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sábado, 17 de outubro de 2015

SOBRE O ATAQUE DO CANGACEIRO SABINO A CAJAZEIRAS


http://oultimodosmoicanos-claudiomar.blogspot.com.br/2015/10/sobre-o-ataque-do-cangaceiro-sabino.html

Fonte: facebook

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FOTO INÉDITA DE LAMPIÃO. VERDADEIRA OU FALSA? O QUE OS AMIGOS ACHAM

Por Voltaseca Volta‎

O pesquisador e escritor Archimedes Marques ganhou de presente a original dessa fotografia inédita de Lampião. O presente foi de uma pessoa que viveu no tempo do cangaço e, quando era criança, foi tratado por Maria Bonita de um tiro acidental que trespassou as nádegas, quando um cangaceiro manejava a sua arma.

Recentemente ele me pediu para analisar a foto, para ver todos os detalhes e comprovar se realmente é "verdadeira", assim como, também, o seu provável ano de tiragem. Agora, solicitou para que os amigos de estudos, também, analisassem e dessem as suas opiniões.

Segundo Wilma Maria Ferreira Leite no facebook

Segundo meu amigo Luiz Ferraz este Lampião é legitimo e a foto não é inédita, no livro de Ranulfo Prata e ou Leonardo Mota tem esta foto. “Violeiros do Norte” é o nome do livro que tem esta foto. Ele está sem óculos, pois seu problema no olho ainda não tinha se agravado. Lampião era canhoto, ele tem posição de atirar com o braço esquerdo. O chapéu estrelado era usado desde o tempo Sinhô Pereira. Era código de honra. 

Após a morte de Delmiro Gouveia começaram a identificar os bandos através dos chapéus estrelados. Ao entrarem no cangaço eles usavam chapéus quebrados na testa sem estrelas e ao colocar estrelas era aderir definitivamente ao cangaço. Usar estrelas no chapéu era dizer: “sou matador de polícia”. Lampião passou a usar chapéu estrelado após a morte de seu pai.

A estrela de Davi foi moda de Lampião. Antes eram usados moedas e outros adereços!

Fonte: facebook

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ESCRITOR SABINO BASSETTI PÕE NA PRAÇA O SEU MAIS NOVO TRABALHO SOBRE CANGAÇO - LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através deste e-mail sabinobassetti@hotmail.com você irá adquirir o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti com o título "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

Não perca tempo e não deixa para depois, pois saiba que livros sobre "Cangaço" são arrebatados pelos colecionadores, e você poderá ficar sem este. Adquira já o seu.

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EM 17 DE OUTUBRO DE 1872 ERA FUNDADO O JORNAL O MOSSOROENSE.

Por Florina Escóssia

Hoje, 17 de outubro, edito essa postagem para parabenizar todos que fizeram, fazem e ainda farão o jornal por muitos anos.

O JORNAL E SEUS COLABORADORES

Estando eu já perto do fim, devo fazer uma referência especial aos colaboradores do jornal do meu tempo, que foram muitos, como uma espécie de homenagem deste pobre marques aos que sempre me ajudaram a fazer o jornal.

Mário Negócio

Logo que começamos, em 1945, tivemos as colaborações de amigos que, em verdade, impulsionaram O Mossoroense. Os advogados Mário Negócio e José Augusto Rodrigues foram os homens da primeira linha, juntamente com Vingt-un e Jorge Freire.

Mário, interessado na política, escrevia artigos, sempre com os títulos ou entremeados de expressões latinas, como modus in rebus Sr. Prefeito, Modus vivendi, A Vingança de Zeus e tantos outros que nem consigo me lembrar. Quase diariamente ele chegava à redação com o artigo na mão, cantando baixinho ou assobiando, no que também era exímio. Conversava um pouco sobre política, dava umas boas risadas e deixava a redação cantarolando. Bom advogado.

Eleito deputado estadual brilhou na Assembleia. Dix-sept Governador, ele foi ser Secretário Geral. Faleceu aos 40 anos de idade em desastre automobilístico em Tacima - PB, quando retornava da festa de inauguração de uma estação de rádio em Recife, representando o Governo do Estado. Em vida, nunca deixou de escrever para o jornal.

