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domingo, 11 de novembro de 2018

PERANTE A JANELA FECHADA

*Rangel Alves da Costa

Causa uma profunda tristeza avistar uma janela fechada. Toda vez que está fechada, então logo se mostra no seu inverso: abrir-se para o outro lado, para o mundo, para a vida.
Em muitas residências, é a janela aberta quem primeiro dá bom dia ao alvorecer. Através dela também se toma conhecimento da realidade lá fora. Os olhos passeiam adiante de seu umbral.
De repente a vizinha vai chegando ao redor da janela e começa a contar as primeiras do dia. Fofoca de não acabar, mas a outra gosta e vai puxando conversa sobra a vida alheia. Lá dentro a panela até pode queimar, pois o interessante mesmo está na janela.
É pela janela aberta que a folha seca entra, que a poeira toma conta da sala, que a flor é jogada na intenção da mocinha. E esta, toda sonhadora, nela se debruça ao entardecer para sonhar com o seu príncipe encantado.
Mesmo entreaberta, a janela não deixa de ter serventia ao olhar e ao que se deseja avistar lá fora. Pelas frestas a solteirona procura um jovem que passa, suspira seus desejos e sonhos, enrubesce, lamenta e chora.
Mas depois de fechada, eis que a janela passa a ser de uma tristeza infinita. Surgem os temores, as conversas e as indagações se assim permanece por muito tempo. E se assim permanecer, então tudo se torna em sofrimento e saudade.
Basta que a janela fique algum tempo fechada e a casa inteira se mostra como inabitada, como abandonada, como reclusa em solidão. Dá vontade de chegar pertinho e bater na madeira, chamar e chamar.
Quantas janelas fechadas não se mostram como cruzes de eternos adeuses? Quantas janelas fechadas não se mostram como lenços molhados de entristecimentos? Quantas janelas fechadas não se afeiçoam ao nunca mais?


Triste saber que a pessoa sempre acostumada a estar debruçada sobre a janela jamais vai ser ali avistada. Pessoa de bom dia e boa tarde, pessoa de proseado e de olhar alegre e festivo ali no seu cantinho. Mas que de repente some da janela para nunca mais.
Uma janela que se fecha à boca da noite e na manhã seguinte já não se abre mais. No meio da noite a família vai embora, toma a estrada rumo a outro destino e ao viver menos sofrido que aquele permitido pela seca grande.
Uma janela que se fecha como se chorosa estivesse. Não quer ser fechada. Não quer a escuridão e o abandono, mas não possui forças para continuar aberta. As despedidas sempre começam pelas portas e janelas que choram antes mesmo de serem fechadas.
Então vem a ventania como se tivesse mãos para na janela bater. E bate e bate. E chama e chama. Volta e vem mais forte. E chama e chama. E bate e bate. Ninguém responde, ninguém chega para abrir. Então o vento chora e vai embora.
Noutras vezes, atrás da janela fechada há verdadeiros tormentos. A solidão, o abandono, a viuvez, a carência, a depressão, a angústia, a saudade, os retratos mentais que não querem ir embora. Tudo isso se mostra emoldurado na janela fechada.
Quem passa pela frente nem percebe. Quem avista a janela simplesmente fechada sequer imagina o quanto nela pode estar acontecido. Travesseiros molhados de lágrimas, olhos chorosos, bocas ávidas para gritar.
Também a janela que falsamente se mantém fechada, mas apenas recostada para que as traições se consumam, os corpos adúlteros se encontrem, as camas se molhem de apressados prazeres.
Assim, a janela vai cumprindo sua sina. Aberta para o amanhecer, para o sol, para a lua, para a ventania. Ou simplesmente fechada. Fechada e triste, chorosa, abandonada, apenas uma madeira emoldurada de angústia e solidão.


Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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ENCONTRE OS CÃES NA FOTO ABAIXO:



Da esquerda para a direita: Marreca, Português, Catingueira II, Desconhecido, Cacheado III, Ponto Fino III, Sabonete II, Juriti III, Vila Nova IV, Lampião e alguns cães.

Local: AL, Sertão nordestino, nas proximidades do rio São Francisco. (?)
Data: ??/??/1936.

