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quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

A COLUNA PRESTES NO RIO GRANDE DO NORTE - I

Tomislav R. Femenick – Membro do Instituto Histórico e Geográfico do RN.

A Coluna Prestes era formada por militares rebeldes, principalmente pelos de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Seus principais líderes foram Luís Carlos Prestes, Juarez Tavola e Miguel Costa. Em 1924 alguns deles já tinham tentado fazer uma revolução, tomando o Forte de Copacabana, mas fracassaram. Formados em pelotões, a Coluna percorreu cerca de vinte e cinco mil quilômetros pelo interior do país, fazendo uma “guerra de movimentos” e enfrentando as forças do governo. No final de 1926, com a metade dos homens dizimados pela cólera e sem condições de continuar a luta, se refugiou na Bolívia.

Porém no início daquele ano, no dia 3 de fevereiro, tropas rebeldes da Coluna Prestes realizaram o seu primeiro ataque no Rio Grande do Norte, contra a cidade de São Miguel. A luta foi travada por 70 revoltosos, militares treinados, contra quatro soldados da polícia do Estado e 28 atiradores (pistoleiros?), “num tiroteio que durou das quatro horas da tarde até ao crepúsculo, com um rebelde morto e dois legalistas feridos. Um destes [...] caiu nas mãos dos rebeldes e foi degolado”. A população mais abastada de São Miguel fez uma verdadeira debandada da cidade, quando se noticiou que outros mil rebeldes estavam se dirigindo para lá. No dia seguinte a cidade foi saqueada pelos integrantes da Coluna Prestes, que invadiam residências e lojas “arrebentando móveis e destruindo objetos que não podiam usar ou transportar. [...] Partiram no mesmo dia em que chegaram, depois de queimar o [Cartório de] Registro de Título e Documento” (SILVA, 1966; MACAULAY, 1977). De São Miguel foram para Luiz Gomes, onde repetiram o saque, invadiram e destruíram lojas e residências, levando tudo o que podiam, e novamente incendiaram o Cartório local.

Antes desses ataques, várias cidades do Estado se viram ameaçadas de invasão pelos tenentes rebeldes. No dia 31 de janeiro, quando o jovem Padre Luiz Ferreira da Mota (o célebre Padre Mota que depois viria a ser vigário geral, prefeito e deputado estadual) tomava posse como o novo vigário de Mossoró, correu a notícia de que os revoltosos da Coluna Prestes estavam na iminência de atacar a cidade. Em ata paroquial, o Padre Mota registrou o impacto que a notícia de um provável ataque da Coluna Preste a Mossoró teve entre a população da cidade. Dizia ele:

“Neste mesmo dia, espalhou-se pela cidade o terror da notícia de que os revoltosos se encaminhavam para nossas fronteiras, noticia que foi divulgada pela manhã, e logo começou o êxodo da população. Quando me dirigia para a Matriz, às 8 e meia, para a posse, fui, com surpresa, avisado do que se passava e sobretudo de que certas pessoas de autoridade e responsabilidade já haviam abandonado, precipitadamente, a cidade. Diante desta situação, resolvi fazer um apelo de tranquilidade ao público, para melhor se resolver a situação e convocar uma sessão de todas as autoridades e pessoas de responsabili¬dade, o que fiz de púlpito, com palavras repassadas de fé no patrocínio de nossa Virgem Padroeira, Santa Luzia, e também de confiança no patriotismo do nos¬so povo. A sessão realizou-se no mesmo dia, a 1 ho¬ra da tarde, no edifício do Colégio Diocesano, com grande comparecimento de povo e nela tomaram-se medidas que são do domínio público. Daí por diante, nos dias de aflição e apreensão para o nosso povo, sempre tomei a dianteira de todas as manifestações civico-patrióticas pela defesa da nossa cidade, procurando, sobretudo despertar o ânimo do povo, aconselhando a calma, prudência e permanência na cidade, para guarda dos acontecimentos. Aprouve a Deus que tudo se passasse sem desgraças e atropelos para nosso povo; os rebeldes tomaram outro rumo e nossa população voltou à paz do costu-me, que a caracteriza. Todos [nós] reconhecemos, nesta salvação de tamanho fla¬gelo, [que foi] o dedo de Deus que nos protegeu, por intercessão da nossa querida Padroeira Santa Luzia. Em reconhecimento de tão grande graça, cantou-se um ‘Te Deum’ solene, em ação de graças, no domingo, 21, pelas 5 horas da tarde” – Texto transcrito do livro do tombo da igreja de Santa Luzia, em Mossoró-RN.