O advogado José Augusto Rodrigues foi outro grande amigo e colaborador d’O Mossoroense a partir de 1945. Um pouco mais moderado, escrevia artigos sobre assuntos gerais com elegância de estilo e conhecimento de causa. Não escrevia sobre o que não sabia discutir. Simples e modesto, vinha pessoalmente e me entregava o original de sua matéria, como se quisesse que soubessem que era o seu artigo, quando, na verdade era publicado com seu nome.

José Augusto tentou mais de uma vez ser candidato a deputado estadual, entretanto, as chances não lhe foram favoráveis, mesmo porque o partido a que pertencia não tinha condições de eleger um deputado. Preferiu fazer sua vida como advogado e professor. Certamente que foi o advogado com maior número de causas e o professor que teve mais alunos em Mossoró, pois ensinava em todos os colégios, e foi diretor de alguns.

Um fato que envolve os integralistas de Mossoró vou relatar pela primeira vez, depois de tantos anos.

Vingt-un e Lauro da Escóssia

O mais novo dos vinte e um filhos de Jerônimo Rosado, também foi um dos maiores colaboradores do jornal, escrevendo mais sobre a gipsita e o arenito, embora abordasse com profundidade, conhecimento e ótima redação os problemas do semiárido. Acostumou-se tanto a defender através da imprensa os problemas de Mossoró e da região que, ainda hoje, mantém um editorial com milhares de títulos – A Coleção Mossoroense.

Seguiram-se a esses Jorge Freire, Raimundo Nonato, Walter Wanderley, Padre Humberto Bruening, Padre Raimundo Gurgel, Jaime Hipólito Dantas, Dorian Jorge Freire, Otacílio Negreiros, Alberto Mendes de Freitas, Francisco de Assis Silva, Xavier Vieira, Samuel Gueiros, Rafael Negreiros e tantos outros.


Jorge Freire foi o colaborador de sempre. No início A NOTA, depois outras notas e artigos, sempre com o seu estilo de frases curtas, mas que diziam tudo. Jorge era muito bom escrevendo, mas sempre o achei melhor na prosa, falando, uma vez que entendia tudo melhor do que todos e respondia sempre com uma piada séria.

Falava pouco. Chegava à redação sempre de paletó e gravatinha de laço, dizendo ou ouvindo alguma notícia ou piada. Por um tempo escreveu também o editorial do jornal, passando para duas matérias de início por semana, depois duas vezes por semana e depois diariamente. Aí, já não era um colaborador, mas um redator assíduo.

E Raimundo Nonato? Talvez o escritor mossoroense com mais livros publicados. Passou a escrever para O Mossoroense somente depois que foi morar no Rio. Quando aqui residia não tinha tempo de escrever porque era professor de português de todos os estabelecimentos de ensino. Nonato sempre escreveu muito bem, bonito e correto.

Aconteceu o mesmo com Walter Wanderley. Quando aqui residia Walter não escrevia n’O Mossoroense por causa da política. Walter era político. Foi deputado estadual. Era ligado ao PSD, enquanto nós pertencíamos à UDN, depois PR e depois MDB e PMDB. Morando em Belo Horizonte e com mais tempo, passou Walter a escrever livros e para O Mossoroense. É outro que escreve com muita facilidade o que o povo gosta de ler. Walter também tem um monte de livros publicados.

Dr. Jaime Hipólito Dantas 

JAIME Hipólito escrevia muito bem. Irônico ao extremo, levava todos na ironia e se dava muito bem. Escrevia seu artigo assinado e também escreveu por algum tempo o editorial do jornal. Quando começavam as campanhas políticas ele, que gostava de fazer apologia dos seus candidatos, se afastava do jornal, embora contra a nossa vontade.

Dorian Jorge Freire foi outro grande colaborador. Começou no jornal, andou por Natal e São Paulo, mas nunca deixou de escrever para O Mossoroense. Toda sua matéria era da melhor qualidade.
O Padre Raimundo Gurgel celebrizou-se pela publicação das profecias de São Malaquias. Um trabalho muito interessante que chamava a atenção dos leitores.