Foto: Benjamin Abrahão (Aba-Film)
Fonte: Aba-Film, Acervo Instituto Moreira Salles

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2023955337669352&set=gm.948349562040655&type=3&theater&ifg=1

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EX-CANGACEIRO NO SEU CABARÉ


Por Voltaseca

EX-CANGACEIRO "MORENO"; o seu "CABARÉ" na cidade mineira de Corinto... e, a MULHER ALICATE...!

Fotos compartilhadas de Lili Neli (filha do ex-cangaceiro). 
MORENO e, suas meninas no cabaré Campo das Flores. Ao lado dele está Geni, uma das dondocas, por muitos anos.


Esse, era um tipo de comércio em que o dono comia as mercadorias, e, depois, as expunha para os demais...kk... Segundo ele próprio falou em depoimento, tinha ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO...Tudo legalizado.

O velho cangaceiro MORENO informa que no cabaré dele tinha uma prostituta que transava IGUAL A UM "ALICATE"... kk... Alguém sabe o quê é isso ?...kkk

Me parece, que segundo os depoimentos e bibliografia, o ex-cangaceiro MORENO chegou a ter 03 estabelecimentos desses, ou seja, um após o outro, permanecendo com o mais rentável... E, FAZENDO A DURVINHA (sua companheira), sofrer bastante, junto com os filhos.

FOTOS: Cortesia Neli (filha de Moreno e Durvinha).

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=948182728724005&notif_id=1541941801901289&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

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CONVITE DA SESSÃO DA ACJUS = ASCRIM/PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DA ACJUS(AUTORIZADO) – “SESSÃO SOLENE ALUSIVA AO 4º ANOS DA ACJUS” - OF. Nº 063/2018.

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ASCRIM/PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DA ACJUS – “SESSÃO SOLENE ALUSIVA AO 4º ANOS DA ACJUS” - OF. Nº 063/2018.

MOSSORÓ-RN, 10 de NOVEMBRO de 2018.

“REENVIADO A PEDIDOS”


RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(A).’ 

   É PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO(VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), TEMPESTIVAMENTE, DIGNAR-SE RESPONDER AOS ECLÉTICOS CONVITES DOS EXCELENTÍSSIMOS PRESIDENTES DE SUAS CO-IRMÃS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM DIRIGENTE INTELECTUAL CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE, NO INTERCÂMBIO, ENTRE OS QUE PRESTIGIAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.
   NESTA SINTONIA, UM CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CULTURAIS/SOLENES E A CONFIRMAÇÃO, INTERCAMBIADOS, ENTRE PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES.

   DESTA FORMA, AGRADECENDO PELO CONVITE, AO EXCELENTÍSSIMO DR. JOSÉ WELLINGTON BARRETO, M.D. PRESIDENTE EXECUTIVO DA ACADEMIA DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS(ACJUS), RESERVO-ME ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE É UMA HONRA CONFIRMAR PRESENÇA A “SESSÃO SOLENE ALUSIVA AO 4º ANOS DA ACJUS”. A REFERIDA SESSÃO ACONTECERÁ NO PRÓXIMO DIA 23.11.2018(SEXTA-FEIRA), ÀS 19H30MIN, NO TEATRO MUNICIPAL DIX-HUIT ROSADO, NESTA URBE.

NA OPORTUNIDADE A ACJUS ESTARÁ HOMENAGEANDO COM A “MEDALHA RUI BARBOSA” E COM A “COMENDA CULTURAL MILTON MARQUES DE MEDEIROS”, ALGUMAS PERSONALIDADES QUE PRESTARAM OU QUE AINDA PRESTAM RELEVANTES E NOTÓRIOS SERVIÇOS A CULTURA, A EDUCAÇÃO E A VIDA SOCIAL DE MOSSORÓ E DO BRASIL.
        
   PORTANTO, REPASSO O ASSUNTO DO ALVO CONVITE(ANEXO) DE IGUAL MODO, POR CÓPIA, A0S INSIGNES DIGNITÁRIOS ELENCADOS NO “POST SCRIPTUM”,-OS QUE DISPONIBILIZARAM, GENEROSAMENTE, SEUS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS-, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS HONRADAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.  
    CONCLAMANDO AOS ACADÊMICOS E POTENCIAIS CANDIDATOS DA ASCRIM, QUE COMPARECEREM E SE APRESENTAREM COMO ACADÊMICOS DA ASCRIM NO EVENTO SUPRAMENCIONADO, COMUNICO, DEVEM CUMPRIR O RIGOR OBRIGATÓRIO ESTATUTÁRIO DE USO DO UNIFORME OFICIAL, ATRIBUTO SIGNATÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.

