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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Revista "Região" de Crato/CE.= A vingança do Tenente Antônio

Reportagem de Osvaldo Alves
Jornalista Osvaldo Alves de Souza

Dizendo chamar-se legitimamente Antônio Manuel Filho, o tenente Antônio de Amélia, famoso por haver vingado a morte de um sócio, matando três cabras de Lampião, recebeu o repórter na sua Fazenda Piau, a cinco quilômetros da cidade de Ouricuri. Naquela visita fizemo-nos acompanhar do Dr. Edilton Luna, Promotor de Justiça de Bodocó e do jornalista Francisco Rocha, correspondente de "Região" no estado de Pernambuco.

A historia do tenente Antônio é longa e cheia de lances perigosos. Nascido em Alagoas, na cidade de Mata Grande, AL pertenceu a Policia pernambucana, na época de Lampião. Hoje é tranquilo fazendeiro em Ouricuri, somente molestado pela insistente curiosidade de algum repórter da revista Região, pois fomos os únicos, até agora, a localizar, no seu retiro, o valente oficial reformado da Policia pernambucana, muitos anos depois de sua arriscada aventura.

Trajando calça escura e camisa branca, óculos de grau a ponta do nariz, foi assim que encontramos Antônio de Amélia no alpendre da Casa Grande da Fazenda Piau. Inicialmente meio arredio, mas logo se derramou em cordialidade e falou com toda franqueza contando sua historia, suas proezas, suas aventuras, finalmente o desfecho com a morte de quatro elementos do grupo de Lampião. Foi bate-papo longo, aqui e acolá entremeado de risos do nosso entrevistado, quando recordava um episódio cômico ocorrido em meio a mais terrível expectativa, nas horas de maior perigo.


Corisco sangra Mizael e desfecha-lhe dois tiros na cabeça.


Primeiro veio a noticia: mataram Antônio Mizael. Corisco - Conta-nos o Tenente Antônio - Tocaiou o meu sócio Mizael. Ele tinha uma propriedade - O sitio Catinga. Deu feira em Inhapi, e depois foi empreitar umas terras para plantação de feijão. Em lá chegando deparou com Corisco, cabra do grupo de Lampião. Com a ajuda de outros três bandidos Corisco amarrou o meu sócio, em seguida sangraram-no e depois deu dois tiros na cabeça. Recebi telegrama em Caruaru comunicando o fato. Meio tonto com a noticia fui a Inhapi e comuniquei ao Prefeito Antônio Mota que iria fazer uma tragédia com a morte de Mizael. Só Deus evitaria de matar um dos cangaceiros. Mizael será vingado, custe o que custar. E preparei o plano.

Familiares do Tenente eram amigos de Lampião. 

Após um cafezinho servido as visitas, Antônio de Amélia prossegue no seu relato: "Estando, certo dia, em uma firma comercial, em Inhapi, em companhia do meu amigo corretor Pedro Paulo, expliquei para ele o meu desgosto por ter sabido da grande amizade de pessoas de minha família com Lampião e seus cangaceiros. Sendo eu da família, prefiro ir embora a ver acontecer alguma coisa desagradável com eles. A uma perguntas de Antônio Paulo, que o maior relacionamento de Lampião era com o meu parente Sebastião. Soube até que ele tem um rifle do bandido para consertar, além de um cantil que eles mandaram fazer de zinco e tem ainda umas cartucheiras enfeitadas de metal, também para conserto.

 O encontro com Sebastião

Sem mencionar o sobrenome de Sebastião, Antônio de Amélia conta as providências tomadas na articulação de seu plano para vingar a morte do sócio Mizael. Protestando, de inicio, suas ligações com o grupo de Lampião, Sebastião findou concordando com Antônio de Amélia. No momento travou-se este dialogo, entre os dois:

- Sebastião, vamos liquidar esses cabras?
- Não, porque ninguém pode. Eles são muito desconfiados e valentes como cobras venenosas.
- Confie no meu plano. Garanto que dará certo.
- Estou até esperando por alguns deles, para entregar umas encomendas.

A longa espera

Atendendo a uma sugestão de Sebastião, Antônio de Amélia conta que, em companhia de pessoa indicada por Sebastião, se dirigiu para o local não muito distante do sitio onde o seu parente teria encontro com os cabras de Virgolino. Ali aguardaria as noticias de Sebastião ou a ordem para se apresentar na casa onde estavam os bandidos. Antônio de Amélia conta que, durante oito horas, escondido no mato, ficou a espera de Sebastião, que só apareceu as dez da noite, esclarecendo que teve que realizar algumas compras em Inhapi e, de volta, demorou numa festinha de casamento.

- Pensei - disse Antônio de Amélia - que você tivesse denunciado o plano e nós é que iriamos morrer: A seguir Sebastião meio pessimista quanto ao bom resultado do plano do seu parente:

- Não vai dar jeito para vocês, apesar de Lampião não ter vindo com os cabras que já estão aqui. Quem veio comandando os cangaceiros foi Luiz Pedro, agora, tem muita gente. Estão distante daqui, uma légua.

Fingiram haver morto um soldado para gozar da confiança dos cangaceiros.


