Seguidores

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

SANTANA DO IPANEMA

Clerisvaldo B. Chagas, 4 de dezembro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.003

 

Vamos fechando o circuito de todas as cidades sertanejas alagoanas apresentadas. Estava faltando somente Santana do Ipanema.

Cidade sertaneja servida pela BR-316 e pela AL-130, fundada em 1787. Fica entre as cidades de Dois Riachos e Poço das Trincheiras. Seus munícipes são chamados de santanenses e tem como padroeira Nossa Senhora Santana. Possui duas paróquias: a de Senhora Santana e a de são Cristóvão, cujos festejos dos seus respectivos padroeiros acontecem no mês de julho e no mês de outubro.  Sua vegetação pertence ao bioma caatinga e seu clima é o semiárido.  A cidade apresenta-se ladeirosa e repleta de patamares onde estão localizadas ruas e avenidas importantes.

Já foi chamada “Terra dos Carros de Boi”, “Terra do Feijão”, mas continua com o título de “Rainha do Sertão”. É a cidade sertaneja de Alagoas mias importante de todas. Sua distância para a capital, Maceió, gira em torno de 220 km. Atualmente é Centro Educacional de peso e conta com a presença das representações da UFAL – Universidade Federal de Alagoas; UNEAL – Universidade de Alagoas; e IFAL - Instituto Federal de Alagoas. Sua economia se baseia na agropecuária, comércio e serviços, conta com três bancos federais e um movimento diário de trânsito muito forte com veículos diários de cerca de 30 cidades da região, bem como o atendimento do Hospital regional Dr. Clodolfo Rodrigues que atende mais ou menos ao mesmo número de cidade acima.

A cidade é circundada por serras e serrotes que permitem o turismo paisagístico natural. Santana tem como principal acidente geográfico o rio Ipanema que banha a cidade e que antigamente era abastecida de água por ele. A cidade pode ser desvendada na sua história, arquitetura e na geografia. Sua culinária representa o resumo apaixonante das comidas típica de toda a região. Brevemente será lançado o maior documentário jamais produzido em Santana do Ipanema: o livro: “O boi, a bota e a batina, história completa de Santana do Ipanema”. Covardias à parte, aguardemos o primeiro trimestre de 2024.

ESTÁTUA AO JEGUE (FOTO: B. CHAGAS)



http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ARISTÉIA...

 Por Helton Araújo


Aristéia foi companheira do cangaceiro Cícero Garrinchinha, vulgo Catingueira.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=363595492817492&set=gm.878046137316209&idorvanity=414354543685373

http://blogodmendesemendes.blogspot.com

NINGUÉM PODE TIRAR ESSAS DUAS ESTRELAS DO AR.

Por Alessandra Gonçalves | DOL

Silvio Santos baixa proibição em meio a dança das cadeiras no SBT e ninguém pode tirar essas duas estrelas do ar

Esta semana uma notícia sobre uma proibição de Silvio Santos em meio a dança das cadeiras no SBT veio à tona. Isso porque, o apresentador exigiu que ninguém poderá tirar duas de suas maiores estrelas do ar.
De acordo com informações de Flávio Ricco, do portal R7, Silvio Santos proibiu que as mudanças cheguem em Carlos Alberto e Raul Gil. Nos últimos meses, o SBT está realizando uma grande reformulação em sua programação para o ano que vem.
Porém, Silvio Santos não deixará que ocorram mudanças nos programas de Carlos Alberto e Raul Gil. A determinação, segundo Flávio Ricco, é que os apresentadores só saíam da grade horária quando quiserem.
Desse modo, o programa A Praça É Nossa e o Programa Raul Gil estão garantidos na grade de 2024 e nem Daniela Beyruti, vice-presidente do SBT, poderá mudar isso.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=825551366247405&set=a.475832721219273

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

VOLANTES NO RASTRO DE LAMPIÃO.

 Por Helton Araújo

Depois de forte perseguição por parte da polícia, Lampião teve que fugir atravessando Rio São Francisco em direção a terras baianas em busca de se manter vivo e reerguer seu império no cangaço, lá, claro diante sua experiência e inteligência fora da curva, ele se recompôs e voltou a dominar as ações. Mas você já imaginou se ele não tivesse pedido nomes como de Antônio Ferreira, Meia Noite e Sabino das Abóboras, como seria seu bando reforçado por essas feras ?