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MINHAS INQUIETAÇÕES ASSIM DIZIA O ESCRITOR ALCINO ALVES COSTA

Por José Mendes Pereira - (Crônica 49)

Manoel Dantas Loyola (cangaceiro), Aderbal Nogueira (pesquisador do cangaço) e José Alves de Matos  ex-cangaceiro Vinte e Cinco.

Em um material que eu li, ou em um vídeo, não tenho muita lembrança, e que no momento, não disponho da fonte, que o bom mesmo é apresentar ao leitor a origem do fato registrado, mas que eu não estou criando isto, e não tenho segurança em afirmar que foi em um documento (Vídeo ou escrito) do cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira, que o pernambucano lá da cidade de Buíque, Manoel Dantas Loyola - ex-cangaceiro Candeeiro, afirma que Maria Bonita chegou a ter ciúmes da amizade dele com Lampião. Mas o facínora Candeeiro não explicou ao cineasta o motivo dos seus ciúmes em relação a eles dois, deixando-nos estudiosos meios confusos sobre o que teria provocado tanto ciúmes à rainha do cangaço.

Maria Bonita e Lampião: embora cangaceiros tivessem dieta rústica, rei do cangaço também sabia luxarImagem: Rubens Antonio/UOL

Aí surgem as perguntas:

1 - Qual teria sido o motivo que despertou ciúmes de Maria Bonita sobre a amizade do cangaceiro Candeeiro com o perverso e sanguinário capitão Lampião, seu companheiro?

2 - Será que Candeeiro sabia da vida amorosa do rei do cangaço com alguma mulher fora do cangaço, por este sertão sofrido, e com isso, foi criado uma espécie de inveja por Maria? 

3 - Ou teria Maria Bonita colocada em sua mente, que aquela amizade de Lampião com Candeeiro, nada mais era do que trazendo bilhetes de futuras amantes do seu companheiro?

Mas ao meu ver,  não tinha nenhum problema que Candeeiro e Lampião mantivessem as suas boas amizades, porque, durante um ano e poucos meses que o cangaceiro fez parte do cangaço do velho guerreiro, geralmente, era ele quem levava as solicitações de dinheiro às vítimas escolhidas pelo bandoleiro, e também, ele trazia os recados dos fazendeiros, informando que no momento não tinham condições de servirem ao facínora, ou já com a quantia solicitada já em mãos.

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CONCURSO MUSICAL.

 Por Mossoró Hoje.

Caroline Melo se inscreveu no concurso “A Nova Voz Feminina”, que vai escolher a vocalista da Banda Cearense Mastruz com Leite no final do ano passado. Sua carreira já vinha numa ascensão de reconhecimento. Em 2022, ela teve presença de destaque no Mossoró Cidade Junina, participou da abertura do Pingo da Mei Dia, e abriu o show de Alceu Valença. A final do concurso será nesta terça-feira (17), a partir das 19h, com transmissão ao vivo pelo canal da banda na internet. Caroline postou na manhã de hoje nas suas redes sócias que será a primeira a se apresentar na grande final.

https://mossorohoje.com.br/noticias/44152-cantora-mossoroense-caroline-melo-e-finalista-do-concurso-a-nova-voz-da-banda-mastruz-com-leite?fbclid=IwAR3K_ujfPGDV7fHvTpIVhfD9BeEZDaDsNVBprYX6yfqRj83bpWRpTMEpDis

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GALAXIE!

 Por Guilherme Machado

Encontrei em Petrolina Pernambuco... Ford Galaxie ano 1968. 8 Cilindros. Branco perolizado. Este carro pertenceu ao cantor baiano Waldick Soriano, uma das viagens feita pelo o artista a bordo desse carrão foi de São Paulo a Caetité BA no ano de 1969.

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PASSANDO O DETECTOR DE METAIS ONDE LAMPIÃO BRIGOU ,NA FAZENDA PIÇARRA 94 ANOS DEPOIS.