Distante uma légua do sitio onde se encontravam Antônio de Amélia, seu primo Sebastião e Antônio Tiago, compadre do primeiro e amigo para enfrentar as mais difíceis situações, estava acampado um dos grupos do famoso bandoleiro do Pajeú. Foi neste local, conta Antônio de Amélia, que Sebastião, conhecido do grupo, pois para eles trabalhava em serviço de consertos de armas, costura de embornais e outras atividades de sua profissão, apresentou-me a mim e ao compadre Antônio Tiago: - Aqui é gente minha - esclareceu na hora da apresentação, adiantando: - Eles mataram um soldado e estão refugiados na Casa de João Aires. A policia os anda perseguindo, embora não saiba onde eles se encontram.

A historia da "morte" do soldado, ardilosamente criada por Antônio de Amélia, foi o bastante para que os estranhos passassem a gozar da simpatia e confiança do grupo. Para eles, cabras de Lampião era herói quem assassinasse um soldado e duas vezes herói quem matasse um oficial.

Integrados ao grupo, Antônio e seus companheiros passaram a dar os últimos retoques no plano. Pelo menos já haviam conseguido penetrar no bando, o que muito facilitaria a execução de tudo quanto imaginaram perpetrar para vingar a morte do sócio Mizael. Naquele mesmo dia, a sombra das árvores, comeram, beberam e dançaram, homem com homem.

Antonio de Almeida é o quarto da direita

Interessante observação nos fez o Tenente Antônio de Amélia, a nos explicasse que mesmo sendo em pequeno grupo, os cabras de Lampião jamais dormiram todos agrupados num mesmo local. Na hora de dormir se espalhavam a fim de garantir uma reação no caso de serem surpreendidos por uma visita desagradável dos volantes policiais.

Encontro com Lampião. 

Reunidos ao grupo chefiado por Luiz Pedro, prossegue Antônio de Amélia na sua narração - Fomos a Fazenda de Pedro Ferreira, um amigo de Lampião.

Ali recebidos com muito queijo e carne seca de bode. Neste local os cabras demoraram pouco tempo. Daí seguiram ao encontro do chefe. A apresentação da mais nova aquisição do bando foi feita por Luiz Pedro.

- É gente de Sebastião - explicou o apresentador sob o olhar meio desconfiado de Lampião. Dada a grande confiança que gozava Sebastião junto a Lampião e seus cabras, os visitantes logo puderam ficar a vontade.

Grupo se divide para confundir as volantes 

Contou-nos Antônio de Amélia: Todos os elementos do grupo estavam reunidos. Lampião, tendo ao seu lado a companheira inseparável Maria Bonita, começou a distribuir ordens. Precisava demorar, por muito tempo, naquele acampamento, para repouso, depois de longas caminhadas e reiterados encontros com as volantes policiais e de ataques a indefesas cidades nordestinas. Chamando Suspeita, um dos seus fiéis comandados, ordenou que fosse a cidade de Mata Grande. E prosseguiu o Rei do cangaço:

- Receba umas encomendas de Sebastião e depois, da Mata Grande mate Alfredo Curim, Zé Horácio da Ipueira e faça 6 ou 7 mortes na família dos Bentos que é para ficarmos aqui despreocupados. De lá viaje para onde quiser, que passe fora uns 15 dias a um mês. 

Alegando Suspeita, que os cangaceiros do seu grupo precisavam arrumar certas coisas, Lampião autorizou que retirasse elementos de outros grupos. Foi aí que Fortaleza, que era do grupo de Luiz Pedro, Medalha, que sempre acompanhava o chefe, e Limoeiro, que pertencia a outro, passaram a compor o pessoal de Suspeita para o cumprimento daquelas ordens. Ao mesmo grupo nos incorporamos. Isto é, eu, Sebastião e Antônio Tiago. Mais tarde, quando estávamos de passagem pelo município de Santana, Zeca, irmão de Sebastião e Alfredo, seu primo, se reuniram a nós, após as necessárias apresentações.

Em diferentes direções outros grupos saíram.

Seguindo as ordens do capitão Virgolino, diversos grupos seguiram em diferentes direções, com o mesmo objetivo de desviar a atenção das volantes e facilitar a permanência de Lampião, naquele local: Um deles, disse-nos Antônio de Amélia, se dirigiu a Matinha de Agua Branca, terra da famosa baronesa, cujas jóias foram roubadas por Lampião, no inicio de sua carreira.

Cangaceiros deram para desconfiar.

Acampados no meio da mata, Suspeita e sua gente aproveitaram a presença de Zeca, primo de Sebastião, que era bom rabequista, para, ao lado de uma fogueira, dançarem e beberem durante toda a noite.

Antônio de Amélia prossegue na sua narração: Aproveitando os cabras entretidos na dança, chamei Sebastião e disse para ele: vamos ter um pouquinho de cuidado com os cabras. Parece que eles estão um pouquinho desconfiados. Chamei depois o meu compadre Antônio Tiago e combinamos:

- O primeiro tiro será dado por mim em "Fortaleza". Compadre Antônio cuida de "Limoeiro" e Sebastião de "Suspeita".

Aguardaremos, com cuidado a melhor oportunidade. Neste momento pude observar que Suspeita e Fortaleza se isolaram do grupo e, todos equipados, se dirigiam a um riacho nas proximidades do lugar de nosso acampamento.

Foi aí que Sebastião se dirigiu até o local onde os dois se achavam e perguntou:

- O que está havendo com você, Suspeita, que está triste e capiongo? 
Ao que Suspeita exclamou:
- Nada não, companheiro. Quem anda nessa vida precisa ter todo cuidado. Precisa confiar desconfiando.

Sebastião retrucou:

- Então está desconfiando de mim que tudo tenho feito por vocês e gosto de você e do Capitão? Neste caso não mande mais me chamar para coisa nenhuma. E saiu para perto da fogueira.