   NA OPORTUNIDADE, ESTE PRESIDENTE REQUER DIGNE-SE O EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE DR. JOSÉ WELLINGTON BARRETO, AUTORIZAR SEJA A BANDEIRA OFICIAL DA ASCRIM COLOCADA JUNTO AO PAVILHÃO DA ACJUS, NO MAGNO EVENTO. 

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE DA ASCRIM

P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS:
  
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.
REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.
MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES.
ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.
ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.
DIGNOS POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.

LEMBRETE: LEIAM O SITE PROVISÓRIO DA ASCRIM CLICANDO NO LINK https://assocescritoresmossoroenses.com/ (MATÉRIAS IMPORTANTES ENTRE OUTRAS: DETALHES DA ATIVAÇÃO DA ACADEMIA DOS ESCRITORES DA ASCRIM, POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADÊMICOS,ETC


De: jwellingtonbarreto@bol.com.br <jwellingtonbarreto@bol.com.br>
Enviado: quarta-feira, 7 de novembro de 2018 10:12
Para: asescritm@hotmail.com;
Assunto: Convite da sessão da ACJUS
 
 José Wellington Barreto
Presidente da ACJUS
Contatos: (84) 98868-4824 / 99917-5970

Enviado pela  asescritm@hotmail.com

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FAMÍLIA DE LAMPIÃO FOI AMPARADA PELO PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA NO JUAZEIRO DO NORTE.

Por José Mendes Pereira
 1- Zé Paulo primo da família Ferreira; 2 - Venâncio Ferreira (tio); 3 - Sebastião Paulo, primo; 4 - Ezequiel, irmão; 5 - João Ferreira, irmão; 6 - Pedro Queiroz, cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 7 - Francisco Paulo, primo; 8 - Virgínio Fortunato da Silva, cunhado (casado com Angélica) 9 - Zé Dandão, agregado da família. 
Sentados, da esquerda para direita: 10 - Antônio, irmão; 11 - Anália, irmã; 12 - Joaninha, cunhada (casada com João Ferreira); 13 - Maria Mocinha, ou Maria Queiroz, irmã; 14-Angélica, irmã e 15 - Lampião. Dos nove irmãos da família Ferreira, dois estão ausentes nesta foto: LEVINO, que morrera no ano anterior, 1925, no sítio Tenório, Flores do Pajeú/PE, em combate contra as volantes paraibanas dos sargentos Zé Guedes e Cícero Oliveira. E VIRTUOSA, que, sinceramente, não sei dizer se simplesmente não quis aparecer na foto, ou já era falecida.

Diz o piauiense da capital Teresina Dr. Leandro Cardoso Fernandes que além de médico cardiologista é também cordelista, escritor e pesquisador do cangaço, que muita gente não sabe que a família Ferreira do perverso e sanguinário Lampião residiu na cidade do Juazeiro do Norte, no Estado do Ceará, entre os anos de 1923 até 1927, apoiada pelo famoso religioso cratense padre Cícero Romão que era radicado lá, mas havia nascido na cidade de Crato, também no Ceará.

Algumas pessoas dizem que Lampião foi culpado pelas divergências surgidas entre o seu primeiro inimigo que foi o senhor José Saturnino, mas nunca foi tão fácil julgar Lampião, porque a gente não tem a real certeza quem começou primeiro o ódio entre as duas famílias Ferreira e Saturnino.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2014/07/ze-saturnino-o-inimigo-numero-1-da.html

Diz ainda o escritor Leandro Cardoso que na segunda década do século XX, por duas vezes, a família Ferreira foi obrigada a se mudar de onde residia para outras terras estranhas, devido as provocações e perseguições feitas contra ela pelo seu vizinho o José Saturnino.

A primeira saída da sua terra natal que era Sítio Passagem das Pedras, no município de Vila Bela, que nos dias de hoje é Serra Talhada, em Pernambuco, em obediência a uma solicitação feita pelo coronel Cornélio Soares (também lá de Vila Bela) mudaram-se para a Vila de Nazaré do Pico, também no Estado de Pernambuco. Mas parece que a família Ferreira estando longe do seu inimigo, mesma assim, o Zé Saturnino continuava tirando-lhe a tranquilidade, e desta vez, a família Ferreira foi obrigada a abandonar Pernambuco o seu querido berço, para residir em terras desconhecidas em relação à moradia, firmando residência na cidade de Mata Grande em Alagoas.

