Por Cangaço em Foco
https://www.youtube.com/watch?v=b_ePlsD583s&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCOhttp://blogdomendesemendes.blogspot.com
Por Cangaço em Foco
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Acervo do Jaozin Jaaozinn
Registro do
ex-volante Andrelino Marcolino Nogueira, para o jornal “Manchete/RJ” em 1981.
Andrelino
Marcolino Nogueira, era pernambucano da região de Serra Talhada/PE, nasceu no
dia 30 de setembro de 1909, sendo filho de Camilo Marcolino Nogueira e
Possidônia Nogueira da Silva. Andrelino tinha nove irmãos. Ele e sua família
tiveram contato com Virgulino e os demais Ferreiras. Era vizinho da casa de
Manoel Pedro Lopes e Jacoza da Soledade (avós de Virgulino e pais do Sr. José
Ferreira), e apenas o riacho São Domingos o separavam um pouquinho, entretanto,
se criaram juntos.
Segundo o
mesmo para o Jornal Manchete, disse que Lampião era almocreve e artesão no
sertão do Pajeú. Em uma cajazeira que tinha na casa da irmã do volante, a Dona
Águeda Possidônia Nogueira, o jovem Virgulino passava horas mexendo com os
artigos de couro. Porém, a mesma mandou cortar a árvore por desgosto.
Foi testemunha
desde a juventude dos irmãos Ferreira até às desavenças que se iniciaram em
meados dos anos de 1916. Cita que ainda lembra de Virgulino, Antônio e Livino
quando eram trabalhadores, cuidando do gado e dos bodes da propriedade.
Complementa também que foram almocreves, transportando mercadorias para as
regiões de Arco-Verde, Garanhuns, Águas Belas, Triunfo, Piranhas, entre outros
locais. Dá detalhes certeiros sobre a evasão dos Ferreiras e das mortes de seus
pais.
Entrou na
força volante entre os anos de 1931/1932, fugindo do seu pai (não se sabe por
qual motivo). Relata que pagavam 95 mil réis por mês, utilizavam roupa cáqui ou
mescla e a indumentária era extremamente semelhante com a dos cangaceiros. E
por causa da estética ser muito parecida, além dos encontros de outras volantes
onde, ocorriam um fogo amigo por se pensar em ser os bandoleiros, um comandante
ordenou que as tropas utilizassem chapéu de massa fina.
Andrelino
relata que andavam 45 volantes em um comando, em outro já eram 30, e quando se
juntavam, chegavam à numeração de 100 militares, a cavalo, a pé, de todo jeito.
E quando sabiam da notícia de cangaceiro na região, tomavam animais de quem
tivesse para a melhor locomoção.
Atuou nas
regiões da Bahia por oito meses, perambulando pelas regiões do Juazeiro,
Bonfim, Barro Vermelho, Canudos, Raso da Catarina, Chorrochó e Uauá. Diz que,
nas horas de se alimentarem, matavam as criações dos sertanejos.
Possivelmente
participou até o fim da campanha contra o cangaceirismo (ou até os anos de
1933/1934). Se casou com Maria Anália de Moura, com quem teve cerca de onze
filhos. Não tenho as informações da data de falecimento de ambos, porém,
viveram sua velhice nas regiões de Pernambuco.
𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺:
𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍
𝑴𝒂𝒏𝒄𝒉𝒆𝒕𝒆/𝑹𝑱
- 1981; 𝑮𝒆𝒏𝒆𝒂𝒍𝒐𝒈𝒊𝒂
𝑷𝒆𝒓𝒏𝒂𝒎𝒃𝒖𝒄𝒂𝒏𝒂.
.𝐂𝐀𝐍𝐆𝐀𝐂̧𝐎
𝐁𝐑𝐀𝐒𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐎.
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Seu Luiz com o Padre Jesus e João Caiçara na paróquia de nossa senhora da Penha em Serra Talhada, missa em sufrágio da alma do Poeta Zé Marcolino.
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Por Guilherme Machado
Por Cangaçologia
SILA REZANDO NA GROTA DO ANGICOS . primeira veis q vi essa foto.
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Por Cangaçologia
A vida pós-cangaço do ex-cangaceiro Menino de Ouro, também conhecido na história do cangaço como Oliveira ou Alagoano, que fez parte do bando de Lampião, contada de forma clara e direta pelo historiador Luiz Bento de Souza que conheceu pessoalmente o antigo Cabra que fez parte do bando de Lampião na década de 1920.