Diante da reação de Sebastião tudo voltou ao normal no acampamento, mesmo porque advertir, - disse Antônio de Amélia - para cessar a dança e o barulho da rabeca, pois dada a pequena distancia daquele local para a estrada, poderiam ser surpreendidos por alguma volante. 

Tentativa frustrada.


Prosseguindo na entrevista, comenta Antônio de Amélia: todos reunidos ao pé da fogueira contavam anedotas ou relembravam fatos pitorescos ocorridos em outras ocasiões. Medalha levanta-se e se encontra a um pé de catingueira, enquanto Fortaleza se ampara em um toco escorou o embornal e ficou voltado para o fogo. Limoeiro, ao lado de Antônio Tiago, ouvia as historias que outros contavam. Foi neste momento que, ao me aproximar cautelosamente de Fortaleza, baixei o mosquetão em cima dele mas pinou a bala. Foi quando procurei despistar colocando rápido o rifle as costas e fui passando debaixo dos galhos das árvores. 

Nisto gritou Limoeiro:

- O que foi?- Foi o galho que pegou aqui na mira do rifle. 

Passando o episódio, frustrada a primeira tentativa de liquidar os bandidos, pude distanciar-me um pouco e sacudi a bala fora, colocando outra na agulha. Antes, justifiquei o caso afirmando inexperiência no uso de armas daquele tipo.

A hora da vingança.

O momento da vingança chegou: disse o tenente Antônio, de volta após mudada a bala que falhou e colocada outra na agulha, desci o mosquetão e o primeiro tiro pegou na cara do bandido Fortaleza, que enterrou os pés e caiu em seguida por sobre os paus. Dei o segundo tiro que o atingiu no ombro. Nisto ouvi disparo: Era compadre Antônio Tiago havia atirado em Limoeiro, enquanto numa sequência rápida, Sebastião pegou Suspeita pelo meio.

Alfredo ataca Medalha e saíram aos trancos e barrancos numa luta corporal danada. Corri para lá e encontrei suspeita com Sebastião imprensado na ribanceira do riacho tentando puxar o punhal que, por ser grande demais, não dava para arrancar da cintura. Sebastião então grita para mim: chegue se não este cabra me mata. Bati com a boca do mosquetão no pé do ouvido do cabra que o sangue acompanhou. Nisso Sebastião pode dominar Suspeita e joga-lo no chão. Quis usar novamente o mosquetão, mas Sebastião gritou:

- Não atire que você pode errar e me atingir, e mesmo o bandido já está morrendo.

Em seguida corremos para o lugar onde António Tiago e Limoeiro se engalfinhavam numa luta de gigantes. Eram dois negros enrolados numa luta feroz.

Nisso Sebastião pegou nos cabelos de Limoeiro e exclamou: foi este bandido que sangrou o o finado Mizael. Fui mandado, disse Limoeiro.

- Pelo amor de Deus não me sangrem. Atirem na minha cabeça, mas não me sangrem.

Um tiro reboou na mata. Caia morto o terceiro bandido. Estava vingada a morte do amigo de Antônio de Amélia. Partimos para o lugar onde Alfredo, pegado com medalha, tentava mata-lo. Alfredo é desses cabras vermelhos de cabelo ruim que quando pegam um não soltam. Ao nos ver disse:

- Decá uma faca. Deixem eu matar este peste.

Não permiti que matasse, explicando que deveria levá-lo para ser entregue as autoridades.

O diálogo entre Sebastião e Medalha

Outro episodio que nunca foi citado nos livros e reportagens sobre o rei do cangaço foi o que passamos a enfocar: já amarrado, pés e mãos, Medalha exclamou para Sebastião a que passou a tratar de Tião:

- Como é que você faz dessas... chamar seus parceiros para vir matar a gente?

Ao que Tião responde:

- Vocês estão acostumados a matar com facilidade, nós também podemos matar vocês na facilidade.
- Eu não sou homem para ser preso, me atirem na cabeça... me sangrem que eu fico satisfeito.
- Você está preso e garantido, explicou Tião.

No meio da luta uma segunda vingança

Praticamente encerrado o impasse entre matar ou prender, entra em cena novamente Alfredo, de arma em punho. Com revolver colocado por cima dos ombros de Tião, desfechou um tiro certeiro na cabeça de medalha. Tombou o quarto bandido. É o próprio Tenente Antônio de Amélia, explica a interferência de Alfredo no caso Medalha:

No meio da luta o velho Felix, pai de Alfredo, ao se aproximar do local do acampamento foi atingido por uma bala no peito esquerdo e foi fulminado na hora. O filho, como um louco, viu o pai cair morto e não teve outra alternativa a não ser a de matar, com a pistola de Limoeiro, mais um bandido do grupo sinistro de Lampião.

Exposição macabra dos bandoleiros e no caixão Félix Alves, pai de Alfredo.


 O enterro coletivo dos quatro cangaceiros no cemitério de Mata Grande. Noite Illustrada, Edição 319 de 12 de outubro de 1935. Página 10 Cortesia do scanner: Robério Santos

Créditos: Roberto de Carvalho 
Transcrição Antonio Moraes para o Blog do Sanharol 
Correções e adição de imagens: Lampião Aceso

Adendo Lampião Aceso

A literatura nos diz que este grupo foi orientado pelo tenente Joaquim "Grande", mas em nenhum momento este ou outro oficial é citado por Antônio de Amélia. De acordo com a legenda das duas primeiras fotografias o fato ocorreu entre 18 e 19 de setembro de 1935 em Mata Grande Alagoas.