Avó, pais e irmãos de Lampião e ele próprio - http://blogdomendesemendes.blogspot.com/…/pais-e-irmaos-de-…;

Neste Estado a família Ferreira perdeu por completo a paz, e lá, o inferno começou, porque, primeiro faleceu dona Maria Sulena da Purificação a mãe dos Ferreiras, de ataque cardíaco. Ela sentindo o desrespeito do seu vizinho com o seu marido José Ferreira da Silva, o seu coração não aguentando, veio a falecer. Mas não ficou só nisso. Dias depois, José Ferreira o pai dos Ferreiras foi assassinado pelas armas do tenente José Lucena Maranhão.

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com/2016/01/sebastiao-pereira-da-silva-o-sinho.html

No ano de 1922, o célebre cangaceiro Sinhô Pereira resolveu abandonar o cangaço, e sendo comandante de um grupo de cangaceiros, inclusive um deles era Virgolino Ferreira da Silva que já era alcunhado de Lampião, e já assumido como cangaceiro, recebeu das mãos do seu patrão a chefia do bando de facínoras, porque o Sinhô Pereira estava tentando deixar o cangaço por motivo de saúde, quando sentia fortes dores na coluna, e estava com a intenção de fugir para o Estado de Goiás. Foi a partir daí que a família Ferreira que não tinha mais condições de voltar às suas origens, vez que os pais já tinham falecidos, procurou abrigo em Juazeiro do Norte, e é aceito pelo padre Cícero Romão Batista.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2017/10/tentativa-de-paz-entre-jose-ferreira-e.html

João Ferreira da Silva que era irmão de Lampião e que foi o único que não entrou para o cangaço, mas afirmam alguns escritores que, ele não entrou porque o irmão Lampião não deixou, tentou algumas vezes para acompanhar os irmãos Lampião, Antonio e Levino. E sempre que ele peitava Lampião para participar do cangaço, ele dizia: “Vá cuidar dos nossos irmãos”, isto é, as irmãs e principalmente o Ezequiel Ferreira que ainda era muito jovem. E a partir daí, o João Ferreira juntamente com as irmãs conquistaram a amizade do padre Cícero e se firmaram em Juazeiro do Norte de 1923 a 1927, com cunhados, primos (os Paulos) e sobrinhos.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2014/08/joao-ferreira-irmao-de-lampiao.html

Quando Lampião foi ao Juazeiro do Norte segundo informam os estudiosos sobre cangaço, que ele foi convidado pelo Padre Cícero para receber armamentos, munição e fardamentos para combater a Coluna Prestes, mas há uma certa dúvida, inclusive eu já li, mas não disponho da fonte no momento, sobre esta possível entrega de armas feita ao cangaceiro Lampião pelo Padre Cícero, e que ele não estava nem satisfeito com a chegada do facínora e seu bando, e teria dito em tom de repúdio: “Agora vem este homem novamente para cá!”. Não sei se procede.

Sabemos que a ideia de armar Lampião e seu bando surgiu do deputado Floro Bartolomeu que faleceu em março no dia 8, dois dias após a chegada de Lampião e seu respeitado grupo de marginais no Juazeiro do Norte.

Na edição do jornal “A Ordem”, que pertencia ao Partido Republicano Sobralense, com data de 6 de janeiro de 1927, você pode comprovar clicando no link no final desta página, há um relato sobre o episódio que diz o seguinte:

“O Padre Cícero falou longamente por ocasião de suas bênçãos sobre Lampião, descrevendo os seus crimes e concitando as populações sertanejas a reagirem contra o perigoso bandido. Aproveitou a ocasião para explicar os motivos pelos quais Lampião já esteve em Juazeiro, protestando contra as acusações que lhe fazem os seus inimigos, afirmando ser ele protetor de Lampião”.

http://www.padrecicero.net/…/padre-cicero-romao-batista-um.…;

Eu sou um estudante do cangaço e que opino porque não é proibido, mas sem credibilidade e que não estou ferindo ninguém com as minhas palavras, o padre Cícero Romão Batista que era um religioso querido e admirado em Juazeiro do Norte, estava ali como um menino de recado. 

 http://cristinatual.blogspot.com/…/90-anos-da-morte-de-flor… 

Se ele virasse as costas para o deputado Floro Bartolomeu ficaria sem condições de administrar Juazeiro do Norte como prefeito, porque o Floro talvez não iria mais lutar no congresso nacional por verbas para Juazeiro do Norte. Mesmo de cara trancada tinha que aceitar qualquer solicitação do Floro Bartolomeu, inclusive entregar armas a bandido assim como o amigo Lampião.

