Seguidores

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

MUSEU CASA DE MARIA BONITA É ASSALTADO.

Por Por João de Sousa Lima
                            
O Museu Casa de Maria Bonita sofreu nessa madrugada de 20 de Agosto de 2014, a ação de ladões que arrombaram a porta principal e roubaram fotos, quadros, livros e objetos antigos.


Reportagem no Museu Casa de Maria Bonita

O Museu é um dos Roteiros do Cangaço mais visitado por pesquisadores, escritores, turistas, alunos e jornalistas.

Casa de Maria Bonita: Um dos roteiros do cangaço mais visitado
João com Elane e Archimedes Marques.

Vários canais de televisões, jornais, revistas e sites realizaram e realizam reportagens no Museu.

Manoel Severo, João de Sousa Lima, Aderbal Nogueira e Karlon: Cariri Cangaço no Museu
Escritor Ângelo Osmiro entrega diploma ao historiador João de Sousa Lima

A ação dos vândalos aconteceu durante a madrugada que chovia. Pela distância do Museu que fica no povoado Malhada da Caiçara do centro da cidade é de se imaginar que o bandido seja da própria comunidade pois os materiais roubados tem apenas valor histórico e não comercial.

Museu  Casa de Maria Bonita
Casa de Maria Bonita

Conversei hoje cedo com os administradores e os orientei a procurarem a delegacia e registrarem um Boletim de Ocorrência. Pra polícia deve ser fácil solucionar a questão, então polícia neles e aguardamos que esse tipo de vandalismo não aconteça mais em um espaço destinado aos que buscam conhecimentos históricos.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima
www.joaodesousalima.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O MUSEU DO CANGAÇO DA BELA CIDADE DE TRIUNFO-PE


Triunfo é uma cidade serrana, distante 448 de Recife, e, em torno de 30 km de Serra Talhada. O Museu do cangaço desponta como forte atração turística, por apresentar um vasto acervo da época do cangaço que encanta os visitantes.


Voltaseca Volta - Teleférico. Boa opção de divertimento.


Voltaseca Volta - Punhal que pertenceu ao cangaceiro"Corisco". Coleção de garruchas (pequenas armas)


Voltaseca Volta - Cabaças, para carregar água e outros.




Armas do tempo do cangaço


Diversos modelos de chapéus.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com
Por Manoel Severo
O Lago e o Teatro Guarani, marcas registradas da bela Triunfo

Quem visita a serra da Baixa Verde, encravada bem na divisa entre os estados de Pernambuco e Paraíba, vai encontrar um cem números belezas distribuídas pela natureza exuberante, vegetação própria e fontes de água límpida, espalhadas por todos os lugares. É aqui, no alto de seus 1.010 metros de altitude que se encontra a bela Triunfo. 

Seus primeiros habitantes foram os índios Cariris; depois de fazenda, arrendada por Domingos Pereira Pita e em 1870, através da Lei Provincial nº. 930, passou a freguesia de Nossa Senhora das Dores, desmembrada de Flores, e elevou a povoação de Baixa Verde à categoria de vila, com a denominação de Triumpho. Em 13 de junho de 1884 através da Lei Provincial nº. 1.805, foi criada a comarca de Triunfo e com isso a vila da Baixa Verde foi elevada à categoria de cidade. Seu nome teve origem a partir de uma luta ocorrida entre a poderosa família dos Campos Velhos, da cidade de Flores, e os habitantes desda mesma povoação da Baixa Verde.

Família Cariri Cangaço em visita à Casa Grande das Almas em Triunfo
Heldemar Garcia e o Castelo, anexo à Casa Grande das Almas

Neste último mês de Julho de 2014, a Caravana Cariri Cangaço, formada por seu curador; Manoel Severo, Heldemar Garcia, Ingrid Rebouças, Narciso Dias, Jorge Remígio e Jair Tavares; foram recebidos em Triunfo pela pesquisadora e escritora Diana Rodrigues;  uma das mais destacadas memorialista de Triunfo. Foi uma visita de trabalho incrivelmente proveitosa além de termos tido a oportunidade de revisitar e matar a saudade das belezas do lugar, como a Casa Grande das Almas.

A Casa Grande das Almas, propriedade emblemática do inesquecível Assis Timóteo, é visita obrigatória para quem vai a Triunfo. Como um museu vivo, a Casa Grande das Almas, a partir da hospitalidade e amabilidade de Assis Timóteo, sempre acolheu a todos que ali chegam. Hoje, já não temos o estimado amigo e confrade Assis Timóteo entre nós, mas sua energia e aura, continuam presentes em cada canto, em cada detalhe; desde a arquitetura robusta, mobília e obras de arte, de todas as naturezas, rebuscada; passando pelos suntuosos jardins, singela capela e espetacular mausoléu; onde hoje repousa seu corpo; até seu mais recente sonho, inacabado, o Castelo da Casa Grande das Almas. Assis permanece, na verdade em nosso coração.

