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segunda-feira, 24 de julho de 2023

FRANCISCO DUARTE FILHO.

 Por José Mendes Pereira

Terezinha Gonçalves Morango, Miss Brasil, quando desfila na ACDP, com Dr. Duarte Filho - 26 de agosto de 1957. - Esta foto pertence ao acervo do Lindomarmos Faustino

Quando Francisco Duarte Filho foi eleito a senador da República, e foi ocupar a sua vaga no senado, quem fazia companhia à noite à sua esposa Maria Salém Duarte, era eu. Todas as noites, de segunda a sábado, quando eu saía do Ginásio Municipal de Mossoró, ia dormir em sua casa para lhe fazer companhia. Passei quase um ano, ou mais, fazendo-lhe companhia. 

Foto do acervo do pesquisador Lindomarcos Faustino e do Site de jotamaria-mulherrn.blogspot.com

Por que essa aproximação com ela? Eu era interno da Casa de Menores Mário Negócio, e a diretora, Ana Salem de Miranda, era sua irmã. Então, me pediu para que todas as noites fosse eu fazer companhia a ela, já que os seus filhos eram casados, e não podiam permanecer a noite com ela.

http://blogdodrlima.blogspot.com/2017/02/dona-maria-salem-duarte.html 

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NUNCA...

Por José G. Diniz

Nunca atropelei ninguém
Para passar a sua frente
Se fui o primeiro foi mérito
E por que sou competente
A vida tem perda e ganho
Cada um tem seu tamanho
Para isto eu sou consciente
Gosto de ser independente
Mas a verdade eu acato
Meu avô falou, meu filho
Seja um homem sensato
Se estiver uma escada escalando
Saiba que estou gastando
A sola do meu sapato.

https://www.facebook.com/josegomesd

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300 QUILÔMETROS DE AMOR - AUTOR: CÍCERO VIEIRA - CANTA: JOSÉ DI ROSA MARIA.

 Canta José Di Rosa Maria

https://www.youtube.com/watch?v=t66ydbY0_0c&ab_channel=Jos%C3%A9DiRosaMaria

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SAUDADE...

Por Veridiano Dias Clemente


Tô te ligando meu bem
Já cheguei no Paraná
Vim aqui te procurar
O telefone não atende
Tú havias prometido
E eu aqui esquecido
Com meu coração a chorar
Poeta Verí
Do país de Caruaru-PE

https://www.facebook.com/veridianodiasclemente.clemente

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DEIXE-SE ESTAR

Poe Hélio Xaxá


Lágrimas são sorrisos
Que jorram pelos olhos
Causadas por ciscos
De tempos maravilhosos.
São memórias diluídas
No ãmago das emoções
Felicidades restituídas
Nas raízes dos corações.
O amor será sempre
A cura de todas as dores...
A profecia se cumpre
No raiar de novos amores.
Deixe-se curar
Sempre restará uma cicatriz
À lembrar a ferida de ser feliz...
Deixe-se sondar
As boas lembranças são
Belos bálsamos no coração...
Deixe-se estar
Saudades são alegrias
Com almas de angústias.

https://www.facebook.com/helio.xaxa

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MOITA BRAVA MATA CANGACEIRA LILI E LAVA A HONRA DE HOMEM TRAIDO LAMPIÃO SABIA

Histórias da Vida Real
https://www.youtube.com/watch?v=7vtG-qXElKw&ab_channel=Hist%C3%B3riasdaVidaReal

MOITA BRAVA MATA CANGACEIRA LILI E LAVA A HONRA DE HOMEM TRAÍDO. LAMPIÃO SABIA, por ter traído. Lili perdeu sua vida pelas mãos do cangaceiro Moita Brava de Lampião. Pagou caro as suas puladas de cerca, o sertão do cangaço ficou triste com o fim de mais uma cangaceira.

Antes, Lili soube do fim de cangaceiras traidoras, mas não mudou, e continuou persistindo no erro, e deu no que deu, e não foi por falta de aviso.