Uma das interessantes  versões que li recentemente neste site a seguir http://cearaemfotos.blogspot.com/2011/01/o-encontro-de-padre-cicero-com-lampiao.html, afirma que foi o secretário de Padre Cícero o libanês Benjamin Abraão que teria sugerido em tom de brincadeira, que a “patente” poderia ser dada pelo agrônomo Pedro Uchoa. Vendo o interesse do cangaceiro Abraão viu-se obrigado a convencer Pedro Uchoa a redigir o documento. Também teria sido sua a ideia de confeccionar e dar fardamentos dos ”batalhões patrióticos” aos cangaceiros. Essa versão exime totalmente tanto o Padre Cícero quanto Floro Bartolomeu de qualquer responsabilidade na contratação dos serviços do bando de Lampião. 


O site diz ainda que a presença de Lampião em Juazeiro provocou alvoroço. Uma multidão se formou para ver o famoso cangaceiro e seu bando. Lampião concedeu entrevistas, bateu fotos, ofertou esmolas à igreja local, recebeu visitas e foi agraciado com presentes, sem ser incomodado pela polícia. 

O bando deixou Juazeiro satisfeito, sobretudo porque o documento que dava ao chefe a “patente” de capitão – o que correspondia ao perdão de seus crimes e a não ocorrência de mais perseguições por parte da polícia – havia sido assinado a pedido de Padre Cícero pela única autoridade federal em Juazeiro, um agrônomo do Ministério da Agricultura, Pedro Albuquerque Uchoa.

Conta-se ainda que chamado mais tarde a Recife para explicar tamanho absurdo, o agrônomo teria dito aos seus superiores que, naquelas circunstâncias, e com o medo que tinha de Lampião, ele teria assinado até a demissão do presidente Arthur Bernardes.

Lampião, contudo, não foi combater a Coluna Prestes. O cangaceiro, agora definitivamente nomeado Capitão Virgulino Ferreira, talvez tenha temido a fama de guerreiros dos tenentes, talvez tenha ficado irritado ao descobrir que a “patente” não tinha valor legal, portanto não valia nada. 

Virgulino ainda tentou falar com Padre Cícero, mas este se recusou a recebê-lo novamente.

O patriarca de Juazeiro foi duramente criticado pela imprensa de Fortaleza, a qual usou o episódio como prova da proteção que o padre fazia a criminosos.

Apesar do acontecido, Lampião nunca perdeu o respeito nem a admiração que tinha por Padre Cícero. 

Em junho de 1927, Lampião voltou ao Ceará, após uma fracassada tentativa de saquear Mossoró, no Rio Grande do Norte. O bando ocupou Limoeiro do Norte, exigindo uma quantia em dinheiro como “resgate”. 

Dias após deixar Limoeiro, Lampião sofreu uma emboscada feita por 500 policiais, perdendo grande parte das provisões, munições e montarias. 

Com poucas armas, a pé na caatinga, os cangaceiros travaram em seguida outro tiroteio com a polícia, desta vez na Serra da Macambira, em Pernambuco. Apesar da escassez de armamentos, os bandidos derrotaram centenas de policiais, fazendo aumentar nos sertões a lenda do “rei do cangaço”. 

Ajudados por coiteiros os cangaceiros escaparam para os sertões de Pernambuco.    

Fontes de pesquisa: 

Diario do Nordeste que você o encontrará no final desta página. 
1 - http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/…/visita-de-lamp…
2 - http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/1923

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sábado, 10 de novembro de 2018

REVISTA NOITE ILUSTRADA, 9 DE JULHO DE 1946. CORTESIA JOEL REIS.


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2244379118906273&set=gm.947736035435341&type=3&theater

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AGRADECIMENTO!

Por José Mendes Pereira

Agradeço imensamente ao professor Pereira lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba pelo presente dos livros abaixo para minha pequena biblioteca. 

Os interessados poderão adquiri-los através deste e-mail: 

franpelima@bol.com.br



e Flores do Pajeú História e Tradições de Belarmino de Souza Neto.

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