 Por Lampião, Cangaço e Sertão

https://www.youtube.com/watch?v=rX2GYrt5qNU&ab_channel=Lampi%C3%A3o%2CCanga%C3%A7oesert%C3%A3o

94 anos depois do Fogo da piçarra, nós conseguimos achar provas do grande combate envolvendo Lampião e as forças volantes de Pernambuco e Ceará no ano de 1928.

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LINDA IMAGEM.

 Imagem do Assis Nascimento de Porto do Mangue.


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LAMPIÃO DESISTE DE ATACAR A CIDADE DE CUSTÓDIA

Do acervo do José João Souza

Lampião estava decidido atacar o município de Custódia, no Sertão pernambucano, o cangaceiro mandou um garotinho até a cidade para verificar quantos soldados havia no quartel ou na delegacia. Ao voltar, o menino anunciou: "No quartel, só tem cem". Temeroso com o grande número de macacos, maneira pela qual chamava os guardas, Virgulino desistiu da invasão. O que ele não sabia é que Cem era o apelido do único soldado presente no quartel naquele dia.

Do livro:

Flores, Campos, Barros e Carvalho - Olhando para o passado até onde a vista alcança

De: Maria Stella Barros de Siqueira Campos.

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FOTO RARÍSSIMA DO PE. CÍCERO, COM AUTORIDADES DA ÉPOCA!

 Por Devotos do Padre Cícero

Foto raríssima do Pe. Cícero, com autoridades da época!

Instagram:https://instagram.com/romeiros_do_padre_cicero...

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

LIVRO

  


O destino de cada pessoa,
Na terra ninguém risca.
E nem se pode alterar.
E nem mudar a escrita.
O plano já tá traçado,
Cada um dar seu recado,
E na história ela fica.
Na malhada da caiçara,
No município de glória.
Ninguém jamais imaginou,
Que lá teria uma história.
Que ia ter uma dimensão,
E ia mecher com o sertão,
E espalhar no mundo afora.
Em mil novecentos e onze,
A oito de março nasceu.
Uma menina morena,
No sertão apareceu.
Numa casinha singela,
Uma menina bela,
Seus pais a recebeu.
Os seus pais não imaginava,
Que destino ela teria.
Se trazia com ela tristeza,
Ou se trazia alegria.
Isso o futuro ocultava,
Sua vida tava traçada,
E o tempo revelaria.
Maria Gomes de Oliveira,
Foi o nome que deram a criança.
Maria,nome da Santa,
Que Gera a esperança.
O nome da mãe de Jesus,
Que foi morto na cruz,
Ela recebeu por herança.
Ela cresceu ficou formosa,
E logo virou uma mulher casada.
E seu nome ganha um acréscimo,
Maria de Déa, era chamada.
Assim era conhecida,
Por vizinhos e amigas,
Assim era apelidada.
Mas ,o casamento não deu certo,
Ela para casa dos pais voltou.
Era para se cumprir o roteiro,
Que o destino traçou.
Um dia um cidadão,
Apelidado de lampião,
Em sua casa chegou.

Aqui começa um romance,
O qual o destino pois um laço.
Maria ganha outro apelido,
Ao lado rei do cangaço.
Maria bonita era chamada,
A sua história traçada,
No sertão tem seu espaço.

Sou um poeta amador.
Que gosta de fazer rima.
Quem conhece bem essa história,
E o escritor João de Sousa Lima.
Junto com outros escritores,
Que são pesquisadores,
Do cangaço da caatinga.

Autor.
Cleumir Ferreira

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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LIVRO

    Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:


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Adquira-os através deste endereço:

franpelima@bol.com.br

Ou com o autor através deste:


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LIVRO

   

Peça através do gmail:

rostandmedeiros@gmail.com

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LIVRO

 Por Luma Hollanda

Gratidão a Deus e a todos que compareceram ao lançamento do meu 3⁰ livro, na Livraria do Luiz. "Lugares de Memória" do Cangaço, reuniu familiares e amigos que estavam tão distantes! Um beijo no coração de cada um.



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LIVRO

 

LAMPIÃO EM SERRINHA DO CATIMBAU é o livro mais completo sobre a incursão de Lampião e seu bando ao Agreste de Pernambuco em julho de 1935, que resultou no "fogo de Serrinha", no qual Maria Bonita foi baleada, quase perdendo a vida naquele dia.

Adquira já o seu diretamente com o autor pelo Facebook, Instagram ou no WhatsApp 87 9 9824 4582.

