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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Casa da dona Xandu


No dia 12 de Junho de 2014, tivemos o prazer, o jornalista Marcos Brito e eu, de estarmos na cozinha da casa de dona Xandu, no povoado de Irerê, hoje município de São José de Princesa - PB., que segundo as pessoas que nela residem, 'era seu tesouro'.


Notem o piso, tijolos batidos, o mesmo de quando ela tomava conta da casa. Também nos foi relatado que, algumas pessoas os pediram para que o conservassem como estar, já que mais da metade do piso da casa não é mais assim, "coisa muito difícil... muito trabalho e..., um grande consumo de vassouras". 

Dona Xandu

O pote ao meu lado e o do meio também são do seu tempo, assim como o porta pote (pela primeira vez na vida vi um "porta pote triplo"), apenas foi pintado. Passeio inesquecível. Nos comentários seguirão outras imagens. fotos do jornalista Marcos Brito

O professor Francisco Pereira Lima disse:


" - Caro Sálvio Siqueira, não tenho essa informação. Seu João Antas é família de Marcolino, parece demais com o Cel. Zé Pereira.



" - Esse João é o irmão de Adelmo?" 


Ainda o professor Francisco Pereira Lima:

" - O casarão de Marcolino e Xandu, perfeito estado de conservação. Aí em Irerê (antigo Patos do Irerê), mora um historiador nato, Seu João Antas. Ninguém pode ir em Irerê e não conhecê-lo".

A professora Ana Lucia Souza disse:


" - Eita que água de pote é bom demais...!"

Fonte: facebook

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O Pacto dos Coronéis... De Barbalha

Por Daniel Walker

No dia 4 de outubro de 1911, os chefes políticos do Cariri se reuniram em Juazeiro para realização de uma Assembleia que foi chamada pelos organizadores de vários nomes, entre os quais Pacto de paz, Pacto de harmonia política, Aliança política, Conferência política, Pacto de Haya-mirim e Artigos de fé política. Mas é com o nome de Pacto dos coronéis  que ela figura nos livros de história de Juazeiro e do Padre Cícero. 

Padre Cícero

Na verdade, o termo Pacto dos coronéis é usado de forma pejorativa e tem a finalidade explícita de associar o nome do Padre Cícero (que presidiu a Assembleia) ao coronelismo, como forma de denegrir sua imagem, uma vez que coronelismo é um termo abominado por muita gente, pois está geralmente associado a fraudes eleitorais, voto de cabresto, corrupção, banditismo etc.

Tela de Assunção Gonçalves: O Pacto dos Coronéis

Segundo o jornalista e escritor Edmar Morel o Pacto dos coronéis realizado em Juazeiro é  “uma página da história do banditismo no Nordeste, um pacto de honra assinado pelos maiores e mais respeitáveis coronéis que infelicitaram os sertões do Brasil, atirando homens contra homens e transmitindo o ódio e a sede de vingança de geração em geração. Uma página celebérrima do cangaceirismo no Brasil”.

Ao abrir os trabalhos da referido Assembleia Padre Cícero  declarou  que, “ traduzindo os sentimentos altamente patrióticos do egrégio chefe político, Excelentíssimo Senhor Doutor Antônio Pinto Nogueira Accioly, que sentia d´alma as discórdias existentes entre alguns chefes políticos desta zona, propunha que, para desaparecer por completo esta hostilidade pessoal, se estabelecesse definitivamente uma solidariedade política entre todos, a bem da organização do partido os adversários se reconciliassem, e ao mesmo tempo lavrassem todos um pacto de harmonia política”.

 
Padre Cícero e coronéis do sertão do cariri

Porém os historiadores inimigos do Padre Cícero, no intuito de manchar sua biografia,  costumam dizer que ela teve a finalidade de solidificar o mandonismo dos coronéis na região do Cariri através de ajuda mútua e especialmente dar  sustentação política à famigerada e dinástica oligarquia do coronel Antônio Pinto Nogueira Accioly, então presidente do Ceará, e segundo esses historiadores, uma oligarquia que era responsável pelo  atraso em que se encontrava o Estado do Ceará. 

