Por Histórias da Vida Real
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sábado, 2 de dezembro de 2023
LAMPIÃO O CANGACEIRO JERIMUM E A MERETRIZ CRIMINOSA
LAMPIÃO E O TERRÍVEL ZÉ BAIANO | O CARRASCO FERRADOR EM CANINDÉ
Por Sertão Cangaço
LAMPIÃO E A CARNIFICINA DE QUEIMADAS |O MASSACRE
Por Sertão Cangaço
https://www.youtube.com/watch?v=S7dHZbA3rrM&ab_channel=SERT%C3%83OCANGA%C3%87OQueimadas fica à margem direita do Rio Itapicuru, Era então um lugarzinnho acanhado,
tendo como únicos sinais de progresso o telégrafo e a estrada de ferro que ia de Salvador a Juazeiro.
Antes os episódios mais espetaculares contado pelo os mais velho diziam respeito à movimentação
das tropas do gonverno republicano que ali desembarcavam do trem e eram despachadas para Canudos
a fim de exterminar os infelizes seguidores do beato Antônio Conselheiro.
#Lampião #históriadocangaço #ocangaço
Inscreva-se no Canal, um forte abraço a todos.
Fonte do Texto:
livro Lampião a raposa das caatingas do escritor José Bezerra Lima Irmão.
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MASSACRE DE ANGICO. A MORTE DE LAMPIÃO - ESPETÁCULO COMPLETO 2023
Por Cabras de Lampião
https://www.youtube.com/watch?v=CIoNQZar6Ik&ab_channel=CabrasdeLampi%C3%A3ohttp://blogdomendesemendes.blogspot.com
LIVRO:
Por Beto Klöckner Rueda
CONRADO, Juarez. A
última semana de Lampião(reportagens). Aracaju: Unigráfica, 1980.
Veja se o professor Pereira o tem, através deste endereço eletrônico:
franpelima@bol.com.br
https://www.facebook.com/groups/179428208932798/user/100000026208933/
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O DESTINO TRÁGICO DE JORGE HORÁCIO VILAR
Por Beto Rueda
Nas terras do
sítio Ipueira, próximo a Mata Grande, Alagoas, era o abrigo do pacato lavrador
e famoso vaqueiro Jorge Horácio e sua família.
O filho do vaqueiro João Horácio, menino alegre de nove anos, brincando pelos matos do sítio com um bodoque nas mãos para caçar passarinhos, encontrou-se de repente com um grupo de homens estranhos e com trajes diferentes dos que habitualmente via. Era Lampião e seus cabras.
O cangaceiro
trazia amarrado um bode e perguntou ao menino se ele conhecia alguém que sabia
matar e cozinhar o bode depressa. O menino respondeu que sabia, e que era o seu
pai.
Foram até a
casa do sítio e o chefe dos cangaceiros chamou Jorge Horário, falou o que
queria e retirou-se para o mato afim de ficar esperando a encomenda.
O vaqueiro já
tinha morto e picado o caprino quando chegou uma comadre sua, Ana Rosa, que
tinha fama de ser muito faladeira.
Ela ajudou a
assar os pedaços e no prazo determinado por Lampião, dois cangaceiros foram
buscar a comida, Ana Rosa curiosa, ficou observando os visitantes com olhos
espantados e de segundas intenções...
Jorge Horácio
que conhecia bem a fama de fofoqueira da mulher e com medo de ser denunciado
como coiteiro, com cuidado, deixou a residência e foi até onde os cangaceiros
comiam e contou a sua preocupação para o comandante.
Este escreveu
um bilhete para a mulher dizendo que se ela contasse o que viu, teria os olhos
arrancados. Não falasse a ninguém sobre a parada do grupo no sítio Ipueira.
Pouco tempo
depois Ana Rosa não conteve os seus instintos, despediu-se do pessoal da casa e
foi direto a polícia de Mata Grande e contou tudo.
Ali, na casa
do sítio, as volantes às vezes acampavam até por uma semana. Ficavam
descansando, comendo a tripa forra, aproveitavam bem e não pagavam um tostão
sequer.
Jorge Horário
ainda muito cismado com o acontecido e prevendo o pior, resolveu esconder-se
num serrote próximo dali, da Mina Grande. Antes passou na casa do irmão José e
contou tudo o que acontecera, combinou com o irmão para levar-lhe comida e dar
notícias do que ocorresse.