Extraído do blog Lampião Aceso, administrado pelo músico e pesquisador do cangaço: Kiko Monteiro - http://lampiaoaceso.blogspot.com.br

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IMPORTANTE - COMENTÁRIO DE ALEXANDRE GARCIA NO BOM DIA BRASIL SOBRE EDUCAÇÃO


A prioridade é o desestímulo à educação. Vamos ser realistas: 


- Quanto vale um bom professor, que prepara o futuro, que ensina quem vai ser político, médico, engenheiro, padeiro, vidraceiro, comerciante, industrial? 


- Quanto vale, comparando com um vereador ou deputado? 

- Vale mais quem faz a lei ou quem faz o futuro?

- O que liberta, o que transforma o servo em cidadão, senão o conhecimento, o saber?

O bom professor ensina a raciocinar. 

- Será esse o perigo?

- Raciocinar?

Porque é o que se deve fazer na hora do voto, por exemplo, ou na hora de pagar impostos, na hora de olhar para os representantes nos legislativos, nos palácios de governo, na rotina de os mandantes fiscalizarem os mandatários. Começa em casa e na escola.

- E como estão as escolas? 

- Como templos do futuro, como os prédios mais acolhedores do país, como na China? 

Escolas precárias, educação precária. E não é só no norte e nordeste. Na capital do país, uma escola foi erguida sobre um lixão. Está interditada há um ano porque do chão sai gás metano. Como o que o governo gastou de ônibus para levar os alunos para escolas distantes, já poderia ter construído outras escolas. Em Juazeiro do Norte e em todo o país a prioridade teria que ser educação, ou perder o futuro.

Obs.: extraído do Site Bom Dia Brasil –Edição de 12 de Junho de 2013

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Estrada de Ferro de Mossoró-Souza

Por: Tomislav Femenick

HAVIA DUAS, NÃO HÁ NENHUMA E ESTAMOS FORA
24/11/2003   Tomislav Femenick
Tomislav R. Femenick
O Jornal de Hoje. Natal, 24 nov. 2003
Gazeta do Oeste. Mossoró, 29 jan. 2004


Nós gostamos de nos identificar como sendo de uma entidade mítica chamada de país de Mossoró?, aceito como verdadeiro por força da tradição. Um ex-diretor do então Ginásio Diocesano Santa Luzia, o padre Cornelio Dankers? Um sacerdote holandês de rosto avermelhado, que não sei como nem porque foi parar nas frondes da caatinga nordestina? Dizia que havia muito de similitude entre holandeses e mossoroenses. Enquanto eles?Construíram? Seu país conquistando terras ao mar, nós?Assentamos? o nosso sobre as agruras e vicissitudes do semi-árido e, às vezes, enfrentando o descaso e interesses misteriosos dos poderes constituídos. 

Acho que o transporte ferroviário é um exemplo típico.

A ferrovia é uma aspiração mossoroense desde 1870, quando se fez um projeto ligando Porto Franco, no litoral norte potiguar, ao Rio São Francisco, com a utilização de recursos privados. Um desses idealistas, Francisco Solon, conseguiu a concessão do empreendimento, viajou a Paris e conseguiu os financiamentos necessários, contudo não obteve a aprovação do governo brasileiro. O assunto ficou em compasso de espera até 1912, quando nova concessão foi dada a Humberto Sabóia, Vicente Sabóia de Albuquerque e Francisco Tertuliano de Albuquerque. Em 1927, os trilhos da ferrovia chegavam a São Sebastião (hoje Governador Dix-Sept Rosado), viabilizando a exploração de uma das maiores jazidas de gipsita do Brasil. No dia 30 de setembro de 1929 foi entregue o trecho de Carnaúbas e, em 1936, o de Mineiro. Nos anos cinquenta, já com a participação do governo federal, os trilhos ligavam Mossoró à cidade paraibana de Souza.

Grandes nomes (mossoroenses de nascimento ou por adoção) participaram dessa odisseia. Entre eles Urich Grafe, Chorkatt de Sá, Francisco Solon, Roderic Grandall, Augusto Severo, Humberto Sabóia Meira e Sá, Vicente Carlos de Sabóia, Francisco Tertuliano de Albuquerque, Vicente Carlos de Sabóia Filho, o prefeito Luiz Ferreira da Mota (o padre Mota), Jerônimo Rosado, General Agenor Zuzine Ribeiro, o deputado Vicente da Mota Neto, Luis de Sabóia, Francisco Galvão de Araújo, Pedro Leopoldo da Silveira.

A verdade era que em Mossoró havia duas ferrovias: a Estrada de Ferro de Mossoró, que explorava o trecho Mossoró-Porto Franco, até o litoral e a Estrada de Ferro Mossoró-Souza, que ia até aquela cidade paraibana. Depois, houve a fusão das duas e em Mossoró passou a existir apenas uma Delegacia administrativa da Rede Ferroviária do Nordeste, fato que ensejou a transferência de grande número de funcionários para outras cidades. Na gestão de Mário Andreazza no Ministério dos Transportes, para incentivar o transporte rodoviário, as ferrovias foram garroteadas e, criminosamente, os trilhos de alguns trechos foram arrancados e vendidos como ferro velho. Em 1968 houve a primeira tentativa para a extinção da ferrovia de Mossoró, até que, na década passada, as locomotivas pararam de vez.