Os bons cronistas eram Xavier Vieira, Padre Huberto e Samuel Gueiros, mais o mais interessante era Rafael Negreiros – O Contador de Histórias. Rafael pegava um fato e contava a história com muita capacidade e rapidez. Era um comentarista de mão cheia. Para escrever só havia necessidade do fato. Quando este aparecia Rafael dava o tom até o final. Era um pouco estourado, mas em cinco minutos voltava a rir. Escrevia porque gostava. Nunca recebeu um tostão pelo seu maravilhoso trabalho. Era apenas um colaborador.

Sujeito bom esse Rafael. Vai longe.

Esses homens cometeram uma indignidade.

Quase nenhum contato, mesmo como homem de imprensa, tenho tido com o atual legislativo municipal, a ponto de chegar a ocupar uma posição em meio da massa anônima, que tem assistido às suas reuniões. São tantos afazeres que fico sem tempo.

De minha tenda de trabalho, tenho, no entanto, sabido o quanto tem chegado ao descrédito um poder público, constituído por representantes do povo que um dia foram eleitos para representar o povo mossoroense.

Acreditava porém que, ao calor da incompreensão em que se arrastavam os nossos licurgos, sobrasse um outro sentido mais elevado, capaz de salvá-los da estagmatização a que se conduziram por seus atos.

Ontem, essa minha impressão se dissipou, em face do relato de sua reunião da tarde, quando esteve em plenário para aprovação um requerimento de um de seus pares, o vereador João Newton da Escóssia, no sentido de estender a este jornal as homenagens que a alguns, por motivo de uma data aniversária, cogita realizar a Câmara em sua última sessão deste período.

Houve a rejeição da maioria maciça, uma vez que somente o requerente e mais os vereadores João Niceras de Morais e João de Freitas Oliveira votaram a favor. Onze restantes acompanharam o voto do Sr. Joaquim da Silveira Borges, no sentido de não ser prestada a homenagem a O Mossoroense.

Surpreendi-me por tudo, inclusive pela emenda apresentada. Sou forçado a confessar que o fato veio a contribuir para que se confirmasse tudo quanto acreditava estar corrompendo a estrutura desse setor da administração pública de nossa terra.

Os vereadores vitoriosos quiseram, assim, na sua pequenez, dar a Mossoró a posição de um burgo onde a vindita campeia numa sequência interminável e de consequências imprevisíveis.

Extravasaram-se na sua incongruência no sentido de procurar destruir uma tradição como vem sendo a do sacrifício de minha família, através de quatro gerações, em dar a Mossoró a assídua permanência de um órgão de imprensa, cujo valor em seu passado e no presente, como arauto da opinião pública, vale muito mais que a acumulada dos 11 vereadores contrários à proposição.

Evidentemente, srs. Vereadores, O Mossoroense não lhes merece a homenagem.

Podem subir por esses degraus tortuosos dessa transcendental escada da expiação! Contemplem das alturas o aro impensado e premeditado com que o agitaram o subconsciente, mas, cuidado, os áulicos também tropeçam e mais vertiginosa é a queda quando a escalada não é bem firme. Tentem destruir-nos. De baixo lhes aguardamos a queda. Será breve, oh ilustres campeões da indignidade.

Fonte: facebook
Página: Florina EscossiaMemórias de um jornalista de província

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Leia a entrevista de Lampião publicada no Jornal O POVO em 1928


Confira a matéria publicada no O POVO no dia 4 de julho de 1928, com Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. "Não sou cangaceiro por maldade minha, mas pela maldade dos outros", afirmou.

http://www.opovo.com.br/app/fortaleza/2015/07/25/noticiafortaleza,3474352/leia-a-entrevista-de-lampiao-publicada-no-jornal-o-povo-em-1928.shtml#.ViGcobdZ2jw.facebook

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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LAMPIÃO E SUAS OFENSAS


"Três coisas eu trago de Pernambuco: dinheiro, coragem e bala." 
Frase do rei vesgo Virgulino Ferreira da Silva (Lampião).
Fonte: Fernando Antônio Alves De Queiroz

Certidão de Nascimento de Virgulino Ferreira da Silva


Fonte do registro: Agenaldo Nogueira
Fonte: facebook

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LAMPIÃO O ESTRATEGISTA...!