No vídeo de hoje fiz uma análise com 10 nomes de cangaceiros que Lampião perdeu antes de atravessar o São Francisco que lhe fizeram muita falta.

O link do vídeo está logo abaixo, para assistir basta clicar no mesmo.

https://youtu.be/s-Po0SXtsug?si=Y3DbTSnWjn2VqBri

https://www.facebook.com/photo/?fbid=360039979839710&set=gm.874252261028930&idorvanity=414354543685373

http://blogodmendesemendes.blogspot.com

PARABÉNS, FREI ENOQUE!

Por Manoel Belarmino

Hoje, neste dia 4 de dezembro, celebra-se mais um aniversário do Frei Enoque, o missionário do Evangelho e das sandálias da simplicidade. O Francisco do Sertão.
Quantos anos vividos neste sertão! Quantos gritos! Quantas vezes a sua voz foi e continua sendo a voz dos mais sofridos do campo e da cidade deste sertão.
Hoje comemoramos o seu aniversário de vida. São 81 anos completados. E os seus 51 anos de missão neste sertão e na Diocese de Propriá.
Muita saúde e muita paz! Parabéns, Frei Enoque!

https://www.facebook.com/photo/?fbid=7175000069188584&set=a.305411902814136

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ADEUS, GARGANTA DE OURO!

 Autor: José Di Rosa Maria


Sebastião Dias Filho

Em dois mil e vinte e três,

A três do mês de dezembro

A última viagem fez...

Deixando Iêda e três filhos

Feridos pelos pesares,

Com lembranças imortais

Dos seus românticos cantares.


O ouro trocou o branco

Pela cor da solidão,

Por sentir falta do doce

Da voz de Sebastião;

O Seridó desmaiou

Na chegada da saudade,

Que sempre incomodará

O sertão e a cidade.


O Vale do Pajeú

Nos braços da nostalgia,

Teve que se despedir

Do mestre da poesia;

As musas inspiradoras

Soluçaram de tristeza,

No adeus do sabiá

Cantador da natureza!


Mossoró-RN, 03/12/2023.

Descanse em paz poeta-cancioneiro.


https://www.facebook.com/jose.ribamar.3939/posts/pfbid031SGnUqzrWtq6H8n7caT9StvKND9SunoxytS2SkRwBtK17SQZtsBtaDqqaPSFURBUl

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

SE MERECERMOS DEUS...

Por José G. Diniz


 Se merecermos Deus nos da o perdão
O pai é paz, amor, fé e compreensão
Não constrói as coisas pela metade
É para ter uma plena perfeição
Cumpre bem com a sua missão
Faz uma edificação firme e concreta
Para os mansos deixa a porteira aberta
Por ser justo não cometeu abuso
A vida ficou igual a um parafuso
A cada um dia, uma rosca aperta.

https://www.facebook.com/josegomesd

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CAROÁ, CROATÁ, CROÁ

 Clerisvaldo B. Chagas, 17 de novembro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.002

Caroá, croatá, crauá ou Croá, “É uma planta terrestre da família das bromeliáceas, nativa do Nordeste do Brasil. A planta é uma bromélia nativa do estrato baixo da caatinga brasileira, apresenta folhas lineares, acuminadas e listradas e flores protegidas por brácteas com coloração viva e frutos em bagas suculentas. Já teve muita importância na caatinga, antes do advento do plástico. Dela se fazia cordas, cordões, redes, sacos, tecidos e roupas. Proporcionou emprego e renda em vários lugares do Sertão nordestino, gerou indústrias e até originou cidades como Senador Rui Palmeira no alto Sertão alagoano, cuja origem foi uma “usina” de fazer barbantes de caroá. A grande riqueza de outrora do Nordeste, o algodão, era ensacado com destino as bolandeiras ou vapores (máquinas de beneficiamento do algodão) com enormes sacos de caroá, que tinham aparência de tarrafas nos seus trançados espaçosos e transportados, geralmente por carros de boi.