Agora noticia-se que o BNDES vai conceder empréstimo à Cia. Ferroviária do Nordeste (sucessória da Rede Ferroviária do Nordeste) para a recuperação, melhoria e construção da chamada Ferrovia Transnordestina, que vai ligar São Luiz, no Maranhão até a capital pernambucana. O trecho do Rio Grande do Norte, seria apenas um ramal que, saindo de João Pessoa, atingiria Natal, possivelmente Angicos e terminaria em Macau. E Mossoró? Nisso ninguém fala. Havia duas, não há nenhuma e estamos fora do novo projeto de ferrovia.

Mossoró tem sal, frutas, cimento, camarão e uma miríade de outros produtos para serem transportados. Com a palavra os representantes de Mossoró nas casas legislativas e em outros postos governamentais: os deputados Sandra, Betinho e Larissa Rosado, Francisco José e Ruth Ciarlini, a governadora Wilma de Faria (é, ela nasceu em Mossoró) e o senador José Agripino Maia.

Fonte: 
http://www.tomislav.com.br/havia-duas-nao-ha-nenhuma-e-estamos-fora/

Enviado pelo pesquisador: 
José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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O Mossoroense - 140 anos - Parte I










Continua...

Enviado pelo pesquisador: José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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III Congresso Nacional de Educação Ambiental e V Encontro Nordestino de Biogeografia (III Congresso Nacional de Educação Ambiental e V Encontro Nordestino de Biogeografia)


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Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço: José Romero Araújo Cardoso

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Nossa festa maior - os festejos juninos.

Por: Rogério Mota

Chegou o mês de junho e o nosso São João e São Pedro. 

É e sempre será para todos nós Nordestinos uma festa que tem de tudo das nossas raízes. Na música que encanta o povo, as comidas regionais e das danças tradicionais. 

Quem não se lembra de quando nossas quadrilhas eram dançadas nos terraços das nossas casas, ou às vezes, na rua onde morávamos com todos os dançarinos que se vestiam de matutos e matutas de uma forma bem diferente uns dos outros. 


Tinha aquele que gritava e cantava a quadrilha e, com direito ao casamento do matuto onde normalmente o noivo e a noiva namoravam pra valer depois das brincadeiras; também tinha o padre e o delegado bem engraçados. 


A decoração era muito bonita com muitas bandeirinhas coloridas, balões com velas acesas, palhas de coqueiros e muitas folhas de eucalipto pelo chão, para dar um cheiro de interior. Todos participavam: crianças, jovens, nossos pais e até nossos avós.


Na semana que antecedia o dia do São João, a gente armava as nossas rifas com caixão de madeira onde enfeitávamos com papel de seda coloridos, colocávamos nossos fogos de todos os tipos: bombinhas aos peido-de veias que os nossos pais compravam e na frente das nossas casas ficávamos à vender a quem quisessem comprar. 

Todos em nossas ruas faziam suas fogueiras e soltavam seus balões. Vamos festejar o São João e o São Pedro com toda tradição. 

Eita festa boa danada! 

Rogério Mota

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

O grande rei do cangaço

Por: João Reis
Lampião e o cangaceiro Juriti - http://xiquexiquense.blogspot.com.br

Amigo José Mendes,

Só passei para lhe dar os parabéns pelo blog, que DEUS o abençoe e o proteja. 

Amigo  Mendes penso que o Brasil é muito falho para com a cultura de seu povo. Se este homem, Lampião, tivesse nascido nos Estados Unidos, seria a maior lenda de todas. Maior até que Alexandre, o grande, maior que César do império romano.

Não digo que Lampião foi um herói, pois heróis não ceifa a vida de inocentes, mas fiquei impressionado com os feitos de bravura do mesmo. Difícil de acreditar como um simples homem de carne e osso consegue lutar contra a polícia de 6  Estados, furando cercos na bala, na ponta do punhal; desafiando todos os bravos da época.

Tenente Zé Rufino

Até o coronel José Rufino disse nas suas entrevistas, que nenhum homem era mais valente que Lampião. Fico com muita pena das pessoas que Lampião julgou e condenou com sua perversidade, pessoas que experimentaram o aço frio e longo de sua arma branca, onde muitos morreram até com fome, visto que naquela época a miséria e a fome fazia parte do cotidiano do povo nordestino.

Porém dizer que tal personagem era apenas um bandido, quando até mesmo seus inimigos mais ferrenhos o admiravam, é o mesmo que dizer que as personagens históricas mencionadas por mim anteriormente, não passavam de bandidos perversos e sanguinários.

Dá a César o que é de César e a Lampião o que é de Lampião, ou seja, o devido respeito que ambos merecem.

Observação: Não interpretar este trocadilho com o mencionado por Jesus Cristo, uma vez que sou católico e muito religioso, digo isso, pois tenho medo de que alguém se sinta ofendido com meu trocadilho.


Abraços a todos! E que JESUS guarde a todos que postam em seu blog.

João Reis

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Lampião no mundo das celebridades

Por Ancelmo Gois(*)

Octavio Iani (1926/2004), considerado um dos fundadores da sociologia no Brasil, tem um belo estudo sobre tipos e mitos do pensamento brasileiro. Para ele, o Brasil pode ser visto ainda como um país, uma sociedade nacional, uma nação ou um Estado-não nação em busca de um conceito. É neste processo de buscar uma cara que florescem as figuras e as figurações, os mitos e as mitificações de "Lampião", "Padre Cícero", "Antonio Conselheiro", "Tiradentes", "Zumbi" e outros, reais e imaginários.