Pois bem, no livro Milagre em Joaseiro, do insuspeito historiador americano Ralph Della Cava, há  referência a outra reunião de chefes políticos do Cariri, realizada em Barbalha, em 1912, um ano após a realizada em Juazeiro, conforme noticiou o jornal Folha do Povo (Fortaleza, 28.10.1912), cujo objetivo era dar apoio político ao coronel Franco Rabelo, também como Accioly, presidente do Estado do Ceará. A ela compareceram, segundo anotou Della Cava, representantes dos seguintes municípios: Barbalha, Crato, Juazeiro, Milagres, Missão Velha, Jardim, Brejo Santo, Santana do Cariri, Aurora, Araripe, Campos Sales, Porteiras, São Pedro (Caririaçu), Assaré, Saboeiro, Iguatu, Quixadá e São Mateus. Lavras não mandou representante. A notícia não diz, mas com certeza a essa assembleia Padre Cícero não foi.

Nogueira Accioly e Afonso Pena

O esquisito é que dessa outra reunião ninguém fala, quase não existem livros falando sobre ela, e em momento algum passou à história com o nome de Pacto dos coronéis, embora a finalidade tenha sido praticamente a mesma da realizada em Juazeiro em 1911, ou seja, dar sustentação a um chefe político. Infelizmente, para muitos escritores, teve o nome do Padre Cícero - não é coisa séria. Por que será, hem?

Daniel Walker
Fonte: http://www.portaldejuazeiro.com

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JARDA, A ESPOSA MENINA


“Esconde essa aliança e casa com  outro. Chico já morreu”. Era o que Jardelina Nóbrega ouvia das pessoas aconselhando-a a desistir de se casar com Chico Pereira, que virou cangaceiro.  Jarda, como era chamada começou a namorar com Chico aos 12 anos,  noivou aos 13, casou aos 14  e ficou viúva aos 17 anos de idade, com três filhos pequenos. O caçula tinha apenas seis meses.

Sua vida daria um filme, como já tentaram fazer.  Tudo começou em 1920, na localidade de São Gonçalo,  Sertão da Paraíba, quando Jarda conheceu Chico, então com 20 anos, um pacato  comerciante de cal. Filho do coronel João Pereira, pessoa bem relacionada na redondeza. De repente, o coronel viu-se envolvido numa briga  na sua mercearia. E nela, foi morto o coronel. Uma morte encomendada por questões políticas. Agonizante, João Pereira pediu aos filhos que não queria vingança como ditava o código de honra da época.

Chico, o filho mais velho conseguiu prender Zé Dias, que matou seu pai e o entregou à polícia achando que assim a justiça seria feita. Mas na semana seguinte, Zé Dias estava solto, para revolta de todos. Chico era insuflado pelo povo a vingar-se e ao mesmo tempo não queria revidar, mas percebia a má vontade da polícia em prender Zé Dias. Tinha receio de ser chamado de frouxo. Então, o jeito foi fazer justiça com as próprias mãos, como fez Virgolino. 

A cidade de Souza perdeu a tranquilidade e a briga entre famílias. Pereira e Dias ganhava corpo. Chico vingou a morte do pai e tornou-se cangaceiro.  Formou um bando e sua vida mudou totalmente e a de sua noiva também.  Passou a ser foragido da polícia.

Entretanto, sua preocupação maior era Jarda,  sua noiva adolescente. Após uma longa conversa com ela, alertou para o tipo de vida que levava e, se ela quisesse desistir do casamento prometido, ele iria entender. “É com você que quero me casar”, foi a resposta. E como seria esse casamento?

Conseguiram celebrar por meio de procuração, na manhã de  26 de Maio de  1925, na igreja de Pombal. Jarda continuou morando com a família e os encontros com o marido eram escondidos. Nasceu o primeiro filho, Raimundo. Depois vieram Dagmar e Francisco. Houve uma menina, mas morreu prematura.  Jarda teve uma vida marcada por mortes trágicas: pai, sogro, cunhado e marido.