CAROÁ (AUTOR NÃO IDENTIFICADO).

O caroá fez ótima circulação de dinheiro no Sertão e Agreste entre extrativistas rurais, empresários, fábricas, comércio e usuários. O agave, planta espinhenta da qual se fabricava cordas e outros produtos semelhantes ao caroá, tinha mais nobreza, pois em muitos lugares do semiárido, era plantado com vigor. O caroá, apenas era extraído da caatinga. Em várias regiões apresentava-se abundante e em locais privilegiados, crescia até dois metros de altura.  Como o nome da planta varia muito em cada região, é possível que ela também seja chamada gravatá (sítio e poderoso riacho de Santana do Ipanema).

As riquezas antigas dos nossos sertões são pouco divulgadas e temos certeza de que pouquíssimas pessoas têm esse conhecimento. O uso da lã de barriguda, a utilidade dos juncos nas fabriquetas de colchões, representam segredos do Sertão antigo (não tão antigo assim) e que deslumbram por certo, pesquisadores e fontes dos mais velhos que assim conviveram. Infelizmente, o advento do plástico, muito útil, prático, leve e barato substituiu nossos produtos inocentes e passou a poluir o mundo. É pena porque nem todo nosso passado foi registrado e dão trabalho aos pesquisadores, mais do que os temas sobre animais pré-históricos.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A PERGUNTA FOI: SOBRE O ADRIÃO, SERÁ SE FOI FOGO AMIGO? - CANAL CANGAÇO EM FOCO

Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=fe17D6XGaD0&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CANGAÇO: O VOLANTE ZÉ FREIRE

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/shorts/cKuqRR-X3Lw

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

TENENTE JOÃO GOMES DE LIRA...

 Por Volta Seca


https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2327297684145829%2C2326963794179218&notif_id=1701646223658025&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogodmendesemendes.blogspot.com

MANÉ NETO, APELIDADO POR LAMPIÃO DE MANÉ FUMAÇA. QUAL SUA OPINIÃO COM RELAÇÃO A ESSE PERSONAGEM HISTÓRICO DO CANGAÇO ?

 Por Helton Araújo

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2327297684145829%2C2326963794179218&notif_id=1701646223658025&notif_t=group_activity&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

𝑷𝑬́ 𝑫𝑬 𝑷𝑬𝑩𝑨, 𝑴𝑨𝑹𝑰𝑸𝑼𝑰𝑵𝑯𝑨 𝑬 𝑿𝑶𝑭𝑹𝑬𝑼

 

Depois do fatídico 28 de julho de 1938, muitos bandoleiros começaram a se entregar para as forças policiais pela Anistia que o governo estava oferecendo para aqueles que saíssem da vida de arruaceiros. Outros, como o grupo de Labareda, permaneceram, ainda fraco, por alguns anos, entregando-se somente no ano de 1940. Ângelo Roque, o famoso Labareda, fora um dos cangaceiros mais velhos que seguiu Lampião (1928-1940), e, também, o segundo bandoleiro a trazer uma companheira para o grupo. Mariquinha, prima de Maria Bonita e irmã do famoso Zé de Neném, foi a primeira companheira do cangaceiro, seguindo-o até os seus últimos dias de vida.

15 de abril de 1939, a força do Tenente Odilon Flor, composta por 15 volantes, agia na região da Bahia em busca dos últimos grupos que atuavam por lá, dentre eles, o de Ângelo. Acabaram encontrando um coiteiro no caminho, fazendo um interrogatório com o mesmo e obrigando para que delatasse o bando. O coiteiro era de Labareda, indicou o local onde estavam, fazendo com que o Tenente e a força seguissem em disparada.

Chegaram no local por nome Serrote, pertencente ao Município do Quinto/BA, às 23hrs, avistando o grupo com 8 cangaceiros e suas companheiras, jogando baralho, lubrificando o fuzil.

Odilon e sua força abriram fogo, em confronto noturno, conseguindo abater três integrantes, tendo baixa em um soldado e deixando o comandante da tropa ferido nas nádegas. Os cangaceiros mortos eram Pé de Peba, Xofreu e a companheira do chefe, Mariquinha. Após o confronto, cortaram suas cabeças e levaram em um carro de boi (ou no lombo de uma burra), expondo-as na cidade de Paripiranga-BA.