Já fazia três
meses que Jorge Horácio estava escondido no serrote da Mina Grande, longe da
mulher Bela Tiete e dos filhos; o irmão levando os alimentos e contando as
novidades.
Foi então que
uma volante policial de Inhapi veio até a casa de José Horácio, seu irmão. O
comandante disse ao dono da casa com maus modos, que tinha que dar conta do
lugar onde estava Jorge, senão sua esposa e a filharada iriam sofrer tudo o que
estava reservado ao fugitivo.
José negou ao
comandante que soubesse onde ele se encontrava. Subiu o serrote e contou ao
irmão que a volante estava na sua casa e tinha o ameaçado, bem como toda a sua
família.
O vaqueiro
Jorge Horácio homem honesto, sabia da desgraça que podia acontecer a cunhada,
aos sobrinhos, e ao próprio irmão. Resolveu entregar-se ao comandante.
Ao chegar em
casa com José, qual não foi a sua surpresa: os policiais volantes em tom de
ironia o cumprimentaram, e o comandante disse que ele apenas iria prestar
esclarecimentos às autoridades.
Todos montaram
e dirigiram-se para a sede da força em Inhapi, cinco léguas de distância.
No meio do
caminho o cruel comandante mandou alguns soldados cortarem uns paus de
catingueira e baterem nas pernas do preso. Deram pra valer, sem dó nem piedade.
Quando
chegaram na cidade mandaram buscar o filho, o menino, aquele que estava caçando
quando encontrou os cangaceiros com o bode.
O filho chegou
ao quartel e os soldados começaram a espancá-lo.
Batiam, o
menino chorava e gritava tanto que as famílias vizinhas ao local começaram a
fechar as janelas e as portas das casas para não ouvirem.
Soltaram o
garoto todo arrebentado e começaram a bater no pai. Batiam no corpo, chutavam a
cabeça, pulavam em cima da barriga e Jorge Horácio pedia para que o matassem, mas que não judiassem assim.
Os soldados respondiam
que não queriam matar, que era só para machucar, que coiteiro precisava era
disso, e outras frases de ameaças.
Ao ser solto,
Jorge Horácio, depois de muito apanhar, montou no animal e foi direto para a
casa do irmão.
Não teve
forças nem para desmontar, tiveram que tirá-lo de cima e carregá-lo para a
cama.
Sua mulher
Bela Tiete foi avisada e foi visitar o marido semi morto. Pensaram que não
escaparia pelo castigo sofrido.
Ficou em
tratamento por quase quatro meses, só pensando nas humilhações que sofreu.
Um dia
qualquer, uma fita de luz começava a clarear o horizonte, não aguentando as
lembranças do acontecido, confessou a esposa que iria partir e unir-se ao bando
dos cangaceiros para vingar-se dos soldados.
Foi juntar-se
ao grupo de Corisco numa quinta feira de 1934. Por esse motivo passou a ser
conhecido por essa alcunha. Acabou, posteriormente, ficando sob as ordens de
Lampião.
O destino
trágico do lavrador pacato, vaqueiro destemido e cangaceiro valente Quinta
Feira, teve fim no dia 28 de julho de 1938, por estranha coincidência uma
quinta feira, no coito de Angico, Sergipe.
REFERÊNCIAS:
ARAÚJO,
Antônio Amaury Corrêa de. Assim morreu Lampião. 2. ed. Rio de Janeiro: Brasília,
1976.
ARAÚJO,
Antônio Amaury Corrêa de. Lampião: as mulheres e o cangaço. 2. ed. São Paulo:
Traço, 2012.
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2023
DESCAROÇANDO A VIDA
DEZEMBRO ESTÁ COMEÇANDO...
Por José G. Diniz
INDICAÇÃO BIBLIOFRÁFICA...
Por Professor Pereira
Indicação bibliográfica. Cangaço, cangaceiros, Cangaceirismo, Sertão, Nina Rodrigues, Césare Lombrodo, Estácio de Lima, Lampião, entre outros. Livro indispensável.
NOTA DE PESAR!