Dadá mulher de Corisco, alertou a colega de cangaço, mas ela não deu ouvidos, quem não houve conselho ouve coitado.
#historiasdavidareal #historiasdelampião Contato: artehoraciomoura@gmail.com

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MANÉ VÉIO, O HOMEM DE CORAGEM NA GROTA DO ANGICO.

 Por João Marques da Silva


Boa tarde Sr José Mendes, não tenho muito o que falar sobre meu avô, a não ser que sim, tenho muito orgulho da história dele, como Soldado da volante nos tempos do Lampião. Conheci ele já de idade aqui em São Paulo, não o víamos da forma que os outros falavam, porque já era uma pessoa diferente, convertida ao evangelho, sendo testemunha de Jeová. Falava muito pouco sobre o passado, mas como eu e meu irmão Fábio éramos novos, tínhamos muita curiosidade e perguntávamos muito sobre o cangaço.

Policial Mané Véio, o homem de coragem na Grota do Angico.

A história do meu avô influenciou muito na vida minha e de meu irmão, assim como a maioria dos brasileiros, crescemos admirando as histórias de Lampião, fazendo trabalho em escola.

Após conhecermos a história do nosso avô jamais deixamos de nos trabalhos, mencionar quem eram os heróis de verdade. Meu avô errou sim, infelizmente meu pai (Abílio Marques da Silva), jamais o perdoou, e eu o entendo, não o julgo, só ele sabe o que ele passou tanto, que a única coisa que ele tinha do pai dele, era o nome Marques da Silva, mas nunca tivemos contato com ninguém da família Marques da Silva, por parte do meu pai. 

Depois de muitos anos, conhecemos um primo dele aqui em São Paulo, mas já nos últimos dias de meu pai morrer, sem perdoar o pai, e nunca aceitou nada do pai que o procurava. 

Segundo ele, pra de alguma forma, ajudar talvez fosse comprar o perdão do meu pai, mas não conseguiu, e a história acaba assim. 

Mas graças a história do meu avô, que veio à tona, tanto eu como meu irmão, entramos na Polícia Militar no Estado de São Paulo.

Enviado por João Marques da Silva. neto do policial Mané Véio.

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MIGUEL FAUSTINO DO MONTE

 Por José Mendes Pereira

Foto do acervo do historiador Geraldo Maia do Nascimento.

Eu não conhecia foto do empreendedor Miguel Faustino do Monte, cearense, lá da cidade de Sobral, e o que se sabe sobre ele, foi um homem que no passado, muito colaborou com o desenvolvimento de nossa querida Mossoró. Foi o fundador da "Igreja Sagrado Coração de Jesus", no centro da cidade, ali próxima aos Correios, datando sua construção no ano de 1907. 

Esta igreja está entre as mais antigas e tradicionais da cidade. Segundo Geraldo Maia, Seu nome está gravado na galeria dos grandes homens de Mossoró.


Agora, vamos fazer uma excelente leitura sobre o que escreveu o pesquisador, historiador e escritor Geraldo Maia do Nascimento, segundo site com o link logo no final do texto.

UM HOMEM EMPREENDEDOR – MIGUEL FAUSTINO DO MONTE.

Em 1884 a cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, era tida como um Empório Comercial. Vários investidores estrangeiros tinham aqui se estabelecidos com casas importadoras e exportadoras, o que teria contribuído para o seu crescimento comercial. Esse foi o motivo que levou o cearense Miguel, um jovem de 26 anos a deixar sua terra e procurar no Estado vizinho um “meio de vida”. Vindo para Mossoró conseguiu emprego de auxiliar de balcão na grande firma comercial Souza Nogueira. Era criterioso nos seus afazeres, disposto para o trabalho e com grande tino comercial. Conseguiu, com isso, não só a confiança do dono da empresa, como também a mão de sua filha. E assim foi que em pouco tempo passou de simples caixeiro de balcão a genro do patrão.

