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sexta-feira, 24 de abril de 2015

CONFIRMAÇÃO DO ESCRITOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO JOÃO DE SOUSA LIMA NO CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015!


"Assim que os cangaceiros sob o comando de GATO entraram em PIRANHAS, o delegado Cipriano Pereira e mais oito soldados fugiram deixando os moradores desguarnecidos. 

O cangaceiro Gato

Os populares tiveram que suprir a falta dos “Homens da Lei”. Formaram-se poucos grupos de resistência e entre alguns dos habitantes que lutaram estava Cyra Britto, esposa do tenente João Bezerra. No cemitério estava Joãozinho Carão e mais alguns companheiros e em um dos sobrados, estavam Chiquinho Rodrigues e Joãozinho Marcelino..." 

A mais nova CONFIRMAÇÃO do Cariri Cangaço Piranhas 2015; JOÃO DE SOUSA LIMA, vai nos contar essa espetacular história quando Julho chegar: João De Sousa Lima é mais uma confirmação do CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015!

Manoel Severo Barbosa

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A Ira de João Gabiru.

Por Antonio Carlos Olivieri

O texto é longo, a leitura prazerosa. A melhor história que já li sobre Lampião e o cangaço. (Antonio MoraisO Cangaço).
Bom dia.

Sexta-feira, sete e meia da tarde, fazia muito calor. Eu andava pela Barra-Funda. A esmo, apreciando o que sobrou de antigo no bairro, despreocupado com o resto do mundo.

Empapado de suor, pelo resplandecente sol do horário de verão, entrei num boteco de esquina, o primeiro que encontrei e pedi uma cerveja no balcão, urgente. – Uma Brahma, pelo amor de Deus! É pra já, meu querido – respondeu, do outro lado do balcão, o rapaz de avental, com esse modo íntimo, embora nunca tivesse me visto antes. – No capricho! Depois do primeiro copo, um homem novinho em folha, respirei fundo e passei a apreciar o interior do botequim, que não via uma reforma desde os anos 60.


Balcão e bancos de fórmica, azulejos, lâmpadas fluorescentes. A gente só se dava conta de estar em 2005 devido à opulenta nudez de Juliana Paes, nos cartazes da Antártica. Para não me apaixonar por uma mulher impossível, voltei à atenção para a conversa de dois tipos ao meu lado.

Os dois também bebiam e se divertiam depois de um dia de batente, contando casos um para o outro, com delicioso sotaque pernambucano. Um deles, o mais velho, parecia mesmo um repentista, pelo vozeirão grave e a eloquência narrativa, que se traduzia em uma vasta gama de expressões e gestos. O tema dos casos era sua terra natal, a que não iam há muito tempo. Inacessível às suas posses, porém, o sertão se franqueava às suas lembranças. Era quase ali (no bar em que os três bebíamos) o mais remoto cocuruto de serra, do sertão de Pernambuco. Mas não se tratava do sertão atual, “muderno”, cortado por caminhões de carga, bolsas-famílias e antenas de TV, mas de um sertão de outro tempo, mitológico, onde os versos épicos dos cegos jamais se calam e o cangaço é eterno.

Nos alto-falantes pendurados nos quatro cantos do recinto, a voz de Luiz Gonzaga inspirava os narradores. As doses de cachaça com que intercalavam os grandes goles de cerveja tornavam-nos cada vez mais eloquentes. Os enredos se sucediam, agrestes. Um deles me chamou a atenção. Major de patente comprada, o fazendeiro Luiz Antonio Feitosa, de Cajarana, sertão da Bahia, devia muitos favores a Lampião. Entre eles, o de ter aumentado em muitas léguas os limites de sua propriedade. O rei do cangaço o auxiliou em rixas, intimidou e eliminou vizinhos. Pressionou juízes a favorecê-lo em pendências agrárias.

Em troca, o Major lhe fornecia mantimentos e munições, bem como o acoitava sempre que o cangaceiro atravessava o São Francisco, fugindo das volantes de Pernambuco e Paraíba.Certa ocasião, o Major tomava a fresca da manhã no copiá da casa-grande, quando avistou um cabra batendo alpercatas na estrada, caminhando em sua direção. Feitosa apurou a vista e reconheceu o homem, ainda distante. Era o negro Vicente do Outeiro, um cabra do eito, gente sua, mas que só o procurava nas ocasiões em que Lampião aparecia naquelas paragens, trazendo recados do cangaceiro. Bom dia, Major Feitosa – saudou Vicente, sem subir os degraus da varanda, olhando de baixo para cima. – Tenho um pedido para vosmecê. – Pois se achegue aqui, homem de Deus, não faça tanta cerimônia – respondeu o fazendeiro, bonachão, embora remendasse, resmungando para si mesmo, entre dentes: – Os recados que você me traz, é melhor que sejam dados ao pé do ouvido. O negro aproximou-se, tirando o chapéu de palha. Major, o Capitão Virgulino mais três cabras estão aqui perto, no sitiozinho que o senhor conhece, perto do Tanque, atrás do bosque de oiticicas.

