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terça-feira, 5 de março de 2024

UMA INVENÇÃO TOTALMENTE MALUCA.

Por José Mendes Pereira

Meus amigos e irmãos da nossa extinta Casa de Menores Mário Negócio, João Augusto Braz, Antônio Galdino da Costa, Manoel Flor de Melo, Railton Melo, Antônio Mendes Sobrinho (meu irmão), e o nosso saudoso amigo e irmão Antônio Jorge Braz, que Deus o tenha colocado em um bom lugar; ainda hoje, eu me orgulho de ter sido operador desta máquina, na Editora Comercial S. A.

Saudoso mano Jorge Braz.

Railton Melo diz que o Ottmar Mergenthaler foi um verdadeiro maluco. Na verdade, foi mesmo! O que tem de interessante nesta máquina chamada linotipe é coisa incrível. Mas eu desmontava ela para limpeza. Geralmente quando eu terminava uma jornada de composições dos livros do Dr. Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, da família numerada de Mossoró, eu fazia uma limpeza geral. Lógico que o seu esqueleto não era necessário ser desmontado. 


Estas são as formas ou matrizes para a composição em chumbo. Veja que as letras são separadas por espaços.

Na tipografia tradicional, que eu também trabalhava fazendo chapas, o texto era composto à mão, juntando tipos móveis um por um. Com uma máquina Linotype, equipada com chumbo em ponto líquido, era possível compor uma linha inteira de texto; esta, assim que batida no teclado da máquina, era imediatamente fundida e integrada na composição de colunas e de páginas. Não admira pois que estes monstruosos compositores semi-automáticos, com o peso de toneladas, fossem um enorme sucesso de vendas. Sucesso para os industriais, morte lenta para os operadores. Os vapores do chumbo líquido causam envenenamentos graduais; o chumbo será a fatal «doença do ofício» dos operadores.

Só quem chegou ver ela trabalhando é que tem certeza que foi uma invenção maluca, assim como disse o Railton Melo. Aprendi operá-la com Raimundo Costa, Assis Coelho (Miúdo) e Ferreira da Gazeta.

Ferreira da Gazeta.

O passo principal para aprender foi o Raimundo Costa, que depois, foi proprietário de uma gráfica em Pau dos Ferros.

Aqui em nossa cidade de Mossoró só tinham 4 linotipes. O Jornal o Mossoroense era proprietário de 2 linotipes  O jornal Gazeta do Oeste possuía 1, e a Editora Comercial possuía também 1.

Ela é como uma máquina de escrever. Tem teclado, mas as suas letras são feitas de chumbo. Tudo é muito rápido. Quando se escreve, automaticamente as letras de chumbo saem escritas em linhas. Aqui um modelo de linhas feitas de chumbo.

Eu, José Mendes Pereira, mossoroense, me orgulho de ter sido operador de uma máquina tão interessante quanto esta. Este homem Ottmar Mergenthaler é o inventor desta engenhoca chamada de linotipe, que na´época foi uma das maiores invenções do mundo.

Inventor da linotipe - Ottmar Mergenthaler - http://tipografos.net/tecnologias/linotype.html

Clique neste link abaixo, para você ler e conhecer esta figura Ottmar Mergenthalerinventor da linotipe.

https://operamundi.uol.com.br/hoje-na-historia/4043/hoje-na-historia-1886-inventor-alemao-ottmar-mergenthaler-cria-o-linotipo

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CANGACEIRO "CHÁ PRETO"

 Por Guilherme Velame Wenzinger. 

Elói Antônio Oliveira, o "Chá Preto". Este homem fez parte do bando de Lampião ainda no início dos anos 20 e não teve muito destaque no bando. Concedeu entrevista ao "Diário de Pernambuco" no fim da década de 70 e disse que abandonou o bando antes da passagem deste para a Bahia. 

Era natural de Conceição das Crioulas, pertencente a Salgueiro(PE). Lembrando que toda essa informação é baseada na entrevista. Este cidadão também consta no livro de Bismarck Martins de Oliveira, o "Cangaceiros de Lampião: - de A a Z" e, na versão que tenho, consta que ele morreu em combate e foi enterrado na caatinga, o que não foi verdade. O nome citado no livro é o mesmo da reportagem.