Como grande estrategista que o era, o rei vesgo do cangaço utilizava cachorros; rede de informantes/coiteiros, mas também, fazia uso do instrumento LUNETA para localizar a aproximação da polícia que sempre estava no seu encalço...

CONFIRA, nessa sensacional FOTO, acima.

Fonte: facebook

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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

PEDRA SAGRADA DOS TAPUIAS NO MUSEU DO SERTÃO EM MOSSORÓ

Por Benedito Vasconcelos Mendes

O Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde (Mossoró-RN) possui uma belíssima e curiosa pedra, de formato e finalidade intrigantes.


Pedra Sagrada dos Tapuias - Bonita é bem trabalhada pedra de quartzo leitoso, muito bem polida e de forma enigmática, de origem indígena (tapuia), provavelmente, usada em rituais religiosos. Este artefato possui cerca de 35 centímetros de diâmetro por 25 centímetros de altura. As partes superior e inferior são abauladas, curvadas (convexo e côncavo, respectivamente) e a parte lateral em baixo relevo (em forma de cinta). Esta é uma peça raríssima e enigmática, pois não se sabe se é um objeto sagrado dos índios ou utilitário. 

No Museu Diocesano de Sobral-CE existem duas pedras semelhantes a esta, só que um pouco maiores. 

O Museu Nacional (Rio de Janeiro-RJ) também possui pedras semelhantes. 

O formato, a perfeição do acabamento e o material de que é feito dão uma beleza especial a esta curiosa peça lítica.

Informação do http://blogdomendesemendes.blogspot.com:

O Museu do Sertão na "Fazenda Rancho Verde" em Mossoró não pertence a nenhum órgão público, é de propriedade do seu criador professor Benedito Vasconcelos Mendes.

Quando vier à Mossoró procure visitá-lo, pois são mais de 5 mil peças para os seus olhos verem.

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O ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA, LANÇA LIVRO SOBRE CANGAÇO NA FLICA 2015..

GT. LANÇAMENTOS DE SEUS LIVROS NA FLIPA 2015

O ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA, LANÇA LIVRO SOBRE CANGAÇO NA FLICA 2015.

PARTICIPANDO DA FLICA 2015
INTERIOR DO CONVENTO, UM DOS LUGARES DA FLICA 2015
FILARMÔNICA DA CIDADE NA FLICA 2015
ESPAÇO LÚDICO DO EVENTO
PRAÇA DA CIDADE E SUAS TRADIÇÕES
FLIPA - FESTA LITERÁRIA DE CACHOEIRA-BA
FLIPA 2015
FLICA 2015 CACHOEIRA - BAHIA
DEBATES NA FLICA 2015

A Flica é a maior feira literária da Bahia, é organizada na cidade de Cachoeira, cidade histórica e tombada pelo IPHAN, a feira concorre com a de Paraty-RJ, como uma das mais importantes do país, em organização e temas debatidos, além de inúmeras atrações artísticas.

Fonte: facebook

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OFÍCIO DAS ESPINGARDAS

 Por Rangel Alves da Costa*

Falar em ofício das espingardas é remeter aos tempos de um sertão de face mais verdadeira que agora, pois mais valente, mais corajoso, mais destemido. Dizem também de um sertão violento, cruel, respingando sangue dos enfrentamentos das injustiças e trovejando fogo pelos canos jamais acovardados pelas perseguições e tiranias. Aquele mesmo sertão de cangaceiros, coronéis, jagunços, coiteiros, volantes e tantos outros cabras de sangue no olho.

Falar em ofício das espingardas é reencontrar um cenário hostil, de paisagem carcomida pela seca grande e pelo abandono do homem, onde o destino do desafeto estava na mira escondida nos tufos do mato, detrás nos arbustos espinhentos e nos emaranhados das catingueiras e cipós. Ali a tocaia sedenta, a emboscada faminta, o ofício de derrubar a vida e chamar aos restos os bicos carnicentos dos urubus.