Ingrid Rebouças e Diana Rodrigues

Nossa visita foi de trabalho, mas não poderíamos deixar de registrar um momento de reconhecimento. Uma das virtudes que procuramos cultivar ao longo dessa firme caminhada do Cariri Cangaço, é a gratidão. Gratidão é na verdade virtude que precisa ser exercitada, praticada... Quem acompanhou o nascimento de nossa grande família de Vaqueiros da História, não poderá deixar de reconhecer o empenho e a dedicação de Diana Rodrigues; essa mulher sem igual, intelectual de primeira linha, um ser humano ímpar; dessa forma nossa visita a Triunfo também marcou a entrega do Diploma de Amiga do Cariri Cangaço a Diana Rodrigues.

Jair Tavares, Manoel Severo, Narciso Dias e Jorge Remigio na entrega do Diploma a querida Diana Rodrigues
Casa Grande das Almas, o espírito de Assis Timóteo, guardado nos mínimos detalhes
Capela e Mausoléu, simplicidade e beleza
Jorge Remigio e o Mausoléu da Casa Grande das Almas

A bela e aconchegante Triunfo se destaca em todo o vale do Pajeú; sua altitude acaba nos proporcionando uma temperatura média em torno de 19 graus, entretanto na quadra chuvosa, entre maio e julho, chegamos a 8, 10 graus, se traduzindo numa verdadeira suíça pernambucana; o lago que marca a entrada da cidade com o majestoso Teatro Guarani nos dão a dimensão exata da beleza de triunfo.

Família Cariri Cangaço nos belos jardins da Casa das Almas
Narciso Dias

Na verdade, estar em Triunfo é um privilégio espetacular; não só por todas as belezas naturais e seu clima sem igual, mas e principalmente pela amabilidade dos triunfenses, pela energia vibrante daquela terra e por termos ali amigos verdadeiramente queridos.

Manoel Severo
Curador do Cariri Cangaço

http://cariricanagco.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Auto de exame cadavérico do cangaceiro Jararaca


Auto de exame cadavérico de José Leite de Santana, o cangaceiro "Jararaca", abatido no ataque de Lampião à Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte.



O cangaceiro Jararaca era lá de Buíque, no Estado de Pernambuco, e foi baleado na tarde do dia 13 de Junho de 1927, quando juntamente com o rei Lampião e mais 51 cangaceiros, tentaram invadir a cidade de Mossoró no Estado do Rio Grande do Norte. 

Mesmo desativada esta ponte continua perfeita

Não conseguindo seguir o bando, Jararaca ficou escondido perto da ponte de trem, e no dia seguinte foi preso. Mas na noite do dia 19 de Junho 6 dias depois, infelizmente o cangaceiro foi covardemente assassinado dentro do Cemitério São Sebastião em Mossoró pelos policias da época. - (José Mendes Pereira).


Voltaseca Volta - abaixo, túmulo de Jararaca, no cemitério de Mossoró, construído por uma pessoa que se diz, ter alcançado uma graça com o cangaceiro.

Fonte: Tribunal de Justiça-Rn (processo crime de Pau dos Ferros-Rn)
Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Mossoró e Tibau em Versos: Antologia Poética de David de Medeiros Leite e José Edílson Segundo


Já está à venda:

Os interessados conseguirão este livro através dos e-

mails:


davidmleite@hotmail.com

ou ainda:
Av. Rio Branco, 1730 – Centro ao lado do Teatro Dix-Huit Rosado 

 Valor R$ 30,00 já incluído o frete



No dia 18 deste mês foi o aniversário da princesinha do

 casal José Segundo e Andréia Hirakawa

Fonte: 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Rodelas recebe Bienal da Bahia


Rodelas recebe Bienal da Bahia. É tudo Nordeste?
Caio Matos e a Expedição Instrumentos Para Dobrar Rios

Antônio Galdino

O município de Rodelas recebeu no último final de semana o artista visual Gaio Matos e equipe que realiza um trabalho que tem por objetivo levantar informações culturais sobre os municípios ribeirinhos do rio São Francisco para discussão sobre as transformações na cidade e na população decorrentes do processo de alagamento e desaparecimento de povoações com o surgimento das grandes barragens.


A equipe de Gaio Matos já esteve em vários municípios, a partir dos inundados pela barragem de Sobradinho e chegou a Rodelas, inundada pela barragem de Itaparica, ambas construídas pela Chesf, no sábado, dia 16.