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LIVRO

 Por Helton Araújo

Novidade na livraria sebo do nobre professor Francisco pereira lima. Uma obra rara essencial aos leitores do tema Lampião, cangaço e nordeste. Livro "Lampião e as cabeças cortadas" ao preço de 75.00 reais , frete incluso. Aos

Que desejam adquirir entrar em contato

via Facebook Francisco pereira lima ou

E-mail franpelima@bol.com.br

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VISITEI A ESCOLA

 Clerisvaldo B. Chagas, 18/19 de janeiro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.828


Ontem (terça) visitei a Escola Estadual Prof. Aloísio Ernande Brandão, na região do Complexo Educacional.  Programado também, um encontro com o prof. Marcello Fausto, tendo em vista programações literárias em andamento. Matei a saudade dos arredores onde estão situados também o Colégio Estadual Mileno Ferreira e o Colégio Estadual Laura Chagas. E se a satisfação retorna em rever a educação, outras visões negativas no perímetro deixam entristecidos qualquer profissional do ramo ou aluno dos áureos tempos do Ensino pelas imediações. Muito abandono em obras físicas do entorno e flagrantes de descasos interno que chocam, revoltam e comovem ao mesmo tempo. Prefiro, porém não detalhar meus olhares no negativo e, correndo o risco de ser otimista para o Complexo, acreditar em inúmeras providências que deverão ser tomadas.

Somente para falar de uma coisa não boa, no tempo em que estávamos, ainda na ativa, uma chuvarada derrubou parte do muro que cerca o complexo. Anos e anos depois, a fatia derrubada do muro aumentou tanto que em percentagem não sabemos calcular. Sozinho por ali, tentei fotografar gado bovino, ovino, equino e muar que fazem do complexo verdadeiro paraíso de fazendeiros sem fazendas que teimam em criar os bichos no terreno escolar e do governo. Como ainda estava muito cedo, a bicharada ainda não havia chegado. Sem nada dizer da minha impressão, fui conversar com o professor  Marcello sobre temas literários e aí sim, muitas notícias boas que fazem flutuar a esperança.

E no terreno insalubre onde estão assentados hoje os três colégios do estado, repasso para o professor Marcello minha teoria sobre o riacho Camoxinga que na última cheia invadiu as três unidades de ensino. Há milhares de anos toda aquela área por onde passava o riacho, foi aterrada pelo próprio riacho obstruindo seu leito e fazendo o córrego abrir novo caminho para chegar até o rio Ipanema. Hoje escorre por trás do casario da rua Gilmar Pereira de Queiroz e prossegue contornando a área aterrada (onde estão os colégios), fazendo meandros mais ravina nas proximidades da foz, sob a Ponte Cônego Bulhões. Mas nunca encontrei estudioso na cidade para rebater minha tese, teoria, opinião ou mentira geográfica. Enquanto isso, no período de cheias, o riacho continua ameaçador. Fazer o quê?   



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CONHEÇAM NOSSO CANAL

 Por Helton Araújo

Foto : Benjamin Abrahão Calil Botto / Aba Film

Boa noite pessoal, vamos dar seguimento as postagens de fotos do meu acervo digital como prometido ontem.

Na foto abaixo, podemos ver em meio as caatingas em um coito seguro, Lampião bem mais a vontade, sem estar completamente equipado, ao centro Maria Bonita e logo depois, Cristina de Português.

O curioso é que em um futuro não tão distante, Maria Bonita seria peça fundamental na sentença de morte de Cristina, após a mesma ser pega traindo o cangaceiro Português com o cabra de vulgo Gitirana.

E aí, gostou dessa foto ? O que achou desse caso citado acima ?

Se ainda não é um inscrito do canal, venha conhecer nosso trabalho com muitos vídeos e postagens cheios de informações sobre o tema CANGAÇO.