Os homens vêm de um combate danado que toparam há três dias lá para as bandas de Triunfo. Foi tiroteio de mais de cinco horas, que começou bem para o capitão. Até que apareceu, não se sabe de onde, uma tropa federal com 150 praças que deram sustento ao fogo da volante do tenente Maurício. Os cabras de Lampião estavam cercados. Não me diga... – fez o Major, apreensivo. – Mas os cangaceiros conseguiram furar o cerco – prosseguiu o negro, impressionado com os fatos. – Se meteram na caatinga e conseguiram escapar dos macacos. Mas havia muitos feridos: Jararaca, Beiço Lascado, Cobra Verde... Lampião achou melhor separar seus homens, mandando cada grupo para um coito seguro, em lugares diferentes. Ele mesmo achou que era melhor atravessar para a Bahia e me procurou ontem à noite, para mode saber se pode acoitar-se uns vinte dias cá na sua propriedade. Vicente se calou, aguardando uma resposta.

O Major permaneceu em silêncio por não mais que um simples instante. No entanto, este lhe pareceu o maior dos instantes que conheceu em toda a sua vida. Só que não devia demorar em responder ao negro: Vá dizer ao Capitão que me espere onde está – declarou, resoluto. – Vou encontrar com ele no início da tarde. – Senhor, sim, Major Feitosa – obedeceu o outro e voltou pelo caminho por onde viera, batendo mais rápido as alpercatas, até desaparecer na distância da capoeira. A sinfonia de uma revoada de juritis encheu o céu de Cajarana. Os bogaris, plantados em frente aos esteios da varanda, adocicavam o ar do verão que, a essa altura, já estava quente como o inferno. Em contraste com o sol que brilhava acima da casa-grande, a expressão que tomara conta do rosto do Major era sombria, grave, repleta de nuvens e trovoadas. Na verdade, naquele momento, a demanda de Lampião o colocava num impasse delicadíssimo. Uma rixa com o coronel Napoleão da Fonseca, de Queimadas, havia levado Feitosa a ingressar na política, filiando-se ao partido do governo.

O Major tinha agora a pretensão de candidatar-se a deputado estadual e a proximidade com cangaceiros podia constituir uma montanha instransponível no seu caminho para a Assembleia do estado. Por outro lado, dizer não ao rei do cangaço era a mesma coisa que assinar um atestado de óbito para si mesmo, a mulher e os filhos. Sem falar nos agregados, que eram a cunhada dona Amelinha, o sobrinho Vitorino e o primo José Amaro. Se em algum momento o sentido da palavra diplomacia lhe interessou na vida de mandos e desmandos, foi naquele. O que fazer? ruminava, aperreado. Sua plataforma de campanha – que empolgava os eleitores – era justamente o combate ao banditismo, tanto o dos cangaceiros, quanto dos tenentes de volante que os perseguiam (além das obras de combate à seca). Puxou um charuto encorpado que lhe mandaram do Recôncavo, mastigou-o numa das pontas e o acendeu com uma pederneira. As nuvens azuladas de tabaco fertilizaram seu raciocínio. Em pouco tempo, ordenava para o afilhado Bentinho, o filho da comadre Vivi:– Esse menino, me traga aqui o João Gabiru. Preciso conversar com ele, o mais rápido possível. Gabiru era uma espécie de pau para toda a obra, na fazenda do Major Feitosa. Tinha um jeitinho para tudo. Nada ganhava com isso, exceto um teto, roupa e comida. Para ele, porém, era o que bastava. Mais uns goles de cachaça nos fins de semana e se dava por muito satisfeito. Além disso, dedilhava a viola e era um primor no repente. Quando ia a Cajarana, nos dias de feira, vinha gente de várias cidades das redondezas para ouvi-lo. Apesar de baixinho, franzino, cabeça grande e o rosto mal traçado, ao tocar a viola, conquistava a atenção até das morenas faceiras que acompanhavam as mães às compras. Pouco depois do chamado, Gabiru chegou ao copiá, onde o Major Feitosa o aguardava, aflito.