Foto colorida pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

Chico Pereira comandou vários ataques, inclusive com cangaceiros de Lampião. Passou seis anos nessa vida até encontrar a morte misteriosa numa estrada do Rio Grande do Norte, aos 28 anos de idade, a 24 de Agosto de 1928. Uma morte até hoje não esclarecida.

Jarda, com três filhos pequenos, pensava o que seria dela. E dos filhos?  Futuros cangaceiros? Como iria educar os meninos com salário de professora rural? A solução foi deixar cada um com um parente. Periodicamente viajava a cavalo para ver os filhos.  Uma vida sacrificada.  Os três irmãos só se encontraram  bem mais tarde.

Certo dia,  recebeu um bilhete anônimo por meio de um cavaleiro desconhecido montado num cavalo branco, quando estava pensativa no alpendre da casa. O bilhete dizia:” Se queres ser feliz, perdoa seus inimigos”.  Uma cena quase irreal.  

E Jarda tinha muito a quem perdoar. Decidiu queimar todas as cartas, livros de cordel, jornais, tudo que falava de Chico Pereira. Estava queimando seu passado para salvar o futuro dos filhos,  escreveu Francisco  no seu livro “Vingança, não”.

Os anos foram passando e a primeira alegria  veio com  Raimundo que se formou em engenharia civil no Recife. Depois, foi a vez de Dagmar, que se tornou frade franciscano com o nome de frei Albano.  Surpresa maior veio com Francisco, ordenado padre em Roma, onde estudou. Com ele, a alegria de Jarda foi maior,  pois assistiu sua ordenação, recebeu bênção especial do papa e a comunhão pelo próprio  filho na sua primeira missa. Jarda encontrou a felicidade através do perdão.

Dos três filhos, apenas frei Albano está vivo (já é falecido), no Convento de São Francisco, em Salvador, Bahia. Jarda ficou viúva para sempre e morreu em João Pessoa onde morava e o filho Francisco também.

Jarda foi uma Maria Bonita.

NOTA – Conheci e convivi com dona Jarda desde menina até a idade adulta, na minha casa e na da minha irmã mais velha, Wanice, casada com  Raimundo com quem ela morou durante muito tempo. Dona Jarda, muito alva, cabelos castanhos, bonita e vaidosa que me pedia para comprar batons de cores claras. Falava baixinho, gostava de conversar e contava com naturalidade sua vida com Chico Pereira. Demonstrava serenidade e nem parecia ter um passado sofredor. Os filhos diziam que ninguém conseguiu ver Jarda chorar. Gostava dela.

http://www.mulheresdocangaco.com.br/jarda-a-esposa-menina-2/

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Cariri Cangaço Piranhas 2014


Grandes Temas, Grandes Debates: Jairo Luiz OliveiraManoel Severo BarbosaBenedito Vasconcelos MendesSousa Neto, presenças marcantes na Semana do Cangaço; de 24 a 28 de julho - Cariri Cangaço Piranhas 2014.

CONFIRA PROGRAMAÇÃO COMPLETA EM:


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Uma exposição em Fortaleza (CE) mostra detalhes do dia a dia de Lampião e seu bando.


Uma exposição em Fortaleza (CE) mostra detalhes do dia a dia de Lampião e seu bando. Muitas fotos do acervo são de Benjamin Abrahão, que conseguiu permissão de Lampião para acompanhar o bando e fazer o registro.

CLIQUE NESTE LINK:

http://www.redetv.uol.com.br/Video.aspx?52%2C15%2C410336%2Cjornalismo%2C%2Cexposicao-mostra-o-cotidiano-do-bando-de-lampiao

No dia 09/07/2014

Veja este outro vídeo, mas é independente do artigo acima.


http://www.redetv.uol.com.br
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Mistérios de Angico Quem era o cangaceiro “NÃO CONHECIDO” – parte 2.