Em uma das viagens de Souza Nogueira a Recife/PE, por volta de 1894, o genro Miguel acompanhou-o. Foi aí que conheceu o grande homem da indústria e do comércio da região: Delmiro Gouveia, o homem da Fábrica de Pedra à margem do São Francisco. Delmiro Gouveia mantinha relações com Souza Nogueira. Mas ao conhecer Miguel Faustino, vislumbrou no mesmo as qualidades que necessitava para um novo aliado. E o convite veio de chofre:

“-Menino, queres trabalhar para mim? Comprarás peles, couros, outros artigos, se preciso. Mas quem trabalha para mim, se honesto e ativo, acabará bem, ao contrário o diabo o levará”.

Coronel Delmiro Gouveia

Miguel estremeceu. Delmiro Gouveia era um homem muito poderoso. Dava medo tratar com ele. Mas acertou o negócio e passou a trabalhar para Delmiro com inteligência, fé e retidão.

Com a parceria, bom tino comercial e retidão, o jovem Miguel terminou como um dos homens mais ricos de Mossoró, se não o mais rico de todos. Sal, algodão, cera de carnaúba, fibras e borrachas. Esses produtos levaram o sobralense criativo às Exposições Nacionais de 1908 e de 1922, à Internacional de Bruxelas de 1910 e a de Turim em 1911. Ganhou medalhas de ouro e diplomas de honra.

Em não sendo mossoroense de fato, tornou-se de direito. Participou ativamente da campanha de 1883 pela libertação dos escravos de Mossoró e de todos os movimentos que aqui aconteceram. Foi um benfeitor no momento da criação da Diocese de Mossoró. Retribuiu com bens a aceitação que teve de Mossoró.

Miguel Faustino do Monte tornou-se lenda na cidade que ofereceu ao grande empreendedor as condições para o seu sucesso e com ele viu seu nome ser falado no velho mundo.

Miguel Faustino do Monte era cearense de Sobral, mas, desde jovem, radicado em Mossoró; e aqui fez história. Cedo, conseguiu galgar posição de destaque como chefe de poderosas organizações comerciais. Quando se esboçou o movimento abolicionista de 1883, foi uma das figuras de maior projeção tendo sido, inclusive, um dos Diretores da Sociedade Libertadora Mossoroense.

Nasceu numa quarta-feira, em 11 de agosto de 1858, na cidade de Sobral/CE. Era um homem dotado de predicados cristãos. Foi ele quem construiu com seus próprios recursos a capela do Sagrado Coração de Jesus, que permanece até hoje com suas linhas originais. Arcou com a responsabilidade da maior parte do patrimônio levantado para a Diocese de Mossoró, doando seu palacete residencial para sede do Seminário Santa Terezinha, uma casa de sua propriedade na Praça Vigário Antônio Joaquim, onde funcionou a Rádio Rural além de apreciável quantia em espécie à Diocese de Mossoró.

O rápido enriquecimento de Miguel Faustino e a sua generosidade para com a Igreja fizeram surgir lendas onde se dizia que o mesmo havia enriquecido por ter feito um pacto com o diabo. E estava passando parte dos seus bens para a igreja como forma de redimir com Deus. Essa lenda ainda é contada pelas pessoas mais antigas.

Já na velhice transferiu sua residência para o Rio de Janeiro, onde morreu em 10 de novembro de 1952, aos 94 anos de idade. Fez muito por Mossoró e por sua Diocese. Seu nome está gravado na galeria dos grandes homens de Mossoró.

Geraldo Maia do Nascimento – Colunista

“É Notícia Mossoró”

https://enoticiamossoro.com.br/2022/04/um-homem-empreendedor-miguel-faustino-do-monte/

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O LEITE DE CADA DIA

 Clerisvaldo B. Chagas, 21 de julho de 2023

Escritor símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.932

Sim, é um altíssimo privilégio em um município pertencer a Bacia Leiteira de Alagoas. Sabemos, é óbvio, que o critério de um município para pertencer a chamada Bacia Leiteira de Alagoas, é produzir leite, isso todo mundo sabe.  Mas, levando-se em conta que todos os municípios do Agreste e Sertão de Alagoas se cria gado junto à lavoura, todos, então deveriam estar incluídos na Bacia. Todo proprietário rural é agropecuarista. Lógico que a quantidade de vacas leiteiras depende da quantidade de terras e do poder aquisitivo. Mas todos têm a vaca leiteira no seu espaço. Não encontramos uma fonte que explicasse o porquê do seu município fazer parte desse privilégio. Consultando duas fontes distintas, fomos encontrar uma Bacia Leiteira com 11 municípios e 2.782,9 Km2.