Falar em ofício das espingardas é falar em todo tipo de arma e munição que tornaram aqueles sertões num verdadeiro arsenal. Baionetas, garruchas, bacamartes, carabinas, clavinotes, mosquetões, parabéluns, pistolas, rifles, revólveres, fuzis e muito mais. Mas também adagas, facas, punhais, facões, lâminas afiadas que tanto serviam para abrir a mata e afastar as galhagens espinhentas como para sangrar o bicho e o inimigo. Um tempo de “papo amarelo”, de “costureira”, “de beijo quente”, de “bichinha”. Sem uso ficou a pistola de Lampião naquele alvorecer sangrento de 28 de julho de 38 nos carrascais do Angico.

Falar em ofício das espingardas é abrir o grosso livro dos tempos idos e nas suas páginas carcomidas – porém tão realistas como as cabeças decepadas dos cangaceiros - encontrar as motivações para um sertão levantado contra as injustiças e opressões, as perseguições dos poderosos e um contexto onde o pobre era escravizado tanto pelo Estado como pelo curral. Como fizera o senhor do engenho com o negro de além-mar, também o senhor dono do mundo quis cuidar daquele desvalido de além-túmulo.


Falar em ofício das espingardas é ler nos testemunhos da história a grandeza sertaneja diminuída pelo subjugo do homem da terra. Homem-bicho, homem-foice, homem-enxada, homem-escravo, homem-nada. E do outro lado o poder do homem-tudo, do dono do latifúndio, do coronel de patente política e conveniência, do dono de currais com vozes silenciosas e amedrontadas, do dono de boiadas e de cabeças de gente, do senhor absoluto da vida e da morte, sempre lastreado pela outorga mandonista do próprio Estado.

Falar em ofício das espingardas é recordar o pobre sertanejo tendo de sair de sua casinha de cipó e barro e abandonar seu pedacinho de chão pela ordem raivosa do coronel. Ou vende tudo por dois vinténs ou não terá nem cruz sobre a cova. É relembrar o homem moço já envelhecido por força do trabalho desumano nas terras do poderoso. Ou ganha o pão da miséria ou mais miserável ainda haveria de ser. É recordar a voz que se insurgiu contra os grilhões do poder e por isso mesmo tombou numa curva qualquer de caminho.

Não há que falar em ofício das armas sem avistar o poderoso coronel ordenando sobre o destino e sina do pobre e extenuado sertanejo. O mesmo coronel que acolhe ao seu redor o rebotalho de assassinos e imprestáveis e os transforma em fiéis escudeiros e paus-mandados para espalhar a sangria. Paga qualquer moeda, promete proteção perante os crimes cometidos, fornece armas e munição, e depois lê a cartilha das inimizades e desafetos e diz que a qualquer momento estejam prontos para agir. E assim os inimigos são afrontados, os inocentes perseguidos e qualquer um podendo cair nas graças da mira de uma carabina.

A verdade é que era um sertão de muitos ofícios. O ofício da terra, o ofício da sobrevivência, o ofício do ganha-pão, o ofício do enfrentamento das secas e estiagens, o ofício do medo, o ofício da submissão, o ofício da incerteza. Mas também o ofício da coragem, da valentia, do destemor. E foi pelo ofício do fervor do sangue correndo nas veias que incontinenti brotou o ofício das armas, das espingardas, de qualquer uma que cuspisse fogo e fizesse prova contrária do troco merecido. Eis que homem valente é o sertanejo e se nega a suportar uma desfeita quando pode resolver de outro modo. Então a guerra está feita.

Tem-se, pois, que o ofício das espingardas simboliza, a um só tempo, tanto a vida como a morte vida. Ora, carregar uma arma permite a continuidade e também o fim. E naqueles idos de violência, tanto servia como proteção como para afrontar o inimigo. Representa ainda um ciclo nordestino onde o estampido das armas contou a própria história de um povo construindo sua identidade através de guerras abertas, conflitos sociais e enfrentamento das situações as mais adversas.