Menino de Ouro foi um ex-angaceiro que contribuiu imensamente para o resgate e o entendimento histórico através dos depoimentos que prestou no decorrer de sua vida.
Conheçam a história. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Colaborem com o crescimento e com as melhorias do canal. Seja membro deste canal e ganhe benefícios:
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Atenciosamente: Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia,
Cangaceirismo e cultura
nordestina e Arquivo Nordeste.
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Esta árvore está no Giant Forest of Sequoia National Park no condado de Tulare, na Califórnia, EUA.
Ela foi nomeada como General Sherman, e apesar de não ser a mais alta, é a mais volumosa do mundo.
Ela tem 275 pés (83 m) de altura e mais de 36 pés (11 m) de diâmetro na base. Os troncos de sequoia permanecem largos no alto. Sessenta pés acima da base, a Sherman Tree tem 17,5 pés (5,3 m) de diâmetro. Estima-se que tenha cerca de 2.300 a 2.700 anos.
As sequoias são árvores gigantes que estão inseridas no grupo das gimnospermas.
Elas são extremamente altas e apresentam uma grande quantidade de madeira. As
folhas das sequoias são semelhantes às dos pinheiros e suas sementes são nuas,
ou seja, não possuem frutos envolvendo-as.
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Clerisvaldo B. Chagas, 15 de fevereiro de 2024
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.015
Criativas e sem sentidos eram muitas as modinhas inventadas no mundo rural do Sertão:
“Calango matou
um boi
Retaiou botou
na teia
Lagartixa foi
bulir
Calango
largou-lhe a peia
Lagartixa foi
dar parte
Calango foi pra cadeia.
Quando a moça
ia casar-se vinha do sítio rural para a igreja, na cidade. Além da comitiva a
cavalo, vinha por último um cidadão escanchado numa égua conduzindo o baú de
roupas da noiva. Era chamado de “calango”. Ao passar o calango pela praça
defronte à igreja, era alvo de engraxates e desocupados que gritavam: Calango!
Calango! E calango respondia às investidas, erguendo o braço e estalando
bananas e mais bananas para a turba. (Fonte: Alberto Nepomuceno Agra).
Quando a
comitiva retornava à casa da noiva, havia muito exibimento dos cavaleiros com
seus animais baixeiros em corridas pelas estradas poeirentas. Ao chegar perto
da casa da noiva, os mais afoitos corriam à frente, pegavam doce de coco na
casa da noiva e traziam para ela ainda no caminho. A noiva e o noivo, felizes
da vida, comiam o doce ali mesmo, cavalgando e metendo os dedos cheio de poeira
nas taças abarrotadas. Era uma tradição. (Fonte: Escritor Oscar Silva).
A pressa dos cavaleiros que iam buscar o doce, esquecia das colheres. Mesmo sem colher, o doce era doce. A figura do calango desapareceu, mas o doce de coco ainda é encontrado aqui ou ali sem a frequência do passado. Gostoso é. O “enjoativo” fica por conta de quem quer almoçar doce. E assim, os registros vão sendo feitos em livros esporádicos e ganham vida na boca dos mais velhos. Que bom, ouvir as narrativas da vovó, do vovô... E o Sertão velho de meu Deus, vai moendo, nos mitos, nas lendas, nas verdades, enriquecendo conhecimentos orais e literaturas curiosas que graças a elas seguramos a lupa preciosa de quem quer aprender. Envelheça, se puder e, conte seu mudo aos que virão.
Olga Wagner Locatelli
Acervo do Jaozin Jaaozinn
𝙄𝘿𝙀𝙉𝙏𝙄𝙁𝙄𝘾𝘼𝘾̧𝘼̃𝙊.
Em uma das matérias do Jornal
Diário da Manhã, de Recife, 1938, sobre a morte de Lampião, Maria e os demais,
encontra-se o famoso registro do grupo em Juazeiro do Norte-CE, 1926. Na
legenda da foto tem-se a possível identificação de cada bandoleiro que fez
presença no momento, além de Luiz Pedro, um dos mortos em Angico - SE.
𝐏𝐑𝐈𝐌𝐄𝐈𝐑𝐀
𝐅𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐀
Vamos começar com a primeira
fileira, onde se encontra, agachados, (da esquerda para a direita) Luiz Pedro,
Aragão, Jurema, Criança e Lasca Bomba.