Vaca gir leiteira (foto: pinterest).

Anotamos os municípios de Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Major Izidoro, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olho d’Água das Flores, Palestina e Pão de Açúcar. Porém, na segunda fonte, o número de municípios salta para 16 e amplia a área para 5.053 Km2. Acrescente-se Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Igaci, Olivença e Palmeira dos Índios. No primeiro caso temos somente municípios sertanejos. No segundo caso, parte do Agreste faz parte com Estrela de Alagoas, Igaci e Palmeira dos Índios. Dois Riachos e Olivença são município do Sertão. Bem, pode ser que seja uma Bacia Leiteira atualizada.  Mas isso fica para uma terceira e definitiva pesquisa. Leite tem uso estadual e para exportação.

A Bacia Leiteira de Alagoas é a maior do Nordeste. O estado é o maior produtor de leite dos estados nordestinos. Isso quer dizer que não é possível faltar leite a uma criança no estado de Alagoas e, se faltar será motivo de descaso público. Além dos empregados de qualquer uma das fábricas de leite, ainda temos os que trabalham com o gado leiteiro, o corpo técnico dos rebanhos, os transportadores do produto das fazendas para a recepção e os transportadores do leite industrializado para outros centros. O que importa mesmo além do desenvolvimento, é o emprego com origem no campo que acalma e dignifica milhares de pessoas, pais e mães de família que louvam a atividade e o pão de cada dia.

O tema ainda merece ser estudado e visto de CARA NOVA.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2023/07/o-leite-de-cada-dia-clerisvaldo-b.html

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domingo, 23 de julho de 2023

AS BOMBAS AMERICANAS DESTROEM CIDADES DE HIROSHIMA E NAGASAKI NO IMPÉRIO JAPONÊS.

 Por José Mendes Pereira



"Morrer pela pátria é uma coisa sem graça e sem sentido. Por que morrer pela pátria, se os que deveriam estar lá, lutando pelo a defesa do seu país, ficam escondidos em suas mansões, só ordenando que ataquem isso ou aquilo? Eu, hein! Quem quiser morrer pela a Pátria, que morra, eu não sou tolo de forma alguma."


A nuvem de cogumelo sobre Hiroshima após a queda da Little Boy - pt.wikpedia.org 

Os ataques feitos  com grande poder de destruição em massa, às cidades de Hiroshima e Nagasaki, ocorridos no final da Segunda Guerra Mundial, realizados nos dias 6 de agosto e 9 de agosto do ano de 1945, contra o Império do Japão, foram feitos pela Força Aérea dos Estados Unidos da América, com ordens de Harry S. Truman, que na época, era presidente dos Estados Unidos.
 


Após seis meses de horrorosos bombardeios, os Estados Unidos  tentavam convencer o Japão desistir da batalha, atacando outras cidades,  mas só conseguiram vencer o Japão com a mais potente bomba atômica "Little Boy", soltando em uma segunda-feira, sobre a cidade de Hiroshima. 

Em 6 de Agosto de 1945 às 8:15am, uma bomba atômica carregada de Urânio explodiu 580 metros acima da cidade de Hiroshima com um grande Flash brilhante, criando uma gigantesca bola de fogo, a temperatura no centro da explosão chegou aos 4,000ºC. Mandando raios de calor e radiação para todas as direções, soltando uma grande onda de choque, vaporizando em milésimo de segundos milhares de pessoas e animais, fundindo prédios e carros, reduzindo uma cidade de 400 anos à pó. O que era de árvores foram todas destruídas com o forte calor
 
Em Hiroshima foi jogada a bomba atômica “Little Boy” e, três dias depois, a bomba “Fat Man” em Nagasaki. Até os dias de hoje, as duas bombas foram as únicas . - www.infoescola.com   

Três dias depois, no dia 9, a "Fat Man" caiu sobre Nagasaki. Historicamente, estes são até agora os únicos ataques onde se utilizaram armas nucleares. As estimativas, do primeiro massacre por armas de destruição maciça, sobre uma população civil, apontam para um número total de mortos a variar entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sendo algumas estimativas consideravelmente mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à exposição à radiação. A maioria dos mortos eram civis.