No caso de Tiradentes, nosso herói maior, a propaganda republicana, na ausência de um retrato feito por alguém que realmente o tivesse conhecido pessoalmente, o pintou como Cristo. Aquelas barbas podem ser pura imaginação do retratista, já que naquela época, como em alguns lugares hoje, preso não podia deixar crescer barba ou cabelo por causa dos piolhos.


Com Lampião, o processo de mitificação  é interminável. Afinal, ele é  filho famoso de uma terra de cantadores de feira e de cordelistas, onde a imaginação, e não só talento, também corre solta. Tanto que nas últimas décadas  muitos tentaram promover a transposição da imagem de Lampião de "facínora"  para uma espécie de versão tupiniquim do "Bandido Giuliano", o fora da lei que virou  herói siciliano na primeira metade do  século XX e que foi retrato nas telas no clássico de  Francesco Rosi.

Acho ainda que Lampião, como ocorre com muitos outros personagens da nossa história, está sendo redescoberto pela ótica do culto da invasão da privacidade, uma das marcas dos tempos atuais. Em suas covas, mesmo enterrados  há 50, 100, 200 anos, eles não conseguiram escapar de um mundo que se transformou numa  Big Brother. Viraram "Celebridades", e portanto sujeitos a bisbilhotices, ou fofocas mesmo, sobre seus afetos, romances e até opção sexual. Talvez seja por isso que surgem agora  questionamentos sobre a sexualidade de "Zumbi" e mais recentemente de "Lampião" com o livro LAMPIÃO O MATA SETE.


No livro opositor, LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE, o autor Archimedes Marques procura desmontar, pedra por pedra, o mito do Lampião gay. Vale a pena conferir.

(*)Colunista do Jornal O GLOBO


Nota: para adquirir o livro LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE basta entrar em contato com o escritor através do e-mail: archimedes-marques@bol.com.br

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O CASAMENTO DE CORISCO E DADÁ

Por: Clerisvaldo B. Chagas, 12 de junho de 2013 - Crônica Nº 1033

O padre Bulhões, pai adotivo de Silvio, mandou recado para Corisco e Dadá aconselhando-os a se casarem. Alegava o padre, vigário da Paróquia de Senhora Santa Ana, em Santana do Ipanema, AL que se acontecesse alguma coisa grave aos pais de Silvio, mais tarde, quando o menino crescesse, ninguém o iria respeitar chamando-o filho de uma puta. É que só era considerada casada, a pessoa que tivesse o sacramento da Igreja.

Os cangaceiros Corisco e Dadá

Corisco e Dadá resolveram, então, mandar chamar o padre Bruno na cidade ribeirinha e sergipana de Gararu. Um rapaz foi encarregado de convidar o padre para realizar a extrema-unção na irmã enferma em uma fazenda à meia hora daquela cidade. O vigário preparou os objetos necessários mais o livro das orações e água benta. Saíram os dois a cavalo. 

O economista Sílvio Bulhões - filho de Dadá e Corisco

Depois de muito galoparem, o padre Bruno, já impaciente, indagava do rapaz que fazenda tão longe era aquela. O rapaz respondeu que faltavam apenas uns quinze minutos de galopada. Mais à frente, porém, freou o cavalo e resolveu contar a verdade. O padre se exasperou e quis voltar. O rapaz alegou que eles haviam passados por seis cangaceiros escondidos. Caso viessem soldados com eles, os bandidos teriam atirado. Aconselhou ao padre a não retornar sem ordem, para não ser morto. 

Corisco e Dadá - primeiros da esquerda

No mesmo momento saíram do mato Corisco e Dadá (bem novinha), alegres e educadamente, cumprimentaram o vigário, estendendo a mão. O padre Bruno tremia muito e foi preciso que Dadá catasse a sua mão para o aperto. Dadá se divertia brincalhona, e Corisco passava-lhe o rabo do olho recriminando as brincadeiras.

Após as devidas declarações e o casamento, o padre estava de alma nova. Confessou que pela fama de Corisco, preferia ver o cão à sua frente. E achando o casal cortês e educado, prometeu jamais tremer diante do desconhecido. Disse Dadá que ”chegara um homem tremendo e saíra um homem de verdade”. Era o dia dezesseis de fevereiro de 1940.

Extraído do livro “Lampião em Alagoas”, pág. 448-449.