𝐒𝐄𝐆𝐔𝐍𝐃𝐀
𝐅𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐀
Em pé estão (da esquerda para
direita) Lampião, Antônio Ferreira, Juriti (ou Pontaria), Pica-Pau (atrás de
Antônio e Juriti), Bom-de-Veras, Moreno, Mormaço, Tenente, Cabra e Beija Flor.
𝐓𝐄𝐑𝐂𝐄𝐈𝐑𝐀
𝐅𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐀
E, por último, vamos a de cima
(da esquerda para a direita) Pinga-Fogo, Nevoeiro, Laranjeira, Coqueiro, Boi,
Frei Quincas e Bem-Te-Vi.
𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬: 𝐽𝑜𝑟𝑛𝑎𝑙 𝐷𝑖𝑎́𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑎 𝑀𝑎𝑛𝒉𝑎̃/𝑃𝐸 - 1938.
𝘼𝙏𝙀𝙉𝘾̧𝘼̃𝙊
Vale ressaltar que esta
identificação não vem de minha parte e sim através das informações presentes no
Jornal. Não podem estar certos os apelidos dos cangaceiros apontados, já que,
em diversos jornais, sempre se têm as contradições e erros de identificações,
principalmente em registros iguais a este. De fato, se for certificado que sim,
são os mesmos, será um fato histórico.
É claro que, nas hostes do
cangaço, vários bandoleiros passaram a utilizar inúmeros vulgos, por isso pode
dar um ar de estranheza ver vários utilizando nomes famosos, como Juriti,
Bom-de-Veras, Bem-Te-Vi, entre outros.
.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶
𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.
https://www.facebook.com/groups/179428208932798
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Por Júnior Almeida
https://www.facebook.com/photo/?fbid=6942642535847526&set=a.103552366423278
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Por 𝐉𝐨𝐫𝐧𝐚𝐥 𝑶 𝑷𝑶𝑻𝑰/𝑹𝑵 - 1977.
Registro pouco
conhecido do ex-motorista Francisco Agripino, o famoso Gatinho, que iria
conduzir o Sr. Antônio Gurgel para Brejo do Apodi/RN, quando foram capturados
pelo bando de Lampião no caminho, no dia 12 de junho de 1927.
Gatinho fora
feito por Virgulino como carteiro, o enviando novamente para Mossoró com o
objetivo de entregar a famosa carta dos 20 contos para José Guedes, genro de
Gurgel e gerente do Banco do Brasil. Como sabemos, Francisco não cumpriu com o
que o temível Ferreira lhe disse, de não abrir a boca por aí avisando de sua
presença na região, e acabou explanando, no meio do caminho, a temível
informação.
Para o
repórter Nilo Santos, Gatinho fala que chegou na Vila de São Sebastião e falou
sobre seu encontro com Lampião e suas intenções, porém, não lhe deram muita
atenção, sendo esta, logo em seguida, saqueada tranquilamente pelos
bandoleiros. Avisou para Guedes e o prefeito Rodolfo sobre o grupo de
cangaceiros que se encontravam perto de Santana; o chefe do executivo não
acreditou em Agripino (pois essas "conversas" sempre ocorriam, iam e
voltavam na boca do povo), e só veio em concordar com ele quando Gatinho
mostrou as marcas das nove balas no Chevrolet, disparadas pelo cangaceiro
Coqueiro.
No dia da
tentativa de invasão do bando, o ex-motorista estava em Fortaleza, para a sua
segurança, já que contou para os demais sobre a intenção do temível
pernambucano, junto com a família do médico Eliseu Holanda, onde ficou por
alguns dias. Disse para o jornalista que não se lembra de muita coisa de seus
capturadores, mas sim de suas feições:
“𝑂
𝑐𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎̃𝑜
𝑝𝑎𝑟𝑒𝑐𝑖𝑎
𝑢𝑚
‘𝑠𝑢𝑗𝑒𝑖𝑡𝑜
𝑒𝑑𝑢𝑐𝑎𝑑𝑜,
𝑝𝑒𝑙𝑜
𝑚𝑒𝑛𝑜𝑠
𝑛𝑒𝑠𝑠𝑒
𝑑𝑖𝑎,
𝑒𝑙𝑒
𝑛𝑎̃𝑜
𝑒𝑠𝑡𝑎𝑣𝑎
𝑓𝑢𝑟𝑖𝑜𝑠𝑜’.