 
No dia 3 foi a vez de Nakasaki, recebendo de presente a bomba “Fat Man”. Até os dias de hoje, as duas bombas foram as únicas .http://pt.wikipedia.org/wiki/Fat_Man 

Com a destruição em massa dessas duas cidades e milhares de mortos em poucos segundos, o Japão resolveu entregar os pontos no dia 15 de agosto de 1945. Mas para isso, foi obrigado assinar oficialmente da sua rendição em 2 de setembro, na baía de Tóquio,  e finalmente foi anunciada o fim da II Guerra Mundial.

Que destino tomou esta criança - corujapaideia.blogspot.com 

O papel dos bombardeios atômicos na rendição do Japão, assim como seus efeitos e justificações, foram submetidos a muito debate. Nos Estados Unidos, o ponto de vista que prevalece é que os bombardeios terminaram a guerra meses mais cedo do que haveria acontecido, salvando muitas vidas que seriam perdidas em ambos os lados se a invasão planejada do Japão tivesse ocorrido. No Japão, o público geral tende a crer que os bombardeios foram desnecessários, uma vez que a preparação para a rendição já estava em progresso em Tóquio.

Vítima da crueldade do homem - corujapaideia.blogspot.com 

As Bombas Atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki ficaram em nossas mentes. Todos os dias, as imagens são uma mistura da devastação das terras e prédios. Imagens chocantes das ruínas, mas quanto as vítimas? 

 Foi lançada a primeira bomba atômica da nossa história, na cidade de Hiroshima, Japão. Somente no primeiro instante foram mortas mais de 70.000 pessoas, ... - eleteimou.blogspot.com 

O calor provocados pelas bombas, foi tão intenso que  tudo foi vaporizado. As sombras dos parapeitos foram imprimidas no chão. Em Hiroshima, tudo o que sobrou de alguns humanos, sentados em bancos de pedras próximos ao centro da explosão, foram as suas silhuetas.


A explosão da bomba hiroshima fez os relógios pararem 8:15 

Adultos e crianças foram incinerados ou paralisados em suas rotinas diárias, os seus organismos internos entraram em ebulição e seus ossos carbonizados. Que maldade dos homens! No centro da explosão, as temperaturas foram tão quentes que derreteram concreto e aço. Dentro de segundos, 75,000 pessoas foram mortas ou fatalmente feridas. As mortes causadas pela radiação ainda aconteceram em grandes números nos dias seguintes. “Sem aparente motivo as suas saúdes começaram a falhar. Eles perderam apetite. Seus cabelos caíram. Marcas estranhas apareceram em seus corpos. E eles começaram a ter sangramentos pelas orelhas, nariz e boca”. 

Médicos “deram aos seus pacientes injeções de Vitamina A. Os resultados foram horríveis. E buracos começaram a surgir em seus corpos causados pela injeção da agulha. Em todos os casos as vítimas morreram”. Como pode!

Hibakusha é o termo usado no Japão para se referir as vítimas das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki. A tradução aproximada é “Pessoa afetada por explosão”.

Eles e suas crianças foram vítimas da falta de conhecimento sobre as consequências das doenças causadas por radiação.

olavosaldanha.wordpress.com  - Hiroshima e Nagasaki 

Muitos deles foram despedidos de seus empregos. Mulheres Hibakusha nunca se casaram, muitos delas tinham medo de dar a vida para uma criança deformada. Os homens também sofreram discriminação. “Ninguém quis se casar com alguém que poderia morrer em poucos anos”.

Em 10 de Agosto de 1945, o dia depois dos ataques à Nagasaki, Yosuke Yamahata, começou a fotografar a devastação. A cidade estava morta. Ele caminhou através da escuridão das ruinas e corpos mortos por horas. Mais tarde, ele fez as suas últimas fotos próximas a estação médica, ao norte da cidade. Em um único dia, ele completou o único registro fotografico logo após às bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.