Por Luiz Ruben (*)

Ainda nos documentos citados no artigo anterior, na continuação das minhas pesquisas para meu mais recente livro “O Fim do Cangaço: As Entregas, encontrei mais um documento que talvez esclareça o nome de guerra do cangaceiro "Luiz de Thereza" desta vez no Jornal Gazeta de Alagoas em 1º de novembro de 1938, numa entrevista com o cangaceiro "Cobra Verde".


Segue a transcrição de parte do jornal com a entrevista de Cobra Verde e em anexo o fac-símile do citado jornal, uma foto do cangaceiro Cobra Verde e algumas observações sobre o fato.

Transcrição parcial do Jornal Gazeta de Alagoas, 1 de novembro de 1938

Fala-nos Cobra Verde

Como se sabe três dos sete bandidos capturados em Poço Redondo, os denominados, Vila Nova, Santa Cruz e Cobra Verde achavam-se com Lampião no valhacouto de Angico, quando as forças comandadas pelo 1º tenente, hoje capitão João Bezerra os atacou.

Cobra Verde saía muito cedo pra comprar leite numa vacaria cita em Cajueiro, distante meia légua de Angico. De volta, ouviu os tiros e desconfiou do que acontecia. Então se aproximou cauteloso, subindo a uma elevação, de onde viu, ao longe, o combate. Não quis mais saber de nada e abalou no mundo.

Os bandidos que se encontravam em Angico


Foi Cobra Verde que nos forneceu a relação completa dos celerados que se achavam em Angico, no momento da refrega, ao todo 42 homens e 7 mulheres. Lá estavam Lampeão e os seus sequazes habituais, que nunca dele se afastavam, Quinta-Feira, Elétrico, Laranjeira, Candeeiro, Alecrim, Vila Nova, Quixabeira, Chá Preto e um Menino, sobrinho de Lampeão, de 16 anos.

Estavam também os seguintes grupos:

- O de Luiz Pedro constituído por Moeda, Vinte e Cinco, Cobra Verde, Amoroso, Cruzeiro e Azulão;

- O de José Sereno, formado por Cajazeira, Marinheiro, Pernambucano e Ponto Fino;

- O de Balão por Bom Deveras, Mergulhão, Macela e Besouro;

- O de Criança por Santa Cruz, Colchete, Cuidado;

- O de Jurity, por Penedo, Borboleta e Mangueira;

- O de Diferente por Velvel e Beija-Flor;

E mais: Zabelê, Lavandeira, Pitombeira e Delicado, que costumavam andar sós. As mulheres eram Maria Bonita, amante de Lampeão, Enedina, de Cajazeira, Maria, de Jurity, Bastiana de Moita Braba, Sila, de José Sereno, Dulce, de Criança e Dina, de Delicado.

Observações:

O único cangaceiro relacionado por Cobra Verde que nos parece novidade é o Velvel, (escrito dessa forma no jornal). Este cangaceiro nunca foi mencionado em outras fontes, por isso, me parece plausível que o Luiz de Thereza divulgado na matéria do Jornal de Alagoas do dia 9 de novembro de 1938 com a manchete: Quem era o bandido que não foi identificado no sucesso de Angico, compartilhado por mim a todos os pesquisadores, possa ser esse cangaceiro aqui relacionado por Cobra Verde.

Alerto que a lista dos grupos feita por Cobra Verde pode gerar algumas divergências aos pesquisadores mais atentos.

Cobra Verde, diferente de outros cangaceiros sobreviventes a Angico e que vieram a declarar décadas depois, com divergências, os cangaceiros participantes do evento, não conseguiram fazer uma listagem numerosa. Cobra verde, entretanto, dá essa declaração onde relaciona um maior número de cangaceiros, apenas três meses depois dos fatos de Angico, que culmina com a morte de Lampeão.

Maurício Ettinger identificou o “Não Conhecido” (assim denominado na lista de identificação das cabeças dos cangaceiros na foto da escadaria de Piranhas), como sendo Luiz de Thereza.

Será o Velvel o nome de guerra de Luiz de Thereza? Fica ai uma pista, para ser ou não confirmada!