Fonte: Diário de Pernambuco.

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LINGUAGE DOS ÓIO

 Por João Augusto Braz

Patativa do Assaré

115 anos do nascimento de ANTONIO GONÇALVES DA SILVA, conhecido no mundo da literatura de cordel por Patativa do Assaré. O porta voz do sertão.

LIGUAGE DOS ÓIO


Os óio além de chorá,

É quem vê a nossa estrada

Mode o corpo se livrá

De queda e barruada

E além de chorá e de vê

Prumode nos defendê,

Tem mais um grande mistér

De admirave vantage,

Na sua muda linguage

Diz quando qué ou não qué.


João Augusto Braz.

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LIVRO

 Por José Irari

Excelente livro, reeditado pelo professor Adriano Carvalho Duarte...adquirir via professor Francisco Pereira Lima. Livros são excelentes companheiros.


Encontre este livro com o professor Pereira.

franpelima@bol.com.br

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LIVRO DO ROBÉRIO SANTOS

  Odilon Nogueira

Lendo o belo livro 77.15.32 do escritor sergipano e amigo Robério Santos Robério Santos II É um pouco de luz na história dos currais humanos do governo (Campo de Concentração) no nordeste brasileiro. 

O sistema tentou esconder o submundo da nossa história, entretanto, alguns escritores, entre eles o pesquisador Robério Santos e a romancista Rachel de Queiroz, abrindo as cortinas desse período (entre 1844 a 1932). 

A obra é um romance que vai se entrelaçando com a história, protagonizada por aproximadamente 2 milhões de brasileiros, vítimas das intempéries da natureza e das políticas nefastas de governos.

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LIVRO

 Por Helcimar Barbosa Palhano.

Em março está chegando nas ruas. Você conhece Lampião, Maria Bonita, Corisco e Dada. Mas conhece Salustiana? Susserana? Azulão? Arrebenta Cavalo? Quebra-queixo? E o Coroné Agripino? Coroné Pedro Valente? Coroné Amâncio? Pois é... uma nova versão do Cangaço pós Lampião. Uma ficção de dar nó na cabeça de quem já conhece o cangaço e uma leitura a mexer com o imaginário de quem não conhece. Se você me perguntar de onde eu tirei tanta estória só posso recorrer a Ariano Suassuna:

" Não sei, só sei que foi assim".

Aguardem... em março o livro tá na rua.

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DOIS GRANDES POETAS.

 Por José Di Rosa Maria

Essa nobre figura à minha direita; é o grande poeta Jorge Macedo. A meu ver, um dos melhores declamadores de poesias que temos na profissão de repentistas.

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segunda-feira, 4 de março de 2024

𝐴𝑇𝑅𝐴𝑉𝐸𝑆𝑆𝐸𝐼 𝑂 𝐿𝐴𝑀𝑃𝐸𝐴̃𝑂

Acervo do Jaozin Jaaozinn

Foto do Sr. Joaquim Bezerra de Sousa, prático (ou jangadeiro) do Rio São Francisco, março de 1967.

Joaquim Bezerra de Sousa, conhecido como Mestre Quincas, é casado, tendo cerca de 53 anos de idade, residente da cidade de Pão de Açúcar/AL, e jangadeiro de profissão. Por seus trabalhos de navegação pelas águas do rio, foi o guia do Navio de Patrulha Piraju, da Marinha, durante as missões que tinham como objetivo atender aos pedidos das populações ribeirinhas.

Dentre as histórias que Quincas carrega, a mais famosa é de seu encontro com o maior cangaceiro que conhecemos, perseguido por sete estados do Nordeste e com sua cabeça valendo mais de 40 contos de réis, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

O episódio ocorreu em 1936, quando tinha 22 anos de idade, onde trabalhava como ajudante na canoa Teresa Góis do Mestre Moisés Francisco dos Santos. Segundo o seu Mestre, iriam pegar um bom frete em lugarejo perto. Enquanto estavam no caminho, Moisés acabou informando que iriam, na verdade, pegar uma "família" que se encontrava em Ângico. Esperaram horas, até às 22hrs, quando os membros desta família chegaram. Era o bando de Lampião, composto por homens e mulheres, pele morena, cabelos compridos, armados até os dentes, mulheres com chapéu de massa fina e homens de chapéu de couro com a aba quebrada, totalmente detalhados a ouro.