O  sonho acabou - julia-nopaisdasmaravilhas.blogspot.com 

A detonação da Little Boy, como era chamada a bomba que causou a morte de mais de 250 mil pessoas em Hiroshima, foi ouvida até nas cidades vizinhas. Ela destruiu tudo o que encontrava num raio de dois quilômetros e meio, devastando vegetação e estrutura da cidade. Porém, o aporte térmico da bomba teve um alcance ainda maior. A detonação daFat Man sobre Nagasaki causou tanta destruição quanto em Hiroshima.

Vida findada - olavosaldanha.wordpress.com

Sobreviventes que sofreram fortes queimaduras devido a propagação do intenso calor, fora da área de explosão, andavam pelas ruas sem saber o que havia acontecido. A radioatividade se espalhou provocando chuvas ácidas, causando a contaminação da região, incluindo lagos, rios, plantações. Os sobreviventes foram atendidos dias depois, o que ocasionou a morte lenta e agonizante de muitos.

Até os dias de hoje, os descendentes dos habitantes afetados sofrem os efeitos da radioatividade. 

Fonte: Wikipédia

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A ANTIGA CORRENTE NA PRESIDENTE DUTRA COM A BENÍCIO FILHO.

 Por José Mendes Pereira


Na década de 50, estendendo-se até o início da década de 60, quem caminhava em Mossoró, pela Avenida Presidente Dutra, com o cruzamento da Rua Benício Filho, iria encontrar uma corrente, a qual evitava que as pessoas passassem com mercadorias sem pagar impostos. 

Rua Benício Filho - http://telescope.blog.uol.com.br/arch2011-01-01_2011-01-31.html

O indivíduo que transportava farinha, feijão, milho, criações, etc..., os agentes faziam uma vistoria sobre a mercadoria que o sujeito levava, e ali mesmo, extraía uma nota com o valor do imposto a ser pago. 

 Pedro Nél Pereira

Meu pai, Pedro Nél Pereira, além de ser criador, também comprava criações aos vizinhos, e vinha vender em Mossoró na feira dos bichos. E para ele não pagar o imposto, passava pela Rua General Péricles, mas nela também tinha outra corrente que não era famosa, e esta, era administrada pelo o senhor Mansidão Amâncio, que era casado com uma das primas do meu pai. Este homem nunca proibiu que o meu pai passasse por lar, já que ele sabia muito bem as suas dificuldades para viver. 

Herculana Maria da Conceição, minha avó - Para alguns netos era Mamãenana, e para outros Mãenanana ou Mananana.

Lembro-me que quando o meu pai retornava levando algumas mercadorias para sua casa, ao passar pela famosa corrente, para não pagar impostos, dividia o saco em duas porções, mas ainda dizia aos agentes do governo que, cada meio saco de qualquer alimento,  era um para ele, e o outro para a minha avó Mamãenana. 


A famosa corrente foi extinta pelo o então governador do Rio Grande do Norte, Aluísio Alves, que prometeu aos mossoroenses que, se  eleito fosse ao governo do Estado do Rio Grande do Norte, aquela corrente não iria mais existir em Mossoró naquele lugar, e nem em lugar nenhum.

Cruzamento da Benício Filho com a Presidente Dutra em Mossoró - Foto feita por José Mendes Pereira em 09 de Fevereiro de 2015

Um dos homens que muito colaborou pela desativação daquela corrente, foi  um senhor conhecido por Elísio Vermelho, que morava na Benício Filho. Este foi muito maltratado e perseguido, devido o protesto que ele sempre fez sobre a dita corrente.

Mas felizmente, Aluísio Alves foi eleito, e logo cuidou de mandar aterrar o buraco, e de imediato, a corrente foi desativada da General Péricles e da Presidente Dutra em Mossoró.

Naquelas décadas de 50 e 60, os mossoroenses pagavam impostos até de carvão. 