ADENDO:

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2016/01/cristina-de-portugues.html

Segue Helton Araújo:

https://youtube.com/@cangacoeterno

https://www.facebook.com/photo/?fbid=206556028521440&set=gm.700841125036712&idorvanity=414354543685373

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A MORTE DE MANÉ MORENO, ÁUREA E CRAVO ROXO NO COMBATE DO POÇO DA VOLTA

Por José Mendes Pereira

O primeiro livro que li sobre cangaço foi, "Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico", do famoso escritor Alcino Alves Costa, e este, me foi indicado e emprestado pelo bancário e pesquisador do cangaço Chagas Nascimento, natural de Porto do Mangue, no Rio Grande do Norte, mas radicado por muitos anos em Mossoró. E o primeiro blog sobre este tema, foi o "Cariri Cangaço", do pesquisador Manoel Severo, e logo o "Lampião Aceso" do pesquisador Kiko Monteiro, ambos indicados ainda pelo Chagas Nascimento. Mas depois vieram outros, como o Tok de História do historiógrafo Rostand Medeiros, seguido do blog do escritor João de Sousa Lima, e o aparecimento do pesquisador Kydelmir Dantas, e outros, e assim, tomei gosto ao tema, não tendo muito domínio, mas já tenho boas informações registradas nas minhas páginas sociais e gravadas na minha mente.

O escritor Alcino Alves Costa diz no seu famoso livro que após ter assassinado o vaqueiro Antonio Canela nos Camarões, o cangaceiro Mané Moreno com o seu poderoso bando de marginais, tomam rumo a Porto da folha. Com o grupo está um jovem chamado Chiquinho de Aninha, sendo que este serviu para trazer os animais de volta que os cangaceiros levaram consigo.

O bando faz parada em Jaramataia para descansar, e naquela localidade, trabalha um senhor conhecido por Pedro Miguel, sendo este pai do futuro cangaceiro Elétrico. A presença do grupo de cangaceiros ali, deixa Pedro Miguel chateado, e resolve procurar o proprietário da "Empresa de Cangaceiros Lampiônica Cia" o falado e perverso capitão Lampião, e faz sua queixa contra aqueles malfeitores, e dele, Pedro recebe apoio do capitão, prometendo-lhe que os cangaceiros não iriam mais atanazá-lo.

Mas mesmo assim, o cangaceiro aparece com os seus comandados, talvez ainda não havia sido encontrado pelo capitão, para proibir a sua visita naquela área. E lá, permaneceu com os seus homens por alguns dias, e depois foram para Porto da Volta, na intenção de passarem o São João por lá.

O comandante de volante policial, Odilon Flor, está na região à procura de cangaceiros, e conversa com Pedro Miguel, sobre paradeiros de malfeitores, e ele informa que os cangaceiros estão no Poço da Volta.

Nessa região, um riacho passa entre Poço da Volta e Palestina. É na fazenda Palestina que está havendo um baile, e lá, os bandidos estão na maior farra, bebendo e dançando. Mané Moreno rodopia no salão com a sua amada Áurea; os outros aconchegam às mulheres, que não faltam no momento. A bebida é franca por lá e deve já existir alguém bêbado.

Leitor, vamos chegar mais perto do forró. Ficaremos distantes.

Na calada da noite e escura Odilon Flor vem chegando ao forró. De longe, ele ouve os gritos dos festeiros. O fole ronca e demais instrumentos, juntos, no ritmo, provocam o som, divertindo os dançarinos, festa na base do candeeiro, que a luz avermelhada, faz com que a volante descubra o local do forró. A noite está mais para volante do que para cangaceiro. Os malfeitores brincam despreocupados, e a morte está por ali, só observa e imagina qual será a melhor maneira de ataque.

E sem muita dificuldade, a volante se aproxima, e de imediatamente, coloca-se em posição de extermínio ao grupo. Escolhido o primeiro alvo, o casal de cangaceiros Mané Moreno e sua querida, caem já sem vida. Os festeiros gritam em pânico e correm sem direção. Todos querem sair o mais rápido possível daquele inferno.

O cangaceiro Gorgulho, mesmo com a perna quebrada, consegue furar o cerco dos policiais, e se salva, e aos poucos, se arrastando, desaparece na escuridão da noite, sem nenhuma perseguição policial contra a ele.

Segundo o escritor Alcino Alves Costa, os escritos afirmam que Gorgulho foi morto neste combate, mas na verdade, quem foi assassinado ali, foi o cangaceiro Cravo Roxo. 

Mané Moreno, Cravo Roxo e Áurea.