Quincas reconheceu Virgulino na hora e, claro, ficou totalmente perplexo, fazendo todo e qualquer esforço para não encostar nos passageiros, mesmo tendo um cangaceiro que fora amigo seu na infância (diz ser Zé Moreno, mas pode ser Mané Moreno ou Moreno II). Depois da viagem inesperada por ele, chegam no destino dos bandoleiros, Fazenda Borda da Mata, pertencente a Antônio Ferreira de Carvalho, o Antônio Caixeiro, pai do então Governador Eronildes de Carvalho, Sergipe.

Essa foi o último trabalho que Joaquim prestou para a canoa Teresa Góis.

𝐹𝑂𝑁𝑇𝐸: 𝐷𝑖𝑎́𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑒 𝑃𝑒𝑟𝑛𝑎𝑚𝑏𝑢𝑐𝑜 - 1967.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

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TRÊS ELOS PARA A MANUTENÇÃO DO CANGAÇO...

 Por Helton Araújo

Panta de Godoy, Candeeiro e Mané Félix.

Uma foto com centenas de histórias para contar, o reencontro fantástico de três elos fundamentais para a manutenção do cangaço. Um ex-volante, um ex-cangaceiro e um ex-coiteiro reunidos tempos depois do fim do cangaço, simplesmente incrível !

Se gostou deixe seu link, se ainda não é um inscrito, nos dê essa moral se inscrevendo. ( CANGAÇO ETERNO ).

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domingo, 3 de março de 2024

PAPA FRANCISCO RECEBE O BISPO DE MOSSORÓ DOM FRANCISCO DE SALES.

 Por Relembrando Mossoró

Dom Francisco de Sales, bispo da Diocese de Mossoró visitando o Papa Francisco.

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BENJAMIN ABRAÃO BOTTO

 Por Wikipédia

Benjamin Abrahão Botto (Zalé, c. 1890 — Itaíba7 de maio de 1938) foi um fotógrafo libanês-brasileiro, responsável pelo registro iconográfico do cangaço e de seu líder, Virgulino Ferreira da Silva — o Lampião. Abrahão morreu aos 48 anos, durante o Estado Novo.[1]

A fim de fugir à convocação obrigatória do Império Otomano para lutar durante a Primeira Guerra Mundial, migrou para o Brasil em 1915.[carece de fontes]

Carreira profissional

Foi comerciante (mascate) de tecidos e miudezas, além de produtos típicos nordestinos, primeiro em Recife, depois para Juazeiro do Norte, com dois burros (Assanhado e Buril) e um cavalo (de nome Sultão), atraído pela grande frequência de romeiros.[2]

Abrahão foi secretário do Padre Cícero e conheceu o cangaceiro Lampião, em 1926, quando este foi até Juazeiro do Norte a fim de receber a bênção do célebre vigário e a patente de capitão, para auxiliar na perseguição da Coluna Prestes.[3] Ambos estiveram na cidade em 1924, mas não se encontraram.[4] A nomeação foi feita a mando do padre pelo funcionário federal Pedro de Albuquerque Uchoa, segundo uma autorização dada ao deputado Floro Bartolomeu pelo próprio presidente Artur Bernardes - ordem que em nada adiantou, pois não foi respeitada nos demais estados, resultando que Lampião e seu bando jamais efetuaram perseguição a Prestes.[5] Em 1929, Abrahão fotografou o líder cangaceiro ao lado do padre.[6]

Após a morte de Padre Cícero, Abrahão solicitou e obteve do Rei do Cangaço a permissão para acompanhar o bando na caatinga e realizar as imagens que o imortalizaram. Para tanto teve a parceria do cearense Ademar Bezerra de Albuquerque, dono da ABAFILM que, além de emprestar os equipamentos, ensinou o fotógrafo seu uso. Por ao menos duas ocasiões esteve junto ao bando, realizando seu mister.[3]