Espero que ao compartilhar essas “descobertas” esteja contribuindo para o fim de mais um mistério na história do cangaço.

Saudações cangaceiras
Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista, Turismólogo, Pesquisador de Cangaço e Ferrovias.

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Mossoró resistiu ao bando de Lampião.

Por: Elisonaldo Câmara

Mossoró é conhecida como a única cidade do Nordeste a expulsar Lampião com o seu bando sem a ajuda das forças militares e unicamente com a coragem e a participação do povo da cidade que se armaram e abateu um dos mais importantes bandos do cangaço do Nordeste, a cidade era uma das mais prósperas cidades do Rio Grande do Norte.

O coronel Rodolfo Fernandes, o prefeito, já havia alertado, nos últimos dias, sobre o perigo do ataque do rei do cangaço ao município, Lampião tinha 53 cangaceiros no seu bando. Não imaginava, porém, que iria enfrentar pelo menos 150 homens armados na defesa da cidade.

Dia 13 de Junho de 1927, após dizer não a Lampião, que cobrou 400 contos de reis  para não invadir a cidade, começava um tiroteio entre moradores da cidade e os cangaceiros, que se dividiram em 03, forçando a cidade a levantar várias trincheiras, sendo as principais: 

telescope.blog.uol.com.br

a Estação Ferroviária, hoje uma casa de cultura; 


a sede da prefeitura, hoje Palácio da Resistência e a trincheira no Campanário da Capela de São Vicente de Paula, que Lampião denominou de “Igreja da Bunda Redonda”.

http://telescope.blog.uol.com.br/arch2010-09-01_2010-09-30.html

No ataque, o bando perdeu importantes cabras, outros foram capturados e presos, Colchete teve parte do crânio esfacelado por balas, e Jararaca, depois de capturado, foi praticamente enterrado vivo. 
Adendo: 

"Apenas um cangaceiro foi morto no momento da tentativa de invasão à Mossoró pelos cangaceiros, e foi preso o cangaceiro Jararaca, mas a prisão foi feita no dia seguinte, e foi covardemente assassinado na noite do dia 19 de Junho de 1927, mais ou menos às 11horas". 
Acesse o site abaixo para você conhecer melhor a história 
sobre a morte do cangaceiro Jararaca - 
http://www.blogdogemaia.com/geral.php?id=665

Em menos de uma hora após o início da luta, o capitão do sertão como era conhecido,  sentiu que dominar a cidade seria praticamente impossível. Ordenou então a retirada da tropa, para evitar a perda de mais homens e não manchar ainda mais sua reputação. Deveria ter pensado duas vezes antes de tentar invadir e ser expulso de forma humilhante, assim historicamente a cidade ligou seu nome ao famoso personagem Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, a exemplo de Juazeiro do Norte, que jamais ousou invadir, pois temia Padre Cícero com seu poder religioso e político.


O mito do Lampião invencível caíra por terra, o que reanimou a força policial, que passou a enfrentar o rei do cangaço com menos temor. Era o começo do declínio da carreira de Virgulino. Por causa do desastre no Rio Grande do Norte, as deserções no grupo foram consideráveis. Mossoró, cidade conhecida por marcas pioneiras (como quando foi o primeiro município brasileiro a admitir o voto feminino, em 1934), passaria também à história por esse acontecimento que assombrou todo o Nordeste. Até hoje, os filhos daquela terra se orgulham do feito de braveza ao contar que seus antepassados “botaram Lampião para correr”. Os inimigos do cangaceiro, entretanto, ainda teriam que esperar mais 11 anos pela morte do capitão, assassinado somente em 1938, na chacina da gruta de Angicos, em Sergipe.

http://elisonaldohistoria.blogspot.com.br/2013/09/mossoro-restiu-ao-bando-de-lampiao.html

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Fotos do tempo do cangaço


Padre José Bulhões e seu filho adotivo Silvio Bulhões... gentilmente cedida por Corisco Dadá!