(...) 𝑠𝑜𝑏𝑟𝑒
𝐶𝑜𝑞𝑢𝑒𝑖𝑟𝑜,
𝑎𝑓𝑖𝑟𝑚𝑜𝑢
𝑠𝑒𝑟
𝑢𝑚
𝑐𝑎𝑟𝑎
𝑚𝑢𝑖𝑡𝑜
𝑎𝑙𝑡𝑜
𝑝𝑎𝑟𝑎
𝑗𝑢𝑠𝑡𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑟
𝑜
𝑎𝑝𝑒𝑙𝑖𝑑𝑜.
(...) 𝑀𝑎𝑠𝑠𝑖𝑙𝑜𝑛
𝑒𝑟𝑎
𝑓𝑒𝑖𝑜,
𝑐𝑎𝑟𝑟𝑎𝑛𝑐𝑢𝑑𝑜
𝑒
‘𝑞𝑢𝑒
𝑑𝑎𝑣𝑎
𝑎𝑡𝑒́
𝑚𝑒𝑑𝑜
𝑎
𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒
𝑜𝑙𝒉𝑎𝑟
𝑝𝑎𝑟𝑎
𝑒𝑙𝑒.”
Sem o temível
aviso de Gatinho, certamente os cangaceiros levariam a boa, depredando,
assaltando, matando e abusando dos moradores locais. Pelo seu feito de coragem
e honra, o Sr. Francisco Agripino é considerado como um Herói Mossoroense, o
Herói de Vinte e Sete.
𝐅𝐎𝐍𝐓𝐄:
𝐉𝐨𝐫𝐧𝐚𝐥
𝑶
𝑷𝑶𝑻𝑰/𝑹𝑵
- 1977.
.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶
𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.
https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/pfbid02hNYyd2UkLa1nnH9mY4KzAXfoN3UALPnaEVLWJtfhUBGkSFboCeeZscWoXh1hLNF8l?notif_id=1707993407563601¬if_t=feedback_reaction_generic&ref=notif
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Por Rubens Antonio
Anna
Conceição, cangaceira, companheira do cangaceiro Ferrugem. Baleada e capturada,
em 1932, foi apresentada e encarcerada, em Salvador.
A partir da
imagem à esquerda, publicada, em jornal, recuperei sua aparência original.
Total de horas trabalhadas: 6 . Total de programas utilizados: 4 .
https://www.facebook.com/groups/893614680982844/?multi_permalinks=2141578412853125%2C2141274772883489%2C2140842656260034%2C2140612276283072%2C2139649123046054%2C2139830406361259%2C2139818779695755%2C2139744329703200%2C2139730033037963%2C2139024386441861¬if_id=1707471202728600¬if_t=group_highlights&ref=notif
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Clerisvaldo B. Chagas, 14 de fevereiro de 2024
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.014
A última
chuvada em Santana do Ipanema, na tardinha do domingo passado, foi rápida,
muito forte, acompanhada de ventos, relâmpagos e trovões. Na verdade, uma bela
trovoada de natureza mansa. Apenas muitos benefícios para este Sertão
encantado, de meu Deus. Diz o homem rural: enche a palma, revigora o pasto,
nivela barreiros e açudes, reverdece o mundo, traz fartura para o campo e
dinheiro para o bolso. Mesmo assim, o tempo de verão vai se disfarçando de
outono quase todos os dias, quando o sertanejo diz olhando para os céus
manchados de cinzas fechadas: “tá bonito pra chover”. Diferente do cinza que
engana: “não é nada, é só carregação”.
Nos cercados,
corre o cavalo saudando o tempo, escaramuça a novilha, o boi cava o chão, o
mandacaru, o alastrado, o xiquexique escurecem o verde e botam flor. As
montanhas largam o marrom e se veste de bandeira nacional. A favela estica o
galho de espinhos esbranquiçados, o teiú estira-se no lajeiro e vai à caça de
serpentes. Centenas e centenas de sapinhos deixam os rios secos e formam
exércitos a percorrerem a periferia, Nos ares, gaviões, carcarás, sacodem as
penas, procuram as folhagens, espreitam animais ariscos. Batido na cancela,
passa a morena faceira, o vaqueiro assoviador, o dono gordo da fazenda.
É novembro,
dezembro, janeiro, fevereiro... Caatinga fechando, alegria na terra, fluir de
vaquejadas, pega-de-boi no-mato. Prova de macheza exposta, famas de bois
ligeiros, cavalos encouraçados, gibões anônimos nas quebradas silenciosas. Ouça
o hino da seriema, da fogo-pagou, da juriti... É a hora do café encorpado, do
cuscuz fumegante, do queijo da hora, dos afagos macios da cabocla com perfume
de mato.