Ao vê-lo, o patrão nem lhe desejou bom dia e foi direto ao ponto: Lampião pedira coito, favor que naquela ocasião não estava em condições de prestar ao cangaceiro. Porém, como podia dizer não a Virgulino Ferreira da Silva, sem produzir consequências desastrosas? Gabiru matutou, matutou, mas não encontrava saída. O patrão também não lhe concedeu muito tempo para pensar, ordenando em seguida:– Vá imediatamente encontrar o Capitão. Tente explicar que aqui, neste momento, ele não estará seguro. Melhor que fique mesmo na caatinga, no sitiozinho onde já se instalou, pegado ao Tanque. Posso mandar-lhe mantimentos e tudo que for de sua precisão. Mas recebê-lo em minha casa é impossível. Invente que estou esperando a visita do governador, acompanhado por militares de alta patente e pelo próprio chefe de polícia. Sei lá! Assunte bem o terreno, veja lá como fala e dê um jeitinho. Senão, estamos todos desgraçados! João Gabiru não aparentou medo, ao aceitar a tarefa.

Acreditava que a solução de um problema assim era uma coisa que só se encontrava de repente, num estalo. Confiou-se a São Severino de Ramos. Colocou sobre a cabeça um chapeuzinho de couro, quase sem abas. Foi ao curral e arreou a mula ruça, que pisava macio. Montou, deu-lhe com o cabresto e seguiu caminho. Com a ponta dos pés descalços nos estribos, equilibrava-se sobre o trote da jumenta, gingando como um ginete das velhas ordens de cavalaria. Sob a sombra de uma cajazeira, no sitiozinho do Tanque, os três cabras de Lampião matavam o tempo jogando dominós. Estavam muito concentrados, mas o instinto os fez interromper repentinamente a partida. Ao perceber à distância a aproximação de um cavaleiro, se fizeram nos rifles, espalhando-se aos pés das imburanas. Porém, à medida que João Gabiru se tornou visível, os cangaceiros serenaram e baixaram as armas.

A imagem equestre do moleque de recados nada apresentava que lhes pudesse provocar o menor medo. Ao contrário, parecia-lhes um motivo de provável diversão. De cartucheiras trançadas no peito, os três homens ficaram de pé, batendo as coronhas do rifle no chão, como autênticos militares. Receberam o recém-chegado, perfilados, com cortesia galhofeira. Ajudaram-no a descer da jumenta e perguntaram o que um homem daquele porte fazia naquele oco de mundo. Venho da parte do Major Luís Antônio Feitosa – respondeu Gabiru, sério, aparentemente sem perceber que mangavam dele. – Com um recado para o Capitão Virgulino Ferreira.– Pois vossa incelência espere só um minutinho que vou ver se o Capitão pode te receber – respondeu o maior dos três cangaceiros, que era também o mais mal encarado, e entrou na casinha de taipa caiada, onde o chefe descansava. Voltou poucos  instante depois e abriu a porta para o recém-chegado, com uma reverência que despertou a risada de seus dois companheiros. João Gabiru não fez caso disso, entrou na casa e deu de cara com a cozinha vazia, com um fogão de lenha num canto e uma mesa de pinho ao centro, onde pareciam repousar todas as armas do famigerado cangaceiro: um rifle papo-amarelo, uma carabina Comblain, três bornais de balas, dois revólveres Schmidt & Wesson, um punhal e um facão de mateiro. Mas o rapaz não teve tempo de observar o arsenal com mais atenção, pois uma voz vigorosa o chamou da camarinha. João Gabiru entrou no dormitório onde Lampião, estirado numa rede, fazia sinal para ele se aproximar. Pela janela aberta, o sol do meio dia reluzia no quarto como se estivesse dentro dele. Iluminava a figura ridícula do mensageiro, em todos os seus pormenores. O único olho do capitão mirou o sertanejo com expressão furiosa, como se estivesse ofendido por deparar com semelhante moleque de recados.

Como é que o major Feitosa lhe fazia uma desfeita daquelas? Não só mandava alguém em seu lugar, em vez de vir pessoalmente, mas mandava aquela figurinha de baralho lhe dar a resposta que ele, o Feitosa – não aquele cabrito desajeitado – lhe devia?!Isso era um desfeita que a majestade de Virgulino Ferreira da Silva não havia de engolir! Lampião ergueu-se da rede, com a rapidez que – no gatilho – lhe valeu o apelido. Estava desarmado e completamente a vontade, com as fraldas da camisa para fora da calça de zuarte. Lentamente aproximou-se de Gabiru – a quem olhava de baixo para cima – e sem a mínima cortesia, nem pela mesma mangação dos comparsas, lascou-lhe na cara uma pergunta atrevida: Você sabe o que é a ira de Lampião? Não senhor – respondeu Gabiru, sem deixar de encará-lo. A ira de Lampião – explicou-se o próprio – é uma fazenda arrasada, muitas mulheres graúdas desonradas, dezenas de cadáveres e o sangue correndo como um rio por cem léguas de distância.