Após isso, Labareda acaba matando quatro inocentes, Olegário, Antônio, Constâncio e Jovina (prima do bandoleiro Saracura), em forma de se vingar dos seus cangaceiros e de sua companheira.

𝐅𝐎𝐍𝐓𝐄𝐒: 𝐉𝐨𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐒𝐨𝐮𝐳𝐚 𝐋𝐢𝐦𝐚, 𝐁𝐥𝐨𝐠 𝐝𝐨 𝐌𝐞𝐧𝐝𝐞𝐬, 𝐂𝐚𝐫𝐢𝐫𝐢 𝐂𝐚𝐧𝐠𝐚𝐜̧𝐨 𝐞 𝐒𝐚́𝐥𝐯𝐢𝐨 𝐒𝐢𝐪𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

https://www.facebook.com/photo?fbid=259001363855330&set=pcb.2327221094153488

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CAMINHOS E ENGENHOS DA MINHA TERRA

Por José Cícero da Silva

Recordo muito que adentrando pelo Morro, o mundo parecia infindo. Porque eram frescos, verdes e bonitos os caminhos.

Sem nenhum pingo de medo a gente ia seguindo, quando menino. E o primeiro engenho de cana que eu me lembro desse caminho era o de dr. Hugo perto do Jerimum e Fostino na sequência o de seu Adalberto do sítio Coqueiro.

O povo andava muito a pé como a seguir os rastros das tropas de burros do saudoso tropeiro Vicente Valdevino.

Depois, o segundo logo após a residência de Déda e Zé Alvino havia o engenho de Pedro Saraiva antecedendo o mais antigo da ruinha da Missão Nova que um dia pertenceu a Antônio Argeu, dona Marqueza, Antonio Leite e Moacir Olegário. Onde bringuei na bagaceira e nas águas do riacho descendo da serra margeando a capela de Santo Antônio. "Levada de água" passando ao lado do engenho mais pequeno de seu Osvaldo Esmeraldo.

E se acaso passássemos para o 'Outro Lado' após atravessarmos o corredor do canavial e o rio, íamos nos deliciar de garapa, mel e alvinim no bom engenho de seu Joaca Rolim. Local aprazível onde moravam seu Edir, Joana Sena, Citonha, Celeste, Antônio Batista, Juvenal, Zezé Novais, Antonio das Dores, dona Toinha, Damanel, Nazinha e Pedro Esmeraldo. E se fôssemos da Capelinha da vila após o baixio onde moravam minha vó Zefinha, Damião Bento e mestre Pedim seguindo em linha reta, depois do cemitério íamos dá de cara com o engenho de Pedro da Cruz, o de seu Aparício e Filipim já pras bandas do Espalhador.

Quando guri eu também me lembro que pras bandas de riba ainda tinham o de Manoel Novaes e o de Lacy. Era assim. Foi assim.

Como nunca mais se viu, mas eu recordo bem com muita alegria em toda esta saudade que não tem fim.

https://www.facebook.com/josecicero.silva.33/posts/pfbid0UJp5RZct95EEh9f3y63sMvkox32Fi55WYC3ZSceQHTfhM6eXnkmJxFY3cU7S9uoXl?comment_id=358076096868030&reply_comment_id=7195465093820578

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MEU AMIGO ANÍBAL FERNANDES PORTO - ANIBALTEC

 Por José Mendes Pereira


Já se passaram alguns anos que eu não vejo o meu amigo de adolescência e juventude Aníbal Fernandes Porto, hoje, um empresário bem sucedido e que, progrediu na sua jornada com a famosa e renomada empresa "Anibaltec", e que através dela, hoje é proprietário de mais duas lojas: "Balanças e Complementos". na Av. Alberto Maranhão, 1369 - em Mossoró, além de outra em Natal

A nosso adolescência e juventude, foi por ali, entre as ruas José de Alencar com a Tiradentes, esquinando com a Lopes Trovão, localizadas no bairro Paraíba. Ele residia com os seus país Eliseu Posto e dona Nazaré, e eu, residia na Casa de Menores Mário Negócio, onde vivi por alguns anos na minha adolescência, mais um pouco na juventude.