Por Relembrando Mossoró
O Relembrando Mossoró vem comunicar o falecimento de dona Albertina, nossos sentimentos aos familiares e amigos.
https://www.facebook.com/photo/?fbid=704460971654948&set=gm.6723372931079413&idorvanity=768856323197800
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FAZENDA SERRA VERMELHA:
OS MEMBROS DA
COLUNA PRESTES, PEGARAM JOSE NOGUEIRA, CUNHADO DE ZÊ SATURNINO, NA FAZENDA
SERRA VERMELHA, LEVARAM-NO POR CERTA DISTANCIA, LIBERANDO EM SEGUIDA E TOMANDO
SUA ARMA. COMO ZÊ NOGUEIRA ERA INIMIGO DE LAMPIÃO, AO VOLTAR PRA CASA, DECIDIU
PERMANECER ESCONDIDO NO CERCADO DOS BODES, ATE CHEGAR UM PESSOAL QUE GARANTISSE
O RETORNO AO SEU LAR. LAMPIÃO CHEGOU EM SUA CASA, PERCEBENDO A AUSÊNCIA DE ZE
NOGUEIRA, MANDOU A MORADORA IR CHAMA-LO, COM O SEGUINTE RECADO:
"diga a Zê Nogueira que a força de Nazaré está aqui e precisa urgentemente falar com
ele".
A CONFIANTE
MULHER DESCONHECENDO SER AQUELE O GRUPO DE LAMPIÃO, FOI ATRÁS DE ZÊ NOGUEIRA NO
CERCADO E DEU O RECADO, E FOI PRONTAMENTE ATENDIDA POR ZÊ NOGUEIRA, QUE
IMAGINOU SER GENTE AMIGA. AO ENTRAR PELA PORTA DA COZINHA E CHEGANDO NA SALA,
SE DEPAROU COM AQUELA GENTE, PERCEBENDO SER CANGACEIROS.
LAMPIÃO MUITO
SATISFEITO EM VER AQUELE INIMIGO NA SUA FRENTE, DISSE:
"e agora,
hem, Zê Nogueira?"
ZÉ NOGUEIRA
ESPANTANDO VENDO EM QUE SITUAÇÕES E ENCONTRAVA, RESPONDE TREMULO:
"agora só
mesmo nossa senhora".
TODOS OS
CANGACEIROS DERAM GARGALHADAS...
ZÉ NOGUEIRA
ESTAVA COM SINTOMAS FORTES DE ASMA, MAL RESPIRAVA, LAMPIÃO VENDO A SITUAÇÃO DO
INIMIGO, RESOLVE DEIXA-LO, MAI FOI IMPEDIDO POR ANTONIO FERREIRA QUE DISSE:
"voçe ta
doido Lampião, deixar vivo esse homem?".
LAMPIÃO AO SE
RETIRAR DA SALA, SENDO SEGUIDO POR ZÉ NOGUEIRA, ANTONIO FERREIRA VINHA LOGO
ATRAS E SEM DÓ, ATIRA NA NUCA DE ZÉ FERREIRA QUE CAÍ MORTALMENTE. LAMPIÃO NÃO DISSE NADA COM DO GESTO DO IRMÃO, ANTONIO TIRA AS ALPERCATAS NOVAS DE ZÉ NOGUEIRA E COLOCA NOS PÉS, JOGANDO FORA A SUA ALPERCATA JÁ VELHA:
O FATO
REDUNDOU UM PROCESSO-CRIME CONTRA LAMPIÃO E OS MAIS DESTACADOS DO SEU BANDO. O
PROCESSO ESTÁ NO 1º CARTÓRIO DE SERRA TALHADA-PE:
TEXTO COLHIDO
NO LIVRO "GUERREIROS DO SOL", pag. 123 e 124. FREDERICO PERNAMBUCANO:
https://www.facebook.com/groups/179428208932798
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quinta-feira, 30 de novembro de 2023
OS VERDADEIROS CONTRATADORES
Acervo do Adelsonmota Mota
Os verdadeiros
contratadores, José Fernandes Oliveira e Francisca da Silva (Chica da Silva) do
Tijuco onde hoje é a Cidade de Diamantina, MG Vale do Jequitinhonha, quem
lembra da novela, Chica da Silva, com Thaís Araújo e o Contratador, Victor
Wagner, credito Getúlio
Brito CHICA DA SILVA
Foi uma
escrava brasileira alforriada que ficou famosa pelo poder que exerceu no
arraial do Tijuco, hoje a cidade mineira de Diamantina. Manteve uma relação de
concubinato com o contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira.
Francisca da
Silva nasceu no Arraial do Tijuco, atual cidade de Diamantina, Minas Gerais, na
época em que o Brasil tornou-se grande produtor de diamantes.
Filha do
português, capitão das ordenanças, Antônio Caetano de Sá e da africana Maria da
Costa, foi escrava de um proprietário de lavras, o sargento-mor Manoel Pires
Sardinha, com quem teve um filho chamado Simão Pires Sardinha, alforriado pelo
pai, recebeu seus bens em testamento.