Autobiografia

CLERISVALDO B. CHAGAS – AUTOBIOGRAFIA
ROMANCISTA – CRONISTA – HISTORIADOR - POETA

Clerisvaldo Braga das Chagas nasceu no dia 2 de dezembro de 1946, à Rua Benedito Melo ( Rua Nova) s/n, em Santana do Ipanema, Alagoas. Logo cedo se mudou para a Rua do Sebo (depois Cleto Campelo) e atual Antonio Tavares, nº 238, onde passou toda a sua vida de solteiro. Filho do comerciante Manoel Celestino das Chagas e da professora Helena Braga das Chagas, foi o segundo de uma plêiade de mais nove irmãos (eram cinco homens e cinco mulheres). Clerisvaldo fez o Fundamental menor (antigo Primário), no Grupo Escolar Padre Francisco Correia e, o Fundamental maior (antigo Ginasial), no Ginásio Santana, encerrando essa fase em 1966.Prosseguindo seus estudos, Chagas mudou-se para Maceió onde estudou o Curso Médio, então, Científico, no Colégio Guido de Fontgalland, terminando os dois últimos anos no Colégio Moreira e Silva, ambos no Farol Concluído o Curso Médio, Clerisvaldo retornou a Santana do Ipanema e foi tentar a vida na capital paulista. Retornou novamente a sua terra onde foi pesquisador do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Casou em 30 de março de 1974 com a professora Irene Ferreira da Costa, tendo nascido dessa união, duas filhas: Clerine e Clerise. Chagas iniciou o curso de Geografia na Faculdade de Formação de Professores de Arapiraca e concluiu sua Licenciatura Plena na AESA - Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde, em Pernambuco (1991). Fez Especialização em Geo-História pelo CESMAC – Centro de Estudos Superiores de Maceió (2003). Nesse período de estudos, além do IBGE, lecionou Ciências e Geografia no Ginásio Santana, Colégio Santo Tomaz de Aquino e Colégio Instituto Sagrada Família. Aprovado em 1º lugar em concurso público, deixou o IBGE e passou a lecionar no, então, Colégio Estadual Deraldo Campos (atual Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva). Clerisvaldo ainda voltou a ser aprovado também em mais dois concursos públicos em 1º e 2º lugares. Lecionou em várias escolas tendo a Geografia como base. Também ensinou História, Sociologia, Filosofia, Biologia, Arte e Ciências. Contribuiu com o seu saber em vários outros estabelecimentos de ensino, além dos mencionados acima como as escolas: Ormindo Barros, Lions, Aloísio Ernande Brandão, Helena Braga das Chagas, São Cristóvão e Ismael Fernandes de Oliveira. Na cidade de Ouro Branco lecionou na Escola Rui Palmeira — onde foi vice-diretor e membro fundador — e ainda na cidade de Olho d’Água das Flores, no Colégio Mestre e Rei.

Sua vida social tem sido intensa e fecunda. Foi membro fundador do 4º  teatro de Santana (Teatro de Amadores Augusto Almeida); membro fundador de escolas em Santana, Carneiros, Dois Riachos e Ouro Branco. Foi cronista da Rádio Correio do Sertão (Crônica do Meio-Dia); Venerável por duas vezes da Loja Maçônica Amor à Verdade; 1º presidente regional do SINTEAL (antiga APAL), núcleo da região de Santana; membro fundador da ACALA - Academia Arapiraquense de Letras e Artes; criador do programa na Rádio Cidade: Santana, Terra da Gente; redator do diário Jornal do Sertão (encarte do Jornal de Alagoas); 1º diretor eleito da Escola Estadual Prof. Mileno Ferreira da Silva; membro fundador da Academia Interiorana de Letras de Alagoas – ACILAL.

Em sua trajetória, Clerisvaldo Braga das Chagas, adotou o nome artístico Clerisvaldo B. Chagas, em homenagem ao escritor de Palmeira dos Índios, Alagoas, Luís B. Torres, o primeiro escritor a reconhecer o seu trabalho. Pela ordem, são obras do autor que se caracteriza como romancista: Ribeira do Panema (romance - 1977); Geografia de Santana do Ipanema (didático – 1978); Carnaval do Lobisomem (conto – 1979); Defunto Perfumado (romance – 1982); O Coice do Bode (humor maçônico – 1983); Floro Novais, Herói ou Bandido? (documentário romanceado – 1985); A Igrejinha das Tocaias (episódio histórico em versos – 1992); Sertão Brabo CD (10 poemas engraçados).


Até setembro de 2009, o autor tentava publicar as seguintes obras inéditas: Ipanema, um Rio Macho (paradidático);Deuses de Mandacaru (romance); Fazenda Lajeado(romance); O Boi, a Bota e a Batina, História Completa de Santana do Ipanema (história); Colibris do Camoxinga - poesia selvagem (poesia).

Atualmente (2009), o escritor romancista Clerisvaldo B. Chagas também escreve crônicas diariamente para o seu Blog no portal sertanejo Santana Oxente, onde estão detalhes biográficos e apresentações do seu trabalho.
  
(Clerisvaldo B. Chagas – Autobiografia)

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Novo livro na praça - Lampião, cangaço e cordel


Já está à venda o novo trabalho do escritor Rubervânio Rubinho Lima.


Este livro traz a representação do fenômeno do cangaço e de Lampião como elementos que caminham atrelados à história do cordel e da Xilogravura, em um paralelo ao processo de modernização da Literatura de Cordel, nos dias atuais, através do advento da internet, dos e-books e também dos sites de relacionamentos, sem perder a vitalidade das formas tradicionais de criação do cordel.

Além disso, há uma tentativa de apontar a xilogravura como um elemento que, desde o seu surgimento até os dias atuais, além de engradecer os folhetos de cordel, tem assumido um lugar significativo no painel artístico mundial. 

Serviço

Titulo: Lampião, Cangaço e Cordel (teoria) 
Autor: Rubervânio Rubinho Lima             
Editora: EGBA
Ano: 2013
Peso: 450g
120 páginas, ilustrado.
Quanto? R$ 20,00 
Frete: R$ 6,00
Total: R$ 26,00
Forma de pagamento: Depósito Bradesco
Peça pelo e-mail:rubinholim@hotmail.com  
ou ligue: (75) 8807 3930 / 9188 8181

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Isaias Arruda chega ao Cariri Cangaço 2013!