O sertanejo escutou, humilde, mas respondeu com outra pergunta: Pois vossa incelência sabe o que é a ira de João Gabiru? O rei do cangaço riu-se da insolência e deu-lhe o troco na bucha: A ira de João Gabiru há de ser o cipó-de-boi comendo no lombo dele, que acabará de volta à casa do Major, mais morto que vivo, se arrastando atrás de sua mula. – É não – contradisse o outro e sacou zunindo uma peixeira que trazia escondida na cintura. – Quando João Gabiru fica irado, como agora, o máximo que pode haver é dois cadáveres, o sangue não corre mais que cinco passos, mas todo o cangaço há de ficar de luto. Com a ponta da lâmina a milímetros de seu pescoço, Lampião não piscou o olho nem moveu um dedo. Mas respirou fundo, antes de responder ao Gabiru: É de cabra assim, com cabelo na venta, que eu gosto, não sabe? Abaixe essa arma e vamos conversar, meu camarada. Tem sorte o Major Feitosa de contar com um macho esperto como tu a seu serviço...

O final da história coincidiu com o fim da minha garrafa de cerveja. Durante algum tempo, esqueci do mundo, nocauteado pelo relato do velho. Ao voltar a mim, os danados dos nordestinos tinham simplesmente desaparecido. Cheguei a me perguntar se os dois haviam estado ali mesmo ou se eu os imaginara numa espécie de delírio. Não consegui chegar a uma conclusão. Fui interrompido pelo rapaz do balcão que queria saber:– Outra Brahma, meu querido?

Antonio Carlos Olivieri nasceu no Rio de Janeiro, em 1957, e radicou-se em São Paulo ainda criança. Formado em Letras, foi professor e em seguida dedicou-se ao jornalismo. Atualmente presta serviços editoriais e faz assessoria de imprensa. Lançou seu primeiro livro juvenil em 1987 e, desde então, já publicou mais de dez histórias. Obras publicadas por outras editoras: - O renascimento. São Paulo, Ática, 1987. - A pré-história. São Paulo, Ática, 1988. - Uiramirim contra os piratas. São Paulo, Atual, 1989. - Independência dos Estados Unidos. São Paulo, Ática, 1990. -Uiramirim contra os demônios da floresta. São Paulo, Atual, 1992. - Perdidos no tempo. São Paulo, Atual, 1997. - Um bom sujeito. Belo Horizonte, Formato, 1997. - A carta de achamento do Brasil. São Paulo, Callis, 1999. -D. Pedro II, imperador do Brasil. São Paulo, Callis, 1999. - Cronistas do descobrimento. São Paulo, Ática, 1999.

Fonte: facebook 
Página: Antonio Morais

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CANGACEIRO BRONZEADO


Seu verdadeiro nome era MANOEL FERREIRA, natural da cidade de Lavras da Mangabeira-CE e pertencia ao bando de Massilon.

- Em 10 de Maio de 1927, sob o comando de Massilon, participou do ataque à cidade de Apodi-RN.

- Em 11 de Maio de 1927, também sob o comando de Massilon, participou do ataque ao lugar Gavião (Umarizal-RN).


Depois do ataque à Gavião, com a dissolução do bando de Massilon, na pretensão de retornar ao Ceará, desgarrou-se do grupo e, desnorteado, foi parar na cidade de Martins-RN, onde, após ser reconhecido por alguém, foi preso e conduzido à Cadeia Pública local.

Posteriormente, junto com o companheiro Mormaço, ex integrante do bando de Lampião, que participou do ataque à Mossoró-RN, foi fuzilado na Cadeia de Martins-RN, para onde fora conduzido no dia 28 de Março de 1928, com a desculpa oficial de que "havia tentado fugir". Tinha 27 anos, quando de sua morte.

Fonte: Cangaceiros de Lampião de A a Z - Bismarck Martins de Oliveira


Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior ‎O Cangaço

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Carlos Alberto Mangabinha Ribeiro o sanfoneiro Mangabinha


Carlos Alberto Mangabinha Ribeiro (Corinto16 de março de 1942 - Belo Horizonte23 de abril de 2015) foi um acordeonistacompositor e integrante do grupo musical Trio Parada Dura desde a sua primeira formação. Sua formação musical começou na sua infância aprendendo a tocar a sanfona de oito baixos que pegava escondido de seu pai seguindo a tradição musical em família de onde musicalmente sairia sua realização profissional através da música sertaneja de onde varias parcerias seria no Trio Parada Dura o auge da sua carreira como musico e Instrumentista.

Carreira

Em 1950, passou a apresentar-se em festas e forrós, usando uma sanfona de 8 baixos. Em 1970, mudou-se para Belo Horizonte. Na capital mineira formou um trio juntamente com Gino e Geno com os quais lançou um LP. Em 1973, mudou-se para São Paulo onde atuou na Rádio 9 de Julho. Nessa ocasião, atuou com Delmir e Delmon na primeira formação do Trio Parada Dura. Em sua carreira solo gravou 21 LPs instrumentais como acordeonista nas gravadoras Chororó, Copacabana e Chantecler

Seus maiores sucessos como compositor foram "Furando o couro", "Nova República", "Forró número 2", "Chão mato-grossense", "Balaio de gato" e "Com amor e com carinho". 