Minhas Simples Histórias


Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

Fonte:

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CONVITE

Por José Mendes Pereira

Quando a esposa do Dr. Archimedes Marques, a escritora Elane Marques estava fazendo o lançamento do seu livro, no dia 06 de abril de 2016, o Dr Paulo Medeiros Gastão, me enviou este e-mail para que fosse publicado em nosso blog:

"Almejo que o gentil convite chegue a tempo para que os pesquisadores
possam projetar viagem de participação ao representativo lançamento.
Sucesso e boa viagem"

Abs. Paulo Gastão.

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LAMPIÃO E A CIDADE DE SAL

Por André Carneiro de Albuquerque
Foto livro 2

Nos primeiros cinco anos como chefe de cangaceiros, entre os anos de 1922 e 1927, Virgulino Ferreira, o Lampião, tinha conquistado fama de sanguinário. Seu nome se fazia presente em inúmeros jornais, que denunciavam uma longa lista de ações criminosas. O cangaço em seu reinado pouco parecia com os seus antecessores e em todos os combates que participou provocou baixas significativas entre seus oponentes. O temido cangaceiro foi invencível neste período. O espantalho, como também ficou conhecido, entendia princípios básicos no campo da estratégica, que os elementos críticos na guerra são: rapidez, capacidade de adaptação, conhecimento do terreno e do inimigo. Porém, a sequência de intermináveis “vitórias”, os aplausos de seus comandados e a vaidade provocada pela notoriedade adquirida; pode ter provocado o esquecimento de que, toda tropa tem seus limites e que por maior que seja o ímpeto guerreiro ela só consegue levar o seu líder até certo ponto. Sendo assim, o comandante de qualquer grupamento armado é obrigado a ponderar e escolher com cuidado suas batalhas. Ignorar tal dinâmica levou Lampião ao seu maior equívoco estratégico. Sair do sertão pernambucano até a cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, cooptar cangaceiros pertencentes a outros bandos, atuar em um cenário de operações desconhecido, foram erros agudos.

Mossoró, possuía cerca de 20.000 habitantes, um centro comercial significativo, linha férrea, agencia bancária e um setor salineiro importante. Uma cidade em pleno desenvolvimento. Como se não bastasse, a população tomou conhecimento prévio da aproximação do bando. O cangaceiro, usou inúmeras táticas de intimidação: sequestro de pessoas para forçar pagamento de resgate, constantes deslocamentos de bandos menores e bilhetes exigindo dinheiro para deixar a região sem lutar. Ao esbarrar com o determinismo da população em não se curvar ao temido invasor, Lampião é duramente afrontado e muito provavelmente não considerou a possibilidade de recuar e deixar a região. Parte da cidade foi ocupada, por três grandes ondas de cangaceiros, sendo a terceira falange comandada pelo próprio Virgulino. Em alguns pontos o tiroteio foi acirrado, tendo os cangaceiros entrado em uma dinâmica de luta desconhecida, pois tiveram de confrontar citadinos bem abrigados nos telhados das casas, o que gerava uma significativa vantagem bélica. Os líderes da resistência perceberam que a melhor chance diante do experiente bando, era trocar espaço por tempo; manobra conhecida no meio militar como: estratégia do não compromisso, resistiram à tentação de combater em campo aberto, e permitiu ao cangaceiro aparentemente dominar a zona rural, enquanto ganhavam tempo para planejar e organizar a exitosa defesa. Graças a tal iniciativa foi possível retirar da cidade quase toda a população inapta para a luta, alertar autoridades vizinhas e pedir reforços. Perder homens e ser obrigado a deixar a cobiçada Mossoró após uma constrangedora derrota não foi a pior parte da malfadada campanha. Retornar para terras pernambucanas foi um verdadeiro flagelo. Acuado por inúmeras volantes, que foram alertadas de sua localização e possíveis rotas de retorno, abandonado por coiteiros aliados e enfrentando indisciplina entre os seus comandados, foi a primeira vez que Lampião sentiu na pele o peso do fracasso, aprendendo na prática que “cidade de duas torres não era lugar para cangaceiro”.

André Carneiro de Albuquerque* 

Mestre em História Militar/ Autor do Livro –Capitães do fim do Mundo 

a.c.albuquerque@hotmail.com/andre@historiasolidaria.com.br 

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