Por: Bosco André
Bosco André e Manoel Severo

"Meu caro amigo Severo, é com muita alegria que confirmamos a presença de cerca de vinte familiares do Cel Isaías Arruda por ocasião do Cariri Cangaço 2013, em Setembro. Uma dessas presenças ilustres será de Dona Orlandina, filha de Isaías."

Bosco André

Isaías Arruda

O Cariri Cangaço 2013 acontecerá entre os dias 17 e 22 de Setembro, nos municípios de Crato, Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, Aurora, Porteiras e Barro. No dia 20 de Setembro, Missão Velha promove seu dia de Cariri Cangaço com uma programação vasta e significativa. 


Logo pela manhã estaremos visitando a Casa e os Porões de Isaías Arruda, além do prédio da prefeitura, construídos por ele, ainda na década de 20 do século passado, ali, o senhor prefeito municipal e convidados do Cariri Cangaço, juntamente com a família do Cel. Isaías Arruda iremos participar da aposição oficial da foto do Cel. Isaías no pavilhão de ex-prefeitos de Missão Velha.

Jagunços de Isaías Arruda sob o comando de Zé Gonçalves

Da prefeitura de Missão Velha, partiremos para as terras do Cel. Santana, nas cercanias da famosa Serra do Mato da Gameleira de São Sebastião, em Jamacaru, no alto da Chapada do Araripe teremos Conferências e Debates; é Missão Velha, a porta de entrada de nosso Cariri, brilhando mais uma vez no Cariri Cangaço.

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Mensagem dedicada a José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

Por: Andréia Hirakawa

Meu amor, meu companheiro de todas as horas, tantas dificuldades passamos e superamos juntos! Nosso amor nasceu de uma grande e linda amizade, onde aprendemos o verdadeiro significado do sentimento AMOR! 


Hoje posso dizer que sou feliz e realizada, formamos uma família linda, temos nossa filhinha, fruto do nosso amor que só veio pra completar ainda mais nossa felicidade!

Muito obrigada por ser um marido maravilhoso, meu melhor amigo de todas as horas e o melhor Pai do mundo pra nossa filhinha!



Feliz Dia dos Namorados, você é meu eterno namorado e meu grande e verdadeiro amor!

TE AMO MUITO!!!

José Edilson Segundo é mossoroense e pesquisador do cangaço

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Lançamento de livro!

 
O professor, escritor, pesquisador e fundador da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço lançará neste mês deste ano de 2013, o seu mais novo trabalho, com o título: 

SÍTIO DOS NUNES DE FLORES VIVE SAGA DO CANGAÇO

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A Origem da Festa Junina no Brasil - 03 de Junho de 2013

Por: Geraldo Maia do Nascimento
Geraldo Maia e Vingt-un Rosado

É só chegar o mês de junho que as cidades, na extensão do Ceará à Bahia, se enfeitam de balões, bandeirolas de papel colorido, além de montar suas tradicionais fogueiras, para comemorar as chamadas “Festas Juninas”.

As Festas Juninas, historicamente, está relacionada com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como \"festa de São João\" ou festa “Joanina”. O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina.
               
Na Europa antiga, durante o solstício de verão - dia mais curto com noite mais longa do ano - era comemorado o início da colheita. Nessas festas eram oferecidas comidas, bebidas e animais ao deus Juno, da fertilidade, além da fogueira, para espantar os maus espíritos e as danças características da época. O costume vinha de datas imemoráveis e servia para celebrar o ponto alto do verão, até a festa ter ganhado caráter religioso. Então a igreja escolheu exatamente o dia 24 de junho em memória de São João Batista, para banir os velhos costumes pagãos praticados na mesma data. As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603. As festas de Santo Antônio e de São Pedro só vieram mais tarde, mas como aconteciam no mesmo mês, foram incluídas nas chamadas festas juninas.


Essa tradição chegou ao Brasil através dos jesuítas portugueses. Mas antes, os índios já realizavam rituais também relacionados à agricultura, que aconteciam no mesmo período, para que a colheita fosse boa. Dessa mistura das comemorações dos índios com a dos jesuítas portugueses, as festas juninas foram ganhando forma e incorporando o famoso jeitinho brasileiro. E esse jeitinho pode ser percebido principalmente na alimentação, quando foram introduzidas as comidas de milho, o jenipapo, o leite de coco e também nos costumes como no forró e no bumba-meu-boi. A quadrilha, que era a dança da nobreza européia, foi adaptada aos festejos juninos. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses. Os fogos eram utilizados na celebração para despertar São João e chamá-lo para a comemoração do seu aniversário. Outra finalidade dos fogos era que o barulho de bombas e rojões podia espantar os maus espíritos. O costume de soltar balões surgiu da idéia de que eles levariam os pedidos dos devotos aos céus e a São João. Essa prática foi proibida devido ao alto risco de os balões provocarem incêndios. A cerimônia de levantamento de mastro de São João é chamada de “puxada do mastro”. Além da bandeira de São João, o mastro pode ter a de Santo Antônio e São Pedro.
               
Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.
                
No Nordeste, em épocas passadas, existia uma tradição que mandava que os festeiros visitassem em grupos todas as casas da comunidade, levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantinham sempre uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditavam que o costume era uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.
               
O Brasil é um país muito rico em acervo cultural, mas é de fundamental importância conhecê-lo, para que possamos compor a identidade de nosso povo. É através destas manifestações folclóricas, que mantêm vivas as tradições e costumes de um povo, preservando deste modo, sua identidade para futuras gerações.

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fontes:
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