Eu sempre frequentava a sua casa, porque, nós éramos amigo de longas datas, além do meu convívio com o saudoso Nilson Fernandes Posto e o Eliseu Júnior, ambos, eram seus irmãos.

Lamentavelmente, nos dias de hoje, o Aníbal é cadeirante. Mas Deus estará sempre presente em sua vida, confortando a sua vida.

Grande Aníbel, qualquer dia eu chegarei aí para te visitar!

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

TERRITÓRIOS DE VOLANTES E CANGACEIROS #cangaço #lampião #cangaceiros #volantes

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=pky8F-2bDVc&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Nesse vídeo imagens aéreas de vários locais que foram palco da história do cangaço. Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @aderbalnogueiracangaco   Parcerias: narotadocangaco@gmail.com #lampiao #cangaço #maria bonita #cangaceiros

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

domingo, 3 de dezembro de 2023

ECLIPSE

 Eclipse solar

Eclipse solar é um fenômeno astronômico que ocorre quando a Lua se posiciona entre o planeta Terra e o Sol, bloqueando, momentaneamente, a luz solar de forma total ou parcial.

Eclipse solar.
Um eclipse solar acontece quando a Lua se alinha com o planeta Terra e o Sol, bloqueando total ou parcialmente a luz solar.
Imprimir
Texto:
A+
A-
Ouça o texto abaixo!

Eclipse solar é um fenômeno astronômico que acontece quando a Lua está posicionada entre o Sol e o planeta Terra e há o alinhamento entre os três astros. Os eclipses solares ocorrem cerca de duas vezes ao ano e são registrados durante a fase nova da Lua. A depender da posição dos astros ou do observador, em alguns casos, o eclipse solar pode ser classificado em quatro diferentes tipos:

  • total;

  • parcial;

  • anular (ou anelar);

  • híbrido.

Apesar da beleza desse fenômeno, é preciso tomar muito cuidado para observá-lo. Nunca olhe diretamente para o eclipse solar e utilize sempre um filtro especial de proteção, próprio para essa atividade, e jamais instrumentos como óculos escuros ou negativos antigos de filme, por exemplo.

Leia também: Quais são as fases da Lua?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre eclipse solar

  • Eclipse solar é um fenômeno astronômico que acontece quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra no planeta.

  • Tem duração variável entre alguns segundos e 7,5 minutos.

  • É registrado durante a fase da Lua nova e acontece, em média, duas vezes no ano.

  • Existem quatro tipos de eclipse solar:

    • Total: a Lua bloqueia totalmente a luz solar, e somente a coroa do Sol é visível.

    • Parcial: o bloqueio acontece parcialmente, e deixa uma parcela do Sol visível.

    • Anular: a Lua se posiciona à frente do Sol e aparece como um disco escuro sobre outro disco maior e mais brilhante, formando um contorno.

    • Híbrido: eclipse pode ser visto de forma total ou parcial em diferentes regiões do planeta, o que varia devido à curvatura da Terra.

  • A observação de um eclipse solar deve ser feita, obrigatoriamente, com o uso de um filtro especial nos olhos. Não utilize instrumentos como óculos escuros, chapas de raio-x ou negativos de filme.

  • O próximo eclipse solar visível no Brasil acontecerá em 14 de outubro de 2023.

Como ocorre o eclipse solar?

O eclipse solar é um fenômeno astronômico que acontece a partir do alinhamento das órbitas do Solda Lua e da Terra. Nesse alinhamento, a Lua se posiciona entre o Sol e o planeta Terra, o que faz com que o satélite projete a sua sombra sobre a superfície terrestre. Isto é, a passagem da Lua bloqueia momentaneamente os raios solares em algumas regiões do planeta, o que causa o eclipse solar. A sua duração é curta e varia entre 10 segundos e 7,5 minutos.

Representação de um eclipse solar, quando a Lua está localizada entre o Sol e a Terra.
Representação de um eclipse solar, quando a Lua está localizada entre o Sol e a Terra.