Como posso
deixar
O meu Sertão
Pra morrer no
concreto da cidade?
MOMENTO DO TEMPO NO SERTÃO (Foto: B. Chagas)
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2024/02/o-quanto-pode-uma-trovoada-clerisvaldo-b.html
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Por João Sousa Costa
Os conflitos da família Ferreira no final (início) do século 19 abalaram Vila-Bela, o Sertão do Pajeú; sacudiram sete Estados do Nordeste, tornando-se o capítulo mais apaixonante na história das famílias rurais brasileiras, algo como uma tragédia Shakespeariana com “luz e sombra”; muita sombra sobre as origens e alguma luz nos relatos de historiadores. Tem um início novelesco e de paixão proibida.
Eis que uma jovem cabocla, Maria Sulena da Purificação, aos 15 anos, surge grávida de uma relação com um jovem de uma família economicamente poderosa, Venâncio Barbosa Nogueira, de 18 anos, cujas diferenças sociais no meio rural daquele século (1895), torna o casamento inviável.
Mas a garota também não era de família de “pés-rapados”, (para usar uma expressão preconceituosa tão recorrente no Sertão) para ser escorraçada ou deserdada.
A gravidez indesejada de Maria Sulena exigia uma solução, e esta foi sugerida por um velho negro, descendente de escravos, conhecido como “Brucutu” segundo narra José Alves Sobrinho, no seu livro “Lampião, Antônio Ferreira e Livino,”.
Maria Sulena era da família Lopes, não tão rica como a família Nogueira, mas de linhagem respeitada. De tal modo que “Brucutu” tem uma solução capaz de “abafar” tudo.
- “Arranja-se um rapaz que queira casar com a moça, que é bonita e ainda receber um bônus em dinheiro,” propôs Brucutu às famílias Nogueira e Lopes.
Proposta aceita. E ele mesmo, Brucutu, deixou a Serra Vermelha, em Serra Talhada, “vasculhou toda a área da região do Navio à Mata Grande no Estado de Alagoas, fazenda por fazenda em busca de um rapaz com o perfil desejado. Fracassou.
Mudou de roteiro. Voltou para Pernambuco garimpando um rapaz até achar devido a urgência do caso: a barriga da moça crescia. “Brucutu” foi até Triunfo. Novo Fracasso.
O tempo passando e a gravidez de Maria Sulena em segredo. Em Triunfo, Brucutu toma conhecimento de festa de apartação em Conceição do Piancó, já na Paraíba. Ao chegar em Conceição, dia domingo e de feira, não teve dificuldade em aproximar-se de jovens que bebiam numa confraternização de amigos e lançar seu desafio.
Todos ali naquela farra de fim de feira, com Brucutu já familiarizado, um dos rapazes indaga:
-“E o coroa para onde vai?
- “Eu estou procurando um rapaz que queira se casar com uma moça bonita. Alguém se candidata?”, respondeu.
- Que idade tem a moça? Indagou um dos rapazes.
Este moço era José Ferreira. Ali mesmo naquela confraternização e diante do “sim, eu caso” do rapaz, Brucutu, tomou providências, comprou e pagou por cavalo e sela e os dois deixaram Conceição rumando no sentido de Serra Talhada.
Os dois cavalos foram levados à exaustão; o tropel dos animais era grande, mas a causa era urgente: a barriga de Maria Sulena já estava saliente.
Já na fazenda dos Nogueiras, em Serra Vermelha, o rapaz foi apresentado; familiarizou-se com o drama familiar dos Nogueira, conheceu a família Lopes e se entendeu com a jovem; casou e, em vez de dinheiro vivo prometido, optou por receber de comum acordo com a jovem, uma faixa de terra desmembrada da fazenda, que viria a tornar-se Sítio Passagem das Pedras.
Meses depois, nascia Antônio Ferreira, o primeiro de mais 8 irmãos da família Ferreira.
Essa novela shakespeariana, está na raiz dos conflitos entre os Irmãos Ferreira e Zé Saturnino, o primeiro inimigo de Lampião. E quem disse isso foi o próprio Zé Saturnino, em 1970, num depoimento ao historiador Frederico Pernambucano de Melo.
- “Quem arrastou isso pra riba de mim foram os Nogueira. Quando a pessoa cai num abismo, como eu caí mode ou outros, e eles fizeram o que fizeram comigo depois, muito encrenqueiros, a vontade que dá é de meter a espingarda pra riba e matar gente do nosso lado, se não fosse dar gosto ao inimigo”, relatou Zé Saturnino.