"- Queria ter conhecido a casa que Sílvio foi criado. Ele narrando a vez onde ouviu uma conversa entre o padre e outra pessoa falando sobre Corisco e fantástico. A sua surpresa, o seu nervosismo, o seu refugio na árvore no fim do enorme quintal. Uma narração simplesmente incrível". 

Ainda Aderbal NogueiraAdauto Silva, ele soube de Corisco quando era criança. É uma passagem interessante, qualquer hora posto seu depoimento emocionado falando disso. Emocionante também é ele falando do dia do encontro com Dadá show.



Com o amigo Narciso Dias em visita a escritora Marilourdes Ferraz, autora do livro "O Canto do Acauã". Memórias do seu pai, Manoel de Souza Ferraz (Manoel flor) Recife, 2013


Entrega de cangaceiros. Foto inédita do grupo de "pancada" Local...?... data:...1938.


Aderbal Nogueira disse: 

"- Acabei de agradecer a Rubens Antonio e agora a você, Volta Seca  por nos brindar com tantas fotos inéditas e raríssimas. Você a exemplo do amigo Ivanildo Silveira são fundamentais para quem estuda esse tema tão fascinante.
Robério Santos disse: 


"- Morria eu velhinho e não via essa foto".



" - É meu caro, tive o prazer de morar próximo ao ex-cangaceiro Vinte e Cinco. Mas  no mês passado ele faleceu".

Anja Maria disse:


"- Tivemos a honra de passar nossa infância e vida adulta na casa do Padre, realmente um lugar mágico, um verdadeiro Santuário, infelizmente não o conhecemos pessoalmente, mas sempre cativamos amor, muito amor e respeito por esse Santo padre que realizou o sonho de vovô Corisco, tornando seu filho um cidadão de respeito e um "doutor" (mesmo não sendo advogado). Infelizmente hoje não existe mais, mas sempre será nosso pedacinho do Céu".

Fonte: facebook

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Lampião tenta vencer Mossoró

Por José Mendes Pereira

Na tarde de 13 de Junho de 1927 do alto desta igreja de São Vicente de Paulo em Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, Lampião e seus cabras foram expulsos com um cerrado tiroteio disparado pelos homens que nela estavam alojados.  


Quando Virgulino Ferreira da Silva (que na época já era capitão Lampião, patente sem registro) sentiu que a coisa não era de brincadeira, juntou seus homens e saiu de fininho em direção ao Estado do Ceará.


Nesta tentativa de invasão à Mossoró, o rei do cangaço perdeu dois elementos: um era o cangaceiro Colchete, que ficou estirado sobre o chão do local do combate. O outro foi o José Leite de Santana, pernambucano, lá de Buíque, que no cangaço era alcunhado "Jararaca". Mas este último foi covardemente assassinado no dia 19 de Junho de 1927, pelos policiais da época. 

Se o prefeito Rodolfo Fernandes de Oliveira Martins participou do acordo em assassinar o cangaceiro Jararaca, que era prefeito da cidade na época,  ninguém sabe. Mas venha cá e fique lá mesmo. Cidade pequena quem manda nela é o prefeito, que bate o martelo dizendo que é a maior autoridade da cidade.

Mas Quem assistiu o seriado "O Bem Amado" que a Globo apresentou nos anos oitenta, viu como funciona e caminha uma cidade pequena. O prefeito é mesmo o manda chuva. Se Rodolfo Fernandes foi o homem que organizou o ataque contra Lampião, provavelmente ele estava com a faca e o queijo na mão, todos os seus comandados obedeceriam sua opinião sem nenhum problema. Rodolfo Fernandes tinha força para dizer a todos assim: 

"- Levem o cangaceiro até ao cemitério São Sebastião. E lá, matem-no, antes que o Lampião venha novamente à cidade para resgatá-lo".

Nota: Não tem nenhum valor para a literatura lampiônica. Apenas é a minha opinião.

As fotos foram adquiridas no facebook
Página: Evandro Medeiros.