Em 1991, o Trio Parada Dura gravou de sua autoria as composições "Trovão azul", com Rossi e Alcino Alves, "Não aceito seu adeus", com Ronaldo Adriano, "Por te querer", com Rossi e Alcino Alves, "Vestido branco", com Ronaldo Adriano e Benedito Severo, "Bebendo e chorando", com Ronaldo Adriano, "Adeus, palavra cruel", com Alcino Alves e Rosa Quadros, "Tentei viver sem você", com Alcino Alves e Parrerito, "Me guardando pra você", com Alcino Alves, "Coração só quer você", com Alcino Alves e Rossi e "Filho do sertão", com Ronaldo Adriano.

 Alcino Alves Costa - compositor - lampiaoaceso.blogspot.com

Em 1992, o Trio Parada Dura se desfez e Mangabinha ficou cinco anos sem gravar. Em 1997, retornou à carreira artística em nova formação do Trio Parada Dura. Em 1999, a EMI na série "Raízes sertanejas" lançou o CD "Mangabinha", com 20 sucessos do artista. Atualmente gerencia uma casa de Festa com seu Nome mas não abandonou o acordeon e continua tocando mesmo com a recaída do sucesso conquistada pelo Trio Parada Dura.

Morreu na manhã de quinta-feira 23/04/2015 em Belo Horizonte, morreu vítima de um infarto em decorrência da diabetes.


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O ataque de Sabino à Fazenda Mato Verde


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João Gomes de Lira

 Por José Bezerra Lima Irmão

Amigos do Cariri Cangaço, quando se fala em João Gomes de Lira, é preciso dizer quem foi ele, para que os novos "internautas" fiquem sabendo quem foi essa extraordinária figura humana. No último dia do encontro do Cariri Cangaço Princesa 2015, liderado pelo nosso abnegado Manoel Severo , em março passado, a caravana de estudiosos do fenômeno do cangaço esteve na gloriosa vila de Nazaré e tirou fotos na fazenda Jenipapo, do legendário Antônio Gomes Jurubeba (Seu Gomes), pai de João Gomes de Lira. Registre-se bem: João Gomes de Lira, filho de Nazaré, ex-soldado de volante, é autor do livro "Lampião: Memórias de um Soldado de Volante", uma obra indispensável para quem estuda e leva a sério os assuntos do cangaço. 

João Gomes de Lira

Para escrever um grande livro, não é preciso muita erudição. O que é preciso mesmo é afinco. João Gomes de Lira tinha pouca instrução, mas escreveu um dos mais importantes e mais completos livros sobre o cangaço. Suas versões dos fatos são objetivas e confiáveis. As datas e os lugares são citados com precisão. Estive com ele três vezes. Grande figura. Sempre que passo por Nazaré, entro no povoado, faço uma volta pela pracinha histórica e, antes de sair, me demoro um pouco em frente à casa onde viveu seus últimos dias o grande João Gomes de Lira. Toda manhã, ele se sentava debaixo de uma das árvores em frente a sua casa, onde cumprimentava os que passavam ou iam vê-lo. Sua bênção, querido João Gomes de Lira.

José Bezerra Lima Irmão
Pesquisador e Escritor



João Gomes de Lira e a homenagem do Cariri Cangaço

NOTA CARIRI CANGAÇO: Nascido em 13 de julho de 1913 na Fazenda Jenipapo, distrito de Nazaré do Pico – Município de Floresta/PE, viveu ali parte de sua vida. Ingressou na Polícia Militar do Estado de Pernambuco em 16 de Julho de 1931. Com dezessete anos de idade integrou na volante que tinha como comandante o Cel. Manoel Neto que perseguia Virgolino Ferreira da Silva, o "Lampião". Depois do fim da campanha contra o cangaço, foi destacar nos municípios de: Afogados da Ingazeira, Iguaracy, Tabira, Carnaíba e Flores todas cidades do interior pernambucano, onde foi delegado de polícia. Foi várias vezes ouvido pela imprensa para contar relatos da luta dos seus conterrâneos contra o bando de Lampião. Enquanto vereador de Carnaíba, João Gomes de Lira escreveu sua Obra: "Memorias de um soldado de volante", narrando sua vida e suas andanças em busca de cangaceiros. João Gomes de Lira faleceu no dia 04 de Agosto de 2011, na cidade do Recife, aos 98 anos.