Briga por causa de chocalhos roubados foi apenas a gota d’água que detonou a guerra épica que arrastou os irmãos Ferreira para o Cangaço.
Saturnino diz que a aurora do conflito sempre foi entre os Ferreira e os Nogueira, a quem ele deposita culpa por ter se envolvido na disputa.
- “Findou por cair no meu colo, por ter casado na família”, lamentou Saturnino .
O maior desafio dos escritores é entender como os irmãos Ferreira “administravam” a realidade de ter um irmão (Antônio) com sangue Nogueira, ou como Maria Sulena tocou a vida com José, se o primogênito era um Nogueira.
Zé Saturnino deu uma das pistas. O ódio dos irmãos Ferreira aos Nogueira ocorreu em solidariedade ao tio de Virgulino, chamado Manoel Lopes, irmão de Maria Sulena que, envolvido num crime, fora espancado quando preso e sob custódia dos Nogueira. Mas aqui já é outra história, outro capítulo shakespeariano da história familiar de Lampião.
João Costa. Acesse: blogdojoaocosta.com.br e @joaosousacosta
Fonte: “Lampião, Antônio Ferreira e Levino,” de José Alves Sobrinho; Editora Babecco
“Apagando Lampião”, de Frederico Pernambucano de Melo.
Fotos: 1. Vigulino Antônio Ferreira. F2. Zé Saturnino.
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Por Adelson Mota
Antes deste fato Passaram na fazenda, Carrancuda ou Carancudo, do Sr. João da Carancuda, e na fazenda, Bom Sucesso, deram Palmatória, em Dona Joana Ferreira da Silva, fizeram algumas maldades, se retiraram pra região, seguindo o curso do, Rio Jacuípe, e sitiaram - se na Fazenda Lagoa do Lino, Maracujá Serrolândia, de Dona Cyrila Moreira e Sr. Raimundo Moreira, Maracujá Serrolândia, onde foram abatidos pela Volante de José Fernandes Vieira, de Mundo Novo, José Osório de Farias, o Zé Rufino, de Jeremoabo,
créditos da foto de, Hermes Cohim Moreira,
Thayse Mendes Borges Santos Reis, cedidas ao Professor e Historiador,
Rubens Antonio, Livro Cangaço na Bahia, Cavalos do Cão e Canção Agalopada,
foto, de Abelardo Cohim Moreira, credito Joselita Borges, Abelardo Cohim
Moreira, também foi prefeito, 1948... Adelson Mota, historiadora Amador
contador de histórias do Cangaço, na Bahia e na nossa região
Veja todas as fotos clicando no link.
https://www.facebook.com/groups/179428208932798/user/100038261553773
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Por Adelson Mota
O jovem Manoel Oliveira Figueiredo, que levou o bilhete de Lampião
para o Coronel Antônio de Souza Benta, Cel Benta, fato ocorrido na fazenda
Cercado, do Capitão, Abilino Reis da Silva, em 06/07/1929 em Morro do Chapéu,
Bahia.
A passagem do bando de cangaceiros de Lampião por, Morro do Chapéu, em 06/07/1929, Lampião depois de praticar a chacina do Brejão da Caatinga, em 04/07/1929, segue para o portal de entrada da Chapada Diamantina, e chega a dezenove quilômetros de Morro do Chapéu, e da fazenda Cercado do Capitão Abilino Reis da Silva envia um bilhete ao Coronel e responsável pela segurança, Antônio de Souza Benta, sendo portador o menino, Manoel de Oliveira Figueiredo, Manoel Berô que leva o bilhete este já conhecido nos meios dos grupos do Cangaço, certa vez indagaram ao Cel, Benta se ele teria feito um acordo com, Lampião para ele não invadir Morro do Chapéu, a resposta foi categórica respondeu o Cel, Morreu alguém em, Morro do Chapéu.
Crédito da foto, Octaviano Oliveira.
Adelson Mota, Historiador Amador contador de história do Cangaço na Bahia e na nossa região.
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Por Rubens Antonio
Ninguém havia descoberto, ainda, uma foto da cangaceira baiana Mariquinha. Foi encontrada uma por Sandro Lee, que a passou Robério Santos, que sugeriu que eu a recuperasse. Aqui, a original e o resultado de 8 horas de trabalho meu, usando 3 programas.