Abrahão teve seus trabalhos apreendidos pela ditadura de Getúlio Vargas, que nele viu um antagonista do regime. Guardada pela família Elihimas, de imigrantes libaneses, em Pernambuco, a película foi analisada pelo Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP, um órgão de censura atuante durante o Estado Novo.[carece de fontes]

Morte

Morreu após ser agredido com quarenta e duas facadas,[4] crime que jamais foi esclarecido, tanto na autoria como na motivação, donde se especula ter sido mais uma das mortes arquitetadas pelo sistema,[3] como outras ocorridas em situação análoga, a exemplo de Horácio de Matos, embora exista a versão de que o fotógrafo sírio-libanês teria sido alvo de roubo, apesar de com este nada de valor haver.[2]

Filmagens do cangaço

Abrahão, em foto batida pelo cangaceiro Juriti, aparece cumprimentando Lampião.

Incursões à caatinga

O trabalho de fotografia e filmagem de Lampião e seu bando, empreendido por Abrahão, envolveu também a ABA-Film, produtora situada no Ceará, que cedeu treinamento e parte do equipamento necessário ao projeto.[carece de fontes]

Para a realização das filmagens, Abrahão contou com verdadeiro trabalho de aproximação junto ao bando, que fugia do encalço das forças volantes do Estado. O primeiro encontro veio finalmente a ocorrer em um lugar chamado Bom Nome, onde o cangaceiro, desconfiado, primeiro realizou ele mesmo a filmagem do ex-mascate, em trecho que se perdeu, e só então consentiu ser filmado.[carece de fontes]

O próprio Lampião assegurou o testemunho, em um bilhete, de que todas as suas imagens eram produto do trabalho de Abrahão.[3]

Nota: foi mantida a grafia utilizada, considerando-se o que Lampião era semi-alfabetizado, tal como se acha transcrita.

“Illmo Sr. Bejamim Abrahão

Saudações

Venho lhi afirmar que foi a primeira peçoa que conceguiu filmar eu com todos os meus peçoal cangaceiros, filmando assim todos us muvimento da noça vida nas catingas dus sertões nordestinos.
Outra peçoa não conciguiu nem conciguirá nem mesmo eu consintirei mais.
Sem mais do amigo.

Capm Virgulino Ferreira da Silva
Vulgo Capm Lampião”

Abrahão retorna a Fortaleza, onde este primeiro sucesso permite-lhe obter mais rolos de filmes, e voltar para registrar o cangaceiro e seu bando, sendo que o resultado dessa segunda incursão também se perdeu. Abrahão passou a ser considerado suspeito, pois além das filmagens, enviava matérias aos jornais, relatando suas aventuras - o seu conhecimento do paradeiro do bando era indício por demais forte de seu envolvimento com este.[2]

Abandono e resgate

Os trabalhos de Abrahão Botto permaneceram esquecidos até serem redescobertos nos anos 1950, quando a Fundação Getúlio Vargas incorporou o acervo do Departamento de Imprensa e Propaganda - DIP.[3]

Em notícia do Correio do Ceará, de 7 de abril de 1937, transcrevia a ordem emanada de Lourival Fontes, diretor do DIP, que por telegrama determinava a apreensão do filme Lampião, que se exibia em Fortaleza, com o seguinte teor:[4]

"Secretário Segurança Publica Estado do Ceará Fortaleza. Tendo chegado ao conhecimento do Departamento Nacional de Propaganda, estar sendo annunciado ou exhibido na capital ou cidades desse Estado, um filme sobre Lampeão, de propriedade de "Aba Filme", com sede á rua Major Facundo, solicito vos digneis providenciar no sentido de ser apprehendido immediatamente o referido filme, com todas suas copias, e respectivo negativo, e remettel-os a esta repartição, devendo ser evitado seja o mesmo negociado com terceiros e enviado para fora do paiz. Attenciosos cumprimentos. Lourival Fontes, director do Departamento Nacional de Propaganda do Ministério da Justiça."[4]