E de 25 a 28 de Julho
Cariri Cangaço Piranhas 2015
 

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

NAS TRILHAS DO CANGAÇO: CADINHO MACHADO: BALEADO POR PASSARINHO E SOCORRIDO POR MARIA BONITA.

Por João de Sousa Lima
João de Sousa Lima, Cadinho e Josué Santana

Tantas histórias e personagens encontramos todos os dias em nossas pesquisas sobre o cangaço...

Há ainda tantas figuras e fatos que tiveram ligações diretas com a vida conturbada dos cangaceiros.

Em recente visita com o amigo  Josué Santana ao senhor Cláudio Alves Fontes, conhecido por Cadinho Machado, podemos ouvir e registrar suas histórias.

João de Sousa Lima e Cadinho

Ainda garoto, com a idade de oito anos, Cadinho conheceu alguns cangaceiros. (Cadinho nasceu no dia 07 de setembro de 1920). Depois desse encontro, durante muitos anos, foi encarregado de levar algumas coisas para os cangaceiros.

José Alves Fontes e Maria Alves Fontes, pais de Cadinho, residiam na fazenda Beleza em Pão de Açúcar, Alagoas.

Cadinho ficou muito tempo levando leite para Corisco e Dadá alimentarem sua filha no coito Poço Salgado (Esse coito depois ficou conhecido como a Pia de Corisco). Essa fazenda hoje pertence a Mané Cajé e na época do cangaço pertencia a Neco Brito.

João de Sousa Lima, Cadinho e Josué Santana

Cadinho também ficou abastecendo o grupo de Lampião com leite e água e sempre tinha seus serviços pagos pelos cangaceiros, dinheiro esse que juntava e sempre andava nos bolsos de suas calças.

Em uma dessas idas ao coito “Pocinhos” (também de Neco Brito), presentes nesse dia os grupos de Lampião e Corisco,  Cadinho sentou-se na beira de um riacho e ficou conversando com o cangaceiro Cacheado que o escutava encostado no mosquetão. Em frente a Cadinho, o cangaceiro Passarinho limpava sua arma; De repente ouviu-se um disparo, os cangaceiros procuraram abrigo e se prepararam para lutar; Cadinho correu achando que era a polícia e quando chegou ao barranco do riacho  e se escorou, sentiu o sangue jorrando de suas nádegas e banhando as pernas. O meninote se assustou com a quantidade de sangue. Os cangaceiros se recompuseram do susto.

Cadinho e João de Sousa Lima

Maria Bonita, Dadá e Maria de Pancada viram Cadinho molhado de sangue,  pegaram o menino e Maria Bonita avisou Lampião:

- Oh Lampião, o carregador de água tá baleado!

As mulheres baixaram a calça de Cadinho e ele disse que estava com vergonha. Maria Bonita mandou ele se calar e depois observou:

- Ah, ele já tá criando Penugem!

Lampião perguntou de onde tinha partido o tiro. O cangaceiro Cacheado entregou:

- Foi Passarinho! Olha ele lá embaixo da quixabeira!

No bolso da calça do garoto tinha um dinheiro todo ensopado de sangue e Lampião pegou o dinheiro e colocou farinha em cima pra secar o líquido. Lampião pediu o dinheiro emprestado (era 220 mil réis); Cadinho emprestou.

Do coito Lampião veio pro Caboclo (local onde reside hoje o senhor Cadinho). O cangaceiro veio pra matar Neco Cavalcante, inimigo ainda da época de Pernambuco.

Cadinho ficou sendo cuidado por Juriti. Uma semana depois Lampião retornou e pagou o dinheiro do jovem.

Depois Lampião prometeu duas novilhas de presente para Cadinho e foi quando aconteceu a morte do cangaceiro, no dia 28 de julho de 1938. Cadinho até hoje lamenta ter perdido o prêmio.

Aos 95 anos de idade, Cadinho é ainda homem lúcido, bom de prosa, sorridente, alegre... Ri sempre que lembra de um tiro que varou suas nádegas e da vergonha que teve em ter suas vestes arrancadas deixando suas “VERGONHAS” à mostra de mulheres encaliçadas na lida diária com a presença do sangue que banhou tantas vezes as áridas veredas das Caatingas nordestinas.

JOÃO DE SOUSA LIMA
Historiador e escritor
Membro da ALPA – Academia de Letras de Paulo Afonso
Membro da SBEC – Sociedade Brasileiro de Estudos do Cangaço


Paulo Afonso, 22 de abril de 2015

http://www.joaodesousalima.com/2015/04/nas-trilhas-do-cangaco-cadinho-machado.html

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INÁCIO LOIOLA, PESQUISADOR DE PRIMEIRA GRANDEZA


INÁCIO LOIOLA, pesquisador de primeira grandeza, um dos maiores conhecedores da história de Alagoas, é a nossa mais nova CONFIRMAÇÃO em nosso grande Cariri Cangaço Piranhas 2015. Noite de Abertura com Inácio Loiola e "Piranhas e sua História " Imperdível.