No domingo, 17, sob a coordenação de Valdomiro Bernardo do Nascimento, Assessor de Comunicação da Prefeitura Municipal de Rodelas, foi realizada um encontro cultural no Auditório Municipal e dele participaram, o artista visual Gaio Matos, o cacique Anselmo Tuxá, o chefe do Gabinete do Prefeito Emanuel Rodrigues, Clemilton Cunha (Dadinho) e a Secretária de Administração e Finanças da Prefeitura de Rodelas, Célia Almeida que é também professora de História e historiadora do município.


A convite de Valdomiro, também participaram do evento os escritores e historiadores Antônio Galdino da Silva e João de Sousa Lima, de Paulo Afonso.

Entre os presentes estavam José dos Reis, conhecido como Zé da Ema, que é o Presidente do Trabalhadores Rurais de Rodelas, o Padre Batista, Ademar Ferreira, Sec. De Infraestrutura e Elizabeth Novais, Secretária de Educação, que recebeu exemplares dos livros 100 Anos de Angiquinho e De Forquilha a Paulo Afonso – histórias e memórias de pioneiros, doados pelos escritores Antônio Galdino e João de Sousa Lima para a Biblioteca Municipal.


Gaio abriu os trabalhos dizendo que “o motivo desta expedição é ouvir as pessoas, recolher essas informações sobre as mudanças em suas vidas, na sociedade, nos costumes, a vivência hoje entre o que ficou debaixo d`água e a vida na nova cidade”.


O cacique Anselmo Tuxá falou da luta do seu povo e de outros povos indígenas da região, das perdas territoriais, da vida nos dias atuais. No município de Rodelas moram índios das etnias Tuxa, Araticum, Cambiuá e Pankakaré.


Clemilton também disse do empenho de parte da comunidade na busca do resgate da história do município e o falou do grande desenvolvimento de Rodelas que se afirma como um dos maiores produtores de coco do Estado da Bahia.


A historiadora Célia Almeida falou sobre Cultura e Memória, ressaltando os valores culturais de Rodelas e a importância de sua preservação.

O escritor João de Sousa Lima falou de sua experiência de intensa pesquisa para o resgate da história do cangaço na região, que já resultaram em 8 livros e da necessidade das pessoas e autoridades entenderem que “a história é construída a partir do povo e não o contrário. É nos lugares mais humildes, entre as pessoas que viveram as mudanças, desde as gerações mais antigas, que está a essência da memória de um povo. 


O professor Antônio Galdino disse que o encontro se revestia da maior importância para Rodelas e para a região e que, “através desta iniciativa poderá haver o despertamento dos governos, de instituições, até a criação de novos organismos que desejem trabalhar para o restada da história e da memória deste município, das etnias indígenas que habitam esse lugar. O resgate da história e da memória de uma região, do seu povo, como disse o escritor e historiador João de Sousa Lima, precisa começar ouvindo o homem, o cidadão humilde A história vem do povo, de baixo pra cima. Ali é a fonte.”


Algumas participações merecem especial destaque. Uma delas, do Sr. Zé da Ema, que falou sobre o trabalho no campo, especialmente a cultura do côco, que tem alavancado a economia do município.


Outra intervenção importante foi a do Padre Batista que, antes de fazer uma oração com os participantes alertou para “a necessidade de estarmos todos em permanente vigília para algumas ações, principalmente no que se refere à implantação de uma usina nuclear nesta região, o que não podemos permitir porque sabemos do grande perigo e dos danos que ela pode nos trazer”.


Dentre os interessados na temática, chamou a atenção a presença de duas jovens, Natália e Jaqueline, ambas de 15 anos, estudantes do 2º ano do Ensino Médio no Colégio N.S. do Rosário. Quando foi aberta a oportunidade de participação do auditório, Natália falou que “não podemos aceitar que os nordestinos é gente pobre, são uns coitadinhos. Rodelas não é uma cidade de coitadinhos, de nordestinos sofridos.”

Depois Natália leu um poema de sua autoria reafirmando o seu amor pela sua terra e o desejo que todos se sintam participantes do seu desenvolvimento.

No que chama de Bienal da Bahia - Tudo é Nordeste?, o projeto de Gaio Matos está de ouvidos e olhos bem abertos e atentos para o que dizem os homens e mulheres sertanejos, em suas atitudes, em seus gestos, em sua fala, nas paredes de suas casas, das mais simples àquelas de muros altos e edificação luxuosa do momento presente mas lança um olhar para trás, para as origens, as raízes centenárias, a cultura, o riso e o jeito do povo que ali viveu antes que as águas da barragem de Itaparica fizessem o sertão virar mar, cumprindo a profecia do Padre Cícero do Juazeiro do Norte a quem muitos, especialmente os mais antigos, preservam o respeito e a devoção."

Que lições o ontem deixou para o presente e para o amanhã?

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Loma

http://www.joaodesousalima.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com