Em 1996, a atribulada vida do fotógrafo foi o tema do filme Baile Perfumado, dirigido por Paulo Caldas e Lírio Ferreira, sobre roteiro de ambos e Hilton Lacerda.[7]

No ano 2000, foi objeto de várias exposições, em ParisSão Paulo e Rio de Janeiro.[6]

Crítica histórica

A historiadora francesa Élise Jasmin (n. 1966), que realizou uma mostra na França das imagens do Cangaço por Abrahão Botto, fruto de seus trabalhos de pesquisa, declarou em entrevista que "Estas imagens dos bandidos no auge de sua glória e poder, ao lado das fotos com o jogo cênico de suas mortes, fazem parte desta espetacularização da violência que encontramos nas sociedades modernas (…)" - e aludindo que havia por trás do trabalho de Abrahão uma intenção por parte do cangaceiro em "…desafiar seus adversários, impor seu poder e mostrar que seu sistema de valores, a vida que levavam, tinha um sentido para eles." - fato refutado por Urariano Mota, para quem "As lentes de Benjamin Abrahão, que os filmou, é que fazem o espetacular".[8]

A constatação original da pesquisadora francesa, entretanto, persiste, sobre o uso da imagem feita por Lampião: "foi o primeiro cangaceiro a cuidar de sua imagem, e aí reside sua grande originalidade. Teatralizou sua vida, utilizou modos de comunicação da modernidade que não faziam parte de sua cultura original, principalmente a imprensa e a fotografia"[9]

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Abrah%C3%A3o_Botto#:~:text=Benjamin%20Abrah%C3%A3o%20Botto%20(Zal%C3%A9%2C%20c,Ferreira%20da%20Silva%20%E2%80%94%20o%20Lampi%C3%A3o.

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MAR ABERTO

 Por Zé Salvador



Nas velas o nobre sangue,

grafando os seus ancestrais:

povo Nagô, Iorubá

foram de formas brutais

jogados no cativeiro

pra servir ao estrangeiro,

desde os avós e seus pais.

.

Estalou chicote abordo

no lombo da rebeldia,

o mar batendo na proa,

vendo aquela covardia

gemem ressacas e mastros

assistindo humanos lastros,

nessa abissal agonia.

.

Foi Soba na sua aldeia,

Régulo no seu território,

mas vencido pela guerra

teve um poder transitório,

foi feito prisioneiro

nos porões do cativeiro,

pisou no caminho inglório.

.

E nas mãos do capataz

que sofreu grandes agruras,

o chicote lhe doeu,

doeu mais foram fraturas

no seu brio, alma e orgulho,

superou dando mergulho

pra fora das amarguras.

.

Pediu aos seus orixás

resignado e bem forte,

que desse para seus filhos

uma diferente sorte,

pra viver e trabalhar

e os descendentes criar,

não sendo assim, dê-lhe a morte.

.

Ergue à luz da liberdade,

seu filho amado "liberto",

grilhões quebrados nos pulsos,

Porém com caminho incerto,

Nas águas dessa incerteza

Navegou sua nobreza

Quando singrou mar aberto.

PoiZé!

Poema e foto de Zé Salvador.

S.G.01/03/2024.

 


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LIVRO

 Por Costa Senna


Para adquirir, entre em contato com o autor através da sua página no facebook, que é Costa Neto.

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AZIS ELIHIMAS E FREDERICO PERNAMBUCANO DE MELO.

Por Robério Santos

 Azis Elihimas (sobrinho do maior cineasta do cangaço Benjamin Abrahão Botto), e uma das figuras mais importantes do estudo cangaceiro, o escritor, historiador e pesquisador do cangaço Frederico Pernambucano de Mello.

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CANGAÇO NO INSTITUTO HISTÓRICO

Por Wanessa Campos

Amanha, sábado, a partir das 10h, O INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO, abre suas portas com nova pintura para receber interessados no tema Cangaço ; Além do lançamento do livro Amor de Ferro e Flor, haverá uma palestra sobre o livro que traz uma narrativa sobre a mulher de Lampião. Gostaria de ver os amigos por lá.. O instituto fica na Rua do Hospício em frente ao Teatro Parque.