Dr. Archimedes Marques disse:


Meu grande amigo de infância dos velhos tempos. Saudades do nosso campinho GORÉ que nós mesmos construímos numa velha salina desativada rodeada por manguezal na nossa tão querida praia 13 de Julho. Tempos bons que não voltam jamais...

Hoje no local do nosso amado campinho "ESTÁDIO DO GORÉ", de tantas peladas, e de tantas brigas também, está instalado uma verdadeira SELVA DE PEDRA com inúmeros prédios. A década era 70 e tanto eu quanto o Inácio de Loiola tínhamos 13 anos, Washington Luiz, hoje Desembargador Presidente do TJ-AL era um ano mais novo do que a gente. 

Teve uma vez que eu e o amigo Inácio de Loiola fomos presos pela polícia ao pularmos o muro do Batistão para assistirmos um jogo SERGIPE X CONFIANÇA... Pense numa PRESEPADA!... 

Obrigado caro amigo Manoel Severo Barbosa, por me fazer relembrar os velhos tempos, pois amizade sincera é para todo o nosso viver...

Fonte: facebook

Aguardem Programação Completa nesta sexta-feira!
Manoel Severo Barbosa


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Maria Gorete Tavares Barbosa é filha do ex-cangaceiro Asa Branca


Caro Antonio de Oliveira e amigos leitores do cangaço:

Acredito que os senhores já conhecem Maria Gorete, filha do ex-cangaceiro Asa Branca, que pertenceu ao bando de Lampião, e esteve em Mossoró na visita que fez o rei do cangaço no dia 13 de Junho de 1927. Maria Gorete nasceu no dia 1º. de Junho de 1960, em Caridade, no Estado do Ceará. Ela exerce a profissão de artesã de Biscuit. Ela reside em Mossoró, no bairro Bom Jardim, Rua Epitácio Pessoa.

Mas depois da frustrada tentativa de assalto à Mossoró, sabemos que muitos do bando de cangaceiros não mais acompanharam o rei.

O ex-cangaceiro Asa Branca

Após isto, o Asa Branca foi preso e julgado, e segundo o historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros, comprova com documentos (inclusive, certa noite, no Hotel Thermas em Mossoró, ele me cedeu uma cópia adquirido no jornal A República), que o Asa Branca iniciou o seu castigo em Natal, e posteriormente foi transferido aqui para Mossoró.

Dona Francisca da Silva Tavares - viúva do cangaceiro Asa Branca

Eu sempre visito a viúva e os filhos do cangaceiro Asa Branca. Ela sempre me recebeu muito bem, inclusive o filho Clide, que reside com dona Francisca. 

Segundo ela, Asa Branca era Paraibano, e foi casado duas vezes. Ainda quando estava preso na cadeia de Mossoró, casou-se com uma mossoroense. Teve três filhos com a primeira esposa, e somente um está vivo. Posteriormente, separou-se da primeira e casou-se com dona Francisca da Silva Tavares, lá da cidade do Brejo do Cruz, no Estado da Paraíba. 

Com ela ele teve 9 filhos, sendo que 4 faleceram ainda criança. Dos cinco da segunda esposa, eu conheço 3, porque um deles reside em São Paulo, e outro foi assassinado ainda jovem, e o assassino era seu primo.

O cineasta Aderbal Nogueira (Cearense) já fez uma gravação da viúva do cangaceiro em sua residência, em companhia do poeta, escritor e pesquisador do cangaço Kydelmir Dantas, e a minha pessoa.

 O cineasta Aderbal Nogueira, dona Francisca da Silva Tavares e o poeta Kydelmir Dantas

Dona Francisca é uma excelente pessoa. Sorridente, agradável e gosta de receber quem a procura. Ela não sabe muito sobre "Cangaço", porque nunca foi cangaceira, mas repassa o que o Asa Branca havia repassado para ela, isto é, o que acontecia dentro do cangaço. Asa Branca entrou para o cangaço ainda menino. Nos anos 70 eu fui um dos seus vizinhos no Bom Jardim, mas nunca falei com ele sobre cangaço. Naquela década todos temiam assassinos.

Asa Branca faleceu na década de 80 de morte natural, e está sepultado por trás da cova do cangaceiro Jararaca, quase colado os seus túmulos. 

Túmulo do Jararaca. Observe que por trás do túmulo do Jararaca tem um outro. É o do Asa Branca

Aqui em Mossoró foram sepultados dois cangaceiros, o Jararaca e o Colchete, além do Asa Branca que morreu naturalmente. A cova do Colchete, o tempo fez desaparecer, ninguém sabe o local certo.