Os eclipses solares acontecem duas vezes ao ano, com um intervalo de aproximadamente seis meses entre eles, coincidindo com o alinhamento das órbitas solar, lunar e terrestre. O período em que esse fenômeno acontece é conhecido como temporada de eclipse e tem duração de 35 dias, segundo a Nasa.

Destaca-se que os eclipses solares acontecem durante a fase nova da Lua, que é quando a face iluminada do satélite está totalmente voltada para o Sol. No entanto, é importante frisar que não é em todo período de Lua nova que há a ocorrência desse fenômeno astronômico. A órbita lunar é inclinada em 5,2° com relação à órbita terrestre, e é somente quando há a intersecção entre os planos orbitais da Lua e da Terra que há a formação de um eclipse.

Tipos de eclipse solar

A maneira como a sombra da Lua é projetada sobre o planeta Terra cria as regiões denominadas umbra e penumbra, que caracterizam diferentes tipos de eclipse solar, que conheceremos na sequência.

→ Eclipse solar total

    Eclipse solar total, quando somente a coroa do Sol é visível.
    Eclipse solar total, quando somente a coroa do Sol é visível.

    Eclipse solar total ocorre quando o alinhamento entre os astros bloqueia totalmente os raios solares. Durante um eclipse solar total, somente a coroa do Sol (camada externa da atmosfera solar) é visível a partir da superfície terrestre. Para que seja possível a identificação desse eclipse, é necessário que o observador esteja na zona de umbra criada pela Lua, que corresponde à região que não recebe nenhuma luz.

    → Eclipse solar parcial

      Eclipse solar parcial, caracterizado pelo bloqueio parcial dos raios solares.
      Eclipse solar parcial, caracterizado pelo bloqueio parcial dos raios solares.

      O eclipse solar parcial acontece quando a Lua cobre somente uma parte do Sol, deixando outra parcela do astro visível. Pode ser observado por aquelas pessoas que estão inseridas na zona de penumbra criada no alinhamento dos astros, que é a região que recebe menos luminosidade do que o habitual.

      → Eclipse solar anular (ou anelar)

        Eclipse solar anular (ou anelar), que aparece como um disco escuro sobre outro maior e brilhante.
        Eclipse solar anular (ou anelar), que aparece como um disco escuro sobre outro maior e brilhante.

        O eclipse solar anular (ou anelar) acontece quando a Lua está no seu ponto mais distante da Terra ou se aproximando dele e passa entre o planeta e o Sol. Em função disso, e por ser muito menor do que essa estrela do Sistema Solar, a Lua não bloqueia totalmente a luz solar e aparece como um disco escuro com uma circunferência brilhante ao seu redor, que corresponde à superfície solar.

        → Eclipse solar híbrido

          Eclipse solar híbrido, visto a partir de diferentes perspectivas (total, parcial e anular) devido à curvatura da Terra.
          O eclipse solar híbrido é visto a partir de diferentes perspectivas devido à curvatura da Terra.

          No eclipse solar híbrido, a maneira como o eclipse solar é observado se altera entre o total, o parcial e o anular em função da curvatura do planeta Terra. O eclipse híbrido, como é chamado, é uma ocorrência mais rara que foi registrada em 2013 e em 2023, no período recente. O próximo eclipse híbrido está previsto para acontecer somente em novembro de 2031.

          Eclipse solar no Brasil

          Os eclipses solares nem sempre são parcial ou totalmente visíveis no território brasileiro. Os principais fatores que interferem nessa observação são o tempo atmosférico no momento da ocorrência e, sobretudo, a posição da Lua, do Sol e do próprio planeta Terra.

          Entre 2021 e 2022, não foi possível observar nenhum dos eclipses solares que aconteceram, e em 2023, somente o eclipse anular de 14 de outubro será visível em algumas áreas das regiões Norte e Nordeste do país. Nas demais regiões, será possível identificar um eclipse parcial. Já em 2024, mais uma vez, somente o eclipse de outubro será observável no Brasil.

          Lista dos próximos eclipses

          Confira, a seguir, uma tabela com os próximos eclipses solares que acontecerão entre os anos de 2023 e 2030. Todas as informações são da Nasa.