Alforria e
Luxo
Com 22 anos,
Chica da Silva foi comprada pelo rico desembargador João Fernandes de Oliveira,
contratador de diamantes, que chegou ao Arraial do Tijuco, em 1753.
Depois de
alforriada, passou a viver com o contratador, mesmo sem matrimônio oficial.
Chica da Silva passou a ser chamada oficialmente Francisca da Silva de
Oliveira. O casal teve 13 filhos e todos receberam o sobrenome do pai e boa
educação.
Chica da
Silva, mulata, frívola, prepotente, impôs-se de tal forma, que o rico português
atendia a todos os seus caprichos. O maior deles, como não conhecia o mar,
pediu ao marido para construir um açude, onde lançou um navio com velas,
mastros, igual às grandes embarcações.
Chica da Silva
vivia em uma magnífica casa, construída nas encostas da serra de São Francisco,
onde promovia bailes e representações.
Era dona de
vários escravos que cuidavam das tarefas domésticas de sua casa. Só ia à Igreja
ricamente vestida e coberta de joias, seguida por doze acompanhantes. Consta
que muitas pessoas se curvavam à sua passagem e lhe beijavam as mãos.
Fim da União
João Fernandes
de Oliveira foi acusado de contrabandear diamantes, chegou a ser preso e perdeu
parte de seus bens. Mesmo assim, possuía uma das maiores fortunas do Império
Português.
A união do
casal que durava 15 anos, foi interrompida em 1770, quando João Fernandes
retornou a Portugal, depois da morte de seu pai a fim de resolver questões de
herança familiar, levando com ele os quatro filhos homens que teve com Chica da
Silva. Lá, adquiriram educação superior e alcançaram cargos importantes na
administração do reino.
Chica da Silva
ficou no Brasil com as filhas e a posse das propriedades do marido, o que lhe
permitiu continuar vivendo no luxo. Suas filhas estudaram prendas domésticas e
música.
Mesmo sem
viver com João Fernandes pelo resto de sua vida, Chica da Silva conseguiu
distinção social e respeito na sociedade elitista de Minas Gerais, no século
XVIII.
Chica da Silva
convivia com a elite branca local. Em seu testamento, doou parte de seus bens
às irmandades religiosas do Carmo e de São Francisco, que eram exclusivas de
brancos, e às das Mercês, exclusivas dos mestiços e a do Rosário dos Pretos,
que eram reservadas aos negros.
Chica da Silva
faleceu em Serro Frio, Minas Gerais, no dia 15 de fevereiro de 1796. Foi
sepultada na irmandade religiosa de São Francisco de Assis, exclusiva dos
brancos.
(O texto não é
da minha autoria, geralmente, copio e abrevio para não cansar);
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RAÍZES
Por Rangel Alves da Costa
RAÍZES. Teotônio Alves China, o China do Poço, meu avô materno, gostava de terra, de padre e de cangaceiro. Marieta, minha avó materna, gostava de terços, de rezas e calçadas. Seu Ermerindo, meu avô paterno, gostava de terra, de política e de repentistas. Emeliana, minha avó paterna, gostava de santos e oratórios, de romarias e do Padim Ciço. Meu pai Alcino gostava do sertão, de política e de cangaço. Minha mãe Dona Peta gostava de bordar, de cantar, de fazer bolos e doces. E eu gosto de tudo isso. Mas como tudo isso me faz tanta falta...
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𝟏𝟎𝟗 𝐀𝐍𝐎𝐒 𝐃𝐀 𝐏𝐑𝐈𝐒𝐀̃𝐎 𝐃𝐎 𝐑𝐈𝐅𝐋𝐄 𝐃𝐄 𝐎𝐔𝐑𝐎, 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝟓.
Guilherme Velame Wenzinger
quarta-feira, 29 de novembro de 2023
𝟏𝟎𝟗 𝐀𝐍𝐎𝐒 𝐃𝐀 𝐏𝐑𝐈𝐒𝐀̃𝐎 𝐃𝐎 𝐑𝐈𝐅𝐋𝐄 𝐃𝐄 𝐎𝐔𝐑𝐎, 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝟒.
Guilherme
Velame Wenzinger
RECEPCIONADO SINHÔ PEREIRA.
Guilherme Velame Wenzinger
Parentes de Sinhô Pereira recepcionando-o em Serra Talhada(PE) cinco décadas após o mesmo ter abandonado o cangaço.
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