José Mendes Pereira
Mossoró - terra de Santa Luzia
Rio Grande do Norte. 

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Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" Partes 1, 2, 3, 4 e 5

 Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" (Parte 1)
https://www.youtube.com/watch?v=CEfHIFyj6GM

Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" (Parte 2)
https://www.youtube.com/watch?v=GK8s28p10kQ

Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" (Parte 3)
https://www.youtube.com/watch?v=K68vCfdZPow

Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" (Parte 4)
https://www.youtube.com/watch?v=Ps5NyTK3r2Q

Quadro Histórias do Cangaço - Lampião "O Mito" - Parte 5
https://www.youtube.com/watch?v=IqYBE3aU8SU

Fonte dos Vídeos: Youtube

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QUADRANTE 45 VIAGEM NO TEMPO (FICÇÃO) - PARTE III

Autor Raul Meneleu Mascarenhas






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O que vem por aí... Sérgio Dantas lança em breve “Corisco – A sombra de Lampião”

Por Rostand Medeiros

No final do próximo mês de maio estará disponível o mais novo livro do pesquisador Sérgio Dantas, um dos mais renomados estudiosos do tema cangaço na atualidade.

Estamos falando da obra “Corisco – A sombra de Lampião”, um trabalho que trás o resultado de onze anos de pesquisa pelos sertões da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

A ideia deste livro, segundo o autor, surgiu quando ele realizava entrevistas sobre as ações de Lampião e seu bando junto a antigos cangaceiros, policiais, ex-coiteiros e vítimas. Sérgio percebeu que a figura de Cristino Gomes da Silva Cleto, o verdadeiro nome de Corisco, era recorrente e muito presente. Logo veio a ideia de escrever sobre a vida do cangaceiro que, na opinião do autor, foi o mais destacado cangaceiro que andou com Lampião. Corisco também era conhecido como “Diabo Louro” e desde 1930 comandava um dos subgrupos de cangaceiros que atuavam junto ao “Rei do Cangaço”.

Para a conclusão de “Corisco – A sombra de Lampião”, Sérgio Dantas realizou cerca de 120 entrevistas, onde figuram oito ex-cangaceiros e cangaceiras. Mas igualmente o autor pesquisou em jornais antigos existentes em vários arquivos nordestinos, além de utilizar muito material proveniente de boletins e relatórios policiais. Em relação a estes últimos, o autor destaca o relatório do capitão Felipe de Castro, que organizou em maio de 1940 a perseguição que culminou na morte de Corisco.

Ainda sobre a morte deste famoso cangaceiro, Sérgio Dantas comenta que, entre vários relatos, o livro trás interessantes depoimentos de membros da família Pacheco, onde em sua propriedade ocorreu o combate final entre Corisco e a volante comandada pelo tenente Zé Rufino.

Não falta em “Corisco – A sombra de Lampião” o rigor de uma pesquisa histórica realizada com esmero e qualidade, onde os leitores vão desfrutar de muitas informações interessantes, em meio a uma narrativa dinâmica nas suas quase 350 páginas e uma iconografia composta por cerca de 70 fotografias.

A venda será realizada com exclusividade pelo amigo Francisco Pereira, da cidade paraibana de Cajazeiras, pelo valor de R$ 50,00 (com frete incluso). Os pedidos poderão ser feitos através do email franpelima@bol.com.br, ou o telefone (83) 9911 8286.

Vale a pena conferir!


Sobre o autor – Sérgio Augusto Dantas nasceu em Natal, é bacharel em Direito pela UFRN, magistrado desde 1993 e autor dos livros “Lampião e o Rio Grande do Norte  – A História da Grande Jornada” (2005),“Antônio Silvino: O Cangaceiro, O Homem, O Mito” (2006) e “Lampião, entre a Espada e a Lei” (2008).

Publicado originalmente no essencial Tok de História

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JOANA SIQUEIRA A VIÚVA DO BARÃO DE ÁGUA BRANCA - AL


A Baronesa Dona Joana Bezerra teve sua residência saqueada no dia 26 de Junho de 1922, por Lampião e seu bando, sendo este um dos mais famosos assaltos do currículo do cangaceiro.


Alguns historiadores afirmam que Lampião ainda teria andado de braços dados com a baronesa pelas ruas da cidade, como forma de humilhar mais ainda a viúva e sua família.

O pesquisador Breno Dos Santos disse o seguinte:

Na Edição Especial do Diário de Pernambuco (11/2006), confirma essa versão de Lampião desfilar com a baronesa pelas ruas da cidade. E ela era corajosa Geraldo Júnior

Quando recebeu o "bilhete" de Lampião, solicitando certo valor para evitar o saque, ela mandou resposta dizendo que se ele fosse valente que viesse buscar pessoalmente"! (Somente de joias de ouro, ela tinha fortunas).

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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