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CARTA DE ALFORRIA

Por Rangel Alves da Costa*

Depois de tantos anos e de tantas alforrias supostamente concedidas, e somente Deus para saber acerca das reais intencionalidades nas concessões e das tramas forjadas para que as portas da liberdade fossem abertas, ainda precisamos de uma nova e verdadeira Carta de Alforria. Não bastou libertar do jugo, da dolorosa submissão e da chibata, eis que urgentemente necessitamos daquelas liberdades mais amplas que nos continuam sendo negadas.

No século XX, as cartas de alforria possibilitaram aos escravos a obtenção da liberdade, ainda que muitas vezes continuassem escravizados até que pagassem o preço total do documento libertador outorgado pelo seu senhor. Desse modo, alforria era o ato pelo qual o proprietário de escravos concedia-lhes a liberdade, por reconhecimento ou com exigência de contrapartida. E a Carta de Alforria o documento comprobatório da abdicação do direito de propriedade do senhor sobre seu escravo.

Neste mundo novo, de tantas e tão apregoadas democracias e quebra de grilhões, continuamos submetidos, escravizados e subjugados pelos senhores da vida e seus algozes, e que são todos aqueles que nos negam a certeza da ampla e irrestrita liberdade. E liberdade não apenas no direito de ir e vir, de manifestação do pensamento, de não temer expressar críticas e indignações, de não ter olhos e mãos para censurar as livres iniciativas.

E assim porque o conceito de liberdade é muito mais amplo que aquilo geralmente apregoado. Manifesta-se no direito que o indivíduo possui para agir segundo seu livre-arbítrio, em respeito aos próprios anseios. O desejo humano, como algo individual e intimista, deve sempre ser respeitado pelos demais. É preceito constitucional nas principais cartas políticas modernas e como tal se baseia na ideia de que a expressão humana deve estar livre de qualquer aparato inibidor. Contudo, um direito sempre relativo, eis que as leis também cuidam das limitações às liberdades.


De acordo com a Declaração Universal de Direitos Humanos, a liberdade é algo inato ao ser humano, não podendo ser separada da própria condição de existência, considerando-se principalmente que todos os indivíduos nascem livres e não podem nem devem ter suas ações antecipadamente julgadas. Assim, nenhum aspecto de sua existência pode ser determinado por outro. A liberdade é então a capacidade que tem o sujeito humano para decidir sobre si mesmo e livremente expressar suas crenças, valores, pensamentos e ideologias.

Contudo, por mais que se pretenda ter a liberdade como condição máxima do homem, verdadeiramente resta pouco espaço para que a mesma possa se manifestar de modo seguro. A expressão “desde que não ofenda direito de outro” é o primeiro balizamento restritivo, e daí converge uma séria de limitações e proibições que tornam o direito à liberdade numa camisa de força. Ter liberdade, porém sem ofender direito de outrem, implica em ação que pode ser censurada não só por outra pessoa, mas principalmente pelas instituições. E estas, no combate ao supostos exageros da liberdade, agem com mão de ferro e amparadas pela lei.

Na verdade, é a lei que macula a noção de liberdade. Logicamente que o indivíduo não possui livre-arbítrio ilimitado para expressar sua vocação de homem livre, e assim deve ser em respeito ao direito alheio, que também possui liberdade de não ser ofendido. Mas a lei interfere de tal modo que a ação humana torna-se circunscrita àquilo que não é proibido e não é ilegal. Quer dizer, a liberdade é sempre vigiada, combatida, pressionada, julgada e quase sempre proibida quando os manifestos de indignações confrontam os interesses do poder.

Não se defende aqui que a liberdade seja caminho para badernas, vandalismos, ataques gratuitos às honras alheias, ameaças aos poderes instituídos. Também não se defende aqui que a liberdade seja ilimitada sob a justificativa de ser um direito intrínseco ao ser humano. Ora, toda a sociedade precisa ser mantida na ordem e em obediência a um estado de direito, mas não se deve aceitar que o judiciário e os governantes, através de seus agentes repressores, pretendam se imiscuir de tal modo que o conceito de liberdade perca toda e qualquer eficácia social.