Gorgulho foi se tratar nos altos do Cajueiro, onde recebe a ajuda de Lisboa, um dos irmãos Félix. Quando se recuperou, deixou o cangaço e foi embora para a sua terra Salgado do Melão

Segundo a fonte "Lampião Além da Versão..." a cabeça do meio não é a de Gorgulho. É a de Cravo Roxo. Foto extraída do livro "Lampião entre a Espada e a Lei" Autor Sérgio Augusto de Souza Dantas

A vitória do policial Odilon Flor e seus comandados foi muito valiosa, agora era só tomar para si os pertences dos cangaceiros Mané Moreno, Cravo Roxo e Áurea.

O facínora Mané Moreno era primo legítimo dos cangaceiros Zé Baiano e Zé Sereno. Zé Sereno era primo carnal de Zé Baiano.

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MANOEL DUARTE FERREIRA TIDO COMO ASSASSINO DO CANGACEIRO COLCHETE E TERIA BALEADO O JARARACA.

 Por José Mendes Pereira

Manoel Duarte Ferreira 

Manoel Duarte Ferreira tido como assassino do cangaceiro Colchete e teria baleado o Jararaca, pertencia a uma das mais tradicionais famílias (Duarte) de Mossoró. Nasceu no dia 15 de novembro de 1895 e faleceu no dia 31 de janeiro de 1982 em sua cidade de nascimento.
Médico Duarte Filho

Era irmão do médico, ex-prefeito de Mossoró, e ex-Senador da República Francisco Duarte Filho (Duarte Filho), como era chamado, e filho dos maiores latifundiários no leste de Mossoró, Francisco Duarte Ferreira e Maria Vicência Duarte. Manoel Duarte é acusado de ter assassinado o cangaceiro Colchete e baleado o Jararaca.

 
Francisco Duarte Ferreira e Maria Vicência Duarte

Como já é do conhecimento dos leitores, meus irmãos e eu nascemos na propriedade do Manoel Duarte, no sítio Mururé, mas que fazia parte da antiga Fazenda Barrinha, distante de Mossoró 8 km, município de Mossoró, e a como a cidade está crescendo horizontalmente, já caminha para ocupar as suas terras. Já os meus pais e seus irmãos, todos nasceram nas terras do seu pai Francisco Duarte, ou simplesmente Chico Duarte, porque, a propriedade ainda não tinha sido dividida. 

A propriedade era uma só, mas quando a Maria Inácia sua mãe faleceu, o Chico Duarte fez o inventário, e alguns dos filhos que gostavam da vida camponesa, edificaram as suas fazendas, independentes da fazenda do pai. Em 1955, Chico Duarte faleceu, e dona Chiquinha Rodrigues Duarte, 2ª. esposa do fazendeiro, fez o segundo inventário, entregando mais outra parte de terras a cada um dos seus enteados.

Historiadores Raimundo Soares de Brito e Geraldo Maia do Nascimento 

Segundo o saudoso historiador Raimundo Soares de Brito, o Raibrito, em seu livro "Ruas e patronos de Mossoró" - coleção mossoroense, afirma que na defesa de Mossoró contra o bando de Lampião, Manoel Duarte ocupou a trincheira de onde se comenta terem saído os tiros que abateu Colchete e alvejaram Jararaca.

Paulo Nobre de Medeiros

Após o falecimento do Manoel Duarte, em em 31 de janeiro de 1982, o jornal "O Mossoroense" comentando o fato informou:

"num reconhecimento ao seu valor e acatando a sugestão de Paulo Nobre de Medeiros, delegado do Oriente Independente Maçônico do Rio Grande do Norte, o prefeito João Newton da Escóssia decretou luto Oficial por três dias, permitindo que fosse coberto o esquife do conterrâneo com a bandeira do município".

DÚVIDAS QUE AINDA NÃO FORAM ESCLARECIDAS:

Sobre a morte do cangaceiro Colchete, ainda não se tem uma certeza quem foi o seu matador. Na literatura cangaceira aparece o nome do civil Manoel Duarte Ferreira, como sendo o assassino do cangaceiro Colchete e ter baleado o José Leite de Santana o Jararaca. 

O cangaceiro Jararaca ao centro da foto.

Certa vez, um jornalista e escritor nascido em Mossoró, mas atualmente reside em Natal, me falou que não se tem certeza que foi o Manoel Duarte que assassinou o Colchete e baleou o Jararaca, e que precisa de um estudo mais profundo. Tenho a dizer ao leitor que ele é quem sabe, e não eu, já que no mundo jornalístico é bastante famoso, e não posso nunca discordar dos sábios.

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