          Futuros eclipses solares

          Tipo de eclipse

          Data da ocorrência

          Locais de maior visibilidade

          Anular

          14 de outubro de 2023

          América

          Total

          08 de abril de 2024

          América do Norte

          Anelar

          02 de outubro de 2024

          América do Sul

          Parcial

          29 de março de 2025

          Américas do Norte e do Sul, Europa, Ásia, oceanos Atlântico e Ártico

          Parcial

          21 de setembro de 2025

          Austrália, Antártida e oceanos Atlântico e Pacífico

          Anular

          17 de fevereiro de 2026

          Argentina, Chile, Sul da África e Antártida

          Total

          12 de agosto de 2026

          América do Norte, Oeste da África e Europa

          Anular

          06 de fevereiro de 2027

          América do Sul, Antártida, Sul e Oeste da África

          Total

          02 de agosto de 2027

          África, Europa, Ásia

          Anular

          26 de janeiro de 2028

          América, Oeste da Europa e Noroeste da África

          Total

          22 de julho de 2028

          Sudeste da Ásia, Austrália, Nova Zelândia

          Parcial

          14 de janeiro de 2029

          Américas do Norte e Central

          Parcial

          12 de junho de 2029

          Ártico, Escandinávia, Alasca, Canadá e Norte da Ásia

          Parcial

          11 de julho de 2029

          Sul do Chile e da Argentina

          Parcial

          05 de dezembro de 2029

          Sul do Chile e da Argentina, Antártida

          Anular

          1º de junho de 2030

          Europa, África, Ásia, Alasca e Ártico

          Total

          25 de novembro de 2030

          Sul da África, oceano Índico, Austrália, Antártida

          Diferenças entre eclipse solar e eclipse lunar

          Representação de um eclipse solar e de um eclipse lunar.
          Eclipse solar e eclipse lunar, respectivamente.

          Os eclipses solares e lunares acontecem pelas mesmas razões, e durante um ano, registra-se a ocorrência de ambos. Diferentemente do eclipse solar, entretanto, durante um eclipse lunar é o planeta Terra que se encontra posicionado entre o seu satélite natural, a Lua, e o Sol, bloqueando momentaneamente a chegada de luz à superfície lunar. Os eclipses lunares ocorrem durante a fase cheia da Lua, e a sua observação pode ser feita de maneira direta, ao contrário dos eclipses solares. Para saber mais sobre os dois tipos de eclipses, clique aqui.

          Como podemos ver os eclipses?

          Os eclipses solares apresentam uma beleza ímpar e sempre despertam a curiosidade de milhares de pessoas que desejam testemunhar esse fenômeno astronômico com seus próprios olhos. Entretanto, essa é uma atividade que demanda uma série de cuidados de maneira a não oferecer nenhum tipo de risco permanente à visão. Olhar diretamente para o Sol, por si só, é perigoso aos olhos humanos em função dos raios infravermelhos (IV) e ultravioletas (UV), que podem causar problemas na retina.

          Menino vendo eclipse solar com filtro de proteção em Chiang Mai, na Tailândia.
          A observação de um eclipse solar deve ser feita com uso de uma proteção, como filtros de polímero preto. [1]

          A observação dos eclipses solares deve ser feita com a utilização de filtros especializados, como, por exemplo, o filtro de polímero preto ou ainda com equipamentos de segurança, como óculos de soldador. Binóculos, câmeras fotográficas e telescópios também são instrumentos que podem auxiliar nessa atividade, mas sempre com o emprego dos filtros próprios para a observação da superfície solar na extremidade.

          Importante: Não se deve, em hipótese alguma, utilizar instrumentos como óculos escuros comuns, negativos antigos de filmes ou chapas de raio-x para a visualização de um eclipse solar.

          Crédito de imagem

          [1] supot phanna / Shutterstock

          Escritor do artigo
          Escrito por : Paloma GuitarraraLicenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Geografia na área de Análise Ambiental e Dinâmica Territorial também pela UNICAMP. Atuo como professora de Geografia e Atualidades e redatora de textos didáticos.
          https://brasilescola.uol.com.br/geografia/eclipse-solar.htm
          http://blogodmendesemendes.blogspot.com