O cangaço nasceu assim, do ofício das espingardas. Um dia alguém deu voz ao seu sofrimento pelas injustiças e perseguições e decidiu enfrentar o mundo e o poder ao redor. E depois mais um, e ainda mais outro, e de repente estava formado um grupo de rebelados. Mas a coragem e o destemor nada significavam ante a belicosidade daqueles tidos como inimigos. Então lançaram mão das armas e se entrincheiraram nos escondidos e veredas daqueles sertões de outra. E nunca se viu tanto cuspir fogo como a partir daí. Nunca se viu tantas espingardas no seu ofício.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

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IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS COBRA TRÍZIMO DE FIEIS! EXPLORAÇÃO

Por José Mendes Pereira

Amigo leitor:

Sei que este blog o seu objetivo é fazer postagens sobre "Cangaço" mas a gente fica tão inquieto quando ver isto, e finda postando para que os leitores tomem conhecimento. Quem já viu esta, pagar dízimo 3 vezes por mês sobre o seu salário, quer dizer, 30% sobre o seu ordenado.  

Igrejas que exploram os seus fiéis devem pagar impostos. Os encarregados brincam com a miséria dos seus seguidores, construindo coisas desnecessárias para a nação, apenas para se tornarem importantes. E tem uns que choram, choram, dizem que a sua obra está sendo ameaçada, perseguida, só para que os fieis tenham dó, e fiquem todos ao seu lado, derramando o mais importante nas sacolinhas. E ainda tem aquele mais esperto, finge que Deus está falando em seu ouvido, dizendo que os fiéis têm que fazer ele está pedindo no momento do culto. Que cisa, hein!

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FALECEU HOJE EM SERRA TALHADA LUIZ ANDRELINO NOGUEIRA

Por Kiko Monteiro

LUIZ ANDRELINO NOGUEIRA - Serra Talhada perde mais uma personalidade importante da sua história. Hoje, 16 de outubro de 2015, ás 07h00 da manhã, faleceu o Sr. Luiz Andrelino Nogueira, aos 96 anos de idade. Casado com Dona Guiomar Nunes Nogueira deixa os filhos: Márcio, Maria Solange, Maurício Fernando, Murilo Fernando, Márcia Cylene, Magna Suely e Marly Sandra.

O Sr. Luiz Andrelino durante muitos anos foi o dono do Segundo Cartório Eleitoral, o qual ficava localizado na Praça Dr. Sérgio Magalhães, bem no centro de Serra Talhada. Pessoa querida de todos, era tido como uma das cabeças pensante da nossa cidade. Sempre procurou servir com atenção aos inúmeros amigos e pessoas que o procurava, exemplo, hoje seguido pelos seus filhos.

Oriundo de família de agricultores: Sr. Manoel Andrelino Nogueira e Sra. Maria Nogueira Neta da fazenda Serra Vermelho dos Nogueira.


Seu Luiz Andrelino era um verdadeiro arquivo na memória do cangaço. Quando criança conheceu Lampião, conviveu com familiares e muitos personagens diretamente ligados ao cangaço – inclusive de sua própria família, que eram inimigos do Rei do Cangaço. Jornalistas e historiadores que vinham a Serra Talhada tinham passagem obrigatória por sua residência, onde eram bem recebidos pelo próprio, sem nunca negar entrevistas.


Seu Luiz Andrelino participou do documentário "XAXADO – A DANÇA DE CABRA MACHO", da Fundação Cultural Cabras de Lampião, e foi um dos principais informantes para o livro LAMPIÃO. NEM HERÓI NEM BANDIDO. A HISTÓRIA, de Anildomá Willans de Souza.

Fonte: facebook
Página: Kiko Monteiro

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LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
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O livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

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EZEQUIEL FERREIRA (IRMÃO) E VIRGÍNIO FORTUNATO (CUNHADO) ENTRAM PARA O BANDO DE LAMPIÃO.


A 05 de fevereiro de 1927, Lampião encontrava-se na Fazenda de Antônio da Piçarra entre Macapá (Atual Jati/CE) e Brejo Santo, quando chegaram Ezequiel e Virgínio trazendo notícias detalhadas da prisão de seus parentes e amigos. Exposta a situação em que se encontravam, Ezequiel e Virgínio pediram para entrar no Bando. Lampião foi contra. Eles insistiram dizendo que não tinham para onde ir. Tanto insistiram, que Lampião acabou concordando.