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sábado, 2 de março de 2024

QUEM FOI ROXANA PEREIRA BONESSI?

 Por minhamanaushistorias.blogspot.com

Roxana Pereira Bonessi.

Em 31 de março de 1975, data do nascimento da Roxana Pereira Bonessi. Essa data coincide com o término das Olimpíadas Militares da Guarnição de Porto Velho-RO. O então Sargento Bonessi disputava uma partida final de vôlei de quadra entre o 5º Batalhão de Engenharia e Construção e a 10ª Brigada de Infantaria de Selva. O jogo, muito disputado, entrava no seu último e derradeiro set, aproximadamente as 22:40 hs, quando a sra Filomena Bonessi, grávida de mais de 8 meses, das arquibancadas do ginásio de esporte onde o jogo estava sendo realizado, lhe acenava constantemente e gritava pelo seu nome, porque estava sentindo as cólicas iniciais de parto. 

Capitão Alfredo Bonessi, pai da Roxana Pereira Bonessi.

O Sargento Bonessi às voltas com o jogo respondia com gestos que a esposa esperasse. O Sargento Bonessi nem pode comemorar com seus companheiros a vitória no jogo e das Olimpíadas da Guarnição, porque teve de ir às pressas para o Hospital Militar e Maternidade do 5 BEC conduzindo a sua esposa. As 23:40 hs nascia uma linda menina que se chamaria Roxana, em homenagens a Princesa Roxana – esposa de Alexandre da Macedônia – O Grande. 

A Roxana desde pequena sempre foi alegre, responsável, obediente, sincera, comunicativa, amiga, correta em todas as suas atitudes. Nunca mentiu, nunca fez uma maldade a ninguém, nunca destruiu nada, nunca matou. Considerava importante todos os seres existentes em nosso planeta. Nunca matou, nem mesmo um inseto. Tudo que era dela, seus brinquedos, seus presentes, suas roupas, sua mesada, dividia com seus irmãos e com as pessoas que pedissem. Possuía desprendimento das coisas materiais. Preferia a oração e a comunhão com Deus às coisas mundanas. Ao seu redor tudo era alegria, era vida, era amor. Dava amor, mas nem sempre recebia amor das pessoas estranhas e que não lhe conheciam o caráter. Mas as desfeitas que recebia não lhe causavam mágoas, nem a deixava triste. Perdoava sempre. 

Extremamente religiosa, rezava diariamente, três ou mais vezes ao dia. Na maioria das vezes não pedia nada para si, mas rogava a Deus pelos aflitos e necessitados. Não possuía vícios. Nunca os teve. Seu prazer era brincar com seus familiares e adorava dançar. Foi estudante sem problema. Nunca foi preciso mandar fazer seus deveres escolares; foi sempre uma aluna querida e exemplar. Suas notas sempre foram altas e nunca foi reprovada. 

Quando criança, pequena demais em idade e muita adiantada nos estudos teve, por orientação pedagógica, que esperar um ano, até que sua idade fosse compatível com o grau de estudo em que estavam seus colegas de mesma idade. Nunca desobedecera pai e mãe. Nunca atacou um irmão ou qualquer outra pessoa. Ficou moça. Era atleta. Gostava de equitação, natação, pescaria e de outros esportes como vôlei e futebol, jogando-os muito bem. Sua beleza era natural. Possuía um corpo escultural e para realçar essa beleza não era necessária a maquiagem. 

Possuía dezenas de títulos de beleza e às vezes que não ganhou ficou em segundo lugar. Era denominada e reconhecida pelo título “Rainha da Natureza”, que lhe foi conferido em programa de televisão no Estado do Ceará. Com 27 anos de idade já estava formada em Contabilidade, possuía Pós-Graduação em Auditoria e Pós-Graduação em Re-administração, cursava Direito e 21 dias antes de ser assassinada concluíra o curso de Mestrado em Administração. 

