiros e repentistas que viriam posteriormente ao Rio Grande do Norte.

Era uma figura conhecida no centro da cidade, principalmente por sua banca de vendas no Mercado Central, onde comercializava fitas cassetes com gravações de suas canções. Elizeu contabilizava ter vendido cerca de 100 mil fitas, além dos inúmeros amigos, fãs e conhecidos. 

Ao fim de sua vida, vitimado pela catarata e sem condições de pagar um tratamento, perdeu totalmente a visão. Faleceu após uma parada cardiovascular no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), oriundo de um enfisema pulmonar, após dias de internação na UTI.

Cláudio Palheta Jr.
Editor do Universo
Fonte: O Mossoroense

Postado por Dr. Lima - Um Potyguar em Terras Alencarinas
http://blogdodrlima.blogspot.com.br/2014/05/familiares-desistem-de-esperar-por.html

Ilustrado por José Mendes Pereira

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