Ezequiel tinha acabado de fazer quinze anos de idade. Lampião pôs nele o apelido de “Ponto Fino”, alcunha de um cangaceiro que morrera queimado, poucos dias antes, na incursão por Alagoas, mas o apelido não vingou. Apesar do apelido sugestivo, Ezequiel nunca chegou a ser um bom atirador, ao contrário do que dizem unanimemente todos os autores do cangaço. Ele quase não participava dos combates. Seu papel no bando era Guarda-Costas do irmão, do qual não se separava um instante sequer, como se fosse sua sombra.

Se Lampião queria tirar um cochilo, por exemplo, Ezequiel ficava o tempo todo ali por perto, atento. Encarregava-se também de vigiar reféns para que não fugissem. Não há registro de ser autor de uma morte sequer. Talvez nunca tenha atirado em alguém.

Virgínio, apesar de viúvo, era um rapazola. Em virtude da pouca idade, puseram nele o apelido de “Moderno”, apelido que também não vingou.

Fonte: Livro “LAMPIÃO – A RAPOSA DAS CAATINGAS” de José Bezerra Lima Irmão
Transcrito por: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo).

Fonte: facebook


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DOCUMENTÁRIO DA PRISÃO DO CANGACEIRO ANTONIO SILVINO


Veremos, através do documentário abaixo, o local da prisão de Antônio Silvino, narrado pelo dono da fazenda, neto do coiteiro do chefe cangaceiro.
Assim, seguimos aprendendo.
Divirtam-se estudando!
Uma produção: Francisco Ivan Nóbrega

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PATRIARCA DA FAMÍLIA LIMÃO JOSÉ RODRIGUES DE BARROS

Por Epitácio Andrade

José Mendes Pereira e Galego Vovô, no álbum da família Limão da geração pós-cangaço jesuínico, o patriarca José Rodrigues de Barros, o filho Luiz Limão e netos. 


O patriarca (foto resgatada em 1981), teve a difícil tarefa de proteger a família do preconceito gerado pelo cangaço.

Epitácio Andrade

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PEDRA MÓ NO MUSEU DO SERTÃO - MOSSORÓ-RN

Por Benedito Vasconcelos Maia

Uma das mais curiosas e bonitas peças do acervo do Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde, de Mossoró-RN é a PEDRA MÓ. É uma bonita pedra de granito róseo não lapidado, muito bem trabalhada, que fazia parte do Moinho Manual de Pedra, que foi usado pelo povo antigo da Palestina. A Bíblia faz várias referências a Pedra Mó. No Brasil, este modelo de moinho manual de pedra foi utilizado no passado de Norte a Sul do País, até as primeiras décadas do Século XX. Era formado por duas pedras circulares: a Mó Superior, que girava horizontalmente sobre a Mó Inferior, para esmagar grãos de cereais e produzir o xerém ou a farinha.

A Pedra Mó Superior (foto acima) é vazada no centro. Na parte de cima, o vazamento é de formato circular, onde são despejados os grãos para ser moídos. Na parte de baixo desta pedra, o vazamento corresponde ao encaixe triangular da manivela, que vai tanger manualmente a Mó Superior. Na superfície inferior desta mó, existem também, as ranhuras em baixo relevo, por onde escoa a farinha. Ela possui em torno de um metro de raio e 27 centímetros de largura e pesa cerca de 200 quilogramas. 


Ela foi encontrada em uma fazenda localizada no município de Mossoró, porém ela deve ter sido trazida de outra região, já que na Chapada do Apodi (região sedimentar), onde Mossoró está localizada, não existe granito na superfície e sim calcário. Em Mossoró o embasamento cristalino encontra-se na profundidade de cerca de mil metros.

Informação do http://blogdomendesemendes.blogspot.com:

O Museu do Sertão na "Fazenda Rancho Verde" em Mossoró não pertence a nenhum órgão público, é de propriedade do seu criador professor Benedito Vasconcelos Mendes.

Quando vier à Mossoró procure visitá-lo, pois são mais de 5 mil peças para os seus olhos verem.

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