Daí precisarmos urgentemente de uma nova Carta de Alforria que não somente nos garanta que os retrocessos então verificados não signifiquem uma nova forma de escravização social, como também um salvo conduto para que o homem possa agir sem imposições de amarras. E possa livremente agir sem que as leis sejam intencionalmente transgredidas para lhe prejudicar.

E também uma Carta de Alforria que garanta uma liberdade com respeito dos governantes, que não seja proibido ao indivíduo ficar doente por falta de médico, que não seja proibido ao sujeito estudar em escola pública de qualidade e ter uma educação verdadeiramente para o alcance das grandes liberdades. Não adianta alforriar e manter o liberto no desemprego e na eterna submissão às esmolas governamentais. Alforria que conduza à plena libertação através do trabalho digno, não para manter a pobreza no jugo da escravização eleitoral.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

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Lampião 1936

http://www.youtube.com/watch?v=A8RWSw25KKk




Fique com estes vídeos 

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Escritor Antonio Vilela


Antonio Vilela, grande pesquisador e escritor de Garanhuns é o primeiro conferencista do Cariri Cangaço Piranhas 2014: 

SOLDADO ADRIÃO


 A Outra face do cangaço, IMPERDÍVEL, Veja toda programação em:



 Este é o mais novo livro do escritor Antonio Vilela


Se você tem interesse de adquiri-los entre em contato com o autor através deste e-mail: 

incrivelmundo@hotmail.com

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Antonio Galdino realiza palestra sobre a história de Paulo Afonso

Por João de Sousa Lima

Sexta-feira, dia 11 de julho de 2014, Antonio Galdino realizará uma palestra sobre a história de Paulo Afonso.

A palestra é uma realização do Hotel San Marino, através de Grayciane, que visa aprimorar os conhecimentos dos funcionários da empresa em relação aos fatos históricos, culturais e turísticos  da região.

A palestra acontecerá no auditório do hotel e estará aberta ao público.

Esse é um momento de conhecermos um pouco mais de nossas histórias, com um profissional qualificado.

Participem, divulguem!

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com/

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NOVO LIVRO – TITANIC, DE RUPERT MATTHEWS

Publicado em 08/07/2014 por Rostand Medeiros

A VERDADEIRA E TRÁGICA HISTÓRIA E OS ATOS DE HEROÍSMO DE SEUS PASSAGEIROS 

O lançamento da M.books deste mês reúne relatos de testemunhas e provas examinadas nos inquéritos, além das mais recentes descobertas sobre o naufrágio do Titanic, cujo autor Rupert Matthews proporciona uma visão completa dos acontecimentos da noite fatídica de 1912.

Mais de 1.500 pessoas morreram no naufrágio do Titanic, muitas afogadas, mas a maioria de hipotermia numa das noites mais belas e frias do mês de Abril, como ninguém se lembrava ter visto no Atlântico Norte.

Os sobreviventes do desastre levaram para suas casas histórias de heroísmo e de covardia, de calma e de pânico, de honra e de desonra.

O livro abrange os seguintes temas: Os transatlânticos do Atlânticos Norte / O luxo foi uma prioridade / A viagem inaugural / Sinais de perigo / Em primeiro lugar, mulheres e crianças / A orquestra não para de tocar / O mergulho final / O resgate / Os inquéritos / O retorno ao Titanic / O navio que continua a afundar

SOBRE O AUTOR:  Rupert Matthews é um historiador renomado e autor de diversos livros, entre os quais Hitler: Military Command, e Age of the Gladiators, Usurpers and Kingmakers e 20th Century in Pictures,uma retrospectiva fotográfica do século XX.

NOTA DO BLOG TOK DE HISTÓRIA – Em 2012, quando se comemorou s 100 anos deste desastre publicamos um material descritivo e inédito, da época do afundamento. – 

Ver - http://tokdehistoria.com.br/2012/04/12/titanic-100-anos-a-noticia-em-terras-potiguares/


Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.com.br/2014/07/08/novo-livro-titanic-de-rupert-matthews/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com