O tema da sua Dissertação é: “Amazônia, Vida, Riqueza e Morte: O Turismo Sustentável como Atividade Sócio-econômica para Ambientes de Significativas Mudanças Ecológicas”. Nesse trabalho se mostra inconformada com a destruição da Floresta Amazônica e preocupada com as origens e as conseqüências dos problemas Amazônicos, com o futuro das gerações carentes, principalmente a população ribeirinha. 

Nesse trabalho de pesquisa aponta as soluções para preservação da vida de todos os seres que habitam a floresta. No momento de sua morte era Professora Universitária e, por seus próprios valores reconhecidos documentalmente, seu caráter integro e sua aprovação nos testes militares a que foi submetida, foi incorporada nas fileiras do Exército e considerada “Combatente de Selva”, sendo designada para servir na 12a ICFEX, onde desempenhou várias atividades, sendo uma delas “Tomadora de Contas”, uma espécie de Fiscal dos trabalhos de outras Organizações Militares, onde era mais orientadora e esclarecedora do que julgadora. 

Como Professora foi exemplar em todos os aspectos. Como Militar foi modelo de virtude, um exemplo a ser seguido de devotamento à Pátria, amor à profissão, camaradagem e espírito de corpo. Morreu em serviço, no cumprimento do dever, às 11:05 hs, do dia 02 de dezembro de 2002, em Manaus – AM, no interior do aquartelamento onde servia, assassinada pelas costas, a punhal, por um companheiro de farda e ex-namorado. 

A Roxana foi muito homenageada pela Comunidade Amazonense, seu nome é nome de uma importante avenida de dupla via em Manaus, é também nome de uma eficiente e premiada escola no bairro Colônia Oliveira Machado em Manaus, também é nome de uma escola infantil da capital amazonense, foi também homenageada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e nas Câmaras Municipais de Presidente Figueiredo e de Manaus. 

A contribuição científica deixada pela Roxana Bonessi para a integração-desenvolvimento e preservação da Amazônia foi um trabalho de pesquisa que realizou fundamentada no Turismo Sustentável como alternativa sócio-econômica para uma região que fora devastada pela construção da Hidrelétrica de Balbina, na Região de presidente Figueiredo -Am – trabalho esse reconhecido mundialmente pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e que estimulou o progresso ambiental de todas as regiões ribeirinhas do Amazonas pelos recursos alocados desde então pelo BID. 

Monumento de Roxana Bonessi.

A Roxana foi também homenageada pela Comunidade do Amazonas com dois monumentos, um no bairro onde ela morava, monumento esse em homenagem as mulheres e crianças, vítimas de violência no Amazonas e no Brasil, e outro monumento foi construído como marco localizatório onde fora colocado o seu corpo por ocasião de sua prematura morte. A Roxana nos deixou muitas saudades – somos agradecidos e honrados por termos tido o privilegio de sua encantadora companhia. Obrigado Família Bonessi Fonte de Pesquisa: 

ADENDO: 

"Quantos sonhos desta moça ficaram no meio do caminho sem serem realizados? Quantos sonhos desta moça foram construídos em sua mente, pensando um dia, chegar ao posto maior do exército brasileiro, que é  general e não foi concluído?" - José Mendes Pereira do blog 

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Texto extraído do D24AM SE PRECISAR ENTRAR EM CONTATO NOSSO E-MAIL minhamanaushistorias@gmail.com #minhamanaushistorias #manausnocoração #manaus #amazonas #prefeiturademanaus #manauscity

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"POIS NUM É"

Por Raimundo Lucas


Pai me disse: filho preste atenção

Para depois não ser decepcionado

Por pessoas que vivem do seu lado

Pegando no seu pé invés da mão,

Não se deixe enganar o coração

Pois a vida te leva mais além

Sorria quando tiver um vintém,

Por que muitos irão te abandonar

Seja puro e sincero ao falar

Na vida você só vale o que tem.

"O Galego do Jucuri"

O poeta sonhador

Revisão de métrica rima e oração, Nilson Silva o poeta do amor.

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O CANGACEIRO ANTÔNIO SILVINO

     Por Guilherme Velame Wenzinger

Antônio Silvino e Abílio Medeiros. Abílio era médico da cadeia velha do Recife. Foto tirada dentro da cadeia. Ano desconhecido.

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